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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Grupo Beatrice: Mêo! Mas... até quando, D. Eliane?!

Abaixo segue um post hilário do Blog Grupo Beatrice sobre artigo de Eliane Catanhêde do jornal "Falha de São Paulo". O chororô pela derrota do "coiso" ainda segue solta pelos lados dos defensores da elite branca paulista e tudo é motivo de querer encontrar uma maneira de avacalhar o governo da nova presidente que ainda não tomou posse e irá governar pelos próximos 4 anos. 
A bola da vez é o ENEM que graças a brasileiros "normais" da Justiça, não foi cancelado.

Ela mete o pau no ENEM mas esquece de dizer que a gráfica sem vergonha que bagunçou o ENEM por dois anos consecutivos é a PLURAL GRÁFICA do grupo do mesmo jornaleco safado em que ela trabalha, a Falha de São Paulo. Seria só uma mera coincidência dona Eliane? Ah, vá tomar uma aspirina ou passar gelol prá ver se cura essa dor de cotovelo e nos deixe em paz! Nem todo brasileiro é idiota como a senhora pensa, mas todo idiota assina esse panfletário combalido onde a senhora trabalha, e concordam com as sandices aí publicadas. Me erra!

Abaixo segue o que diz o Blog Grupo Beatrice

Mêo! Mas... até quando, D. Eliane?!


Dona Eliane,
 
nunca antes na história desse país leu-se maior quantidade de futrica, vendida como se fosse 'colunismo', do que hoje, na sua 'coluna'.

Nem a D. Danuza jamais escreveu tanta besteira! E a D. Danuza é (era) campeã universal de colunagem feita SÓ de besteiras e vendida como se fosse jornalismo... a leitores consumidores pagantes! (Um dia o IDEC acorda! Não é possível que jamais acorde! ACOOOOOOOOOOOOOORDA IDEC!)
 
Nenhuma 'realidade' pipoca, D. Eliane. Acorde! A realidade é. O que falta é jornalismo e jornalistas que prestem.

De onde, diabos, hoje, a senhora tirou a ideia de que um rolo de fita (?!) lançado contra a careca porta-arapongagens do ex-Serra ["Serra-WHO?!"], teria sido convertido em bolinha de papel, em troca da salvação do banco-lá do cara-lá?! Mas que porcaria de ideia, foi essa?! A senhora não tem editor? Ninguém lê, aí, antes de publicar as coisas, sô?! Ah, eles leem?! Então é muuuuuuuuuuuuuuuuuito pior! [risos, risos]

Acorde, D. Eliane e anote: Foi BO-LI-N-HA-DE-PA-PEL. BOLINHA DE PAPEL. Bateu lá, aquela bolinha sincera, liberta, democrática, livre e leve, naquela careca mau-caráter ("Eu voltarei, Alckmin!" "Eu voltarei, Aécio!" "Eu voltarei, FHC!" [risos, risos]) só de salafrarices rellena, ricocheteou (a bolinha de papel!), voou linda e leve e assim... entrou para a história do pior jornalismo do mundo.

A senhora encontrará provas da bolidade da BOLINHA DE PAPEL, na mídia UNIVERSAL (tá todo mundo rindo da senhora, D. Eliane, até em inglês! A culpa por acaso seria da BOLINHA DE PAPEL?!), por exemplo, em 
(1) “Facing Down The Fascist Horde”: Factoid of the Sambodian Year [http://tupiwire.wordpress.com/2010/10/21/facing-down-the-fascist-horde-factoid-of-the-sambodian-year/] e em
(2) "The Ballad of the Unidentified Sambodian Flying Object" [Continued] [http://tupiwire.wordpress.com/2010/10/22/the-ballad-of-the-unidentified-sambodian-flying-object-continued/

Aquela bolinha de papel é PROVA de que esse seu jornalismo é jornalismo de araque, D. Eliane (mas há mais provas, também, em 
http://obicho.files.wordpress.com/2010/03/mpd-org-br.jpg)
 
Bom. Invente aí o que a senhora ainda quiser tentar, que a senhora é caso perdido.
 
Fato é que foi BOLINHA. Também achamos pouco. Mas que foi bolinha, foi. Meta isso na sua cabeça, plíz: foi uma B-O-L-I-N-H-A-D-E-P-A-P-E-L. Não há dúvida alguma sobre a bolidade da bolinha. Ponto final.
 
Quanto aos seus saberes sobre fendas em represas, a senhora pode pegá eles e... vendê eles pro Alckmin, aqueeeeeeeeeeeeeeeeele, o que herdou as crateras do cara-lá, o do crânio salafrário (e da bolinha de papel, pimba, no alvo, coisinha mais linda!).
 
Mas... Que mais a senhora inventará, depois do cá-osaéreo e da febre amarela e do banco trocado por 30 segundos de bolinha em horário nobre, quando tooooooooooooooooooooooooooooooooda a internet já tinha mapeado tooooooooooooooooooooooooooooooooooda a rota aérea da bolinha, ida e volta?!
 
A senhora não tem medo que deus castigue?! A senhora não tem limites? A senhora não tem vergonha na cara?! Será o Benedito? O Friazinhos? O maridão?! Mêo! Mas... até quando, D. Eliane?!

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Sobre: "Herança maldita"
Eliane Cantanhede, FSP, 11/11/2010, p. 2 em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1111201004.htm 
BRASÍLIA -Foi só passar a eleição com seus programas alegres e coloridos e a realidade insiste em pipocar nas suas mais variadas formas. Como uma chuva de bolinhas, não exatamente de papel.
Aliás, o escândalo da vez é no banco PanAmericano, do Sílvio Santos, que visitou Lula no meio da campanha e é dono também do SBT, a rede que reduziu o rolo de fita da agressão a José Serra no Rio a uma mera bolinha de papel. Deve ser só coincidência. De concreto, o rombo é milionário, a solução foi negociada com BC e CEF e tudo foi descoberto durante a campanha, mas só divulgado agora.
Outro "probleminha" detectado antes da eleição, mas que vem à tona depois dela, é que uma das turbinas da usina de Itaipu, com mais de 30 anos de uso, apresenta trincas de até 30 cm. Quantas outras estão assim? Taí uma boa pergunta, enquanto os dez partidos aliados se estapeiam pelo rico Ministério de Minas e Energia.
E como o país da urna eletrônica, um dos sistemas mais sofisticados de votação do mundo, não consegue fazer o Enem direito? Rolou de tudo um pouco. Teve prova repetida, erro de gabarito, aluno tuitando, um festival de irregularidades. É nisso que dá fazer as coisas sem licitação -uma semana depois do segundo turno.
Para completar, mal acabaram de fechar as urnas e lá vem a eleita falar em CPMF, enquanto projetos de aumentos salariais tramitam no Congresso e grassa a suspeita de que as contas públicas chegam a 2011 fora de controle.
Deve ser por essas e outras que se discute a tal regulamentação da mídia, uma das coisas que a gente sabe como começa e não sabe como acaba. Como as CPIs dos bons tempos do PT na oposição, lembra?
Lula deveria ter pensado bem antes de abandonar o governo às moscas e às Erenices para só fazer campanha. Até porque Dilma, coitada, não vai ter a surrada bengala da "herança maldita".

FONTE: Blog Grupo Beatrice

O governo Dilma e a comunicação

Reproduzo artigo de Claudia Santiago, publicado no sítio do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC):

A revista IstoÉ, edição da semana que passou, prestou um grande serviço aos seus leitores. Dissecou em suas páginas a história de Dilma Rousseff, a primeira mulher a presidir o Brasil, país com altos índices de espancamento e homicídios de mulheres. O PT poderia pedir permissão à revista e, a partir do material já produzido, fazer um jornal de papel com uma grande tiragem e contar para o povo quem é esta mulher.

As pessoas não sabem. Poucos, apenas os muito bem informados, são os que votaram em Dilma porque ela é a Dilma. A grande maioria votou porque o presidente Lula pediu. E essa maioria está insegura, esperando que alguém converse com ela e diga que votou corretamente. É fácil chegar a esta conclusão. Basta conversar com as pessoas que lêem as manchetes de manhã nas bancas de revistas, com as manicures, com os porteiros, com os funcionários de bares e padarias. “Por que você acha que vai dar certo?”, perguntam. Se esperar pelos jornais que fizeram a campanha de José Serra, o PT terá problemas sérios para governar.

Duas questões a serem encaradas pelo governo

Já está mais do que provado que passou da hora de encarar os graves problemas de concentração midiática no país, sabendo que este não é um problema exclusivamente nacional. O governo Dilma precisa aprender com a Argentina, Venezuela, Bolívia e Equador e não ceder na regulamentação da mídia. Não pode ter medo. Como explica o professor Venício Lima no seu livro Liberdade de Imprensa X Liberdade de Expressão, os movimentos que estudam o comportamento da mídia no Brasil e querem mudanças não estão propondo nada fora do marco do liberalismo.

O governo Dilma precisa, então, encarar rapidamente duas questões: a sua relação com a concentração da informação nas mãos das famílias por nós já bem conhecidas, e sua relação com a mídia alternativa e comunitária. Como o governo Dilma vai se comportar com relação às rádios comunitárias, ao jornalismo público e às diversas iniciativas de comunicação no campo popular? São perguntas que precisam ser respondidas. Rapidamente.

Apostar todas as fichas na Internet é um erro

A internet é fantástica, maravilhosa, cumpriu um papel central nesta eleição: para o bem e para o mal, como gosta o ex-candidato José Serra. Mas serve muito pouco para combater valores arcaicos arraigados na nossa sociedade. Pelo contrário, também ajuda a difundi-los, como a xenofobia, por exemplo. É muita informação, tudo muito rápido, muito passageiro. A utilizam bem os que dependem dela para trabalhar e os que não trabalham.

O povo trabalhador se mantém alheio ao que se passa da rede. Pega suas rebarbas. Não interage. E quando chega em casa assiste televisão.Passivamente.

Aqueles que querem uma sociedade baseada em valores solidários não podem abrir mão, pelo menos por um bom tempo, de uma folha de papel distribuída pacientemente de casa em casa, nos locais de trabalho. O jornal Folha Universal é um exemplo que não pode, de maneira nenhuma, ser desprezado. Outra questão que precisa ser encarada definitivamente, sem mais delongas, é o uso do rádio, este velho companheiro que faz a cabeça enquanto se dirige um carro, toma banho, faz comida, bota o papel na impressoras e se exerce tantas outras atividades.

Para muitos, sei, estarei parecendo bem ultrapassada com o que digo. Mas eu não tenho a menor dúvida. Para falar com o povo, precisa de um pedaço de papel, com imagens bonitas, bons títulos, textos gostosos de ler. E, obviamente, uma pauta que lhe diga respeito.

FONTE: Blog do Miro

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mas é muito sem-vergonha... essa revista Veja...

A  revista Veja soltou uma edição extra para bajular a nova presidenta eleita. Partindo de qualquer outra revista seria normal, mas partindo da Veja e da forma que fez, nunca vi tamanha cara-de-pau e tanta sem-vergonhice.



Depois de capas e mais capas seguidas acusando-a de ser uma espécie de megera que mandava fazer dossiês, e de fazer ilações sobre responsabilidade por atos de terceiros, traz um texto carregado de elogios bajuladores e nenhuma crítica. Termina o texto, abanando o rabo igual à um cachorrinho, querendo se safar de processos e com lobismo:
O pronunciamento, feito na noite de domingo em Brasília, mostrou uma presidente eleita senhora do lugar que agora ocupa e com plena consciência das prioridades políticas, econômicas e sociais do país. Mas, principalmente, salientou sua fé no papel presidencial de zelar pela Constituição e, consequentemente, pelo respeito aos direitos ali assegurados. Dilma reafirmou o respeito irrestrito à liberdade de expressão e seu reconhecimento de que “as críticas do jornalismo livre ajudam o país e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório”. Um grande começo.

Isso dois dias depois da edição de sábado passado (véspera da eleição), quando fez uma capa atacado o presidente Lula, com reportagens imbecis, tais como uma comparação de fotos com Fidel Castro.


Em busca de uma bolsa "famiglia" Civita

A famíglia Civita, dona da revista, desde os tempos da ditadura, sempre manteve o comércio de notícias como negócio, em estreita colaboração com o poder.

Verbas governamentais, empréstimos generosos, determinaram a linha editorial chapa-branca ou oposicionista.

Uma notícia desgastante pode ser atenuada. A versão simpática ao governo pode prevalecer sobre uma versão oposicionista, ou realista. Uma notícia capaz de gerar crises, pode ser encoberta com outra, como cortina de fumaça.

Quem não é "cliente" da revista, nem direito de ser ouvido com isenção, consegue. Quem é "bom cliente", só tem noticia negativa publicada com provas, e quando já vaza para outros órgãos de imprensa, e sem viés golpista e com direito de resposta.

O presidente Lula mandou às favas a revista. Não quis conversa. Não ficava almoçando com a famíglia Civita.

Deu um basta na relação de corrupção que existia entre a imprensa e o poder nos governos anteriores.

Agora, a revista "estende a mão" à nova presidenta eleita, mas não em gesto de boa vontade, e sim com o pires na mão, em busca de verbas governamentais, em troca de uma linha editoral mais chapa-branca.

É o bolsa "famiglia" Civita.

Que Dilma faça como Lula fez e mande a famiglia Civita passar o pires nas empresas privadas e privatizadas. Que vivam como empresa no capitalismo, em vez de mamar nas tetas do governo.

A revista escreveu sobre o compromisso de Dilma de zelar pela Constituição e, consequentemente, pelo respeito aos direitos ali assegurados.

Excelente: que sejam assegurados os direitos à honra de quem a tem assassinada por revistas como a Veja.

A revista esqueceu um detalhe importante: a Constituição impõe DEVERES também. O papel da presidente também é garantir que sejam cumpridos.

"Reaças" devem cancelar assinaturas

O que sobra de bom nisso tudo, é que os reacionários que lêem a revista não devem ter gostado dessa bajulação, e devem cancelar assinaturas.

Ou talvez, a falta de compromisso da revista com seus leitores reacionários seja um indicador de que nem eles existem em número significativo. Há suspeitas de que a revista não tem mais público, e vive de uma circulação artificial bancada por assinaturas de órgãos públicos como as compradas pelo governo do Estado de São Paulo na gestão Serra (PSDB), do governo do Distrito Federal, na gestão de José Roberto Arruda (Ex-DEMos), e da distribuição gratuita.

FONTE: Blog Os Amigos do Presidente Lula

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

José Serra, o Político Mais Sujo do Brasil - O ódio está lançado!



Sem dúvidas essas eleições presidenciais de 2010 entrarão para a história como as mais sujas, baixas e rasteiras que a vida republicana já vivenciou. O cheiro de esgoto é nojento ao ponto de embrulhar o estomago. As armas utilizadas são de um nível tão rasteiro que jamais sonhei ver na minha vida. 

Para que se tenha uma noção, a introdução de uma ex namorada de Lula pela campanha de Collor de Mello em 1989 que foi usada para acusar Lula de incentivo de aborto, hoje é café pequeno. Soa como algo sensivelmente leve diante da barbaridade a que chegamos neste exato momento. 
Mas certo está o Ciro Gomes que afirma com todas as letras:  
Uma campanha em que Serra participe, a única certeza é de baixaria! 

E assim está sendo e continuará pelos próximos dias. 

Acontece que em outros tempos o cidadão comum, o eleitor participava como expectador de onde podia fazer seus julgamentos e decidir suas preferencias. Hoje não. O eleitor está no centro do debate e possui ferramentas para influir na decisão de outros ao redor de sí. Se por um lado, esse debate que, se levado de maneira séria e reponsável é uma excelente contribuição para a politização da sociedade, por outro lado da maneira como está torna-se um sério risco á vida social de todo o país e arriscaria dizer até, a Democracia que duramente reconquistamos.

Vale lembrar que por muito menos em 1964 sofremos um Golpe de Estado que introduziu a Ditadura Militar na vida brasileira de maneira inequivocadamente terrível. 
E de novo, no epicentro dos acontecimentos alguns indivíduos daquele momento sombrio hoje se fazem presentes, entre eles o na época presidente da UNE, José Serra.

Não gosto de repercutir determinados HOAX ou SPAMs que recebo em minha caixa postal, sendo que a maioria são excluídos antes mesmo de sua abertura, porém o que reproduzo abaixo quero deixar apenas como um sinal e um alerta do tipo e tamanho do BURACO em que estamos nos enfiando pela irresponsabilidade de determinado grupo político que conta com o apoio maciço da grande imprensa. Este grupo e seu representante estão sem a menor sombra de dúvidas disseminando o preconceito, o separatismo, o racismo e o ódio no seio da sociedade brasileira. 

Este grupo político em nome de um projeto duvidoso para o Brasil, está no cume da campanha mais sórdida jamais vista em terras tupiniquins. 

Que venha logo o dia 31 de Outubro e possamos definitivamente tampar esse túmulo que foi aberto na vida da Democracia brasileira em pleno século XXI. E que a luz volte finalmente a brilhar nos céus da pátria amada, mãe gentil.

O político mais poderoso do mundo é negro...
 

E o líder da oposição (Partido Republicano) também é negro.
 

A mulher mais rica e influente na mídia é negra.
 

O melhor jogador de golfe de todos os tempos é negro.
 

As melhores jogadoras de tênis do mundo também são negras.

 

O ator mais popular do mundo é negro.  

O piloto de corrida mais veloz do mundo é negro.
 

O mais inteligente astrofísico na face da terra é negro.


O mais próspero cirurgião cerebral do mundo é negro.


O homem mais rápido do mundo é negro.

....POR QUE NO BRASIL
 ELES AINDA PRECISAM DE COTAS?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A imprensa? ahh... a imprensa é algo assim fabulosa, entende?

O caso do sigilo fiscal e o “bebê-diabo”

Reproduzo artigo de Hideyo Saito, publicado no sítio Carta Maior:

A acusação de que o comitê de Dilma Rousseff teria violado o sigilo fiscal de um grupo de pessoas ligadas ao PSDB e a seu candidato presidencial, José Serra, saiu das manchetes coincidentemente depois de confirmado que não está arranhando o favoritismo da petista, após feroz campanha que ocupou as manchetes da mídia oligopólica durante mais de três semanas. Nesse período, o assunto foi martelado diariamente, com manchetes anunciando supostos “desdobramentos” do caso, que, entretanto, não trouxeram qualquer prova da ligação dos fatos alegados com a coligação petista. Em 2 de setembro, aliás, o corregedor eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Aldir Passarinho Junior, já havia arquivado uma representação demotucana, que pedia nada menos que a cassação da candidatura Dilma, justamente por falta de provas. Mesmo assim a campanha da mídia – em dobradinha com a propaganda eleitoral do candidato tucano – prosseguiu, imperturbável.

A maior evidência de que se tratava de um factóide eleitoral de péssima fatura é que não houve qualquer uso de informações fiscais das supostas vítimas na campanha de Dilma ou de seus aliados. Aliás, a denúncia ganharia alguma verossimilhança se essa candidata estivesse desesperada por causa de pesquisas eleitorais desfavoráveis. Outro importante detalhe é que, como já lembrado, os fatos apontados remontam a setembro de 2009, quando Serra se engalfinhava com seu companheiro de partido, Aécio Neves, na disputa pela candidatura tucana. Naqueles dias, surgiram falatórios sobre o jogo pesado que ambos os lados estavam protagonizando.

Mesmo a ilação, surgida a partir do episódio, de que a Receita Federal está “aparelhada” pelo PT dificilmente se encaixa com as denúncias. Ora, se isso é verdade por que o partido teria de apelar a um obscuro contador para solicitar, mediante uma procuração falsa, as informações desejadas? Recordemos que os operadores tucanos, quando manobraram para colocar a Previ a favor de Daniel Dantas na privatização das empresas de telecomunicações, não se valeram de recursos tão toscos. Tinham o controle do Banco do Brasil e dispensaram intermediários de baixo calibre (1).

O fato é que o assunto subitamente saiu das manchetes, substituído por outro. O jornal eletrônico “Brasília Confidencial” de 10 de setembro, em editorial intitulado “Monstruosa armação”, registrou que a própria “Folha de S. Paulo”, na edição do dia imediatamente anterior, teve de desmentir as acusações. Diz o editorial: “A Folha confessa, em texto sem assinatura, produzido pela sucursal de Brasília: o comitê de Dilma não produziu um dossiê; apenas teve acesso a um dossiê feito pelo PT de São Paulo há cinco anos. Trata-se, na verdade, de uma papelada de cem páginas escrita pelo partido para solicitar que o Ministério Público e a Procuradoria da República investigassem possíveis irregularidades em privatizações tucanas, que poderiam ter beneficiado José Serra, sua filha e seu genro”. Mesmo assim, constata, “a Folha não se retrata: limita-se a noticiar ‘naturalmente’ que mentiu”. (2)

O leitor atento poderia legitimamente questionar esse sumiço repentino da notícia: afinal, não diziam que se tratava de um fato capaz de por em cheque até mesmo a democracia brasileira? A oposição, incluída aí toda a grande imprensa e seus jornalistas mais subservientes, gastou toneladas de papel para alardear uma ameaça de mexicanização e o avanço do totalitarismo no Brasil. É legítimo questionar como um assunto tão transcendental desaparece das manchetes de uma hora para outra. Mas foi exatamente assim, sem qualquer cerimônia, que o assunto ficou relegado às páginas internas.

O “bebê-diabo” que infernizou São Paulo

A mídia oligopólica, definitivamente, mandou às favas qualquer compromisso com a verdade, com a ética e com os mais comezinhos princípios do jornalismo. A sucessão diária de manchetes vazias desse caso lembra um lamentável precedente, clássico do jornalismo marrom, criado pelo hoje extinto jornal “Notícias Populares”, também do grupo Folha (ora, ora, eles têm tradição no ramo!). Trata-se da farsa anunciada em manchete da edição de 10 de maio de 1975: “Nasceu o diabo em São Paulo”. O jornalista Edward de Souza assinou involuntariamente a primeira matéria, que resultou de completa distorção do que havia sido efetivamente apurado na rua. O mais incrível é que a mentira foi sustentada durante quase um mês, em seguidas manchetes.

Tudo começou, segundo ele, quando o editor do jornal o escalou para averiguar um boato segundo o qual, em São Bernardo do Campo, havia nascido uma criança estranha, com chifres e até rabo. Os médicos do hospital esclareceram, entretanto, que se tratava apenas de um bebê com malformação, que apresentava “um prolongamento no cóccix e duas pequenas saliências na testa”. O problema foi eliminado por uma cirurgia simples realizada na própria maternidade. “Escrevi o relato – prossegue o jornalista – sem nenhum sensacionalismo, em texto de 30 linhas. No domingo pela manhã vi o jornal com a manchete forçada e a minha assinatura. Fiquei apavorado, temendo processo e demissão por justa causa.” (3)

O texto da notícia tinha trechos completamente inventados, como este, de abertura: “Durante um parto incrivelmente fantástico e cheio de mistérios, correria e pânico por parte de enfermeiros e médicos, uma senhora deu a luz num hospital de São Bernardo do Campo, a uma estranha criatura, com aparência sobrenatural, que tem todas as características do diabo, em carne e osso. O bebezinho, que já nasceu falando e ameaçou sua mãe de morte, tem o corpo totalmente cheio de pelos, dois chifres pontiagudos na cabeça e um rabo de aproximadamente cinco centímetros, além do olhar feroz, que causa medo e arrepios”.

O repórter conta que, longe de ser demitido, foi elogiado pelo presidente do grupo Folha, Octavio Frias de Oliveira, que o chamou a seu gabinete. Ele determinou ainda que a matéria deveria ter continuidade. Foram ao todo 27 “reportagens”, que ajudaram a elevar a tiragem do jornal de 80 mil para 200 mil exemplares diários, de acordo com Souza. Algumas das mirabolantes manchetes da série: “Bebê-diabo inferniza padre no ABC”; “Nós vimos o bebê-diabo”; “Feiticeiro irá ao ABC expulsar bebê-diabo”; “Viu bebê-diabo e ficou louca”; “Santo previu bebê-diabo”; “Fazendeiro é o pai do bebê-diabo” e “Bebê-diabo foge para o nordeste”. O ponto alto foi alcançado no dia em que o jornal “informou” que o bebê-diabo tomou um taxi e assustou o motorista quando ordenou: “Toca para o inferno”. Mas assim que o assunto começou a cansar, o jornal anunciou a fuga do seu incrível personagem. E a notícia saiu das capas do jornal de uma hora para outra, como aconteceu com o caso do sigilo fiscal.

Ambas as fraudes são similares, pois visam em essência enganar o leitor. O objetivo do “Notícias Populares” foi meramente o de ganhar dinheiro com a mistificação, que foi então desdenhosamente ignorada pelo resto da imprensa. Já a tentativa de induzir em erro os leitores atuais, atribuindo (explícita ou implicitamente) a responsabilidade pelas quebras do sigilo fiscal à candidata Dilma Rousseff, foi encampada pelo conjunto da mídia dominante (dizem que com a isolada – e significativa – exceção dos grandes jornais de Belo Horizonte) por ideologia. A imprensa transformou-se em defensora de uma candidatura que representa melhor os seus interesses – mas o faz fraudulentamente, como se não fosse parte visceralmente interessada na disputa eleitoral. E a primeira vítima dessa postura, como sempre, é a verdade.

NOTAS

1- Segundo gravações de conversas telefônicas dos responsáveis pelo caso, que vieram à tona na ocasião, cogitou-se até envolver o “chefe” (isto é, o então presidente FHC) na negociata.

2- Brasília Confidencial. Monstruosa armação. Brasília, 10/09/2010. Ver no endereço http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/?p=21097.

3- O depoimento do jornalista foi retirado de http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=5903.

FONTE: Blog do Miro