Leio matéria do Wall Street Journal onde uma colunista implora para que seu público contenha seu entusiasmo pelo o Brasil. Entre outras coisas ela afirma que FHC é o grande herói do crescimento economico e que Lula "nada fez".
Há algo de podre no império do norte. Ou essa colunista está alinhada com o PIG daqui, ou está mal informada ou pior ainda, está sendo leviana por algum motivo que envolve muitos e muitos bilhões de dólares. Descaracterizar o Brasil é algo bem interessante, principalmente para uma potência que vive a pior crise economica de toda história mundial. Ainda mais quando essa potência já não é mais a principal cliente mundial dos produtos brasileiros. Quando essa potência tem que engolir seco quando o Brasil lhe diz não as suas imposições de parcerias políticas e economicas mundo a fora.
Ok senhora colunista, o Brasil é desobediente mesmo. Ainda mais depois do Governo Lula. Compreendo perfeitamente a sua apreensão, pois tudo indica que este tipo de governo terá continuidade, o que diga-se de passagem é péssimo para os planos do império do norte e sua podridão. Deve ser realmente frustrante não poder mais enfiar a mão nos bolsos do Brasil como antigamente e isso tem que mudar. Sei que podem até tentar o retrocesso, porém se irão conseguir é outra história. É cada maluco!
WSJ
Desde que o Brasil descobriu novas e promissoras reservas de petróleo na sua costa em 2007, o País parece ter abandonado várias reformas que deveriam deixá-lo em sintonia com sua ambição de conquistar um lugar entra as nações mais industrializadas do mundo. É o que diz um artigo no Wall Street Journal nesta segunda-feira assinado por Mary Anastasia O'Grady, editora e colunista do jornal americano de finanças.
O texto, intitulado "Contenha seu entusiasmo pelo Brasil", questiona o otimismo manifestado no País sobre o sucesso das parcerias público-privadas na reinvenção "de um Brasil com sua nova riqueza". O'Grady se refere em particular ao entusiasmo manifestado pelo empresário carioca Eike Batista em uma recente passagem por Nova York.
Ela conta que Batista, apontado como o homem mais rico do Brasil e o oitavo mais rico do mundo pela revista Forbes, "encantou a plateia com seu entusiasmo, não apenas por seus próprios projetos no desenvolvimento da exploração de petróleo, de portos e de estaleiros, como também pelo seu País".
"Apesar dos muitos erros do passado, ele (Batista) disse que o Brasil mudou e está pronto para reclamar seu lugar de direito entre as nações industrializadas", escreve. Mas a autora do artigo se diz "cética" quanto ao otimismo de Batista, e se pergunta se o resto do País também vai se beneficiar das oportunidades que se abriram para o empresário no setor de gás e petróleo.
"Quanto mais a elite do País fala sobre sua parceria público-privada para reinventar o Brasil com sua recém descoberta riqueza, mais soa como o mesmo velho corporativismo latino", diz ela. O'Grady admite que o Brasil melhorou "em relação ao que era em meados da década de 90, quando hiperinflação alimentou caos nacional", e disse que "o crédito por controlar os preços vai para o ex-presidente de dois mandatos (Fernando) Henrique Cardoso, cujo governo implementou o Plano Real".
A autora minimiza o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando do País, dizendo que "uma revisão de sua gestão revela que a melhor coisa que ele fez como chefe-executivo do País foi nada". "Além da reforma da lei de falências e a melhoria da legislação relativa a seguros, ele (Lula) fez muito pouco."
A jornalista considera positivo que mudanças sejam gradativas, mas diz que "o problema é que desde que o Brasil descobriu petróleo abundante na costa em 2007, parece ter abandonado até as reformas modestas".
No artigo, ela sugere que faltam reformas que facilitem a operação de muitas empresas de pequeno e médio porte. Citando um relatório do Banco Mundial de 2010, O'Grady diz que o Brasil não tem um bom histórico em relação à abertura de empresa, pagamento de impostos, contratação de funcionários e obtenção de alvará de construção.
Penso, logo existo! Esse é meu espaço para opinar sobre assuntos e temas variados. Não me deixo levar por idéias contrárias que não tenham base de sustentação. As aparências e algumas "informações" enganam. Não pertenço a pequenos grupos, mas a uma "Grande Nação" e isso é maior que tudo. "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma" - Joseph Pulitzer
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
domingo, 14 de março de 2010
Conversa Afiada: Globo defende os americanos na briga sobre o algodão
Pedro Camargo era o negociador internacional do Ministério da Agricultura, no Governo Fernando Henrique.
Competente, implacável, ele deu passos decisivos para a vitória brasileira, agora na Organização Mundial do Comércio.
Numa entrevista à CBN, ele contou que os americanos não fizeram NADA, enquanto a questão rolou na OMC, durante oito anos, desde 2001, 2002.
Nada.
Sentaram em cima de sua arrogância.
Agora, querem dar uma de vítima e dizer que pretendem negociar e o Brasil não quer.
Camargo contou que, quando o Brasil derrotou a União Européia, na mesma OMC, na mesma questão dos subsídios ao algodão, quando saiu a decisão da OMC a UE já tinha cortado os subsídios como a OMC recomendava.
E os Estados Unidos ?
Nada.
Pois não é que o PiG(*) – leia-se, sobretudo, a Globo – defende os americanos ?
Como diz um amigo meu que mora fora do Brasil: o Brasil é o único país do mundo que fica contra o Brasil quando vence numa corte internacional.
Viva o Brasil !
Sobre o papel antibrasileiro da Globo, leia o que saiu no Vermelho:
A sabujice da Globo diante do conflito comercial Brasil-EUA
O governo Obama não gostou das medidas anunciadas pelo governo Lula em retaliação aos subsídios ilegais que os EUA concedem aos produtores de algodão, o que não deixa de ser natural. Inusitada neste episódio foi a reação de alguns bajuladores e aliados do império, com destaque para as Organizações Globo da família Marinho.
Por Umberto Martins
Na noite de segunda-feira (8), o Jornal da Globo (televisivo) destacou matéria do diário inglês “Financial Times” sugerindo que o Brasil caminha para uma guerra comercial com os EUA. Na manhã do dia seguinte (9), o jornal “O Globo” chegou às bancas com a manchete principal enfatizando a ameaça de alta dos preços do pão nosso de cada dia em função da sobretaxa que será aplicada à importação do trigo norte-americano. Uma atitude que o ministro da agricultura, Reinhold Stephanes, classificou com muita propriedade de “terrorismo”.
O fora da lei
Em reunião com o ministro Miguel Jorge (do Desenvolvimento), realizada nesta terça em Brasília, o secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, procurou colocar panos quentes na controvérsia, afirmando que o governo Obama não está interessado em iniciar uma guerra comercial com o Brasil. Washington não tem razão nem mesmo pretexto para agir de outra forma. O fora da lei neste caso é o próprio Tio Sam e mais ninguém.
O governo brasileiro agiu rigorosamente dentro das normas internacionais e foi também criterioso ao definir setores e ramos de atividade que terão as tarifas de importação elevadas, de forma a não prejudicar a indústria e o desenvolvimento nacional. As medidas adotadas foram autorizadas pela Organização Mundial do Comércio (COM), que em novembro do ano passado considerou ilegais os subsídios governamentais aos produtores do algodão norte-americano, ao julgar ação movida pelo Itamaraty.
O valor das retaliações comerciais foi estimado em 591 bilhões de dólares, distribuídos por vários ramos, e não se espera que tenha grandes repercussões para a indústria estadunidense, segundo os especialistas. A OMC autorizou uma represália maior, de até US$ 829 milhões, e o governo promete aplicar os US$ 238 milhões restantes com quebra de patentes, o que pode provocar prejuízos mais concentrados e sensíveis, principalmente aos monopólios farmacêuticos.
Arrogância imperialista
O governo brasileiro priorizou o caminho do diálogo para resolver o impasse, mas a Casa Branca não parece propensa a conversas. No velho e arrogante estilo imperialista, o novo embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon, já chegou ao país falando em contrarretaliação, “como se a parte condenada por violação das normas internacionais fosse a vítima, não a culpada”, conforme notou o jornal “O Estado de São Paulo” em editorial publicado nesta terça.
A posição dos EUA, que se nega a rever as práticas protecionistas ilegais condenadas pela OMC, traduz o detestável unilateralismo imperial que alguns imaginaram superado com o fim do governo Bush, mas que infelizmente foi reafirmado e em certa medida fortalecido por Obama. Os interesses imperialistas de Washington não podem se sobrepor ao direito internacional.
Unilateralismo versus multilateralismo
Em contraposição à arrogância imperial, a retaliação anunciada pelo governo Lula constitui uma defesa do multilateralismo nas relações internacionais, pois “busca salvaguardar a credibilidade e legitimidade do sistema de soluções de controvérsias” da Organização Mundial do Comércio, conforme esclarece a nota divulgada pelo Itamaraty sobre o tema.
Também não temos razões para temer contrarretaliações. O Brasil já não depende tanto dos EUA como no passado. A importância comercial e financeira da maior potência capitalista do mundo para a economia nacional declinou e de forma acentuada ao longo dos últimos anos, inclusive por causa da rejeição da ALCA e da diversificação das exportações brasileiras. A China já é nossa maior parceira comercial.
Terrorismo
A especulação em torno da hipótese de aumento dos preços do pãozinho não tem fundamento e serve a interesses obscuros, segundo o ministro da Agricultura. Apenas 5% do trigo consumido no Brasil provêm dos EUA e podem ser importados de outros países, como a Argentina. “Estão fazendo terrorismo”, sustentou Stephanes.
A manchete de “O Globo” reflete a mentalidade colonizada, atrasada e subalterna que parte das classes dominantes brasileiras continuam cultivando em detrimento da soberania nacional. Mas, o ministro da Agricultura enxergou outros interesses menores neste jogo.
Especulação
“Já tem gente querendo ganhar dinheiro à custa de uma determinada situação”, comentou Stephanes na entrevista coletiva concedida em Brasília para apresentar o sexto levantamento da safra de grãos 2009/2010.
A especulação ocorre porque apenas cinco grandes grupos de moinhos controlam toda a comercialização de trigo no país e sempre pressionam o governo para reduzir a tarifa de importação, embora não aceitem abrir seus estoques, na opinião do ministro.
“Tem que se considerar que o custo do trigo no pãozinho varia de 10% a 16%. Então, como a restrição de 5% da importação implicaria aumento de 16% no preço? Isso não tem lógica nenhuma. É terrorismo”, afirmou.
De acordo com a agência Brasil, ele mostrou aos jornalistas um gráfico com a variação do preço do trigo e do pão francês nos últimos três anos, no qual o primeiro sofreu variação de R$ 750 por tonelada em 2007 para menos de R$ 450 por tonelada neste ano. O valor do pãozinho, entretanto, se manteve no mesmo patamar, mesmo com a queda do valor de sua matéria-prima. “Alguém está ganhando dinheiro aí, e não é o produtor”, concluiu Stephanes.
Competente, implacável, ele deu passos decisivos para a vitória brasileira, agora na Organização Mundial do Comércio.
Numa entrevista à CBN, ele contou que os americanos não fizeram NADA, enquanto a questão rolou na OMC, durante oito anos, desde 2001, 2002.
Nada.
Sentaram em cima de sua arrogância.
Agora, querem dar uma de vítima e dizer que pretendem negociar e o Brasil não quer.
Camargo contou que, quando o Brasil derrotou a União Européia, na mesma OMC, na mesma questão dos subsídios ao algodão, quando saiu a decisão da OMC a UE já tinha cortado os subsídios como a OMC recomendava.
E os Estados Unidos ?
Nada.
Pois não é que o PiG(*) – leia-se, sobretudo, a Globo – defende os americanos ?
Como diz um amigo meu que mora fora do Brasil: o Brasil é o único país do mundo que fica contra o Brasil quando vence numa corte internacional.
Viva o Brasil !
Sobre o papel antibrasileiro da Globo, leia o que saiu no Vermelho:
A sabujice da Globo diante do conflito comercial Brasil-EUA
O governo Obama não gostou das medidas anunciadas pelo governo Lula em retaliação aos subsídios ilegais que os EUA concedem aos produtores de algodão, o que não deixa de ser natural. Inusitada neste episódio foi a reação de alguns bajuladores e aliados do império, com destaque para as Organizações Globo da família Marinho.
Por Umberto Martins
Na noite de segunda-feira (8), o Jornal da Globo (televisivo) destacou matéria do diário inglês “Financial Times” sugerindo que o Brasil caminha para uma guerra comercial com os EUA. Na manhã do dia seguinte (9), o jornal “O Globo” chegou às bancas com a manchete principal enfatizando a ameaça de alta dos preços do pão nosso de cada dia em função da sobretaxa que será aplicada à importação do trigo norte-americano. Uma atitude que o ministro da agricultura, Reinhold Stephanes, classificou com muita propriedade de “terrorismo”.
O fora da lei
Em reunião com o ministro Miguel Jorge (do Desenvolvimento), realizada nesta terça em Brasília, o secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, procurou colocar panos quentes na controvérsia, afirmando que o governo Obama não está interessado em iniciar uma guerra comercial com o Brasil. Washington não tem razão nem mesmo pretexto para agir de outra forma. O fora da lei neste caso é o próprio Tio Sam e mais ninguém.
O governo brasileiro agiu rigorosamente dentro das normas internacionais e foi também criterioso ao definir setores e ramos de atividade que terão as tarifas de importação elevadas, de forma a não prejudicar a indústria e o desenvolvimento nacional. As medidas adotadas foram autorizadas pela Organização Mundial do Comércio (COM), que em novembro do ano passado considerou ilegais os subsídios governamentais aos produtores do algodão norte-americano, ao julgar ação movida pelo Itamaraty.
O valor das retaliações comerciais foi estimado em 591 bilhões de dólares, distribuídos por vários ramos, e não se espera que tenha grandes repercussões para a indústria estadunidense, segundo os especialistas. A OMC autorizou uma represália maior, de até US$ 829 milhões, e o governo promete aplicar os US$ 238 milhões restantes com quebra de patentes, o que pode provocar prejuízos mais concentrados e sensíveis, principalmente aos monopólios farmacêuticos.
Arrogância imperialista
O governo brasileiro priorizou o caminho do diálogo para resolver o impasse, mas a Casa Branca não parece propensa a conversas. No velho e arrogante estilo imperialista, o novo embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon, já chegou ao país falando em contrarretaliação, “como se a parte condenada por violação das normas internacionais fosse a vítima, não a culpada”, conforme notou o jornal “O Estado de São Paulo” em editorial publicado nesta terça.
A posição dos EUA, que se nega a rever as práticas protecionistas ilegais condenadas pela OMC, traduz o detestável unilateralismo imperial que alguns imaginaram superado com o fim do governo Bush, mas que infelizmente foi reafirmado e em certa medida fortalecido por Obama. Os interesses imperialistas de Washington não podem se sobrepor ao direito internacional.
Unilateralismo versus multilateralismo
Em contraposição à arrogância imperial, a retaliação anunciada pelo governo Lula constitui uma defesa do multilateralismo nas relações internacionais, pois “busca salvaguardar a credibilidade e legitimidade do sistema de soluções de controvérsias” da Organização Mundial do Comércio, conforme esclarece a nota divulgada pelo Itamaraty sobre o tema.
Também não temos razões para temer contrarretaliações. O Brasil já não depende tanto dos EUA como no passado. A importância comercial e financeira da maior potência capitalista do mundo para a economia nacional declinou e de forma acentuada ao longo dos últimos anos, inclusive por causa da rejeição da ALCA e da diversificação das exportações brasileiras. A China já é nossa maior parceira comercial.
Terrorismo
A especulação em torno da hipótese de aumento dos preços do pãozinho não tem fundamento e serve a interesses obscuros, segundo o ministro da Agricultura. Apenas 5% do trigo consumido no Brasil provêm dos EUA e podem ser importados de outros países, como a Argentina. “Estão fazendo terrorismo”, sustentou Stephanes.
A manchete de “O Globo” reflete a mentalidade colonizada, atrasada e subalterna que parte das classes dominantes brasileiras continuam cultivando em detrimento da soberania nacional. Mas, o ministro da Agricultura enxergou outros interesses menores neste jogo.
Especulação
“Já tem gente querendo ganhar dinheiro à custa de uma determinada situação”, comentou Stephanes na entrevista coletiva concedida em Brasília para apresentar o sexto levantamento da safra de grãos 2009/2010.
A especulação ocorre porque apenas cinco grandes grupos de moinhos controlam toda a comercialização de trigo no país e sempre pressionam o governo para reduzir a tarifa de importação, embora não aceitem abrir seus estoques, na opinião do ministro.
“Tem que se considerar que o custo do trigo no pãozinho varia de 10% a 16%. Então, como a restrição de 5% da importação implicaria aumento de 16% no preço? Isso não tem lógica nenhuma. É terrorismo”, afirmou.
De acordo com a agência Brasil, ele mostrou aos jornalistas um gráfico com a variação do preço do trigo e do pão francês nos últimos três anos, no qual o primeiro sofreu variação de R$ 750 por tonelada em 2007 para menos de R$ 450 por tonelada neste ano. O valor do pãozinho, entretanto, se manteve no mesmo patamar, mesmo com a queda do valor de sua matéria-prima. “Alguém está ganhando dinheiro aí, e não é o produtor”, concluiu Stephanes.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
THE GUARDIAN: DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA QUER A VITÓRIA DE SERRA
Reproduzo post do Democracia e Política:
OBS DESTE BLOG: O jornal britânico "THE GUARDIAN" ressalta hoje (02/02) que "a "derrota do partido de Lula seria uma vitória para o Departamento de Estado" [dos EUA]. Então, como corolário, a notícia do The Guardian poderia ser: "A VITÓRIA DE SERRA SERIA VITÓRIA DO DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA".
Por que o Dept. de Estado dos EUA quer assim? Em síntese, respondo. Como Serra já enfatizou durante a sua campanha de 2002, de que era contra a ênfase ao Mercosul e favorável à adesão do Brasil à ALCA, tudo está explicado.
Como este blog já postou em 23/11/2009, o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães resumiu o malefício da ALCA para o Brasil ao responder à seguinte pergunta do jornal Zero Hora:
"O senhor se arrepende de ter sido contra o ingresso do Brasil na Área de Livre Comércio das Américas (Alca)?
Nem por um décimo de segundo. Se tivéssemos entrado na Alca, talvez hoje estaríamos como o México, cujo PIB retrocedeu em mais de 10%. A Alca não é um acordo de livre comércio, ela estabelece regras que eliminam a possibilidade de uma política econômica autônoma. Em um país subdesenvolvido como o Brasil, com enormes diferenças sociais, a ação do Estado é indispensável. Se tivéssemos aderido à Alca, o Banco do Brasil não seria mais público, nem existiriam o BNDES ou a Caixa Econômica Federal."
Em 30/11/2009, este blog também escreveu:
"Para os EUA, não interessa a criação de grupos de países que possam ser mais resistentes aos interesses norte-americanos. A ALCA e a NAFTA, por eles comandados, devem ser fortalecidos. O MERCOSUL, com grande influência do Brasil, deve ser enfraquecido.
Os demotucanos, em coerência com a política antinacional implantada nos anos 90, continuam a obedecer aos interesses norte-americanos e tudo fazem para diminuir o peso do MERCOSUL."
Ainda, em 23/04/2008 este blog escreveu:
"ALCA: O EXEMPLO DO MÉXICO - CAI OUTRA BANDEIRA TUCANOPEFELENTA
Todos nós lembramos dos belos discursos e ações “modernizantes” e “neoliberalizantes”, tão decantados no Brasil nos tempos do governo PSDB/PFL-DEM/FHC. Tudo aquilo era muito endeusado e repetido a exaustão na nossa mídia.
Os EUA pretendiam daquela maneira, e ainda pretenderão, agravar e perpetuar o seu poder no Brasil por meio da ALCA.
O nosso então Presidente FHC era muito simpático àquela “aliança” (submissão) com os EUA ser rapidamente estabelecida.
Afirmou em Washington, em 21/04/1995, que estava seguro que a meta de criar a ALCA seria alcançada em 2005 (discurso em sessão solene do Conselho da Organização dos Estados Americanos).
Ainda na esteira do apoio aos tucanopefelentos, grande jornal brasileiro (Folha de São Paulo) publicou em 2004 que deveríamos aceitar logo as imposições dos EUA para a ALCA “mesmo que em condições não-satisfatórias para o Brasil”(sic!).
Porém, todos aqueles pilares que sustentaram o prestígio dos nossos partidos e imprensa “conservadores” pró-EUA estão desabando.
Hoje, 23/04/2008, li no jornal francês "Le Monde Diplomatique" (Brasil), edição de abril, que ruiu outra quimera que nos era endeusada pelo governo FHC.
O México, que nos era citado como o belo exemplo para entrarmos na ALCA, naufragou. Ele era o modelo citado por FHC/PSDB/PFL, por ter aderido à NAFTA (o embrião da ALCA). O México agora chegou à conclusão que foi logrado pelos EUA".
Bom, não é necessário estender o texto para compreendermos por que a volta da direita ao poder na eleição deste ano, com Serra/PSDB/DEM/PPS, interessa tanto ao Departamento de Estado dos EUA. Vejamos o seguinte trecho da coluna "Toda Mídia", de Nelson de Sá, publicada hoje (02/02/2010) na Folha de São Paulo [entre colchetes colocado por este blog]:
O JOGO DOS EUA?
A estatal Agência Brasil destacou que o novo embaixador dos EUA, Thomas Shannon, "apresenta credenciais" a Lula na quinta. E que, "para o governo brasileiro, a escolha de Shannon é motivo de comemoração".
Por outro lado, o colunista do "Guardian" [*] Mark Weisbrot, do "Liberal Center for Economic and Policy Research", de Washington, escreve contra "O jogo dos EUA na América Latina".
Questiona ações em Honduras e Haiti e ressalta que a "derrota do partido de Lula seria uma vitória para o Departamento de Estado".
Diz que "os EUA, na verdade, já intervieram recentemente na política brasileira, em 2005, organizando conferência" para influenciar [contra Lula/PT] a reforma política, como revelou a Folha."
OBS DESTE BLOG: O jornal britânico "THE GUARDIAN" ressalta hoje (02/02) que "a "derrota do partido de Lula seria uma vitória para o Departamento de Estado" [dos EUA]. Então, como corolário, a notícia do The Guardian poderia ser: "A VITÓRIA DE SERRA SERIA VITÓRIA DO DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA".
Por que o Dept. de Estado dos EUA quer assim? Em síntese, respondo. Como Serra já enfatizou durante a sua campanha de 2002, de que era contra a ênfase ao Mercosul e favorável à adesão do Brasil à ALCA, tudo está explicado.
Como este blog já postou em 23/11/2009, o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães resumiu o malefício da ALCA para o Brasil ao responder à seguinte pergunta do jornal Zero Hora:
"O senhor se arrepende de ter sido contra o ingresso do Brasil na Área de Livre Comércio das Américas (Alca)?
Nem por um décimo de segundo. Se tivéssemos entrado na Alca, talvez hoje estaríamos como o México, cujo PIB retrocedeu em mais de 10%. A Alca não é um acordo de livre comércio, ela estabelece regras que eliminam a possibilidade de uma política econômica autônoma. Em um país subdesenvolvido como o Brasil, com enormes diferenças sociais, a ação do Estado é indispensável. Se tivéssemos aderido à Alca, o Banco do Brasil não seria mais público, nem existiriam o BNDES ou a Caixa Econômica Federal."
Em 30/11/2009, este blog também escreveu:
"Para os EUA, não interessa a criação de grupos de países que possam ser mais resistentes aos interesses norte-americanos. A ALCA e a NAFTA, por eles comandados, devem ser fortalecidos. O MERCOSUL, com grande influência do Brasil, deve ser enfraquecido.
Os demotucanos, em coerência com a política antinacional implantada nos anos 90, continuam a obedecer aos interesses norte-americanos e tudo fazem para diminuir o peso do MERCOSUL."
Ainda, em 23/04/2008 este blog escreveu:
"ALCA: O EXEMPLO DO MÉXICO - CAI OUTRA BANDEIRA TUCANOPEFELENTA
Todos nós lembramos dos belos discursos e ações “modernizantes” e “neoliberalizantes”, tão decantados no Brasil nos tempos do governo PSDB/PFL-DEM/FHC. Tudo aquilo era muito endeusado e repetido a exaustão na nossa mídia.
Os EUA pretendiam daquela maneira, e ainda pretenderão, agravar e perpetuar o seu poder no Brasil por meio da ALCA.
O nosso então Presidente FHC era muito simpático àquela “aliança” (submissão) com os EUA ser rapidamente estabelecida.
Afirmou em Washington, em 21/04/1995, que estava seguro que a meta de criar a ALCA seria alcançada em 2005 (discurso em sessão solene do Conselho da Organização dos Estados Americanos).
Ainda na esteira do apoio aos tucanopefelentos, grande jornal brasileiro (Folha de São Paulo) publicou em 2004 que deveríamos aceitar logo as imposições dos EUA para a ALCA “mesmo que em condições não-satisfatórias para o Brasil”(sic!).
Porém, todos aqueles pilares que sustentaram o prestígio dos nossos partidos e imprensa “conservadores” pró-EUA estão desabando.
Hoje, 23/04/2008, li no jornal francês "Le Monde Diplomatique" (Brasil), edição de abril, que ruiu outra quimera que nos era endeusada pelo governo FHC.
O México, que nos era citado como o belo exemplo para entrarmos na ALCA, naufragou. Ele era o modelo citado por FHC/PSDB/PFL, por ter aderido à NAFTA (o embrião da ALCA). O México agora chegou à conclusão que foi logrado pelos EUA".
Bom, não é necessário estender o texto para compreendermos por que a volta da direita ao poder na eleição deste ano, com Serra/PSDB/DEM/PPS, interessa tanto ao Departamento de Estado dos EUA. Vejamos o seguinte trecho da coluna "Toda Mídia", de Nelson de Sá, publicada hoje (02/02/2010) na Folha de São Paulo [entre colchetes colocado por este blog]:
O JOGO DOS EUA?
A estatal Agência Brasil destacou que o novo embaixador dos EUA, Thomas Shannon, "apresenta credenciais" a Lula na quinta. E que, "para o governo brasileiro, a escolha de Shannon é motivo de comemoração".
Por outro lado, o colunista do "Guardian" [*] Mark Weisbrot, do "Liberal Center for Economic and Policy Research", de Washington, escreve contra "O jogo dos EUA na América Latina".
Questiona ações em Honduras e Haiti e ressalta que a "derrota do partido de Lula seria uma vitória para o Departamento de Estado".
Diz que "os EUA, na verdade, já intervieram recentemente na política brasileira, em 2005, organizando conferência" para influenciar [contra Lula/PT] a reforma política, como revelou a Folha."
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Claudio Lembo: EUA - Solidariedade com objetivos
Cláudio Lembo
De São Paulo
De São Paulo
É o destino dos humanos. Sobreviver e sepultar os seus iguais. Quanto antes melhor. É preciso evitar epidemias. Contágios. A peste. Sempre foi assim. Por todas as partes, não seriam diferente no pobre Haiti.
Sepultados os mortos, mal alimentados os sobreviventes, é hora de se refletir sobre os acontecimentos após a tragédia. Tudo até agora foram analises superficiais. De ocasião.
O Haiti situa-se no espaço geográfico primeiro alcançado - oficialmente - pelos europeus, em 1492. A ilha denominada a Espanhola. O seu território, por razões européias, dividiu-se em dois: República Dominicana e Haiti.
Localizado na parte ocidental da ilha, a partir de 1697, o Haiti foi cedido pela Espanha à França. Os franceses, conhecidos pelas suas práticas colonialistas, transformaram o espaço haitiano em cenário escravagista.
Muitas foram as revoltas e as mortes de negros escravizados. A situação conduziu a primeira conquista de independência nacional na América.
Uma revolta de escravos, capitaneada por François Dominique Toussaint L'Ouverture, conquistou a liberdade para o povo haitiano em 1804. Faltava ao novo estado nacional infraestrutura para uma sólida caminhada.
O colonizador deixará, no entanto, como herança miséria e alguns traços na língua nacional: o creolo, formado por várias de línguas africanas e palavras do idioma francês.
Toussaint operou seu movimento com ajuda dos franceses. Estes desejavam expulsar do território haitiano os ingleses e os espanhóis. Os combates iniciaram-se em 1798.
Amarga circunstância. Os povos colonizadores sempre utilizaram o povo haitiano para suas lutas políticas em detrimento da sorte dos habitantes, um dia deslocados, por motivos egoísticos, da África para a América.
Os norte-americanos, por motivos estratégicos e humanitários, ocuparam, por grande espaço de tempo, esta parte da ilha descoberta por Colombo. Retiraram-se e grupos locais tomaram o poder.
A miséria espalhou-se pela ilha. Os dirigentes lançaram-se em episódios de ganância e desprezo pela população. Tudo caminhou muito mal. Nada deu certo. A não ser as formas espúrias de obtenção do lucro fácil.
Chega-se neste século XXI e a natureza cobrou sua parte neste triste latifúndio. Produziu um terremoto e as conseqüências são conhecidas por todos.
A morte cobrou seu preço. Por atacado. Centenas de milhares de pessoas morreram sem qualquer possibilidade de fuga ou defesa. Morreram sem salvação.
Certamente, a tragédia do Haiti - vista por toda humanidade, via televisão e internet - é um dos mais graves episódios da História.
Enterrados os mortos, socorridos os sobreviventes, cabe agora analisar os resultados advindos da catástrofe. Primeiro enaltecer a mobilização de vários países na busca de lenitivo ao povo haitiano.
Foram muitos os auxílios desinteressados. Há, porém, outra face da moeda. Os norte-americanos, sem nenhum incentivo da ONU, desembarcaram mais de dez mil homens nas praias do Haiti.
À primeira vista, notável exemplo de solidariedade humana. Entretanto, examinado os fatos com projeção no tempo, constata-se que a operação realizou-se com base na Doutrina Powell.
Segundo esta doutrina, as operações - de guerra - devem ser realizadas com grande eficiência e com força máxima para abafar o inimigo já no primeiro momento.
Os norte-americanos - vista a operação com olhos de ver - parecem ter se aproveitado do momento trágico para ocupar o espaço ocidental da Espanhola, a ilha onde Colombo aportou.
Procuram, daqui para o futuro, exterminar um ponto privilegiado do tráfego de drogas para os Estados Unidos e Europa. É o primeiro ganho da operação.
O segundo - é bom não esquecer - o norte do Haiti fica a cerca de cem quilômetros do sul de Cuba. Um porta-aviões natural estacionou ao lado da ilha do Caribe vestida de vermelho.
Um ato humanitário e dois objetivos atingidos. Política internacional sem traços de pura fraternidade. Apenas o clássico utilitarismo. Cada povo com seus valores e cultura.
Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.
Fonte: Terra Magazine
terça-feira, 7 de julho de 2009
Lí no Blog de Um Sem Mídia o artigo abaixo falando sobre a velha mídia e seus interesses excusos.
Terrorista de Israel e o Silêncio da Mídia
Altamiro Borges
Nos meses de abril e maio passado, a mídia hegemônica fez um baita escândalo contra a visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que estava agendada há meses para assinar vários acordos comerciais de interesse dos dois países. A TV Globo chegou a dar destaque a um reduzido protesto da comunidade israelense no Rio Janeiro. Alegando compromissos eleitorais, o governo iraniano cancelou a viagem na última hora, o que foi comemorado como “uma vitória dos direitos humanos” pela mídia colonizada, ventríloqua dos interesses imperiais dos EUA. [...]
Logo na seqüência, em junho, a mesma “grande imprensa” fez o maior escarcéu com o resultado das eleições no Irã, que garantiram 64% dos votos para Ahmadinejad. Ela amplificou a mentira de que a eleição fora fraudada. Nem o alerta de um diretor da “informada” CIA, confirmando a legitimidade do pleito, serviu para acalmar os ânimos colonizados dos barões da mídia. Eles não disfarçaram o temor com a rebeldia crescente do Irã, que coloca em risco os “valores ocidentais” e desafia o decadente imperialismo. Nos mesmos dias, o assassinato de dezenas de indígenas no Peru, um país vizinho, foi ofuscado pelas manchetes contra a “fraude” no Irã. Haja engodo!
Rechaçar a visita do ministro-terrorista
Agora, esta mesma mídia manipuladora silencia sobre a visita ao Brasil, em julho, de um dos maiores carniceiros da Israel, o ministro de Relações Exteriores Avigdor Lieberman. Neste caso, não há dúvidas ou suspeitas: Lieberman é um racista assumido, que prega descaradamente ações terroristas. O jornal Água Verde, publicado no Paraná, preparou um dossiê sobre esse asqueroso personagem que, evidentemente, não será reproduzido pela chamada “grande imprensa”. Vale à pena conhecer sua história, até para organizar, desde já, protestos contra a sua indesejada visita.
“Virá ao Brasil no final deste mês de julho o racista e terrorista israelense Avigdor Lieberman, ministro das Relações Exteriores de Israel, com a única tarefa de pressionar o governo brasileiro a romper relações com o Irã, país com o qual o Brasil tem ótimas relações comerciais. Em todo o país estão sendo organizadas manifestações de repúdio à vinda de Lieberman, um judeu sionista (racista) nascido na Moldávia.
Lieberman participou da quadrilha liderada por Ariel Sharon e responde a processos na Justiça por envolvimento com o crime organizado (Máfia Russa), incluindo tráfico de drogas. Ele é fundador do partido de extrema direita Yisrael Beitenu (“Israel é nossa casa”), que apoiou o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em troca de cargos no governo. Entre as declarações racistas e criminosas do terrorista Lieberman destacamos as seguintes:
“Transformar o Irã num aterro”
- Em 1998, ele defendeu a inundação do Egito através do bombardeio da Represa de Assuã;
- Em 2001, como ministro da Infraestrutura Nacional de Israel, propôs que a Cisjordânia fosse dividida em quatro cantões sem governo palestino central e sem a possibilidade dos palestinos transitarem na região;
- Em 2002 o jornal israelense Yedioth Ahronoth publicou a seguinte declaração de Lieberman: “As 8 da manhã nós vamos bombardear todos os seus centros comerciais, à meia-noite as estações de gás, e às duas horas vamos bombardear seus bancos”.
- Em 2003 o diário israelense Haaretz informou que Lieberman defendeu que os milhares de prisioneiros palestinos detidos em Israel fossem afogados no Mar Morto, oferecendo, cinicamente, ônibus para o transporte;
- Em maio de 2004, ele propôs um plano de transferência de territórios palestinos, anexando os territórios palestinos e expulsando a população nativa;
- Em maio de 2004, afirmou que 90% dos 1,2 milhão de cidadãos palestinos de Israel “tinham de encontrar uma nova entidade árabe para viver”, fora das fronteiras de Israel. “Aqui não é o lugar deles. Eles podem pegar suas trouxas e dar no pé!”
- Em maio de 2006, ele defendeu o assassinato dos membros árabes do Knesset (Parlamento israelense) que haviam se encontrado com os membros do Hamas integrantes da Autoridade Palestina para discutir acordos de paz na região;
- Em dezembro de 2008, defendeu o uso de armas químicas e nucleares contra a Faixa de Gaza, afirmando que seria “perda de tempo usar armas convencionais. Devemos jogar uma bomba atômica em Gaza para reduzir o tempo de conflito, assim como os EUA atacaram em Hiroshima na Segunda Guerra”, afirmou em entrevista em jornal israelense Haaretz;
- Em junho de 2009, discursou no Knesset israelense ameaçando “transformar o Irã num aterro”, através do bombardeio do país com armas nucleares.
Terrorista de Israel e o Silêncio da Mídia
Altamiro Borges
Nos meses de abril e maio passado, a mídia hegemônica fez um baita escândalo contra a visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que estava agendada há meses para assinar vários acordos comerciais de interesse dos dois países. A TV Globo chegou a dar destaque a um reduzido protesto da comunidade israelense no Rio Janeiro. Alegando compromissos eleitorais, o governo iraniano cancelou a viagem na última hora, o que foi comemorado como “uma vitória dos direitos humanos” pela mídia colonizada, ventríloqua dos interesses imperiais dos EUA. [...]
Logo na seqüência, em junho, a mesma “grande imprensa” fez o maior escarcéu com o resultado das eleições no Irã, que garantiram 64% dos votos para Ahmadinejad. Ela amplificou a mentira de que a eleição fora fraudada. Nem o alerta de um diretor da “informada” CIA, confirmando a legitimidade do pleito, serviu para acalmar os ânimos colonizados dos barões da mídia. Eles não disfarçaram o temor com a rebeldia crescente do Irã, que coloca em risco os “valores ocidentais” e desafia o decadente imperialismo. Nos mesmos dias, o assassinato de dezenas de indígenas no Peru, um país vizinho, foi ofuscado pelas manchetes contra a “fraude” no Irã. Haja engodo!
Rechaçar a visita do ministro-terrorista
Agora, esta mesma mídia manipuladora silencia sobre a visita ao Brasil, em julho, de um dos maiores carniceiros da Israel, o ministro de Relações Exteriores Avigdor Lieberman. Neste caso, não há dúvidas ou suspeitas: Lieberman é um racista assumido, que prega descaradamente ações terroristas. O jornal Água Verde, publicado no Paraná, preparou um dossiê sobre esse asqueroso personagem que, evidentemente, não será reproduzido pela chamada “grande imprensa”. Vale à pena conhecer sua história, até para organizar, desde já, protestos contra a sua indesejada visita.
“Virá ao Brasil no final deste mês de julho o racista e terrorista israelense Avigdor Lieberman, ministro das Relações Exteriores de Israel, com a única tarefa de pressionar o governo brasileiro a romper relações com o Irã, país com o qual o Brasil tem ótimas relações comerciais. Em todo o país estão sendo organizadas manifestações de repúdio à vinda de Lieberman, um judeu sionista (racista) nascido na Moldávia.
Lieberman participou da quadrilha liderada por Ariel Sharon e responde a processos na Justiça por envolvimento com o crime organizado (Máfia Russa), incluindo tráfico de drogas. Ele é fundador do partido de extrema direita Yisrael Beitenu (“Israel é nossa casa”), que apoiou o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em troca de cargos no governo. Entre as declarações racistas e criminosas do terrorista Lieberman destacamos as seguintes:
“Transformar o Irã num aterro”
- Em 1998, ele defendeu a inundação do Egito através do bombardeio da Represa de Assuã;
- Em 2001, como ministro da Infraestrutura Nacional de Israel, propôs que a Cisjordânia fosse dividida em quatro cantões sem governo palestino central e sem a possibilidade dos palestinos transitarem na região;
- Em 2002 o jornal israelense Yedioth Ahronoth publicou a seguinte declaração de Lieberman: “As 8 da manhã nós vamos bombardear todos os seus centros comerciais, à meia-noite as estações de gás, e às duas horas vamos bombardear seus bancos”.
- Em 2003 o diário israelense Haaretz informou que Lieberman defendeu que os milhares de prisioneiros palestinos detidos em Israel fossem afogados no Mar Morto, oferecendo, cinicamente, ônibus para o transporte;
- Em maio de 2004, ele propôs um plano de transferência de territórios palestinos, anexando os territórios palestinos e expulsando a população nativa;
- Em maio de 2004, afirmou que 90% dos 1,2 milhão de cidadãos palestinos de Israel “tinham de encontrar uma nova entidade árabe para viver”, fora das fronteiras de Israel. “Aqui não é o lugar deles. Eles podem pegar suas trouxas e dar no pé!”
- Em maio de 2006, ele defendeu o assassinato dos membros árabes do Knesset (Parlamento israelense) que haviam se encontrado com os membros do Hamas integrantes da Autoridade Palestina para discutir acordos de paz na região;
- Em dezembro de 2008, defendeu o uso de armas químicas e nucleares contra a Faixa de Gaza, afirmando que seria “perda de tempo usar armas convencionais. Devemos jogar uma bomba atômica em Gaza para reduzir o tempo de conflito, assim como os EUA atacaram em Hiroshima na Segunda Guerra”, afirmou em entrevista em jornal israelense Haaretz;
- Em junho de 2009, discursou no Knesset israelense ameaçando “transformar o Irã num aterro”, através do bombardeio do país com armas nucleares.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Meu Amigo e Minha Festa!
Tenho um grande amigo e companheiro de muito tempo.
As vezes ele é meio inconsequente mas eu sempre o apoiei nas suas trapalhadas, mesmo porque também já fizemos as nossas e isso de certo modo é normal dependendo do ponto de vista.
Temos muitos interesses em comum onde nosso laço de amizade, colaboração e afinidade está acima de qualquer outra coisa. Sem a menor sombra de dúvida.
Mas pensando aqui com meus botões chego a conclusão que ele agora está me colocando um belo abacaxi nas mãos.
Está tudo certo para minha grande festa nos próximos dias, mas esse meu querido amigo, o qual reiterei meu irrestrito apoio recentemente, está armando um grande "barraco".
Esperei muito tempo por esse evento, essa festa onde contarei com muitos outros convidados amigos ou conhecidos. Na verdade minha festa irá chamar atenção até mesmo de meus desafetos, tamanha a minha importância aos olhos do mundo.
Não fosse esse vacilo do meu querido amigo, os holofotes estariam totalmente voltados para minha pessoa. Tenho tantos desafios pela frente que precisarei de muito apoio e ajuda para vencê-los. Na verdade preciso estar com minha popularidade e credibilidade em alta aos olhos do mundo todo.
Mas com um amigo desses, sinceramente creio que nem preciso de inimigo!
Pior que nem posso acusá-lo de "assassino" pois na verdade ele se espelha nas minhas atitudes....
(.....BARACK OBAMA, presidente eleito dos EUA, refletindo sobre seu amigo do oriente medio ISRAEL que nesse momento descarrega suas armas nas cabeças de palestinos na faixa de Gaza.)
As vezes ele é meio inconsequente mas eu sempre o apoiei nas suas trapalhadas, mesmo porque também já fizemos as nossas e isso de certo modo é normal dependendo do ponto de vista.
Temos muitos interesses em comum onde nosso laço de amizade, colaboração e afinidade está acima de qualquer outra coisa. Sem a menor sombra de dúvida.
Mas pensando aqui com meus botões chego a conclusão que ele agora está me colocando um belo abacaxi nas mãos.
Está tudo certo para minha grande festa nos próximos dias, mas esse meu querido amigo, o qual reiterei meu irrestrito apoio recentemente, está armando um grande "barraco".
Esperei muito tempo por esse evento, essa festa onde contarei com muitos outros convidados amigos ou conhecidos. Na verdade minha festa irá chamar atenção até mesmo de meus desafetos, tamanha a minha importância aos olhos do mundo.
Não fosse esse vacilo do meu querido amigo, os holofotes estariam totalmente voltados para minha pessoa. Tenho tantos desafios pela frente que precisarei de muito apoio e ajuda para vencê-los. Na verdade preciso estar com minha popularidade e credibilidade em alta aos olhos do mundo todo.
Mas com um amigo desses, sinceramente creio que nem preciso de inimigo!
Pior que nem posso acusá-lo de "assassino" pois na verdade ele se espelha nas minhas atitudes....
(.....BARACK OBAMA, presidente eleito dos EUA, refletindo sobre seu amigo do oriente medio ISRAEL que nesse momento descarrega suas armas nas cabeças de palestinos na faixa de Gaza.)
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