Anúncio Superior

quarta-feira, 31 de março de 2010

Eu me envergonharia de ser jornalista do PIG

Dias atrás o Presidente Lula em discurso fez um desabafo contra o que ele considera (no popular: uma sacanagem - palavras minhas) sobre o papel da grande imprensa no Brasil. Disse ele que qualquer estudante brasileiro daqui 30 anos, ao tentar pesquisar sobre a história do país nos  "tablóides" irá deparar-se simplesmente com "mentiras".

E realmente é notória a falta de compostura, de ética e civilidade de determinados grupos de mídia (máfia ou quadrilha - talvez caiba melhor no contexto), pois é notório a falta de ética profissional e compromisso com a verdade desses seres formados em comunicação social.

Eu particularmente já joguei a toalha contra as grandes redes de TV (que não assisto), contra as revistas semanais (que não leio), contra as rádios (que não ouço) e sinceramente posso garantir que minha vida ganhou muito em qualidade.

Assumo que sou um viciado em internet. Sou assíduo seguidor de blogs, sou um google-maníaco daqueles que busca informações ao redor do mundo e formo minha própria opinião e visão de uma outra maneira que passa longe dessa mídia terrorista.

Graças a Deus sou um ser pensante.

E me orgulho muito por saber que meu filho de 14 anos de idade já segue essa mesma linha de pensamento e atitudes; e sei o qualnto estou fazendo a diferença na vida dele para que tenha realmente um futuro e seja um cidadão consciente.
A juventude está vivendo um momento maravilhoso atualmente e a informação está aí, clara, concisa e real. Basta buscá-la para formar o seu próprio ponto de vista.

Há um longo caminho ainda a ser percorrido, porém o que me anima é que este caminho é sem volta.
Liberdade não é mais apenas uma palavra, mas sim uma ação, uma opção que qualquer um de nós pode muito bem escolher diante das várias alternativas que se abrem.

Se alguém tiver estômago e buscar o que foi noticiado pelos terroristas da mídia sobre o lançamento do PAC-2 essa semana pelo Governo Federal, seja em TVs, Jornais, Revistas, Rádios ou o que mais quer que seja que compnham os quartéis generais da mídia que apunhala o povo brasileiro pelas costas, irá deparar-se com algo sem precedentes na história mundial no que diz respeito a "safadeza jornalística".

Os meios de comunicação são muito, mas muito baixos. São deprimentes. São predadores contumazes que buscam apenas defender os seus mais mesquinhos interesses em detrimento do povo e da democracia que eles tanto dizem defender.

Abaixo transcrevo o "VERDADEIRO" discurso com as palavras de Lula durante o lançamento do PAC-2. E rezo para que daqui a 30 anos quando algum estudante for pesquisar algo sobre a história do Brasil, possa encontrar na Internet, isso que será um retrato fiel do que realmente está se passando nesse momento. Que Deus o permita.

DISCURSO DE LULA NO LANÇAMENTO DO PAC 2

Brasília, 29/03/2010

"Por incrível que pareça, eu vou ser breve de verdade, porque a agenda hoje está demasiadamente carregada e eu tenho uma agenda internacional ainda.

Primeiro, eu queria, tanto ao Artur quanto ao Godoy, à Dilma, ao Guido Mantega, ao governador Jaques Wagner e ao prefeito Eduardo Paes, dar os parabéns pelos discursos feitos aqui.

Certamente, o Brasil já viveu outros momentos destes, em que o governo anunciou um conjunto de obras. Certamente, em alguns momentos as obras aconteceram, em outros momentos as obras não aconteceram. Vocês poderiam estar perguntando: “Por que o presidente Lula resolveu lançar o PAC 2 no seu último ano de governo, já que o PAC 1 foi lançado no seu primeiro ano de governo?” Apenas para efeito de registro histórico, o PAC 1 era para ter sido lançado também em 2006, antes das eleições. A gente não lançou porque já era mais ou menos o mês de setembro, e a gente não queria confundir o PAC 1 com as eleições de 2006. E nós entendíamos que era melhor, então, guardar para lançá-lo no começo do ano seguinte. Isso demonstra o otimismo que a gente tinha naquela época, com o lançamento de um programa da envergadura do PAC, que não queríamos utilizá-lo politicamente.

Por que, então, agora, tomamos a decisão de lançar o PAC 2? Primeiro, porque nós aprendemos – prefeitos, governadores, os gestores públicos do governo federal em todos os ministérios –, nós aprendemos que, entre anunciar uma obra - disponibilizar dinheiro no orçamento é a coisa mais fácil - e essa obra começar a ser executada, tem um tempo que não depende individualmente de nenhum de nós e que depende de todas as barreiras que, historicamente, nós criamos para nos autofiscalizar.

Estou dizendo isso com muito orgulho, porque nós fizemos um governo que, mais transparência, era impossível. Mas, dois exemplos que eu vou dar para vocês, inclusive um comunicado ao Eduardo Campos: eu não estou indo amanhã a Pernambuco porque nem sempre as coisas são como as pessoas dizem que são. Depois eu vou contar a minha viagem de Itabuna, você vai saber do que eu estou falando.

A Transnordestina, nós estamos trabalhando nela há cinco anos. Não são cinco dias, há cinco anos. Só a elaboração do projeto, a arquitetura financeira, que envolveu vários... ministro da Fazenda, presidente do Banco Central, ministro da Integração... Nós levamos mais de três anos para construir a engenharia financeira para fazer a Transnordestina. Quando nós concluímos a engenharia financeira, nós tínhamos nos esquecido da engenharia burocrática de cada ente que estava envolvido – seja do BNDES, seja do Finor, seja do Ministério da Integração, seja da empresa. Ou seja, sempre você tinha uma vírgula que, quando eu perguntava: Quando vamos começar?, diziam: “Um pouco mais, Presidente”. Depois, tem o problema dos governos estaduais com as desapropriações, que não é uma coisa fácil. Só para vocês terem ideia, na reunião que eu fiz em janeiro – porque agora eu estou fazendo reunião a cada trinta dias – estava tudo pronto, na de fevereiro já não estava pronto. Ou seja, só para ter uma ideia do transtorno que é você fazer uma obra de grande envergadura neste país. É por isso que de vez em quando se falava do “cemitério de obras paradas”. É porque nem todo mundo é perseverante como eu sou, para ir em cima, para concluir, porque senão elas não acontecem.

Veja, eu estou dizendo isso de público porque eu ia amanhã para a Transnordestina, para inaugurar a fábrica de dormentes, a maior do mundo, e a fábrica de brita que, sozinha a usina de brita, vai produzir mais brita que as quarenta que tem em São Paulo. E não vamos porque não está pronta. Esse compromisso foi feito comigo em janeiro, em janeiro. Não está pronta.

Poderíamos pegar outras obras. A Transnordestina, para quem é paulista, para quem é gaúcho, para quem é catarinense, para quem é... é uma ferrovia de quase 1.800 quilômetros, que vai ligar o Porto de Pecém ao Porto de Suape, em Pernambuco – Pecém, no Ceará – e vai até Eliseu Martins, no Tocantins, pegar a produção de soja que tem lá... no Piauí, no Piauí - é que ela vai chegar no Tocantins logo, logo. E vai pegar toda a soja produzida e vai ser um sistema de transporte muito moderno.

Eu lembro que na campanha de [19]79, quando eu fui fazer um comício no Crato, na volta, o doutor Arraes, que estava me apoiando firmemente, disse para mim: “Ô Lula, me faça a Transnordestina. O Nordeste precisa reativar essa ferrovia”. Portanto, nós... toda a engenharia foi para que a gente inaugurasse ela em 2010, toda a engenharia; e vamos inaugurar somente lá para 2012, porque entre a vontade de fazer... E agora uma prova: não é falta de dinheiro. Porque antigamente, se dizia que não tinha dinheiro. Tem dinheiro. O que nós precisamos resolver nas prefeituras, nos governos dos estados e no governo federal é a facilidade dos projetos.

É importante e eu vou dizer [em] alto e em bom som para todo mundo entender: o que libera dinheiro não é discurso, o que libera dinheiro não é pressão política, o que libera dinheiro não é emenda parlamentar, o que libera dinheiro não é o estado ser mais rico ou mais pobre. O que libera dinheiro é o cidadão que governa uma cidade ou um estado, ou um ministro que governa uma pasta trazer um projeto consistente, com cumprimento de todas as exigências legais.

Por isso... todo mundo aqui já aprendeu, todo mundo aqui já aprendeu. Acho que não tem um prefeito neste país... não tem um prefeito e um governador, que a gente não tenha aprendido como é difícil a distância entre a gente ter o dinheiro e a gente ter a obra. É uma coisa... você pensa que é só a 319? Se fosse só 319...

Pois bem. Pois bem, companheiros. Por que foi importante, e eu queria fazer o lançamento do PAC 2, agora e urgente? Porque era para garantir que cada companheiro, desde uma empresa como a Petrobras, a uma empresa como a Eletrobras, a outras empresas importantes, até cada prefeito ou cada governador e cada ministro, vão ter um tempo para construir e preparar os seus projetos. Daqui até junho, de todas essas coisas que a ministra Dilma anunciou, nós já temos por volta de 441 projetos selecionados, inclusive, projetos selecionados já com projetos básicos em muitos casos, ou projetos executivos. Portanto, obra preparada para começar.

Agora, Aloizio, não pense que quando eu falo “obra preparada para começar”, ela começa. Demora um tempo. Eu lembro que antes de terminar o mandato, o Fernando Henrique Cardoso foi entregar a ordem de serviço da BR-101 lá na cidade de Osório, no Rio Grande do Sul. E eu, em 2004, fui lá buscar a ordem que ele deu e dar outra ordem. É, porque não aconteceu nada com a ordem que ele deu. E com a minha, quase que não acontece, porque tinha uma perereca no túnel, e a perereca “embirrou” seis meses a obra, seis meses.

Bem, então era necessário lançar... era necessário lançar o PAC agora, porque até junho – é importante vocês prestarem atenção - até junho o núcleo coordenador do PAC vai se reunir com os prefeitos e com os governadores para que a gente comece a destrinchar cada coisa. E isso é importante porque se não fizermos agora, quem assumir o governo no dia 1º de janeiro do ano que vem vai perder um ano fazendo o que nós estamos fazendo agora. Como nós não precisamos ficar parados, esperando obra, nós temos o PAC 1 funcionando, ou seja, nós vamos ter uma equipe, concomitantemente com a execução do PAC 1, trabalhando os projetos dos prefeitos com a sua estrutura, os governadores, para que o pessoal comece 2011 embalado. Mais ou menos que nem o time do Corinthians, ontem, embalado, embalado. Para não falar o time do Santos aqui, eu tenho que falar do Corinthians.

Então nós vamos ter, só para vocês prestarem atenção, prestarem atenção: entre abril e junho, nós deveremos estar discutindo mais de dez mil projetos. Entre vocês trazerem o projeto à mesa do ministro ou à mesa da coordenação do PAC e esse projeto se transformar numa coisa concreta... porque parte disso vai entrar no orçamento que a gente vai aprovar em... este ano, para 2011. A gente não pode deixar para fazer as coisas... porque aí só vão ser feitas a partir de 2012, e nós não temos tempo a perder.

Na medida em que o Brasil aprendeu a se planejar, na medida em que nós estamos construindo... eu considero isso, Dilma, uma carteira, uma carteira de obras. É que nem uma carteira de advogado. O advogado, quando ele se forma... eu estou vendo aqui o Jobim, estou vendo o Tarso Genro, advogados. O advogado, quando ele se forma – o Temer –, ele pensa que vai ganhar dinheiro. Aí, monta um escritório. Aí, ali passa um mês sem aparecer um cliente, passam dois meses, e quando aparece o primeiro cliente ele só vai receber o dinheiro daquele cliente quatro ou cinco anos depois, quando a causa é julgada. Isso, se ele ganhar. Se ele perder...

Então, o que nós estamos construindo no Brasil é uma prateleira de projetos nas prefeituras, nos estados e no governo federal para que quem vier a governar este país, em qualquer momento, não pegue o país como vocês pegaram as prefeituras, como vocês pegaram os governos dos estados e como nós pegamos aqui, em que você não tinha projeto. Tudo, você tinha que começar praticamente do zero.

Essa é uma coisa que o Brasil, na hora em que construir essa carteira, o Brasil vai poder pensar em outras coisas. Vocês viram que nós falamos aqui muito em PAC de infraestrutura, PAC... mas o Fernando Haddad sabe que vai ter que construir mais coisas para a Educação; o Sergio Rezende sabe que vai ter que construir mais coisas para a Ciência e Tecnologia; a Embrapa sabe que vai ter que pensar um pouco mais para frente, porque é pensando quatro anos para frente que a gente pode construir este país mais rapidamente, para que as futuras gerações não vivam a situação que nós vivemos.

Eu estava vendo a Dilma dizer um dado aqui que me deixou impressionado: o último grande investimento em infraestrutura foi feito pelo Geisel. Você pode dizer o Brasil planejado, com aqueles planos decenais, quinquenais, que eram feitos pelos militares. Está certo que o Geisel deixou também a dívida externa para a gente pagar, ele deixou. Mas o dado concreto é que depois dele ninguém teve mais competência ou possibilidade de fazer qualquer coisa para a frente, porque o país estava endividado. Nós passamos duas décadas discutindo apenas a questão de pagamento de dívida.

Bom, nós estamos em um outro momento agora. O que nós estamos querendo é dar fôlego para que este país possa pensar o futuro, em que um presidente da República venha a fazer um discurso e ele não tenha que ficar falando mal de quem saiu, e que ele tenha que apresentar propostas à frente, propostas para os nossos netos, para os nossos filhos.

E é isso que eu acho que nós fizemos, com todas as mudanças. Vocês estão lembrados que em 2007 eu disse, no começo do segundo mandato: é preciso destravar este país.

Por conta desse discurso de destravar o país, o companheiro Luciano Coutinho nos levou, junto com o Miguel Jorge, ao BNDES, para a gente aprovar um programa chamado Política de Desenvolvimento Produtivo – PDP, que é, na verdade, é uma espécie de revolução, que trata, entre outras coisas, da inovação tecnológica, porque se nós não fizermos inovação tecnológica, muitas das coisas que nós sonhamos não acontecerão, sobretudo de o Brasil se transformar na quinta economia do mundo, na quarta economia do mundo ou na sexta economia do mundo.

Nós estamos trabalhando firmemente para não sermos apenas campeões de exportar suco de laranja, minério de ferro ou soja. Nós queremos exportar muito mais coisas, dentre elas o conhecimento e a inteligência do povo brasileiro, que será aprendida em um processo de qualificação, melhorando as universidades, fazendo mais universidades, mais escolas técnicas, mais Cefets. É isso que vai permitir que a gente possa fazer o Brasil ingressar no rol dos países desenvolvidos.

E obviamente que isso só pode ser feito se você tiver a roda da economia girando, se você estiver gerando emprego, se você estiver gerando salário, se você estiver gerando renda. Porque uma coisa, uma coisa todos os economistas, todos os advogados, todos os políticos precisam saber: a coisa mais importante que aconteceu neste país, no nosso governo, foi a prova de que é plenamente possível você compatibilizar o crescimento com a distribuição de renda, concomitantemente, não esperar que o segundo degrau seja feito para você subir o primeiro. E o resultado disso foi o enfrentamento da crise, no ano passado. Vocês não sabem como me enche de orgulho quando as pesquisas mostram que as classes D e E das regiões mais pobres do Brasil consumiram mais do que a classe A, da região Sul do país. Eu gostaria que a A também tivesse consumido mais, porque aí o PIB teria crescido um pouco mais. Mas, ao mesmo tempo, nós temos que lembrar dos efeitos de uma pequena política de transferência de renda, o que causou na opinião pública.

O povo nordestino, o povo do Norte e o povo da periferia dos grandes centros urbanos – de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro – sabe disso. O Sérgio Cabral sabe da alegria daquele povo da favela de ver o Estado lá dentro, não apenas levando polícia, mas levando assistência, levando casa, levando educação, levando emprego, levando cultura. As pessoas percebem que o Estado está lá dentro. E qual é o meu orgulho? É o que acontece no Rio de Janeiro, acontece em São Paulo, acontece em Salvador, acontece em Aracaju, acontece em Recife, acontece em Fortaleza, ou seja, não tem uma capital deste país... Eu vou dizer mais: não tem uma cidade deste país que não tenha hoje um investimento do PAC.

É por isso que a Dilma disse corretamente: ser republicano não é retórica de palanque. É colocar em prática. Certamente, alguns companheiros governadores de outros partidos não vieram, mas têm representantes, têm vices. E, se não vieram, não foi por oposição. É porque estão preocupados em gastar o dinheiro do PAC 1, que eles já receberam neste mandato. Tenham certeza disso, de que a preocupação de todos eles é inaugurar as obras antes de terminar o 2 de abril. Eu mesmo estou convidado para algumas, mas não posso ir porque tenho muita coisa para fazer aqui, amanhã.

Então, eu quero terminar, companheiros, dizendo para vocês apenas duas coisas. Eu não estou contente com o que nós fizemos até agora, e acho que nenhum de vocês está contente, porque nós temos a obrigação de fazer mais, temos competência de fazer mais. O povo pobre deste país precisa que a gente faça mais, e a economia precisa que isso aconteça.

Eu fico imaginando se nós, naquele momento de crise, tivemos que fazer um investimento de quase R$ 12 bilhões no Bolsa Família, o próximo governo não pode se contentar com [R$] 12 [bilhões], vai ter que fazer mais. Ou vai ter que gerar tanto emprego, que um dia não vai precisar mais ninguém ter o Bolsa Família. Porque quando a gente começou a fazer o programa Bolsa Família, qual era a crítica que a gente recebia? “Cadê a porta da saída? A porta da saída? A porta da saída?”. Os coitados não tinham nem entrado. Eu não sei porque pobre incomoda tanta gente neste país! Não, porque a verdade é essa, é que incomoda. Você dizer que vai fazer as coisas para os pequenos neste país incomoda, é perda de tempo. Inclusão, fazer estrada, fazer Bolsa Família, tudo isso é secundário. O que é importante é fazer infraestrutura. Obviamente que nós concordamos, mas se a gente fizer um aeroporto e do lado de fora tiver o povo morrendo de fome, quem vai viajar de avião? Quem vai viajar de avião se o povo não pode comer? Vejam, um pouco dos pobres andando de avião já está dando problema nos aeroportos. Todo dia o Jobim chega e mostra para mim: “Está crescendo 10% ao ano, está crescendo 10% ao ano”. E vai crescer mais.
Eu lembro a primeira vez que eu entrei em um avião. A primeira vez que eu viajei em um avião era coisa de rico, eu me preparei para viajar. Em 1975, eu fui eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e tinha um congresso da Previdência aqui.

Quando eu vim para cá me prepararam: “Olha, só tem gente rica no avião. Você leva uns 30 lenços porque vai colocar tudo para fora”. Eu entrei no avião, amarrei a barriga, quase que estouro. Naquele tempo tinha champanhe no avião, Rollemberg. Tinha champanhe, Vicentinho. Champanhe, tinha comida no prato, garfo... E eu falei: não vou comer nada, não vou beber nada. Sentei duro ali, travei a mão ali, fechei os olhos. Eu falei: daqui para a frente, quero ver o que vai acontecer. Fiquei só esperando vomitar. Aquele saquinho de plástico que tinha, eu pus uns 10 lá na minha sacolinha. Quando eu menos... quando eu menos espero, o cara comunica: “Parou em Brasília”. Então era coisa de rico mesmo, eu me preparei. Hoje, não, hoje os pobres estão viajando de avião. Tem mais gente viajando de avião, sabe. E nós queremos que mais gente viaje mais de avião. Nós queremos que mais gente viaje de avião, que possa percorrer esse Brasil inteiro. E isso só pode acontecer se a gente continuar fazendo distribuição de renda. E aí, Guido, você disse uma coisa que para mim merece registro. Fazer tudo isso sem perder a noção, de cuidar com carinho da responsabilidade fiscal e de controlar a inflação neste país. Porque a inflação, na hora em que volta, ela volta exatamente para corroer o salário das pessoas que ganham salário.

Então, essa é uma coisa sagrada que nós não podemos perder de vista. Este país pode crescer bem, este país pode ter juros menores e este país pode ter a inflação controlada, porque nós aprendemos isso.

E aí eu queria fazer um apelo aos companheiros congressistas, aos companheiros congressistas: gente, ano de eleição não é hora de a gente fazer loucura em votação. Ano de eleição é hora de a gente pensar na próxima geração. E a gente só vai poder cuidar bem da próxima geração se a gente agir com o máximo de cuidado e com o máximo de responsabilidade.

Eu sei da quantidade de propostas que já apareceram para o pré-sal. Mas, se a gente não tomar cuidado, a gente vai diluir tanto que a gente vai terminar não utilizando esse recurso para significar a independência do Brasil.

Eu estive na Bahia agora, Jucá, eu estive na Bahia. E estavam lá os policiais, querendo piso. Não é que eu ache que R$ 3.500,00 é um salário alto. Eu não acho. Se eu ganhasse isso, quem sabe, eu estava até protestando. Mas é importante a gente olhar quantos estados brasileiros podem pagar um piso de R$ 3.500,00, hoje. Quantos governadores? Estão todos ali. É perguntar para alguns quantos podem pagar.

Então, eu penso que essa harmonia entre as votações que a gente vai fazer e a realidade de cada lugar que a gente mora, vive, não pode ser perdida por causa do ano eleitoral.

Eu queria fazer um apelo a vocês. Um apelo que começa pelo comportamento do presidente da República, que deve passar pelo comportamento de quem vai ser candidato a presidente da República neste país, que passa pelo comportamento dos ministros que vão sair e dos ministros que vão ficar. Se tem uma coisa sagrada que fez este país chegar onde chegou foi a seriedade do nosso comportamento até agora. A nossa seriedade, no fundo, no fundo é o que permitiu – e o Sérgio sabe disso –, foi o que permitiu que a gente fosse lá em Copenhague e ganhasse o direito de realizar as Olimpíadas em 2016. É essa seriedade que permite que o Brasil seja elogiado por onde passa hoje.

Aqui tem muita gente que viaja. E todos vocês sabem que o Brasil nunca foi tratado com 10% do respeito que ele tem hoje. Porque aqui a gente provou que tem até mais competência de fazer as coisas melhor do que aqueles que antes davam tanto palpite nas nossas coisas, e agora estão lá endividados e num emaranhado de confusões, que não sabem como sair. Enquanto o mundo desenvolvido está sofrendo o desemprego, neste país, no pior ano da crise, nós criamos 905 mil empregos; este ano, até agora, em dois meses, já criamos quase 400 mil novos empregos. Eu tenho a certeza de que este ano será um ano extraordinário, para alegria do povo brasileiro, para alegria dos dirigentes sindicais não fazerem greve nem passeata no meu último ano de mandato, e para alegria do trabalhador, que vai poder ganhar um pouco mais.

Por último, companheiros e companheiras, a partir de amanhã muitos companheiros irão deixar o governo, porque muitos estarão na luta democrática. Você sabe que é assim, não é? Quando o presidente da República vai querer tirar o ministro, então ele fala: “Mas eu, Presidente? Eu sou tão dedicado! Eu...” É duro tirar. É duro, você não sabe como é triste tirar um ministro. Agora, quando eles querem sair, eles inventam o seguinte discurso para mim: “Olha, o povo precisa, a base decidiu. A base decidiu, eu tenho que ir. Não tenho como faltar com a minha base. O meu estado quer”. Mesmo que depois, nas eleições, ele tenha uma “merrequinha” de voto, assim, ele nem se arrepende, porque ele fez aquilo que era vontade dele. Ninguém segura, ninguém segura alguém que quer ser candidato a deputado, é um negócio impressionante. A deputado e a outras coisas, também. Não apenas a deputado.

Mas, de qualquer forma, eu... vários companheiros vão sair, nós vamos ter uma despedida aqui, um “trololó” com eles. Todo mundo sabe que eu não vou fazer mudança no governo, ou seja, todo mundo sabe que eu não vou... não adianta nem partido pedir ministro, que não tem, a equipe que vai ficar é a equipe que está trabalhando, nós vamos fazer os ajustes que tem que fazer e não tem... Que ninguém venha me pedir a presidência da Petrobras ou da Caixa Econômica, do Banco do Brasil, do BNDES, não venha... A não ser que o Zé Alencar pedisse. Como ele não pede...

Então, nós vamos continuar. Eu estou marcando uma reunião para segunda-feira, depois da Semana Santa, uma reunião com todo mundo que vai ficar, porque eu posso dizer para vocês: quem quiser ficar, sabe que vai trabalhar o dobro dos que saíram, porque agora, a fiscalização nas obras vai ter que ser muito mais rígida, porque a gente não pode se deixar pegar na disputa eleitoral. Ministro não é para cuidar de finanças de campanha de ninguém, ministro é para trabalhar e para cuidar do dinheiro público corretamente. Nós vamos fiscalizar isso, para que as coisas funcionem bem. E nós precisamos fazer o que o Brasil fez no Chile em 1962: Pelé se machucou... - porque tem vários “Pelés” que vão sair - e o Garrinchinha e sua turma conseguiram ganhar a Copa do Mundo de [19]62.

Então, eu só queria agradecer a vocês e dizer o seguinte: Companheira Dilma, você, que foi a mãe do PAC 1... Certamente, eu não posso ficar chamando você de mãe eterna do PAC 2, porque daqui a pouco surge outra mãe aí, adotiva, e vai... E também não vou chamá-la de avó do PAC, porque isso não ajuda. Mas, de qualquer forma, eu quero que vocês saibam, eu quero vocês saibam, e isso aqui eu falo de coração, amanhã, no dia em que a Dilma for sair – eu sei que vocês não estarão aqui, muitos de vocês, porque têm outras atividades –, mas eu gostaria de dizer uma coisa para vocês: se não fosse a trinca da Dilma – ela, a Erenice, a Miriam Belchior e mais a Tereza –, eu estou dizendo... se não fosse a dedicação dessas companheiras, talvez a gente não pudesse nem estar lançando isso aqui hoje, porque eu estou prometendo desde setembro, elas ficaram pedindo conversa comigo em setembro, outubro, novembro, eu não pude conversar. Eu só vim conversar com elas no começo do ano. E elas, eu sei que se dedicaram sábado e domingo até altas horas da noite, para a gente poder apresentar para vocês.

Certamente, isso aqui vai passar por um ajuste, pente fino, nas discussões com os governadores de estados que vão querer uma coisa, vão querer aprimorar outra, vão querer tirar outra; com prefeitos, que vão querer tirar umas, colocar outras... De qualquer forma, o PAC não é do Lula. O Lula só tem mais nove meses aqui. Nove? Acho que menos, até. Estou querendo ganhar alguns dias. Mas, de qualquer forma, esse PAC, se for feito por vocês, governadores e prefeitos, esse PAC, quem entrar aqui na Presidência não vai poder simplesmente pegar e dizer: “Eu não vou fazer isso aqui, vou rasgar e vou fazer outra coisa”, porque terá os governadores eleitos e os prefeitos eleitos no pé, para que ele cumpra o compromisso do Estado brasileiro com a redenção definitiva deste país.

Parabéns, companheira Dilma. Parabéns, companheiro Guido Mantega. E parabéns a todos vocês que, ao longo desse tempo, contribuíram para que a gente pudesse chegar onde nós chegamos.

Está encerrado este ato."

FONTE:
compilado por CLAUDIA ANTUNES, do RIOCentro de Eventos e Convenções Brasil 21 – Brasília-DF. Reproduzido no blog "Tijolaço", de Brizola Neto.
LIDO NO BLOG DEMOCRACIA DE MARIA TERESA

terça-feira, 30 de março de 2010

Datena ataca "colonistas" do PIG

Ontem no início da noite estava eu fazendo algo raro (ligar a TV) e de controle remoto na mão fui passando pelos vários canais da TV aberta, essa que aparentemente é democrática pois basta ter antena para se captar seu sinal, e de repente me deparei com a figura do Promotor Francisco Cembranelli na tela.

Ele já estava finalizando uma entrevista ao programa do Datena na Rede Bandeirantes e consegui pegar só o finalzinho de suas declarações com relação ao caso Isabella Nardoni.

Em seguida o apresentador José Luis Datena entrou e fez um fechamento opinativo sobre a entrevista e o caso dos Nardonis de tanta repercussão na semana passada e na sequência tocou num ponto interessante sobre o "jornalismo", "jornalistas", "imprensa" e "jaburus" (palavra minha).

Muito consciente, fala pausada e numa demonstração de maturidade profissional, o Datena deu uma porrada certeira no fígado de alguns muitos integrantes do PIG.

... --- Sensacional essa entrevista com o Promotor Cembranelli. Esse é o resultado de um trabalho exaustivo dos profissionais do jornalismo da Band que atuaram na cobertura desse caso. E em nenhum momento emitimos opiniões, ou tendências, mas apenas trouxemos as informações de acordo com os acontecimentos. Esse é o nosso diferencial, é o diferencial do jornalismo com o DNA da Band....

.... ---- Isso me lembra uma outra questão... Quando o Governador (Serra) em entrevista comigo confirmou ser candidato á presidente, muita gente aí (da imprensa) ficou enciumada, principalmente os comentaristas políticos em geral...
Se perguntavam: Como? Porque o Datena conseguiu esse furo com o Governador?
Eu consegui porque perguntei, eu nem fui lá prá isso, estávamos fazendo uma matéria no AME, iríamos tratar de outras coisas, e conversando com o Governador ele me confirmou. Me respondeu porque eu perguntei, simples assim. Agora ficar especulando, querendo imaginar coisas que não existem porque fui competente e dei um furo de reportagem que muita gente até então não tinha conseguido, não significa que eu tenha rabo preso com ninguém.

.... --- Todos sabem que tenho uma admiração pelo LULA, porém nunca fui pedir nada a ele. Assim como nunca pedi nada ao Serra, como nunca pedi nada ao Kassab ou a quem quer que seja. Pode perguntar. Pergunte a qualquer um desses se alguma vez fui pedir favor a eles. Pergunte se me viram chegar com espaços publicitários para vender a qualquer um desses ou qualquer outro. Porque eu sou profissional acima de tudo. Não recebo para defender esse ou atacar aquele.

.... --- Agora querer ficar desmerecendo o meu trabalho é uma coisa muito pequena. Querer ficar procurando o porque do Governador ter falado oficialmente comigo sobre ser candidato e não com outros não quer dizer que eu seja privilegiado ou tenha preferências por isso ou por aquilo...
Inclusive eu lanço aqui um desafio. Podem fazer uma devassa na minha vida, no meu imposto de renda, nas minhas contas bancárias....
Minha vida é um livro aberto, por sinal, muito diferente de tantos aí. Façam uma devassa na minha vida e procurem algo que possa me desabonar, pois farei o mesmo com vocês.
De mim não encontrarão nada, mas de vocês eu tenho absoluta certeza de que encontrarei e muito... e bota muito nisso. Então é isso, podem vasculhar minha vida e apresentem porque aí eu farei o mesmo e vamos ver quem é quem.... no que vai dar....

Depois desse desabafo e (avisos) aos colonistas de plantão, entrou uma outra matéria no ar. Procurei algum vídeo com este conteúdo, porém até o momento não há nada na internet.

LinkNet: Empresa de Informática de dar inveja a Bill Gates

Bill Gates, o todo poderoso da Microsoft, se conhecesse determinada empresa de Informática morreria de inveja do faturamento e lucratividade da mesma em tão pouco tempo. Matéria divulga os bastidores do envolvimento da empresa LINKNET com desvios de recursos públicos durante governo de Joaquim Roriz no DF.
Coisa que continuou no governo do Arruda do DEMo.

Vale lembrar que esta empresa tem ligações e contratos com outros governos estaduais e prefeituras Brasil afora.
Dentre eles (qual surpresa??) o governo de Serra e a prefeitura de São Paulo.
Como camuflar isso num momento pré eletivo ao qual o PSDB e toda a oposição + barões da mídia jogam suas últimas fichas contra Lula e Dilma?

Repasses vultuosos podem ser conferidos na matéria abaixo. Uma quadrilha montada há quase uma década dilapidou (ou ainda dilapida?) o patrimonio público brasileiro com a coninvencia e participação de figuras notórias de nossa cena política.

O mais grave é verificar que a pauta de hoje dos "grandes tablóides" e do PIG em geral estão afoitos em tirar o peso das realizações do PAC no país.
E quanto a Linknet?
Ah, melhor não mexer muito nesse "pinico".
Desliguem os ventiladores, por favor? O PSDB agradece.

Ministério Público Federal:
Linknet foi maior beneficiária de verbas no governo Roriz

A empresa de informática Linknet é apontada pelo Ministério Público como a maior beneficiária do repasse de recursos públicos feito pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) no governo de Joaquim Roriz (de 1998 a 2006). A Polícia Federal investiga a empresa na Operação Caixa de Pandora, deflagrada em novembro de 2009, por alimentar o suposto esquema de propina a integrantes do governo do Distrito Federal e deputados distritais.


Em nove processos que tramitam na Vara de Fazenda Pública de Brasília, a Linknet divide o banco dos réus com Durval Barbosa, ex-presidente da Codeplan e autor das denúncias que abateram o governo de José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) no fim do ano passado. Em apenas uma ação, o Ministério Público tenta recuperar para os cofres públicos R$ 36,197 milhões supostamente desviados em contrato de 2005 entre a Linknet e a Codeplan, para aluguel de equipamentos.


No esquema desarticulado na Operação Caixa de Pandora, a Procuradoria Geral da República calcula em R$ 100 milhões o volume de recursos "desviados e apropriados pelo esquema criminoso, só do setor de prestação de serviços de informática" entre 2007 e 2009.


"A via é de mão dupla, segundo os indícios. De um lado, havia a apropriação de recursos públicos desviados, por integrantes do esquema criminoso. De outro lado, o esquema favorecia as empresas que se dispunham ou consentiam em pagar a propina, garantindo-lhe contratos com o governo", afirma a Procuradoria da República, em petição encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).


As investigações dos contratos da Codeplan começaram em 2002 e revelam um engenhoso esquema de direcionamento das contratações de empresas do qual a Linknet foi beneficiada com milionários contratos de prestação de serviços.


Até junho de 2005, a dispensa de licitações era feita pela Codeplan por meio de um "contrato de gestão" firmado com o Instituto Candango de Solidariedade (ICS), que servia de intermediário. Apenas em 2004, a Codeplan repassou R$ 247,5 milhões ao ICS para pagamento de serviços e bens que deveriam ter sido licitados.


"Assim, nos anos de 2002 a 2004, órgãos do Distrito Federal demandaram à Codeplan a prestação de variados serviços de informática. Como não prestava nenhum tipo de serviço, acionava o Instituto Candango de Solidariedade, com que mantinha um contrato dito 'de gestão' para que ele intermediasse a contratação direta de empresas privadas, frustrando o procedimento de licitação. Aponta a Linknet como a maior beneficiária do repasse de recursos públicos", sustenta o Ministério Público do DF, na denúncia acolhida pela Justiça em 26 de fevereiro deste ano.


No entanto, a partir de junho de 2005, impedida por decisão judicial de ter contratos com o ICS, a Codeplan passou a fazer as contratações diretamente com as empresas prestadoras de serviços, porém a um custo bem mais elevado. São esses contratos emergenciais questionados em ações de improbidade administrativa ou civil pública na Vara da Fazenda de Brasília. "Aquilo que era dissimulado junto ao ICS, passou a ser feito às claras", diz a denúncia.


Oito contratos emergenciais no valor aproximado de R$ 128 milhões foram firmados entre a Linknet e a Codeplan entre 24 de maio e 16 de agosto de 2005 para prestação de serviços, como informatização, telemarketing e locação de equipamentos.
O contrato emergencial 26/2005, no valor de R$ 43,829 milhões, previa a instalação e manutenção de software e hardware por um período de seis meses, ou seja, R$ 7,3 milhões por mês. O contrato anterior, firmado por meio do ICS com a Linknet, custava 26% menos, acusa o Ministério Público. Em outro contrato para atendimento e suporte técnico, o 18/2005, o aumento foi de 1.439%. Passou de R$ 65,4 mil por mês para R$ 1 milhão no contrato emergencial.


Os oito contratos assinados pela Codeplan com a Linknet foram analisados pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal no processo 19.930/2005. Um relatório técnico aponta irregularidades na dispensa de licitação. Segundo o documento, nas justificativas apresentadas, não consta qualquer referência aos motivos que levaram à escolha dos fornecedores.


O documento explica que o Instituto Candango de Solidariedade cobrava uma "taxa de administração" ao intermediar contratos para a Codeplan. Contudo, os contratos emergenciais firmados diretamente pela companhia não apresentaram valores inferiores.


"Como já esclarecido nos processos que tratam dos contratos de gestão, o Instituto Candango de Solidariedade atuava como intermediário e cobrava para tanto taxa de administração, normalmente de 9%. Com isso, o razoável é que os serviços contratados diretamente das empresas prestadoras tenham preços menores que os cobrados pelo ICS", diz o parecer técnico. "Ou seja, sem a organização os preços deveriam ser menores, já que não haveria a intermediação e a cobrança de taxa. O que ocorreu, todavia, foi um aumento total da ordem de 52% em relação aos preços praticados no contrato de gestão."


O advogado Marcelo Bessa, que responde pela defesa do empresário Gilberto Lucena, dono da Linknet, informou que não vai comentar as ações que estão na Vara de Fazenda de Brasília. Segundo ele, a prioridade da defesa, neste momento, é o inquérito da Operação Caixa de Pandora.

Fonte da matéria: Portal Terra

sábado, 27 de março de 2010

Emir Sader: A Folha Mente

Passando por um site qualquer desses que ecoam notícias da mídia golpista, me deparei com a manchete que informava Serra 9 pontos á frente de Dilma para as eleições presidenciais deste ano.
Confesso que de início me senti surpreso, "pero no mucho" por verificar que a pesquisa havia sido feita pelo "datafolha" pertencente ao "tablóide" (como se referiu o presidente Lula), folha de são paulo. 

Seguindo as decisões do convescote do início do mês do "instituto millenium", onde a decisão e ordem  é bater em Dilma até sangrar com o intuíto de fazer Serra presidente "CQC" - (custe o que custar), a folha é apenas mais um desses órgãos da extrema direita que está seguindo á risca o plano debatido e decidido no início do mês.

Imediatamente vim visitar o mundo da blogosfera, onde é possível ter um contra-ponto aos ditadores da mídia e encontrei, como não poderia deixar de ser, este artigo maravilhoso de Emir Sader da Carta Maior, o qual reproduzo abaixo.

São essas coisas loucas da direita reacionária e seus meios de comunicação (PIG) que a cada dia me dão mais certeza de que Dilma será a Presidente do Brasil para mantermos essa ilha de prosperidade pela qual passamos nos últimos 8 anos sob a batuta de Lula.

QUEM ACREDITA NA FSP (FORCA SERRA PRESIDENTE) ?

Emir Sader

"Menos de duas semanas depois de ter que se render às inquestionáveis tendências de subida da candidatura da Dilma e de estagnação e até mesmo descenso da de Serra, a FSP (Forca Serra Presidente) se apressou em fazer uma nova pesquisa, que nem esperou a tradicional divulgação de domingo, saindo no sábado.

Sem que nenhum fato político pudesse explicar, fizeram o que se imaginaria que um adepto da campanha serrista faria: levantar o ânimo depressivo da campanha opositora, tentando evitar o anticlímax do lançamento no dia 10 de abril da candidatura do Serra.

A manipulação – que já havia estado presente na não-qualificação de empate técnico na diferença de 4 pontos – agora se revela abertamente. A FSP (Forca Serra Presidente) faz parte da direção da campanha do Serra e qualquer divulgação de pesquisa tem que ser caracterizada como manobra da campanha opositora.

Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente), depois de tudo que tem feito, desesperadamente, particularmente nestes últimos tempos, em que tiveram que abandonar a postura de aparente segurança na vitoria do seu colunista, o atual governador de São Paulo (ex presidente da UNE e ex prefeito de Sáo Paulo, ambos cargos abandonados por ele sem concluir o mandato), para se jogar, já sem nenhum escrúpulo, na campanha serrista?

Quem acredita no jornal que emprestou seus carros para dar cobertura à repressão da ditadura militar?
Quem acredita no jornal que anunciou que haveria dezenas de milhões de vitimas da gripe suína no Brasil?
Quem acredita no jornal que divulgou ficha falsa da Dilma?
Quem acredita no jornal que publicou na primeira pagina artigo de suposto psicanalista acusando o governo de ter assassinado (sic) a mais de cem pessoas no acidente da TAM em Congonhas?

Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente), dirigida pelo filho do proprietário e não por nenhum tipo de eleição publica e democrática?
Quem acredita em quem dirige o jornal porque é Frias Filho, filho do dono e não por algum tipo de mérito próprio que pudesse ter?

Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente) se o candidato que apóiam é colunista permanente do jornal, circula pela redação como se fosse sua casa, indica jornalistas vinculados a ele para cargos do jornal – como a diretora da redação de Brasilia, colunista da página 2, indicada por ele, conforme declaração de membro do Comite Editorial do jornal?

Como acreditar na FSP (Forca Serra Presidente) se se transformou no Diario Oficial Tucano (DOT), partido da direita brasileira, que dirigiu catastroficamente o país durante 8 anos – tendo mudado a Constituicao durante seu mandato para se beneficiar, com a compra de votos de parlamentares -, com todo o apoio desse jornaleco da Barão de Limeira?

Quem ainda acredita na FSP (Forca Serra Presidente)?
Como se fez campanha no Chile, com Allende, contra o correspondente dessa imprensa no Chile, com o lema EL MERCURIO MIENTE, aqui devemos espalhar por todas partes, sobre a FSP (Forca Serra Presidente) e sobre seus congêneres, plásticos e toda forma de divulgação com o lema:

A FOLHA MENTE
O GLOBO MENTE
A VEJA MENTE
O ESTADAO MENTE.
Porque A DIREITA MENTE."

FONTE: escrito pelo filósofo e cientista político Emir Sader e postado hoje (27/03) no site "Carta Maior".

quarta-feira, 24 de março de 2010

Conversa Afiada: Lula ataca o PiG(*): “Ele não é letrado”

Ao se aproximar do fim do governo, o Presidente Lula perdeu a inibição e passou a enfrentar um dos maiores obstáculos à construção da democracia brasileira: o PiG(*).
Lula lamenta que, no futuro, os estudiosos que forem pesquisar sobre o que acontece com o Brasil só lerão mentiras.
Lula denuncia os que queriam vê-lo fracassar e dizer que “ele não é letrado”.
O Conversa Afiada já localizou não só o efeito criminoso das atividades do PiG(*), mas manifestações explícitas do preconceito de classe, de raça e de, agora, gênero nas linhas e entrelinhas do PiG(*).
Do PiG(*) e seus agentes no Congresso e no Judiciário.
Por exemplo, quando o Farol de Alexandria diz que o Lula se comunica bem.
Clique aqui para ler. “O preconceito de Serra (e dos tucanos) contra Lula e Dilma, a mulher”.
Ou quando o candidato do programa do Datena diz que a eleição é entre ele e a mulher.
Leia a seguir o que diz a Folha online sobre o desabafo de Lula hoje:

Lula diz que imprensa age de “má-fé” e não mostra realidade brasileira
Publicidade
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Em cerimônia para anunciar novas medidas do governo para o programa “territórios da cidadania”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duros ataques à mídia brasileira. Lula disse que a imprensa age de “má-fé” ao deixar de divulgar ações do governo federal que considera essenciais para o país.
“Eu levanto de manhã, vejo manchetes e fico triste. Acabei de inaugurar 2.000 casas, não sai uma nota. Caiu um barraco, tem manchete. É uma predileção pela desgraça. É triste quando a pessoa tem dois olhos bons e não quer enxergar. Quando a pessoa tem direito de escrever a coisa certa e escreve a coisa errada. É triste, melancólico, para um governo republicano como o nosso”, afirmou.
Lula disse que daqui a 30 anos, quando um estudante for consultar jornais antigos para saber sobre a história do país, vai se deparar com “tabloides” que não mostram a realidade brasileira. “O estudante que daqui a 30 anos for ler determinados tabloides vai estar estudando mentiras, quando poderia estar estudando a verdade. Quando o cidadão quer ser de má-fé, não tem jeito.”
Ao relembrar o episódio de 2003 quando, no primeiro ano de governo, colocou um boné do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Lula disse que não se rendeu aos ataques da mídia.
“A partir daquele instante, eu passei a colocar qualquer chapéu na cabeça. Nunca mais me colocaram. Eles vêm pra cima, se você se acovarda, eles ganham. Você não tem por que temer. Não temos vergonha do que fizemos nesse país. Nós todos vamos ser medidos pelo que nós fizemos, a gente precisa ficar prestando contas todos os dias.”
Segundo o presidente, alguns “setores da imprensa” deveriam olhar para as pesquisas de opinião pública antes de tirar suas conclusões sobre as ações públicas. “Se não quisessem saber pelos seus olhos, saberiam pelas pesquisas de opinião pública. Ainda assim não querem saber. Vamos trabalhando. A única coisa para vencer isso é trabalhar. Não temos tempo para resmungar.”
Privilégios
Lula rebateu críticas de que o governo federal privilegia prefeitos e governadores aliados no repasse de recursos públicos.
“Eu desafio prefeito, governador, do PFL [DEM], do PSDB, de qualquer partido político que tenha sido destratado pelo governo federal. Não importa de que partido pertença o prefeito. A ele é dado o mesmo direito que é dado aos meus companheiros que há 30 anos me ajudaram a fundar o meu partido. Não há discriminação. Isso incomoda.”
Num recado para a oposição, Lula disse que muita gente fica “incomodada” com as ações positivas do governo federal.
“Na visão de algumas pessoas, o correto era que o país estivesse numa desgraça, que estivesse dando tudo errado para eles dizerem: ‘tá vendo, nós falamos, o menino não é letrado. O menino nasceu para ser torneiro mecânico’. A partir daí já é abuso”, disse.

Lido no Conversa Afiada do Jornalista Paulo Henrique Amorim

Nassif: Globo invadiu o terreno do “seo” Manoel

No dia 19, nós publicamos a matéria Serra oficializa grilagem da Globo. Ontem, 23, a leitora Mirian, no blog do Nassif, atualizou o capítulo desse imbróglio desvendado em novembro de 2009 por Joaquim Carvalho, no blog do Morumbi: o dono do terreno seria Manoel Borges Ferreira, que requer na Justiça o direito ao terreno da avenida Chucri Zaidan.  Número do processo:  053.10.006498-4


por Miriam no blog do Nassif
Nassif, olha só o imbróglio do terreno que a Globo “doou” para o Estado, que recebera por cessão do DER [Departamento de Estadual de Estradas de Rodagem], que invadiu a propriedade do Sr. Manoel Borges Ferreira, que luta na justiça e tenta impedir a construção da anunciada escola técnica de multimídia, áudio e vídeo.
Hoje (23.03.2010) foi dada uma liminar parcial ao Estado para conceder o interdito proibitório apenas na área comprovadamente pública:
Processo 053.10.006498-4
Classe Interdito Proibitório (Área: Cível)
Assunto Posse
Distribuição Livre – 04/03/2010 às 11:01
2ª Vara de Fazenda Pública – Foro Central – Fazenda Pública/Acidentes
Local Físico 23/03/2010 06:31 – Aguardando Publicação – IMPR. 100
Reqte Fazenda do Estado de São Paulo – FESP
Advogado JORGE GOMES DA CRUZ
Reqdo Manoel Borges Ferreira
23/03/2010 Concedida em Parte a Medida Liminar no Pedido Inicial
Vistos. 1.Trata-se de pedio liminar de interdito proibitório de área que a autora alega ser pública. 2. Em cognição sumária, estão presentes os requisitos legais para a concessão da medida na forma da fundamentação. Com efeito, o imóvel registrado sob a matrícula n. 109.599, de fato, foi adquirido pelo DER, doado à autora e depois cedido para uso de terceiro. Porém, o réu menciona que a área por ele defendida não está incluída pela matrícula (item 6 fl. 29). E, se de fato, não há descrição adequada de qual é a área pública, ainda que remanescente (fl. 32), caberia, em tese, ação discriminatória, pelo interessado, para se saber exatamente se se trata de área pública ou particular. Por tais fundamentos, DEFIRO parcialmente a liminar para conceder o interdito apenas na área comprovadamente pública, qual seja, aquela constante da matrícula n. 109.599 (fls. 19/23). 3. Cite-se e intime-se. Int.
A íntegra do despacho do Tribunal de Justiça de São Paulo está aqui
*****
A história contada pelo Sr. Manoel Borges Ferreira, em 17 de novembro de 2009
“O Estado invadiu meu terreno”
por Joaquim Carvalho, no  blog do Morumbi
Normalmente, a imprensa noticia a invasão de áreas por sem terra e sem teto e ao Estado cabe o papel de, cumprindo ordem judicial, retirar os invasores, o que no jargão jurídico se chama fazer “a reintegração de posse”. Mas e quando o invasor é o Estado? Quem vai retirá-lo? Esta é a situação denunciada à Justiça por Manoel Borges Ferreira, um senhor de 66 anos que mora em Guarulhos e tem a escritura de compra do terreno vizinho à TV Globo, na esquina da avenida Jornalista Roberto Marinho (antiga Águas Espraiadas) com a Chucri Zaidan. Além da escritura, o imóvel está registrado no cadastro de IPTU da prefeitura em seu nome. Apesar disso, desde que a Record denunciou que o terreno era ocupado irregularmente pela TV Globo, o Estado colocou lá uma placa para anunciar a construção de uma escola técnica e um contêiner, para servir de guarita para um guarda. Procurado pelo blog, Manoel deu a seguinte entrevista:
Blog – A quem pertence o terreno?

Manoel – É meu. Tenho escritura. A prefeitura cobra IPTU de mim e minha escritura está registrada no 15º Cartório de Registro de Imóveis. O Estado não tem documentação legal e invadiu a minha área. Antes era a Globo a invasora, agora é o Estado. Estou lutando contra gigantes.
Blog – Como o senhor comprou aquele terreno?
Manoel – Eu trabalho com regularização de documentação imobiliária. Este é o meu negócio. Em 1996, fui contrato para regularizar uma área na Chucri Zaidan. O dono era o Mário Bardelli. Ele havia comprado a área na década de 60, da família de Policarpo Correa, um português da Ilha da Madeira que adquiriu muitas terras onde hoje é o Brooklin. Mário estava sem dinheiro e eu fiz uma permuta com ele. Em troca, dei a ele terrenos meus em Bertioga, no Litoral, que são mais fáceis de vender. Foi tudo registrado, tudo legalizado.
Blog – E por que o senhor não ocupa o terreno?
Manoel – O DER – Departamento de Estradas de Rodagem – foi o primeiro a invadir meu terreno. A empresa é uma estatal e, há muitos anos, ela desapropriou a Telefunken e, de fato, tinha uma grande área ali. Não sei por que, esta área acabou fazendo parte de um terreno que foi vendido a um condomínio. O dono do terreno vendido a esse condomínio era o Pão de Açúcar. O condomínio que comprou o terreno era formado pelo Bank Boston, o Hotel Hyatt e a Rede Globo. Mais tarde, o condomínio foi desmembrado e cada um ficou com a sua parte. O terreno do DER era ali, mas a área foi vendida por outra pessoa. Houve uma sobreposição de áreas, e o DER acabou entrando no meu terreno, dizendo que era dele. Mas não era, nunca foi. Tenho a escritura para provar. O erro está em outro lugar. Mas, em vez de brigar com os grandes, o DER resolveu me prejudicar. Sou a parte mais fraca. Depois, o DER fez uma escritura de cessão de direito à Fazenda do Estado de São Paulo. Eles tentaram vender o terreno em leilão, mas eu entrei na Justiça e o comprador desistiu de ficar com a área. Ele fez o certo, porque o terreno é meu e o Estado não podia transferi-lo a particular. Aí a Globo ficou na área como se fosse dela, tinha até pista de cooper para seus funcionários. Para entrar no terreno, que é meu, eu já tive até que chamar a polícia.
Blog – E qual é a situação hoje?
Manoel – Eu entrei com uma ação anulatória da escritura de cessão de direitos do DER para a Secretaria da Fazenda do Estado. Esta ação está correndo. Esta semana, eu entrei com outra ação, uma proibitória. É para impedir que o Estado construa ali a escola técnica. Se quer fazer a escola, procure outro terreno. Não invada o meu.
Blog – E já houve alguma decisão?

Manoel – Estou levantando dinheiro para pagar as custas, que são muito altas. Devo pagar esta semana e então o juiz poderá aprecisar meu pedido de liminar.
Blog – Como o senhor vive?

Manoel – Tenho dificuldade. Estou com problemas cardíacos. É uma situação de extrema violência esta que eu vivo. Mas não vou desistir. Minha esperança é que aqueles que erraram sejam punidos e isso inclui o 13º Cartório de Registro de Notas, no Brooklin, que fez uma escritura fraudulenta. O DER não podia fazer uma escritura de cessão de direitos de uma área que não lhe pertence. O cartório aceitou. O terreno do DER é ocupado hoje pela Globo e o hotel Hayatt. Por que não vão brigar com eles?

FONTE: BLOG DO AZENHA

Observação minha: Contando ninguém acredita, mas está aí a prova de como age a toda poderosa Rede Globo de televisão.

terça-feira, 23 de março de 2010

DIPLOMACIA BRASILEIRA ALCANÇA INÉDITO PRESTÍGIO INTERNACIONAL

“A política externa não é um bibelô na vitrine do governo”

Segundo o Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, a política externa do governo Lula é um elemento constitutivo de um projeto de desenvolvimento nacional. "No mundo multipolar que se está constituindo, nós queremos aparecer sozinhos ou na excelente companhia dos países vizinhos? Nesse mundo que está em modificação, nós queremos ter uma relação forte com os países da África, da Ásia e do mundo árabe ou nós queremos ficar presos às nossas velhas fidelidades com os EUA e a Europa?” - questiona Garcia.

Durante o debate realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para o lançamento do livro “Brasil, entre o passado e o futuro” (Ed. Boitempo e Ed. Fundação Perseu Abramo), o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, defendeu a política externa levada a cabo pelo governo Lula nesses últimos anos: “Nossa política externa não é simplesmente um elemento decorativo ou um bibelô na vitrine do governo, mas é um elemento consubstancial em nosso projeto de desenvolvimento nacional”, disse.

Garcia defendeu que o Brasil assuma cada vez mais seu papel de protagonista nas grandes questões internacionais: “A política externa atual tem a capacidade de suscitar questões que estavam antes encobertas por alguns interesses e colocar em discussão temas que são fundamentais para o futuro da humanidade e para o futuro do Brasil em particular”.

O assessor de Lula citou como exemplo a política de integração sul-americana e fez uma provocação aos críticos do governo: “É importante ou não ter essa política? Ou nós queremos ser uma ilha de prosperidade em meio a um oceano de desigualdades? Esse é um tema fundamental. No mundo multipolar que se está constituindo, nós queremos aparecer sozinhos ou na excelente companhia dos países vizinhos? Nesse mundo que está em modificação, nós queremos ter uma relação forte com os países da África, da Ásia e do mundo árabe ou nós queremos ficar presos às nossas velhas fidelidades com os EUA e a Europa?”, questionou.

A busca desse fortalecimento com os países do Sul, segundo Garcia, não significa uma ruptura com os países desenvolvidos: “Sempre tivemos excelente relação com o governo dos EUA e continuamos tendo. Tivemos essa boa relação mesmo quando, nos primeiros dias do governo Lula, o Brasil assumiu uma posição de repúdio à Guerra do Iraque. É importante que tenhamos uma presença na discussão dos grandes temas da humanidade, como os que sacodem o mundo em torno de décadas de impasse na Palestina. Esse é um impasse que tem a capacidade de espraiar-se para o resto do mundo, alimentando pólos de inquietação e de fundamentalismo. Por isso, estamos presentes nessa discussão com independência, autonomia e realismo”, disse.

Estabilidade econômica

A estabilidade econômica do Brasil, na opinião de Marco Aurélio Garcia, fortalece a posição do país junto aos interlocutores internacionais: “Depois de mais de duas décadas de estancamento da economia brasileira, nós passamos a ter um crescimento constante. Sem dúvida ainda é insuficiente, mas antes nós lutávamos contra aqueles que diziam que o Brasil não podia crescer mais do que 3%, pois nossa estrutura não agüentaria. Claro que não agüentaria, porque durante duas ou três décadas nós nos preparamos cuidadosamente para ser um pequeno país, um país tacanho”.

Segundo Garcia, “o crescimento era uma ameaça” para a elite dirigente brasileira: “Na imprensa de alguns anos atrás, uma palavra banida era desenvolvimento. No atual governo, crescemos com distribuição de renda, com equilíbrio macroeconômico e com redução da vulnerabilidade externa. Se observarmos a história das seis últimas décadas no Brasil, vamos constatar que tivemos períodos de extraordinário crescimento da economia, mas isso quase sempre se deu com a manutenção da desigualdade social e com aumento da vulnerabilidade externa e macroeconômica”.

Prestígio internacional

A diplomacia brasileira, disse Garcia, goza de um inédito prestígio internacional: “Houve momentos da história do país em que tivemos uma política externa com visibilidade, mas foram momentos fugazes ou truncados, em tempos de política externa independente, com San Tiago Dantas e Afonso Arinos. Dois chanceleres, diga-se de passagem, que eram ligados a partidos, um ao PTB e outro à UDN. Essa história de que chanceler não pode ser ligado a partido político é novidade, e eu incluo aí o Celso Lafer, que também foi filiado ao PSDB e chegou a ser tesoureiro da campanha do Fernando Henrique. Tudo bem, isso virou nota de pé de página”, brincou.

A nova política externa brasileira, segundo Garcia, beneficia-se dessa tradição progressista do Itamaraty: 'Obviamente que a política externa está demarcada em uma política de Estado, mas também traz características próprias ao momento atual. Não é uma forma simplesmente de projetar o Brasil no mundo, mas também de projetar o mundo no Brasil."

FONTE:
reportagem de Maurício Thuswohl publicada hoje (23/03) no site "Carta Maior".

Lido hoje no Democracia e Política da Maria Teresa

Artigo interessante para fazer a oposição cortar os pulsos

Como sempre, é necessário buscar opiniões fora das divisas tupiniquins para se ter uma visão real da geopolítica mundial e a verdadeira importância do Brasil neste cenário.

Com a palavra um especialista Norte Americano sobre Lula e o Brasil:

MARK WEISBROT

"Lula busca todos os lados na disputa pois tenta exercer o papel de mediador. A equipe de Obama tem dificuldade em entender esse conceito"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo criticado recentemente por adversários por negar-se a participar da campanha dos Estados Unidos pela adoção de sanções intensificadas sobre o Irã.

Recentemente, Washington passou de uma breve fase de "engajamento" com o Irã em torno do programa nuclear iraniano para a atitude mais agressiva de ameaças e confrontos, que foi a estratégia seguida da administração Bush. Lula vem argumentando que isso é contraproducente.

O artigo "Visita indesejável" ("Tendências/Debates", 23/11/09), do governador de São Paulo, José Serra, resume os argumentos apresentados contra Lula. Serra ataca Lula por ter recebido Ahmadinejad, dizendo que a eleição do presidente iraniano foi "notoriamente fraudulenta", que seu governo é repressivo e que ele nega a existência do Holocausto.

Na realidade, a primeira acusação é extremamente implausível, como sabe qualquer pessoa que tenha examinado as evidências. A margem de vitória foi de 11 milhões de votos e centenas de milhares de pessoas testemunharam a contagem. Os resultados foram condizentes com as pesquisas de intenção de voto e com as pesquisas de boca de urna.

Não há dúvida de que o governo iraniano é repressivo, embora se possa argumentar que não é mais repressivo do que o de certos aliados dos EUA.

É o caso do Egito, que ultimamente vem prendendo centenas de ativistas e candidatos oposicionistas para afastá-los da próxima eleição.

Quanto à negação do Holocausto por parte de Ahmadinejad, vale lembrar que Lula a condenou fortemente.

Deveria Lula recusar um encontro com Hillary Clinton, que apoiou a invasão e a ocupação do Iraque? Essa guerra completamente desnecessária já matou mais de 1 milhão de pessoas, segundo as estimativas mais confiáveis. Isso é crime, assim como o são as mortes contínuas de civis cometidas por forças dos EUA no Afeganistão.

Lula se reúne com todos os lados na disputa porque está tentando exercer um papel de mediador para impedir outra guerra desnecessária. É isso o que fazem os mediadores.

A equipe de Obama, assim como a do presidente George W. Bush, tem dificuldade em compreender esse conceito. Ela adota uma abordagem "Poderoso Chefão" para as relações internacionais: "Vamos lhes fazer uma oferta que vocês não poderão recusar".

A abordagem da equipe de Lula é oposta, algo que pode dever-se a sua experiência sindical: ele procura o diálogo, as negociações e as concessões, visando solucionar conflitos.

Serra também ataca Lula por ter se recusado a reconhecer o governo de Honduras, eleito sob uma ditadura, ao mesmo tempo em que se reunia com Ahmadinejad.

As duas situações, entretanto, não são comparáveis: a derrubada militar do governo hondurenho eleito é uma ameaça à democracia em toda a América Latina, enquanto o Irã não o é. O Brasil não pode influenciar a política interna do Irã. Já a América Latina tem acordos regionais e uma coordenação de políticas capazes de subsidiar a democracia e prevenir a ocorrência de mais golpes militares no hemisfério.

O único tema comum aqui é a recusa de Lula em render-se às prioridades de Washington. Os especialistas não poderiam ter previsto que o Partido dos Trabalhadores, conduzindo um ex-operário de fábrica à Presidência, pudesse ter feito o Brasil avançar como líder no palco diplomático mundial mais que qualquer governo anterior conseguiu.

Mas Lula se tornou um dos líderes mais respeitados do mundo e, por essa razão, possui potencial singular de ajudar a resolver alguns dos conflitos políticos mais sérios do planeta.

Era previsível que Lula fosse criticado por opor resistência aos EUA. Assim que Washington lança uma campanha contra um governo satanizado, a imensa maioria da mídia internacional adere a ela, e qualquer um que se opuser no caminho pagará um preço. Isso se aplica independentemente de o governo em questão ser uma teocracia repressiva, como o Irã, ou uma democracia, como Venezuela ou Honduras antes do golpe de junho.

Em relação a todos esses casos, Lula vem assumindo uma atitude pautada por princípios e que atende aos interesses mais verdadeiros não apenas do Brasil, mas da humanidade.

Nós, cidadãos dos Estados Unidos, apreciamos particularmente seus esforços para nos manter fora de mais uma guerra insensata, já que nossa própria sociedade civil e nossas instituições democráticas tão frequentemente não têm sido fortes o suficiente para fazê-lo.

O mundo precisa desse tipo de liderança - precisa seriamente dela."

FONTE: escrito por MARK WEISBROT, codiretor do Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas, em Washington-EUA ( www.cepr.net ). Publicado hoje (21/03) na Folha de São Paulo, com tradução de Clara Allain.

Sobre o autor, no referido site do CEPR encontramos:
"Mark Weisbrot is co-director of the Center for Economic and Policy Research, in Washington, D.C. He received his Ph.D. in economics from the University of Michigan. He has written numerous research papers on economic policy, especially on Latin America and international economic policy. He is also co-author, with Dean Baker, of Social Security: The Phony Crisis (University of Chicago Press, 2000).

He writes a weekly column for The Guardian Unlimited (U.K.), and a regular column on economic and policy issues that is distributed to over 550 newspapers by McClatchy-Tribune Information Services. He also writes a column for Brazil’s largest newspaper, Folha de Sao Paulo. His opinion pieces have appeared in the New York Times, Washington Post, the Los Angeles Times, and almost every major U.S. newspaper. He appears regularly on national and local television and radio programs. He is also president of Just Foreign Policy."

segunda-feira, 22 de março de 2010

Petrobrás: Mais lucrativa que Microsoft de Bill Gates

Essa notícia deveria ser (se tívessemos uma mídia séria), a mais divulgada, comentada e comemorada por todo o país. Porém como os detentores de nossa mídia possuem a síndrome do cachorro vira-latas e apenas sabem valorizar o que é ou vem de fora, nem se dão ao trabalho de destacar o resultado positivo da Estatal de Petróleo Brasileiro. Mesmo porque na visão destes golpistas do PIG, a repercussão positiva deste dado seria interessante ao Governo do ex-metalúrgico Lula da Silva. E para eles isso não é nada bom.


Bom mesmo (na visão deles) era na época do antigo presidente que além de quase privatizar a Estatal, iria mudar seu nome para Petrobrax! Aí sim, se fosse lucrativa diriam que foi graças á gestão internacional de seus possíveis novos donos estrangeiros.

O Brasil é maravilhoso. Pena que não seja (ainda) para os brasileiros (por culpa dos lesa-pátria de sempre)!


Parabéns Petrobrás! Parabéns Brasil!

Reprodução: 

Petrobras fecha 2009 com 2º maior lucro das Américas

O lucro da Petrobras no ano de 2009 foi o segundo maior entre as empresas de capital aberto das Américas (excluindo o Canadá), atrás apenas da petrolífera americana Exxon Mobil, segundo estudo da consultoria Economatica divulgado nesta segunda-feira. A companhia brasileira fechou o ano passado com lucro de R$ 28,9 bilhões, que convertidos pelo dólar Ptax (cotação média adotada pelo Banco Central) corresponde a US$ 16,6 bilhões.

A campeã do ranking fechou 2009 com US$ 19,2 bilhões, valor que é 13,7% superior ao da Petrobras. Porém, essa é a menor diferença de valores entre Exxon e Petrobras desde 1994, ano a partir do qual a Economatica possui os números.

No ano anterior, em 2008, a Petrobras havia ficado na quinta colocação, atrás de Exxon Movil, Chevron Texaco, General Eletric e Microsoft.

Veja as dez empresas de capital aberto mais lucrativas das Américas:
1ª) Exxon Mobil - US$ 19,2 bilhões
2ª) Petrobras - US$ 16,6 bilhões
3ª) Microsoft - US$ 16,2 bilhões
4ª) Wal-Mart - US$ 13,4 bilhões
5ª) IBM - US$ 13,4 bilhões
6ª) Goldman Sachs - US$ 13,3 bilhões
7ª) Procter & Gamble - US$ 13,0 bilhões
8ª) AT&T - US$ 12,8 bilhões
9ª) Wells Fargo - US$ 12,2 bilhões
10ª) Johnson&Johnson - US$ 12,2 bilhões

PSDB ANUNCIA QUE SERRA DEFENDERÁ O FIM DA SOBERANIA BRASILEIRA NO PRÉ-SAL

"Programa eleitoral de Serra defenderá o fim da soberania brasileira no pré-sal e a volta ao regime de concessão adotado no ciclo de privatizações de FHC.

Luiz Paulo Vellozo Lucas, um dos formuladores da coalizão demotucana, anunciou ao jornal Valor Econômico de hoje: 'O PSDB, caso vença as eleições presidenciais de outubro, deve rever a legislação que tramita no Congresso referente ao pré-sal. A meta é retomar as regras do marco regulatório do petróleo elaboradas no governo Fernando Henrique Cardoso em 1997, que estabeleceu o sistema de concessão' [muito dadivoso para as petrolíferas estrangeiras, em detrimento da Petrobras].

Vellozo Lucas afirma não temer prejuízos ante o discurso nacional-desenvolvimentista que os petistas deverão abordar no que se refere ao petróleo.

(Carta Maior e o confronto entre dois projetos de país)"

FONTE: cabeçalho da 1ª página de hoje (22/03) do site "Carta Maior" [título e entre colchetes colocados por este blog].

Lido hoje no Democracia e Política de Maria Teresa

Miro: “Babaca” do Otavinho e a política externa

O chefão da Folha, Otavio Frias Filho, saiu da moita para atacar pessoalmente a política externa do governo Lula. Antes, ele terceirizava esta tarefa para seus jagunços de aluguel. Mas, parece, Otavinho está muito preocupado com a postura “ingênua e errática” do Itamaraty. O seu temor é que ela agrave as tensões com os EUA, o império tão endeusado pelas elites nativas. Para ele, o Brasil não deveria se intrometer nos conflitos internacionais, em especial no Oriente Médio.

Em artigo publicado na semana passada, ele soltou várias pérolas do servilismo colonizado. Ele avalia que o atual governo só comete erros na política externa – bem diferente do que pensam famosas lideranças mundiais, que inclusive passaram a defender o nome de Lula para secretário-geral da ONU. “Talvez seja a nossa inexperiência no palco do mundo, combinada à afoiteza do governo Lula em projetar a todo custo o peso geopolítico que o país já alcançou, o que nos leva a cometer equívocos em cascata e enveredar por um caminho temerário”, afirmou o sabichão.

Porta-voz do império e dos sionistas

Como porta-voz do império, Otavinho opina que os EUA “influem e se intrometem nos conflitos [do Oriente Médio] não para pavonear seu peso mundial, como parecem supor o nosso simplório presidente e o seu trêfego chanceler”. Dependente do petróleo, o império teria motivos reais para interferir; já o Brasil, uma nação periférica, deveria ficar caladinho no seu canto. Ele critica ainda a postura mais altiva do governo Lula na questão palestina. “A nossa ‘diplomacia do futebol’ tem pouco a fazer ali, exceto passar ridículo”, garante Otavinho, que mais parece um lobista sionista.

Ele também rejeita qualquer relação do Brasil com o Irã. “O que estamos fazendo é uma política errática, cheia de distorções seletivas, de modo que a questão dos direitos humanos, por exemplo, deixa de ter qualquer valor no trato com inimigos de Washington, os quais adulamos para sermos vistos como ‘independentes’”. Para ele, esta conduta é pura provocação. Ele lembra que o novo embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, recentemente fez ameaças veladas ao governo Lula. “Vamos começar a nos esbarrar por ai”, rosnou o prepotente serviçal de Barack Obama.

Otavinho para chanceler de Serra

Otavinho deve ter urinado nas calças. “Não precisamos buscar sarnas para nos coçar”, lamuriou. Por isso, ele propõe uma postura mais passiva e dócil da diplomacia brasileira, talvez um retorno ao “alinhamento automático” de FHC com os EUA. “Vamos confrontar os Estados Unidos, sim, e cada vez mais. Mas vamos fazê-lo quando for relevante ao Brasil, não para realizar as fantasias ideológicas da militância que aplaude o presidente Lula e seu chanceler Celso Amorim, o qual errou mais uma vez quando se filiou no ano passado ao PT. Chanceler não deveria ter partido”.

Por que o diretor da Folha nunca criticou Celso Lafer, o chanceler de FHC que ficou famoso ao tirar seus sapatinhos nos aeroportos dos EUA num gesto de servilismo, por ele ser um quadro do PSDB? Já que propõe cautela diante do império, por que não aproveitou para criticar a chanceler Hilary Clinton pela liderança no Partido Democrata dos EUA? Será que o “simplório” Otavinho – no dicionário, o termo também equivale a “tolo” e a “babaca” – já estaria postulando a vaga de ministro das Relações Exteriores num futuro, e cada vez mais distante, governo José Serra?

Por coincidência, na mesma semana em que Otavinho saiu da moita, o ex-presidente FHC voltou à carga contra a política externa do governo Lula. A insônia de José Serra deve ter se piorado, já que cada vez que ele arrota as suas besteiras, o presidenciável tucano perde pontos nas pesquisas. Numa palestra na Academia Brasileira de Letras, registrada na FSP (Folha Serra Presidente), ele pregou “uma relação mais estreita com os Estados Unidos” e defendeu que o Brasil exerça uma “ação de moderação na América Latina” – com certeza, contra o “radicalismo” de Hugo Chávez, Evo Morales, Raul Castro e outros governantes da região. Otavinho, FHC e Serra se merecem!

FONTE: BLOG DO MIRO

sábado, 20 de março de 2010

"VEJA" PERSISTE: OS FINS (ELEGER A DIREITA/SERRA/PSDB) JUSTIFICAM OS MEIOS

Do Blog do Nassif:

Veja dá de ombros aos desmentidos

O jogo ficou assim:

1. Veja informou que o Vaccari foi denunciado pelo doleiro (que ela chama de consultor financeiro) em um sistema de delação premiada. Mencionou relatório sigiloso do depoimento, que estaria no inquérito do “mensalão”. Só disse isso, não apresentou os documentos. O leitor fica dependendo, então, da palavra do repórter. Pouco antes, noticiou que o promotor Blat pediria a quebra do sigilo de Vaccari, devido à suspeita de que tivesse havido desvios para financiamento de campanha. Também sem apresentar documentos. Duas denúncias, portanto, baseadas exclusivamente em declarações: do repórter e do procurador. O PT desmentiu, Vaccari desmentiu. Até aí, morreu Neves. É a palavra de um lado contra a do outro.

2. Aí vem o juiz – que recebeu o pedido de quebra do sigilo de Vaccari – e espinafra o promotor. Acusa-o de promover eventos puramente políticos, já que não havia nada que fundamentasse seu pedido de quebra do sigilo de Vaccari. Ou seja, a palavra do promotor foi para vinagre.

3. Depois, vem a procuradora de São Paulo (MPF-SP) – que colheu os depoimentos do “consultor financeiro” Lúcio Funaro- e garante que o nome de Vaccaro sequer foi mencionado. Desmontou a palavra do repórter.

4. A revista volta ao tema esta semana, espinafra a defesa do PT, critica os que falam de “mídia golpista” mas sobre os desmentidos oficiais à matéria… nada. Fala sobre “evidências” da cobrança de propinas – essas “evidências” já haviam sido desmontadas pelo juiz e pela procuradora, em informações que se espalharam por toda a Internet e por todas as redações do país durante a semana.

Pessoal, não dá para ignorar que toda a imprensa leu os desmentidos. Não dá para varrer para baixo do tapete. O jovem repórter Diego Escosteguy está sob suspeita de ter inventado uma matéria. Ele não pode simplesmente responder indignando-se com a não resposta do PT. Seu papel, agora, é mostrar as provas de que a matéria da semana passada não foi inventada, inclusive para não prejudicar uma carreira promissora."

Lido hoje no Blog Democracia e Politica da Maria Teresa

sexta-feira, 19 de março de 2010

LULA: CRÍTICAS DE BRASILEIROS À POLÍTICA EXTERNA RESULTAM DE COMPLEXO DE INFERIORIDADE

"Lula afirma que quem critica política externa brasileira tem complexo de inferioridade

AMÃ, Jordânia - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu, nesta quinta-feira, às críticas que são feitas à sua política externa no Brasil. Segundo ele, elas partem de pessoas que têm complexo de inferioridade e não acreditam no potencial do país.

- Eu sei que no Brasil tem gente que fala: ah, mas por que que o Brasil está se metendo? Isso não é área do Brasil. É, sim, a área de qualquer país do mundo que queira brigar pela paz. Algumas pessoas no Brasil não acreditam até nelas próprias. Tem gente que acha que nasceu para ser de terceira categoria. Tem gente que nem acreditava que o Brasil conseguiria ser sede das Olimpíadas. São pessoas que não querem crer que o Brasil faça parte do jogo, porque acham que são inferiores.

Lula afirmou que o Brasil tem relações de amizade com judeus e árabes e tem também interesse em que outras nações em desenvolvimento, como Índia e África do Sul, participem das negociações para um acordo de paz no Oriente Médio. O presidente disse que, no próximo mês, haverá duas reuniões importantes: uma dos Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia e China) e outra do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul).

- Estaremos com mais da metade da humanidade reunida no Brasil. É um momento de discutirmos assuntos importantes.

Ao fazer um balanço sobre sua viagem ao Oriente Médio, Lula disse que está ainda mais convencido de que o Brasil pode dar sua contribuição a um acordo de paz entre israelenses e palestinos. Mas ressaltou que um entendimento só acontece quando há interesse das partes envolvidas. Dirigindo-se aos jornalistas que acompanhavam sua entrevista, ele afirmou:

- Se os palestinos, Israel e outros países tivessem dito: "Olha, nós não queremos mais ninguém conversando sobre isso", eu estaria comentando com vocês agora o gol do Ronaldão ontem."

FONTE: reportagem de Eliane Oliveira, publicada hoje (18/03) no O GLOBO.

Lido no Blog Democracia e Política da Maria Teresa.

POLÍTICA - Os amigos "muy amigos" de Serra e Requião.

Do blog TIJOLAÇO, do Brizola Neto.

Os jornais de hoje trazem algumas manifestações de apoio a José Serra e a Roberto Requião que merecem ser comentadas.
A primeira é o artigo do senhor Roberto Jefferson, na Folha de S. Paulo (leia na íntegra aqui ).
Ele, com a retumbância verbal que lhe é peculiar, agarra-se ao discurso do moralismo e da anticorrupção (?!!), para acusar o PT e os socialistas em geral de não apenas terem cooptado as oligarquias e o empresariado como, também, de ter aparelhado todo o Estado, inclusive o Ministério Público e o Judiciário:
O maior erro que as débeis oposições cometem é não saber enfrentar o modelo político socialista.
É de acentuar que a quase totalidade do empresariado nacional já foi cooptada e aceita naturalmente o petismo, que se adonou e faz uso do histórico caráter patriarcal do Estado brasileiro -sedimentado pela ditadura militar- em seu benefício.(…)
Nenhum deles confronta a tradição doutrinária de controle da máquina pública e do exercício do poder, delineada desde Maquiavel.
Seguidor de Lênin, Trótski, Stálin e Gramsci, o petismo, por meio de seu núcleo dominante, abriu mão da luta armada, mas não do objetivo revolucionário. (…)
A eventual saída do PT da Presidência, porém, não mudará esse quadro. Porque os aparatos administrativo-arrecadadores (Receita Federal, INSS) e fiscalizadores senso estrito (policial e judicial), além da órbita cultural, foram aparelhados.
O PT detém controle também sobre os sindicatos, o funcionalismo público, o aparato repressivo (MPF e PF, usados para destruir seus inimigos, fazendo terrorismo e chantagem política), os estudantes, os camponeses, a igreja, a intelectualidade artística, universitária e jurídica.
Se eleito, portanto, José Serra vai comandar uma máquina estatal dominada por adversários, muitos deles indicados para atuar em tribunais superiores. Sem esquecer o MST, que mantém acampamentos ao longo das principais rodovias (e pode, a qualquer momento, paralisar o país).
Acho que o ex-deputado esqueceu de colocar os Correios nesta lista de instituições aparelhadas, não é?
Aliás, eu penso que o afastamento de grupos como o do ex-deputado Jefferson é uma das grandes razões do salto positivo do Governo Lula no segundo mandato, em relação ao primeiro.
A outra manifestação foi de Eliseu Padilha, ex-ministro de Fernando Henrique e hoje deputado. Ele disse que o PMDB está elaborando um programa de governo que ‘é o primeiro passo para uma candidatura própria” , no caso a do governador Roberto Requião. Diz lá, na Folha Online:
Liderado pelo governador Roberto Requião (PR) e o ex-governador Orestes Quércia (SP), o grupo do PMDB contrário à aliança nacional com o PT lançou Requião como pré-candidato ao partido à Presidência. “Não vejo ninguém melhor na nossa área do que o Requião”, afirmou o senador Pedro Simon (PMDB-RS), um dos articuladores do nome do paranaense.
Logo o Quércia, Governador Requião?


FONTE: BLOG DE UM SEM MÍDIA

PHA: Otavinho chama Lula de panaca e se candidata a chanceler do Serra


Na foto, a reportagem que o Otavinho queria escrever (se 
soubesse)
Na foto, a reportagem que o Otavinho queria escrever (se soubesse)

Na página A13, do caderno “Mundo” (opa !) , Otavinho se apresenta como “diretor de redação” da Folha (*).
Por que ele não diz logo que é  “proprietário” ?
Único atributo que lhe permite ser diretor de alguma coisa ?
Otavinho faz uma “análise” da política “ingênua e errática” do Presidente Lula.
E chama Lula de “simplório”.
O sinônimo de “simplório”, segundo o Houaiss, é “panaca”, “boçal”, “ignorante”, “xucro”.
É tudo o que a elite de São Paulo (separatista, como se sabe, já que odeia nordestino) acha que o Lula é: um panaca.
O artigo é para falar mal do Lula por causa do Irã e da visita consagradora a Israel.
Otavinho, o dono da Folha (*), diz que a política do Lula tem “distorções seletivas”, o que não quer dizer absolutamente nada.
O artigo – “errático”, “ingênuo”, “desastrado”, “ridículo” – nada mais é do que um alinhamento “não-seletivo” aos interesses nacionais americanos no Oriente Médio, o que, de resto, faz parte da suposta ideologia da elite branca – e separatista – de São Paulo.
O que o Otavinho acha da política externa brasileira não tem a menor importância.
O interessante é que, diante do iminente colapso da Folha (*), ou como diz o Nassif, do suicídio sistemático e irrecorrível, percebe-se uma grave cisão na elite de São Paulo.
O Zé Alagão passa a ter três (ou quatro) candidatos a chanceler.
O da FIESP, Rubens Barbosa.
O do Estadão da província de São Paulo: Celso Lafer.
E, agora o da Folha (*).
E como fica o Lampreia, chanceler da GloboNews ?
É um zero-sum game fascinante.
Tudo somado não dá um contínuo do Departamento de Estado.
Paulo Henrique Amorim
Em tempo: conta-se que, um dia, o “seu Frias”, que tem uma ponte em São Paulo, convidou o candidato Lula para almoçar na Folha(*). Diante de editores, o Otavinho perguntava, insistentemente, como Lula pretendia ser Presidente, se não tinha diploma universitário. (O que, de resto, o Serra também não tem.) Lula, educadamente, seguia em frente, e não respondia à pergunta. Lá pelas tantas e pelas tampas, Lula se levanta e vai embora. O “seu Frias”, da ponte, o acompanha ao elevador e pede desculpas pelo filho.

FONTE: CONVERSA AFIADA

São Paulo: Um retrato da Incompetência Administrativa


Há mais de 16 anos consecutivos á frente da administração no Estado mais rico da federação, o PSDB demonstra o despreparo (entre outras coisas) para lidar com a administração pública. Já não basta a pífia passagem pelo comando do país na era FHC, o Estado de São Paulo há 16 anos vai muito mal, obrigado.

Cratera das obras do metrô, queda de viaduto do rodoanel, alagamentos recordes por falta de limpeza do Rio Tietê entre outras coisas são um retrato fiel da incompetência e ingerência administrativa de pessoas que estão no poder apenas pelo poder de beneficiar-se, política e economicamente (principalmente esse).

Hoje abriu-se em plena marginal do RioTtietê um buraco que engoliu um veículo.

Técnicos da administração pública prometem investigar as causas da abertura deste buraco.
Sugiro aos proeminentes agentes do Estado que não percam seu precioso tempo com tão pequena tarefa.

Até meu filho de 14 anos de idade já sabe perfeitamente qual foi a causa de mais este absurdo no mais rico Estado da Federação:
INCOMPETÊNCIA e INGERÊNCIA!

E de pensar que o cidadão que está a frente dessa barbárie, apoiado por 99,9% do PIG deseja ser presidente da república.

Vá de retro, Deus nos livre desse apocalípse!

Organizador explica evolução do movimento "Lulécio" em MG

Carolina Oms
Especial para Terra Magazine

Em 2006, 19 prefeitos mineiros contrariaram as orientações de seus partidos e apoiaram a reeleição do governador tucano Aécio Neves e do presidente Lula, do PT. Este ano, o ex-petista José Antônio Prates anuncia o aprofundamento do movimento conhecido como "Lulécio" e que agora está sendo reeditado como "Dilmasia".
Prates, que é prefeito de Salinas, conta que o Lulécio surgiu de uma percepção sua de que o povo estava "diante das vanguardas":

- O povo optou por segurança, pela continuação de um processo que ele via no governo Lula e no governador Aécio.

O prefeito afirma que foi expulso do PT por "querer discutir" o apoio a candidatos dos prefeitos mineiros ao governador Aécio Neves, então candidato à reeleição, atualmente, encontra-se filiado ao PSB, mas parece não guardar mágoas:
- Lula nunca me discriminou, fiquei ainda mais amigo dele, eu sou o provedor das cachaças dele, as cachaças de Salinas.

Prates minimiza as disputas políticas com as quais o "Dilmasia" mexe: "A diferença entre propostas dos petistas e da social democracia é muito pequena". Mas sobre o tucano, porém paulista, governador José Serra profetiza: "Vai levar uma surra histórica" em Minas Gerais. "Os prefeitos do PT, do PSDB, vão estar juntos nisso. Muitos prefeitos".
Ainda sobre José Serra, Prates analisa as recentes pesquisas eleitorais:
- Ele desdenhou a proposta de prévias do governador Aécio Neves, uma discussão onde o povo debateria os candidatos e as propostas. O Serra boicotou, fugiu do palco, correu e Aécio saiu de cena no final do ano e deixou o Serra só. E é por isso que o Serra começou a cair e a Dilma a se consolidar.

Leia os principais trechos da entrevista:


Terra Magazine - Pra nos situarmos um pouco, eu gostaria que o senhor explicasse o movimento denominado "Lulécio", liderado pelo senhor.
José Antônio Prates - Foi uma percepção que eu tive na época de que o povo estava diante das vanguardas e que ele havia decidido por um caminho de pequenas conquistas, mas seguras. O povo optou por segurança, pela continuação de um processo que ele via no governo Lula e no governador Aécio.
Mas as elites políticas não enxergavam muito essa percepção, porque elas sempre se baseavam em análises de lideranças, o que é importante também. Acontece que desde algum tempo, essa mudança vinha sendo operada. O povo começou a formar uma consciência própria e passou por cima desse tipo de raciocínio, porque ele ficou temeroso que essas pequenas conquistas que o valorizavam fossem destruídas.

E o senhor acha que em 2010 haverá uma nova versão desse movimento?
Não é uma nova versão, é um aprofundamento. Nós estamos vendo as mesmas elites que não querem compreender. O povo não vai votar nos candidatos que alguém determinar no partido. O Brasil, infelizmente, não tem partidos que representem correntes ideológicas. Então, o povo está formando um movimento novo, espontâneo, mas agora é menos espontâneo do que em 2006 - ele é muito mais rigoroso, muito mais enraizado.

E então?
Mais uma vez o povo vai votar na continuidade daquilo que ele reconheceu como seu movimento, com políticas sociais, políticas públicas de governo, emanadas da necessidade de segmentos da população. A diferença entre propostas dos petistas e da social democracia é muito pequena. Existem propostas de poder, o que é legítimo também. O povo vai votar na Dilma e no Anastasia. Isso se o Aécio não for candidato a presidente, porque aí vai dar Aécio e Anastasia, isso em Minas.
Se ele não for candidato a presidente, for candidato ao Senado, o Serra vai levar uma surra histórica e Anastasia ganha a eleição. Os prefeitos do PT, do PSDB, vão estar juntos nisso. Muitos prefeitos, a maioria do norte de Minas. A postura do Serra ajudou a consolidar isso em Minas Gerais, porque ele desdenhou a proposta de prévias do governador Aécio Neves, uma discussão onde o povo debateria os candidatos e as propostas. O Serra boicotou, fugiu do palco, correu e Aécio saiu de cena no final do ano e deixou o Serra só. E é por isso que o Serra começou a cair e a Dilma a se consolidar.

Há uma rejeição do eleitorado mineiro ao nome do governador paulista José Serra?
A rejeição é profunda e total. O Serra, ao rejeitar as prévias, mostrou desprezo por Minas Gerais. Se ele mostrou esse desprezo antes de ser presidente, imagina como seria... Os mineiros estão desconfiados e eu acredito, se a eleição fosse hoje, o Serra teria, no máximo, 20% dos votos em Minas.

Então o senhor aposta em Aécio como candidatado a presidente ainda? E como candidato à vice-presidência?
Vice, não. Nós preferimos ser primeiros na província que o segundo na corte.Eu vou onde o povo está e escuto a voz do povo. Não existe Brasil sem Minas. Isso não é uma frase de efeito, isso é a verdade. Minas não tem vocação hegemonista como tem São Paulo. Não estou falando do povo paulista, que é um povo generoso, mas da elite paulista. O PT é assim e todos os demais partidos paulistas são assim. A vocação deles é de hegemonia diante do Brasil. Minas seria a voz libertária do Brasil.

Não há o risco de os prefeitos que apoiarem PT e PSDB sofrerem represálias de seus partidos, como aconteceu com o senhor?
É o risco que nós corremos. Eles querem fazer com a gente hoje, por uma norma do TSE, que não pode ser aceita, uma imposição de em quem devemos votar. A imposição de uma coligação partidária verticalizada, só a ditadura militar fez isso. Eu fui excluído do PT porque eu quis discutir. O mesmo documento que nós entregamos ao Aécio, nós entregamos ao Lula. Lula nunca me discriminou, fiquei ainda mais amigo dele, eu sou o provedor das cachaças dele, as cachaças de Salinas.

FONTE: TERRA MAGAZINE

quinta-feira, 18 de março de 2010

Lula em Israel e os sionistas da mídia

A política externa do governo brasileiro, bem mais altiva e soberana, é um dos principais alvos da fúria oposicionista da mídia colonizada. Na sua visita ao Oriente Médio, o presidente Lula foi novamente motivo das críticas de alguns colunistas de aluguel – talvez influenciados por lobistas sionistas. A sua recusa em visitar o túmulo de Théodor Herzl, fundador do sionismo e inspirador das ações terroristas de Israel, foi tratada como “uma gafe”, um “erro diplomático imperdoável”.

Noblat omite e estimula a cizânia

O blogueiro oficial da Globo, Ricardo Noblat, foi um dos primeiros a alardear que “Lula provoca incidente diplomático em Israel”. A sua fonte foi o ministério das Relações de Israel, dirigido por um direitista convicto, que condenou o “desrespeito o protocolo do país”. Para instigar a cizânia, ele ainda noticiou que “Lula pretende depositar flores no túmulo de Yasser Arafat”, mas deixou de informar que também homenagearia as vítimas do holocausto. Diante das críticas que recebeu em seu blog, o irritadiço Noblat ainda desqualificou os seus leitores, tratando-os de “levianos”.

A “informação” de Noblat e de outros veículos foi totalmente tendenciosa. O governo brasileiro não cometeu “gafes” em Israel, apenas rejeitou uma manobra da diplomacia sionista, que incluiu a visita à tumba de Théodor Herzl sem prévia consulta. A mídia colonizada preferiu mentir. Nem sequer informou que vários chefes de Estado, inclusive o francês Nicolas Sarkozy, também já se recusaram a visitar o túmulo do “pai do sionismo”. A mídia evitou até criticar o gesto grosseiro de Avigdor Lieberman, ministro das Relações Exteriores, que boicotou a comitiva brasileira.

A “dupla moral” da mídia colonizada

No afã de combater a política externa brasileira, principalmente num ano eleitoral, a mídia venal preferiu ouvir raivosos sionistas, defensores do “holocausto palestino”. Ela deu pouco destaque ao contundente discurso de Lula, feito em pleno parlamento israelense, o Knesset, em defesa da criação do Estado Palestino, “independente, soberano, coeso e economicamente viável... Temos urgência em ver israelenses e palestinos vivendo em harmonia. Recusamos o mito de que estão fadados ao conflito, de que seus filhos estão condenados à irracionalidade da guerra”.

O atual bombardeio revela toda a hipocrisia da mídia colonizada. Ela prega “direitos humanos” em Cuba, mas silencia diante dos crimes dos EUA e do seu satélite no Oriente Médio. Segundo o jornalista Breno Altman, do sítio Opera Mundi, a imprensa padece de “dupla moral” ao satanizar Cuba e ao não informar que Israel “é um dos países com maior número de presos políticos no mundo, cerca de onze mil detentos, incluindo crianças, a maioria sem julgamento... Mais de 800 mil palestinos foram aprisionados desde 1948. As detenções atingiram também autoridades palestinas: 39 deputados e nove ministros foram seqüestrados desde junho de 2006”.

O lobby sionista nas redações

Breno lembra que “naquele país a tortura foi legitimada por uma decisão da Corte Suprema, que autorizou a utilização de ‘táticas dolorosas de interrogatório de presos sob custódia do governo’” e que Israel desrespeitou todas as decisões da ONU sobre partilhas dos territórios. “Mais de 750 mil palestinos foram expulsos de seu país desde então. Israel demoliu número superior a 20 mil casas de cidadãos não-judeus apenas entre 1967 e 2009. Construiu, a partir de 2004, um muro com 700 quilômetros de extensão, que isolou 160 mil famílias palestinas, colocando as mãos em 85% dos recursos hídricos das áreas que compõem a atual Autoridade Palestina”.

Diante destes fatos inquestionáveis, nada justifica as “gafes” de alguns colunistas. É sabido que os lobbies sionistas freqüentam assiduamente as redações de vários veículos, mas os jornalistas deveriam ter mais de dignidade e ética profissional no trato deste delicado tema. Daí a justificada indignação de Breno Altman contra a “dupla moral” dos meios de comunicação e dos políticos conservadores. “Nada se ouve tampouco de alguns personagens presumidamente progressistas, sempre tão céleres quando se trata de apontar o dedo acusador contra a revolução cubana”.

FONTE: Blog do Miro