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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Viomundo: Via Oeste: dois pedágios, duas medidas

Via Oeste, mais um negócio da China
do blog Se a rádio não toca

1.      Negócio lucrativo: lucro acumulado de 793% (1998 a 2009)
A Via Oeste, concessionária que administra as rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares, teve lucro líquido acumulado (1.998 a 2009), descontadas  todas as despesas  de mais de R$ 558 milhões,  o que significou um crescimento de mais de 793% neste período.

2. Mudança no objeto do contrato: criação de novas praças de pedágio (não previstas no edital),  gerando aumento de 90% na quantidade de veiculos pagantes e, consequente aumento na receita.
Recentemente no projeto Cebolão a concessionária afirma que houve uma reprogramação do valor dos pedágios, segundo a qual haveria uma redução entre  41% a 60% no valor da tarifa.
Os moradores depois do KM 33, especialmente de São Roque, pagavam , até o reajuste de junho/10,  a quantia de R$11,20 (no trajeto São Roque/São Paulo ida  e volta), visto que o pedágio era unidirecional. Com a modificação passaram a pagar pelo mesmo trajeto o valor de  R$ 16,20 visto que, o pedágio do Km33, passou a ser bidirecional e no valor de R$ 5,60  e ainda foram criados mais  2 pedágios na pista expressa da rodovia Castello Branco no valor de R$ 2,80.Desta forma, somente houve redução no valor do pedágio para os moradores da região de Alphaville (os mais ricos são os beneficiados).
Para termos uma dimensão do impacto desta medida o volume de tráfego era de 19,3 milhões no primeiro trimestre de 2009 e em 2010 chegou a 34,9 milhões, aumentando em  91%. Isto ocorre porque os veículos que não usavam a marginal da Castelo, agora pagam a tarifa para usar a pista expressa da rodovia Castello Branco.
Obviamente estas medidas  propiciaram o crescimento da receita de pedágio do primeiro trimestre de 2009 para 2010 de R$ 122 para R$ 149 milhões, ou seja um crescimento de 22,5%.

3. Postergação no cronograma de investimentos (mesmo com aumento no valor da tarifa para essas obras), gerando receita ainda maior para a concessionária.
Ainda devemos lembrar que o cronograma de obras da Viaoeste está bastante atrasado. Em 2006, o montante de investimentos correspondente às obras não entregues estava estimado em R$ 551 milhões, essa informação faz parte da análise técnica realizada pela Artesp por ocasião da lavratura do termo aditivo de prorrogação dos contratos realizado no final de 2006 para justificar o alegado desequilíbrio do contrato que ensejou sua prorrogação por mais 57 meses, após o prazo inicialmente previsto para encerramento (2018).
Para medirmos estes atrasos, a duplicação da SP-270, rodovia Raposo Tavares, teria de ser totalmente duplicada até 2002. Mas nas notas explicativas do  balanço da concessionária do  1º trimestre de 2010 (informações extraídas do site da CVM), consta que:
“Duplicação da Rodovia Raposo Tavares, entre o Km 34 e Km 115,5. A duplicação entre os trechos do Km 34 ao Km 45 e do Km 89 ao Km 115,5 já foram concluídas. A duplicação entre o Km 45 e Km 89 deverá ser concluída até 2022, conforme Contrato de Concessão nº. 003/CR/1998, de 30 de março de 1998 e seus Termos Aditivos e Modificativos.
A construção de dois contornos alternativos, um em Brigadeiro Tobias e o outro em São Roque, os quais foram concluídos em agosto e setembro de 2007.”
Os contornos alternativos são provisórios e foram inaugurados com pompa em 2007, com a presença do então governador José Serra . Os contornos definitivos e a duplicação da rodovia entre Vargem Grande e Sorocaba, cuja conclusão estava prevista para 2002 (Edital de licitação para concessão do lote 12 – página 13 do anexo VII)  só serão entregues daqui  a 20 anos.
Além do mais, não há informações sobre a construção das marginas da Rodovia  Raposo Tavares, que deveriam ter sido entregues no início de 2007.

4.      Redução no valor dos investimentos da concessionária x aumento no lucro
Levantamento nos balanço da concessionária Via Oeste mostra que de 2005 a 2009, a receita subiu  52%, já as despesas gerais e administrativas caíram quase 31% e as despesas financeiras aumentaram 117%.
De 2006 a 2009, os investimentos caíram de 451 milhões para R$ 237 milhões, um recuo de 47% e curiosamente, o saldo em caixa cresceu de R$ 60 milhões para R$ 103 milhões, ou seja, mais de 72%. Esses dados apontam que após a prorrogação do contrato em 2006, a concessionária diminui despesas (investimentos em obras) para aumentar recursos em caixa, sem levar em conta os interesses dos usuários.

FONTE: Blog Viomundo

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pai Serra Afirma: Sua intuição lhe diz que a pane no metro é coisa do PT

O presidenciável tucano José Serra aproveitou o dia sem carro para se locomover pelo metrô em São Paulo, nesta quarta-feira (22). Foto: Ale Cabral/Futura Press
O presidenciável tucano aproveitou o Dia Sem Carro para se locomover pelo metrô
Foto: Ale Cabral/Futura Press

Marcela Rocha
Direto de São Paulo
No Dia Mundial Sem Carro, o candidato do PSDB à presidência, José Serra, foi cumprir sua agenda de campanha, nesta quarta-feira (22), em São Paulo, de Metrô e ônibus.

Após participar de encontros sobre saúde, o tucano foi questionado sobre a pane que parou o Metrô por duas horas na capital paulista. O tucano respondeu que não tem dúvidas de que há interesses eleitorais por trás do suposto acidente que provocou a paralisação. 
 
"O que houve ontem foi um acidente, na minha intuição, provocado", afirmou o candidato. Para ele, "alguém não deixou fechar uma porta e, como o sistema é muito seguro, o Metrô parou, e as pessoas ficaram com medo, apertaram um botão aqui e acolá e gerou um problema".

Serra, no entanto, fez uma ressalva: eu não tenho provas, mas me parece algo provocado porque nessa véspera de eleição os acidentes têm se multiplicado. "É muito estranho e não corresponde à média do ano. O Metrô é muito bem mantido". 

FONTE: Terra
Minha Opinião:
O Zé é um brincalhão.
O transporte público de São Paulo é um caos.
O Metro está defasadérrimo.
São Paulo tem 62Km de Metro, Santiago do Chile tem 98Km para um terço de nossa população e a Cidade do México tem aproximadamente 256Km.

Por que o Zé não vai tomar o Metro agora no horário de pico???

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Metrô de São Paulo está em colapso - Viomundo

por Conceição Lemes

Hoje, das 7h51 às 10h40, a linha Leste/Oeste do Metrô de São Paulo – também conhecida como Vermelha, ou linha 3 –, parou totalmente.  Quase três horas de caos, medo, desconforto, tumulto. Algumas pessoas passaram mal. Vidros de janelas foram quebrados, para que outras pudessem sair de vagões, mantidos com as portas fechadas.  Dezessete composições acabaram depredadas.

“O que aconteceu foi uma falha de porta entre a estação Pedro II e a Sé”, afirma Bene Barbosa, diretor de Comunicação do Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo. “Uma pane técnica fez com que a porta se abrisse fora da plataforma, em pleno túnel.”

Uma blusa foi colocada na porta para travar o fechamento“, diz o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB). Acrescenta que é estranho que isso tenha ocorrido e deixa no ar uma hipótese de sabotagem com fins eleitorais.

“Uma blusa não acarretaria a abertura da porta”, explica Barbosa. “Quando algo obstrui o fechamento, e isso todo mundo que anda de metrô já viu, o operador vai lá, resolve, a porta fecha e a composição segue. Só que hoje a pane ocorreu entre uma estação e outra. Insinuar sabotagem é má-fé. É tentar jogar nas costas dos outros uma responsabilidade que é única e exclusivamente do governo de São Paulo.”

Soninha Francine (PPS), ex-subprefeita de São Paulo e atual coordenadora da campanha de internet do tucano José Serra (PSDB), seguiu a linha de Goldman. Pela manhã, cogitou no twitter que a paralisação foi provocada por “sabotagem” do PT, como mostrou o blog Maria-Frô.

A mensagem virou na piada na internet.  Às 15h00, o assunto já estava entre os mais comentados no dia no Twitter (Trending Topics – TT).

Surgiu até o movimento SoninhaFacts, a exemplo do que aconteceu recentemente com uma manchete absurda da Folha de S. Paulo.  “Soninha acusa PT de mandar militantes lotarem o metrô da ZL todos os dias para criar caos”, satiriza um. “Ih! Vai cair um mega temporal aqui em SP. Vai alagar tudo, certeza, e a culpa vai ser do PT né”, brinca outro.

Ao Terra Magazine, Soninha justifica a acusação: “É absurdo para um sistema que é referência em São Paulo”.

A ex-petista ouviu o tucano cantar mas não sabe aonde. Ou melhor, sabe, mas ouviu de uma penosa mentirosa. Bastaria tomar uma só vez o metrô às seis da tarde na Sé ou às 6 da manhã em Itaquera para descobrir a verdade.

Aliás, para quem utiliza a linha Leste/Oeste do metrô, o caos de hoje não foi surpresa. Paradas ao longo do percurso são cada vez mais freqüentes por diversos motivos, entre os quais: pane elétrica; usuário que, devido à superlotação, escorrega no vão que se forma entre a plataforma e o trem; sobrecarga de passageiros. A linha Leste/Oeste é a mais penalizada.

“Andar hoje na linha Leste/Oeste do metrô é uma verdadeira aventura”, avalia Barbosa. “O aceitável é cada vagão transportar 6 pessoas por metro quadrado. A Linha Vermelha transporta 11! É um dos metrôs mais carregados do mundo.”

“O metrô de São Paulo está em colapso”, denúncia Barbosa ao Viomundo. “Está transportando 3,5 milhões de pessoas por dia. Não tem condições de carregar mais gente.”

De 2007 para cá,  já registrou 34 panes. Há 11 dias, por exemplo, uma falha de duas horas na linha Azul provocou lentidão e tumulto na estação Sé. Elas resultam de uma combinação perversa: redução de investimentos na manutenção com superlotação.

“Hoje tivemos a pane da blusa ‘vermelha’”, ironiza o deputado estadual Antonio Mentor, líder do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo. “Seria cômico se não fosse trágico. Só que nem sempre é véspera de eleição, como agora, e tenta desesperadamente encontrar uma digital ‘vermelha’ para incriminar.”

“Na verdade, o que aconteceu mostra a fragilidade do metrô paulistano”, considera Mentor. “O fato de o governador aventar que uma simples blusa possa ter causado a pane inicial dá a dimensão do quão vulnerável é o sistema.”

“Mostrou também que o metrô não está preparado para lidar adequadamente com situações de emergência”, salienta Mentor. “Imaginem a situação. As pessoas trancadas no escuro [o trem parou a 150 metros da plataforma da Sé, no meio do túnel], sem informações, querendo saber o que havia acontecido à frente, e ninguém para explicar. É natural que algumas tenham se desesperado e quebrado vidros, para sair dos vagões.”

Já que  Goldman e  Soninha estão tão “por dentro” do que acontece no metrô de São Paulo, seria bom explicassem aos usuários dois fatos comprovados:

1) Por que o governador José Serra deixou de investir no metrô R$ 1,7 bilhão  em 2008 e 2009?

2) Por que o metrô de São Paulo tem a segunda tarifa mais cara da América Latina ( R$2,65)?  Só perde para a da cidade do México, que custa o equivalente a R$ 3. A cobrada na vizinha Buenos Aires, Argentina, corresponde a R$1,10.

FONTE: VIOMUNDO

segunda-feira, 29 de junho de 2009

São Paulo - MAIS passageiros e MENOS ônibus

Uma notícia quase imperceptível sobre uma triste realidade da cidade de São Paulo.
E de pensar que esses políticos sem-vergonha (todos eles) tem a cara de pau de vender a falsa imagem de preocupação com a população da cidade que administram. E principalmente numa metrópole como São Paulo, vivem dizendo que é importante o investimento no transporte público e bla, bla, bla... São muito safados!
Cresce nº de passageiros de ônibus em São Paulo e a frota reduz! Simples assim!



A frota do transporte público da capital paulista perdeu 207 ônibus neste ano, o que representa 1,4% (na média entre janeiro e maio), de uma frota de 15 mil veículos aptos para uso. Já o número de passageiros teve elevação de 2,9%, ou de 220 mil usuários a mais, em 2009, segundo informou nesta segunda-feira o jornal Folha de S.Paulo.

O aumento no número de passageiros é reflexo, segundo o jornal, do congelamento da tarifa - o prefeito Gilberto Kassab (DEM) promete manter a passagem em R$ 2,30, valor cobrado desde novembro de 2006. O bilhete do metrô e dos trens tem reajuste anual e custam atualmente R$ 2,55.

A redução da frota disponível para rodar na capital paulista, ainda segundo a Folha, está ligada a motivos como a aposentadoria de alguns ônibus velhos sem a completa reposição por outros novos.