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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Grupo Beatrice: Mêo! Mas... até quando, D. Eliane?!

Abaixo segue um post hilário do Blog Grupo Beatrice sobre artigo de Eliane Catanhêde do jornal "Falha de São Paulo". O chororô pela derrota do "coiso" ainda segue solta pelos lados dos defensores da elite branca paulista e tudo é motivo de querer encontrar uma maneira de avacalhar o governo da nova presidente que ainda não tomou posse e irá governar pelos próximos 4 anos. 
A bola da vez é o ENEM que graças a brasileiros "normais" da Justiça, não foi cancelado.

Ela mete o pau no ENEM mas esquece de dizer que a gráfica sem vergonha que bagunçou o ENEM por dois anos consecutivos é a PLURAL GRÁFICA do grupo do mesmo jornaleco safado em que ela trabalha, a Falha de São Paulo. Seria só uma mera coincidência dona Eliane? Ah, vá tomar uma aspirina ou passar gelol prá ver se cura essa dor de cotovelo e nos deixe em paz! Nem todo brasileiro é idiota como a senhora pensa, mas todo idiota assina esse panfletário combalido onde a senhora trabalha, e concordam com as sandices aí publicadas. Me erra!

Abaixo segue o que diz o Blog Grupo Beatrice

Mêo! Mas... até quando, D. Eliane?!


Dona Eliane,
 
nunca antes na história desse país leu-se maior quantidade de futrica, vendida como se fosse 'colunismo', do que hoje, na sua 'coluna'.

Nem a D. Danuza jamais escreveu tanta besteira! E a D. Danuza é (era) campeã universal de colunagem feita SÓ de besteiras e vendida como se fosse jornalismo... a leitores consumidores pagantes! (Um dia o IDEC acorda! Não é possível que jamais acorde! ACOOOOOOOOOOOOOORDA IDEC!)
 
Nenhuma 'realidade' pipoca, D. Eliane. Acorde! A realidade é. O que falta é jornalismo e jornalistas que prestem.

De onde, diabos, hoje, a senhora tirou a ideia de que um rolo de fita (?!) lançado contra a careca porta-arapongagens do ex-Serra ["Serra-WHO?!"], teria sido convertido em bolinha de papel, em troca da salvação do banco-lá do cara-lá?! Mas que porcaria de ideia, foi essa?! A senhora não tem editor? Ninguém lê, aí, antes de publicar as coisas, sô?! Ah, eles leem?! Então é muuuuuuuuuuuuuuuuuito pior! [risos, risos]

Acorde, D. Eliane e anote: Foi BO-LI-N-HA-DE-PA-PEL. BOLINHA DE PAPEL. Bateu lá, aquela bolinha sincera, liberta, democrática, livre e leve, naquela careca mau-caráter ("Eu voltarei, Alckmin!" "Eu voltarei, Aécio!" "Eu voltarei, FHC!" [risos, risos]) só de salafrarices rellena, ricocheteou (a bolinha de papel!), voou linda e leve e assim... entrou para a história do pior jornalismo do mundo.

A senhora encontrará provas da bolidade da BOLINHA DE PAPEL, na mídia UNIVERSAL (tá todo mundo rindo da senhora, D. Eliane, até em inglês! A culpa por acaso seria da BOLINHA DE PAPEL?!), por exemplo, em 
(1) “Facing Down The Fascist Horde”: Factoid of the Sambodian Year [http://tupiwire.wordpress.com/2010/10/21/facing-down-the-fascist-horde-factoid-of-the-sambodian-year/] e em
(2) "The Ballad of the Unidentified Sambodian Flying Object" [Continued] [http://tupiwire.wordpress.com/2010/10/22/the-ballad-of-the-unidentified-sambodian-flying-object-continued/

Aquela bolinha de papel é PROVA de que esse seu jornalismo é jornalismo de araque, D. Eliane (mas há mais provas, também, em 
http://obicho.files.wordpress.com/2010/03/mpd-org-br.jpg)
 
Bom. Invente aí o que a senhora ainda quiser tentar, que a senhora é caso perdido.
 
Fato é que foi BOLINHA. Também achamos pouco. Mas que foi bolinha, foi. Meta isso na sua cabeça, plíz: foi uma B-O-L-I-N-H-A-D-E-P-A-P-E-L. Não há dúvida alguma sobre a bolidade da bolinha. Ponto final.
 
Quanto aos seus saberes sobre fendas em represas, a senhora pode pegá eles e... vendê eles pro Alckmin, aqueeeeeeeeeeeeeeeeele, o que herdou as crateras do cara-lá, o do crânio salafrário (e da bolinha de papel, pimba, no alvo, coisinha mais linda!).
 
Mas... Que mais a senhora inventará, depois do cá-osaéreo e da febre amarela e do banco trocado por 30 segundos de bolinha em horário nobre, quando tooooooooooooooooooooooooooooooooda a internet já tinha mapeado tooooooooooooooooooooooooooooooooooda a rota aérea da bolinha, ida e volta?!
 
A senhora não tem medo que deus castigue?! A senhora não tem limites? A senhora não tem vergonha na cara?! Será o Benedito? O Friazinhos? O maridão?! Mêo! Mas... até quando, D. Eliane?!

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Sobre: "Herança maldita"
Eliane Cantanhede, FSP, 11/11/2010, p. 2 em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1111201004.htm 
BRASÍLIA -Foi só passar a eleição com seus programas alegres e coloridos e a realidade insiste em pipocar nas suas mais variadas formas. Como uma chuva de bolinhas, não exatamente de papel.
Aliás, o escândalo da vez é no banco PanAmericano, do Sílvio Santos, que visitou Lula no meio da campanha e é dono também do SBT, a rede que reduziu o rolo de fita da agressão a José Serra no Rio a uma mera bolinha de papel. Deve ser só coincidência. De concreto, o rombo é milionário, a solução foi negociada com BC e CEF e tudo foi descoberto durante a campanha, mas só divulgado agora.
Outro "probleminha" detectado antes da eleição, mas que vem à tona depois dela, é que uma das turbinas da usina de Itaipu, com mais de 30 anos de uso, apresenta trincas de até 30 cm. Quantas outras estão assim? Taí uma boa pergunta, enquanto os dez partidos aliados se estapeiam pelo rico Ministério de Minas e Energia.
E como o país da urna eletrônica, um dos sistemas mais sofisticados de votação do mundo, não consegue fazer o Enem direito? Rolou de tudo um pouco. Teve prova repetida, erro de gabarito, aluno tuitando, um festival de irregularidades. É nisso que dá fazer as coisas sem licitação -uma semana depois do segundo turno.
Para completar, mal acabaram de fechar as urnas e lá vem a eleita falar em CPMF, enquanto projetos de aumentos salariais tramitam no Congresso e grassa a suspeita de que as contas públicas chegam a 2011 fora de controle.
Deve ser por essas e outras que se discute a tal regulamentação da mídia, uma das coisas que a gente sabe como começa e não sabe como acaba. Como as CPIs dos bons tempos do PT na oposição, lembra?
Lula deveria ter pensado bem antes de abandonar o governo às moscas e às Erenices para só fazer campanha. Até porque Dilma, coitada, não vai ter a surrada bengala da "herança maldita".

FONTE: Blog Grupo Beatrice

Um elefante incomoda muita gente, mas o ENEM incomoda muito mais!

Do Azenha - Rudá Ricci: Enem sofre ofensiva de interesses ligados à indústria do vestibular

Na avaliação do sociólogo e consultor na área de educação, Rudá Ricci, há uma disputa de política educacional em curso, e é necessário preservar uma avaliação de caráter nacional. “Uma prova nacional permite que o país trace objetivos de política educacional”, defende. Entre os setores interessados economicamente, segundo ele, estão as próprias universidades, que arrecadam em matrículas, os professores que produzem questões fechadas e abertas, e os cursos preparatórios para o vestibular.
por Anselmo Massad, na Rede Brasil Atual, via Carta Maior

São Paulo – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sofre uma ofensiva de interesses, segundo o sociólogo e consultor na área de educação Rudá Ricci. Ele enumera grupos e setores do que chama de “indústria do vestibular”, de cursos preparatórios a docentes encarregados de formular as provas. Para ele, há uma disputa de política educacional em curso, e é necessário preservar uma avaliação de caráter nacional.

“Uma prova nacional permite que o país trace objetivos de política educacional”, esclarece. Um vestibular nacional do ponto de vista da aplicação e do conteúdo promove um impacto no ensino médio, de modo a reverter problemas dessa faixa da educação.

Para ele, os vestibulares descentralizados, feitos por cada universidade, provocam danos à educação, já que o ensino médio e mesmo o fundamental direcionam-se às provas, e não à formação em sentido mais amplo. “O ensino médio é o maior problema da educação no Brasil, é o primeiro da lista, com mais evasão, em uma profunda falência”, sustenta.

“O Enem faz questões interdiciplinares, é absolutamente técnico, é super sofisticado”, elogia. Os méritos estariam em privilegiar o raciocínio à memorização de conteúdos. Isso permitiria que o ensino aplicado nas escolas fosse além do preparo para enfrentar provas de uma ou outra universidade.

O Enem traz uma “profunda revolução”, na visão de Rudá, “ao combater profundamente a concepção pedagógica e política de vestibulares por universidade”. Ao se aproximar dessa concepção nacional – fato que aconteceu apenas nos últimos anos –, interesses de grupos educacionais foram colocados em xeque, o que desperta ações contrárias.

Entre os setores interessados economicamente, segundo ele, estão as próprias universidades, que arrecadam em matrículas, os professores que produzem questões fechadas e abertas, e os cursos preparatórios para o vetibular.

Controle social
Ricci critica a postura do ex-ministro da Educação, Paulo Renato, e da ex-secretária de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro. O sociólogo taxa os comentários feitos pelos especialistas ligados ao PSDB como “oportunismo”. Isso porque, segundo ele, o uso da prova como seleção e seu caráter nacional, hoje criticados pelos tucanos, foram objetivos perseguidos durante a gestão de Renato na pasta, de 1995 a 2002.

O que ele considera como mudança de postura é resultado da disputa política, que faz com que os estudantes passem a rejeitar o exame. “Os jovens não querem mais essa bagunça. E têm razão”, pontua.

“Existe uma movimentação para politizar esse tema; vamos ter o avanço de uma oposição organizada, que junta as forças políticas que perderam a eleição nacional com escolas particulares, cursinhos que têm muito interesse na manutenção do sistema de vestibular”, avalia.

O sociólogo defende o modelo de exame nacional, mas acredita que a fórmula possa ser aprimorada, seja com mais dias de provas, seja com provas aplicadas a cada ano do ensino médio. Ele aponta ainda que houve um desvirtuamento da proposta interdisciplinar e sofisticada, empregada originalmente, em função da necessidade de expandir a prova. Em 2010, foram 4,6 milhões de inscritos.

Ele acredita que a postura de críticas deve-se às diferenças partidárias. “Estão politizando o Enem, politizando o ingresso na universidade e o conteúdo da prova”, lamenta. “Seria interessante ter um órgão que execute o exame sob controle social, não de governo, nem de empresas”, sugere.

“A solução é nós discurtirmos nacionalmente esse gerenciamento em um modelo como o americano para o vestibular nacional”, defende. O SAT, usado como método de seleção nos Estados Unidos, é aplicado por agentes privados de modo controlado pelo departamento de educação federal. Além de poder ser aplicado em dias diferentes, cartas de recomendação de professores e outros instrumentos também são considerados na seleção por parte de universidades.

FONTE: Viomundo

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O PIG e o tro-lo-ló sobre o ENEM - Eles não querem ver pobre na universidade

Ainda repercutindo o assunto martelado exaustivamente pelo PIG - ENEM - abaixo segue um post do Conversa Afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim. Mais abaixo anexei o vídeo do Youtube com a entrevista do ministro da Educação no Bom dia Brasil ao qual o post do PHA se refere. Vejam e percebam nitidamente a mediocridade dos diplomados em comunicação social. Na golpista rede globo até o "Ministro da Educação" tem que se segurar para não perdê-la com tais medíocres transvestidos de jornalistas. É o fim da picada essa rede de desinformação que mais se parece uma mantenedora de burros (com todo meu respeito aos queridos animais que são mais úteis que esses pseudo-formadores de opinião)!!

Entrevista do ministro na Globo disse muito sobre a … Globo


    Não é entrevista, mas pelotão de fuzilamento
    O Conversa Afiada publica sugestão do amigo navegante Adilson Filho:

    Caro PHA,


    a cada nova entrevista concedida pelo ministro da educação o Bom dia Brasil diminui um pouquinho mais..


    abs,


    Adilson


    A entrevista do ministro na Globo que disse muito sobre a…Globo.


    Vendo a entrevista do ministro da educação Fernando Haddad em outros veículos, fica impossível não fazer uma comparação com a que ele concedeu ao programa matinal Bom dia Brasil da Rede Globo – Sem brincadeira, foi uma das coisas mais vergonhosas e ao mesmo tempo elucidativas que vi na TV nos últimos tempos.


    Valeu a pena ver só pra constatar o que acontece quando jornalistas despreparados tentam dar uma “calça curta” em alguém que tem convicção sobre o que fala. Jornalistas esses que considero até razoavelmente bons quando o propósito é entreter o público, mas absolutamente despreparados para função principal a que se propõe, não da pra fugir dessa verdade pois ela grita!Fazendo um esforço até dá pra entender, já que quando o assunto é governo (ou melhor, esse governo) acredito que devam ser obrigados a ler as pressas sobre o que vão falar, debaixo de uma pressão absurda do patrão pra bater, bater e bater cegamente até ver se sangra alguma coisinha que seja do inimigo político-ideológico.


    Só que esse foi mais um daqueles dias em que se deram muito, mas muito mal em seu propósito. Num certo momento, o ministro já meio cansado de perguntas impertinentes, responde a uma delas com um requinte de crueldade banhada numa sofisticação que poucas vezes vi alguém fazer com eles:


    “..Vamos fazer o seguinte, façam um debate com os observadores externos ao Brasil..façam um debate com pessoas que entendem de educação, com o  CDE, Banco Mundial , Bid, Unesco, Unicef e OEI [...] vejam o quadro da educação brasileira na primeira década do século XXI em contraste com as décadas passadas, eu faço questão de participar..”


    Silêncio no estúdio.


    Meus amigos, a verdade é uma só: O Bom Dia Brasil convidou Haddad para engoli-lo, só que seus jornalistas, despreparados e confusos, é que foram jantados pelo ministro da educação que não tomou nem conhecimento da turma do café da manhã.


    A Globo não aprende.


    Não aprende que o tipo de jornalismo que andam fazendo tem causado um estrago muito grande, pois além de emburrecer (essa é a palavra), desinforma o seu leitor, o camarada que vai lá e assina o jornal na maior boa vontade, assiste aos telejornais na expectativa de se informar e acaba dando com os burros n’água.


    O consumidor diário do padrão Globo de dar a notícia está sendo submetido ao ridículo quando sai de suas rodas “de conforto” sociais. Se ele ainda não se deu conta, alguém precisa alertá-lo sobre isso.


    Do contrário, do jeito que a coisa vai daqui a pouco eles vão ter que criar uma confraria pra ficarem discutindo somente entre eles tudo o que lêem nas páginas e assistem na tela, já que a tendência é piorar daqui pro juízo final (2030?) -  pois a Globo é contra a internet, a velocidade e a diversificação dos canais de informação, ignora esse assunto tanto quanto o prefeito daquela cidadezinha do interior que quando soube que a banda larga iria chegar na sua cidade mandou rapidamente aumentar o coreto da praça. 

     

    quarta-feira, 10 de novembro de 2010

    Maria Fro: Ensino Superior: classes C, D e E somam 73,7% ‘assim não pode, assim não dá’!

    PHA tem toda a razão quando ele diz que os ataques ao ENEM são ataques de classe, dos mais ricos contra os mais pobres. É só ler a notícia abaixo e também acessar este post e este aqui.

    Mais jovens de classe D que de A na universidade

    Com filhos da elite em proporção cada vez menor, alunos de baixa renda são maioria: classes C, D e E correspondem a 73,7%

    POR: MARIA LUISA BARROS, em O Dia Online
    Rio – Um fenômeno recente está dando novo rosto às universidades brasileiras e mudando, para melhor, a vida de milhares de famílias. Pesquisa inédita do Data Popular, instituto especializado em mercado emergente no Brasil, revela que, pela primeira vez na década, jovens de baixa renda são maioria nas faculdades. Eles são 73,7% dos universitários. “É um contingente enorme que representa a primeira geração de suas famílias a obter um diploma de nível superior”, constata Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto de pesquisa.
    Ronald é o primeiro da família a entrar em uma universidade. Ele trabalha como voluntário em pré-vestibular social ajudando outros jovens | Foto: Deisi Rezende / Agência O Dia
    O estudo mostra que os estudantes da classe D, oriundos de famílias que ganham menos de 3 salários mínimos (R$ 1.530), ultrapassaram os filhos da elite nos campi. Uma das razões para esta revolução no ensino apontada por Meirelles foi o Programa Universidade para Todos (ProUni) que já atendeu 747 mil estudantes de baixa renda nos últimos seis anos.
    De 2002 a 2009, as faculdades, públicas e particulares, receberam 700 mil estudantes da classe D — média de 100 mil jovens a cada ano. Se há oito anos eles ocupavam somente 5% do bolo universitário, em 2009 chegaram a 15,3%. Já os da classe A perderam participação no total: a fatia caiu de 24,6% para 7,3%.
    Ronald Rosa Fonseca, 25 anos, passou pelo funil da exclusão social. Filho de uma doméstica e de um mecânico, teve o apoio dos patrões da mãe para cursar o 4º período de Serviço Social na Pontifícia Universidade Católica (PUC). “Eles permitiram que eu morasse na casa deles, no Leme, onde minha mãe trabalha. Não teria condições de estudar morando em Magé”, conta ele, que passou em 11º lugar no vestibular. Graças ao bom desempenho, a PUC deu a ele bolsa integral, passagem, alimentação e livros.

    INVESTIMENTO PESADO
    De acordo com Meirelles, para esses jovens a universidade é um investimento pesado, mas que vale a pena: “A família vê no estudo a única chance de mudar as condições de vida de todos”. Em retribuição à ajuda que recebeu para entrar na faculdade, Ronald voltou para o pré-vestibular gratuito mantido pela empresa ExxonMobil como coordenador. “Quem consegue entrar tem quase um compromisso de voltar e fazer o mesmo por outros jovens”, diz ele. Além do curso, os alunos participam de oficinas culturais, palestras, visitas a museus, universidades e empresas. Em janeiro, será aberta nova seleção. Informações: 2505-1233 e 2505-1256.
    Número de universitários cresceu 57% em sete anos
    Entre 2002 e 2009, o número de universitários no Brasil passou de 3,6 milhões para 5,8 milhões, um avanço de 57%.
    Noventa por cento da população ganham até 10 salários mínimos e movimentam R$ 760 bilhões ao ano.
    As classes A e B detêm 26,3% das vagas no ensino superior, enquanto estudantes da C, D e E representam 73,7% do total.
    Em todas as classes sociais, houve aumento dos homens nas faculdades, mas as mulheres são a maioria (57%).
    A média da idade dos universitários aumentou: passou de 25,87 em 2002 para 26,32, em 2009.
    A necessidade de trabalhar para pagar a faculdade faz com que a maioria prefira estudar à noite ou em meio período.

    Rede de apoio para estudantes carentes
    Para atravessar os portões das universidades, estudantes de baixa renda contam com extensa rede de apoio que inclui programa de bolsas em faculdades privadas, orientação profissional e pré-vestibular social patrocinados por grandes empresas. É o caso do estudante Carlos Henrique Simões, 22 anos, morador de Realengo, Zona Oeste, que será o primeiro da família a prestar vestibular.
    Há um ano, ele frequenta as aulas do pré-vestibular custeado pela empresa petrolífera Exxon Mobil, em parceria com o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE). Os alunos recebem bolsa-auxílio de R$ 100 por mês e vale-transporte para que não abandonem os estudos. “Eles chegam com tanta vontade de fazer faculdade que demonstram uma força imensa, capaz de superar qualquer obstáculo”, diz Valéria Lopes, supervisora do CIEE.
    Desde que foi criado, em 2004, o Programa Mais ajudou 51 estudantes a ingressar na universidade. Carlos não só está próximo de realizar seu sonho, como está levando junto a família. “Minha mãe voltou a estudar e está a caminho de concluir o Ensino Médio. Meu irmão mais velho também retomou os estudos”, conta o estudante, que fará Serviço Social.
    Renda aumentou e mensalidade despencou
    A ascensão dos jovens de baixa renda aos bancos universitários foi favorecida pela universalização do Ensino Médio e pela expansão das faculdades privadas, que fez despencar o preço das mensalidades. Além disso, foram criados cursos universitários de dois anos e a classe D obteve aumento na renda. “Depois de pagar a comida, aluguel e condução, começou a sobrar dinheiro para pagar os estudos”, observa Renato Meirelles.
    Segundo ele, a classe C já representa o maior número de alunos em escolas privadas, com mais de 4 milhões de crianças matriculadas. “É um círculo virtuoso baseado na reciprocidade. Quem é ajudado ajuda outros a melhorar de vida”, explica. Ainda na classe C, 68% das pessoas estudaram mais do que os pais; entre a classe A esse percentual é de apenas 10%.
    A partir do ano que vem, jovens terão mais um incentivo. A UFRJ vai destinar 20% das vagas para estudantes de escolas públicas. Os candidatos serão aprovados por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A instituição planeja dar mil bolsas-auxílio, Bilhete Único Intermunicipal e netbooks.
     FONTE: Blog Maria Fro