Anúncio Superior

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

AS "ORGANIZAÇÕES SERRA" SÃO CO-RESPONSÁVEIS PELAS SITUAÇÕES DE CORRUPÇÃO NO PODER PÚBLICO

"Lí no blog Democracia&Política artigo do Augusto Fonseca do blog FBI - Festival de Besteiras da Imprensa - e reproduzo abaixo. 
Sem dúvidas o autor não está exagerando nada de nada em suas tão sábias avaliações! 
Em meio a tudo isso o que mais me chama atenção é o fato dos jornalões estarem tão indignados com o DEMO, que como todas as crianças do jardim da infância sabem, é o braço direito e aliado de carteirinha do PSDB e da direita mais direita e reacionária brasileira. 
Porque atacam o DEMO e protegem o PSDB, se são unha e carne, dinheiro e cueca?"

FBI: As Organizações Serra 

"O caso Arruda vai se tornando um fato de comoção pública, com a capacidade de amplificação da imprensa, em especial da poderosa Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros).

A quantidade de vídeos em exposição na internet pode até levantar a suspeita de que o Durval foi contratado pelas Organizações para produzi-los. Mas não é disso que quero falar.

A comoção nacional leva as pessoas a se indignarem com todos os políticos, como se todos fossem corruptos. Tudo besteira!

Como já disse em post anterior, a desmoralização da política interessa ao projeto de hegemonia da imprensa, que deseja recuperar o poder que tinha até 2002 e voltar a mandar no executivo, no legislativo e no judiciário.

O projeto de hegemonia da imprensa – desenvolvido pelas Organizações Serra – é, na verdade, o projeto de hegemonia de grande parte da elite econômica brasileira, aliada a interesses estrangeiros e, hoje, representado pelo PSDB, com a conivência do DEM e do PPS. A essa aliança denominei de Lado Obscuro da Força, comandado por Dart Serra.

Portanto, acabar com a credibilidade do PT, do PMDB e de parte do DEM – se for útil para o projeto, como eu acredito piamente que seja – tem importância estratégica para a ampliação da hegemonia desses segmentos.

O PSDB está fora porque ele é o representante político desses interesses. Não é a toa que o mar de corrupção no Rio Grande do Sul, com a governadora Yeda Crusius (PSDB), não mereceu destaque algum da imprensa.

Da mesma forma, os escândalos do governo Serra sequer emergem num cantinho qualquer do grande noticiário.

As Organizações Serra, através dos seus principais representantes, a cada evento desses, vem pedir punição, porque as pessoas com menos discernimento político querem linchamento e pena de morte. Pensam que, com isso, não haverá mais corrupção.

Punição é necessária e tem ocorrido. Há uma grande lista de cassados, investigados e punidos.

O que mostra a insuficiência para resolver o problema central: como são financiadas as campanhas eleitorais em conjunção com votação em pessoas e não em partido.

Grande parte da busca incessante por recursos para financiamento de campanhas está ligada a esses dois aspectos.

Não haverá saída, nem redução significativa da corrupção, enquanto não for votada e implantada a necessária reforma política, enviada pelo governo Lula e estacionada no Congresso Nacional, que propõe financiamento público de campanha e voto em lista.

Afirmo que as Organizações Serra são co-responsáveis por essa situação institucionalizada da corrupção na medida em que não querem a reforma política.

Se quisessem, com o seu poder de convencimento, aliado à força política do presidente Lula e do PT que desejam essa reforma, ela aconteceria.
 

Ao contrário, sempre que se fala em financiamento público de campanha e voto em lista as Organizações Serra vêm com centenas de entrevistas, artigos e matérias mostrando que isso é um absurdo.

E porque ela não quer?

Porque a base política das Organizações Serra se elege, em grande parte, com financiamento privado e caixa 2.

Estou exagerando?"

FONTE: publicado hoje (03/12) no blog "FBI - Festival de Besteiras da Imprensa", de Augusto da Fonseca.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Jornal Nacional (Defeca Geral)


É muito prá minha cabeça ver o quão sórdido e lamentável é o "Padrão Globo de Jornalismo". Na verdade, esses cretinos transvestidos de jornalistas e comunicadores de massa, não passam de uns debilóides que fazem jornalismo para outros que eles julgam debilóides. Estão atrasados com um pé no século passado e fazendo jornalismo impresso e televisivo para um país que não existe mais.
O Brasil mudou, mas os crápulas (i)responsáveis pela comunicação de massas no país estão afundando cada dia mais na sua sordidez e mesquinhez por não terem capacidade de enxergar um palmo na frente do nariz.
Então, é um festival de idiotices a todo instante nas páginas da "veja da ed. abril", na folha de são paulo, no estado de são paulo, no globo, na revista época, na revista istoé, na bandnews, na cbn (a radio que toca o terror), na rede bandeirantes e etc e tal.

Vão pro inferno todos eles por imaginar que o povão é mesmo babaca, como afirmou o willian bonner, que comparou os telespectadores do "jn" com o Holmer Simpson, um mal informado e de baixo raciocínio que vive atirado numa poltrona comendo sem parar e assiste tv sem capacidade de dicernimento.

A televisão (guardadas raríssimas excessões) é um LIXO. A grande imprensa é um LIXO. E querem fazer daquele que deveria ser seu maior patrimônio (o telespectador, o leitor, o cliente dos seus clientes), um bando de idiotas que são teleguiados e mantidos como gado. Estão redondamente enganados.
Criem vergonha nessa cara suja e honrem os diplomas e juramentos feitos na conclusão do curso de jornalismo. Sejam menos micróbios e mais humanos. A plebe agradece!

Maldita internet, educação e inclusão social - lamentam eles.

Abaixo a transcrição da verdadeira entrevista do Presidente Lula respondendo sobre o Mensalão dos DEMOS do DF. Em tempo: (des)governador de SP, Zé do Pedágio - diga-me com quem andas que lhe direi quem você é. (Toda reflexão até aqui faz parte do "Essa é Minha Opinião")!

Não foi como noticiado

O destaque de uma frase do presidente Lula para dar títulos a notícias em portais e sites da internet está levando analistas e leitores a interpretações equivocadas.
Para tirar dúvidas quanto às respostas dadas pelo presidente às perguntas da imprensa sobre a operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que investiga denúncias de corrupção no Governo do Distrito Federal, com suposto envolvimento do governador José Roberto Arruda, reproduzimos o trecho integral da entrevista -- em vídeo e texto:
 

Jornalista: Presidente, como é que o senhor está acompanhando o escândalo envolvendo o governador Arruda, no Distrito Federal?
Presidente: Eu não estou acompanhando, eu não estou acompanhando, porque está na esfera da Polícia Federal. Se está na esfera da Polícia Federal, o Presidente da República não dá palpite. Espera a apuração, para depois falar alguma coisa. Vamos aguardar…
Jornalista: As imagens não falam por si ali, Presidente?
Presidente: Não, mas vamos aguardar. Imagem não fala por si. O que fala por si é todo o processo de apuração, todo o processo de investigação. Quando tiver toda a apuração, toda a investigação terminada, a Polícia Federal vai ter que apresentar um resultado final, um processo, aí anuncia. Aí você pode fazer juízo de valor. Mesmo assim, quem vai fazer juízo de valor final é a Justiça. O Presidente da República não pode ficar dando palpite, se é bom, se é ruim. Vamos aguardar a apuração.
Jornalista: Existem suspeitas, por exemplo, de que esse escândalo tenha vinculações também com questões de financiamento eleitoral. O Brasil já discutiu essa questão da reforma do financiamento eleitoral, mas não avançou. Como é que se resolve esse problema recorrente?
Presidente: Olha, eu tenho duas propostas, já, que eu mandei para o Congresso Nacional. Eu já mandei duas mini reformas políticas para o Congresso Nacional. Agora, não é o Poder Executivo que vota, no Congresso Nacional. Nós já mandamos… No ano passado mandamos uma. Mandamos uma, agora, com sete pontos importantes para serem votados, um deles é o financiamento público. Eu espero que o Congresso Nacional tenha maturidade para compreender que grande parte dos problemas que acontecem com dinheiro é a questão da estruturação partidária no Brasil. Então, vamos mudar urgentemente e fazer uma reforma política. Eu acho que a reforma política é condição fundamental para que a gente tente evitar que problemas como esse continuem ocorrendo no Brasil.
Fonte: Blog do Planalto

 

E a Yeda, heim, Serra??

O Bicho tá pegando, como se diz no linguajar popular da periferia. Porém assuntos nada periféricos incendeiam a cena político-nacional e abestaiado me lembro apenas que 2010, o ano das eleições ainda nem começou. Aí sim é que o Bicho vai pegar como nunca antes na história desse país.

Lí no Viomundo do jornalista Luiz Carlos Azenha:

Serra opina sobre Arruda, mas continua calado sobre Yeda Crusius
por Ayrton Centeno, em Brasília Confidencial
Desde sempre em silêncio sobre as múltiplas denúncias que há muitos meses atingem a governadora tucana do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, o governador paulista José Serra (PSDB) animou-se ontem a considerar gravíssimas as acusações ao governador José Roberto Arruda, do DEM – um de seus principais aliados no governo e principal parceiro para as eleições de 2010.
 Yeda é uma vidraça e tanto. A tucana que faz o governo mais tumultuado que o Rio Grande do Sul já experimentou, desde a República Velha, somente se livrou de um pedido de impeachment por obra da maioria que mantém na Assembléia Legislativa e de uma postura contida da imprensa local. Antes das chuvas que flagelam o estado, houve uma enxurrada de denúncias de corrupção que arrastou Yeda para um buraco aparentemente sem fundo, tornando-a a mais impopular entre todos os 27 governadores, com mais de 60% de rejeição.
As atribulações de sua gestão com a atividade policial começaram com os R$ 44 milhões surrupiados do Detran. Mas foi só o começo. Veio logo a mal explicada aquisição da mansão da governadora e, mais tarde, o uso de dinheiro público para compra de móveis particulares. Depois do rompimento com seu vice, Paulo Feijó, este bandeou-se com armas e bagagens para a trincheira oposta. Feijó fez mais: gravou uma conversa cabeluda do chefe da Casa Civil de Yeda, César Busatto, dizendo-lhe como o dinheiro público era tratado. Explicou a Feijó que um partido pequeno no estado, como o PSDB, dependia, para governar, do apoio de siglas poderosas como o PP e o PMDB. Entende-se do diálogo que o PP extrairia seus recursos do Detran – o que mais tarde veio à tona com a operação Rodin, da Polícia Federal – enquanto o PMDB faria o mesmo com o Banrisul – banco do Estado. Feijó tornou pública a conversa com Busatto, este caiu e o Governo Yeda perdeu um pouco mais de credibilidade.
Ao longo de quase três anos de administração, a governadora colecionou problemas e cultivou inimizades. Secretários estaduais e dois diretores do Detran saíram atirando. Amigo de Yeda dos tempos de campanha, como um de seus coordenadores, o empresário Lair Ferst partiu para o ataque, após perder parte do butim do Detran. Mais de 20 nomes do primeiro escalão pediram demissão ou foram defenestrados, muitas vezes levados de roldão pelas denúncias de corrupção.
Agora, mais dois secretários de Yeda – Marco Alba, da Habitação, e Rogério Porto, da Irrigação – aparecem no inquérito da Operação Solidária, também da PF, como cabeças do esquema de fraudes nas licitações. Não é demais lembrar que a operação ganhou este nome devido ao lema “Administração Solidária”, da Prefeitura do município de Canoas, então governada pelo PSDB, e onde a Polícia Federal primeiro flagrou a falcatrua das licitações arranjadas.
Como se não bastasse, aliados desde sempre como o PMDB e o PP vêem-se cada vez mais enrascados. Estão nesta situação os deputados federais Eliseu Padilha (PMDB) e José Otávio Germano (PP), os deputados estaduais Frederico Antunes (PP), Luiz Fernando Záchia, Alceu Moreira e Marco Alba, os três do PMDB.
Há também um cadáver em cena. Até hoje, a estranha morte do ex-chefe da representação do Rio Grande do Sul em Brasília, Marcelo Cavalcanti, não foi esclarecida. Seu corpo apareceu boiando no lago Paranoá. Suicídio ou homicídio? “Marcelinho”, como o chamava Yeda, sabia bastante sobre os bastidores da gestão tucana. Era fevereiro de 2009 e ele morreu poucos dias antes de depor ao Ministério Público Federal.

domingo, 29 de novembro de 2009

O FILHO DO BRASIL E O FDP DA 'FOLHA

Por Marco Piva, no "Vi o Mundo".

É difícil acreditar que afirmações insidiosas ganhem tanto destaque nas páginas de um dos maiores diários do país e tudo fique como sempre esteve. Troca de acusações, exageros verbais e fofocas são ingredientes naturais da política em qualquer parte do mundo - menos nas ditaduras, onde as piadas sobre os governantes não costumam terminar em sorrisos. Nas democracias, jovens ou velhas, a liberdade de expressão é um valor inerente ao indivíduo e à sociedade. Inclusive, se paga caro quando, em nome dela, se cometem injustiças. Mas, o que fazer quando, por motivos inconfessáveis, alguém se dispõe, do nada, a usar uma aparente proximidade com certos personagens para lhes assacar ilações comprometedoras da honra, sejam elas autoridades ou não?

Este é o caso de Cesar Benjamin, colunista da 'Folha', em primeiro lugar, e, em segundo, ex-fundador do PT. Esta ordem é importante porque nossa vida é a soma de experiências passadas aplicadas no presente. É assim que vislumbramos ou sonhamos com o futuro. Ao receber, generosamente, uma página inteira do primeiro caderno para suspeitar da conduta moral do presidente da República, Benjamin faz um jogo deselegante e que, de tão pífio, o ridiculariza. Como a afirmação que faz não passa de uma tolice ainda juvenil que não resiste à menor checagem com os personagens envolvidos no episódio (os companheiros detidos à época e os acompanhantes do almoço), o papel a que ele se presta revela bem a natureza de seu caráter perturbado (não é fácil ser preso aos 17 anos e ficar confinado por outros sete). Mas, além disso, expõe claramente qual é o nível de jornalismo ao qual estamos submetidos no Brasil. Um jornalismo aliado das fofocas pequenas em nome de uma moralidade sabidamente impossível, cujo objetivo é a desconstrução da política como ferramenta de realização nacional.

A operação está clara. O jornal não pode assumir a acusação e “terceiriza” sua responsabilidade. O que vier depois disso é lucro porque, se alguém tiver que ir à Justiça para responder pelo que escreveu, este alguém será o articulista, e não o veículo. Enquanto isso, a “versão pega e se expande”. É muito óbvio o mecanismo. E com a extinção da Lei de Imprensa, tão festejada pelos donos da mídia, não é difícil imaginar por quanto tempo e qual resultado se alcançará em uma ação por danos morais em função desse tipo de artigo.

Desde que boa parte da imprensa comercial decidiu voltar um século atrás em sua maneira de fazer jornalismo e se transformar em partido político, a sociedade brasileira fica, a cada edição, mais pobre de informação. A liberdade de expressão deixa de ser um valor para cada um e para todos para ser usada em uma cruzada moralista que busca atingir apenas aos adversários. Não fosse assim e o filho ilegítimo de FHC não teria sido ocultado e negado por 18 anos.

É a velha máxima: aos amigos, o acolhimento; aos inimigos, a lei. Mas, de qual lei falamos? Exatamente da lei da dissimulação que tudo permite em nome da liberdade. Este cinismo moderno sufoca o verdadeiro debate porque impõe uma agenda que não combina com as aspirações individuais e coletivas por uma democracia que seja respeitada, ampliada e consolidada.

O que faz Cesar Benjamin com seu artigo senão tentar chamar os holofotes para si em nome da liberdade que tem, como colunista do jornal, e assim escrever o que bem entende? Esta técnica não é nova e, atualmente, temos vários exemplos semelhantes em outros jornais e revistas. O que espanta é a naturalidade com que é feita a afirmação de que o presidente Lula teria tentado molestar sexualmente um “menino do MEP” em seu período de cárcere, entre 19 de abril e 20 de maio de 1980.

À incredulidade de imaginar que alguém possa escrever isso impunemente se soma a dúvida do que efetivamente pode estar por trás dessa informação. “Mania de perseguição”, dirão alguns. “Lá vem a tese da conspiração”, dirão outros. Pode ser. Mas, quando se vive com um jornalismo de esgoto, tudo é possível. Sinceramente, Benjamin por Benjamin, prefiro o Walter. Este, que assina o artigo em espaço generoso na Folha, é apenas subproduto de um rancor mal analisado por ele mesmo. A única coisa que ele acerta é a diferença entre quem são os filhos do Brasil e quem é o filho da puta."

FONTE: escrito por Marco Piva, jornalista, e publicado hoje (29/11) no portal "Vi o Mundo", do jornalista Luiz Carlos Azenha - Lido no Blog Democracia & Política - Negritos por minha conta.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Lúcia Hippolito : PSDB na Berlinda

O que será que está se passando com os formadores de opinião do PIG? Será que já estão prevendo uma possível surra da oposição nas eleições 2010 para Presidente da República?
Lúcia Hipólito em seu Blog chega á uma conclusão (muito tardia) mas sem dúvidas, realista.
Ela questiona a competência dos gestores do PSDB/Demo em São Paulo. Vale lembrar que o PSDB está no comando do Estado de São Paulo há quase 15 anos.

A chamada da matéria/opinião: Competência Tucana na Berlinda.

Como não existe possibilidade de divulgação do conteúdo sem autorização expressa da RG, deixo apenas o link para o blog da moça: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/

"Entre outras coisas, ela afirma que o desabamentos das vigas do Rodoanel que está sendo contruído em São Paulo atinge em cheio o égo dos tucanos que se imaginavam superiores e com um diferencial ao governo Lula: - competência em gestão pública??- (sic)".

Porque a Globo sustentou a amante e o filho do FHC?

Marco Aurelio Melo trabalhou por 12 anos na Globo. Conhece bem o funcionamento interno do poderio e suas realações com o mundo real. Ele criou o blog DoLaDoDeLá onde conta histórias de maneira inteligente e dissimulada. Porém o conteúdo é real. Mas se perguntarem, ele nega!

Pergunta que não quer calar: Porque a Globo sustentou a amante e o filho do FHC?

Os jornais informam errado. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não decidiu oficializar o reconhecimento do filho que teve com a jornalista Miriam Dutra, da TV Globo. 

Ele já o fez, num cartório em Madrid, na Espanha, onde vive a 'correspondente' da emissora. O nome do jovem já foi, inclusive, incluído no testamento do ex-presidente, que não quer que os filhos fiquem brigando por herança, depois que ele partir desse para o outro mundo. 

Tomas Dutra Schmidt, de 18 anos, vive em Washington e ligou assustado para mãe hoje, depois de receber mais de quinhentos convites pelo Facebook (uma rede de relacionamentos pela internet, que é mania no Brasil, depois do Orkut). Os convites vieram, depois que 'coincidentemente' o jornal Folha de S. Paulo trouxe a notícia no primeiro caderno, pela jornalista e colunista da Ilustrada, Mônica Bergamo. 

Oficialmente, Fernando Henrique nega, porque não quer dar publicidade ao caso, considerado uma questão íntima, de família. 

Até seria, não fosse o caso dele ter se transformado em presidente da República e a Miriam passar todo este tempo 'exilada' sozinha, recebendo salários da família Marinho, detentora de uma concessão de serviço público. 

Hoje, Tomas tem 18 anos e sente na pele como é viver segregado e escondido. Quanto ao ex-presidente, na idade em que está, faz mais do que bem pacificar o seu passado. Quem sabe sua nova namorada, uma jornalista (mais uma?) não esteja ajudando-o neste doloroso processo. 

Sinto por eles, pelos filhos, mas sinto imensamente pelo país, que exige explicações sobre a relação promíscua de silêncio que se deu entre a grande imprensa e o ex-senador, ex-ministro de Estado e ex-presidente da República.

Folha de São Paulo: ESCOMBROS TUCANOS

"Que não tenha morrido ninguém foi "um milagre", disse o próprio governador de São Paulo, ao observar, in loco, o resultado do desabamento de três vigas do Rodoanel sobre a rodovia Régis Bittencourt, na noite de sexta. "Milagre" não é uma palavra que costuma frequentar o vocabulário do engenheiro José Serra, adepto obcecado da razão. Ele falou ainda em "barbeiragem" a ser esclarecida, o que soa quase como um eufemismo. "Negligência criminosa" não seria mais adequado?

Registre-se que, sim, lamentavelmente uma pessoa morreu na madrugada de sábado depois de um acidente provocado pelo congestionamento na rodovia.

Aguardemos as investigações, mas o que por ora já se sabe não é nada republicano.

Relatório do Tribunal de Contas da União havia apontado várias "irregularidades graves" nas obras do trecho sul do Rodoanel. Entre elas, a substituição do material das vigas definido em contrato por outro, mais barato.

Apesar dessa e de outras tantas maracutaias técnicas, o TCU viu indícios de superfaturamento pesado na obra. OAS, Mendes Jr. e Carioca Engenharia, do consórcio responsável pelo trecho, nada disseram até o momento. O silêncio traduz o descaso arrogante com que empreiteiras desacostumadas à luz do dia tratam a opinião e a coisa pública.

Como não lembrar da tragédia ainda recente na linha 4 do metrô, em janeiro de 2007? Não foi a mesma negligência criminosa que deu origem à enorme cratera para onde foram tragados seis carros e morreram soterradas sete pessoas?

Conseguirão os tucanos concluir uma obra de porte em São Paulo sem cometer desastres pelo caminho?

Não há retórica da competência ou do bom gerenciamento que resista aos escombros monumentais que esses seletos homens públicos são capazes de produzir. Os tucanos precisam compatibilizar a boa imagem que fazem de si mesmos com as imagens que a realidade insiste em nos exibir."

FONTE: texto de Fernado de Barros e Silva publicado hoje (16/11) na Folha de São Paulo.

Emprego cresce no país!

Segundo informações do Portal Terra, emprego volta a crescer. 

Brasil tem melhor outubro e supera 1 milhão de vagas no ano

Keila Santana
Direto de Brasília
Especial para o Terra


Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram que o Brasil superou o saldo de 1 milhão de empregos formais em 2009. De janeiro a outubro foram criadas 1.163.607 vagas a mais que as fechadas em todo o País.
Segundo Lupi, o número confirma as previsões feitas pelo governo no primeiro semestre deste ano. O mês de outubro fechou com saldo de 230.956 mil empregos formais.
"Foi o melhor outubro da história, corresponde a previsão que tinha feito no primeiro semestre do ano. Neste segundo semestre todos os setores tiveram recuperação na geração de empregos, principalmente a indústria de transformação, que mais demitiu no primeiro semestre", disse Lupi.

Fonte: Portal Terra

Midia estaria "Limpando o terreno" para o ataque?

Do blog Cidadania - Eduardo Guimarães. Mais reflexões sobre o "caso" de FHC.

Investigação:

Dos leitores

Acho que continuam apresentando aos leitores um tema moralista com essa história do filho de FHC. A questão não é moral: era e é uma questão política, porque divulgar o romance e o filho não assumido arriscavam as pretensões presidenciais de FHC. 

E mais, era e é uma questão de Estado, porque indica a dependência de FHC de uma empresa concessionária de mídia, a Globo, que se dispõe - em troca de quê? - a transferir e sustentar uma jornalista em um posto na Espanha durante quase 20 anos, e cujas pobres reportagens aparecem umas 2 ou 3 vezes por ano.

O fato mostra a recorrente promiscuidade, que se torna até intimidade amorosa, entre a mídia e os políticos. 

Sei não... suspeito de que estejam preparando caminho, e "limpando", por assim dizer, a barra de FHC previamente, para um escândalo (ou ameaça de) envolvendo a vida pessoal de alguém importante. 

Tomara que eu esteja errada quanto a essa última cartada. Serra e Aécio têm telhado de vidro. Mais quem?

Vera | Rio de Janeiro, RJ, Brasil | socióloga aposentada

FHC: Opinião do Azenha - Simples Assim

Repórter da Globo que teve filho com FHC (há 18 anos) era qualificada para ser correspondente?

por Luiz Carlos Azenha

Há duas possibilidades.

1. Miriam Dutra pediu para sair do Brasil. E era qualificada para ser correspondente internacional.
2. Miriam Dutra não era qualificada, pediu para sair do Brasil e foi atendida.

Se a primeira resposta é a verdadeira, cabe perguntar:
1a. Quantas reportagens ela fez para o Bom Dia Brasil, o jornal Hoje, o Jornal Nacional e o Jornal da Globo, no cargo de correspondente?
2a. Qual é a comparação que se faz entre o trabalho dela como correspondente e o dos outros correspondentes da emissora?

Se ela fez tantas reportagens quanto qualquer outro correspondente não há porque acreditar que houve favorecimento.

Caso contrário, houve favorecimento. Se houve favorecimento, por que?

Se a jornalista não era qualificada e ganhou o cargo, cabe perguntar: houve interferência externa à TV Globo? Quem decidiu? FHC interferiu no processo, direta ou indiretamente? Quem decidiu na Globo consultou Roberto Marinho? Ao consultar o jornalista Roberto Marinho, contou a ele tratar-se da repórter que teve um filho com FHC? O jornalista Roberto Marinho, nesse caso, esqueceu que era jornalista? O que a TV Globo recebeu em troca?

Simples assim.

 

domingo, 15 de novembro de 2009

FHC reconhece o Filho que teve com Jornalista da Globo


No último dia 02 de Novembro, - dia de Finados - em homenagem a um falecido vivo, abordei um tema da reportagem contundente da Revista Caros Amigos sobre o imbróglio envolvendo FHC e seu filho com uma Jornalista da toda poderosa Rede Globo de Televisão. É bem verdade que o filho chegou antes do dito cujo tornar-se presidente da república, porém ele já era senador por São Paulo. Como é possível constatar na excelente reportagem da Caros Amigos(http://essaminhaopiniao.blogspot.com/2009/11/filho-de-fhc-com-jornalista-da-globo-e.html), muito se especulou sobre o assunto, porém nenhum meio de comunicação, nenhum jornal ou revista da grande imprensa foi a fundo no assunto para checar a veracidade dos fatos e tornar pública a informação, a não ser a própria Caros Amigos.

A coisa ficou em suspeição e o assunto quase morto como o principal personagem da trama.
Mas agora finalmente e com maior clareza o distinto pai, o sóciologo Fernando Henrique Cardoso irá reconhecer a paternidade do filho que teve com a Miriam Dutra. Finalmente!
Muito fácil é pousar de boa gente, detentor da moral e dos bons costumes para vender uma imagem de semi deus. Mais fácil ainda quando se tem a seu dispor a conivência dos meios de comunicação, verdadeiros vendidos quando se trata de atacar uns e proteger outros de acordo com seus interesses excusos.

Imagine uma Rede de Televisão tão poderosa como a Globo, infiltrada em todos os poderes da república, ter uma de suas profissionais como amante de um senador? Será que pára por aí?
Posso livremente imaginar que esse caso não é isolado.
Posso imaginar que os meios justificam os fins para a turma do andar de cima.
Quantos meios de comunicação tem em seus manuais de jornalismo esse tipo de conduta?Deitar-se com influentes pessoas da republica?

São milhares de perguntas que vão culminando na mente e se pararmos para pensar friamente é possível entender o motivo dos meios de comunicação estabelecidos, a grande imprensa, os jornalões estarem despencando em credibilidade.

FHC reconhecerá filho que teve com jornalista
Folha de São Paulo 
 

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso reconhecerá o filho de 18 anos que teve com a jornalista da Rede Globo Míriam Dutra, segundo a coluna de Monica Bergamo no jornal Folha de S.Paulo. O filho de Míriam e Fernando Henrique, Tomás Schmidt, nasceu em 1991, três anos antes de FHC tornar-se presidente.

Segundo a coluna, FHC teria consultado advogados e viajado a Madrid, onde mora atualmente a jornalista, para encaminhar os documentos. FHC e Mirian tiveram relacionamento quando o ex-presidente era senador em Brasília. A história foi mantida como privada pois Fernando Henrique era casado com Ruth Cardoso.

Nunca houve confirmação oficial da paternidade por qualquer das partes. Segundo a colunista, depois que deixou o cargo, FHC passou a ver o filho com frequência. No ano passado, FHC teria participado da formatura de Tomas no Imperial College, em Londres.

Fonte: Site Terra

sábado, 14 de novembro de 2009

Governo de São Paulo Trabalhando por Você!


O mais importante é que não houve vítimas fatais. (Governador José Serra)

Desculpe-me discordar da opinião de tão excelentíssimo senhor, graduado em economia (não comprovável), mas há vítimas fatais sim senhor. As Vítimas são os milhares de contribuintes usuários do sistema viário do Estado de São Paulo que deixam todos os dias sua contribuição nos quatrilhões de praças de pedágios implantados para todo lado.

O mais importante mesmo excelentíssimo senhor, é que as pessoas já estão demasiadamente cansadas de tanta incompetência acobertada por publicidade e marketing.


ANTONIO DELFIM NETTO: "LULISMO?"

"Surpreendida com a recuperação da economia brasileira e o imenso protagonismo de Lula no cenário internacional, cuja visibilidade interna é a aprovação de sua administração por três de cada quatro brasileiros, a oposição parece presa a um quadro de catalepsia.

Isso certamente não ajuda a continuidade do progresso institucional que conseguimos desde a Constituição de 1988 e que começa a nos distinguir claramente de alguns de nossos parceiros da América Latina. Estes insistem em repetir velhos erros do passado. Tentam curto-circuitos que a história mostrou levar a incêndios, mas não ao crescimento econômico sustentável.

A tragédia da discussão é que, em lugar de um programa que reforce as linhas corretas do governo Lula e leve à superação dos problemas que ele deixará, propõe-se retroagir ao caminho já percorrido.

Não deixa de ser patético continuar a confundir um necessário Estado indutor forte com a fantasia de que o "mercado", por si mesmo, produz o "equilíbrio" mais conveniente para a sociedade.

É claramente possível criticar o "lulismo" por sua simpatia sindical, por seu aparelhamento e por muitos motivos. Mas qual governo não "aparelha" quando a administração pública não é profissionalizada e o número de "cargos de confiança" (sem vinculação à competência) é gigantesco?

O "aparelhamento" do Estado tem sido permanente e ligado não apenas a problemas geográficos, partidários ou ideológicos. Quem conhece Brasília sabe que se trata de um fenômeno "geológico". Cada presidente levou para lá e fixou (às vezes com duvidosos "concursos seletivos") um estrato de seus conterrâneos. Um corte do terreno mostra as "camadas" (os mineiros, os maranhenses, os alagoanos, os paulistas, os sindicalistas...) sobre as quais cada governo acrescentou a sua, respeitando cuidadosamente as anteriores...

É preciso reconhecer que a rápida recuperação se deve a pelo menos dois pontos que dependeram do próprio comportamento de Lula. Primeiro, com sua inteligência e perspicácia, rejeitou o terceiro mandato, que destruiria toda a obra institucional constituída em 1988; segundo, com sua intuição, assumiu o risco de minimizar a crise, afastando o "pânico", e reforçou as políticas públicas que deram sustentação ao consumo interno.

Isso não é pouca coisa, e é por isso que ele tem o apoio de 3/4 da população!

A eleição de 2010 não pode se fazer em torno das pobres alternativas de, ou voltar ao passado, ou dar continuidade a Lula. A discussão precisa incorporar os horizontes do século 21 e a superação dos problemas que certamente restarão do seu governo."

FONTE: artigo de Antônio Delfin Netto publicado hoje (11/11) na Folha de São Paulo e lido no blog Democracia&Política.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Eletrobrás: SP não acionou sistema anti-blecaute

Eletrobrás questiona por que SP não acionou sistema anti-blecaute
doVermelho

O presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz, disse à Agência Brasil que deveria ter ocorrido o "ilhamento" do problema que originou a falta de luz em 18 estados do país. Segundo ele, houve falha e é preciso investigar o motivo que levou o sistema de segurança a não ser ativado.
“Nós tivemos um problema meteorológico em Itaberá, estado de S.Paulo, que levou à queda das três linhas de 750 Kilovolt (kV), o que significa dizer que perdemos a capacidade de transmitir metade da energia gerada por Itaipu. Deveria ter acontecido o ilhamento do problema para possibilitar o religamento do sistema. Mas como isto não aconteceu, aí o problema se estendeu para as duas linhas de corrente contínua que liga Itaipu a São Paulo. O que é preciso levantar é porque não entrou em operação o sistema chamado ERAT que existe exatamente para levar ao ilhamento”.

O presidente da holding que controla as empresas de energia do governo disse que não houve problema de falta de energia, mas sim uma interrupção temporária nas linhas de transmissão. Para ele, o sistema elétrico está bem dimensionado e os investimentos foram feitos.

Muniz lembrou o fato de que, dentro do planejamento energético elaborado para o país, várias novas usinas, principalmente hidroelétricas de grande capacidade de geração, estão em fase de construção ou de licitação - citando as usinas do Rio Madeira e de Belo Monte, no Pará, que entrá prevista para entrar em operação em 2014 interligando as regiões Norte e Sul e, consequentemente, fortalecendo o sistema elétrico brasileiro. “Com as obras que estão planejadas e sendo executas, nós não temos dúvidas de que vamos atender ao aumento da demanda. O sistema não só está apto a atender ao crescimento, como a população pode ficar tranquila, porque acidentes como este dificilmente voltarão a se repetir”.

“Eu não tenho dúvidas de que o sistema elétrico brasileiro está preparado para atender à demanda de energia por parte da população, como também está preparado para atender ao crescimento econômico do país esperado para os próximos anos. O que houve foi um problema no sistema de transmissão, tanto que restabelecida a operação, o país está funcionando dentro da normalidade do ponto de vista energético desde às 4h da manhã desta terça-feira”.

Do blog Viomundo

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Brasil, um país de todos!

Sim, uma imagem diz mais que mil palavras.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Lula no Congresso do PCdoB

Sinceramente não me lembro de ter visto, ouvido, lido tantas grosserias a um Presidente da República ou qualquer outro político como o que acontesse com o Lula e não sou nenhum garotinho, pois nasci antes do golpe de 64.
Chega á ser deprimente o escárnio diário por todos os lados que se olhe.
Quando olho prá esse nordestino semi analfabeto, me vem á memória uma lembrança do meu velho e falecido pai que aportou em São Paulo nos idos de 1954, escorraçado pela miséria e a seca nordestina, buscando o milagre de uma vida melhor que essa metrópole vislumbrava e prometia.
O que me deixa mais indignado é que nessa terra separatista, grande parte dos que não se conformam com o sucesso do operário-presidente, são na sua maioria descendentes de nortistas, nordestinos e caipiras de norte a sul desse nosso Brasil. Para mim é como se cuspissem no seu próprio passado e na história de seus antepassados que rumaram para a cidade grande em busca de uma vida melhor. Mesmo que essa vida um pouco melhor fosse o único legado que poderiam deixar para os mesmos que hoje fazem deboches e escárnios do nordestino semi analfabeto que ocupa o cargo mais elevado da república.

Com a palavra o Presidente da República Federativa do Brasil:


"Obviamente que nós não temos a sapiência de um sociólogo. Ou de alguns... ou de alguns... esta semana, é engraçado, eu fui chamado de analfabeto, essa semana eu fui chamado de ditador porque indiquei a Dilma pelo dedaço e essa mesma semana eu ganhei o título de estadista do ano ... eu compreendo o ódio que isso causa.

Eu compreendo, porque o intelectual ficar assistindo um operário que só tem o quarto ano primário e nao tem vergonha de dizer... ganhar tudo o que ele imaginava que ele pudesse ganhar e não ganhou por incompetência... é muito difícil... é muito engraçado porque tem gente que acha que a inteligência está ligada à quantidade de anos de escolaridade que você tem. Não tem nada mais burro que isso. A universidade te dá conhecimento, te dá aperfeiçoamento.

Inteligência é outra coisa. É outra coisa. E a política é uma das ciências que exige mais inteligência do que conhecimento, muito mais inteligência. A inteligência de saber montar uma equipe não está no livro. Está na sensibilidade. A inteligência de saber tomar as decisões não está no livro, ela está no caráter, no caráter e no compromisso que tenha o dirigente que governa esse país. 

Mas de qualquer forma a vida é assim. As pessoas falam o que querem, ouvem o que não querem ... porque a vida é assim, a vida é dura. O que as pessoas não percebem é que diferentemente de qualquer outro presidente do Brasil, este presidente nunca precisou provar nada, porque a elite não tem o que provar.

Saiu um, não deu certo, entra outro, não deu certo, todos vão fazer um curso de dois ou três anos lá fora, volta, se candidata com a maior cara de pau outra vez.

Eu, eu tenho que provar a cada dia, desde que eu nasci, eu tenho que provar que tenho competência.
Porque eu tenho que provar. Porque sei o fracasso do Walesa na Polônia, foi eleito presidente da República e foi concorrer e teve 0,6% [dos votos], menos de 1%. E eu tenho clareza e tinha clareza e o PCdoB sabe disso, que se nós fracassassemos ia levar mais 150 anos para um operário pensar em ser candidato a presidente da República deste país".

domingo, 8 de novembro de 2009

CASO UNIBAN - A Culpada é a Vítima

Lí no Observatório da Imprensa o artigo de Lígia Martins de Almeida sobre o caso da aluna da Uniban e o desfecho lamentável culminante com sua expulsão.


Quando parecia que as mulheres vítimas de violência não seriam mais tratadas como culpadas – como ocorreu quando Doca Street matou a socialite Ângela Diniz – acontece o caso de Geisy Arruda, a estudante da Uniban, em São Paulo. A universitária foi expulsa da escola porque "buscou chamar atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa ação coletiva de defesa do ambiente escolar", conforme expresso no comunicado da Uniban com o título "A educação se faz com atitude e não com complacência", publicado nos jornais paulistas no domingo (8/11) [ver abaixo a íntegra do comunicado e a nota da União Nacional dos Estudantes sobre o episódio].
Os agressores – apenas seis estudantes e um funcionário foram identificados (embora mais de 600 tenham participado do tumulto) – foram suspensos temporariamente. Eles, ao contrário da moça, não foram acusados de "flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade", ainda segundo o comunicado oficial.
No seu manifesto, a Uniban condena a moça e acaba encontrando mais um culpado. Quem? A mídia:
"A Uniban reafirma seu compromisso com a responsabilidade social e a promoção dos valores que regem uma instituição de ensino superior, expressando sua posição de apoio aos seus 60 mil alunos injustamente aviltados. Nesse sentido, cabe aqui registrar o estranhamento da Uniban diante do comportamento da mídia, que, uma vez mais, perde a oportunidade de contribuir para um debate sério e equilibrado sobre temas fundamentais como ética, juventude e universidade".
Pauta urgente
A mídia pode ser culpada por ter demorado a divulgar a história ou de perder a oportunidade de fazer uma longa matéria com esses estudantes que se transformaram numa turba disposta a massacrar a moça só porque ela usava um vestido curto. Mas, neste caso, a imprensa fez sua parte: divulgou a história, ouviu a vítima e, depois da decisão da Uniban, divulgou a repercussão do fato com educadores e entidades de defesa da mulher, que foram unânimes em condenar a atitude da universidade.
A Folha de S.Paulo ouviu também alguns universitários. Dos nove jovens entrevistados, só dois foram a favor da decisão de expulsar a moça, argumentado:
"Há locais e locais onde a gente pode usar certas roupas. Então, acho que a expulsão se justifica. A menina abusou." (Vestibulanda de 25 anos)
"É radical, mas tem que expulsar mesmo. Aquilo não é roupa para ir à aula. É um ambiente de respeito." (Vestibulanda de 23 anos).
Se os favoráveis à expulsão são em pequeno número, ainda assim merecem um estudo. Afinal, os agressores da moça na escola também eram minoria. O que esse episódio revela é o sintoma de alguma doença da sociedade que merece ser estudado. O que está acontecendo com os jovens para que eles se sintam tão agredidos pela colega que usa roupas curtas ou "provocantes", na opinião escola? Por que, ao se sentirem "ofendidos", esses mesmos jovens partem para uma atitude agressiva? Por que uma instituição universitária condena a vítima e premia os agressores com uma suspensão temporária?

Dizer que a agressão a uma jovem que usa roupas curtas é "defesa do ambiente escolar" abre um precedente perigosíssimo. Se a roupa curta incomoda a alguns, as preferências sexuais incomodam a outros, assim como a cor da pele ou a obesidade podem ser considerados inconvenientes – como mostra a matéria "A vida muito acima da média" (Veja nº 2138, de 11/11/2009).
O que a mídia precisa discutir, e com urgência, é o que este episódio tem de mais revelador – a volta da intolerância. Intolerância que abre caminho para comportamentos agressivos, censura, autoritarismo e todas as suas consequências.
***
Nota da Uniban
A educação se faz com atitude e não complacência
A Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL – dirige-se ao público e, especialmente, à sua comunidade acadêmica para divulgar o resultado da sindicância no campus de São Bernardo do Campo sobre o episódio ocorrido no dia 22 de outubro, fartamente exibido na internet e divulgado pelos veículos de comunicação.
A sindicância consoante com o Regimento Interno nos termos do artigo 216, parágrafo 5, e do artigo 207, da Constituição Federal, colheu depoimentos de alunos e alunas, professores, funcionários e da estudante envolvida, além de analisar vídeos e imagens divulgadas.
Os fatos:
Foi apurado que a aluna tem frequentado as dependências da unidade em trajes inadequados, indicando uma postura incompatível com o ambiente da universidade, e, apesar de alertada, não modificou seu comportamento.
A sindicância apurou que, no dia da ocorrência dos fatos, a aluna fez um percurso maior que o habitual aumentando sua exposição e ensejando, de forma, explícita, os apelos dos alunos que se manifestavam em relação à sua postura, chegando, inclusive, a posar para fotos.
Novamente, a aluna optou por um percurso maior ao se dirigir ao toalete, o que alimentou a curiosidade e o interesse de mais alunos e alunas, tendo início, então, uma aglomeração em frente ao local.
Depoimentos de colegas indicam que, no interior do toalete feminino, a aluna se negou a complementar sua vestimenta para desfazer o clima que havia criado.
Foi constatado que a atitude provocativa da aluna, no dia 22 de outubro, buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar.
Em seu depoimento perante a comissão, a aluna demonstrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse, e estava acompanhada de dois advogados e uma estagiária vinculados a uma rede de televisão.
Decisão do Conselho Superior da Universidade:
Diante de todos os fatos apurados pela comissão de sindicância, o Conselho Superior, amparado pelo relatório apresentado e nos termos do Regimento Interno, decidiu, com base no Capítulo IV – Regime Disciplinar, artigos 215 e seguintes:
1 – Desligar a aluna Geisy Villa Nova Arruda do quadro discente da Instituição, em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade;
2 – Suspender das atividades acadêmicas, temporariamente, os alunos envolvidos devidamente identificados no incidente ocorrido no dia 22 de outubro.
A UNIBAN reafirma o seu compromisso com a responsabilidade social e a promoção dos valores que regem uma instituição de ensino superior, expressando sua posição de apoio aos seus 60 mil alunos injustamente aviltados. Nesse sentido, cabe aqui registrar o estranhamento da UNIBAN diante do comportamento da mídia que, uma vez mais, perde a oportunidade de contribuir para um debate sério e equilibrado sobre temas fundamentais como ética, juventude e universidade.
Para tanto, convida seus alunos e alunas, professores, funcionários, a comunidade e a mídia para um ciclo de seminários sobre cidadania em data a ser oportunamente informada.
Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL
***
Nota da União Nacional dos Estudantes (UNE)
Episódio de violência sexista acaba em mais uma demonstração de machismo
No dia 22 de outubro, o Brasil assistiu cenas de selvageria. Uma estudante de turismo da Universidade Bandeirante (São Paulo) foi vítima de um dos crimes mais combatidos na sociedade, a violência sexista, que é aquela cometida contra as mulheres pelo fato de serem tratadas como objetos, sob uma relação de poder desigual na qual estão subordinadas aos homens. Nesse episódio, a estudante foi perseguida e agredida pelos colegas, hipoteticamente pelo tamanho de vestido que usava, e só pôde deixar o campus escoltada pela polícia. Alguns dos alunos que a insultaram gritavam que queriam estuprá-la. Desde quando há justificativa para o estupro ou toleramos esse tipo de violência?
Pasmem, essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo. A Universidade, espaço de diálogo onde deveriam ser construídas relações sociais livres de opressões e preconceitos, termina por reproduzir lamentavelmente as contradições da sociedade, dando sinais de que vive na era das cavernas.
Além de não punir os estudantes envolvidos na violência sexista, responsabiliza a aluna pelo crime cometido contra ela e a expulsa da universidade de forma arbitrária, como se dissessem que, para manter a ordem, as mulheres devem continuar no lugar que estão, secundárias à história e marginalizadas do espaço do conhecimento.
É naturalizado, fruto de uma construção cultural, e não biológica, que os homens não podem controlar seus instintos sexuais e as mulheres devem se resguardar em roupas que não ponham seus corpos à mostra. Os homens podem até andar sem camisa, mas as mulheres devem seguir regras de conduta e comportamento ideais, a partir de um padrão estético que a condiciona a viver sob as rédeas da sociedade, que por sua vez é controlada pelos homens.
Esse desfecho, somado às diversas abordagens destorcidas do fato na mídia, demonstram a situação de opressão que todas nós, mulheres, vivemos em nosso cotidiano. Situação em que mulheres e tudo o que está relacionado a elas são desvalorizados e depreciados. A mulher é vista como uma mercadoria – ora utilizada para vender algum produto, ora tolhida de autonomia e direitos, ora violentada, estigmatizada e depreciada. É essa concepção que acaba por produzir e reproduzir o machismo, violência e sexismo, próprios do patriarcado. Tal concepção permitiu o desrespeito a estudante.
Nós, mulheres estudantes brasileiras, em contraposição a essa situação, estamos constantemente em luta até que todas as mulheres sejam livres do machismo, da violência, do desrespeito e da opressão que nos cerca.
Repudiamos o ato de violência dos alunos contra a estudante de turismo, repudiamos a reação da mídia que insiste em mistificar o fato e não colocar a violência de cunho sexista no centro do debate e denunciamos a atitude da universidade de punir a estudante ao invés daqueles que provocaram tal situação.
Exigimos que a matrícula da estudante seja mantida, que a Universidade se retrate publicamente e que todos os agressores sejam julgados e condenados não somente pela instituição, a Uniban, mas também pela Justiça brasileira.
Somos Mulheres e Não Mercadoria! 

Duas Crises Financeiras, Dois Resultados

Do Blog de Um sem Mídia uma realidade tão gritante e evidente que somente os "pouca memória" ou os "não atingidos" pelas crises do final do século passado podem tentar ver algo de positivo na gestão do FHC, em que era normal as frases pixadas: Fora FMI, Fora FHC. Porque será, não?

Elio Gaspari explica: governo Lula tem
discurso e a comparação lhe é favorável.

Vale a pena ler o artigo abaixo, corrobora o que este blog tem escrito sobre o mesmo assunto: a oposição não tem discurso e o governo poderá liquidar a fatura em 2010 com certa facilidade, se explorar justamente a compração feita pelo jornalista Elio Gaspari, em sua coluna deste domingo, publicada em diversos jornais do país.

Na crise de 97/99 o tucanato avançou no bolso da patuleia, na de 2008 Nosso Guia apostou no consumo

Um malvado devorador de números fez um exercício e comparou as iniciativas tomadas pelo tucanato durante a crise financeira internacional de 1997/1999 com as medidas postas em prática pelo atual governo desde o ano passado. Fechando o foco nas mudanças tributárias, resulta que os tucanos avançaram no bolso da patuleia, enquanto Nosso Guia botou dinheiro na mão da choldra.
Entre maio de 1997 e dezembro de 1998 o governo remarcou, para cima, as alíquotas de sete impostos, além de passar a cobrar um novo tributo.

A alíquota do Imposto de Renda do andar de cima passou de 25% para 27,5%. O IOF de créditos pessoais dobrou e aumentaram-se as dentadas nas aplicações. O IPI das bebidas ficou 10% mais caro, e a alíquota do Cofins passou de 2% para 3%. Tudo isso e mais a entrada em vigor da CPMF, que arrecadou R$ 7 bilhões em 1997.
A voracidade arrecadatória elevou a carga tributária de 28,6% para 31,1% do PIB. O produto interno fechou 1998 com um crescimento de 0,03% e a taxa de desemprego pulou de 10% para 13%. Em 1999, o salário mínimo encolheu 3,5% em termos reais.
A crise financeira mundial de 2008/ 2009 foi mais severa que as dos anos 90. Em vez de aumentar impostos, o governo desonerou setores industriais, baixou o IPI dos carros, geladeiras e fogões, deixando de arrecadar cerca de R$ 6 bilhões nos primeiros três meses do tratamento.
Uma mudança na tabela do Imposto de Renda das pessoas físicas, resolvida antes da crise, deixou cerca de R$ 5,5 bilhões na mão da choldra. A carga tributária caiu de 35,8% do PIB para 34,5%. Em 2009 o salário mínimo teve um ganho real de 6,4%.
O desemprego deu um rugido, mas voltou aos níveis anteriores à crise. Ao que tudo indica, a crise de 2008 sairá pelo mesmo preço que a de 1997/98: um ano de crescimento perdido.
As duas situações foram diferentes, mas o fantasma do populismo cambial praticado pela ekipekonômica de 1994 a 1998 acompanhará o tucanato até o fim de seus dias. O dólar-fantasia teve uma utilidade, ajudou a reeleger Fernando Henrique Cardoso. Ele derrotou Lula em outubro, e o real foi desvalorizado em janeiro.

Lula: Brasil cansou de ser o país do futuro

Luis Pinheiro
Direto de Londres
Especial para o Terra

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou diante de uma platéia de potenciais investidores financeiros reunidos em uma conferência organizada pelos jornais Financial Times e Valor Econômico em Londres, que o Brasil vive um momento de altas expectativas. "O Brasil cansou de ser o país do futuro", afirmou Lula.
Antes do presidente, os ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Dilma Rousseff, da Casa Civil, apresentaram um quadro propício ao crescimento econômico sustentável do País nos próximos anos. 


O presidente disse que o País vive uma revolução silenciosa.
"Tem uma revolução silenciosa no Brasil, que é a recuperação da autoestima coletiva de um país. Esse milagre da transformação, que ainda não foi medido corretamente por economistas e institutos, está ocorrendo no nosso país ".
 

Crise mundial
Lula disse que a crise mundial, quando os Estados tiveram que ajudar bancos privados para salvá-los da bancarrota, provou que governos são extremamente necessários e atuantes para o desenvolvimento social e econômico.
"Quando tentávamos implantar o programa Luz Para Todos, em 2004, não havia interesse da iniciativa privada em levar energia elétrica a lugares de pouca ou nenhuma atividade econômica. Mas um cidadão, mesmo que perdido no meio da selva amazônica, tem o mesmo direito dos outros porque é um brasileiro".
Lula também criticou os líderes dos países desenvolvidos por não terem impedido que a crise chegasse ao nível que chegou, principalmente após a quebra do banco americano Lehman Brothers, ocorrida no ano passado.
"Imaginem se o presidente (George W.) Bush tivesse as informações corretas para evitar que o Leihman Brothers quebrasse? A crise não precisaria ter chegado a essa profundidade ".
Aproveitando para ressaltar a resposta do Brasil à crise, Lula afirmou que a estabilidade do País e as reservas acumuladas em decorrer da política econômica do governo ajudaram a responder à instabilidade internacional.


"O Brasil foi um dos últimos a entrar na crise e um dos primeiros a sair dela," afirmou. "O País já voltou a crescer e deve crescer muito mais nos próximos anos ".
A visita a Londres realizada pelo governo, que contou com Mantega, Dilma, o presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho considera o momento propício para a atração de investidores. Lula prometeu mais viagens para promover o Brasil, a começar pela confirmação de outro seminário a ser realizado no dia 3 de dezembro, na Alemanha. Ao final da palestra na capital britânica, Lula deixou um recado aos potenciais investidores.


"Cansamos de ser o país do futuro, por isso não queremos perder nenhuma oportunidade no século XXI. O Brasil vive um momento mágico pela expectativa que temos de nós".


Notícia lida no site Terra

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Comprovado: Mensalão surgiu com o PSDB no poder

Relator aceita 2ª denúncia contra Azeredo no mensalão tucano


Laryssa Borges
Direto de Brasília
O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou nesta quinta-feira a segunda denúncia, desta vez por lavagem de dinheiro, contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Segundo o ministro, há "fortes indícios, sérios e reveladores" de que o senador cometeu o crime de lavagem de dinheiro durante o esquema conhecido como mensalão mineiro. O STF avalia desde ontem se aceita a abertura de uma ação penal contra o senador pela participação no esquema que teria desviado dinheiro público para a campanha de reelição de Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998.

Na primeira parte do julgamento, na quarta, Joaquim Barbosa havia apontado haver evidências de que Azeredo tinha conhecimento e participação no desvio de recursos públicos para sua campanha, razão pela qual opinou pela abertura de ação contra o senador também pela acusação de peculato. Após o voto de Barbosa, outros dez ministros ainda precisam se manifestar para, por maioria, decidirem se acatam o pedido do Ministério Público Federal para transformar Azeredo em réu.

O ministro José Antônio Toffoli pediu vista do processo e interrompeu o julgamento. Toffoli pediu para suspender o julgamento depois que Azeredo afirmou que um recibo no valor de R$ 4,5 mil, anexado ao processo, seria falso.
"Esse documento me chama atenção porque eu preparei um voto, não vou revelar aqui minha posição, mas o substancioso voto trazido aqui por Vossa Excelência neste momento me chama atenção porque é o único documento que leva a uma vinculação material do acusado Eduardo Azeredo", disse o ministro. No intervalo da sessão, Barbosa limitou-se a dizer que o recibo veio anexado à denúncia do Ministério Público.

Relator do caso, Barbosa afirmou que o parlamentar e o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza utilizaram falsos empréstimos de estatais para supostamente aplicar em publicidade. Azeredo nega as acusações de caixa dois e diz que o mensalão mineiro nunca existiu.
"Os empréstimos constituem mera etapa do crime de lavagem de dinheiro de modo a conferir aparência lícita aos recursos públicos utilizados na campanha à reeleição", disse o ministro. "Constitui um indício bastante forte o fato de recursos financeiros oriundos dos empréstimos obtidos por Marcos Valério terem sido depositados, conforme os laudos periciais, na conta bancária do acusado (Azeredo). Os empréstimos em questão seriam quitados com os recursos das estatais, pelo menos parcialmente, ainda de acordo com os laudos periciais", disse Barbosa.

Na avaliação do ministro, a transação envolvendo Azeredo, empresas estatais de Minas Gerais e o grupo de Marcos Valério "não foi um ato comercial comum". "Essa autorização tinha por fim permitir a lavagem de dinheiro. Essa empresa de Marcos Valério não tinha nenhuma atuação formal na campanha. Ela só entra para a lavagem de dinheiro", disse. Conforme Barbosa afirmou, a procuradoria-geral detectou que "os recursos desviados das estatais foram transferidos para a campanha declarados como doação, quando na verdade vieram de peculato (desvio de recursos)".

Na primeira parte do julgamento, nesta quarta, Joaquim Barbosa já havia apontado haver evidências de que Azeredo tinha conhecimento e participação no desvio de recursos públicos para sua campanha, razão pela qual opinou pela abertura de ação contra o senador também pela acusação de peculato.
"Os crimes ocorreram e foram planejados com antecedência pelo acusado (Azeredo). Há indícios, ainda que provisórios, que apontam para a atuação dolosa de Eduardo Azeredo", afirmou Barbosa. "(O fato de que Azeredo) Tinha conhecimento do desvio (de recursos) e queria praticá-lo estão presentes na denúncia".

Nesta quarta, o magistrado elencara uma série de indícios que apontam a existência do esquema criminoso e a participação explícita de Azeredo na captação ilegal de recursos. De acordo com ele, além dos supostos patrocínios das estatais aos campeonatos esportivos serem "superfaturados" para dar margem ao caixa dois, depoimentos sobre o caso comprovam que o parlamentar tinha atuação direta na arrecadação de dinheiro para a campanha.
Com informações da Agência Brasil.  
Fonte: Site Terra

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Emir Sader: Perón, Getúlio e Lula

Um pouco mais de história contemporânea.

Blog do Emir, em Carta Maior

Quando acusou Lula de uma espécie de neoperonista, FHC vestia, em cheio, o traje da direita oligárquica latinoamericana. Que não perdoou e segue sem perdoar os líderes populares latinoamericanos que lhes arrebataram o Estado de suas mãos e impuseram lideranças nacionais com amplo apoio popular.
Os três – Perón, Getúlio e Lula – têm em comum a personificação de projetos nacionais, articulados em torno do Estado, com ideologia nacional, desenvolvendo o mercado interno de consumo popular, as empresas estatais, realizando políticas sociais de reconhecimento de direitos básicos da massa da população, fortalecendo o peso dos países que governaram ou governam no cenário internacional.

Foi o suficiente para que se tornassem os diabos para as oligarquias tradicionais – brancas, ligadas aos grandes monopólios privados familiares da mídia, aos setores exportadores, discriminando o povo e excluindo-o dos benefícios das políticas estatais. Apesar das políticas de desenvolvimento econômico, especialmente industrial, foram atacados e criminalizados como se tivessem instaurados regimes anticapitalistas, contra os intereses do grande capital. Quando até mesmo os interesses dos grandes proprietários rurais – nos governos dos três líderes mencionados – foram contemplados de maneira significativa.

Perón e Getúlio dirigiram a construção dos Estados nacionais dos nossos dois países, como reações à crise dos modelos primário-exportadores. Fizeram-no, diante da ausência de forças políticas que os assumissem – seja da direita tradicional, seja da esquerda tradicional. Eles compreenderam o caráter do período que viviam, se valeram do refluxo das economias centrais, pelos efeitos da crise de 1929, posteriormente pela concentração de suas economías na II Guerra Mundial, tempo estendido pela guerra da Coréia.
A colocação em prática das chamadas políticas de substituição de importações permitiram a nossos países dar os saltos até aqui mais importantes de nossas histórias, desenvolvendo o mais longo e profundo ciclo expansivo das nossas economias, paralelamente ao mais extenso processo de conquisas de direitos por parte da massa da população, particularmente os trabalhadores urbanos.

Se tornaram os objetos privilegiados do ódio da direita local, dos seus órgãos de imprensa e dos governos imperiais dos EUA. Dos jornais oligárquicos – La Nación, La Prensa, La Razón, na Argentina, ao que se somou depois o Clarin; o Estadao, O Globo, no Brasil, a que se somaram depois os ódios da FSP e da Editora Abril. Os documentos do Senado dos EUA confirmam as articulações entre esses órgãos da imprensa, as FFAA, os partidos tradicionais e o governo dos EUA nas tentativas de golpe, que percorreram todos os governos de Perón e de Getúlio.
Não por acaso bastou terminar aquele longo parêntese da crise de 1929, passando pela Segunda Guerra e pela guerra da Coréia, com o retorno maciço dos investimentos estrangeiros – particularmente norteamericanos, com a indústria automobilística em primeiro lugar -, para que fossem derrubados Getúlio, em 1954, e Perón, em 1955.

Mas os fantasmas continuaram a assombrar os oligarcas brancos, que sentiam que aqueles líderes plebeus – tinham desprezo pelos líderes militares, que deveriam, na opinião deles, limitar-se à repressão dos movimentos populares e aos golpes que lhes restabeleceriam o poder – lhes tinham roubado o Estado e, de alguma forma, o Brasil.

O golpe militar argentino de 1955 inaugurou a expressão “gorila” para designar o que mais tarde o ditador brasileiro Costa e Silva chamaria, de “vacas fardadas”. A direita apelava aos quartéis, porque não conseguia ganhar eleições dos líderes populares. Durante os anos 50, no Brasil, fizeram articulações golpistas o tempo todo contra Getúlio, até que o levaram ao suicídio. Tentaram impedir a posse de JK, alegando que tinha ganho as eleições de maneira fraudulenta. JK teve que enfrentar duas tentativas de levantes militares de setores da Aeronáutica contra seu governo, legitimamente eleito, tentativas sempre apoiadas pela oposição da época, em conivência com os governos dos EUA.

O peronismo esteve proscrito políticamente de 1955 a 1973. Até o nome de Perón era proibido de ser mencionado na imprensa. (Os opositores usavam Juan para designá-lo ou alguns de seus apelidos.) Quando foram feitas eleições com um candidato peronista concorrendo – Hector Campora -, ele triunfou amplamente e – ao contrário de Sarney no Brasil – convocou novas eleições, truiunfando Perón, que governou um ano, até que foi dado o golpe de 1976, pelas mesmas forças gorilas.
No Brasil, o governo João Goulart foi vítima do mesmo tipo de campanha lacerdista, golpista, articulada com organismos da “sociedade civil” financiados pelos EUA, articulados com a imprensa privada, convocando as FFAA para um golpe, que acabou sendo dado em 1964.

Perón, Getúlio e, agora, Lula, têm em comum a liderança popular, projetos de desenolvimento nacional, políticas de redistribuição de renda, papel central do Estado, apoio popular, discurso popular. E o ódio da direita. Que usou todos os “palavrões”: populista, carismático, autoritário, líder dos ”cabecitas negras”, dos “descamisados” (na Argentina). A classe média e o grande empresariado da capital argentina, assim como a clase média (de São Paulo e de Minas, especialmente) e o grande empresariado, sempre a imprensa das rançosas famílias donas de jornais, rádios e televisões.

É o ódio de classe a tudo o que é popular, a tudo o que é nacional, a tudo o que cheira povo, mobilizações populares, sindicatos, movimentos populares, direitos sociais, distribuição de renda, nação, nacional, soberania. FHC se faz herdeiro do que há de mais retrógado na direita latinoamericana – da UDN de Lacerda, passando pelos gorilas do golpe argentino de 1955, pelos golpistas brasileiros de 1964, pelo anti-peronismo e o anti-getulismo, que agora desemboca no anti-lulismo. Ao chamar Lula de neo-peronista, quer usar a o termo como um palavrão, como acontece no vocabulário gorila, mas veste definitivamente a roupa da oligarquia latinoamericana, decrépita, odiosa, antinacional, antipopular. Um fim político coerente com seu governo e com seus amigos aliados.

A meta agora é vender o Brasil e passar a escritura

Lí no Viomundo esse artigo que conta bem a história política brasileira nos últimos 40 anos e sintetiza o cenário atual e seus atores. Vale a pena ler.

PSDB É BRIGA DE FOICE NO ESCURO – E TAPAS
por Laerte Braga


A quase totalidade dos fundadores do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) – os tucanos – saiu do PMDB em 1988. Dois anos antes do fim do mandato do último ditador, o general Figueiredo (terminou em 1984), foram realizadas as primeiras eleições diretas para governos estaduais desde 1965.

Franco Montoro, Leonel Brizola e Tancredo Neves foram eleitos governadores dos três maiores estados da Federação de mentirinha. São Paulo, Rio e Minas Gerais. O vice-governador de Montoro era Orestes Quércia.

Em 1986 o grupo do governador Franco Montoro (um homem decente), ao qual pertenciam José Serra (seu secretário de governo) e Fernando Henrique Cardoso (senador e derrotado por Jânio Quadros nas eleições municipais de 1985), tentou de todas as formas evitar a candidatura de Quércia ao governo do estado. Covas, Mário Covas, que já havia sido prefeito nomeado de São Paulo, era o preferido do grupo.

Quércia venceu-os na convenção do PMDB e FHC foi indicado candidato ao Senado. Não era propriamente uma candidatura à reeleição já que em 1978 perdeu para Montoro. Virou suplente já que a legislação à época assim o determinava em decorrência do expediente casuístico da sublegenda.

As eleições para o governo do estado de São Paulo em 1986 foram disputadas por Orestes Quércia (PMDB), Antônio Ermírio de Moraes (PTB) e Paulo Maluf (PDS). FHC, mesmo candidato a senador pelo PMDB, apoiou a candidatura de Ermírio de Moraes, até...

...Até que as pesquisas divulgadas três dias antes das eleições apontavam a vitória de Orestes Quércia. Quem tiver boa memória vai se lembrar que Ermírio e Maluf quase se atracaram num debate transmitido por uma rede de tevê e isso acabou beneficiando Quércia, já que, naquele momento, não existia a figura do segundo turno.

À véspera da eleição o candidato do PMDB Orestes Quércia fazia panfletagem numa montadora no ABCD paulista em companhia do então deputado Fernando Moraes (hoje autor consagrado de várias biografias). Num dado momento Fernando Moraes notou que o “fusca” de FHC estava chegando e o candidato ao Senado, sem nenhum constrangimento, típico dos amorais, achegou-se e juntou-se ao candidato favorito.

Ao perceber a chegada de FHC, Fernando Moraes virou-se para Quércia e disse-lhe o seguinte – “agora não tenho dúvidas que você venceu, olha quem chegou” –. Definição perfeita para o caráter oportunista do então senador e candidato.

O fato foi publicado na coluna PAINEL do jornal FOLHA DE SÃO PAULO.

José Serra naquele ano foi eleito deputado federal.

Em 1988, depois de tentar de todas as formas o comando do PMDB paulista e se insurgindo contra Ulisses Guimarães, o grupo de FHC e Serra saiu do partido e resolveu fundar o PSDB. Uma das explicações dadas de público é que o partido havia sido dominado em São Paulo por “corruptos”, no caso o governador Quércia e estava se desviando de seu caminho de partido popular, à esquerda. O PSDB, segundo seus fundadores, resgatava o extinto MDB, na linha de frente da luta por um Congresso Nacional Constituinte que não cedesse às pressões de grupos conservadores (PFL e outros) e o PMDB que, nos dois principais estados da Federação de mentirinha, São Paulo e Minas, estava em mãos de políticos “corruptos”, no caso Quércia e Newton Cardoso.

Mário Covas foi o relator da principal comissão do Congresso Nacional Constituinte, ainda no PMDB e FHC, também no PMDB, foi o autor da emenda que dispunha sobre tributação de heranças (quando foi presidente mandou esquecer desse negócio).

Em 1989 Covas foi indicado candidato do partido, já o PSDB, à presidência da República. No segundo turno, disputado entre Lula e Collor, foi dos primeiros a se postar ao lado de Lula, assim como Leonel Brizola e Ulisses Guimarães.

Covas veio a ser eleito governador de São Paulo em 1994, depois de derrotado em 1990 por Luís Antônio Fleury, candidato de Quércia. Havia sido eleito senador em São Paulo em 1986 e arrastara FHC na segunda vaga, estavam no PMDB. Naquela eleição Covas assombrou os especialistas com a votação que teve, mais de sete milhões de votos.

Em 1992, quando Collor começou a enfrentar dificuldades em seu governo e era visível que o desfecho não lhe seria favorável, o presidente convidou FHC para exercer funções semelhantes às de um primeiro ministro e de pronto o senador aceitou. Sem consultar partido, sem ouvir ninguém, aceitou. A ordem viera de Washington, da Fundação Ford, o projeto de Collor viria a ser aplicado por FHC com o mesmo nível de corrupção a partir de 1994. Não virou ministro por conta da oposição de Covas e nasceu aí mal disfarçada rivalidade entre os dois dentro do PSDB.

Serra sempre ao lado de FHC, sempre trabalhando seu projeto pessoal.

Pouco antes de virar ministro das Relações Exteriores o então senador FHC disse a alguns jornalistas que seria candidato a deputado federal, temia não ser reeleito para o senado nas eleições de 1994. Ministro das Relações Exteriores do governo Itamar Franco, em seguida ministro da Fazenda, construiu sua candidatura presidencial nos bastidores, iludindo e mentindo (o que sempre fez), à custa de intrigas, beneficiou-se do Plano Real e dos altos índices de aprovação do governo Itamar.

Eleito, entre outros, derrotou o candidato do PMDB, exatamente Orestes Quércia. José Serra foi nomeado Ministro do Planejamento. Em pouco mais de três meses bateu de frente (tem um temperamento do cão, além de ser traiçoeiro e mau caráter) com Pedro Malan, ministro da Fazenda. FHC chamou Serra e o ministro pediu demissão. Foi franca a confissão de FHC – “não posso demitir Malan” –.

Por que? Malan não era e nem é tucano. Malan não era amigo de FHC. Por que? Malan não fora indicado por FHC, mas pelos condutores externos e internos do processo neoliberal que resultou no desastre absoluto do governo tucano, nas privatizações e FHC era e é empregado desses condutores, digamos assim.

Serra voltou e no Ministério da Saúde quando se aproximavam as eleições de 2002 e os tucanos precisavam de um candidato. Aí, a essa altura do campeonato, já absorvido e na folha de pagamento dos mesmos grupos que pagaram e pagam a FHC.

Foi Serra quem armou a operação contra Roseana Sarney em cima de um esquema para beneficiar a si e favorecer a GLOBO. No exato momento que Roseana subiu nas pesquisas e ameaçou a candidatura do tucano, a Polícia Federal sob controle tucano trepou nas tamancas e armou todo aquele fuzuê contra Roseana. O jornalista Luís Antônio Magalhães, de credibilidade acima de qualquer suspeita, revela hoje que foi Serra quem mandou que Regina Duarte fizesse a declaração “tenho medo da eleição de Lula”.

O que acontece dentro do PSDB hoje é uma espécie de briga de foice no escuro entre José Serra e Aécio Neves pela indicação presidencial para as eleições de 2010. Tanto um como outro obedecem aos mesmos patrões. A disputa é só de poder. Se Aécio é um tresloucado controlado pela irmã, pelo vice-governador Anastasia, Serra é um ditadorzinho sem caráter algum, sem nenhum escrúpulo, cheio de ódio, que não admite qualquer tipo de contestação, paranóico e obcecado com o poder.

E ambos estão liquidando com seus estados, São Paulo e Minas. Os próximos governadores desses dois estados pagarão as contas dos absurdos cometidos com dinheiro público.

Quer dizer, o povo pagará a conta.

A notícia divulgada pelo jornalista Juca Kfhoury sobre o tapa dado pelo governador de Minas na namorada numa festa no Rio foi passada a jornalistas do País inteiro, a partir de jornalistas aliados de Serra. Joyce Pascowitch (tem ligações e caso com o governador de São Paulo). Se Aécio deu ou não deu o tapa é outra história. Serra e Aécio são dois perigos para o País. Dois políticos corruptos, sem escrúpulos. E Aécio vai carregar uma carga da qual nunca se livrará. Tancredo Neves, seu avô, tinha aversão a FHC e a Serra, considerando-os exatamente como são. Canalhas aproveitadores, oportunistas e doentios, no caso de Serra.

Orestes Quércia, hoje, é o principal aliado de Serra dentro do PMDB, principalmente o paulista, já que Michel Temer, presidente da Câmara, deve ser o vice na chapa de Dilma Roussef.

Como serão duas as vagas em disputa para o Senado (renovação de dois terços) em 2010, uma delas é de Quércia, isso no acordo com Serra, resta saber se o povo vai embarcar na canoa furada.

De Quércia, ex-corrupto para Serra, sobre tucanos, logo após sua vitória em 1986: “se um tucano estiver apertado para fazer xixi, entrar no banheiro e encontrar dois vasos, faz nas calças, não vai conseguir decidir-se a tempo” –.

Um e outro se merecem. Os corruptos se encontram muito antes do infinito. Não são paralelos, são congruentes.

Vem mais chumbo grosso contra Aécio e ele que se cuide. É que o mineiro resolveu entrar na briga pela indicação partidária. Uma coisa é certa. Aécio saber também dar o troco. Já avisou a Serra que se o indicado for ele, apóia outro candidato, Serra nunca.

Tucano tem esse negócio de raivinha, de ódio, de descabelar quando em jogo está o poder e o que o poder representa.

Não existe um que preste. Não é partido político, é quadrilha.

A meta agora é acabar de vender o Brasil e passar a escritura.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Racismo no Brasil? Sim existe!! Mais do que se imagina!



Aos poucos as máscaras da hipocrisia vão caindo por terra. Primeiro foi a reação destemperada de estudantes de uma universidade de SP contra uma aluna que decidiu assistir a aula com um vestido curto.
Agora no aeroporto de Aracaju uma médica (sim uma médica) descarrega toda sua ira e sentimento de superioridade sobre um funcionário (negro) de uma companhia aérea que não liberou seu embarque devido ao atraso da mesma. "Eu vou perder minha lua de mel por causa desse cachorro"!

Mesmo caracterizado crime de racismo, nada aconteceu a médica pois segundo o delegado não haviam provas suficientes para a decretação da prisão.

Abaixo o Link com a reportagem:
http://emsergipe.globo.com/mediacenter/busca.asp?modo=jornaldia&chave=setv2&data1=20091030&data2=20091030

A Petrobrás é Nossa!


De pensar que no (des)governo de FHC a Petrobrás esteve para ser privatizada e seu nome mudaria para Petrobrax, no que seria a maior referência de entreguismo e mais uma prova da traição dos "senhores" que mandaram por aqui nos últimos 500 anos.

Não aconteceu e hoje o Senado Federal acatou sugestão do atual Governo Federal sobre as reservas petrolíferas encontradas no pré sal e garante que tanto o petróleo como a Petrobrás é nossa. É do Brasil. Esse tipo de monopólio é muito bem vindo aos interesses do país e do povo. Chega de sonhar com o Brasil do futuro e comemorar já o Brasil do PRESENTE!

Comissão do Senado aprova monopólio do petróleo para União

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira sugestão da Federação Única dos Petroleiros (FUP), apoiada por movimentos sociais, de regulamentação da política energética nacional. O texto, que propõe o monopólio da União sobre a exploração do petróleo por meio da Petrobras, após o debate em quatro audiências públicas, passou a ser de autoria da CDH. A proposta agora será encaminhada à Mesa e tramitará no Senado como projeto de lei. As informações são da Agência Senado.

De acordo com a proposta, todos os direitos de exploração e produção de petróleo e gás natural em território nacional - parte terrestre, mar territorial, plataforma continental e zona econômica exclusiva - pertencem à União. O texto estabelece que todas as atividades econômicas relacionadas ao petróleo, ao gás natural, ao xisto betuminoso e a biocombustíveis - pesquisa e lavra, refinação, industrialização, importação e exportação, transporte marítimo e transferência ou estocagem - serão reguladas e fiscalizadas pela União e somente poderão ser exercidas pela empresa pública Petrobras.

O texto, considerado pelo relator, senador Paulo Paim (PT-RS), importante referência para as discussões em torno do petróleo no pré-sal, propõe também a aplicação dos recursos decorrentes da exploração e produção do petróleo, e que caberão ao Fundo Social Soberano, em educação, saúde e previdência públicas, na reforma agrária e em projetos de habitação popular.

A proposta também prevê a reabertura dos debates em torno dos blocos já ofertados no pré-sal e reforça a necessidade de fortalecimento da Petrobras como uma empresa pública, focada na defesa dos interesses do país, conforme resumiu o relator.

O projeto determina a rescisão das concessões para exploração e produção de petróleo e de gás natural realizadas com base na Lei 9.478/97, que trata da política energética nacional. São previstas indenizações de eventuais investimentos realizados pelos concessionários.

O projeto também prevê que, no prazo de um ano da publicação da lei, a União tomará as medidas necessárias à transformação da estatal Petróleo Brasileiro S/A em empresa pública. Ainda pela proposta, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) será um órgão fiscalizador da indústria do setor.

Impacto ambiental
O projeto garante ao Fundo Social Soberano a receita líquida auferida pela União com as atividades econômicas de exploração e produção, já excluídos os custos da atividade, o investimento e o re-investimento necessários à execução das políticas e diretrizes energéticas e à busca de fontes alternativas de energia renovável e limpa, e o aporte implicado pelo autofinanciamento. Do total da receita destinada ao Fundo, o equivalente a 5% poderá ser utilizado pela União para eventuais medidas de minimização do impacto ambiental dessa indústria.

De acordo com o projeto, as políticas nacionais para o aproveitamento racional das fontes de energia terão por objetivos preservar o interesse nacional, garantir o emprego dos recursos gerados pela atividade econômica no combate às desigualdades sociais e regionais, promover o desenvolvimento, ampliar o mercado de trabalho e valorizar os recursos energéticos, proteger os interesses do consumidor, proteger o meio ambiente, promover a conservação de energia e fomentar a indústria e a economia nacionais.

Na avaliação de Paim, a proposta do Poder Executivo para o setor "é um avanço em relação ao marco regulatório atual, mas está longe daquilo que os trabalhadores e os movimentos sociais reputam como ideal para o Brasil". Esse modelo ideal, segundo o senador, está consolidado no projeto aprovado nesta quarta-feira pela CDH.

Fonte: Site Terra

A volta de FHC ao Planalto Central

Reproduzo artigo de Mauro Santayana no Jornal do Brasil, em que ele demonstra sua visão dos personagens políticos e suas artimanhas, no caso o FHC.

A PLATAFORMA DO CANDIDATO

03/11/2009 - 23:45
Por Mauro Santayana

O recente artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso parece ter como único objetivo sua candidatura à Presidência da República. Observadores atentos da situação política suspeitam que, por detrás da indecisão do PSDB em escolher entre o governador de São Paulo e o governador de Minas, haja manobra do próprio Fernando Henrique, talvez com a aquiescência de Serra. Ambos atuariam como servidores dos poderosos interesses de São Paulo. Diante do impasse entre Aécio e Serra, e do provável crescimento da candidatura de Ciro e – quem sabe? – da própria Dilma, a saída seria a ida de alguns próceres do PSDB e de outras agremiações ao escritório político do ex-presidente, instalado com doações de empresários, no final de seu governo. Ali, apelariam para o patriotismo paulista de sua excelência, a fim de recuperar o poder.

O presidente Lula tem sido beneficiado pelas circunstâncias, o que não é mau. Mas é inegável que ele é sincero na luta pela redenção de milhões de famílias pobres às quais, durante a história do país, foram negados o conhecimento, a dignidade e os salários justos. Ele conseguiu isso sem provocar a reação dos empresários inteligentes, que descobriram um mercado de consumo que não conheciam: o do próprio país. O reconhecimento popular pode ter inflado as velas do barco de Lula, que se sente estimulado a, tal como Pico de la Mirandola, discorrer sobre todos os assuntos e mais alguns. Mas, nisso, ele tem ótimo modelo no próprio weberiano Fernando Henrique. Trata-se de pecado menor, e, no caso de Lula, justificável em sua inigualável biografia de vitorioso. Ele, pelo menos, não se considera “mais inteligente do que vaidoso”.

O artigo de FHC é uma plataforma de candidato, com argumentos anacrônicos. Ele e outros identificam o “discurso ultrapassado dos anos 50” nos nacionalistas de hoje. Mas repete os de Lacerda contra Jango, no caso da falsa Carta Brandi, em que se denunciava (também) o propósito de instalar-se, no Brasil, uma república sindicalista sob molde peronista.

Há quem veja em seu artigo apenas a expressão de preconceito de intelectual contra o torneiro mecânico que está dando certo – mas isso seria reduzir a inteligência do acadêmico. É melhor deduzir que seu objetivo é mesmo o de se pôr como tertius na disputa. Ele já tentara a mesma manobra, na segunda eleição de Lula, quando dificultou a candidatura de José Serra, em favor de Geraldo Alckmin. Sabe que Serra poderá, sem dificuldades maiores, reeleger-se para o Palácio dos Bandeirantes. Entende que, sem a unidade do partido em torno de Serra ou de Aécio, faltarão votos para vencer o pleito. E – aí está o pulo do gato – sabe também que, para alguns empresários paulistas, nada melhor do que ter representantes tanto no Morumbi quanto no Planalto.

O ex-presidente duvida da memória de seus leitores, que não se esquecem do que foram as privatizações e o uso dos fundos de pensões, na operação que tornou o senhor Daniel Dantas um dos homens mais poderosos do Brasil. Quanto à Vale do Rio Doce, a nação compreenderia o seu silêncio, se ele evitasse tocar no assunto. Nunca, desde el-rei dom Manuel, houve doação de bem público de tal monta a um grupo de favoritos. Os interesses de São Paulo – também representados no governo Lula – conduzem a União, há quase 16 anos em violação ao pacto republicano da igualdade entre os estados, e continuarão por mais oito anos, se a manobra der certo. Dentro de 11 dias, a República fará 120 anos. Já é tempo para que se torne, tal como a quiseram então, uma Federação de direito e de fato.

Aécio recusa, como é da conveniência dos mineiros, a Vice-Presidência. Ele interpreta bem o sentimento de Minas que, desde o regime militar, vem dando credibilidade ao Planalto com seus vice-presidentes, e já se cansou disso. Castelo Branco buscou José Maria de Alkmin para endossar a ditadura inaugural; Costa e Silva recrutou Pedro Aleixo (menosprezado no episódio do AI-5); Aureliano serviu de avalista a Figueiredo; Collor foi atrás de Itamar e, por último, Lula teve que se valer de José Alencar para tranquilizar os meios empresariais.

O ex-presidente previa o caos, se Lula fosse eleito. A vitória do trabalhador provavelmente tenha salvado o país do caos. Se os programas do governo não houvessem aliviado a situação dos famintos e humilhados, teria sido impossível conter a explosão do desespero.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

NYT: "O BRASIL CHEGOU. MAS ONDE?"

Lí no Blog Democracia&Política:

"Não há marca mais quente no mercado mundial que o Brasil. Riqueza em matérias-primas, reservas de petróleo, algumas empresas de classe mundial e um presidente com uma séria reivindicação a ser o político mais hábil do mundo despertam paixão global.

Não mais considerado uma terra flagelada de samba e futebol, o Brasil é a potência do século 21 que todos querem cortejar. Vejam a concessão da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.

Confesso que estou esfregando os olhos. Desde que morei no Brasil, na década de 1980, fui otimista sobre as perspectivas brasileiras. Argumentei que o país deveria ser considerado uns EUA tropicais, e não apenas mais um país latino-americano.

Seu tamanho, sua capacidade de absorver imigrantes e sua cultura empreendedora o distinguem de seus vizinhos. Mas seus problemas -principalmente a pobreza e a violência- pareciam impedir uma reformulação radical da marca.

Esses problemas persistem. O recente tiroteio que deixou 40 mortos no Rio de Janeiro e derrubou um helicóptero da polícia foi dramático o suficiente para chamar a atenção à violência entre facções, que acaba com milhares de vidas todos os anos.

A pobreza e a grande riqueza estão lado a lado, com uma proximidade particular em muitas cidades brasileiras: o dinheiro da droga compra as armas que são as ferramentas (e símbolos de status) do negócio e corrompe a polícia mal paga.

Mas o capital internacional, intercambiável e móvel, ignora esse aspecto do Brasil.

Ele se concentra em outra realidade: a política estável sob Luiz Inácio Lula da Silva, uma economia que cresce 5% ao ano, um mercado de ações florescente, uma potência emergente do petróleo, um país rico em energia hidráulica e solar e pioneiro nos biocombustíveis.

O real avançou cerca de 35% em relação ao dólar neste ano. A enxurrada de dinheiro do exterior para fundos brasileiros é tal que o governo recentemente aprovou imposto de 2% sobre esse fluxo. O imposto e as mortes do tráfico coincidiram em uma clara ilustração da condição brasileira.

O Brasil chegou, é o lugar aonde todos querem ir -e as crianças das favelas ainda morrem todos os dias em brigas por um par de tênis. Em certo sentido, o risco social foi descontado. Os administradores de fundos mundiais decidiram que o progresso do Brasil, sua "história de sucesso", não será desfeita pelas crianças das favelas com armas antiaéreas.

Dado que a passividade social parece ser uma condição contemporânea -a crise mundial não produziu grande rebelião social-, eles têm motivos para estar confiantes. A tecnologia amortece a raiva: ela isola e distrai.

Mas eu me preocupo. A crise global teve a ver com riscos subavaliados. Teve a ver com o contágio da dívida negociada em escala global. Teve a ver com cobiça enlouquecida entre aqueles com os meios para enlouquecer.

Foi sobre a compensação destinada a recompensar o retorno em curto prazo. Foi sobre dois mundos desconexos: o do árbitro de Wall Street e o do trabalhador de Detroit.
Um ano depois do início da crise, os mercados se recuperaram, e o capital flui novamente ao Brasil. Mas as divisões sociais são tão grandes como sempre.

Principalmente, nenhuma nova ideia sobre a economia global e suas inequidades ganhou força.

Até certo ponto, acho que o sucesso da Copa e da Olimpíada no Brasil dependerá do surgimento de um pensamento econômico factível e inovador -ou o mundo, em suas paixões, seguirá adiante cegamente."

FONTE: artigo de Roger Cohen, de Londres, publicado no The New York Times, e reproduzido hoje (02/11) na Folha de São Paulo.