Anúncio Superior

terça-feira, 13 de julho de 2010

Miro: Monstros da Veja revelam desespero

Fundo vermelho-sangue, cabeças de hidras, estrela petista, manchete (“O monstro do radicalismo”) e chamada (“A fera petista que Lula domou agora desafia a candidata Dilma”). A capa da última edição da revista Veja é realmente assustadora, mas ela também é reveladora: mostra que quem está assustada é a famíglia Civita, dona deste panfleto fascistóide. Desesperada, a revista sequer teve criatividade e publicou uma capa muito similar à da véspera da eleição presidencial de 2002.

Na “reporcagem” fica a sensação de que a Veja já jogou a toalha. Ela parece não acreditar mais na possibilidade de vitória do seu candidato, o demotucano José Serra – tanto que não fala das suas dificuldades na escolha do vice e na ausência do registro do seu programa. Apavorada, a revista tentar enquadrar a candidatura de Dilma Rousseff. Ela repete a velha dupla tática da direita: faz campanha aberta para o seu candidato, mas procura interferir na linha política do seu adversário.

Tentativa de domesticar o programa

Já no editorial, o medo transparece. A partir da trapalhada no registro do programa petista, ela critica a “falta de controle da candidata sobre os radicais do seu partido”. O motivo do temor é a afirmação, mantida na segunda versão do programa, de que os meios de comunicação no país são “pouco afeitos à qualidade, ao pluralismo e ao debate democrático” e de que é preciso enfrentar “o monopólio e a concentração” no setor. A revista confessa, mais uma vez, que é inimiga da Constituição Federal, que propõe o fim do monopólio e o estímulo à pluralidade informativa.

A prepotente famíglia Civita, que se acovardou diante da ditadura militar e demitiu jornalistas críticos, como Mino Carta, insiste em se apropriar da bandeira da liberdade de expressão. “A imprensa não tem lições a receber de quem não compreende esse valor universal da democracia”, afirma o editorial. É com esta linha canhestra que a “reporcagem” tentará acuar o comando da campanha de Dilma, domesticando o seu programa e afastando “seus radicais”. O texto não é dirigido ao leitor emburrecido desta revista, mas aos vacilantes e “moderados” da campanha adversária.

“Cortar as cabeças” dos radicais

A “reporcagem” tenta o tempo todo estimular a cizânia nas esquerdas. “O programa de governo do PT traz de volta a ameaça da censura à imprensa e reacende o debate: Dilma conseguirá controlar os radicais de seu partido e domar o monstro do autoritarismo?... Se eleita, conseguirá repetir o feito de Lula e impedir que os radicais do PT transformem o Brasil numa república socialista, de economia planejada e centralizada e sem garantias à liberdade de expressão?”. Seu objetivo fica patente na frase agressiva: “Lula teve de cortar a cabeça dessa hidra em diversas oportunidades”.

Neste esforço para domesticar o programa e estimular a cizânia, a Veja chega a montar uma lista risível dos “moderados e pragmáticos” (Lula, Palocci e Dulci) e dos “radicais e incendiários” (Marco Aurélio Garcia, Franklin Martins e Paulo Vannuchi). Ainda neste segundo grupo, ela inclui o ministro Celso Amorim e a “imoral política externa brasileira”. Eles seriam as hidras que Dilma deveria “cortar as cabeças”, além de ceifar qualquer proposta mais avançada de mudanças.

Uma nova “carta aos brasileiros”

Ao final da “reporcagem”, como que já assumindo a derrota do seu candidato, a família Civita expressa seu desejo para a adversária, lembrando a manobra patrocinada pelos barões da mídia e do capital financeiro nas eleições de 2002. “O chamado ‘risco Lula’ provocou desvalorização do real, fuga de capitais, instabilidade econômica, e só foi amenizado quando ele [Lula] divulgou a Carta ao Povo Brasileiro... Para afastar definitivamente as desconfianças que ainda rondam sua candidatura, Dilma talvez tenha de seguir o exemplo do seu padrinho político”.

A mídia golpista encara o pleito deste ano como uma batalha de vida ou morte. Ela teme perder a eleição e avalia que este provável resultado aprofundará o processo de mudanças no país. Dilma Rousseff, com seu passado de esquerda e maior firmeza de convicções, apavora as famíglias Civita, Marinho, Frias e Mesquita. Se depender dos barões da mídia, é essa “hidra” que terá sua cabeça cortada numa das campanhas mais sujas da história. Mas, caso isto não ocorra, por uma questão de bom-senso é melhor se precaver, domesticando seu programa e afastando os "radicais".

FONTE: BLOG DO MIRO

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Caso Bruno e os Urubus da Mídia

            Tenho acompanhado estarrecido o desenvolvimento deste caso envolvendo o ex-goleiro do Flamengo, Bruno e a possível mãe de seu filho, Eliza. Sei que não estou sózinho neste estarrecimento.

            É um caso chocante (apenas mais um) nestes dias doentios que de uma maneira ou de outra tornou-se lugar comum na sociedade pós-moderna, como gostamos de ser intitulados.

            Somos pessoas do século XXI, o que consideramos o ápice e o limiar da sabedoria humana. A bem da verdade muitos de nós consideramo-nos "deuses" seja na ciência, na tecnologia, nas artes ou qualquer outra  área do conhecimento humano. Eu disse humano? Nem humano e nem conhecimento!

            Não quero me ater a barbaridade deste (apenas mais um) caso de polícia e da justiça.

            A coisa toda é de uma envergadura tão nojenta que definitivamente perdemos a noção do humano, da ética, da moral, da sanidade mental em todos os níveis que se possa imaginar. Não refiro-me ao Bruno e seus comparsas na trama. Não é a isso simplesmente. Essa é a parte mais simples de todo esse enredo. Diria que essa é a parte fraca que alimenta uma engrenagem gigantesca e demoníaca.

            Não quero julgar, mas já o faço por ter ponto de vista e sentimentos. E por falar neles, os sentimentos, quais são os que realmente movem a máquina mundial de amor e ódio, de guerra e paz, de felicidade e desgraça, de sanidade e loucura, enfim do bem e do mal?

            O mal do pobre é o bem do rico. O mal contido na fome do miserável dos cafundós da África é diametralmente oposto ao bem do milionário europeu que passa férias em Davos na Suiça.

            O mal da perda de um ente querido de sua família é o bem para o agente funerário e o administrador do cemitério.

            O mal do Bruno é o bem que engorda por exemplo as contas bancárias de Datenas e Ratinhos que passam seu tempo a vomitar sandices nas telas da mídia tupiniquim.

            A desgraça e o mal de uns é o apogeu e bem aventurança de outros. Tudo milimetricamente calculado para abastecer de loucuras o inconsciente coletivo da sociedade na busca de lucros exorbitantes angariados através e em detrimento de vidas humanas.

            Chega a ser cômico você assistir uma rede tal de televisão que veicula um carregamento de desgraças na cabeça do telespectador em seu telejornal e imediatamente no intervalo lhe passa uma peça publicitária apresentando o veículo "masterplus megasérie" que se torna sonho de consumo para quem assiste.

            Na sequencia outra peça lhe vende o" rastreador via satélite hiper sans ultra moderno" que lhe garantirá que, caso você não seja assassinado pelo assaltante, poderá encontrar o seu veículo sem maiores transtornos.

            Logo depois vem aquela outra peça que irá lhe apresentar um creme dental que o fará sorrir com mais brilho e intensa alegria em sua vida como os atores que apresentam o produto. Rir do que cara-pálida? Rir do que?

           Terminado o intervalo comercial em que o telespectador pôde sonhar acordado por alguns minutos, vem novamente o apresentador com sua vóz grave e semblante sizudo derramar mais desgraças sobre o caso X do momento, seja a continuação do crime do Bruno ou a sacanagem da política, dos impostos, dos pedágios, da economia ou sei-lá mais o que.

           Portanto a desgraça do Bruno (para ficar só neste exemplo) é o bem da audiência da rede A de televisão e seus anunciantes, independente se esses últimos estão participando, talvez sem se darem conta, de um verdadeiro circo de horrores.

           Onde estarão os pensadores e idealizadores das comunicações de massa deste país? E do mundo?

           Voce abre a revista semanal e a coisa é exatamente a mesma. O jornal diário lhe apresenta o mesmo tipo de ação. Voce navega em qualquer website e encontra produtos anunciados junto de assuntos carregados de pessimismo e tragédias.

           O caso Bruno é apenas e tão somente mais um em meio a muitos outros que surgirão.

           Esta enfim é a maneira ideal de alimentar os urubus da mídia que representam cada vez mais o verdadeiro circo tão necessário á manutenção da paz, ordem e justiça no país do faz de conta.

domingo, 11 de julho de 2010

Luis Nassif: Serra não administra nem a sua agenda

Por: Luis Nassif
10/07/2010
Conhece-se um bom gestor pela maneira como administra seu tempo. Quem não consegue administrar a própria agenda pode até ser bom estrategista, bom líder, mas gestor, definitivamente, não é.
Em dezembro descrevi o estilo Serra de gestão. Começava a trabalhar às 11 da manhã, geralmente fora do Palácio. Não mantinha reuniões periódicas com Secretários. Pouquíssimas vezes participou de reuniões inter-secretarias. Não tinha a menor idéia sobre o que cada secretaria estava produzindo – prova maior é o fato de, tendo a mais ampla exposição que a mídia já ofereceu a um governante, jamais ter conseguido passar a idéia sobre o que seu governo fazia. Suas libações noturnas provavelmente eram dedicadas a livros e filmes, dificilmente para estudar problemas administrativos do Estado.
Passou a imagem de bom administrador pelo estilo autoritário, de exigir providências – aliás, importante para quem administra a máquina pública. Mas nunca conseguiu organizar nem idéias, nem articular planos, nem dispor de acompanhamento das ações de secretários, para, aí sim, fazer exercer seu mando. E faltava algo fundamental para dar eficiência ao mando idéias claras para saber o quê e como decidir.
Quando ainda acreditava no potencial administrativo de Serra, sugeri que se inteirasse sobre planejamento estratégico, ferramentas de gestão. Sua resposta foi auto-suficiente, proporcional à sua insegurança interna: não preciso, porque faço acontecer. Quando encarar realidades mais complexas – respondi-lhe – você vai se perder.
Para ser um grande líder parlamentar – e Serra foi – bastava bons assessores acompanhando uma pauta restrita de assuntos e trazendo para ele o problema e a solução. Para gerenciar realidades complexas – como prefeitura e governo do Estado – não foi suficiente.
Mais: é absolutamente inseguro sobre sua capacidade de discernimento. Confrontado com qualquer evento que saia da rotina e que, principalmente, implique conflitos, trava. E não tem segurança sequer para juntar a equipe, ouvir as sugestões e arbitrar. Não soube como agir na greve da Polícia Civil, na crise da USP,  no episódio das enchentes (sumiu de cena, não se soube de uma reunião de coordenação comandada por ele), no lançamento da sua candidatura, na escolha do seu vice, na reação à crise econômica global e – pela matéria do Estadão – é incapaz sequer de definir previamente sua agenda de candidato.
Essa é a razão de jamais ter rompido com o fernandismo: sabia de sua incapacidade de andar pelas próprias pernas e, por isso, sempre se escorou na visão mais pragmática de FHC sobre estratégias políticas. Seus arrufos contra o mercadismo de FHC – chegou ao cúmulo de estimular uma CPI contra o Ministro da Fazenda Pedro Malan – era muito mais para conseguir cacife para se credenciar junto ao pai FHC.
Não pensar estrategicamente, não ter capacidade de escolha são características pessoais, que se tem ou não tem. Mas valorizar o planejamento é uma questão central. Não se exige de nenhum governante conhecimento prévio, qualidades pessoais de gestor. Mas exige-se que valorize o gestor e o planejamento.
No entanto, Serra manteve o desmonte de toda estrutura de planejamento do Estado, uma jóia criada antes dos anos 80, com instituições como Cepam, Fundap, Emplasa, o corpo técnico da DERSA, do Metrô, sendo submetidos ao sucateamento inexorável.
Ou seja, nesses seis anos como executivo, Serra comprovou não ser gestor (não administra), não ser líder (não definiu uma bandeira clara sequer para sua tropa), não ser planejador, não valorizar o planejamento e as boas práticas de gestão e muito menos ter vocação de estadista (ambição de mudar a natureza do Estado).
Nas mãos de governadores com visão – como Eduardo Campos, Paulo Hartung, Aécio/Anastasia, Marcelo Deda, Jacques Wagner – São Paulo não seria mais a locomotiva do país: seria o avião a jato.
Do Estadão
Agenda vira o maior segredo da campanha
Julia Duailibi – O Estado de S.Paulo
O maior segredo da campanha presidencial de José Serra (PSDB) não é mais o nome do candidato a vice. Tampouco o plano de governo. Mas, sim, a agenda de compromissos do tucano.
Viagens, visitas e a participação em eventos têm sido definidas com poucas horas de antecedência. E, quase sempre, sem a confirmação de que ele, de fato, irá participar do compromisso.
Diante da pressão de políticos, anfitriões e imprensa, a equipe de Serra passou a divulgar a “agenda prevista” do candidato – que, na realidade, é quase sempre incompleta e imprecisa.
Na quarta-feira, o candidato a governador pelo PSDB, Geraldo Alckmin, teve de palestrar por mais de duas horas no Conselho Regional de Enfermagem para segurar a plateia até que Serra chegasse. O evento estava marcado para as 14h30, mas a presença de Serra foi confirmada uma hora antes dele aparecer, às 17h30.
Na própria quarta, já circulava a informação de que Serra iria ao Rio. A confirmação veio três horas antes da viagem. A caminhada em Bangu estava marcada para as 13 horas. O tucano chegou às 16 horas. “Agenda é assim mesmo. Há anos que faço campanha e é assim”, disse a senadora Marisa Serrano (MS), que cuida da agenda do candidato.
Tucanos e integrantes da equipe dizem que é da personalidade de Serra definir o compromisso em cima da hora. Quando era governador, seus compromissos também eram divulgados pelo Palácio dos Bandeirantes com poucas horas de antecedência.
A senadora compila demandas e sugere a agenda em parceria com a assessora de Serra, Ieda Areias, que leva as informações ao tucano. E é ele quem dá a palavra final sobre os compromissos. A própria equipe do candidato recebe a informação em cima da hora. O time precursor, formado por cinco seguranças e assessor de imprensa, é muitas vezes acionado na madrugada.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Nassif: Cabeças rolam por causa dos pedágios paulistas

           O PIG adora fazer o papel de guardião da honra (sic) e da liberdade de imprensa aqui no Brasil. Quando lhe é conveniente destrói reputações passando com o rolo compressor sobre cabeças desavisadas ou que não estejam de acordo com suas posições, ou melhor, que não façam parte de seu grupo com práticas muitas vezes mafiosas. Me chamou a atenção a notícia de que Herodóto Barbeiro não faça mais parte como apresentador do RODA VIVA devido a ter questionado Mr. Serra sobre os pedágios de São Paulo. Agora leio no Viomundo do Azenha que o diretor da TV Cultura foi sumariamente demitido por também tentar mexer no tema dessa questão dos pedágios.

           Cada dia mais me convenço de que a questão dos pedágios, suas concessionárias e demais empresas envolvidas é um assunto delicado e existe aí o cheiro podre de corrupção no ar. Fica cada dia mais claro que os envolvidos com o pedágio pagam "PEDÁGIO" para os mandatários do Estado com fins de financiamento de campanhas políticas entre outros.

          Alguém saberia me dizer por que não acaba a corrupção no DETRAN, por exemplo? Ou alguém pode afirmar e me provar que eu como cidadão comum através de qualquer despachante não consigo facilidades de toda ordem naquele Órgão?

          Alguém saberia me dizer por que o volume de furtos de automóveis aumenta na mesma proporção com que a indústria automobilística bate recordes anuais de produção? O que gira essa máquina de furtos e desmanches de veículos? A responsabilidade é tão somente dos infelizes que entraram na vida do crime e sonham com um lugar ao sol?  

Pedágio derruba mais um jornalista da TV Cultura

Enviado por luisnassif, qui, 08/07/2010 – 22:25
Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.
Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aluizio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.

Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.

Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado

FONTE: VIOMUNDO

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Eleições: Falta seriedade á oposição

Ontem após a ler a notícia da escolha do candidato a vice presidencia pela coligação psdb/demo/pps, postei no meu twitter algo sobre o cidadão desconhecido que poderá tornar-se presidente caso o eleito fosse o Serra.
Num tom de sarcasmo eu apenas conferí ao comentário aquilo que infelizmente tornou-se prática deste senhor que pretende sentar-se na cadeira do posto mais elevado da república. Isso porque como sabemos ele não termina seus mandatos, desde que foi eleito presidente da UNE nos anos 60 e saiu corrido devido o golpe militar. Mais recentemente foi prefeito da cidade de São Paulo e saiu para candidatar-se a governador. Já governador, saiu para candidatar-se a presidente da república, seu sonho desde criancinha.

Brincaceiras á parte, o que me chama a atenção é a seriedade ou melhor, a falta dela na maneira como foi tratada essa questão de vice para os atuais postulantes ao palácio do planalto.
Michel Temer para vice de Dilma também não é nenhuma "brastemp", mas o vice de Serra, desconhecido até mesmo por ele é de lascar. É o fim da linha, independentemente de que ele não será eleito.

Aos poucos a ficha suja do "ficha limpa" vai aparecendo e essa capivara não pára de crescer. O bendito ao que parece é um devasso mulherengo e entre as beldades consumidas, está a filha do banqueiro mafioso Cacciola. O cara é ou foi genro do Cacciola. É mole ou quer mais? (sic).

Abaixo uma opinião balizada de quem conhece bem o cidadão escolhido pelo Serra.E o que é pior é que o comentário vem de uma vereadora do PSDB do RJ que conhece melhor o escolhido do que mesmo o canditato Serra. É o verdadeiro samba do criolo doido.

R7: Tucana diz que Serra escolheu “ficha suja” para vice

Publicado em 30/06/2010 às 19h16:

Andrea Gouvêa critica indicação de deputado Índio da Costa para chapa presidencial
 Thiago Faria, do R7

Ex-colega de Índio da Costa (DEM-RJ) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a vereadora do PSDB Andrea Gouvêa Vieira recebeu com indignação a notícia de que o deputado federal será o vice de José Serra (PSDB) na disputa presidencial. Para Andrea, a campanha tucana escolheu um “ficha suja”para o posto.
Em seu segundo mandato no legislativo carioca, Andrea foi relatora da CPI na Câmara que investigou irregularidades nos contratos de merenda escolar na cidade na época em que Índio ocupou a Secretaria de Administração (2001 a 2006).

No relatório, Andrea vê indícios de formação de quartel e pede a quebra de sigilo fiscal dos envolvidos ao Ministério Público Estadual. Procurada pela reportagem, a assessoria de Índio não retornou o contato até a publicação da notícia para comentar as acusações.

- O que eu penso do candidato Índio da Costa está refletido neste relatório da CPI. Houve direcionamento no resultado da merenda escolar. A conduta dele não é uma conduta de Ficha Limpa.
É justamente o projeto Ficha Limpa uma das principais bandeiras políticas de Indio, que foi um dos relatores do projeto na Câmara dos Deputados.

A vereadora do Rio, porém, também critica a postura pessoal de Indio da Costa, que, na opinião dela, é “arrogante e prepotente”.
- É uma pessoa que é arrogante, prepotente, que aqui no mundo político do Rio de Janeiro não é popular, um nome que poucos sabem quem é e tem dificuldade de transitar.

Andrea disse que até tentou, mas não teve tempo de avisar a cúpula tucana sobre o que pensa de Índio e credita a indicação do deputado como um “golpe de mestre” do presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), que neste ano deve tentar a reeleição. Segundo a vereadora, Indio poderia atrapalhá-lo ao dividir os votos para deputados do DEM no Estado.

- Não consigo ver como ele agrega. Até poderia dizer que, nesses circunstâncias, é um nome que não cheira, nem fede. Para mim fede. Ele não é um nome sem rejeição, ele tem rejeição.

A indicação de Índio colocou um fim na crise instaurada na aliança entre PSDB e DEM pela candidatura de Serra. Após os tucanos indicarem Alvaro Dias para a vaga de vice, houve protestos na cúpula do DEM, que fez questão que um nome do partido ocupasse o posto.

FONTE: VIOMUNDO

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Perco o amigo, mas não a piada!

Vivemos em plena democracia neste país que se acha democrático. Se acha porque quem faz a democracia somos nós em nosso dia á dia como cidadãos e pessoas que vivem em sociedade.
E muitos de nós sem dúvidas estamos mais para ditadores do que democratas.

E neste contexto de pseudo-democracia, tanto de um lado como de outro, encontramos apaixonados pela política que defendem raivosamente suas preferências como se estivessem torcendo por seus times de futebol do coração.

E no meio desse enredo vale tudo, até ser anti-democrático e buscar enfiar guela abaixo dos outros os motivos pelos quais o seu partido ou político de preferência é melhor preparado (mesmo que não seja).

Desde que o atual governo federal está no comando, principalmente aqui no sudeste, mais precisamente em São Paulo onde eu vivo e convivo com demais seres pensantes, observo a indignação para com o "sem dedo analfabeto.

Sim senhores, é assim no mínimo que ele, o Presidente da República nordestino e retirante é tratado por pessoas da alta, média e baixa classe.
Sua canditada as próximas eleições para a presidencia da república é tratata como sapatão e terrorista para ficarmos apenas nestes dois exemplos.

Pela rede, principalmente por e-mails ou blogs é possível encontrar de tudo e mais um pouco sobre o que pensam os democráticos ditadores.

Aqueles tipos que amam uma democracia desde que sua vontade e sua ordem imperem.

"Pode pintar de qualquer cor desde que seja azul e amarelo. Vermelho NUNCA!"

Imediatamente quando voce confronta através de idéias e argumentos inteligentes um democrata-ditador, voce é taxado de "Petista", "Petralha", "Aloprado" e por aí vai... Chega a ser cômico!

A bagunça que tomou conta da oposição e do canditado que está estacionado há 8 anos com 35% de intenções de votos pelo país, e que vê a candidata da posição subir nas pesquisas está fazendo estrago em cima de estrago. Não só a oposição está louca de pedra como também seus simpatizantes.
Aqueles que há 8 anos fazem parte dos quase 35% de intenções de votos.

Hoje recebi um e-mail de um amigo que é simpatizante ativo do PSDB, que propõe algo inusitado:
A alternância no poder.

Não pude perder a oportunidade de dar uma "estocada" em quem prega a alternância no poder (Federal), mas que mantém por mais de 16 anos a mesma trupe á frente do Governo Paulista. (Democracia?).

Abaixo o "pensamento" em letras garrafais recebido por e-mail e minha resposta ao remetente:

Assunto: Para os esquecidinhos...

"O politico e a fralda devem ser trocados com frequência, e pelos mesmos motivos"

Eça de Queiroz

Minha resposta:


Concordo plenamente!
Que o diga o Estado de São Paulo com 16 anos sob a “jestão” do PSDB!
Ninguém merece...
Hahahahahahahahaha


A tréplica não pôde ser postada devido á conteudo impróprio!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

ELIAKIM ARAÚJO: A GLOBO É VINGATIVA (Se cuida, Dunga!)


Por Eliakim Araújo, no “Direto da Redação”

PODEROSA E VINGATIVA

“Ninguém morre de amores pelo Dunga. Folgado, provocador, birrento e geralmente mal educado, embora não se possa negar sua dedicação ao ofício de treinador da seleção nacional. Dunga está na berlinda nesta segunda-feira depois de sua explosão de maus modos com um repórter da Globo que falava ao telefone enquanto ele respondia perguntas de outros repórteres na coletiva de imprensa após o jogo com a Costa do Marfim.

Se Dunga é esse poço de grosseria, por outro lado é uma verdade indiscutível que boa parte dos jornalistas brasileiros se acham (é plural mesmo) acima do bem e do mal, se julgam superiores ao comum e mortal ser humano, sobretudo a garotada mais nova. Se acham donos da verdade, os sabichões. Falam o que querem de pessoas ou instituições que não dispõem de um espaço na mídia para se defender.

Esse breve perfil do jornalista brasileiro ganha novos contornos quando falamos daqueles que trabalham na Globo. Esses chegaram ao Olimpo e o crachá que usam muitas vezes abre portas proibidas aos jornalistas de outras emissoras. É comum que tenham prioridade em entrevistas e eventos. Os demais ou são preteridos ou têm que esperar até que o bambambã global termine seu trabalho.

Não só a Globo, como as demais emissoras fazem vista grossa quando seus profissionais conseguem superar a concorrência mesmo que façam uso de expedientes aéticos.

Todo mundo se lembra do que a Globo fez com Leonel Brizola. Durante seu primeiro mandato no Estado do Rio de Janeiro, de 1982 a 1986, não havia um só dia em que o velho Cid Moreira, com sua grave e empostada voz, não abrisse o noticiário da cidade com a célebre frase: “A violência no Rio”. E aí vinham as estatisticas das ocorrências policiais da cidade naquele dia.

Isso era feito diariamente, um verdadeiro massacre, que resultou na derrota de Brizola na eleição presidencial de 89, por um lado. Por outro, no esvaziamento econômico do Rio com a fuga de empresas para São Paulo. A campanha do JN foi tão perfeita que até hoje muita gente desinformada de SP, ou até mesmo do Rio, prefere simplicar: “ah, quem acabou com o Rio foi o Brizola”.

Não sabemos exatamente o que aconteceu entre Dunga e o repórter da Globo, é preciso investigar se já havia alguma animosidade entre os dois em razão de incidente anterior, é regra do bom jornalismo ouvir as duas partes. De qualquer maneira, Dunga se meteu numa encrenca daquelas. E a Globo é implacável com seus adversários.

Desde já o emprego dele está ameaçado. Se o Brasil ganhar a Copa, ele talvez se salve pelo gongo. Se perder, tá ferrado. Vai ter que procurar emprego. Mas em qualquer hipótese, será dificil sua permanência no cargo. A turma da CBF não tem peito para enfrentar o poderio econômico e político dos irmãos Marinho.”

FONTE: escrito por Por Eliakim Araújo, no site “Direto da Redação” e republicado no portal “Viomundo”, do jornalista Luiz Carlos Azenha

LIDO NO Democracia e Política

terça-feira, 22 de junho de 2010

Exemplo de Ditadura na Mídia Brasileira

A máxima da Rede Globo segue inalterada:
"Manda quem pode e obedece quem tem juízo".
Coisas de quem nasceu e cresceu no pior momento da história recente do país: a Ditadura Militar!

Sobrou para o técnico da seleção brasileira, Dunga!
Ele não sabe com quem está mexendo?
Na época dos milicos a frase mais ouvida era: "Voce sabe com quem está falando"?

Se cuida, Dunga!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Dunga divide e racha com a Globo, que reage


Bob Fernandes
Direto de Johannesburgo
Soccer City, caminho entre o estádio e as tendas da FIFA que abrigam o Centro de Mídia. Galvão Bueno, Arnaldo Cezar Coelho e o diretor da Central Globo de Esportes, Luiz Fernando Lima conversam, não escondem a irritação e nem se preocupam com quem passa ao lado e ouve. O alvo é o técnico da seleção brasileira, Dunga. Minutos antes, na coletiva pós Brasil x Costa do Marfim o técnico, numa dividida bem a seu estilo, deu na canela do comentarista Alex Escobar, da Globo.

Luiz Fernando Lima lembra as conversas recentes da emissora com Dunga, já na África do Sul:
- Falamos com ele duas vezes e ele não consegue entender que não é "a Globo", ele está falando para todo o país...
Seguem as observações do grupo, sempre ferinas. Um deles chega a dizer: - ...e a única coisa que eu acho que ele aprendeu em quatro anos foi falar 'conosco' e não mais 'com nós' como sempre fez...

A cena do entrevero de Dunga para com Escobar pode ser vista aqui, no YouTube.
Poucas horas depois, no que pode ser o início de uma escalada, um dos apresentadores do programa, Tadeu Schmidt, da África para o "Fantástico" mandou uma reportagem sobre a rusga. Soou mais a um editorial da emissora.

Essa é, sem dúvida alguma, uma crise a rondar a seleção brasileira. Mas uma crise em tudo diferente das que envolvem a França e a Inglaterra, seleções que vivem crises internas, para dentro do elenco.
Anelka x o técnico Domenech, o capitão Evra contra o preparador físico, Zidane nos bastidores, sacodem a França. Até o presidente Sarkozy já palpitou. (De Carla Bruni ainda não ouvimos nada).

Na Inglaterra, o trivial básico: o ex-capitão Terry, que já derrubou Mourinho e Felipão no Chelsea, agora pôs a boca no trombone, e na mídia, contra o técnico italiano da seleção, Fabio Capello.

A crise que ronda o Brasil é uma crise para fora, que não envolve os jogadores. É uma crise de poder.
De um lado o poderoso sistema Globo, que carregou 300 profissionais para a África do Sul e quer um retorno para tanto. Em outras palavras, deseja o que querem os quase mil profissionais do Brasil que aqui estão: acesso. E quanto mais privilegiado, melhor.

Assim foi, assim é da índole e história da Globo, de emissora que no Brasil tenha a dimensão que ela tem.
O problema é que, na outra ponta, está Dunga, o Schwarzenegger. E como sabemos desde quando ele era o pitbull da seleção amarela, quando divide, o Dunga racha.
Está claro, cada dia mais claro, que secundado por quem ele confia e a quem tem como leais, casos de Jorginho e Taffarel, o técnico Dunga fechou um pacto com seus jogadores. De um lado ele, eles, do outro, o resto. Em especial a mídia e quem mais, dentro ou fora da seleção, não reze integralmente pela mesma cartilha.

Se há fissuras no chamado "grupo" não se sabe; não se sabe mesmo, não existem informações concretas que levem a dizer isso. Estas coisas, que sempre existem em agrupamentos humanos, costumam aparecer, vide França e Inglaterra, quando pintam os fracassos.
No Tempo Dunga na seleção não há fracassos; salvo na Olimpíada da China, quando máquinas se moveram para derrubá-lo. Como não há fracassos, parece evidente que Dunga escolheu um caminho: vencer ou vencer.

Por mais que pareça rudimentar a lógica "ou está comigo ou contra mim", o técnico da seleção já viveu e apanhou o suficiente para saber o que significa a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar.
Dunga, que apanhou injustamente entre as Copas de 90 e 94, cuja família teve que suportar o marido, o pai, o filho a carregar por 4 anos a negativa marca da "Era Dunga", certamente sabe o que alimenta contra si de rancor, de ressentimento, a cada bordoada que distribui.

Ele, que já me admitiu em 2007 não terem cicatrizado ainda as feridas da "Era Dunga", obviamente sabe que está jogando a cartada mais arriscada de sua vida profissional. A de construir para si mesmo a alternativa "vencer ou vencer".
Quando se decide por enfrentar a Globo, Dunga sabe que está encurtando seu caminho à frente da seleção brasileira, perca ou ganhe. Dunga sabe quais são e como se movem os interesses para a Copa 2014, e sabe quem maneja boa parte dos cordéis.

Nos idos da Copa América e Olimpíada, eventos que acompanhei, Dunga distribuiu fartamente bordoadas contra o sistema Globo. Durante e depois. Basta consultar os noticiários, capturar o que disse aqui e ali o técnico. São fatos.
Fato é, também, que depois disso tudo um acordo foi costurado. Com a participação do diretor de Comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, encontraram-se o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e um dos Marinho da Globo.

Selou-se, então, um acordo de paz, de convivência por conta dos mútuos interesses. Não por acaso duas entrevistas exclusivas ao Jornal Nacional na Copa das Confederações, não por acaso Dunga na bancada do Jornal Nacional depois da convocação para a Copa de agora.
Isso é inegável. São os fatos. Não há como negá-los.

Mas, havia, há um Dunga no meio do caminho. Com a mesma determinação que jogou em 94, que então protegeu Romário de si mesmo e do assédio da mídia, Dunga agora se fecha com seu grupo.
A propósito, Romário, que não é bobo, sentiu o cheiro da crise e nesta terça-feira postou em seu twitter, @Romário11, as seguintes mensagens de apoio ao capitão do Tetra:
- Infelizmente sobrou pro Escobar (ele é gente boa e americano). Mas geral só gosta de bater, então apanhar um pouco faz bem!
- Parceiro "Dunga", não perca o foco, vamos em frente e faltam 5 jogos!

Ao se fechar tanto, Dunga comete erros. Erros como o de enxergar e tratar a todos, sem distinção, como se fossem adversários, inimigos mesmo, e isso não é uma verdade.
Em algum momento Dunga perceberá, ou algum amigo lhe dirá, que não seria preciso tanto e contra todos. Nesta terça-feira, com a experiência de quem já viveu e enfrentou essa tsunami, Felipão Scolari aconselhou. A todos:
- Pelo bem da Seleção não adianta um dar um soco e o outro revidar, depois um dar um chute e o outro dar um chute também, porque, se não, nunca vão se entender...

Dunga, o Schwarzenegger, decidiu-se por pagar o preço, por queimar as caravelas. A ele e seu grupo só uma coisa importa. Vencer. Ganhar a Copa do Mundo. Custe o que custar.
O velho parceiro Romário, herói do Tetra a quem Dunga tanto deve e vice-versa, também nesta tarde postou em seu twitter:
- A gente já sabe o que vai acontecer. Se o Brasil ganhar é obrigação, se perder não vou querer estar na pele do Dunga...

FONTE: TERRA MAGAZINE do Jornalista Bob Fernandes

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mídia Corporativa e Corrupção, tudo a ver!

Aquele ditado popular "macaco senta em cima do rabo e fala do rabo dos outros" ou ainda o famoso "faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço" cai como uma luva para a absurda realidade das maiores redes de comunicação deste país.

Empresas que amam posar de paladinos da moralidade, que diariamente cobram transparencia e honestidade principalmente dos políticos que não fazem parte de seu ról de preferidos, estão ou são tão sujas quanto aqueles que elas atacam.

Ví no Conversa Afiada e reproduzo abaixo a dívida de algumas das maiores empresas de mídia do país que devem BILHÕES aos cofres públicos e posam de santinhas, de honestas, de guardiãs da responsabilidade e dos bons constumes. Neste caso essas empresas somam esse volume de dívidas apenas com o INSS. Imagine o resto que não sabemos. Esse é o tipo de informação que chega a dar nojo!


Falam mal dos aposentados, mas não pagam o que devem a eles
 
Ministro da Previdência quer acelerar cobrança do calote da Globo e do PIG

O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, comentando sobre o reajuste de 7,72% nas aposentadorias do INSS de quem ganha acima do salário mínimo, disse que pretende compensar o pagamento a mais com a cobrança sobre devedores da previdência. Ele disse que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem R$ 400 bilhões em dívidas que podem cobradas.

No início do ano, algumas das empresas mais caloteiras com a previdência, eram:

- Infoglobo (das Organizações Globo) com dívidas de R$ 17.664.500,51

- Editora Globo S.A.: R$ 2.078.955,87

- Editora Abril: R$ 1.169.560,41

- Rádio e Televisão Bandeirantes: R$ 2.646.664,15

– Folha da Manhã S.A. (Folha de São Paulo): R$ 3.740.776,10

– O Estado de São Paulo (Estadão): R$ 2.078.955,87
 

terça-feira, 15 de junho de 2010

Pedágios em São Paulo: Caixa 2 dos Governantes?

O blog Tijolaço do Brizola Neto trás um vídeo do Youtube com reportagem da EPTV, afiliada da Rede Globo na região de Campinas em SP, explicando bem o quanto os pedágios são um verdadeiro assalto a mão desarmada aos cidadãos do Estado.

Ele simplesmente encarece tudo que é consumido no estado e fora dele. É uma afronta a inteligência de qualquer pessoa que vive no estado querer dizer que devemos pagar MUITO pedágio porque temos as melhores estradas do país. Mas pelo que minha vã ignorancia me diz, o fato de ter boas estradas é uma obrigação do Governante que já enfia a mão no bolso da população de diversas outras maneiras.

Utilizando o mesmo expediente da grande mídia, principalmente a de SP, eu quero afirmar que este verdadeiro assalto a mão desarmada na cobrança dos pedágios é devido a participação do Governo do Estado na arrecadação do mesmo para pagar campanhas políticas, entre outras benesses.

Está mais do que na cara que ao "privatizar" as estradas, os governantes do PSDB - 16 anos no comando do Estado mais rico do Brasil - fizeram um conchavo para receberem uma participação, uma comissão, uma caixinha, uma grana por fora para poder bancar suas campanhas políticas. E nada melhor do que tirar isso do cidadão Paulista de maneira que não levante muitas suspeitas. Será?

Em tempo: porque o DETRAN continua sendo o mesmo Detran de sempre com suas práticas, digamos um tanto esquisitas? Qualquer despachante aqui me consegue coisas que são proibidas por lei, mas que todavia seguem como se nada disso fosse anormal.Pagou, levou.

Abaixo o vídeo do EPTV com a farra dos pedágios:

segunda-feira, 31 de maio de 2010

SADER: “O governo Lula, que tomou posse em 2003, acabou antes da hora”.

“O governo Lula acabou.”

As duas afirmações foram feitas no delírio que tomou conta de grande parte da imprensa tucana em 2005, o que levou a muitos espasmos de ejaculação precoce. A primeira, de um livro de uma empregada da empresa familiar dos Marinhos, a nunca suficientemente sóbria Lucia Hippolito.

Publicada no auge do que acreditavam ser a crise terminal do governo Lula, no livro “Por dentro do governo Lula”, sugerindo que a perspicaz personagem tinha captado as entranhas do governo, pela sua suposta formação de historiadora. O subtítulo reitera esse olhar privilegiado – “Anotações num Diário de Bordo”, o que pode explicar a pouca sobriedade, provocada pelo vai e vem da viagem.

A segunda afirmação foi feita por um amiguinho, dando uma força para a coleguinha, tomando euforicamente como um fato o fim do governo. O texto é de Ricardo Noblat, na quarta capa do desafortunado livro da pouco sensata funcionária da mesma empresa que ele.

Ao que se saiba, passados cinco anos, nenhum dos dois fez autocrítica, reconsiderou suas apreciações, considerou que tinham tido um acesso de onipotência e que tinham se equivocado redondamente. Nada disso. Seguem adiante com suas argutas “análises” cobrando seus salários da mesma empresa, como se não tivesse errado redondamente.

Ninguém acredita no que dizem eles e seus colegas na mídia direitista. Todos eles acreditavam que o governo Lula era um gigante de pés de barro, sem apoio popular, totalmente entregue às ameaças da oposição, inevitavelmente condenado ao impeachment ou a sangrar continuamente até eleições em que ou Lula sequer seria candidato ou seu candidato seria facilmente derrotado pela oposição – por Alckmin ou por Serra.

Acreditavam que Lula seria um outro Jânio ou um outro Collor – heróis efêmeros dessa mesma mídia.

Não decifraram o enigma Lula e foram devorados por ele. Lula deu a volta por cima e ascendeu dos 28% de apoio a que chegou a estar reduzido no auge da crise de 2005 aos mais de 80% atuais. Quando a oposição mandou mensageiros com a proposta de capitulação ao Lula – retira-se a proposta do impeachment e Lula renunciaria a candidatar-se a um segundo mandato, proposta que não foi levada pela Dilma, que esteve sempre alinhada com Lula, ao contrário do que disse a venenosa reportagem do Valor -, ouviu um palavrão daqueles do Lula, que disse que viraria o país de cabeça para baixo.

E virou. Não apenas no apelo ao apoio popular, mas sobre tudo pelas políticas sociais, que haviam começado a deslanchar com as mudanças no governo, especialmente com o papel de coordenação que passou a ter a Dilma no governo.

Supostos analistas políticos que cometem erros desse calibre, não se emendam, não renunciaram a seus cargos, continuam na mesma toada, revelam como não conhecem o país e tampouco a política, o poder, o governo e o povo brasileiro.

Acreditavam, como Fukuyamas tucanos, que o governo Lula tinha acabado, que seus amigos tucanos voltariam ao poder e o país voltaria a ser deles. Seus patrões já preparavam os apressados cadernos com a necrologia do governo Lula. Como havia dito um ex-ministro da ditadura: “Uma hora o PT teria que ganhar, fracassaria e os deixaria governar o país sem oposição popular”.

Se equivocaram e, pelo que tudo indica, continuam a equivocar-se. Lula não manteria sua popularidade com a crise internacional. Manteve e consolidou o apoio ao governo.

Lula não transferiria sua popularidade para a Dilma. Transfere. Dilma, como nunca se havia candidatado, não seria uma boa candidata. Ela se revela excelente candidata. Serra mostraria ser experiente, tranqüilo, seguro. Ele se revela destemperado, inseguro, intranqüilo.

A história não acabou, o governo Lula não “acabou antes da hora”, tem tudo para eleger sua sucessora.
Os corvos ladram, a caravana passa."

FONTE: escrito pelo cientista político Emir Sader e publicado no site "Carta Maior"

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Serra insiste e não desiste - Bolívia é a bola da vez!

Durante conversa com jornalistas, após o lançamento da pré-candidatura do senador Jarbas Vasconcelos ao governo de Pernambuco, o presidenciável José Serra (PSDB) voltou a criticar a atuação do governo boliviano em relação à exportação de entorpecentes ao País. Serra disse que a reação da Bolívia às suas críticas não vale uma nota de R$ 3. O tucano disse ainda que não espera ouvir do governo boliviano que "José Serra está certo".

Para o ex-governador de São Paulo, a Bolívia "faz corpo mole" e o Brasil precisa pressionar o país vizinho para combater a droga na raiz.

"É impossível a Bolívia exportar 60% ou 70% da sua cocaína para o Brasil sem que o governo lá faça corpo mole", disse Serra. "Combater contrabando é muito difícil, mas é mais fácil combater no país de origem do que no destino". "Já vi pessoas ratificando o que eu disse", acrescentou, citando intelectuais bolivianos e delegados da Polícia Federal (PF).

"Se queremos poupar nossa juventude dessa peste, temos que atuar nas origens, não é só reprimir o traficante local", explicou Serra.

A polêmica sobre o país governado por Evo Morales começou quando o pré-candidato do PSDB disse na tarde desta quarta-feira (26), em entrevista à Rádio Globo, no Rio de Janeiro, que a Bolívia é "cúmplice pelo narcotráfico no Brasil", acrescentando que a gestão de Morales é tratado como um "governo amigo" pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após citar estimativa segundo a qual 80% da cocaína boliviana viria para o Brasil, Serra disse que o governo federal deve assumir responsabilidade contra a entrada de armas e drogas no País.

Um pouco sobre o candidato Serra e seu preconceito contra a Bolívia

Carta Maior: A direita, enfim, achou o seu candidato Data: 28/05/2010

Depois do Mercosul, o novo alvo de Serra é a Bolívia. Para azar do pré-candidato tucano e sorte do Brasil e do mundo, a era Bush chegou ao fim. Algum assessor com um mínimo de lucidez e informação bem que poderia avisá-lo das mudanças que estão em curso no mundo. Mas se o ex-governador de São Paulo decidiu abraçar por inteiro a agenda da direita no Brasil, na América Latina e nos Estados Unidos, faz sentido ele lutar pela restauração da velha ordem. Pode-se dizer, então, que, enfim, a direita achou um candidato à presidência do Brasil.
Editorial – Carta Maior

“A questão”, ponderou Alice, “é saber se o senhor pode fazer as palavras dizerem tantas coisas diferentes”.
“A questão”, replicou Humpty Dumpty, “é saber quem é que manda. É só isso”.
Lewis Carrol, Alice no País das Maravilhas (cap.6).

As declarações do ex-governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, acusando o governo boliviano de ser “cúmplice de traficantes”, além de levianas e irresponsáveis, podem acabar se voltando contra o próprio autor. Pela lógica da argumentação de Serra, não seria possível a exportação de cocaína a partir da Bolívia sem a conivência e/ou participação das autoridades daquele país. Bem, se é assim, alguém poderia dizer também que Serra é cúmplice do PCC (Primeiro Comando da Capital), da violência e do tráfico de drogas em São Paulo. “Você acha que toda violência e tráfico de drogas em São Paulo seria possível se o governo de lá não fosse cúmplice?” – poderia perguntar alguém, parafraseando Serra.

Neste mesmo contexto, cabe lembrar ainda as declarações do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, preso em 2007 no Brasil, que, em um depoimento à Justiça Federal em São Paulo, disse: “Para acabar com o tráfico de drogas em São Paulo, basta fechar o Denarc (Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos)”. As denúncias de um traficante valem o que ele vale. Neste caso valeram, ao menos, o interesse da Justiça Federal em investigar a possibilidade de ligação entre o tráfico de drogas e a corrupção policial, possibilidade esta que parece não habitar o horizonte de Serra. O pré-candidato foi governador de São Paulo, mas afirma não ter nada a ver com isso. A culpa é da Bolívia.

Há método na aparente loucura do pré-candidato do PSDB. O fato de ter repetido as acusações levianas contra o governo de um país vizinho – e amigo, sim – do Brasil mostra que Serra acredita que pode ganhar votos com elas. Trata-se de um comportamento que revela traços interessantes da personalidade do pré-candidato e da estratégia de sua candidatura. Em primeiro lugar, mostra uma curiosa seletividade geográfica: em sua diatribe contra governos latino-americanos, Serra esqueceu de acusar a Colômbia como “cúmplice do narcotráfico”. Esquecimento, na verdade, que expõe mais ainda o caráter leviano da estratégia. Trata-se, simplesmente, de atacar governos considerados “amigos” do governo brasileiro.

Em segundo lugar, mostra uma postura irresponsável do pré-candidato, tomando a palavra aí em seu sentido literal, a saber, aquele que não responde por seus atos. Antes de apontar o dedo acusador para o governo de um país vizinho, Serra poderia visitar algumas ruas localizadas no centro velho de São Paulo que foram tomadas por traficantes e dependentes de drogas. Serra já ouviu falar da Cracolândia? Junto com a administração Kassab, um governo amigo como gosta de dizer, fez alguma coisa para resolver o problema? Imagine, Sr. Serra, 200 pessoas sob o efeito do crack gritando sob a sua janela, numa madrugada interminável … Surreal? Na Cracolância é normal. E isso ocorre na sua cidade, não na Bolívia. Ocorre na capital do Estado onde o senhor foi eleito para governar e trabalhar para resolver, entre outros, esse tipo de problema. Mas é mais fácil, claro, acusar outro país pelo problema, ainda mais se esse outro país for governado por um índio.

E aí aparece o terceiro e mais perverso traço da estratégia de Serra: um racismo mal dissimulado. Quem decide apostar na estratégia do vale-tudo para ganhar um voto não hesita em dialogar com toda sorte de preconceito existente em nossa sociedade. Acusar o governo de Evo Morales de ser cúmplice do tráfico, além de ignorar criminosamente os esforços feitos atualmente pelo governo boliviano para combater o tráfico, aposta na força do preconceito contra Evo Morales, que já se manifestou várias vezes na imprensa brasileira por ocasião das disputas envolvendo o gás boliviano. Apostando neste imaginário perverso, acusar um índio boliviano de ser cúmplice do tráfico de drogas parece ser “mais negócio” do que acusar um branco de classe média que sabe usar boas gravatas. Alguém com Álvaro Uribe, por exemplo…

E, em quarto, mas não menos importante lugar, as declarações do pré-candidato tucano indicam um retrocesso de proporções gigantescas na política externa brasileira, caso fosse eleito presidente da República. Mais uma vez aqui, há método na loucura tucana. Não é por acaso que essas declarações surgem no exato momento em que o Brasil desponta como um ator de peso na política global, defendendo o caminho do diálogo e da negociação ao invés da via das armas, da destruição e da morte. Como assinala José Luís Fiori em artigo publicado nesta página:

A mensagem foi clara: o Brasil quer ser uma potencia global e usará sua influência para ajudar a moldar o mundo, além de suas fronteiras. E o sucesso do Acordo já consagrou uma nova posição de autonomia do Brasil, com relação aos Estados Unidos, Inglaterra e França (…) O jornal O Globo foi quem acertou em cheio, ao prever – com perfeita lucidez – na véspera do Acordo, que o sucesso da mediação do presidente Lula com o Irã projetaria o Brasil, definitivamente, no cenário mundial. O que de fato aconteceu, estabelecendo uma descontinuidade definitiva com relação à política externa do governo FHC, que foi, ao mesmo tempo, provinciana e deslumbrada, e submissa aos juízos e decisões estratégicas das grandes potências.

As últimas linhas do texto de Fiori resumem o que está por trás da estratégia de Serra de chamar o Mercosul de “farsa”, de acusar o governo da Bolívia de cumplicidade com o tráfico, de criticar a iniciativa do governo brasileiro em ajudar a evitar uma nova guerra no Oriente Médio. Curiosa e tristemente, essa estratégia, entre outros lamentáveis problemas, sofre de um atraso histórico dramático. Para azar de Serra e sorte do Brasil e do mundo, a doutrina Bush chegou ao fim. No dia 27 de maio, o governo dos EUA anunciou sua nova doutrina de segurança nacional que abandonou o conceito de “guerra preventiva” como elemento definidor da estratégia da política externa norte-americana. Algum assessor com um mínimo de lucidez e informação bem que poderia avisar ao pré-candidato tucano das mudanças que estão em curso no mundo, especialmente do final da era Bush. Mas se ele decidiu abraçar por inteiro a agenda da direita no Brasil, na América Latina e nos Estados Unidos, faz sentido lutar pela restauração da velha ordem. Pode-se dizer, então, que, enfim, a direita achou um candidato à presidência do Brasil.

Fonte: Viomundo

Quem é o verdadeiro terrorista? Osama ou Obama?



Durma-se com um barulho desses. 
O país que se intitula a entidade policial do mundo, que pretensamente se diz guardião da ordem e da democracia, que impõe sanções comerciais e economicas aos países que não comungam com sua maneira de exercer o seu poder devasso, é o único que até hoje utilizou por duas vezes a bomba atômica para destruir cidades e matar pessoas.

Este país que vive constantemente em guerras, que abomina o terrorismo (só prá quem acredita nisso - será que abominam ou incentivam?) e que não obstante trabalha no sub-mundo da espionagem, investe  pesadamente nas questões bélicas e militares. 

A verdade é uma só: ou o americano é um idiota contumaz ou imagina que o restante do mundo o seja!

Senado dos EUA aprova US$ 60 bi para Iraque e no Afeganistão

O senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira um projeto de lei para destinar US$ 60 bilhões para financiar as guerras do Iraque e Afeganistão, principalmente para o aumento das tropas.

A medida foi aprovada com 67 votos a favor e 28 contra, após a rejeição de uma série de emendas como o envio de seis mil tropas à fronteira do México, proposta pelo senador republicano John McCain.
Um total de US$ 33,5 bilhões (mais que a metade dos fundos) será destinado ao Pentágono, sobretudo para financiar o envio de 30 mil soldados ao Afeganistão, medida que foi anunciada pelo presidente Barack Obama em dezembro do ano passado.

Também há US$ 5 bilhões para prevenir possíveis desastres e US$ 1 bilhão para o Haiti para a recuperação após o terremoto que destruiu o país no último dia 12 de janeiro. O projeto de lei inclui ainda um fundo para que a Guarda Litorânea receba uma antecipação de até US$ 100 milhões para pagar pela resposta federal ao derramamento no Golfo do México.

FONTE: Redação Terra

 

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Para vencer eleição político faz qualquer coisa! Alguém duvida?

Enquanto existem políticos que pensam e trabalham em promover a paz social e o bem estar entre os povos, outros não medem esforços nem consequências de suas palavras e atos para disseminar suas convicções esdrúxulas. É o que fez o candidato a presidencia da república pela coligação PSDB/DEMO/PPS.
Simplesmente lamentável! Com essa mentalidade não serve nem para síndico de condomínio habitacional do CDHU!

Bolívia rechaça acusação de Serra sobre cumplicidade de Morales com tráfico


O Ministério de Exteriores da Bolívia rejeitou hoje "enfaticamente" a acusação do pré-candidato brasileiro José Serra de que o Governo do presidente Evo Morales é "cúmplice" do narcotráfico. Um comunicado oficial qualifica de "inescrupulosas" as palavras pronunciadas na quarta-feira pelo pré-candidato do PSDB e acrescenta que são "atribuíveis provavelmente a intenções político-eleitorais de absoluta incumbência de sua candidatura".

A Chancelaria boliviana lembra que os dois países realizam "ações conjuntas na luta contra o flagelo do narcotráfico" e que Morales ratificou seu compromisso contra as drogas.

Por sua vez, o chefe da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico da Polícia da Bolívia (FELCN), coronel Félix Molina, já havia qualificado hoje de "sumamente perigosa" a acusação de Serra.
"Como diretor da FELCN, considero que é sumamente perigosa", disse Molina à Agência Efe sobre o político brasileiro.

O presidente Morales ainda não comentou a afirmação. Ele viaja ao Rio de Janeiro nesta noite para participar do 3º Fórum da Aliança de Civilizações.

Serra afirmou na quarta-feira que entre 80% e 90% da cocaína que chega ao Brasil procede da Bolívia e que o Governo Morales, portanto, tem de ser "cúmplice" ou culpado por omissão desse enorme tráfico.
"Nem sequer eu, que estou na luta contra o narcotráfico, me encorajo a tachar a alguém de cúmplice sem ter provas", expressou o policial Molina.

O vice-ministro de Defesa Social boliviano, Felipe Cáceres, encarregado da luta contra as drogas, disse à imprensa que a opinião de Serra é "um ponto de vista político" que "não merece nenhuma resposta nem esclarecimento". Segundo ele, "não se deve dar muita importância" ao assunto.

FONTE: Redação Terra

sábado, 15 de maio de 2010

Viomundo: Vox Populi: Dilma ultrapassa Serra em todos os cenários

Publicação: 15/05/2010 17:41 Atualização: 15/05/2010 18:06

por Vinicius Sassine, no Correio Brasiliense

A pré-candidata do PT à Presidência da República, a ex-ministra Dilma Rousseff, aparece pela primeira vez à frente do pré-candidato do PSDB, o ex-governador de São Paulo, José Serra, em pesquisa de intenção de votos feita pelo Instituto Vox Populi.
O levantamento traz a petista com 37% das intenções de voto, em empate técnico com Serra, que tem 34% na pesquisa estimulada. A margem de erro do levantamento é de 2,2%, para mais ou para menos.

Dois mil eleitores, moradores de 117 cidades (nas cinco regiões brasileiras), foram ouvidos no levantamento. Num eventual segundo turno, Dilma e Serra também estariam tecnicamente empatados, com 40% e 38%, respectivamente, dentro, portanto, da margem de erro de 2,2%.

A pesquisa de intenção de voto espontâneo – quando o eleitor abordado pelos pesquisadores diz em quem vai votar – também aponta a liderança de Dilma Rousseff. Ela aparece com 19% das intenções de voto, enquanto Serra tem 15%. Em janeiro, cada candidato obteve 9% das intenções de votos espontâneos.

A candidata do PV, a ex-ministra Marina Silva, consolidou-se na terceira posição da pesquisa estimulada de intenção de voto, com 7%. O levantamento de votos espontâneos mostra o presidente Lula em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto, o que confirma a popularidade do presidente (mesmo sem poder se candidatar a um terceiro mandato, Lula é citado pelos eleitores).

As regiões onde Dilma Rousseff é mais lembrada são o Nordeste (44%) e o Norte (41%). Serra lidera no Sul (44%) e está tecnicamente empatado com a petista no Sudeste.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 7 de maio de 2010, sob o número 11.266/2010. As duas mil pessoas foram entrevistas entre os dias 8 e 13. O Correio publica todos os detalhes do levantamento na edição impressa de amanhã.

IBGS MOSTRA DILMA 4 PONTOS NA FRENTE NO DF
O IBGS , instituto de pesquisa do Jornal Alô Brasília  faz todos os meses pesquisa eleitoral no DF.  Ele terminou hoje mais uma rodada. Dilma está quatro pontos na frente de Serra.












quarta-feira, 12 de maio de 2010

A Mídia Tupiniquim e o Incentivo a Futilidade!


“Eu não faço o jantar, eu faço reserva”

A ATRIZ CATHERINE ZETA-JONES FALA EM ENTREVISTA SOBRE SEU LADO NADA "DO LAR"

Se você não é muito fã de cozinha, cá está uma musa inspiradora. Em entrevista à revista americana Allure, Catherine Zeta-Jones mostrou que não tem pudor algum em não ser exatamente uma “diva doméstica”. Quando a repórter perguntou se ela cozinhava, a atriz olhou com cara de poucos amigos e respondeu: “Eu faço reservas em restaurante. Não faço jantar”. Nem para os filhos?, insistiu a repórter. “Sim, mas não posso dizer que cozinho. Eu requento a comida”, afirmou.

Comentário de duas leitoras:
[D*] [SP]
Isso é pra quem pode né!!!
[VLS*] [SP]
ACHEI ÓTIMO. QUEM ME DERA PODER DIZER E FAZER O MESMO.

Quem são os que fazem a sua cabeça?

Miro Borges através de artigo do sociólogo Emir Sader descreve os reponsáveis diretos pela propagação de conteúdos culturais (sic) que invadem e ditam o nosso comportamento. Sua maneira de ser e pensar sem sombras de dúvidas é referenciada por alguns dos maiores detentores (prá não dizer ditadores) da mídia tupiniquim.
Boa leitura!

As dinastias midiáticas estão em crise

Escrito em março de 2008, o artigo do sociólogo Emir Sader ficou ainda mais atual. Reproduzo o texto e acrescento o mais recente levantamento do projeto “Os donos da mídia”:

Na imprensa brasileira mandam as dinastias estamentais. Os pais proprietários entregam a direção dos jornais, das revistas, das rádios e das televisões – das suas empresas – aos seus filhos, que repassam para os netos, perseverando todos no direito que se auto-atribuíram de decidir quem é e quem não é democrático, quem fala e quem não fala em nome da nação!

Assim tem sido ao longo de toda a história da imprensa no Brasil. No momento mais decisivo da história do século XX, em 1964, essas dinastias pregaram e apoiaram o golpe militar, assim como a instalação de uma longa ditadura, que mudou decisivamente os rumos do nosso país. Enquanto os militares intervinham nos poderes Judiciário e Legislativo, enquanto suspendiam todas as garantias constitucionais, enquanto fechavam todos órgãos de imprensa que discordaram do golpe e da ditadura, enquanto a maior repressão da nossa história recente se abatia sobre milhares de brasileiros presos, torturados, exilados e mortos, enquanto isso, as dinastias da imprensa mercantil se calaram sobre a repressão e apoiaram o regime militar!

Eram estes mesmos Mesquitas, Frias, Marinhos, Civitas, estes mesmos que transmitem por herança – como se fosse um bem privado – seu poder dinástico, transferindo-o para os seus filhos e netos. Os júlios, os otávios, os robertos, os victor, vão se sucedendo uns aos outros, a dinastia vai se perpetuando. Que se danem a democracia e o país, mas que se salvem as dinastias!

Mas, hoje, elas estão vendo seu poder se esvaindo pelos dedos. Conta-se que um desses herdeiros, rodando em torno da mesa da reunião do conselho editorial, herdada do pai, esbravejava irado: “onde foi que nós erramos? onde erramos?”. Estava desesperado porque a operação “mensalão” não conseguiu derrubar Lula elegendo o tucano, da sua preferência.

Se ele tivesse olhado os gráficos escondidos na sua sala, teria visto que, nos últimos dez anos, as tiragens dos jornais despencaram. A Folha de São Paulo, por exemplo, que é um dos de maior tiragem, perdeu em 10 anos, de 1997 a 2007, quase cinqüenta por cento dos seus leitores! Depois de quase ter atingido 600 mil leitores, vai fechar o ano de 2008 com menos de 300 mil! Uma queda ainda mais grave se considerarmos que, nesse período, houve crescimento demográfico, aumento do poder aquisitivo, maior interesse pela informação e elevação do índice de escolaridade dos brasileiros.

Os leitores deste jornal de direita estão entre os mais ricos da população. Noventa por cento dos seus menos de 300 mil exemplares são destinados aos leitores das classes A e B, as mesmas que não atingem dezoito por cento da população brasileira. Em outros termos, nove entre cada dez leitores do jornal pertencem aos setores de maior poder aquisitivo e suas condições de vida estão a léguas de distância das do nosso povo – esse povo que gosta do programa bolsa família, dos territórios de cidadania, da eletrificação rural, dos mini-créditos, do aumento real do salário mínimo, da elevação do emprego formal, etc.

A última e mais recente pesquisa sobre o apoio ao governo Lula, que a imprensa dinástica procurou esconder, realizada pela Sensus, revela que Lula é rejeitado por apenas treze por cento dos brasileiros! É essa ínfima minoria, cinco vezes menor do que aquela dos que apóiam o governo Lula, que povoa os editoriais dessa imprensa, suas colunas, seus painéis de cartas dos leitores! Esse é o índice da influência real que a mídia mercantil – juntando televisão, rádio, jornais, revistas, internets, blogs – tem! Apesar de todos os instrumentos monopólicos de que dispõem, apesar das campanhas diárias para dominar a opinião pública, não conseguem nada além desse pífio resultado dos treze por cento que representam!

As dinastias podem continuar a ter filhos, netos e bisnetos, mas é possível que já não dirijam jornais. Esta pode ser a última geração de jornalistas dinásticos que, talvez exatamente por isso, revelam diariamente o desespero da sua impotência, assumindo o mesmo papel que ocuparam nos anos prévios a 1964. É o mesmo desespero da direita diante da popularidade de um Getúlio e do governo Jango. Nos dois casos, só lhes restou apelar à intervenção das Forças Armadas e dos EUA, estes mesmos EUA que nunca fizeram autocrítica, nem desta nem de qualquer outra das suas intervenções contrárias à democracia da qual pretendem ser os arautos! Depois de terem pedido e apoiado o golpe militar, porque ainda acreditam que podem dizer quem é democrático e quem não é?


Os donos da mídia no Brasil

Grupo 1:

No primeiro grupo, os cabeças-de-rede são as famílias que controlam as redes de nacionais de comunicação, de TVs, rádios, e jornais de circulação nacional.

- Organizações Globo - Família Marinho

- Rede Record-Igreja Universal - Edir Macedo

- Sistema Bandeirantes de Comunicação - Família Saad

- Sistema Brasileiro de Televisão-SBT - Silvio Santos

- Grupo O Estado de São Paulo (Estadão) - Família Mesquita

- Grupo Folha - Família Frias

- Grupo Abril - Família Civita (responsável por 70% do mercado de revistas do país, incluindo a Veja).

É importante ressaltar que alguns desses grupos possuem também portais na internet e agências de notícias (exemplo: UOL, da Folha; globo.com; Agência Estado; Agência Globo).

Grupo 2:

O segundo grupo de donos da mídia é composto por grupos nacionais e regionais com presença econômica expressiva e alguns fortes grupos regionais. Entre estes grupos estão:

- Grupo RBS - Família Sirostski no Rio Grande do Sul;

- Organizações Jaime Câmara - Goiás e Tocantins

- Jornal do Brasil (*);

- Gazeta Mercantil (**).

Grupo 3:

O terceiro grupo é composto por grupos regionais de afiliados às redes nacionais de TV. Neste grupo estão presentes as oligarquias regionais que, obviamente, controlam tanto o poder econômico, quanto o político. Outra questão importante a ressaltar é que, embora vinculados às redes nacionais de TV, esses grupos locais controlam todo o sistema de comunicação regional por meio de inúmeras rádios e jornais. Exemplos em alguns estados:

- Ceará - Família Jereissati (do senador Tasso Jereissati - PSDB)

- Rio Grande do Norte:

- Família Maia (do senador Jose Agripino Maia - DEM);

- Família Alves (do senador Garibaldi Alves Filho - PMDB);

- Bahia - Família Magalhães (do deputado ACM Neto - DEM);

- Maranhão - Família Sarney (do senador José Sarney - PMDB);

- Alagoas - Família Collor (do senador Fernando Collor de Mello - PRTB);

- Sergipe - Família Franco (do senador Albano Franco - PSDB)

- Pará - Família Pires (do deputado Vic Pires - DEM).

Grupo 4:

O quarto grupo é composto por pequenos grupos regionais de TV, rádio e jornais ou ainda por veículos de pequena participação no mercado de mídia, mas que muitas vezes são apêndices de fortes grupos que atuam em outros ramos da economia. Um bom exemplo dessa situação é a TV Brasília, que durante bom tempo foi propriedade do Grupo Paulo Octávio. Ou seja, os pequenos grupos de mídia estão também, em sua maioria, sob controle do poder local. É por isso que nos municípios do interior do país, o dono da rádio local é também o chefe político municipal.

(*) Jornal do Brasil:

O Jornal do Brasil é publicado na cidade do Rio de Janeiro e atualmente pertence ao empresário Nelson Tanure, do grupo Docas Investimentos, que também administra a revista Forbes no Brasil e agência de notícias InvestNews. É tradicionalmente voltado para uma elite diminuta da classe alta que se concentra na Zona Sul do Rio de Janeiro e que se pretende formadora de opinião a nível nacional.

(**) Gazeta Mercantil:

Apesar de haver fechado em maio de 2009, o jornal Gazeta Mercantil continua sob o controle acionário do grupo Docas Investimentos, do empresário Nelson Tanure, e conta com uma redação unificada com os demais produtos jornalísticos da empresa (JB, a Forbes e a agência de notícias InvestNews).

Histórico: A crise que deflagrou na transferência do controle acionário da família Levy para Nelson Tanure ocorreu no final da década de 90 e início dos anos 2000. Após anos de liderança absoluta no mercado, as contas da empresa se deterioraram e, ao mesmo tempo, a direção do jornal decidiu ampliar as áreas de atuação, com investimentos em internet e televisão.

As novas áreas contaram com parceiros que foram a Portugal Telecom, antiga controladora da Telesp Celular - atualmente Vivo, na web e a TV Bandeirantes e a TV Gazeta, controlada pela Fundação Cásper Líbero, na televisão. O jornal passou pela crise e uma drástica reestruturação nos últimos anos. Tinha uma tiragem de 70 mil exemplares de acordo com levantamento do IVC de julho/2007.

Em 25 de maio de 2009, Nelson Tanure anunciou que devolveria a administração do jornal aos proprietários anteriores, não se responsabilizando mais pela publicação a partir de 1 de junho. Alegou que herdou dívidas de mais de 200 milhões de reais em processos trabalhistas. Dessa forma, a última edição do jornal foi a de 29 de maio de 2009. O grupo português Ongoing negou interesse em comprar o jornal "porque o título tem uma dívida muito grande", mas animou-se com a possibilidade de ingressar na imprensa econômica brasileira, aproveitando o vácuo deixado pela interrupção. O grupo Ongoing estreou o jornal Brasil Econômico em 8 de outubro de 2009.

FONTE: BLOG DO MIRO

terça-feira, 11 de maio de 2010

Um vovô no Hip-Hop - Lição de Vida

Tem horas que é necessário dar um tempo em meio a tanta coisa desgastante, tantas emoções pesadas, tanta nebulosidade que permeia a nossa vida no dia a dia de pessoas comuns.

As vezes é preciso realmente relaxar, buscar outras alternativas para botar um sorriso no rosto ou até mesmo ver rolar uma lágrima vinda do coração.

Emoções positivas que nem sempre encontramos quando mergulhamos em temas sobre política, economia, mercado financeiro, meio ambiente e todas as demais coisas que levam os seres humanos ao mais completo stress!

Abaixo a descontração de alguém que já viveu tempo suficiente para entender que da vida, só levamos mesmo nossas lembranças e as mais doces emoções:

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Amo Muito Tudo Isso! Hamburgeres vencidos são encontrados no Mc Donalds



Polícia investiga Mcdonald's e apreende hambúrgueres vencidos
  
Hermano Freitas
Direto de São Paulo


A polícia Civil de São Paulo investiga a rede de fast food McDonald's por crime contra a relação de consumo. Na manhã desta segunda-feira, uma equipe da 1º Delegacia de Saúde Pública encontrou cerca de 37 kg de hambúrgueres vencidos ou sem procedência. Um gerente foi preso em flagrante.

O estabelecimento fica na avenida Engenheiro Armando de Arruda, no bairro do Jabaquara, na zona sul da capital paulista. No local foram apreendidos mais de 500 hambúrgueres com validade vencida.

O delegado disse que entre as evidências de que os hambúrgueres iam ser consumidos, estava o fato de que a carne era armazenada na câmara fria junto com outros produtos prontos para o manuseio. "A loja não pode alegar que este produto iria ser descartado porque era guardada junto com os hambúrgueres bons", disse.

Segundo o delegado Marcelo Jacobucci, a investigação contra a rede já duram 60 dias. Os hambúrgueres apreendidos na manhã de hoje já estavam vencidos desde o dia 9 de abril.

"Se a cada troca de turno, existe uma inspeção do estabelecimento, então foram pelo menos 90 inspeções realizadas de forma leviana", disse Jacobucci.
O gerente preso pagou uma fiança de R$ 1,5, mil e já está solto. Ele disse que a caixa de hambúrgueres vencidos encontrada pela polícia só podia ser fruto de uma sabotagem de um ex-funcionário demitido, ou de alguém que tivesse interesse de prejudicar a loja. O crime contra a relação de consumo pode ser punido com pena de um a cinco anos de prisão.

O Mcdonald's afirou por meio de nota que "a empresa está colaborando com os órgãos competentes para a apuração dos fatos e reitera que segue procedimentos internacionais de segurança alimentar".

A rede afirmou ainda que "tem como prioridade de negócio as questões relativas à qualidade de seus produtos, o que fica evidenciado no direcionamento seguido por todos os empregados, franqueados e fornecedores", ao logo de mais de 30 anos de atividades.

FONTE: TERRA

Estado de São Paulo: Ensino Público Precário - Qual a Surpresa?

Meu filho foi aprovado  no vestibular da ETEC (pertencente ao Centro Paula Souza) no final do ano passado para ingresso no corrente ano letivo de 2010.
Este fim de semana ele me confidenciou que se minhas intenções eram de prepará-lo para ter um diferencial de ensino com possibilidades acima da média para ingresso no mercado de trabalho, errei feio na minha decisão.

Oriundo do ensino fundamental em colégio particular ele já pôde constatar nestes quatro meses que infelizmente o Ensino Público Estadual, mesmo de uma Escola Tecnica deixa muito a desejar. No seu ponto de vista é apenas razoável.

O jornal O Globo trás notícia informando sobre sonegação no repasse de verbas ao ensino fundamental por todo o país. São Paulo lidera o rombo dessa sonegação com um valor de R$ 660 Milhões.
Se no ensino público fundamental acontece isso, porque não nos demais incluindo o Técnico?

Confira a matéria completa e tire suas conclusões:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/05/09/dinheiro-da-educacao-desviado-mec-diz-que-estados-deixaram-de-repassar-1-2-bilhao-para-ensino-basico-em-2009-916540019.asp

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Operador Financeiro: A Verdade Sobre os Bancos

Acusado de fraude de US$ 7 bi compara operadores a prostitutas

"Kerviel justifica a comparação entre operadores de mercado e prostitutas afirmando que "era preciso, diariamente, ganhar mais dinheiro para o banco". Segundo ele, as reflexões de seus superiores hierárquicos na época o faziam pensar isso. "Eles diziam coisas como você foi uma boa ganhadora hoje, quanto você fez, vou ver o movimento do dia". 

Daniela Fernandes
O francês Jérôme Kerviel, ex-operador de mercado do banco Société Générale, acusado de operações fraudulentas que causaram prejuízos de quase 5 bilhões de euros (US$ 7 bilhões ou R$ 11,4 bilhões) à instituição financeira em 2008, comparou os operadores a prostitutas no livro sobre sua história, que será lançado nesta quarta-feira na França.
 

Segundo ele, "no seio da grande orgia bancária, os traders têm direito ao mesmo tipo de consideração que qualquer prostituta: o reconhecimento rápido de que o dia foi bom". Intitulado "L'Engrenage, Mémoires d'un trader" (A Engrenagem, Memórias de um operador de mercado, em tradução literal), o livro chega às livrarias francesas cerca de um mês antes do início do julgamento de Kerviel, no dia 8 de junho. 

O ex-operador, acusado de ter cometido uma das maiores fraudes financeiras da história, revelada em janeiro de 2008, pode ser condenado a cinco anos de prisão e multa de 375 mil euros (R$ 858 mil). "Eu não sou um sintoma da crise financeira. Sou um homem que cometeu erros em um banco que durante muito tempo os admitiu porque tinha lucros com isso", diz ele no livro. 


Kerviel justifica a comparação entre operadores de mercado e prostitutas afirmando que "era preciso, diariamente, ganhar mais dinheiro para o banco". Segundo ele, as reflexões de seus superiores hierárquicos na época o faziam pensar isso. "Eles diziam coisas como você foi uma boa ganhadora hoje, quanto você fez, vou ver o movimento do dia". 


Silêncio rompido
Kerviel, hoje com 33 anos, reconheceu na Justiça ter dissimulado operações fictícias e fraudado os controles de segurança do Société Générale para realizá-las. Ele chegou a movimentar volumes astronômicos que atingiram 50 bilhões de euros (R$ 114 bi) - um montante bem superior ao patrimônio líquido do banco. 


Sua motivação, revelada às autoridades judiciais nos interrogatórios, era a de aparecer como um "antecipador dos mercados", e ganhar, com seu esforço pessoal, mais dinheiro graças aos bônus obtidos com as transações. "Esse livro rompe o silêncio ao qual me restringi durante dois anos, período em que meu nome foi arrastado na lama", afirma Kerviel. 


Ele é único réu do processo e diz "assumir seus atos". Mas o ex-operador tentará demonstrar durante o julgamento no Tribunal Criminal de Paris que a direção do banco estaria a par de suas ações fraudulentas, uma alegação que ele já expõe em seu livro.
"Tenho minha parte de responsabilidade. Fazia parte de um sistema e funcionava de acordo com ele. Mas espero que outros também assumam suas responsabilidades. Não fui eu que criei esse sistema, todo mundo aproveitou e não quero ser o único a pagar por isso", disse Kerviel em uma entrevista a uma TV francesa. 


"Assumi riscos excessivos, sucumbi à embriaguez das cifras, mas nenhum guard-rail veio frear meus movimentos", afirma no livro. Segundo ele, o dossiê de sua defesa penal estaria "repleto de elementos que comprovariam que o banco estaria a par das operações fraudulentas". 


"O banco, num discurso oficial, diz que controla todas as operações. Como dizer à Justiça que 500 bilhões de operações fictícias passaram despercebidas? Tudo era controlado e visto no sistema de informática do Société Générale", afirmou o ex-operador em entrevista à TV. 


Kerviel afirma ainda que é uma utopia acreditar que o sistema mudou após o escândalo. "Hoje, tomadas de posições nos mercados como as minhas podem acontecer em qualquer lugar do mundo". Ele diz que "dois anos depois, nada foi feito para evitar que isso se reproduza". 


Proveito
O ex-operador também sugere que o banco teria tirado proveito com a fraude bilionária para desviar as atenções para o caso e minimizar problemas decorrentes da perda de 2 bilhões de euros com os subprimes.
"Esse prejuízo passou quase despercebido de tanto que a atenção foi voltada para o meu caso", afirma. "O homem de 5 bilhões de euros", como chegou a ser chamado, ganhava, em média, menos de 100 mil euros por ano, com os bônus, um dos salários mais baixos da profissão. 


Hoje Kerviel trabalha em uma pequena empresa de informática na periferia de Paris e ganha 2,3 mil euros por mês. O ex-operador diz estar "sereno e confiante" para enfrentar seu julgamento, entre 8 e 23 de junho, no qual ele espera que também sejam discutidos "os desvios do setor financeiro". 


FONTE: TERRA-INVERTIA

terça-feira, 4 de maio de 2010

Hugo Chaves dá Carro Roubado de Presente á Evo Morales

Chega a ser lamentável a maneira bizonha e zombeteira com que a mídia convencional  ou PIG (como diz o jornalista Paulo Henrique Amorim), se dirige ao seu público para trazer informação. 
Ou seria deformação? Ou ainda desinformação?

Leio num site qualquer uma manchete que me informa que o" Presidente da Venezuela, Hugo Chavez, deu de presente ao Presidente da Bolívia um carro roubado".

Claro que de imediato percebi o tipo de armação por trás da manchete e fui conferir o texto da notícia, mas e aquele cidadão que normalmente não vai aos detalhes da informação? Esse sem sombra de dúvidas, ficou convencido que Chavez é um descarado que presenteia um amigo Presidente com um objeto roubado. 

Simples assim.

E simples assim é a maneira convencional que os meios de comunicação envolvem e seduzem seu público. 

E é simples assim que eles influenciam e dominam corações e mentes desavisadas neste jogo maquiavélico em que atuam as grandes redes de comunicação.


Automóvel doado por Chávez a Evo Morales é roubado 
04 de maio de 2010 15h24

Um dos veículos de segurança do presidente da Bolívia, Evo Morales, presenteado pelo colega e aliado venezuelano, Hugo Chávez, foi roubado no domingo enquanto o motorista ia comprar pão.
 
Uma fonte do Ministério de Governo disse hoje à Agência Efe que ainda não há informações sobre o paradeiro do veículo.

Segundo o jornal "La Prensa", o roubo aconteceu na manhã quando o chofer desceu para comprar "marraquetas", um pão típico de La Paz, para o café da manhã de Morales.

Os meios de comunicação da cidade assinalaram que na segunda-feira nenhum funcionário do Governo quis se referir ao tema, conhecido pela denúncia feita pelo chofer à Direção de Roubo de Veículos da Polícia.

O carro, um 4X4 Land Cruiser, é parte de um grupo de 16 veículos de segurança doados por Chávez para Morales e outros altos funcionários bolivianos no dia 1 de novembro de 2008.