Por mais incrível que possa parecer, interesses escusos movem corações e mentes dos diversos segmentos da vida empresarial, política, social e midiática desta grande nação.
Todos se perguntam há muito tempo, porque esse nosso país sempre citado como sendo do futuro, jamais chega a esse ponto. A resposta para essa pergunta passa necessariamente pelo terreno da ética, ou melhor, pela falta dela nos mais diversos setores da sociedade economicamente ativa.
Ela vai desde o trabalhador que puxa um "gato" na rede elétrica de sua humilde casa na periferia até os mais altos representantes do povo (políticos) que utilizando-se do poder de influência captam recursos públicos para enriquecimento ilícito.
Passa ainda por empresários inescrupulosos, sonegadores de impostos que são acobertados por contadores e advogados que vislumbram dar respaldo aos seus clientes através das brechas existentes nas leis.
E principalmente por instituições de mídia que desviam a atenção da grande massa sobre a realidade da vida e assim injetam nas veias do povo um soro de ilusão e cruel imobilismo.
Todos esses somados atrasam a vida de uma nação inteira e não haverá futuro possível onde haja a predominância da "Lei de Gerson" ou da "Lei do Cada um por Sí e Deus por Todos".
Por menos que queiramos aceitar, estamos todos num mesmo Titanic. Simples assim!
Abaixo entrevista do Delegado Federal, Protógenes Queiroz depois de seu depoimento á CPI dos Grampos Telefônicos:
Penso, logo existo! Esse é meu espaço para opinar sobre assuntos e temas variados. Não me deixo levar por idéias contrárias que não tenham base de sustentação. As aparências e algumas "informações" enganam. Não pertenço a pequenos grupos, mas a uma "Grande Nação" e isso é maior que tudo. "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma" - Joseph Pulitzer
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domingo, 12 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Protógenes fala com o Acerto de Contas
Reproduzo entrevista do Delegado Protógenes Queiróz ao Pierre Lucena do blog Acerto de Contas depois de sua audiência na CPI dos Grampos Telefônicos.
“O Corregedor Amaro é um delegado escalado para produzir provas para facilitar o Daniel Dantas.”
Conversei agora há pouco com o Delegado Protógenes Queiroz, especialmente sobre o seu depoimento na CPI, e o que pensa do seu futuro.
Conversamos sobre o cenário que está estabelecido sobre a Satiagraha e também os próximos passos. Ao final, disse a ele que iria publicar, e ele falou que não teria problema, me autorizando.
Muita coisa saiu na imprensa do depoimento de ontem. Colocarei apenas os principais trechos, com o que não saiu na imprensa.
Acerto de Contas - Oi Protógenes, tudo bem? O que achou do depoimento ontem?
Tudo bem Pierre. Acho que foi bom, e deve ter sido, porque hoje não saiu muita coisa a respeito.
Acerto de Contas - Você estava preocupado em avançar o sinal em relação à Satiagraha?
Pois é, muitas perguntas surgiram, e algumas eu optei por não responder, porque poderia colocar em perigo dados sigilosos da Operação Satiagraha.
Inclusive no final eu chamei os deputados, e pedi para participarem e acompanharem o desenrolar da Operação Satiagraha, inclusive nos EUA. Muita coisa precisa vir ainda à tona, e acredito ser importante a participação dos deputados. inclusive disse: “Me convoquem que eu vou junto”.
Acerto de Contas - Inclusive em relação à Dilma e ao filho do Presidente?
Lógico, mas neste caso era melhor falar logo que não há nenhum resquício de investigação sobre eles, para que não ficassem utilizando indevidamente os nomes de quem não era objeto da investigação. Em nenhum momento eles foram investigados.
Acerto de Contas - E como está sua situação na Polícia Federal?
Eu espero que volte a ser boa. Gosto do meu trabalho de investigador, e acredito que a atuação da Polícia Federal é de suma importância para o combate à corrupção. Inclusive eu estou esperando minha liberação para contribuir com uma CPI na Assembléia Legislativa de São Paulo, mas ainda não me liberaram. Não sei se esta é a sua avaliação também.
Acerto de Contas - Você está sofrendo uma investigação da Corregedoria da PF, que está sendo conduzida pelo Delegado Amaro. Qual o papel deste Delegado nessa história toda?
O Corregedor Amaro é um delegado escalado para produzir provas para facilitar o Daniel Dantas. Ele faz parte parte de uma orquestra organizada composta do Presidente da CPI, Marcelo Itagiba e outros da cúpula da Polícia Federal, não identificados ainda. Todos tem como objetivo favorecer o banqueiro-condenado Daniel Dantas.
Acerto de Contas - Você acredita que pode acontecer o que?
Olha Pierre, se dependesse de Daniel Dantas e os que o defendem, eu seria preso, mas não conseguem porque não sou bandido. Como disse ontem, essa é a primeira vez que acontece uma investigação para averiguar uma outra investigação.
Estou sofrendo uma perseguição implacável, mas acredito que no fim tudo isso irá cair, pois o bandido não sou eu. Estão tentando inverter os papéis.
Acerto de Contas - E como está vendo esta reação no Congresso que está surgindo a seu favor?
Fico feliz em saber que vários parlamentares estão agora me apoiando. Já temos uma frente parlamentar que está se posicionando contra a perseguição que estou sofrendo.
O PDT e o PSOL em sua totalidade estão me apoiando, parlamentares do PMDB, como o nobre Senador Pedro Simon e o deputado Paulo Lima. Além de parlamentares do PT, como Eduardo Suplicy e Antonio Carlos Biscaia, e do PSB, como Janete Capiberibe.
Acerto de Contas - Inclusive o PDT anunciou que você pode sair candidato a deputado pelo partido. É verdade?
Soube disso pela imprensa, mas neste momento eu não tenho compromisso partidário algum. Meu desejo é continuar atuando no combate à corrupção, dentro da Polícia Federal. Sou delegado de carreira, e acredito que cumpro muito bem o meu dever.
Muita gente está me incentivando a sair candidato, você mesmo é um deles, mas isso só acontecerá na hipótese de não ter mais chances de combater a corrupção dentro da Polícia Federal. Aí teria que procurar outra forma de atuação pública. Mas por enquanto, acredito na recuperação da minha posição dentro da Polícia Federal.
“O Corregedor Amaro é um delegado escalado para produzir provas para facilitar o Daniel Dantas.”
Conversei agora há pouco com o Delegado Protógenes Queiroz, especialmente sobre o seu depoimento na CPI, e o que pensa do seu futuro.
Conversamos sobre o cenário que está estabelecido sobre a Satiagraha e também os próximos passos. Ao final, disse a ele que iria publicar, e ele falou que não teria problema, me autorizando.
Muita coisa saiu na imprensa do depoimento de ontem. Colocarei apenas os principais trechos, com o que não saiu na imprensa.
Acerto de Contas - Oi Protógenes, tudo bem? O que achou do depoimento ontem?
Tudo bem Pierre. Acho que foi bom, e deve ter sido, porque hoje não saiu muita coisa a respeito.
Acerto de Contas - Você estava preocupado em avançar o sinal em relação à Satiagraha?
Pois é, muitas perguntas surgiram, e algumas eu optei por não responder, porque poderia colocar em perigo dados sigilosos da Operação Satiagraha.
Inclusive no final eu chamei os deputados, e pedi para participarem e acompanharem o desenrolar da Operação Satiagraha, inclusive nos EUA. Muita coisa precisa vir ainda à tona, e acredito ser importante a participação dos deputados. inclusive disse: “Me convoquem que eu vou junto”.
Acerto de Contas - Inclusive em relação à Dilma e ao filho do Presidente?
Lógico, mas neste caso era melhor falar logo que não há nenhum resquício de investigação sobre eles, para que não ficassem utilizando indevidamente os nomes de quem não era objeto da investigação. Em nenhum momento eles foram investigados.
Acerto de Contas - E como está sua situação na Polícia Federal?
Eu espero que volte a ser boa. Gosto do meu trabalho de investigador, e acredito que a atuação da Polícia Federal é de suma importância para o combate à corrupção. Inclusive eu estou esperando minha liberação para contribuir com uma CPI na Assembléia Legislativa de São Paulo, mas ainda não me liberaram. Não sei se esta é a sua avaliação também.
Acerto de Contas - Você está sofrendo uma investigação da Corregedoria da PF, que está sendo conduzida pelo Delegado Amaro. Qual o papel deste Delegado nessa história toda?
O Corregedor Amaro é um delegado escalado para produzir provas para facilitar o Daniel Dantas. Ele faz parte parte de uma orquestra organizada composta do Presidente da CPI, Marcelo Itagiba e outros da cúpula da Polícia Federal, não identificados ainda. Todos tem como objetivo favorecer o banqueiro-condenado Daniel Dantas.
Acerto de Contas - Você acredita que pode acontecer o que?
Olha Pierre, se dependesse de Daniel Dantas e os que o defendem, eu seria preso, mas não conseguem porque não sou bandido. Como disse ontem, essa é a primeira vez que acontece uma investigação para averiguar uma outra investigação.
Estou sofrendo uma perseguição implacável, mas acredito que no fim tudo isso irá cair, pois o bandido não sou eu. Estão tentando inverter os papéis.
Acerto de Contas - E como está vendo esta reação no Congresso que está surgindo a seu favor?
Fico feliz em saber que vários parlamentares estão agora me apoiando. Já temos uma frente parlamentar que está se posicionando contra a perseguição que estou sofrendo.
O PDT e o PSOL em sua totalidade estão me apoiando, parlamentares do PMDB, como o nobre Senador Pedro Simon e o deputado Paulo Lima. Além de parlamentares do PT, como Eduardo Suplicy e Antonio Carlos Biscaia, e do PSB, como Janete Capiberibe.
Acerto de Contas - Inclusive o PDT anunciou que você pode sair candidato a deputado pelo partido. É verdade?
Soube disso pela imprensa, mas neste momento eu não tenho compromisso partidário algum. Meu desejo é continuar atuando no combate à corrupção, dentro da Polícia Federal. Sou delegado de carreira, e acredito que cumpro muito bem o meu dever.
Muita gente está me incentivando a sair candidato, você mesmo é um deles, mas isso só acontecerá na hipótese de não ter mais chances de combater a corrupção dentro da Polícia Federal. Aí teria que procurar outra forma de atuação pública. Mas por enquanto, acredito na recuperação da minha posição dentro da Polícia Federal.
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