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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Aviso à imprensa golpista, por Eduardo Guimarães



 
A Espada de Dâmocles, pintura de Richard Westall

Cumpre-me dar um aviso a determinados navegantes antes que tenham surtos golpistas e/ou ímpetos de usarem concessões públicas para favorecerem os candidatos a presidente que finalmente travarão o embate eleitoral no próximo domingo.

A representação do Movimento dos Sem Mídia requerendo investigação sobre uso eleitoral de concessões públicas de rádio e tevê por Globo e SBT, foi recebida pela Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) em 16/9 sob o número 100.0000.0120-19-2010-23.

O processo está em análise jurídica pela vice-procuradora-geral-eleitoral doutora Sandra Cureau, que deverá dar parecer sobre o caso na semana que vem, adotando, assim, os encaminhamentos cabíveis e exigíveis diante da gravidade da denúncia.

Houve atraso na apreciação da matéria devido à alegação pela PGE de que a nova representação do MSM foi equivocadamente apensada à nossa primeira representação sobre as pesquisas, protocolada naquela Procuradoria em abril último.

O processo do MSM, portanto, entrou na pauta da PGE nesta semana e, dessa maneira, só deve receber deliberação da PGE na semana que vem.

É até bom que seja assim. Eventuais novos crimes eleitorais de uso político de concessões públicas de rádio e tevê durante a reta final da eleição de domingo, visando favorecer ou prejudicar um ou mais candidatos, serão apensados ao processo.

FONTE: Blog Cidadania

Conversa Afiada: Dilma preside debate da Globo. Serra não foi. Estava no telefone

Serra depois de trucidar a Dilma: as olheiras se encontraram com as gengivas
O debate da Globo seria “decisivo”.

Segundo o PiG (*) e seus colonistas (**), no debate da Globo o jenio ia trucidar a Dilma.

Foi o oposto.

Dilma desmoralizou a platéia tucana, quando riu por ela dizer que todas as doações da campanha estavam registradas.

Dilma fica melhor quando vai para o ataque.

Não tem nenhum Ricardo Sérgio nas finanças da campanha da Dilma.

Dilma explicou muito bem o papel das UPPs no combate à violência urbana.

Dilma explicou os planos de expansão das ferrovias.

E, mais importante, ela explicou por que vai fazer um Governo de coalizão com o PMDB.

Dilma falou como Presidenta.

O Serra não foi ao debate.

Quando conseguiu se articular, além da manifestação autônoma de seu dedo anular direito, o jenio não foi mais do que um “prático em contabilidade”, como diz o meu amigo mineiro.

O amigo navegante se perguntaria – se conseguiu ficar até o fim – o que a Bláblárina Silva fez ali, além de enunciar o óbvio: tudo é “muito grave” !

Como ela explicaria que um anúncio da Natura entrou no break comercial do debate ?

Esquisito, não, amigo  navegante ?

E o Serra ?

O que ele tem a oferecer ?

Por que ele quis ser Presidente, além de querer ser ?

Esse tipo de debate não vai a lugar nenhum.

Amanhã, este Conversa Afiada pretende comparar o debate presidencial no Brasil e nos Estados Unidos, por exemplo.

Candidato não sabe fazer pergunta.

Quem sabe fazer pergunta é jornalista.

Mas, no Brasil, os candidatos e os partidos precisaram se proteger dos jornalistas, invariavelmente partidários e, na maioria, tucanos.

Deu nisso.

Um debate inócuo.

Em 2002, o Serra também anunciou que ia esmagar o Lula no debate final da Globo.

De fato, conseguiu.

O Serra esmagou o Lula na eleição por 39% a 61%.

Foi o que aconteceu agora.

O Serra massacrou a Dilma.

E vai perder no primeiro turno.

O Serra, desde 2002, tem 30%.

Bye-bye Serra forever.

Em tempo: Serra criou o Bolsa Família, o genérico, o programa anti-Aids, a bússola, a energia a vapor, o telescópio e o avião. A Lei da Gravidade, porém, é concepção original do Fernando Henrique.

Em tempo 2: falta esperar o que o Ali Kamel vai fazer na edição do debate. E o que o Lula poderia fazer, se o Kamel manipulasse a edição.

Em tempo 3: ninguém perguntou ao Serra sobre o telefonema ao Gilmar. Não deixe de votar na trepidante enquete: o que acontece se você telefonar para o Gilmar.

Em tempo 4: aos 20 minutos desta sexta-feira, Serra era um caco. A máscara da derrota. As olheiras, finalmente, se encontraram com as gengivas. Um encontro triunfal.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

FONTE: CONVERSA AFIADA

Debate da Globo: Nada Muda

Saí por um momento do meu boicote á Rede Globo e depois de tirar as teias de aranha do controle remoto sintonizei a PIG-mór para acompanhar o último debate para Presidente da República.

Ví um Plínio inteligente, porém um pouco perdido em meio aos papéis com temas e perguntas, demonstrando um bonito radicalismo que infelizmente não comporta a atual realidade brasileira.

Ví um Serra desanimado, meio borocochô, repetitivo e nada preparado para ser um chefe do executivo de uma nação grandiosa como o Brasil. Esqueceram de avisá-lo que não está concorrendo a uma prefeitura. Ainda me pergunto como e porque figuras desse nível ainda conseguem ser eleitos para administrar o mais rico Estado da Federação. Acho que isso nem Freud explica.

Ví uma Marina falante, vendendo a imagem de alguém que pensa a longo prazo, discutindo muito, porém com um discurso vazio, sem sentido, sem transmitir a menor segurança de viabilidade entre o que ela pensa e o que ela fala. Falar não significa necessariamente convencer os demais e para a "verde" do Gabeira faltou alma. Ela está ainda muito verde. Menos, Marina... bem menos...

Ví uma Dilma segura e ao mesmo tempo um tanto intranquila, talvez ciente da responsabilidade que o Governo atual depositou em suas mãos como representante da continuidade. Isso ao mesmo tempo em que é obrigada a se apresentar na casa do inimigo número um do jogo democrático no Brasil. Uma das empresas mais fortes e representante do radicalismo de direita, mãe do golpe de 64.
Além disso deve ter passado por sua cabeça as sujeiras todas que foram criadas pela Globo nas edições de debates anteriores pelos últimos anos.

Mesmo assim, num debate morno e sem muitas surpresas Dilma saiu-se bem e não há dúvidas que no próximo domingo dia 03 de Outubro será eleita a primeira mulher Presidente da República Federativa do Brasil. Se esperavam (os golpistas) alguma coisa do debate atual para poder melar as eleições de domingo, sinto muito mas por melhor editado que seja, dalí não sairá uma "bala de prata".

Que assim seja!

Em tempo: o controle remoto voltou para o cestinho de bugigangas não utilizadas aqui em casa.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PCC de SP é o GOLPE da Direita Reacionária Contra DILMA

A testemunha-bomba do PiG (*)
é para associar Dilma ao PCC 

Na foto, último argumento do PiG

O Conversa Afiada reproduz texto que recebeu de amigo  navegante.

Perceba a possível conexão entre o teor do texto e a notícia veiculada em Brasília:

A “bala de prata” é a maior fraude da história política do Brasil


Indivíduos do Capital e da região de Sorocaba, com diversas passagens pela polícia (roubos, receptação, assaltos à mão armada, seqüestros etc.) foram contatados por políticos ligados ao PSDB local através de um elemento intermediário com trânsito mútuo;


Foram informados de que “prestariam serviços” e levados até um shopping da cidade de São José do Rio Preto;


Lá mantiveram encontro com outras três pessoas, descritas como “muito importantes”, e receberam um adiantamento em dinheiro vivo;


Não se tratava de qualquer encomenda de morte, assalto ou ato criminoso tão comum para os marginais recrutados;


Imediatamente, tais bandidos foram levados até o Rio de Janeiro, a um bairro identificado como Jardim Botânico, onde ficaram confinados por dois dias;


Uma equipe de TV, num estúdio particular, gravou longa entrevista com os bandidos. O script era o seguinte: “somos do PCC, sempre apoiamos o governo Lula e estamos com Dilma”. Não fugiu disso, com variações e montagens em torno de uma relação PCC/Lula/PT/Dilma;


Os bandidos recrutados também foram instruídos a fazer ligações telefônicas para diversos comparsas que cumprem penas em penitenciárias do Estado de São Paulo. A ordem era clara: simular conversas que “comprovassem” a ligações entre o PCC e a campanha de Dilma;


Tudo foi gravado em áudio e vídeo;


A farsa começou a ser desmontada quando o pagamento final pelo serviço veio aquém do combinado;


Ao voltarem para São Paulo, alguns dos que gravaram a farsa decidiram, então, denunciar o esquema, relatando toda a incrível história acima com riqueza de detalhes;


As autoridades já estão no encalço da bandidagem. De toda a bandidagem;


A simulação seria veiculada por uma grande emissora de TV e por uma revista depois do término do horário eleitoral, causando imenso tumulto e comoção, sem que a candidata Dilma Rousseff, os partidos que a apóiam e o próprio governo Lula tivessem o tempo de denunciar a criminosa armação;


Essa é a “bala de prata”. Já se sabe seu conteúdo, os farsantes e o custo, além dos detalhes. Faltam duas peças: quem mandou e quem veicularia (ou ainda terá o desplante de veicular?) a maior fraude da história política brasileira;


Com a palavra, as autoridades policiais.

A propósito, o amigo navegante enviou essa “nota” extraída da imprensa de Brasilia:

29/09/2010 | 00:00 – www.claudiohumberto.com.br

Almoço global

A Rede Globo oferece em São Paulo almoço vip, nesta quinta, data do último debate presidencial, a Leandro Daiello, superintendente local da Polícia Federal – que anda atarefada com inquéritos de Erenice & cia.

Navalha
Quem manda na Polícia Federal de São Paulo ?


Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Conversa Afiada: Globo foi o maior dedo duro de 1964

Amigo navegante enviou ao Conversa Afiada essas duas páginas do Globo de 7 de abril de 1964.

É um documento histórico.

Atribuído a um grupo de democratas, o Globo publicou no dia 7 de abril de 1964, poucos dias depois da intervenção militar, a lista dos que tinham assinado um manifesto do Comando dos Trabalhadores Intelectuais.

Como hoje, o Globo do Dr Roberto colaborava com o Golpe: “chamamos a atenção de alto-comando militar para os nomes que o assinaram”.

É o dedo duro na sua manifestação mais cristalina.

Repare, amigo navegante, alguns dos nomes que o Globo queria mandar para a câmara de torturas:

Ferreira Gullar, Carlos Diegues, Arnaldo Jabour, Chico Anísio, Paulo Francis, Tereza Rachel, Jorge Zahar.

Que horror !

É a “Lista de Schindler” de sinal trocado: é a “Lista do Globo”, dos que deveriam ser cremados.

Viva o Brasil !


Paulo Henrique Amorim

Confira os documentos:


FONTE: Conversa Afiada


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ministério Público Federal: A TV Globo Desrespeita a Constituição Federal

O MPF (Ministério Público Federal) emitiu nesta quarta-feira parecer contra a TV Globo e o Clube dos Treze por prática de cartel. Segundo o órgão, a emissora deve ser condenada por se unir à TV Bandeirantes para cobrir proposta do SBT, além de exercer influência direta sobre o formato de venda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

O Clube dos Treze, por sua vez, é acusado de executar contratos sob regime de exclusividade. Para o MPF, a emissora e a entidade compactuaram na venda da transmissão de partidas com exclusividade. A Globo Comunicações teria atuado de maneira anticompetitiva junto à entidade ao exigir a preferência na hora de renovar os contratos.

O processo tramita no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Globo alega que a preferência é competitivamente neutra, uma vez que não impede o acirramento da concorrência a cada fase de renovação de contrato. Já o Clube dos 13 defende que a exclusividade não implicaria dano à concorrência, apenas uma garantia da transmissão a quem adquiriu o produto.

O atual contrato da TV Globo e da TV Bandeirantes com o Clube dos 13, assinado em 2008, é válido até o final da temporada 2011 do futebol brasileiro. O acordo estabelece direitos de transmissão de TV aberta para as duas emissoras, de TV fechada para o grupo Globosat, entre outros.

Confira a íntegra da nota do MPF

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu parecer contra a TV Globo e o Clube dos Treze por prática de cartel em processo que tramita no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Para o MPF, a emissora deve ser condenada por se unir à TV Bandeirantes para cobrir proposta do SBT, além de exercer influência direta sobre o formato de venda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Já o Clube dos Treze é acusado de executar contratos sob regime de exclusividade.

Em defesa a emissora alega que a preferência é competitivamente neutra, uma vez que não impede o acirramento da concorrência a cada fase de renovação de contrato. Já o Clube defende que a exclusividade não implicaria dano à concorrência, mas apenas uma garantia da transmissão a quem adquiriu o produto.

Segundo a Secretaria de Direito Econômico (SDE), responsável pela investigação de práticas anticoncorrenciais, os direitos de transmissão devem ser vendidos em três pacotes separados, evitando a venda conjunta. Além disso, a SDE sugere que seja proibida a cláusula de direito de preferência na renovação em todos os contratos.

Para o MPF, a emissora e o clube de futebol compactuaram na venda da transmissão de partidas com exclusividade. A Globo Comunicações teria atuado de maneira anticompetitiva junto ao Clube ao exigir a preferência na hora de renovar os contratos. "A prática teve efeitos anticompetitivos. O Clube dos Treze e a Globo limitaram e prejudicaram a livre concorrência ao usar a cláusula de preferência", explicou procurador regional da República e representante substituto do MPF junto ao Cade, Marcus da Penha Souza Lima.

A TV Globo ainda teria desrespeitado a Constituição Federal, que determina que "os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio". A emissora e os clubes são acusados de impedir o acesso de novas empresas no mercado e criar dificuldades ao desenvolvimento de concorrentes.

O MPF pede que seja instaurado novo processo administrativo para investigar e avaliar melhor as condutas de venda de transmissão e os possíveis efeitos anticompetitivos.

FONTE: TERRA

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Miro: TV Globo, o clip do Serra e os ingênuos

O clima é de velório na TV Globo! Em menos de 24 horas, a poderosa emissora foi obrigada a retirar do ar um comercial comemorativo dos seus 45 anos que custou uma fortuna – envolvendo vários artistas e milionária produção. O clip parecia uma peça publicitária do presidenciável demotucano José Serra. Utilizava um bordão semelhante ao da sua campanha, “O Brasil pode mais”, com as estrelas globais em coro implorando “todos queremos mais”, e trazia em destaque o número 45, o mesmo da legenda do PSDB – inclusive com uma fonte de letra bastante similar.

O ousado e descarado comercial gerou uma imediata onda de indignação na globosfera. Marcelo Branco, um dos responsáveis pela campanha de Dilma Rousseff na internet, acusou a TV Globo de fazer propaganda subliminar do adversário. “Eu e toda a rede vimos essa alusão”, disparou em seu twitter. Já o jornalista Paulo Henrique Amorim, do acessado blog Conversa Afiada, exigiu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) averiguasse a possibilidade de crime eleitoral promovido pela emissora. O “clip pró Serra” foi exibido com críticas em centenas de sítios e blogs.

Desculpa esfarrapada e risível

Diante do levante dos internautas, a emissora colocou o rabinho entre as pernas e retirou o vídeo das telinhas e do seu próprio sitio. Quem clica na página recebe a curta mensagem: “página não encontrada”. Numa nota lacônica, a Central Globo de Comunicação ainda tentou justificar a feia pisada na bola. Afirmou que o filme foi criado em novembro de 2009, quando “não existiam nem candidaturas muito menos slogans”, e informou: “Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme”.

A desculpa é das mais esfarrapadas e risíveis. Será que o candidato tucano, após reunião secreta no Jardim Botânico, roubou o mote do comercial comemorativo de TV Globo? Seria mais um crime de plágio, tão comum a Serra. Ou foi a emissora que aproveitou o lema de campanha da oposição para fazer propaganda antecipada? Seria um nítido crime eleitoral. Ou as duas hipóteses? Os vínculos políticos entre Serra e a famíglia Marinho são antigos e notórios. A TV Globo teria todo o tempo hábil para cancelar o clip e evitar o vexame, mas preferiu apostar no seu prestígio.

Uma emissora “tendenciosa” e cínica

Quanto a ser tachada de “tendenciosa”, como afirma a risível nota, isto não é uma acusação, mas sim um fato – comprovado pela história. A TV Globo tentou fraudar a vitória de Leonel Brizola nas eleições para o governo do Rio de Janeiro em 1982. A TV Globo escondeu as manifestações das Diretas-já, tratando um gigantesco ato em São Paulo como “uma festa de aniversário” da cidade. A TV Globo forjou a imagem do “caçador de marajás” para garantir a vitória de Collor de Mello em 1989. A TV Globo criminaliza os movimentos sociais, tratando-os como “caso de polícia”, e faz de tudo para desestabilizar o governo Lula – inclusive apostando no seu impeachment.

Mais recentemente, a TV Globo foi a principal patrocinadora do seminário da Casa Millenium, que reuniu os barões da mídia com o objetivo explícito de traçar uma tática unitária para derrotar Dilma Rousseff. Os astros globais, como Arnaldo Jabor, Willian Waack e outros, foram os mais hidrófobos nos ataques à candidata que representa a continuidade do projeto do governo Lula. O clip pró Serra talvez tenha sido uma das peças da TV Globo para a batalha sucessória. Mas a poderosa emissora, que se acha um semideus, acabou se dando mal e pagou um baita mico.

“Foi sem querer, querendo”

Este episódio grotesco traz várias lições. Por um lado, comprova que a batalha eleitoral deste ano será das mais sujas e ardilosas e confirma que os principais meios de comunicação já escolheram o seu lado e não vacilarão na campanha. Não dá para ser ingênuo ou alimentar qualquer ilusão na pretensa neutralidade da mídia. Por outro, ele mostra que a sociedade está mais atenta diante das manipulações e indica que a internet terá maior influência e será uma arma poderosa neste pleito, ajudando a fiscalizar as sujeiras e manobras dos barões da mídia.

Para Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador, “o interessante é que o recuo da Globo mostra que eles temem a internet. Foi pela internet que se deu o alarme contra a propaganda descarada para o Serra. A Veja pode se dar ao luxo de cair no gueto da extrema-direita... A Folha e o Estadão também podem cair no gueto. Já caíram. Mas a TV Globo, não. Ela fala para milhões. Se ficar colada à imagem dela o rótulo de antipopular, o estrago será enorme. A Globo – a essa altura do século 21 – precisa agir com um pouco mais de cautela. Vai fazer campanha para o Serra, não resta dúvida. Mas sempre que isso ficar escancarado, ela vai recuar e dizer: ‘foi sem querer, querendo’”.

FONTE: BLOG DO MIRO

terça-feira, 20 de abril de 2010

O dia em que a Globo voltou atrás (por medo)

Marco Aurélio Mello: O ator que protestou (e que não está sozinho)


“Todos queremos mais”
“Brasil, muito mais, é a sua escolha que nos satisfaz”

19.4.10

Os bastidores do quase-golpe

por Marco Aurélio Mello, em seu blog


Da série ficção, a preferida dos internautas.
Começou com um telefonema de um ator consagrado para o diretor do núcleo.
Ele estava irado com a peça promocional que foi ao ar na noite de Domingo.
Era um institucional de trinta segundos em que ele dizia apenas duas palavras.
Mas a montagem induzia o telespectador a acreditar que se tratava, não de uma campanha de aniversário da maior emissora de televisão do país, mas um mosaico grosseiro cujo slogan “a gente faz sempre mais” é uma clara alusão ao do candidato José Serra.

E para corroborar com a leviandade, ainda vinha o número quarenta e cinco assinado na peça, ao lado do logotipo.

Ao todo, foram quarenta celebridades entre as turmas das produções, humor, shows, esporte e jornalismo.

Achei até curioso a manifestação ter partido de um ator e não de um de nós.
Afinal, vendemos a eles apenas nossa força de trabalho, não nossas consciências.

Será?
Nem sei mais…

O ator foi duro e franco com o executivo da empresa.
Se alguma providência não fosse tomada, ele ia aos jornais dizer que foi vítima de manipulação.

Era tudo o que a emissora não queria ouvir nessa altura do campeonato.
Ainda que seu candidato pudesse ser o mesmo que o da emissora, ele jamais se sujeitaria a trabalhar naquelas condições.

E antes de desligar, avisou: Eu não estou sozinho.

O diretor pediu paciência, disse que ia encontrar uma saída.
Pensou em quem confiar num momento desses de conflito: talvez um executivo que tivesse bom transito com o jornalismo.

Afinal, foi coisa dos herdeiros da Corte do Cosme Velho, incentivados pelo Guardião da Doutrina da Fé, pensou.

Assim que amanheceu propôs o encontro ao executivo que considerou ser hábil o bastante para apagar o fogo.

Nisso a internet já fervilhava.

Pressões vinham de todos os lados, a opinião pública, os patrocinadores, os políticos, os amigos.

É preciso convencer a direção de que foi um tiro no pé.
Mas como fazer isso?

Juntando argumentos.

E lá foram os dois tentar convencer os acionistas de que aquilo fora um erro.
Os artistas respeitam os interesses comerciais e políticos da emissora, mas consideram que não cabe a eles exercer esse papel institucionalmente.

O artista é o vendedor de sonhos e ilusões para todos, não só para um determinado grupo político.

Afora os artistas, tem os jornalistas que emprestam sua credibilidade à emissora.
Ações assim podem arranhar para sempre esse vínculo com o telespectador.
E assim foram as tratativas durante toda a tarde.

Ok, mas qual seria a solução?

Pensaram em várias.

Ao final do encontro triunfou aquela que diz assim: “O texto do filme em comemoração aos 45 anos da Rede Globo foi criado – comprovadamente – em novembro do ano passado, quando não existiam nem candidaturas muito menos slogans. Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada. Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme.”

Esta noite não vai ser boa, nem para o Guardião, nem para a Central de Comunicação, e muito menos para o patrão. Nós aqui fora sabemos de tudo! O Povo não é bobo. Fiquem espertos.

PS do Azenha: Com a experiência que tenho em televisão, sei como essas coisas funcionam. O conjunto da obra só fica claro para quem gravou alguns segundos de uma peça ficcional quando ela é apresentada ao público. Duvido que tenha sido a internet a responsável pela decisão da emissora. Atribuo isso, acima de tudo, à reação interna e ao medo de que houvesse protestos públicos de quem se sentiu ludibriado!

FONTE: Viomundo do Jornalista Luiz Carlos Azenha

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Quem tem, tem medo não é Rede Gloebbels?

Globo decide suspender comercial acusado de ser pró-Serra




Qualquer semelhança, não é mera coincidência! 
Dá-lhe Globo que pensa que o povo é mesmo bobo!

Reportagem do TERRA:
Claudio Leal
Para não "ser acusada de tendenciosa" e favorável a José Serra (PSDB), a Central Globo de Comunicação decidiu suspender a veiculação da campanha institucional dos seus 45 anos. Segundo a emissora, a propaganda havia sido elaborada em novembro de 2009.

O coordenador da campanha da pré-candidata Dilma Rousseff (PT) na internet, Marcelo Branco, criticou a "mensagem subliminar" da propaganda, acusando-a de inspirar-se no lema de Serra, "O Brasil pode mais". No texto lido por atores e jornalistas, há a repetição da palavra "mais": "Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil?

Muito mais. É a sua escolha que nos satisfaz. É por você que a gente faz sempre mais". A idade da Globo, 45 anos, coincide com o número da legenda do PSDB, 45.

A Globo respondeu nesta tarde ao questionamento do Terra sobre a polêmica:
"O texto do filme em comemoração aos 45 anos da Rede Globo foi criado - comprovadamente - em novembro do ano passado, quando não existiam nem candidaturas muito menos slogans. Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada."
"Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme."
 
O comercial da Globo era protagonizado por estrelas da emissora: Lima Duarte, Luciano Huck, Angélica, Chico Anysio, Zeca Camargo, Fátima Bernardes, William Bonner, Miguel Falabella, Galvão Bueno, Cláudia Raia, Edson Celulari, Jô Soares e Ana Maria Braga, entre outros.

FONTE: TERRA e Vídeo: Youtube

terça-feira, 6 de abril de 2010

A Globo engana-se ao pensar que ainda engana o povo

A reprise de 2006. Agora, como farsa

por Luiz Carlos Azenha
Em 2005 e 2006 eu era repórter especial da TV Globo. Tinha salário de executivo de multinacional. Trabalhei na cobertura da crise política envolvendo o governo Lula.
Fui a Goiânia, onde investiguei com uma equipe da emissora o caixa dois do PT no pleito local. Obtivemos as provas necessárias e as reportagens foram ao ar no Jornal Nacional. O assunto morreu mais tarde, quando atingiu o Congresso e descobriu-se que as mesmas fontes financiadoras do PT goiano também tinham irrigado os cofres de outros partidos. Ou seja, a “crise” tornou-se inconveniente.
Mais tarde, já em 2006, houve um pequena revolta de profissionais da Globo paulista contra a cobertura política que atacava o PT mas poupava o PSDB. Mais tarde, alguns dos colegas sairam da emissora, outros ficaram. Na época, como resultado de um encontro interno ficou decidido que deixaríamos de fazer uma cobertura seletiva das capas das revistas semanais.
Funciona assim: a Globo escolhe algumas capas para repercutir, mas esconde outras. Curiosamente e coincidentemente, as capas repercutidas trazem ataques ao governo e ao PT. As capas “esquecidas” podem causar embaraço ao PSDB ou ao DEM. Aquela capa da Caros Amigos sobre o filho que Fernando Henrique Cardoso exilou na Europa, por exemplo, jamais atenderia aos critérios de Ali Kamel, que exerce sobre os profissionais da emissora a mesma vigilância que o cardeal Ratzinger dedicava aos “insubordinados”. 
Aquela capa da Caros Amigos, como vimos estava factualmente correta. O filho de FHC só foi “assumido” quando ele estava longe do poder.  Já a capa da Veja sobre os dólares de Fidel Castro para a campanha de Lula mereceu cobertura no Jornal Nacional de sábado, ainda que a denúncia nunca tenha sido comprovada.
Como eu dizia, aos sábados, o Jornal Nacional repercute acriticamente as capas da Veja que trazem denúncias contra o governo Lula e aliados. É o que se chama no meio de “dar pernas” a um assunto, garantir que ele continue repercutindo nos dias seguintes.
Pois bem, no episódio que já narrei aqui no blog eu fui encarregado de fazer uma reportagem sobre as ambulâncias superfaturadas compradas pelo governo quando José Serra era ministro da Saúde no governo FHC. Havia, em todo o texto, um número embaraçoso para Serra, que concorria ao governo paulista: a maioria das ambulâncias superfaturadas foi comprada quando ele era ministro.
Ainda assim, os chefes da Globo paulista garantiram que a reportagem iria ao ar. Sábado, nada. Segunda, nada. Aparentemente, alguém no Rio decidiu engavetar o assunto. E é essa a base do que tenho denunciado continuamente neste blog: alguns escândalos valem mais que outros, algumas denúncias valem mais que outras, os recursos humanos e técnicos da emissora — vastos, aliás — acabam mobilizados em defesa de certos interesses e para atacar outros.
Nesta campanha eleitoral já tem sido assim: a seletividade nas capas repercutidas foi retomada recentemente, quando a revista Veja fez denúncias contra o tesoureiro do PT. Um colega, ex-Globo, me encontrou e disse: “A fórmula é a mesma. Parece reprise”.
Ou seja, podemos esperar mais do mesmo:
– Sob o argumento de que a emissora está concedendo “tempo igual aos candidatos”, se esconde uma armadilha, no conteúdo do que é dito ou no assunto que é escolhido. Frequentemente, em 2006, era assim: repercutindo um assunto determinado pela chefia, a Globo ouvia três candidatos atacando o governo (Geraldo Alckmin, Heloisa Helena e Cristovam Buarque) e Lula ou um assessor defendendo. Ou seja, era um minuto e meio de ataques e 50 segundos de contraditório.
– O Bom Dia Brasil é reservado a tentar definir a agenda do dia, com ampla liberdade aos comentaristas para trazer à tona assuntos que em tese favoreçam um candidato em detrimento de outro.
– O Jornal da Globo se volta para alimentar a tropa, recorrendo a um grupo de “especialistas” cuja origem torna os comentários previsíveis.
– Mensagens políticas invadem os programas de entretenimento, como quando Alexandre Garcia foi para o sofá de Ana Maria Braga ou convidados aos quais a emissora paga favores acabam “entrevistados” no programa do Jô.
A diferença é que, graças a ex-profissionais da Globo como Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello e outros, hoje milhares de telespectadores e internautas se tornaram fiscais dos métodos que Ali Kamel implantou no jornalismo da emissora. Ele acha que consegue enganar alguém ao distorcer, deturpar e omitir.
É mais do mesmo, com um gostinho de repeteco no ar. A história se repete, agora com gostinho de farsa.
Querem tirar a prova? Busquem no site do Jornal Nacional daquele período quantas capas da Veja ou da Época foram repercutidas no sábado. Copiem as capas das revistas que foram repercutidas. Confiram o conteúdo das capas e das denúncias. Depois, me digam o que vocês encontraram.

Fonte: Viomundo do Jornalista Luiz Carlos Azenha

domingo, 14 de março de 2010

Conversa Afiada: Globo defende os americanos na briga sobre o algodão

Pedro Camargo tem a mania de defender os interesses do Brasil. Que
 horror !
Pedro Camargo tem a mania de defender os interesses do Brasil.
Que horror !

Pedro Camargo era o negociador internacional do Ministério da Agricultura, no Governo Fernando Henrique.
Competente, implacável, ele deu passos decisivos para a vitória brasileira, agora na Organização Mundial do Comércio.

Numa entrevista à CBN, ele contou que os americanos não fizeram NADA, enquanto a questão rolou na OMC, durante oito anos, desde 2001, 2002.

Nada.

Sentaram em cima de sua arrogância.

Agora, querem dar uma de vítima e dizer que pretendem negociar e o Brasil não quer.
Camargo contou que, quando o Brasil derrotou a União Européia, na mesma OMC, na mesma questão dos subsídios ao algodão, quando saiu a decisão da OMC a UE já tinha cortado os subsídios como a OMC recomendava.

E os Estados Unidos ?
Nada.

Pois não é que o PiG(*) – leia-se, sobretudo, a Globo – defende os americanos ?
Como diz um amigo meu que mora fora do Brasil: o Brasil é o único país do mundo que fica contra o Brasil quando vence numa corte internacional.
Viva o Brasil !

Sobre o papel antibrasileiro da Globo, leia o que saiu no Vermelho:

A sabujice da Globo diante do conflito comercial Brasil-EUA
O governo Obama não gostou das medidas anunciadas pelo governo Lula em retaliação aos subsídios ilegais que os EUA concedem aos produtores de algodão, o que não deixa de ser natural. Inusitada neste episódio foi a reação de alguns bajuladores e aliados do império, com destaque para as Organizações Globo da família Marinho.

Por Umberto Martins
Na noite de segunda-feira (8), o Jornal da Globo (televisivo) destacou matéria do diário inglês “Financial Times” sugerindo que o Brasil caminha para uma guerra comercial com os EUA. Na manhã do dia seguinte (9), o jornal “O Globo” chegou às bancas com a manchete principal enfatizando a ameaça de alta dos preços do pão nosso de cada dia em função da sobretaxa que será aplicada à importação do trigo norte-americano. Uma atitude que o ministro da agricultura, Reinhold Stephanes, classificou com muita propriedade de “terrorismo”.

O fora da lei
Em reunião com o ministro Miguel Jorge (do Desenvolvimento), realizada nesta terça em Brasília, o secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, procurou colocar panos quentes na controvérsia, afirmando que o governo Obama não está interessado em iniciar uma guerra comercial com o Brasil. Washington não tem razão nem mesmo pretexto para agir de outra forma. O fora da lei neste caso é o próprio Tio Sam e mais ninguém.

O governo brasileiro agiu rigorosamente dentro das normas internacionais e foi também criterioso ao definir setores e ramos de atividade que terão as tarifas de importação elevadas, de forma a não prejudicar a indústria e o desenvolvimento nacional. As medidas adotadas foram autorizadas pela Organização Mundial do Comércio (COM), que em novembro do ano passado considerou ilegais os subsídios governamentais aos produtores do algodão norte-americano, ao julgar ação movida pelo Itamaraty.

O valor das retaliações comerciais foi estimado em 591 bilhões de dólares, distribuídos por vários ramos, e não se espera que tenha grandes repercussões para a indústria estadunidense, segundo os especialistas. A OMC autorizou uma represália maior, de até US$ 829 milhões, e o governo promete aplicar os US$ 238 milhões restantes com quebra de patentes, o que pode provocar prejuízos mais concentrados e sensíveis, principalmente aos monopólios farmacêuticos.

Arrogância imperialista
O governo brasileiro priorizou o caminho do diálogo para resolver o impasse, mas a Casa Branca não parece propensa a conversas. No velho e arrogante estilo imperialista, o novo embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon, já chegou ao país falando em contrarretaliação, “como se a parte condenada por violação das normas internacionais fosse a vítima, não a culpada”, conforme notou o jornal “O Estado de São Paulo” em editorial publicado nesta terça.

A posição dos EUA, que se nega a rever as práticas protecionistas ilegais condenadas pela OMC, traduz o detestável unilateralismo imperial que alguns imaginaram superado com o fim do governo Bush, mas que infelizmente foi reafirmado e em certa medida fortalecido por Obama. Os interesses imperialistas de Washington não podem se sobrepor ao direito internacional.

Unilateralismo versus multilateralismo
Em contraposição à arrogância imperial, a retaliação anunciada pelo governo Lula constitui uma defesa do multilateralismo nas relações internacionais, pois “busca salvaguardar a credibilidade e legitimidade do sistema de soluções de controvérsias” da Organização Mundial do Comércio, conforme esclarece a nota divulgada pelo Itamaraty sobre o tema.

Também não temos razões para temer contrarretaliações. O Brasil já não depende tanto dos EUA como no passado. A importância comercial e financeira da maior potência capitalista do mundo para a economia nacional declinou e de forma acentuada ao longo dos últimos anos, inclusive por causa da rejeição da ALCA e da diversificação das exportações brasileiras. A China já é nossa maior parceira comercial.

Terrorismo
A especulação em torno da hipótese de aumento dos preços do pãozinho não tem fundamento e serve a interesses obscuros, segundo o ministro da Agricultura. Apenas 5% do trigo consumido no Brasil provêm dos EUA e podem ser importados de outros países, como a Argentina. “Estão fazendo terrorismo”, sustentou Stephanes.
A manchete de “O Globo” reflete a mentalidade colonizada, atrasada e subalterna que parte das classes dominantes brasileiras continuam cultivando em detrimento da soberania nacional. Mas, o ministro da Agricultura enxergou outros interesses menores neste jogo.

Especulação
“Já tem gente querendo ganhar dinheiro à custa de uma determinada situação”, comentou Stephanes na entrevista coletiva concedida em Brasília para apresentar o sexto levantamento da safra de grãos 2009/2010.
A especulação ocorre porque apenas cinco grandes grupos de moinhos controlam toda a comercialização de trigo no país e sempre pressionam o governo para reduzir a tarifa de importação, embora não aceitem abrir seus estoques, na opinião do ministro.
“Tem que se considerar que o custo do trigo no pãozinho varia de 10% a 16%. Então, como a restrição de 5% da importação implicaria aumento de 16% no preço? Isso não tem lógica nenhuma. É terrorismo”, afirmou.

De acordo com a agência Brasil, ele mostrou aos jornalistas um gráfico com a variação do preço do trigo e do pão francês nos últimos três anos, no qual o primeiro sofreu variação de R$ 750 por tonelada em 2007 para menos de R$ 450 por tonelada neste ano. O valor do pãozinho, entretanto, se manteve no mesmo patamar, mesmo com a queda do valor de sua matéria-prima. “Alguém está ganhando dinheiro aí, e não é o produtor”, concluiu Stephanes.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Leitores denunciam que telejornal paulista da Globo "vaza" em outras partes do Brasil

por Luiz Carlos Azenha
Vários comentaristas tem tratado deste assunto nos últimos dias: no sinal emitido para as parabólicas do estado de São Paulo a Globo aparece sem a chamada "faixa comercial".
Porém, nas parabólicas do Nordeste, o sinal captado é o da Globo de São Paulo, com toda a propaganda da Sabesp e o "telejornalismo" padrão Ali Kamel. Será que a Globo preparou um esquema especial para propagar no Nordeste as inaugurações que Serra fará como governador de São Paulo, antes de deixar o cargo?
Solicito a leitores do Nordeste que fotografem ou gravem o sinal de parabólicas e nos enviem ou subam no You Tube:
Edu (06/02/2010 - 00:44)
E ai Azenha, tudo em ordem ?

Queria sugerir, novamente, que o tema sobre a globo emitindo sinal da praça paulista pro Nordeste seja investigado

A cada dia temos mais relatos sobre essa manipulação sem parale na nossa história, neste texto mesmo há o comentário do José Carlos relatando esse fato no MA, conhecidos meus que estiveram em outros estados da região comentaram isso, até com espanto por acharem que há algo estranho, afinal aqui no Litoral Norte de SP, no interior do estado ou mesmo no Rio, se voce comprar uma parabolica e aponta la pro satelite que cobre aqui, vai encontrar apenas o sinal do "feed" da emissora, aquele que transmite jogos dos times do Rio, que não tem comerciais e com as telas de contagem e informação das vinhetas

Então é isso aí, abraço

jose carlos lima (05/02/2010 - 21:19)
Em grande parte do nordeste o que impera é o monopólio da comunicação e de uma forma mais presente do que no restante do Brasil. Estou no sul do Maranhão, por aqui no lugar do noticiário do Maranhão aparece o SPTV com as propagandas de Serra. Mesmo para quem tem parabólica, os outros canais não funcionam direito. Parece boicote. Qual a responsabilidade da privatizada Embratel neste esquema tucano-demo de transmitir o que interessa a Serra para todo o Brasil? A TV Diário era concorrente da Globo mas esta a familia Marinho deu um jeito de extinguir. www.josecarloslima.blogspot.com

FONTE: Viomundo