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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Caso Lunus: a versão do cachorro louco

Sem dúvidas o PIG está perdido. Seus donos, editores, jornalistas, porteros, faxineiros não estão entendendo, ou melhor, não estão engolindo o fato da petista Dilma Roussef poder tornar-se Presidente da República muito provavelmente já no primeiro turno das eleições em Outubro.

Daí partirem para o tudo ou nada. Mesmo conscientes de que ficarão com o nada.
Só espero (ou melhor, não espero) que a dona Dilma não seja uma pessoa " vingativa" e queira colocar o PIG no seu devido lugar. Lei de Medios neles??? Quem sabe?

Abaixo post de Leandro Fortes:

Por Leandro Fortes (Brasília, eu vi)

Seria apenas risível, não fosse, antes de tudo, muito grave, o surgimento de uma nova e alucinada versão sobre a operação da Polícia Federal, deflagrada em março de 2002, que resultou na apreensão de 1,3 milhão de reais na sede da construtora Lunus, em São Luís, no Maranhão. A empresa, de propriedade da governadora Roseana Sarney (PMDB) e do marido dela, Jorge Murad, tornou-se o epicentro de uma crise política que modificou os rumos da campanha eleitoral de 2002, justamente quando a direita brasileira parecia capaz de emplacar, finalmente, um candidato puro-sangue com real chance de chegar à Presidência da República. Na época, Roseana Sarney era do PFL, atual DEM, e resplandecia numa eficiente campanha de mídia como exemplo de mulher corajosa, determinada e, sobretudo, competente. Resguardada pelo poder do pai, o senador José Sarney (PMDB-AP), e pela aliança pefelista que sustentava o governo Fernando Henrique Cardoso, Roseana sonhou, de fato, em tornar-se a candidata da situação contra Luiz Inácio Lula da Silva.

O desejo da família Sarney de retornar ao Palácio do Planalto revelava, em primeiro plano, o absoluto descolamento da realidade de um clã provinciano e truculento, incapaz de perceber o mundo além das fronteiras do Maranhão. Por outro lado, revelava, ainda, total desconhecimento dos métodos e da sanha de seu verdadeiro adversário, o tucano José Serra, empenhado em ser candidato pelo PSDB a qualquer custo. Serra, ao contrário de Roseana, tinha montado uma máquina de moer inimigos a partir de um “núcleo de inteligência” instalado na antiga Central de Medicamentos (CEME) do Ministério da Justiça, comandada pelo delegado da PF Marcelo Itagiba, atual deputado federal pelo PSDB. Itagiba, no entanto, era apenas o ponto de contato entre Serra a direção-geral da corporação, então nas mãos de outro tucano, o delegado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidat ar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados, em 2002, também pelo PSDB. Em 2007, o delegado foi nomeado ouvidor-geral adjunto do Estado de Minas Gerais, uma espécie de ombudsman paroquial, pelo governador Aécio Neves. Um prêmio de consolação, convenhamos, para lá de meia-boca.

Agílio Monteiro Filho comandou de longe uma operação montada em bases políticas, dentro do Palácio do Planalto, com o aval do presidente Fernando Henrique e de seu candidato à sucessão, José Serra. Imputar esse fato ao PT e, mais incrivelmente, a Lula, quase uma década depois do ocorrido, só se justifica pela insana caminhada de parte da mídia ao precipício, onde também se pretende jogar a memória nacional e a inteligência alheia, para ficarmos em termos brandos. O depoimento do tal sindicalista Wagner Cinchetto à revista Veja, como parte da série “grandes entrevistas de dedos-duros do mundo sindical”, tem a pretensão de transformar fatos concretos e apurados numa versão aloprada baseada, unicamente, nos valores invertidos do mundo bizarro em que se transformou boa parte da imprensa brasileira. Trata-se de caso explícito de abandono completo da regras bá sicas do jornalismo, mesmo a mais primária, a de pesquisar, com um google que seja, aquilo que já foi escrito a respeito.

Digo isso porque, quando da deflagração da Operação Lunus, eu era repórter do Jornal do Brasil, em Brasília, e fui destacado para descobrir os bastidores daquela sensacional ação policial que, inusitadamente, havia sido comemorada tanto pelo Palácio do Planalto como pela oposição petista. Eu tinha boas fontes na Polícia Federal, tanto em Brasília como no Maranhão, e desde as primeiras horas da notícia fui alertado de que, embora a grana dos Sarney fosse mesmo suja, a operação da PF tinha sido armada para detonar Roseana Sarney. Outro que foi avisado cedo sobre o assunto foi o próprio José Sarney. Furibundo, o chefe do clã iniciou um movimento político que resultou em uma de suas raras dissidências governistas e em um ódio paternal profundo pela figura de José Serra.
Na ponta da Operação Lunus estava o delegado Paulo Tarso de Oliveira Gomes, atual adido policial nos Estados Unidos, nomeado pelo diretor-geral da PF, delegado Luiz Fernando Corrêa, imagina-se, por bons serviços prestados à corporação. Gomes era um homem de confiança de Agílio Monteiro Filho e, portanto, do PSDB. A chance de haver alguma ligação dele com o PT ou Lula é a mesma de Marcelo Itagiba se tornar ministro da Justiça em um eventual governo Dilma Rousseff. Ou seja, zero. Jamais houve, contudo, o tal telefonema para o Palácio do Planalto feita por Gomes para avisar FHC do sucesso da empreitada. O delegado Paulo Tarso Gomes enviou, isso sim, de dentro do escritório da Lunus, um fax para o Palácio da Alvorada, à noite, onde o presidente Fernando Henrique, ansioso e de pijamas, aguardava notícias sobre a ação. O texto anunciava a missão cumprida. Foi uma matéria minha, no JB de 2 de março de 2002, que revelou a armação.

Eu soube do fax porque, à época, consegui acessar os dados da companhia telefônica do Maranhão e me deparei com o grau de amadorismo da ação. Incrivelmente, o delegado-chefe da operação, no afã de mostrar serviço, nem esperou voltar para o hotel em São Luís para dar as boas novas a FHC: passou um fax de dentro da empresa investigada! Os números, tanto do telefone da Lunus, como do Palácio da Alvorada, foram registrados pela telefônica e, um dia depois, também foram estampados pelo Jornal do Brasil, a tempo de desmentir uma versão montada às pressas, na assessoria de imprensa da PF, que chegou a apresentar um fax falso para evitar a desmoralização da operação. Tudo isso poderia ter sido checado, sobretudo na Editora Abril, haja vista que o editor-chefe do jornal, que participou diretamente da edição das matérias, era o jornalista Augusto Nunes, atualmente , um dos colunistas da revista Veja.

Mais uma coisinha que ninguém se lembra de falar quando se trata da Operação Lunus: embora tenha sido um sucesso político para os tucanos, foi um fracasso total para a Polícia Federal. Um ano depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou, por falta de provas, o processo contra Roseana Sarney decorrente da ação da PF.

No fim das contas, o neoarrependido Wagner Cinchetto nada mais é o do que um dos cachorros loucos liberados pela mídia neste agosto eleitoral. Ao imputar a Lula e ao PT a tucaníssima Operação Lunus, o sindicalista conseguiu apenas consolidar essa impressão terrível, que cresce com a proximidade das eleições, de que os ventos da derrota não trazem, definitivamente, bons conselhos aos candidatos.

Miro: O passado e o presente da imprensa brasileira

Reproduzo artigo de Marco Aurélio Weissheimer, publicado no sítio Carta Maior:

As empresas de comunicação têm o hábito de se apresentarem como porta-vozes do interesse público. Em que medida uma empresa privada, cujo objetivo central é o lucro, pode ser porta-voz do interesse público? Essas empresas participam ativamente da vida política, econômica e cultural do país, assumindo posições, fazendo escolhas, pretendendo dizer à população como ela deve ver o mundo. No caso do Brasil, a história recente de muitas dessas empresas é marcada pelo apoio a violações constitucionais, à deposição de governantes eleitos pelo voto e pela cumplicidade com crimes cometidos pela ditadura militar (cumplicidade ativa muitas vezes, como no caso do uso de veículos da ão Paulo durante a Operação Bandeirantes). Até hoje nenhuma dessas empresas julgou necessário justificar seu posicionamento durante a ditadura. Muitas delas sequer usam hoje a expressão “ditadura militar” ao se referir aquele triste período da história brasileira, preferindo falar em “regime de exceção”. Agem como se suas escolhas (de apoiar a ditadura) e os benefícios obtidos com elas fossem também expressões do “interesse público”.

Apoiar o golpe militar que derrubou o governo Jango foi uma expressão do interesse público? Ser cúmplice de uma ditadura que pisoteou a Constituição brasileira, torturou e matou é credencial para se apresentar como defensor da liberdade? O silêncio dessas empresas diante dessas perguntas já é uma resposta. O que é importante destacar é que a semente do autoritarismo, da perversidade e da violência prossegue ativa, conforme se viu neste final de semana (e se vê praticamente todos os dias).

A revista Época fez o que se espera da Globo, maior empresa midiática do país e um dos pilares de sustentação da ditadura militar: resgatou a agenda da Guerra Fria e destacou na capa o “passado de Dilma”. O ovo da serpente permanece presente na sociedade brasileira. O que deveria ser tema de orgulho para uma sociedade democrática é apresentado por uma das principais revistas do país como motivo de suspeita. Os editores de Época honram assim o passado autoritário e anti-democrático de sua empresa e nos mostram que ele está vivo e atuante.

Indenizações às vítimas da ditadura

De maneira similar, aqui no Rio Grande do Sul, o jornal Zero Hora publicou um editorial apoiando a decisão do TCU de questionar às indenizações que estão sendo pagas às vítimas de perseguição e maus tratos durante a ditadura, ou “regime de exceção”, como prefere a publicação. Trata-se, segundo a RBS, de defender um “princípio da razoabilidade”. “Ninguém tem direito a indenizações perdulárias ou a aposentadorias e pensões que extrapolam critérios de prudência, ponderação e equilíbrio”, diz o texto. Prudência, ponderação, equilíbrio e razoabilidade: foram esses os valores que levaram o jornal e sua empresa a cerrarem fileiras ao lado dos militares que rasgaram a Constituição brasileira? Quanto dinheiro os proprietários da RBS ganharam com esse apoio? Não seria razoável e ponderado defender que indenizassem a sociedade brasileira pelo desserviço que prestaram à democracia?

É cansativo, mas necessário relembrar. Sempre. Como a maioria da grande mídia brasileira, a empresa gaúcha apoiou o golpe que derrubou João Goulart. O jornal Zero Hora ocupou o lugar da Última Hora, fechado pelos militares por apoiar Jango. Esse foi o batismo de nascimento de ZH: a violência contra o Estado Democrático de Direito. Três dias depois da publicação do Ato Institucional n° 5 (13 de dezembro de 1968), ZH publicou matéria sobre o assunto afirmando que “o governo federal vem recebendo a solidariedade e o apoio dos diversos setores da vida nacional”. No dia 1° de setembro de 1969, o jornal publica um editorial intitulado “A preservação dos ideais”, exaltando a “autoridade e a irreversibilidade da Revolução”. A última frase editorial fala por si:

“Os interesses nacionais devem ser preservados a qualquer preço e acima de tudo”.

Interesses nacionais?

A expansão da empresa se consolidou em 1970, com a criação da RBS. A partir das boas relações estabelecidas com os governos da ditadura militar e da ação articulada com a Rede Globo, a RBS foi conseguindo novas concessões e diversificando seus negócios.

Como a revista Época, Zero Hora é fiel ao seu passado e exercita um de seus esportes favoritos: pisotear a memória do país e ofender a inteligência alheia. O editorial tenta ser ardiloso e defende, no início, as indenizações como decisão correta e justa. Mas logo os senões começam a desfilar: os exageros nas indenizações de Ziraldo, Lula, Jaguar e Carlos Lamarca, “outro caso aberrante segundo o procurador”. A pressão exercida por setores militares junto ao governo e ao Judiciário é convenientemente omitida pelo editorial que fala do “risco” de as indenizações se transformarem em algo como “uma bolsa-anistia”.

O presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão Pires Junior, divulgou uma esclarecedora nota a respeito da decisão do TCU e das pressões que vem sendo exercidas contra o processo das indenizações. A capa da revista Época e o editorial de Zero Hora mostram que as empresas responsáveis por essas publicações permanecem impregnadas do autoritarismo que alimentou seu nascimento e expansão. É triste ver jornalistas emprestando sua pena para inimigos da democracia e da liberdade. Pois é exatamente disso que se trata. Esse é o conteúdo que habita a caixa preta de boa parte da imprensa brasileira.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

DATAFOLHA REVELA: BONNER AFUNDOU SERRA; E ORGANIZAÇÕES GLOBO ATACAM DE NOVO

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Gráfico explica mudanças no DataFolha

Rodrigo Vianna

“Que fato relevante pode explicar a mudança brusca nas estatísticas do “DataFolha”?

Na pesquisa de 20 dias atrás, o instituto da família Frias teimava em manter Dilma numericamente atrás de Serra, num “empate técnico” pra lá de duvidoso – ainda mais porque todos os outros institutos já apresentavam Dilma com vantagem de 5 a 10 pontos.

Agora, o “DataFolha” finalmente se rendeu: Dilma 41%, Serra 33%. Repito a pergunta: que fato relevante ocorreu entre uma pesquisa e outra? Lula apareceu colado a Dilma? Onde? Não houve nenhum programa de TV com a presença dos dois.

Os únicos fatos políticos dignos de nota foram o debate da Band (que teve audiência pífia, cerca de 3 pontos) e as entrevistas (?) dos candidatos no “JN”. A única conclusão possível é que a tentativa do “JN” de emparedar Dilma saiu pela culatra. Bonner afundou Serra. A Globo tentou salvar Serra, mas agora corre o risco de afundar com o candidato tucano.

Mas atenção: a “reportagem” da revista “Época” dessa semana mostra que o jornalismo porco das Organizações Globo, sob comando de Ratzinger, não tem limites. Parece um suicídio corporativo.

O suicídio é problema deles. O problema nosso é enxergar que essa turma tomou um caminho sem volta. E isso indica que seguirão a apostar em pequenos golpes e grandes manobras midiáticas.

Os números cada vez mais consolidados de Dilma parecem indicar que o jogo está definido. De fato, tudo aponta para a vitória de Dilma. O próprio DataFolha revela que ainda há 7% de eleitores (dizem na pesquisa que escolheriam com certeza o candidato de Lula, mas não sabem que Dilma é essa candidata) que podem migrar para a petistas, sem grande esforço.

Digamos, portanto, que a campanha de TV possa empurrar Dilma para 48%. Serra deve encolher para algo em torno de 30% (parece ser o piso do tucano). Marina e os outros ficariam com algo em torno de 10%.

Nesse quadro, chegaríamos às últimas semanas antes do pleito com: Dilma 48% X outros candidatos 40%. Tudo decidido, certo? Vitória petista no primeiro turno?

Mais ou menos. “Veja” e “Globo” parecem dispostos a tudo.
O que podem tentar?

A matéria porca da “Época” dá uma dica. Dilma nunca participou de ações armadas durante o período em que lutou contra a ditadura (e ainda que tivesse participado, isso não a diminuiria em nada). Mas isso pouco importa. Na reta final, o que importa é criar um clima de dúvida. Basta um depoimento emocionado, uma nova Miriam ou novos aloprados, e pronto. Uma semana de “JN”!

Não precisa virar o voto de 20%, 30%. Basta virar 4%. Foi o que fizeram em 2006. Podem conseguir em 2010? Acho difícil. Eles estão mais fracos. Mas tenho certeza que vão tentar.

Por isso, o caminho de quem apóia Dilma deve ser o de um otimismo cauteloso.”

Lido no Blog Democracia e Politica

O que é bom para o Brasil não é bom para a Elite (pensamento dos entreguistas)

Abaixo post do Tijolaço do Brizola Neto:

O “jornalismo de mercado”

Clique para ampliar

Não comentei aqui, mas vocês devem ter visto nos últimos dias um fato noticiário sobre a “desvalorização” da Petrobras. No sábado, a Folha publicou uma matéria relatando que as ” incertezas que envolvem o processo de capitalização da Petrobras provocaram nos últimos meses uma desvalorização intensa das ações da estatal” , mostrando que só as ações da British Petroleum – por causa do acidente no Golfo – tinha caído mais. A matéria era ricamente ilustrada com o gráfico que você vê aí ao lado. (acima)

Mas como podem ter  se desvalorizado tanto, se a empresa acaba de registrar o maior lucro de sua história, segundo revelou agora há pouco a consultoria Economática, em matéria publicada no Estado de S. Paulo?

A explicação está numa palavrinha que os jornais não publicam: especulação. Por que?
Porque está para sair – se os movimentos especulativos do “mercado” não o impedirem – o valor da capitalização da empresa, autorizada pelo Congresso para que ela possa fazer frente à exploração do pré-sal. Com ela, a União fará a cessão onerosa de até  cinco bilhões de barris de petróleo (em reservas) para a empresa e receberá dela o valor equivalente em ações. Para ter direito ao percentual da nova emissão de ações proveniente da capitalização, o acionista privado terá que desembolsar o valor correspondente a sua parcela acionária na empresa.

Ora, como o valor das reservas vai ser estimado em dinheiro e, portanto, isso vai definir o quanto cada acionista vai ter de pagar pelo lote de ações emitidas correspondente a sua parte.
Se ele não exercer sua opção de compra, o direito de compra passa a ser da União. E, portanto, a União aumenta sua participação no capital de empresa.

Por isso é que a Folha registra a opinião do NY Times de que  “mesmo que dois terços dos acionistas privados participassem da oferta, isso poderia fazer com que o governo ficasse com as outras ações em que não houve subscrição, o que poderia aumentar sua participação na Petrobras para 40%. E isso provavelmente não enviaria um sinal positivo para o mercado financeiro global.”

Mas o nosso “jornalismo de mercado” está mais interessado em abalar a imagem e o valor da Petrobras do que dizer algo simples e muito compreensível: a recuperação pelo Estado brasileiro de boa parte do capital da empresa, criminosamente vendido por Fernando Henrique Cardoso é bom para o Brasil e ruim para os investidores – a maioria estrangeiros – que o abocanharam 11 anos atrás.

domingo, 15 de agosto de 2010

Dilma: Apresentadora denuncia esquema para difamar candidata no Twitter

Os mais de 96 mil seguidores da jornalista e apresentadora Astrid Fontenelle se surpreenderam com uma denúncia feita em seu perfil no Twitter na última quarta (11):
Astrid, que atualmente comanda um programa no canal GNT, afirmou que twitteiros famosos teriam sido pagos por candidatos para falar mal de adversários durante o debate presidencial da Band, que ocorreu no último dia 5 de agosto.

Procuramos a apresentadora para saber mais detalhes sobre a denúncia, mas Astrid não quis revelar sua fonte e nem os nomes dos usuários que teriam sido pagos para disseminar comentários negativos sobre Dilma Rousseff no Twitter . “A pessoa [que passou a informação] garante que isso aconteceu no dia do debate da Band. E que muitos twitteiros estavam usando a tag #dilmafail”, disse Astrid à nossa equipe por e-mail.

Sobre a denúncia – que recebeu mais de 100 retweets, muitos deles de famosos – a apresentadora foi categórica. “Acho péssimo pagar pra falar mal. Pague pra divulgar, pra chamar atenção no debate”, disse. E finalizou com um conselho: “Acho que temos que tomar muito cuidado com o que escrevem em tantos blogs e no Twitter”.
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Gisele Ramos
FONTE: TERRA

Palhaço é aquele que pretende me fazer de palhaço


Metrô é outra mentira do Serra.
Ele faz um km por ano !

Na foto, a maior obra do metrô do Serra: uma cratera, com oito mortes


O jenio prometeu construir 400 km de metrô, se fosse (“fosse”, porque não será) eleito.

O poste dele em São Paulo, o vice-governador disse que o jenio “exagerou”.

O PT fez um rápido levantamento e mostrou que os tucanos constroem um quilômetro de metrô por ano.

O Serra precisaria governar 400 anos para cumprir o que promete.

O que não quer dizer nbda.

Ele assinou um papel timbrado da Folha (*) – clique aqui para ler o documento – em que jurou cumprir o mandato de prefeito até o fim.

O PT fez esse estudo sobre a mentira metroviária do jenio:

Metrô de São Paulo avança 1,4 km por ano
Os tucanos, à frente do governo do Estado de São Paulo, construíram apenas 21,6 Km de linhas do metrô entre 1995 e 2010, o que representa uma média de 1,4 km por ano. É a menor rede metroviária entre as grandes capitais do mundo, com 65,9 km.
Comparando com Cidade do México, que começou a construir o metrô na mesma época de São Paulo e hoje conta com 201 km de linhas, percebe-se a grande morosidade na construção do metrô paulistano. 

O governo Serra/Goldman, especificamente, construiu 5,6 km. Mesmo assim, a “expansão” das linhas do metrô de São Paulo é constante propaganda do PSDB. O candidato tucano chegou a prometer, inclusive, que, se eleito presidente, vai construir 400 km de linhas metroviárias em nove capitais do país. A declaração surpreendeu até mesmo o governador Alberto Goldman. “Ele exagerou”, afirmou o tucano.

A gestão Serra também deixou de investir R$ 1,3 bilhão na expansão da rede de metrô de São Paulo em 2009. Ao todo, estava previsto o gasto de R$ 3,3 bilhões, mas foram aplicados R$ 2 bilhões na ampliação, segundo balanço do Metrô, publicado no Diário Oficial do Estado em abril deste ano . O valor de investimento estava previsto no orçamento 2009, aprovado pela Assembleia Legislativa.
A redução dos investimentos ocorreu principalmente pelo atraso na Linha 5-Lilás. O trecho deixou de receber R$ 1 bilhão, o equivalente a 80% da verba prevista. Segundo a empresa, não houve falta de recursos financeiros nas obras.

Corrupção
O metrô de São Paulo custou R$ 400 milhões/km (aproximadamente US$ 220 milhões/km), segundo informações da própria Secretaria dos Transportes Metropolitanos. No metrô de Madri, foram gastos US$ 42 milhões/km, ou seja, cinco vezes menos que em São Paulo.

A Bancada do PT na Assembleia Legislativa tem denunciado superfaturamento e corrupção na construção do metrô paulistano. A multinacional Alstom, fabricante de vagões de trens e metrôs, é investigada no Brasil e na Europa sob a acusação de ter pagado propina para obter contratos com o governo do PSDB ao longo dos 15 anos do partido na condução do Estado de São Paulo.
Enquanto, o Ministério Público Federal apura os crimes de lavagem de dinheiro e contra a ordem tributária, o Ministério Público de São Paulo investiga  os atos de improbidade administrativa praticados por autoridades públicas e lesivos ao patrimônio Estado. 

Apesar do escândalo internacional, a empresa seguiu firmando novas prorrogações de contratos.
Além de todas essas denúncias de corrupção,  o Metrô será obrigado a pagar uma indenização de R$ 200 milhões ao Consórcio Via Amarela, valor originário  pela mudança do método de escavação dos túneis, solicitada pela companhia em 2004, para agilizar a entrega da obra e que ocasionou o desabamento da Estação Pinheiros, responsável pela morte de sete pessoas. 

FONTE: CONVERSA AFIADA

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Contra o Mal na maioria das vezes o bem não prevalesce... Infelizmente!

Globo mostra o que esperar na reta final

Reproduzo artigo de Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador:

Não é nenhum blogueiro que afirma. É o analista (e bom jornalista) do “Estadão”, João Bosco Rabello, quem analisa a forma como Bonner e Fatima trataram Serra na sabatina do “JN”:

“Foi o candidato que passou menos tensão (…) Teve espaço para desenvolver sua gestão e suas ideias na saúde e foi contemplado pelos apresentadores com o bônus de discorrer sobre as vantagens de um sistema de pedágio que premia os resultados das rodovias estaduais. Não foi pressionado nos temas mais delicados. Foi mais fácil para ele que para seus antecessores os 12 minutos na bancada do Jornal Nacional.”

E não é nenhum deputado do PT que reforça, mas o Roberto Jefferson, hoje aliado de Serra:

“William Bonner e Fátima Bernardes facilitaram para o meu candidato. Foram mais amenos com ele.”

Preciso dizer algo mais?

Preciso.

Como já afirmei aqui, a blogosfera talvez tenha força para oferecer um contraponto à velha mídia impressa. Mas a Globo, sozinha, ainda faz estrago. Por hora, vai agir como na sabatina dos candidatos. Finge que trata todo mundo igual, mas vai empurrando Serra.

Ah, mas a maioria percebe que Serra foi favorecido. Quem percebe essas sutilezas é o povo que acompanha política. O povão dos rincões, da periferia, fica com a imagem geral: Serra pareceu mais calmo que Dilma. Pouco importa o que ele disse. A imagem final foi levemente favorável a ele.

Ah, mas Dilma foi maltratada e mesmo assim manteve-se relativamente centrada. Ótimo. Mas para o povão isso não é mais que obrigação.

A tática é dar a ele a chance de chegar à reta final com cerca de 30% dos votos. O “DataFolha” também deve colaborar para isso. Vocês verão a próxima pesquisa… Anotem aí.

Mantendo Serra nesse patamar, e desde que Marina e Plinio fiquem com cerca de 10%, Dilma deve se manter em algo em torno de 45% dos votos.

Se ficar assim, Serra tem chance de forçar um segundo turno. (Dilma 45% x 40% para outros candidatos). E, aí, vocês verão do que a Globo é capaz: ´mudar 3% a 5% dos votos na reta final, é o que basta.

O Lula pode receber o Marinho (não sei qual deles, João, Roberto, José?) no Palácio. A Dilma pode fazer pose de boazinha. Do outro lado, os pitbulls estão prontos para atacar. Não precisam assumir o ônus de uma campanha aberta pró-Serra. Pra isso, há a “Veja”. Basta à Globo, na última semana antes do primeiro turno, “repercutir” alguma denúncia pesada contra Dilma.

Uma semana de repercussão, dez minutos por dia no JN. A Globo já não fala sozinha como há vinte anos. Ok. Mas o JN ainda tem o triplo de audiência do segundo jornal mais visto durante a noite.

Acreditem: faz efeito. Talvez, a Globo já não ganhe eleição. Mas pode empurrar pro segundo turno, como em 2006.

Para contrapor a força (não menosprezem essa força) da Globo, só há um elemento: Lula. Ele vai comprar a briga de frente? Vai dizer, olho no olho do eleitor durante o horário político, que a televisão mais poderosa do país favorece um candidato – por isso o eleitor precisa ter um pé atrás com o noticiário?

Não sei. Não tem sido o estilo de Lula.

Mas é preciso disseminar desde agora essa idéia – de resto, absolutamente verdadeira – de que a Globo tem lado. Não adianta dizer isso na reta final. Aí, será tarde. E a Globo já estará “repercutindo” as denúncias da “Veja” e da “Folha” – sob a coordenação de Ratzinger, o príncipe das sombras do jornalismo global.

FONTE: Blog do Miro

Discussão que tem real valor em qualquer democracia

Jornalistas e Radialistas apóiam o Barão de Itararé.
Comparato x Congresso Nacional


    Comparato: o Congresso tem medo da Globo ?

    A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e a Fitert (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Radiodifusão, que representa os radialistas) subscreveram a proposta do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé de entrar no Supremo Tribunal Federal com uma ADIN (*) por Omissão, de autoria do professor Fabio Konder Comparato, contra o Congresso Nacional, por não regulamentar os artigos de Constituição de 1988 que tratam da Comunicação.

    Desde 1988 o Congresso não regulamenta os artigos 220, 221e 224 da Constituição.

    O 220 proíbe a formação de oligopólio na comunicação.

    O 221 trata da programação do rádio e da tevê.

    E o 224 impõe a instalação de uma Comissão de Comunicação Social.

    E o Congresso não delibera sobre isso, desde 1988.

    Todo mundo elogia a Constituição Cidadã, a Grande Conquista dos Brasileiros, mas, na hora de defender o direito sagrado à comunicação …

    Por que ?

    Porque a Globo e o PiG (**) não deixam.

    O professor Comparato fez, inicialmente, essa proposta à Ordem dos Advogados do Brasil, mas, até agora, a OAB não moveu uma palha.

    A OAB está mais preocupada com as dores lombares do Ministro Joaquim Barbosa.

    A Fenaj e a Fitert se tornaram fundamentais nessa batalha, porque são associações de âmbito nacional, que mantêm com a ADIN proposta uma “pertinência temática”, como nos ensinou o professor Comparato.

    O Barão de Itararé, sozinho, não poderia fazer isso.

    Ao lado da Fenaj e da Fitert estão TODAS as centrais sindicais do país, representadas em reunião que tivemos na casa do professor Comparato.

    A decisão de entrar com uma ADIN para regulamentar o que a Globo e o PiG (**) não deixam regulamentar será formalmente anunciada na abertura do I Encontro de Blogueiros Progressistas, a se realizar em São Paulo nos dias 21 e 22 deste mês de agosto.

    No encontro em que formalmente aceitou liderar essa luta, o professor Comparato estabeleceu algumas condições:

    1) É um movimento plural;

    2) Não pode ser partidário;

    3) Não pode ser sectário;

    4) Não tem nada a ver com (qualquer) Governo;

    5) O objetivo da luta é fazer o STF e o Congresso Nacional reconhecerem que o direito à comunicação é um direito do cidadão.

    Paulo Henrique Amorim


    (*) Sobre o que é uma ADIN.

    (**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

    FONTE: Conversa Afiada

    terça-feira, 10 de agosto de 2010

    Dilma está deixando a direita reacionária de cabelos em pé

    O que não fazem 10 pontos (por enquanto) de diferença entre a candidatura da esquerda brasileira e a da direita reacionária? Incrível como os maiores representantes da nossa elite subalterna estão de cabelos em pé devido as pesquisas de opinião pública demosntrarem a vitória de Dilma já no primeiro turno. A galera acostumada a mamar muito nas tetas do governo em detrimento de milhares de pessoas que até então viviam pessimamente pelo país, estão totalmente perdidos e sem rumo.
    Que rosnem os cães sarnentos, porque em outubro o Brasil irá dar a maior prova de sua maturidade democrática. O povo irá dizer um enorme NÃO á elite subalterna e seus comandantes.
    Abaixo post do Miro:

    Chico Anísio, Maitê e a tropa de choque

    Por Altamiro Borges

    Chico Anísio, o humorista da TV Globo que sempre manteve sólidos vínculos com as elites no poder – ele até foi casado com a ex-ministra de Collor de Mello que surrupiou a poupança dos brasileiros –, despejou mentiras contra a candidata Dilma Rousseff numa entrevista recente ao programa Cultura Geral, na rádio Guarani FM, de Belo Horizonte:

    “Eu fico meio grilado porque a candidata Dilma, assim como o Gabeira, está proibida de entrar nos Estados Unidos e em mais 11 países. Se botar o pé em Miami vai presa e não sei como que um presidente do Brasil pode conviver com essa proibição de entrar em 11 países, na América e mais 11 países importantes tipo Alemanha, Inglaterra, França, Itália”.

    A radialista ainda retrucou: “Mas isso são águas passadas”. Mas, em tom sério, o decadente humorista insistiu na mentira: “Não… não, americano não perdoa. Ela participou do seqüestro do embaixador americano. Americano não perdoa, não”.

    Mentiras e machismo explícito

    Duas mentiras repetidas na maior caradura. A ex-ministra, que nunca negou o seu engajamento na resistência à ditadura militar, não participou do seqüestro do embaixador dos EUA no Brasil, Charles Burke Elbrick. Dilma Rousseff também nunca foi proibida de entrar naquele país. Tanto que, poucos dias depois das falsidades de Chico Anísio, ela até visitou os Estados Unidos.

    Já nesta segunda-feira, a atriz global Maitê Proença negou a sua história – ela que teve destacado papel na luta pela redemocratização do país – ao afirmar ao jornal Estadão que a discriminação das mulheres talvez “venha a calhar nesse momento de eleições, atiçando os machos selvagens e nos salvando da Dilma”. Maitê já declarou que está em dúvida entre Marina Silva e José Serra, mas participou do jantar oferecido por artistas globais ao demotucano no Rio de Janeiro.

    Globais investem na tática do medo

    As duas declarações – uma mentirosa e outra machista – possivelmente não foram orientadas por Ali Kamel, o “senhor das trevas” da TV Globo, mas indicam o clima predominante na poderosa emissora. No Jornal Nacional, Willian Bonner não disfarça sua rejeição à candidata do governo – o que gerou outra “briga no ninho tucano” durante a entrevista de Dilma Rousseff, com Fátima Bernardes solicitando “um minutinho” de calma ao seu marido agressivo. Nos outros telejornais, Merval Pereira, Cristiana Lobo e outros também não escondem as suas preferências eleitorais.

    No seminário do Instituto Millenium, realizado em março passado, várias estrelas da TV Globo já tinham sinalizado qual seria a linha editorial da emissora na cobertura das eleições de 2010. Willian Waack, Arnaldo Jabor e Marcelo Madureira, entre outros, esculhambaram o presidente Lula e a sua candidata. O evento do Millenium, antro da direita brasileira, serviu para unificar o discurso da mídia em torno da “tática do medo”. Na ausência da atriz global Regina Duarte, que cumpriu este deprimente papel nas eleições de 2002, outros já se alistaram na tropa de choque.

    segunda-feira, 9 de agosto de 2010

    Conversa Afiada: Dilma engole casal vinte do jn


      Na bancada do jn faltou a Regina Duarte


      William Bonner estreou as pseudo-sabatinas do jornal nacional com Dilma Roussef.

      A primeira pergunta dá o tom do preconceito elitista do PiG(*).

      Tentar desqualificar Dilma do ponto de vista intelectual e político faz parte da ideologia pigo-tucana supor que os trabalhistas são despreparados e o Serra e o FHC uma combinação de Albert Einstein com Winston Churchill.

      O Bonner tentou também vestir Dilma a marca do “temperamento difícil”.

      Trata-se de uma observação que se baseia em elementos factuais indiscutíveis:

      O que é difícil e onde ela demonstrou que tem um temperamento difícil?

      O que diria William Bonner do temperamento dócil, suave, simpático, leal do candidato da PiGlobo, José Serra.

      Aliás, prevalece a dúvida, quem terá sido o Espírito Santo de orelha das perguntas do casal vinte: José Serra ou Ali Kamel?

      Observe-se a generosidade conjugal de Fátima Bernardes que salvou o marido quando Dilma lhe disse: você deveria me perguntar onde o que o PT acertou.

      Bonner perdeu o prumo.

      Quem mandou não ter bagagem para entrevistar a futura presidente do Brasil?

      Aí, Fátima entregou a bandeja à Dilma e perguntou sobre saneamento básico e Dilma falou do pavão-pavãozinho alemão-Rocinha e calou a boca desses pálidos representantes de um PiG moribundo.

      Quem mandou não chamar a Regina Duarte para a bancada ?

      Quem mandou não chamar a Miriam Leitão ?

      Quem mandou não chamar o Jabour ?

      Para enfrentar a Dilma a Globo tem analistas isentos e equilibrados de outro calibre.
      Este ordinário blogueiro aguarda ansioso as perguntas do casal vinte ao José Serra.

      Paulo Henrique Amorim

      Miro: Dilma: continuidade ou avanço?

      Por Altamiro Borges

      Com exceção do Datafraude, as três últimas pesquisas apontam que Dilma Rousseff ultrapassou o demotucano José Serra. Vox Populi, Sensus e até o Ibope já cogitam a hipótese da candidata vencer no primeiro turno. Esta possibilidade, que retrata a fase anterior à campanha na rádio e televisão, indica que o eleitorado brasileiro está satisfeito com os rumos do país e não deseja o retrocesso. Dilma é vista como a continuidade do governo Lula, que goza de alta popularidade; Serra lembra o triste reinado neoliberal de FHC, de desmonte do estado, da nação e do trabalho.

      Mas será que a bandeira da “continuidade” é suficiente para garantir a vitória das atuais forças que governam a nação? Ela conseguirá contagiar amplas parcelas na campanha? Os brasileiros estão totalmente satisfeitos com a situação do Brasil? Vários indicadores econômicos e sociais confirmam que o país melhorou nos últimos oito anos. Mas ele ainda é extremamente injusto. A campanha de Dilma Rousseff ficaria muito limitada se propusesse apenas a mera continuidade. O Brasil necessita de reformas estruturais para promover avanços sociais mais consistentes.

      Relatório alarmante da ONU

      O relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado no final de julho, revela que o país continua entre os mais injustos do planeta. Medindo essa realidade a partir da renda per capita, o índice de Gini para o Brasil é de 0,56. De acordo com a metodologia, quanto mais próximo de um, maior a desigualdade. No mundo, a base de dados do Pnud mostra que o Brasil ainda é o décimo no ranking da desigualdade. Na América Latina, ele só está melhor situado do que a Bolívia e o Haiti, o que comprova a incomoda situação de injustiça no país.

      O recente estudo apresenta alguns problemas, que podem ter distorcido os resultados. Ele coletou dados em apenas 126 dos 195 países membros do ONU, e há defasagens no tempo de coleta das informações. Além disso, o próprio organismo reconhece os avanços ocorridos no país. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) melhorou na fase recente – de 0,71, em 1990, para 0,81 em 2007. Ela elogia, por exemplo, o programa Bolsa Família, “um importante esforço para melhorar a incidência do gasto social..., que por sua vez resultou numa melhor distribuição de renda”.

      Milhões ainda vegetam na miséria

      O relatório do Pnad inclusive foi criticado pelo presidente Lula. “A ONU tem que saber que não tem nenhum país que em tão pouco tempo fez como o Brasil, de tirar 34 milhões de pessoas das classes D e E e levar para a classe C, tirar 21 milhões de pessoas da miséria. Fora China e Índia, nenhum país criou 14,5 milhões de empregos em oito anos, como nós criamos. Eu não tenho dúvida nenhuma de que em 2015 o Brasil terá cumprido todas as metas do milênio que assinou”.

      Apesar das ressalvas, não dá para se contentar em apenas propor a mera continuidade. O Brasil continua sendo um dos países mais injustos do mundo; os problemas sociais são gravíssimos; a desigualdade é abissal. Milhões vegetam com menos de 30 dólares por mês; 53% dos brasileiros sequer terminam o ensino fundamental; metade da riqueza nacional fica com os 10% mais ricos, enquanto 50% dos mais pobres dividem apenas 10% dela; 58% dos brasileiros mantêm o mesmo perfil de pobreza entre duas gerações; mais da metade dos agricultures detem menos de 3% das propriedades rurais, enquanto 46 mil fazendeiros são donos de metade das terras.

      A urgência das reformas estruturais

      Como alerta Frei Betto, o país avançou nos últimos anos, mas ainda não enfrentou os seus gargalos estruturais. “Para operar uma drástica redução na desigualdade é urgente promover a reforma agrária e multiplicar os mecanismos de transferência de renda... É uma falácia dizer que, ao promover transferência de renda, o governo está ‘sustentando vagabundos’. O governo sustenta vagabundos quando não pune os corruptos, o nepotismo, as licitações fajutas, a malversação de dinheiro público. Transferir renda aos mais pobres é dever, em especial num país em que o governo irriga o mercado financeiro engordando a fortuna dos especuladores que nada produzem”.

      terça-feira, 3 de agosto de 2010

      Os erros da direita e de sua mídia

      Reproduzo artigo do sociólogo Emir Sader, publicado no sítio Carta Maior:

      Com sua imensa auto confiança, Lula chegou a dizer que esta seria a campanha mais fácil para o PT. Comparado com as anteriores, o PT dispõe da vantagem de poder apresentar os resultados do seu governo e não ter que estar confinado ao marco das críticas aos governos dos outros. Este fator já contou fortemente para decidir favoravelmente a eleição de 2006, mas agora, com os dois mandatos, parece contar de maneira ainda mais decisiva.

      Mas para ganhar o favoritismo na campanha atual, contou-se também com os erros da direita, de que esta campanha é uma demonstração cabal. Antes de tudo a direita – que conta, sobretudo com o monopólio dos meios de comunicação como sua maior força – seguiu acreditando em um poder que se revela cada vez mais declinante.

      A campanha contra o governo em 2005 e a utilização pesada desse monopólio no primeiro turno das eleições de 2006 – em que tiveram peso determinante, com suas manipulações, para a passagem ao segundo turno – lhes deram uma sensação de onipotência, de falar em nome do país da opinião pública. Ficaram com a impressão de um poder que já era declinante e que perdeu aceleradamente força conforme o apoio ao governo se consolidou.

      Mas os maiores equívocos vieram da assunção dos valores neoliberais a fundo, acreditando que a população seria solidária com essas posições, confundindo seus interesses com os do país – como é típico da mídia conservadora. Passaram a acreditar que a população brasileira não gosta do Estado, que tudo o que vem do Estado lhe aparece como negativo e que, por conseqüência, o que vem do mercado aparece como positivo à população.

      Criticam qualquer gasto governamental, sem nunca discriminar sua destinação, como se à população qualquer ação estatal aparecesse como negativa. Não discriminam se se trata de contratar burocratas ineficientes – o clichê que tem do funcionário público – e não professores, enfermeiras, médicos, para atender a massa da população.

      As críticas de FHC e do Serra sobre o “corporativismo” (?) do governo Lula não fazem nenhum sentido para a população, que nem entende o que significa, nem considera que seja um dos problemas essenciais do Brasil. A própria revista conservadora britânica The Economist considera que o povo brasileiro gosta do Estado, que lhe garante direitos. Como esta problemática não está incluída na ótica neoliberal – a dos direitos -, a direita brasileira é vitima dos seus próprios preconceitos e fica na contramão da opinião dos brasileiros.

      Da mesma forma, consideram que a participação do movimento sindical e dos partidos seja considerada negativamente pelo povo, assim como julgam que qualquer critério ideológico seja desvirtuador dos objetivos do Estado. O povo prefere um governo que tenha afinidades com os sindicatos – que personificam reivindicações para grandes contingentes da população a um governo, como o de FHC, que criminaliza os sindicatos e nega suas reivindicações.

      No plano internacional, a direita carrega a concepção tradicional de relações privilegiadas (de subordinação) com os EUA e com a Europa. Acreditava que o dinamismo econômico externo continuasse a vir desses eixos e propugna o privilegio de relações com eles. A crise atual demonstrou exatamente o contrário. Os países do centro do capitalismo não saem da crise, enquanto que os que optamos pela integração regional, saímos, ao lado do conjunto dos países do sul do mundo.

      A direita acredita nas mentiras que propaga. Por exemplo, a de que há um empate técnico, de que os candidatos começam o horário eleitoral numa situação de equilíbrio. É vitima do seu próprio veneno.

      O erro mais importante, no entanto, do qual paga um preço caro, é o governo FHC, que acreditou que com a simples estabilidade monetária poderia conquistar apoio popular para perpetuar o projeto do bloco tucano-demista no poder. Sacrificou as políticas sociais, o desenvolvimento econômico, a soberania nacional, o papel ativo do Estado, a regulação econômica, os direitos da massa da população – em função do ajuste fiscal e da hegemonia do capital financeiro.

      FHC escolheu como tema central para atacar, a estabilidade monetária, os dados inflacionários aos salários, o ajuste fiscal como remédio para todos os males. Lula escolheu a injustiça social, com o crescimento e a distribuição de renda como antídotos. Fica claro que tem razão e quem triunfou. Com os méritos da esquerda e os erros da direita.

      Pato ganha recurso e não pagará pensão de R$ 130 mil para Sthefany

      Como cantava Ataulfo Alves em sua consagrada canção:
      "Amélia não tinha a menor vaidade
      Amélia é que era mulher de verdade..."
      Mas em tempos onde o "must" é ser beldade, viver de poses e regalias, alimentadas pela indústria da fama, temos infindáveis exemplos de espertinhas pelo mundo inteiro que dão os golpes mais antigos do mundo: o famoso "171" da barriga e do baú.
      Afinal, quem não gosta de conforto, não é mesmo? Mas e o amor? Amor? Como? No comprendo...
      Sinceramente espero que o jogador Pato não seja mais uma a ter que pagar o pato pela ganância e esperteza de uma mulher que admira o que um homem tem de melhor: o bolso!

      Notícia de O Dia:

      Alexandre Pato não terá que pagar a pensão de R$ 130 mil mensais, o equivalente a 20% de seus rendimentos (o salário dele é de aproximadamente R$ 650 mil) para a ex-mulher, Sthefany Brito, como havia decretado a juíza Maria Cristina de Britto Lima, da 1ª Vara Cível do Rio, dia 8 de junho.

      O recurso impetrado por João Paulo Lins e Silva, advogado de Pato, teve resultado positivo. O desembargador Sérgio Gerônimo Silveira suspendeu a ordem que determinava o pagamento da pensão à atriz já a partir deste mês.

      A decisão vale até o julgamento do recurso, que ainda será feito por três desembargadores, em prazo não determinado. É bom lembrar que, antes do pedido de pensão de Sthefany, o advogado do jogador chegou a oferecer R$ 5 mil mensais, mas ela não aceitou.

      FONTE: O Dia

      segunda-feira, 2 de agosto de 2010

      TSE mantém direito de resposta para PT por acusações de Indio

      Claudia Andrade
      Direto de Brasília
       
      O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta segunda-feira (2), manter o direito de resposta concedido à coligação "Para o Brasil Seguir Mudando", que tem a petista Dilma Rousseff como candidata à presidência da República, contra o PSDB.

      A ação do PT foi motivada pelas afirmações feitas por Indio da Costa, candidato a vice na chapa de José Serra, em um site do PSDB. Na entrevista, ele menciona suposta ligação do PT com o narcotráfico e a guerrilha colombiana Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

      No dia 22 de julho, o ministro Henrique Neves decidiu que o PT teria direito de resposta durante dez dias no site do PSDB. Em seu entendimento, as afirmações feitas por Indio da Costa foram ofensivas e violaram a legislação eleitoral. O PSDB recorreu da decisão ao plenário da Corte.

      O relator, ministro Henrique Neves, chegou a considerar a redução do prazo de veiculação da resposta de dez para seis dias, devido à "rapidez" da divulgação de notícias pela internet. No entanto, os ministros ponderaram o ineditismo da matéria e o caráter pedagógico da decisão que seria tomada pela Corte, o que levou o relator a reconsiderar sua posição e manter o prazo inicial.

      "Fato conhecido"
      Ao defender o PSDB, o advogado Eduardo Alckmin disse que a ligação do PT com as Farc "não é um fato desconhecido", já tendo sido divulgado pela imprensa sem ser "desmentida nem condenada". Segundo ele, o que o candidato a vice fez foi uma crítica ao fato.

      "Assim como poderia se criticar a ligação com o Irã, com Fidel Castro, com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Trata-se de crítica política, não de ofensa à honra".

      "É necessário sim permitir que partidos da oposição revelem facetas que não são as mais brilhantes do partido que está no governo. Isso faz parte do jogo. Não seria possível impedir que esse debate viesse à tona", acrescentou.

      Para o advogado do PT, Admar Gonzaga Neto, a ofensa "foi dizer que o PT é ligado ao narcotráfico". "Dizer que é ligado ao narcotráfico é algo que macula e inflama a imagem do partido que participa da coligação".

      O advogado do PSDB reclamou ainda do período concedido para o direito de resposta, de dez dias, dizendo ser muito superior ao tempo de veiculação da entrevista, que seriam três dias, de 16 a 19 de julho.

      Gonzaga Neto rebateu dizendo que, por ter sido veiculada em um site, a exibição da entrevista ocorreria de forma continuada, justificando o tempo de resposta concedido inicialmente pelo TSE.

      Governador do Ceará: A Revista Veja é Tendenciosa


      Robério Lessa
      Direto de Fortaleza
      Os sete candidatos ao governo cearense - Cid Gomes (PSB); Lúcio Alcântara (PR/PPS), Marcos Cals (PSDB); Francisco Gonzaga (PSTU), Maria da Natividade (PSTU), Marcelo Silva (PV) e Soraya Tupinanbá (Psol) - participaram neste domingo (1º), em Fortaleza, do primeiro debate das eleições 2010. Realizado no início da noite, na Rede União de Televisão, a contenda ouviu propostas de todos os candidatos para áreas escolhidas(educação, infraestrutura, turismo, saúde, dentre outros) através de sorteio. O primeiro a responder as perguntas foi o então governador Cid Gomes (PSB), que tenta a reeleição.

      O debate não chegou a empolgar, mas, ao final, Cid Gomes teve de responder questionamentos dos jornalistas que o aguardavam no local. Na pauta as denúncias publicadas neste domingo pela revista Veja, a qual questiona a lisura do processo de licitação na escolha de uma empreiteira para a obra de reforma do estádio Castelão, visando a Copa de 2014. De acordo com a denúncia da publicação, haveria favorecimento a uma empresa que teria ligações com o chefe da Casa Civil, Arialdo Pinho.

      Para o governador e candidato, a revista faltou com a verdade e isso, segundo ele é prática rotineira. "A matéria já começa a ser deturpada do seu início. A concorrência do Castelão não terminou ainda. A Veja já apoiou o Collor e faz uma oposição violenta e desmedida ao presidente Lula, em muitas vezes fraudando os fatos, e isso está se repetindo comigo. Para cada acusação que a Veja faz nós vamos adotar as medidas judiciais cabíveis para isso. A revista tem uma notória e frequente má vontade e é uma revista que tem uma posição sempre tendenciosa e os brasileiros sabem como é", afirmou Gomes.

      Miro: Serra parece um filhote do Bush

      Por Altamiro Borges

      Nos últimos dias, o candidato José Serra consolidou a sua guinada direitista ao tratar quase com exclusividade das relações externas do Brasil. Temeroso de atacar as políticas internas altamente populares do governo Lula, o demotucano concentrou seu ódio contra a ação soberana e altiva do Itamaraty. Em vários eventos e coletivas à imprensa, ele reforçou a imagem do “vira-lata”, criada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, mostrando total servilismo diante do império estadunidense.

      As suas bravatas foram alvo de ironias. “Serra é candidato a Uribe”, fustigou o deputado Brizola Neto, lembrando que o presidente narcoterrorista da Colômbia deixará o governo nesta semana e que já tem substituto a capacho dos EUA. Já o blogueiro Luis Carlos Azenha afirmou que José Serra é “candidato a porta-voz de Washington”. Concordo com ambos, mas optei pela descrição corrosiva apresentada pelo Comitê Bolivariano de São Paulo: “Serra é um filhote de Bush”.

      Platéia de 497 ricaços

      Num almoço-debate ocorrido na semana passada, o ensandecido José Serra até parecia o próprio George W. Bush, o ex-presidente genocida dos EUA, rosnando colérico contra o “eixo do mal”. Para uma platéia de 497 ricaços – seduzidos pelo Grupo de Líderes Empresariais, o sinistro Lide, que encabeçou as manifestações fascistóides do falido movimento “Cansei” –, o demotucano se apresentou sem qualquer fantasia ou maquiagem dos marqueteiros e escancarou seu servilismo.

      Ele criticou a atual política externa por priorizar as relações Sul-Sul e, de forma indireta, indicou que, se eleito, retomará a trágica orientação de FHC do “alinhamento automático” com os EUA. “Negócios são negócios”. Apesar dos estudos que indicam que o Brasil reduziu o impacto da crise capitalista ao diminuir a dependência com o império do norte e diversificar suas relações externas, Serra afirmou na maior caradura que o país “não tem política de comércio exterior”.

      Seguindo o roteiro da CIA

      Para o demotucano, que já disse que o Mercosul é inútil, o governo Lula faz “filantropia” com os países vizinhos. Para delírio dos empresários egoístas, ele questionou a remuneração cobrada ao governo do Paraguai pela energia da hidrelétrica de Itaipu. Também atacou a relações cordiais do presidente Lula com o governo cubano. “É amigo de Cuba? Então usa essa amizade para libertar os presos cubanos”, afirmou, sendo efusivamente aplaudido pelos ricaços anticomunistas.

      Seguindo o roteiro da CIA, José Serra esbravejou contra a Venezuela no conflito provocado pela Colômbia. “É inegável que o Brasil tem simpatia maior pelo Chávez. E é inegável que o Chávez abriga as Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia]”. Nada disse sobre o presidente narcoterrorista Álvaro Uribe, que já invadiu o Equador e transformou a Colômbia num campo de extermínio, recordista mundial no assassinato de sindicalistas e território de esquadrões da morte.

      “Fim melancólico da carreira política”

      George Bush, o genocida que mentiu ao mundo para justificar a invasão do Iraque, deve admirar o “filhote” brasileiro. Nos bastidores de Washington, ele deve fazer seu lobby afirmando: “Esse é o cara”. Para Marco Aurélio Garcia, assessor do governo Lula, é constrangedor “ver uma pessoa que teve um passado de esquerda como José Serra ter corrido tanto em direção à direita, aquela direita mais raivosa, mais atrasada. Parece-me um final melancólico da sua carreira política”.

      Vale o alerta do Comitê Bolivariano de São Paulo: “Derrotar Serra e o seu grupo passou a ser um ato de patriotismo e de defesa da democracia... É evitar que o Brasil se torne subalterno à política externa dos EUA... É derrotar o que existe de mais retrógrado no Brasil e na América do Sul, expressão das forças golpistas, de ontem e de hoje, que tantos danos têm causado. É derrotar os herdeiros de todas as ditaduras militares, dos filhinhos de Pinochet, de Carmona, chefe golpista da Venezuela, e de tantos genocidas que destruíram milhares de vidas na América Latina”.

      domingo, 1 de agosto de 2010

      Márcia Denser, simples assim: Serra é o candidato da direita perversa e burra

      Quem vai perder?
      Márcia Denser, no Congresso em Foco

      Ao que tudo indica – e todas as pesquisas apontam nesta direção – Dilma deve ganhar a disputa presidencial, até porque agora seu maior aliado eleitoral já não é o presidente Lula, mas o próprio candidato José Serra, cuja imagem e atitude truculentas por si mesmas têm sido mais do que suficientes para afugentar o eleitor, sem contar as gestões neoliberalíssimas de apoio exclusivo ao capital, tornando-o o maior responsável pelo franco declínio de sua campanha.

      Serra personifica a chamada direita perversa e burra, a direita alucinada que acredita piamente se manter indefinidamente no poder sem fazer a mínima concessão às questões sociais e direitos humanos – ao lado humano mais que humano do ser humano que precisa trabalhar, comer, morar, respirar & outras coisas de somenos. E mais: promovendo a exclusão e eliminando literalmente qualquer oposição. Porque essa direita declarou guerra ao ser humano. Serra, que encarna esta direita, reduz sua campanha a um “duelo de competências”. Esquecendo-se que presidente não é gerente, país não é supermercado e população não se demite. Exclui. Apaga. Deleta.

      Na pesquisa Datafolha, divulgada em 26/7, que coincide com o Vox Populi precisamente nas declarações espontâneas de voto, imunes às distorções de abordagem e amostragem, vemos que Dilma lidera, como segue:
      - Datafolha, espontânea (na sua opinião, quem vai ganhar as eleições para presidente da república em outubro?): Dilma 21% X Serra 16% (diferença de cinco pontos);
      - Vox Populi, espontânea: Dilma 28% X Serra 21% (diferença de sete pontos).
      Nas respostas espontâneas colhidas pelo Datafolha, 4% ainda declaram voto em Lula e outros 4% mencionam ‘no candidato do Lula’ e ‘no candidato do PT’. Um universo de 8 pontos que deve transitar majoritariamente para a candidatura Dilma, graças à maior exposição da ex-ministra ao lado de Lula na propaganda eleitoral gratuita. Pois, como vimos, em questões de imagem, Serra perde feio.

      A gota d’água foi o vice. Em São Paulo se ouve por toda parte: “No Serra, eu não voto. Deus me livre, já imaginou se o sujeito pifa e esse Índio vira presidente do Brasil?”.
      O fato é que, ao acolher como vice o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), inexperiente, inexpressivo, um ilustríssimo desconhecido para o resto do país, parece que Serra esqueceu completamente o eleitor.

      Por quê? Entre outras razões, porque, no Brasil, a possibilidade do vice-presidente assumir o mandato presidencial não é algo remoto, mas um evento perfeitamente possível de ocorrer e a qualquer momento, pois nossa memória política recente ainda registra que Sarney, vice de Tancredo, foi presidente durante cinco anos, de 1985 a 1990, e Itamar Franco, vice de Collor, arriado do poder em 1992, exerceu o mandato até 1995. Sem entrar no mérito de um ou outro, constata-se apenas o fato. Sem contar que o próprio Serra, campeão de alpinismo eleitoral, não costuma terminar mandatos para os quais é eleito, nem jurando de pé junto e registrando em cartório. Se a questão é competência para governar o Brasil, referido vice teria alguma?

      Serra não é exatamente o pós-lula, é um retro-FHC. Ou Zé Pedágio, como é chamado “carinhosamente pelos” paulistas. E agora já não estamos mais nos referindo à imagem mas à sua peculiar competência – que ele pretende estender para todo o país e por um bom tempo.
      Sob as gestões do PSDB de Serra, Sampa ganha um novo pedágio a cada 40 dias.

      Desde o início da privatização das rodovias de São Paulo, em 1998, foram instalados 112 pedágios nas estradas paulistas, estado que já tem mais pedágios do que todo o resto do Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, são 160 pontos de cobrança em vias estaduais e federais no território paulista, contra 113 no restante do país. Em resumo, fica mais barato viajar para outro estado do que dentro do próprio. Cruzar de automóvel os 404 km entre a capital paulista e Curitiba, PR, custa R$ 9 em tarifas, mas para cobrir a mesma distância até, digamos,Catanduva, paga-se R$ 46,70.

      No entanto, tocar publicamente neste assunto já custou o emprego de dois conhecidos jornalistas da TV Cultura, Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli, quando no Roda-Viva questionaram Serra sobre os pedágios abusivos cobrados nas rodovias privatizadas de Sampa.

      Mas essa privatização generalizada da vida (por que não terceirizar a primeira missa, nos dias úteis?) me lembra um refinado monólogo escrito por Roberto Schwarz (1) na primeira pessoa dum futuro dono de pinguela, com pedágio para pedestres, do qual extraio alguns trechos : “Há coisa mais poética do que um casal que compra uma ponte?… Que raiva me dá quando vejo as pessoas respirando de graça! Retrocesso não é comigo, vou me defender da inadimplência dos despossuídos. Não sei se quero a pinguela (o pedágio), que vai me dar uma porcaria por não sei quanto tempo, o qual tratarei de prolongar ao máximo, à bala ou como for possível, depois do que não fico no país nem um minuto mais!.”

      (1) In Seqüências Brasileiras, pg. 239. S.Paulo, Cia das Letras, 1999

      FONTE: VIOMUNDO

      Por que cobertura política em campanha eleitoral dá nojo?

      Reproduzo abaixo artigo de Marco Aurélio Mello analizando comportamento de um jornalista que fora cobrir um evento político. Demonstra claramente que apesar de formação acadêmica em comunicação, o profissional desta área não necessariamente pratica a comunicação no sentido exato da palavra.

      DOLADODELÁ:

      Aconteceu

      O jovem repórter é escalado pelo maior jornal impresso do país para fazer a cobertura da campanha de um dos candidatos à corrida presidencial. Isso aconteceu há poucos dias. Ele vai a um evento e o que se vê impresso no dia seguinte é uma cobertura distorcida e muitas vezes inverídica sobre o que aconteceu.

      Os coordenadores de campanha procuram o jornalista em outra ocasião e perguntam o que houve, já que o que ele presenciou não está retratado fidedignamente. E o repórter responde com uma certa ironia e malícia: - Pergunte para os que estão acima de mim.

      Oras, como assim? O repórter assina um texto cujo conteúdo foi modificado pelos seus editores, tem o sentido do texto alterado e ainda assim aceita assinar a reportagem? E pior, considera que o problema não é dele? Que tipo de jornalista o colega pretende ser? Ele é, na melhor das hipóteses, cúmplice, ou não? Será que ele não pode pedir aos chefes para retirar sua assinatura do texto, com todo cuidado para que isso não o prejudique, uma vez que a versão modificada não retrata aquilo que presenciou?

      Ou ele estaria tão envaidecido com a assinatura na página do jornal que é incapaz de renunciar a esse "mimo"? Digamos que ele seja obrigado a assinar e ponto, simples assim. Não haveria uma maneira de ele informar o constrangimento a alguém, um sindicato, uma organismo internacional, sei lá...

      É possível termos chegado nesse grau de impostura?

      Mas vamos pegar outro caminho. O jornalista é do tipo mau caráter, tem fome de ascensão ao poder e quer modificar um pouco as coisas a seu favor. Neste caso, quem fiscaliza um profissional desses? Qual conselho de ética pode julgá-lo? Como representar contra ele?

      E por que os partidos políticos não o fazem? Primeiro, para não gerar enorme passivo legal durante a campanha e, depois, para não se indispor com o grande veículo que promove a fraude.

      Quanto custa a deformação para quem faz, para quem consome e, pior, para quem é vítima dela? Um preço alto rateado entre todos nós eleitores, hipocritamente.

      É por essas e tantas outras que cobertura política em campanha eleitoral dá nojo.

      Gilson Caroni: Serra e Índio, qual o apito?

      Ao afirmar que “o PT é chavista, que mantém relação com as Farc, e prima por desrespeitar direitos humanos”, Serra incorporou a visão de mundo da nova direita. Um estrato que, ameaçado pela abrangente emergência social promovida nos últimos oito anos, destila raiva e ressentimento.
      por Gilson Caroni Filho, em Carta Maior

      E finalmente descortinou-se – sob os estarrecidos olhares dos eternos ingênuos – a verdade que todos, há muito tempo, já conheciam. A fluidez do processo político brasileiro, suas clivagens e crises que podem decorrer da percepção de resultados eleitorais adversos, levaram o candidato José Serra a revelar sua verdadeira natureza de classe. Reativando um surrado discurso udenista, o ex-presidente da UNE passou a endossar o protofascismo de sua base de sustentação. Mais que assegurar a adesão de eleitores da direita, pôs por terra uma tese que ganhava espaço na grande mídia e em conhecidos círculos acadêmicos.

      A caracterização simplória do cenário político definia as próximas eleições mais como uma disputa por espaço eleitoral do que como polarização ideológica de projeto de país. Ressurgia, com endosso de algumas lideranças esquerdistas, a visão dos dois partidos hegemônicos (PT e PSDB) como agrupamentos politicamente inautênticos, sem verdadeiras raízes na estrutura social e sem diferenciação ideológica nítida. A distinção se daria apenas na maior ou menor capacidade de conseguir recursos, ganhos incrementais que ignoram modificações substantivas nos programas públicos. Nada mais falacioso. Nada mais revelador da fragilidade analítica dos que vêem no governo Lula uma continuidade pura e simples da gestão FHC. As sobejas dificuldades do candidato da direita, sua necessidade de marcar posição, desmentiram os estudos de encomenda.

      Ao afirmar que “o PT é chavista, que mantém relação com as Farc, e prima por desrespeitar direitos humanos”, Serra incorporou a visão de mundo da nova direita. Um estrato que, ameaçado pela abrangente emergência social promovida nos últimos oito anos, destila raiva e ressentimento; típicos da intolerância retórica que o distingue. Impossibilitada de construir sua identidade pela inserção no processo produtivo, essa parcela da classe média forja a auto-imagem por diferenciação das classes fundamentais. Sabe que não é o que mira, mas não sobrevive sem o sentimento subjetivo de pertencer a uma elite idealizada. É nesse aspecto da nossa estrutura social que Índio e Serra passam a querer o mesmo apito. E a falar o mesmo dialeto.

      As diatribes recentes do candidato tucano têm uma imensa serventia para os setores progressistas. Ao criticar as relações do governo petista com países sul-americanos e com a China, assegurando que “estamos fazendo filantropia com Paraguai e Uruguai e concessões excessivas ao país asiático”, Serra sinaliza que, no caso de uma eventual vitória em outubro, retomaria a política externa de subalternidade aos interesses estadunidenses. A volta da “diplomacia de pé de meia” não é uma questão menor nem uma mudança de rota desprezível.

      A própria capacidade de o país de decidir soberanamente sobre seus destinos estará novamente em jogo. A orientação tendente a beneficiar o diálogo com os países vizinhos, superando assimetrias e promovendo uma autêntica integração, para ter continuidade e ser aprofundada, não pode conviver com a submissão vergonhosa ao imperialismo. O que está em jogo, neste momento, é a verdadeira segurança nacional.

      Os inimigos dos reais interesses do país, ao contrário do que pretende a oposição e seu braço midiático, não são os governos de Evo Morales e de Hugo Chávez, a quem Serra, repetindo Uribe, acusa de “abrigar as Farc”. O que ameaça a nação brasileira é a humilhante prostração aos ditames de Washington. Em um país com instituições minimamente democráticas, Serra e seu vice têm como lugar certo a lata de lixo da história.

      Quanto mais nos aproximamos de outubro, aumenta a urgência de ampla mobilização dos trabalhadores e demais setores populares em defesa das suas conquistas sociais e econômicas, alcançadas nos dois mandatos do presidente Lula. É bom lembrar que não se deve esperar da nova direita, que sustenta Serra, uma análise serena de um governo popular. Para ela é imperdoável que tenha havido um período tão rico em cidadania, tão pródigo em participação nos debates sobre problemas nacionais.

      Jonathan Swift escreveu, certa vez, que se pode identificar um gênio pelo número de imbecis que lhe atravancam o caminho. Se o criador de Gulliver tiver razão, Lula e sua candidata, a ex-ministra Dilma Roussef, têm excelentes títulos para exigir que lhes reconheçam a genialidade. Com inveja, com rancor, com incompreensão, mobiliza-se contra eles o que há de pior na sociedade brasileira. E ainda há quem não veja diferença entre os atores.


      Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil
      FONTE: VIOMUNDO

      sábado, 31 de julho de 2010

      E agora José? Como o "Datafolha" e a "FSP" poderão lhe ajudar?

      Demorou, mas finalmente alguns institutos de pesquisa que até então eram considerados isentos, se alinharam a realidade e a verdade na divulgação de suas pesquisas de intenções de votos.

      O instituto Vox Populi até agora estava levando uma surra do Ibope e Datafolha que deixavam o Serra na frente, com objetivos que sabemos muito bem quais são. Para quem não tem acompanhado de perto essa manipulação que se arrasta há algum tempo (Dilma está na frente muito antes da Copa do Mundo), sugiro que pesquisem a blogosfera para encontrar vasto material que explica o jogo sujo por trás dos resultados maquiados.

      Sugiro que leiam o blog Cidadania.com do Eduardo Guimarães, que através do Instituto Movimento Sem Mídia entrou no Ministério Público com representação para investigar a veracidade dos resultados apurados por todos os institutos de pesquisa, devido disparidade verificada em seus resultados.

      Não deu outra. O Ibope (Globope como diz Paulo Henrique Amorim) recuou e deixou o Datafolha sózinho sustentando um pseudo empate tecnico entre Dilma e Serra. Dessa vez o Ibope resolveu não se sujar mais com a canalhice de divulgar pesquisas maquiadas (mentirosas).

      Porém o mais lindo é ver que o jornalão FSP (aquele que afirma não ter havido ditadura no Brasil) e que é dono do Datafolha colocar na sua manchete de sábado a bombástica notícia de que os EUA estão liberando as células troncos (sic), enquanto o mais importante para o Brasil é saber que (ufa) estaremos livres dessa turma Demo-Tucana no comando do país pelos próximos 4 anos. Já basta tê-los por 16 anos em São Paulo.

      A notícia abaixo extraída do site da Folha demonstra exatamente o mal humor com que essa notícia desagradou os maiores apoiadores da candidatura Serra.




       

      Dilma abre cinco pontos sobre Serra, segundo pesquisa Ibope 

      DE SÃO PAULO

      A candidata Dilma Rousseff (PT) abriu cinco pontos sobre José Serra (PSDB) na disputa pela Presidência da República, segundo o Ibope.
      A pesquisa, realizada do dia 26 ao 29 de julho, apontou a petista com 39% das intenções de voto, enquanto o tucano tem 34%.

      Marina Silva (PV) está em terceiro lugar com 7%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos somam 7%, e indecisos são 12%.

      Foram ouvidos 2.506 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo", está registrada no TSE sob o número 20.809/2010.

      No levantamento anterior do Ibope, Dilma tinha 36% das intenções de voto, Serra aparecia com 36%, e Marina, com 8%.

      Se o segundo turno das eleições fosse hoje, Dilma seria eleita com 46%, contra 40% de Serra, segundo a pesquisa. Votariam nulo ou em branco 6% dos eleitores, e 8% se dizem indecisos.

      A mais recente pesquisa Datafolha, realizada do dia 20 ao 22 de julho, apontava empate técnico entre Dilma (36%) e Serra (37%). Marina aparecia em terceiro, com 10% de intenção de voto.

      Segundo o Datafolha, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Eymael (PSDC) tinham 1% cada um, e os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos eram 4%, e 10% estavam indecisos.
      O Datafolha ouviu 10.905 eleitores em 379 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.

      sexta-feira, 30 de julho de 2010

      Miro: Serra está sendo cristianizado?

      Por Altamiro Borges

      Em 1950, Christiano Machado, candidato do PSD ao governo de Minas Gerais, simplesmente foi rifado pelo seu partido em plena campanha eleitoral e sofreu uma fragorosa derrota. Daí surgiu o termo “cristianizado”. Agora, no pleito de 2010, parece que o tucano José Serra corre o mesmo risco. Há fortes indícios de que ele está sendo traído por vários candidatos que temem perder votos se aparecerem como oposiçao ao presidente Lula, que goza de recordes de popularidade.

      Os casos de traição explícita seriam trágicos, se não fossem cômicos. O tucano Tasso Jerreisatti, que teme por sua reeleição no Ceará, simplesmente não colocou a foto do presidenciável no seu comitê. Já Yeda Crusius, que está mais suja do que pau de galinheiro, preferiu não citar o nome de José Serra no lançamento da sua campanha à reeleição ao governo do Rio Grande do Sul. “Foi um lapso”, justificou. Outro traíra é o senador Agripino Maia, do Rio Grande do Norte, que não se cansa de elogiar Lula, que tanto combateu, e nem cita o ex-governador paulista nos palanques.

      Levantamento do Correio Braziliense

      O Correio Braziliense fez nesta semana um levantamento detalhado sobre os casos de trairagem. A reportagem confirma que em doze estados pesquisados, o nome e a foto de José Serra não têm qualquer destaque nos santinhos, faixas e baners dos candidatos aos governos estaduais do PSDB e DEM. Em Alagoas, segundo o jornal, o tucano Teotônio Vilela, que tenta à reeleição, esforça-se para mostrar intimidade com o presidente Lula e sua candidata, Dilma Rousseff. No Espírito Santo, todas as imagens de campanha do tucano Luiz Paulo reforçam apenas sua candidatura. O jingle, inclusive, abusa do nome Luiz. “Esse é o homem. Esse sabe fazer. Luiz, Luiz, Luiz”.

      José Serra está sendo cristianizado até em palanques mais fortes da oposição de direita, como no Paraná. A campanha de Beto Richa (PSDB-PR) estampou no sítio na internet apenas material do candidato ao governo. Segundo a sua assessoria, o material casado “está sendo providenciado.” Em São Paulo, Serra aparece ao lado de Geraldo Alckmin apenas na imagem do comitê central de campanha, no Edifício Joelma. Na internet, a sua candidatura ocupa um cantinho da página. O sítio privilegia apenas as imagens de Alckmin e do seu vice.

      Guinada para a extrema-direita

      Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, a situação ainda é mais dramática. A vingança de Aécio Neves, humilhado pelo grão-tucano paulista, é maligna. O quartel-general do seu candidato ao governo estadual, Antônio Anastasia, não tem nenhuma foto ou folheto de José Serra. O nome do presidenciável só aparece, bem minúsculo, num santinho de Itamar Franco, candidato ao Senado. O mesmo ocorre na Bahia e Ceará, dois importantes colégios do Nordeste, onde Lula tem elevado prestígio, e no Acre e Pará. Todos os “amiguinhos” rifaram o tucano.

      Talvez essa trairagem explique o péssimo humor de José Serra nas últimas semanas. O notívago está com as olheiras mais fundas. A sua cristianização pode representar o fim das suas ambições. Derrotado na disputa sucessória, ele ficará sem mandato. Ele terá dificuldade até para ser vigia noturno do Palácio dos Bandeirantes, caso Geraldo Alckmin, que já foi traído por Serra no pleito para a prefeitura da capital paulista, vença a disputa para o governo do estado. “Cristianizado”, o tucano tende a ficar cada vez mais feroz, reforçando a sua guinada à extrema-direita.

      Blog do MIRO

      Viomundo: Novo Padrão de Manipulação Jornalística de O Globo

      por Jorge Furtado em 29 de julho de 2010, em seu blog
      Nestes sete anos e meio de governo Lula eu já tinha visto todo tipo de manipulação da imprensa a favor dos tucanos e contra o governo petista, mas o jornal O Globo de hoje desce mais um degrau rumo ao fundo do poço da credibilidade jornalística: numa matéria sobre declarações de Aloizio Mercadante o jornal simplesmente usou a resposta a uma pergunta, feita por um jornalista sobre um determinado assunto, como resposta a outra pergunta, de outro jornalista, sobre outro assunto! Parece absurdo demais, mas é a verdade.

      Acho que conheço bastante bem o episódio dos “aloprados”, um dos mais vergonhosos momentos da história da imprensa brasileira, uma tentativa de golpe nas vésperas do primeiro turno da eleição presidencial de 2006, orquestrada pelos principais veículos da mídia, alguns integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público e pelos partidos de oposição, e estranhei muito o tal “mea culpa” de Aloizio Mercadante publicado na edição de hoje de O Globo.
      Segundo o jornal, Mercadante teria admitido “um grave erro”.

      A matéria de O Globo tem uma chamada, que está na capa da edição on-line:
      MEA CULPA

      A manchete:

      Mercadante assume ‘grave erro’ na campanha de 2006

      Uma frase em destaque:

      “Evidente que o erro é nosso. Nós que não fomos capazes de convencer o eleitor”.

      Os dois parágrafos iniciais da matéria, na íntegra:
      Candidato ao governo de São Paulo por uma coligação de 11 partidos, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) admitiu nesta quarta-feira que cometeu um “grave erro” na campanha eleitoral de 2006 ao ter seu nome envolvido no escândalo conhecido como dos “aloprados do PT”. Um de seus assessores foi acusado de comprar por R$ 1,7 milhão um suposto dossiê contra o então candidato José Serra (PSDB) ao governo paulista. Mercadante disse que a denúncia foi arquivada e que nunca foi réu em processos que envolvem a administração pública.

      - Nunca fui réu em nenhum processo em relação a administração pública. Nenhuma denúncia. Sou bastante rigoroso e bastante exigente. No entanto, aconteceu. Acho que foi um grave erro. Mas consegui (o arquivamento da ação), através do Ministério Público rigoroso, não o engavetador geral do passado. (…) Evidente que o erro é nosso. Nós que não fomos capazes de convencer o eleitor – disse o senador durante sabatina promovida pelo portal UOL e pela “Folha de S.Paulo”.

      O texto segue o padrão de mixórdia muito em voga na antiga imprensa, onde não se distingue o que é incapacidade no uso da língua e o que é má-fé. Segundo o texto, Mercadante teria admitido que “cometeu” um “erro grave” “ao ter seu nome envolvido” no tal escândalo. Qual o erro cometido (e supostamente admitido) por Mercadante? O texto não informa.

      Segundo o texto, um dos assessores de Mercadante “foi acusado de comprar um suposto dossiê”, o que já é mentira, ninguém foi acusado de comprar nada, até porque não houve compra alguma. Os tais assessores (Valdebran Padilha e Gedimar Passos) foram detidos porque supostamente iriam comprar um suposto dossiê, num caso único na história mundial onde uma prisão por flagrante foi efetuada antes do (suposto) crime acontecer, se é que algum crime aconteceria. Os dois foram imediatamente soltos, é claro, já que todo o procedimento da polícia e do Ministério Público no caso foi grosseiramente eleitoreiro e tecnicamente bizarro.

      A única concretude entre tantas suposições era a necessidade de se produzir manchetes a tempo de influenciar as pesquisas eleitorais antes do primeiro turno da eleição, plano que se cumpriu. (O que não estava previsto era a fragilidade do candidato oposicionista, Geraldo Alkmin, que posou para fotos vestindo uma jaqueta ridícula com logotipos de empresas brasileiras, prometeu vender o avião presidencial para construir um hospital e, outro fato inédito na história mundial, acabou tendo menos votos no segundo turno do que no primeiro.)

      O texto de O Globo segue citando Mercadante que, supostamente, teria afirmado: “Evidente que o erro é nosso. Nós que não fomos capazes de convencer o eleitor”. Esta frase aparece em destaque nas páginas de O Globo e, ao meu ver, não fazia sentido algum. O erro é nosso? A que erro Mercadante se refere? E por que o verbo no presente? Se ele se referia a um episódio de 2006 não deveria ter dito, se é que disse alguma coisa, “o erro FOI nosso”? A que “grave erro” (conforme a manchete) Mercadante se refere? A respeito de que não foi capaz de convencer o eleitor?

      Na tentativa de preencher tantos furos da matéria de O Globo, fui em busca da entrevista no UOL. (Chega a ser engraçada a dificuldade que a antiga imprensa tem de entender o quanto encurtaram as pernas da mentira no mundo dos arquivos digitais).

      Assisti a entrevista, na íntegra.
      Aos 11:10 o jornalista Irineu Machado diz a Mercadante, que criticava a administração tucana em São Paulo, que o PT não foi capaz de vencer as eleições para o governo paulista. O jornalista pergunta:

      IRINEU MACHADO pergunta:
      O senhor acha que o erro foi do partido ou do eleitor que não soube escolher?
      MERCADANTE responde:
      Não, evidentemente que a deficiência é nossa, nós que não fomos capazes de convencer a sociedade de votar na mudança.

      Quarenta e dois minutos depois (aos 53:00), o jornalista Fernando Canzian puxa o assunto dos “aloprados”:

      FERNANDO CANZIAN pergunta:
      Em 2007 o senhor foi indiciado pela polícia federal por acusação de participação na compra de um dossiê de 1,7 milhões de reais contra tucanos aqui em São Paulo. Acabou tento impacto negativo na sua eleição, o senhor perdeu a eleição em São Paulo. O STF depois arquivou mais o caso foi rumoroso, o caso dos aloprados do PT, o senhor esteve diretamente envolvido.
      MERCADANTE responde:
      Eu já respondi isso outras vezes pra você, você usou uma frase que você não sustenta, “esteve envolvido”, eu não tive nenhum envolvimento. O que a Polícia Federal fez: “Eu não consigo explicar, quem tem que explicar é o Mercadante”, o que é uma coisa juridicamente inacreditável. Tanto que o Procurador Geral da República, o Ministério Público falou: “Não existe um único indício de participação do Mercadante”. Não foi só o Procurador da República, o mesmo que enquadrou dezenas de deputados, senadores, cassou 4, 5 governadores, pôs na cadeia um governador, esse mesmo procurador disse: “Não existe nenhum indício de participação do Mercadante nas 1.100 páginas que tem o inquérito”. E mais: o Supremo, por unanimidade, arquivou e anulou qualquer menção ao meu nome. Então isso para mim está mais do resolvido e explicado. Agora, na vida é assim: pros amigos você não precisa explicar e para os inimigos não adianta.

      MÔNICA BERGAMO pergunta:
      Mas eles eram da equipe da sua campanha. O eleitor não pode olhar e falar: Será que o senador é cuidadoso na escolha da sua equipe?”
      MERCADANTE responde:
      Depois de 20 anos de vida pública você nunca me viu envolvido num ato de corrupção. Nunca fui réu num processo de administração pública, uma denúncia. Portanto, eu sou bastante rigoroso e bastante exigente. No entanto aconteceu, acho que foi um grave erro e eu consegui, através do Ministério Público, rigoroso, que não é o engavetador geral da república que tinha no passado, foi o mesmo que denunciou e cassou vários parlamentares, prefeitos e governadores. Esse episódio mostrou para mim o quanto é importante a justiça.

      Vídeo da entrevista completa aqui

      Em nenhum momento Mercadante se refere ao episódio dos “aloprados”  dizendo que “evidente que o erro é nosso”.
      Em nenhum momento Mercadante afirmou não ter conseguido convencer o eleitor a respeito de algo sobre o episódio dos aloprados.

      O “grave erro” a que Mercadante se refere foi de integrantes da sua equipe.
      Ao usar a resposta a uma pergunta, feita por um jornalista sobre um determinado assunto, como resposta a outra pergunta, de outro jornalista, sobre outro assunto, o jornal O Globo estabelece um novo padrão de manipulação jornalística. E ainda faltam dois meses para a eleição.
      Quando Dilma ultrapassar Serra em todas as pesquisas, no início da propaganda eleitoral, o que mais eles vão inventar?

      FONTE: VIOMUNDO

      Quem diria: Serra causa arrepios em investidores! Onde estará a Regina Duarte?

      Fox Business: Os mercados, quem diria, “precificam” Serra

      Texto da Reuters, reproduzido na Fox Business, sugerido pelo Emerson Luis:
      By Raymond Colitt
      BRASILIA (Reuters) – José Serra começou sua campanha para presidente do Brasil como claro favorito dos mercados financeiros, mas sua recente mão pesada na política econômica está levantando dúvidas de muitos investidores.

      Vários investidores e experts políticos disseram à Reuters que estão mais preocupados com Serra do que com sua principal rival, a candidata do partido governista Dilma Rousseff. Serra, um político veterano de 68 anos do partido de oposição PSDB, tem preocupado muitos com a conversa de controlar o Banco Central, cortar as taxas de juros e aumentar o papel do estado na economia.

      A aparente mudança no sentimento dos investidores coloca a avaliação da campanha presidencial no Brasil de cabeça para baixo, e poderia mexer com os mercados do câmbio e da dívida se Serra continuar forte nas pesquisas quando a eleição de outubro se aproximar, disseram os investidores.
      “O sistema financeiro secretaramente prefere Rousseff”, disse Tony Volpon, chefe de mercados emergentes das Américas da empresa Nomura Securities em Nova York.

      Pela maior parte dos critérios, Serra deveria ser o favorito dos investidores. Ele tem um doutorado em economia da Universidade de Cornell, uma longa lista de experiência executiva e é de um partido que defendeu a privatização e as reformas durante o governo do predecessor de Lula, presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

      Rousseff, uma servidora pública de carreira, por contraste, foi um dia uma guerrilheira urbana e nunca se elegeu antes.

      No entanto, Rousseff tem feito de tudo para conquistar apoio de investidores, distanciando-se de algumas propostas mais esquerdistas de seu partido. Ela também promete continuar as políticas amigáveis com o mercado do presidente Luiz Inacio Lula da Silva que ajudaram a impulsionar a economia brasileira em anos recentes.

      “Nenhum dos candidatos é o dos sonhos de Wall Street mas Serra é um risco maior. Ele traz mais incerteza e chance de mudanças”, diz Alexandre Barros, um analista político que segue Serra desde que os dois foram ativistas estudantis em São Paulo em 1962.

      Xico Graziano, um assessor senior de Serra, tentou acabar com as preocupações dos investidores dizendo à Reuters: “Os investidores conhecem as qualidades de Serra e como ele vê a economia. Não é surpresa para ninguém”.

      Arrepios no mercado?
      Até agora, poucos investidores tem demonstrado preocupação com a eleição de 3 de outubro, contentes que nenhum dos principais candidatos é um populista que ameaça a estabilidade econômica.
      Mas a sensação de calma corre risco no momento em que a eleição se aproxima e os candidatos articulam mais claramente suas plataformas.
      Serra esta semana disse que as taxas de juros precisam ser cortadas e que o real está “mega sobrevalorizado”.

      “Sobre Serra há preocupação sobre taxa de juros e a moeda, embora eu não acredite que ele seja mais duro que Dilma em disciplina fiscal”, diz Reginaldo Alexandre, chefe da Associação dos Analistas do Mercado de Capitais em São Paulo.

      Rousseff tem continuamente subido nas pesquisas de opinião tirando proveito do boom da economia e do apoio do popularíssimo Lula, embora ela ainda não tenha estabelecido uma clara liderança.
      “O mercado ainda não precificou o risco Serra porque acha que Rousseff vai vencer”, disse Rafael Cortez, um analista político da Tendencias, uma das maiores empresas de consultoria do país.
      Se Rousseff não estabelecer uma clara vantagem sobre Serra até agosto, Volpon disse “você poderá ver algumas variações violentas no mercado, especialmente no câmbio”.

      Papel do estado
      Serra tem dados sinais contraditórios a respeito do papel do estado na economia. Ele criticou a criação de uma nova estatal de petróleo, o uso de fundos públicos para a construção do trem-bala e prometeu restabelecer o poder dos regulamentadores da indústria.
      Mas ele também aplaudiu as medidas de estímulo da economia de Lula e propôs um desenvolvimento econômico liderado pelo estado.

      “Eu defendo um projeto de desenvolvimento nacional para o Brasil com ativismo governamental”, Serra disse.
      Enquanto Serra quer cortar gordura governamental, ele também promete dobrar o principal programa de bem estar de Lula, o Bolsa Família, que muitos de seus apoiadores vem criticando há anos.
      Alguns analistas dizem que as políticas de Serra refletem estratégia de campanha. Ele quer ser visto como alguém que propõe mudanças mas não abandonando aquelas que construiram a popularidade de Lula.

      “Dilma diz o que o mercado quer ouvir. A mensagem de Serra é mais política porque ele precisa ganhar votos”, diz Dany Rappaport, sócio da consultoria financeira InvestPort.
      Mas Serra tem uma história de intervenção governamental e é ligado a uma escola de pensamento que advoga planejamento econômico, um estado forte, controle dos capitais e substituição das importações.

      Como ministro do Planejamento, ele entrou em confronto com a ala pró-mercado do governado Cardoso e foi transferido rapidamente para o Ministério da Saúde. Lá ele forçou a gigante farmacêutica Roche a cortar os preços sob a ameaça de quebra de patentes.
      “Suas propostas refletem crenças — não é marketing. Mas de qualquer forma elas geram incerteza”, disse Barros.

      FONTE: VIOMUNDO

      terça-feira, 27 de julho de 2010

      Dilma afirma que Serra fala pela boca do vice Indio

      A candidata Dilma afirma aquilo que até os postes já sabiam. Serra usa o seu vice na chapa a presidencia da república para atacar o PT, a própria Dilma e o Governo do cara, Lula da Silva. É mesmo o papel do perdedor.

      Mas Dilma, você ainda não viu nada sobre o nível que irá chegar essa campanha.
      Normalmente ditadores e simpatizantes partem prá ignorância quando o sonho vai pro ralo.
      O argumento do fraco é a força e a desqualificação do adversário.

      Simples assim!

      Abaixo reportagem lida no Terra:

      Dilma diz que Serra fala pela boca do vice Indio

      A candidata à presidência da República, Dilma Rousseff (PT), acusou seu adversário, José Serra,do PSDB, de usar o vice para fazer ataques a ela e ao PT. Segundo a presidenciável, em entrevista nesta terça-feira (27) à rádio Difusora de Mossoró, as declarações de Indio da Costa (DEM), acusando o PT de ligação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e ao narcotráfico, são do próprio Serra.

      "Acho muito ruim essa característica que está assumindo a campanha do meu adversário José Serra. Eu não considero que um candidato à presidência da República deva colocar alguém pra fazer as acusações. Então vou responder ao ex-governador José Serra, candidato a presidência da República: eu acho lamentável que a eleição tenha descido, da parte do meu adversário, a esse nível", declarou.
      Segundo a candidata, as acusações tem a ver com o temor de Serra sobre uma possível vitória de Dilma. "Atribuo a uma certa preocupação e nervosismo decorrente do fato de que ele não tem tido bom desempenho. A partir daí eu não acho que tenha justificativa acusações desse teor. E acho que o povo brasileiro não merece esse nível de discussão", afirmou.

      Para Dilma a postura do candidatado tucano é uma das piores que já presenciou em campanhas. "É um dos momentos mais desqualificados em toda história das campanhas eleitorais depois da democratização do País. São acusações completamente infundadas, inconsequentes e irresponsáveis", declarou.

      Dilma criticou ainda a postura de senadores do DEM, no Rio Grande do Norte, que elogiaram o governo Lula, mas são contra "todas as iniciativas do governo federal". Para ela, é "surpreendente a dupla conduta" e um "desrespeito com a população do Estado e com o povo brasileiro".

      Multas
      A presidenciável afirmou que não deve contestar as multas recebidas pela Justiça Eleitoral e ressaltou que não é a única que está sendo punida. "Não nos cabe protestar e discutir a respeito, cabe cumprir apenas. Mas não somos apenas nós que estamos sendo punidos, meu adversário também", afirmou.