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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Petrobrás: A Folha desvirtua entrevista com Gabrielli

A entrevista com o Presidente da Petrobrás que está nas páginas da Folha de São Paulo é uma edição daquilo que o jornal imagina ser o interessante para o público leitor do jornal.


Porém na íntegra da entrevista publicada pela Petrobrás - Fatos e Dados, você poderá perceber a diferença e a profundidade das respostas dadas aos entrevistadores. Suprimiram detalhes ou respostas com intuito de esvaziar o teor verdadeiro da fala de Sergio Gabrielli. Pelo jeitão da coisa, a intenção de usar a entrevista como forma de melar as ações do Governo Lula e a campanha da candidata Dilma não deu certo. Mesmo assim não podemos negar que a Folha não se esforçou para isso.

Leia aqui a íntegra da entrevista da Petrobrás - Fatos e Dados

FONTE: Petrobrás - Fatos e Dados

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Economia: Assessor de Serra quer mudar modelo de exploração do pré-sal

Assessor sugere modelo antigo para pré-sal
Juliana Ennes | VALOR ECONÔMICO

David Zylberstajn, assessor técnico para a área de energia da campanha do candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse ontem que aconselha o candidato a desistir da proposta do atual governo de modificar o modelo de concessão de campos de petróleo para o modelo de partilha, no caso dos blocos do pré-sal.

Ele lembrou, no entanto, que o custo político da decisão é somente o candidato quem pode avaliar e é isso que deve nortear a decisão final de se adotar ou não o modelo de partilha no pré-sal.
“A minha opinião é pelo lado técnico, mas dentro do contexto político eu não sei. Eu aconselharia a deixar o que está funcionando bem do jeito que está. Se houvesse justificativa para mudar, tudo bem”, disse Zylberstajn.

O presidente da DZ Negócios com Energia e ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP) acredita que o modelo proposto não traz benefícios para o governo em termos de arrecadação. Além do fato de o governo receber sua parte em petróleo, e não mais em dinheiro.
“Não há nenhuma conta que diga que esse sistema é mais vantajoso financeiramente para o governo. Eu, particularmente, acho que qualquer que seja o governo, ter uma estatal comprando e vendendo petróleo é uma janela para a corrupção. É um modelo completamente estapafúrdio”, disse.

O assessor de Serra acredita que o regime de concessões seja melhor não somente em termos de arrecadação, mas tem também a vantagem de antecipar o recebimento dos recursos. “Você tem o bônus de assinatura. No sistema de partilha, você só vai receber lá na frente. Depois de ter descontado o que gastou com o campo, vai receber sua parte em óleo, que vai ter que ser vendido. Isso só vai gerar alguma coisa lá na frente. Enquanto, hoje, se licitar um campo, o governo coloca dinheiro no Tesouro hoje mesmo”, disse.

Ele lembrou que a obrigatoriedade de que a Petrobras opere ao menos 30% de todos os blocos do pré-sal traz um grande risco. De um lado, para a própria companhia, que fica obrigada inclusive a ter como sócias empresas que ganharem a briga, independentemente do desejo de se fazer uma sociedade. E é também ruim para o país, que fica preso à capacidade da estatal de investir.

Zylberstajn disse que o Rio de Janeiro precisa tomar cuidado para não virar um importador de equipamentos industriais de São Paulo, devido à escassez de mão de obra, a problemas de infraestrutura, aos meios instituicionais e a eventuais incentivos fiscais.

FONTE: Viomundo

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Petrobrás: Editor da Economist diz que Brasil deve evitar inchaço


Para se transformar em um país desenvolvido, o Brasil precisa cuidar bem da exploração do petróleo da camada pré-sal, melhorar a qualidade da educação pública, estabelecer regras para aumentar a atração de investimentos privados de longo prazo e acelerar a redução da pobreza e da desigualdade.
A avaliação, com quatro pontos principais, é de Michael Reid, editor da revista britânica The Economist para as Américas e ex-correspondente da publicação no Brasil.


Reid é um dos especialistas ouvidos pela BBC Brasil como parte da série ''O Que Falta ao Brasil?'', que discute os desafios do Brasil para se tornar um país desenvolvido. Para o jornalista, o próximo governo brasileiro deve administrar o desenvolvimento do petróleo do pré-sal de maneira eficiente e de uma forma que não acabe transformando a Petrobras "em uma companhia inchada e superampliada". Ele diz ainda que o governo deve "evitar que a receita do petróleo corrompa as instituições públicas".


O segundo ponto, segundo Reid, é a qualidade da educação. "O País precisa continuar e aprofundar a qualidade da educação pública". A atração de investimentos privados é a terceira questão considerada por ele importante para que o Brasil consiga se tornar um país desenvolvido. "O governo deve ser muito mais agressivo ao estabelecer regras para atrair investimentos privados de longo prazo, principalmente em infraestrutura", afirma Reid.


"O governo Lula passou oito anos nos quais fez pouco para estabelecer um marco regulatório para atrair investimentos privados", avalia. Para o editor da Economist, o programa Bolsa Família fez "um trabalho fantástico" para reduzir a pobreza e a desigualdade no País, mas isso ainda é insuficiente.

"O Brasil precisa ir além do Bolsa Família para reduzir a pobreza e a desigualdade de maneira mais agressiva", afirma. Reid cita ainda um quinto ponto que considera importante, o combate ao crime e à violência, mas faz a ressalva de que grande parte dessa responsabilidade não é do governo federal, mas dos Estados por meio de suas polícias civis e militares.

FONTE: Site Terra/BBC Brasil

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Economia: capitalização da Petrobras vai gerar superávit recorde



Luciana Cobucci
Direto de Brasília
A operação de capitalização da Petrobras fará com que o governo registre um superávit primário recorde já em setembro. 
 
A afirmação é do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, que comentou, nesta terça-feira, o resultado primário - a economia feita pelo governo para pagar juros da dívida pública - de agosto. 
 
No mês passado, as contas do governo foram positivas em R$ 4 bilhões. Segundo Augustin, o resultado de setembro será o maior da história do Tesouro, superando o recorde atual, medido em abril de 2008, que foi de R$ 16,7 bilhões, mas não divulgou números. 
 
"Temos um momento difícil, em que só temos o diálogo de uma parte. Mas assim que houver a liquidação (prevista para esta quarta-feira), poderemos falar sobre a capitalização da Petrobras", afirmou.
 
O superávit primário registrado pelo governo central - que leva em consideração as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central - representou, entre janeiro e agosto deste ano, 1,29% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. 
 
Apesar de ser maior do que o medido em 2009 (1,16%), o montante ainda é menor que a meta estipulada pelo governo brasileiro, que é de 3,3% do PIB.
 
FONTE: Portal Terra/Economia

domingo, 26 de setembro de 2010

Lula: Enquanto os outros falavam, nós fizemos o polietileno verde


Presidente Lula na cerimônia de inauguração da primeira planta industrial de eteno verde do Brasil, em Triunfo/RS

“Eu sinto uma imensa alegria ao constatar que, mesmo após quase oito anos como presidente da República, ainda me surpreendo positivamente com a capacidade de nossa indústria, de nossa tecnologia e de nossos trabalhadores.

Essa afirmação foi feita pelo presidente Lula, sexta-feira (24/9), no município de Triunfo (RS), na cerimônia de inauguração da primeira planta industrial de polietileno verde do Brasil, realizada no Polo Petroquímico da Braskem.

“Hoje é um dia muito especial. Tive o orgulho de participar da capitalização da Petrobras e de vir aqui à tarde participar de um evento onde uma empresa brasileira, com tecnologia brasileira, com pesquisador brasileiro, com operário brasileiro, no solo brasileiro, nos deu a possibilidade de dizer para o mundo: enquanto vocês falam, nós fazemos e está aqui nosso polietileno verde, feito da cana-de-açúcar. Se quiserem parceria, nós brasileiros estamos de braços abertos”, afirmou.

Para Lula, o Brasil é o país com mais condições de dar respostas consistentes aos desafios ambientais do século XXI. Segundo ele, a implantação da linha de polietileno verde é uma das respostas que o país tem dado ao mundo, por ter a vantagem de ser renovável e não gerar, em seu processo produtivo, gases de efeito estufa.

“O Brasil aprendeu a conciliar suas riquezas naturais de solo e clima com intensos investimentos em pesquisa e tecnologia. Nosso país criou, ao longo de décadas, uma cultura que nos alçou ao posto de uma potência mundial da agricultura, da agroenergia e das fontes de matérias-primas renováveis. E esta cultura rapidamente se transformou, também, em uma cultura da sustentabilidade”, disse.

Lula lembrou que o dia de hoje marca uma ampliação dos horizontes das possibilidades produtivas brasileiras e defendeu que o pioneirismo da Braskem reafirma a vocação de seus dois grupos controladores: a Odebrecht e a Petrobras. “Estou certo de que essa virtuosa parceria entre duas de nossas maiores empresas públicas e privadas foi um dos ingredientes mais importantes para o sucesso a que estamos assistindo hoje”, concluiu.

O polietileno é o composto químico mais simples e barato, devido à alta produção mundial, e um dos tipos de plástico mais comum, usado na fabricação de sacolas, garrafas térmicas, frascos, mangueiras, tambores e brinquedos. Polietileno verde tem produção mais cara que o comum, mas contribui para a redução dos gases do efeito estufa ao sequestrar da atmosfera, em seu processo de produção, 2,5 toneladas de CO² para cada tonelada do produto.”

FONTE: Blog do Planalto (http://blog.planalto.gov.br/enquanto-os-outros-falavam-nos-fizemos-o-polietileno-verde/#more-17533).
LIDO: Blog Democracia e Política

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Lula o Estadista: Nunca antes na história...

Discurso do metalúrgico Presidente da República Lula da Silva na Bovespa.
Dia 24/09/2010 entra para a história da humanidade!

Carta Maior: FALTAM NOVE DIAS LULA DEVOLVE A PETROBRAS AOS BRASILEIROS

Nesta sexta-feira, o Presidente Lula vai a Bolsa de Valores de São Paulo; não para vender o patrimônio público, como fez o governo tucano nos anos 90, mas para coroar o êxito no maior lançamento de ações da história econômica mundial. 

A capitalização da Petrobrás eleva a participação do Estado brasileiro no controle acionário da empresa e reverte o desmonte arquitetado pela gestão FHC destinado a fatiar e pulverizar o comando da 6º mais importante empresa de eenergia do planeta e a mais estratégica do Brasil. 

O sucesso assegurado da capitalização viabiliza a soberania brasileira na exploração das jazidas do pré-sal, reconhecidas como a mais importante descoberta de petróleo dos últimos 30 anos. 

As forças e interesses reunidos em torno da coalizão demotucano mais de uma vez manifestaram sua preferencia por entregar a guarda desses recursos à 'eficiencia dos livres mercados', leia-se, às petroleiras internacionais. 

Na votação dos marcos regulatórios que asseguram o controle nacional sobre prováveis 50 bilhões de barris de petróleo armazenados no fundo do oceano, o sendaor Álvaro Dias (PSDB-PR), cogitado como vice de Serra, foi categórico: 'Resistiremos o máximo'. 

O Presidenciável não deixou por menos. Serra insistiu até o último minuto no adiamento dessa decisão e sinalizou que poderia revertê-la , se vitorioso nas urnas. 

Acima de tudo , porém, o que o ex-governador de SP mais temia era o simbolismo histórico explosivo, intrinsecamente desfavorável a sua candidatura, condensado na cerimonia protagonizada por Lula nesta sexta-feira que, a nove dias das eleições, contrapõe, objetivamente, dois projetos de país. 

Cabeçalho do Site Carta Maior

Petrobras levanta R$ 120,36 bi em sua oferta de ações

           Observação deste Blog: Em 1999 no Governo FHC a Petrobrás quase foi privatizada por U$ 3 bi. Me calo por aqui!


Terra Economia

A Petrobras arrecadou R$ 120,36 bilhões em sua mega oferta de ações, a maior já realizada no mundo, garantindo recursos para a exploração do pré-sal e assumindo um lugar central no mercado financeiro global.

A petroleira brasileira atraiu forte interesse de investidores de diversos lugares, incluindo fundos soberanos de países na Ásia e no Oriente Médio, segundo uma fonte. A demanda total na operação chegou a US$ 140 bilhões, o dobro dos US$ 70 bilhões apurados na capitalização, de acordo com
o câmbio atual.


É de longe a maior operação do tipo já realizada, ultrapassando a emissão da empresa de telecomunicações japonesa NTT, que movimentou US$ 36,8 bilhões em 1987 e até agora era considerada a maior oferta de ações do mundo.

O sucesso da capitalização da Petrobras , negócio que se arrastou por meses e que pesou sobre o valor das ações da empresa no mercado neste ano, inaugura um período considerado positivo por analistas para a companhia a partir de agora, já que ela poderá focar sua atenção no desenvolvimento
das enormes jazidas na bacia de Santos.


"A expectativa é que, bem ou mal, o fim do processo de capitalização deixe a empresa livre para andar com os fundamentos dela. Esse é o grande alívio", afirmou o analista de uma corretora de grande porte em São Paulo, que pediu para não ser identificado.

A empresa precificou as novas ações ordinárias em R$ 29,65 cada, enquanto as preferenciais saíram a R$ 26,30, segundo informações disponíveis no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no final da noite de quinta-feira. Mais cedo, uma fonte a familiarizada com a operação havia confirmado os valores.

Os preços ficaram ligeiramente abaixo dos registrados pelas ações da empresa já negociadas na Bovespa. Nesta quinta-feira, as ordinárias encerraram a R$ 30,25 e as preferenciais a
R$ 26,80 na bolsa paulista.


Foram vendidos um total de 4,27 bilhões de novas ações, das quais 2,4 bilhões ordinárias, que dão direito a voto, e 1,87 bilhão de preferenciais. Os números indicam que o lote adional foi parcialmente exercido.

O prospecto da operação considera ainda um lote suplementar de até 188 milhões de ações, opção que poderá ser exercida pelo Morgan Stanley em um período de 30 dias a depender da demanda. Investidores estrangeiros durante a quinta-feira já consideravam a oferta um êxito e atribuíam o grande interesse global no volume de petróleo que a empresa tem em mãos.

"É pelo tamanho total das reservas", afirmou Edward Maran, gestor de ativos na Thornburg Investment Management, em Santa Fe, New Mexico, quando questionado do porquê da atenção do
mercado ao negócio.

"Essas reservas de petróleo (da Petrobras) são consideravelmente melhores do que empresas nos Estados Unidos podem oferecer", afirmou Marc Fogassa, gestor associado na Hedgefort Capital Management, em Pasadena, Califórnia, e também acionista da empresa. "As pessoas sabem que é um bom ativo a um preço com desconto."

Perto da Exxon
Com os grandes campos no pré-sal, analistas consideram que o total de reservas provadas da Petrobras poderá em breve alcançar ou mesmo ultrapassar as da norte-americana Exxon Mobil, a maior petroleira listada em bolsa, com 23 bilhões de barris em reservas provadas.


"A empresa tem perspectivas positivas porque tem o que nenhuma outra empresa tem no mundo: novas reservas", disse um analista de um dos bancos participantes da oferta.

A Petrobras prepara um grande evento na Bovespa na sexta-feira para marcar a capitalização. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem propagado a grandiosidade do negócio nos últimos dias, comparecerá.

"Diante da minha vida política toda, dizendo que eu era socialista, agora vou fazer a maior capitalização que o mundo capitalista já conheceu", afirmou Lula nesta semana. "Não será
menos do que US$ 70 bilhões", disse o presidente nesta quinta-feira em Maringá, no Paraná, revelando inadivertidamente o valor total da operação. Mas existem críticas sobre o excessivo peso do governo na emissão de ações da Petrobras.


A União, que dispunha de R$ 74,8 bilhões para participar da oferta, resultado da cessão de 5 bilhões de barris de petróleo para a Petrobras, deverá elevar sua participação no capital da companhia, hoje em torno de um terço do total.

Detalhes sobre como ficou a alocação das novas ações ainda não foram revelados, impedindo que se saiba no momento qual será a fatia do governo na empresa quando encerrada a capitalização.

"Tem tanto dinheiro público que é a capitalização menos capitalista da história", afirmou Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura. O grande volume de novas ações emitido pela petroleira estatal vai começar a ser negociado na próxima segunda-feira, na Bovespa.

O Bradesco BBI, banco de investimento do Bradesco , é o coordenador-líder da capitalização da
Petrobras. Bank of America Merrill Lynch , Citigroup , Santander , Morgan Stanley e Itaú BBA, banco de atacado do Itaú Unibanco , são os coordenadores da oferta global.

segunda-feira, 22 de março de 2010

PSDB ANUNCIA QUE SERRA DEFENDERÁ O FIM DA SOBERANIA BRASILEIRA NO PRÉ-SAL

"Programa eleitoral de Serra defenderá o fim da soberania brasileira no pré-sal e a volta ao regime de concessão adotado no ciclo de privatizações de FHC.

Luiz Paulo Vellozo Lucas, um dos formuladores da coalizão demotucana, anunciou ao jornal Valor Econômico de hoje: 'O PSDB, caso vença as eleições presidenciais de outubro, deve rever a legislação que tramita no Congresso referente ao pré-sal. A meta é retomar as regras do marco regulatório do petróleo elaboradas no governo Fernando Henrique Cardoso em 1997, que estabeleceu o sistema de concessão' [muito dadivoso para as petrolíferas estrangeiras, em detrimento da Petrobras].

Vellozo Lucas afirma não temer prejuízos ante o discurso nacional-desenvolvimentista que os petistas deverão abordar no que se refere ao petróleo.

(Carta Maior e o confronto entre dois projetos de país)"

FONTE: cabeçalho da 1ª página de hoje (22/03) do site "Carta Maior" [título e entre colchetes colocados por este blog].

Lido hoje no Democracia e Política de Maria Teresa