Faço questão de colocar no início deste post, parte da breve descrição que encontra-se na minha apresentação como blogueiro:
Essa é Minha Opinião
Penso, logo existo! Esse é meu espaço para opinar sobre assuntos e temas variados. Não me deixo levar por idéias contrárias que não tenham base de sustentação. As aparências e "informações" enganam.
Faço isto por que simplesmente "informação e desinformação" a meu ver, são armas nucleares potentíssimas turbinadas com milhões de megatons capazes de destruir não apenas "Nagazakis ou Hiroshimas", mas um país, continente e até o mundo inteiro.
É ridículo o que vejo nos meios de comunicação de massa deste continente Brasil.
É ridícula a conivência e a hipocrisia da casta dominante, onde o Deus Dinheiro tudo pode, tudo manda, tudo cala, tudo consente e tudo abana o rabinho. Este é o verdadeiro poder da mídia que no Brasil é simplesmente uma "Candinha" de esquina!
Abaixo com a palavra, Leandro Fortes da CartaCapital e do Blog Brasília eu Ví:
Leandro Fortes
“Desde o fim de semana passado, tenho recebido uma dezena de e-mails por dia que, invariavelmente, me perguntam sobre a razão de ninguém repercutir, na chamada “grande imprensa”, a matéria da CartaCapital sobre a monumental quebra de sigilo bancário promovida, em 2001, pela empresa Decidir.com, das sócias Verônica Serra (filha de José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República) e Verônica Dantas (irmã de Daniel Dantas, banqueiro condenado por subornar um delegado federal).
Juntas, as Verônicas quebraram o sigilo bancário de estimados 60 milhões de correntistas brasileiros graças a um acordo obscuro fechado, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, sob os auspícios do Banco Central.
Nada foi feito, desde então, para se apurar esse fato gravíssimo, apesar de o então presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), ter oficiado o BC a respeito. Nada, nenhuma providência. Impunidade total.
Temer, atualmente, é candidato a vice na chapa da petista Dilma Rousseff, candidata do mesmo governo que, nos últimos dias, mobilizou o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e a Comissão de Ética Pública da Presidência da República para investigar uma outra denúncia, feita contra a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, publicada na revista Veja no mesmíssimo dia em que a Carta trazia a incrível história das Verônicas e a quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.
Justíssima a preocupação do governo em responder à denúncia da Veja, até porque faz parte da rotina do Planalto fazer isso toda semana, desde 1º de janeiro de 2003. É quase um vício, por assim dizer. Mas por que não se moveu uma palha para se investigar as responsabilidades sobre, provavelmente, a maior quebra de sigilo do mundo ocorrida, vejam vocês, no Brasil de FHC?
Que a mídia hegemônica não repercuta o caso é, para nós, da Carta, uma piada velha. Os muitos amigos que tenho em diversos veículos de comunicação Brasil afora me contam, entre constrangidos e divertidos, que é, simplesmente, proibido citar o nome da revista em qualquer um dos noticiários, assim como levantar a possibilidade, nas reuniões de pauta, de se repercutir quaisquer notícias publicadas no semanário do incontrolável Mino Carta.
Então, vivemos essa situação surreal em que as matérias da CartaCapital têm enorme repercussão na internet e na blogosfera – onde a velha mídia, por sinal, é tratada como uma entidade golpista –, mas inexistem como notícias repercutíveis. Definitivamente (e felizmente) excluídas do roteirinho Veja na sexta, Jornal Nacional no sábado e o resto de domingo a domingo, como se faz agora no caso de Erenice Guerra e a propina de 5 milhões de reais que, desaparecida do noticiário, pela impossibilidade de ser provada, transmutou-se num escândalo tardio de nepotismo.
Enquanto o governo mete-se em mais uma guerra de informações com a Veja e seus veículos co-irmãos, nem uma palha foi mexida para se averiguar a história das Verônicas S. e D., metidas que estão numa cabeludíssima denúncia de quebra de sigilo bancário, justamente quando uma delas, a filha de Serra, posava de vítima de quebra de sigilo fiscal por funcionários da Receita acusados de estar a serviço da campanha de Dilma Rousseff.
Nem o Ministério da Justiça, nem a Polícia Federal, nem a CGU, nem Banco Central tomaram qualquer providência a respeito. Nenhum líder governista no Congresso deu as caras para convocar os suspeitos de terem facilitado a vida das Verônicas – os tucanos Pedro Malan e Armínio Fraga, por exemplo. Nada, nada.
Então, quando me perguntam o porquê de não haver repercussão das matérias da CartaCapital na velha mídia, eu respondo com facilidade: é proibido. Ponto final.
Agora, se me perguntarem por que o governo, aliás, sistematicamente acusado de ter na Carta um veículo de apoio servil, não faz nada para apurar a história da quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros, eu digo: não faço a menor idéia.
Talvez fosse melhor vocês mandarem e-mails para o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a CGU e o Banco Central.”
Penso, logo existo! Esse é meu espaço para opinar sobre assuntos e temas variados. Não me deixo levar por idéias contrárias que não tenham base de sustentação. As aparências e algumas "informações" enganam. Não pertenço a pequenos grupos, mas a uma "Grande Nação" e isso é maior que tudo. "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma" - Joseph Pulitzer
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
PHA: THE NEW YORK TIMES: O IRÃ DEVERIA TER A BOMBA
Na foto, a "diplomacia da dependência"Paulo Henrique Amorim:
"O Irã deveria ter a bomba. O Brasil também
Faz parte do “pensamento convencional” dos colonizados entreter dois sentimentos em relação à bomba atômica.
O primeiro, conjuntural, critica o programa nuclear do Irã e entra na última fila do coro de protestos americanos, como se fosse fazer alguma diferença.
É uma questão de hábito: o alinhamento automático aos interesses dos Estados Unidos.
Ou a “diplomacia da dependência” do Governo do Farol de Alexandria.
Foram os dois presidentes neoliberais, Fernando Collor e Fernando Henrique, que, abruptamente, e da forma mais servil, romperam com um dos mais sólidos principios da diplomacia brasileira de Vargas aos militares: não assinar o Tratado de Não-Proliferação das Armas Nucleares [como Israel, Índia e outros também não assinaram, pois o tratado é hipocritamente unilateral e não impede os EUA, Rússia e outros detentores de fazerem as suas bombas].
Porque o Brasil, até os dois Fernandos, não aceitou decretar a sua minoridade tecnológica, com o congelamento do poder nuclear [garantido pelo Tratado eternamente nas mãos das grandes potências atômicas].
Os dois Fernandos jogaram no lixo uma longa tradição que embaixadores como Araujo Castro, já no Governo do grande presidente João Goulart, ajudaram a construir.
Depois a China, a Índia e o Paquistão detonaram a bomba e o Brasil fez papel de bobo.
Agora, os colonizados brasileiros prefeririam que o Brasil comprasse caças dos Estados Unidos e da Suécia, exatamente porque pretendem que o Brasil fique no banco dos reservas.
Pois, o 'Conversa Afiada' acha que é incontornável o Brasil controlar a tecnologia e ter a bomba propriamente dita.
Como acha muito saudável que o Irã tenha a bomba.
Essa é exatamente a opinião de Adam B. Lowther, um analista para assuntos de defesa, do Instituto de Pesquisa da Força Aérea Americana.
Nesta terça-feira, ele escreveu na página de Opinião do New York Times, um artigo com o título:
“Iran’s two-edged bomb”. Ou, os dois lados da bomba do Irã.
Lowther acha que o Irã deveria ter a bomba por alguns motivos:
Os Estados Unidos poderiam finalmente derrotar a Al Qaeda.
Como ?
Um Irã com a bomba se tornaria a maior ameaça na região, e os Estados Unidos poderiam oferecer um “guarda-chuva nuclear” enquanto impõem uma reforma os países árabes autocráticos da região.
Com esse “guarda-chuva nuclear”, os Estados Unidos podem, finalmente, desmontar o oligopólio dos países produtores de petróleo no Oriente Médio.
Israelenses e os Palestinos ficariam assustados com a bomba do Irã e poderiam, a com a ajuda americana, chegar, finalmente , a um acordo.
Os Estados Unidos venderiam tecnologia e equipamento militar aos aliados na região por causa da bomba do Irã, o que ajudaria a combalida indústria armamentista americana.
Como se vê, americanos costumam defender os interesses nacionais americanos.
Com mais talento, porém, que os colonizados brasileiros.
Em tempo: a China não deixa que os Estados Unidos imponham sanções econômicas ao Irã. A China tem muito a vender ao Irã e também costuma defender o interesse nacional da China."
FONTE: escrito pelo jornalista Paulo Henrique Amorim e postado hoje (10/02) em seu portal "Conversa Afiada" [título e entre colchetes colocados por este blog].
LIDO: Blog Democracia & Política
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