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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Paulo Henrique Amorim: Gabrielli prova à Miriam como o Serra ia vender a Petrobrax

O pré-sal é do povo ou do Máximo Assessor do Serra ?

A urubóloga Miriam Leitão sabe das coisas.

Ela sabe que essa eleição não é sobre o verde nem sobre o aborto do Serra.

Essa eleição é sobre o pré-sal.

Se a riqueza do pré-sal será do povo brasileiro ou dos clientes do Davizinho, o Máximo Assessor do Serra.

Gabrielli publicou no Blog da Petrobrás uma longa explicação sobre como o Davizinho pretendia vender a Petrobrax.

A urubóloga, que sabe das coisas, disse, no seu site (que ninguém lê) e também na CBN, que o Gabrielli deveria cuidar do “fracasso ” financeiro da Petrobrás – clique aqui para ler “Até o Estadão e a CVM sabem que os bancos e o Serra querm destruir a Petrobrás” -  em lugar de ir para cima do Davizinho.

Foi o que motivou este post de hoje, no Blog da Petrobrás:


Carta do presidente da Petrobras ao blog de Miriam Leitão


Veja abaixo a carta enviada pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, à Miriam Leitão.  Leia o post Gabrielli em carta que me mandou: “Afirmo e reafirmo”, publicado no blog da colunista.


Miriam,


Respeito profundamente o direito de opinião, divergências e controvérsias. Justamente por isso, em relação à sua coluna de hoje, em que sou chamado de lunático e negligente com as funções de Presidente da Petrobras, acusando-me de atuar exclusivamente de forma política eleitoral, gostaria de convidá-la para um debate dos méritos de minhas afirmações, além dos adjetivos.


Vamos aos fatos:


Afirmei que a área exploratória da Petrobras estava sendo reduzida por limitações na ação da empresa na aquisição de novos blocos de exploração e que isso seria mortal para uma empresa que vive do crescimento orgânico de suas reservas, principalmente através de novas descobertas. Disse e reafirmo que isso mataria a Companhia por inanição se essa política não fosse revertida, como o CA e a Diretoria da empresa assim o fizeram a partir de 2003.


Afirmei e reafirmo que os investimentos em refino estavam limitados por decisões estratégicas à época do presidente FHC. Considerado negócio de baixa rentabilidade, o refino no governo FHC teve estímulo para parcerias para ser desmembrado para potencial venda de suas partes. Essa visão foi revertida com o presidente Lula. Consideramos que a integração da produção de petróleo e o refino é fundamental para o fortalecimento da Petrobras, que tem mais de 85% de suas receitas provenientes das vendas de derivados de petróleo ao mercado brasileiro. No sistema integrado, a maior parte do refino pertence à Petrobras e, portanto, o crescimento desse mercado é estratégico para o desenvolvimento e sustentabilidade da própria Companhia. Revertemos o ciclo de estagnação do investimento em refino e planejamos construir cinco novas refinarias nos próximo s anos.


Afirmei e reafirmo que a Engenharia e o sistema de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa (principalmente o Cenpes) estavam inibidos no seu crescimento por uma falsa ilusão de que o mercado poderia fornecer as soluções tecnológicas necessárias para enfrentar os desafios de uma atividade como a nossa, na qual o conhecimento é vital para a sustentabilidade do crescimento. Felizmente, essa política também foi revertida desde os tempos de José Eduardo Dutra na Presidência da Petrobras, com o reerguimento da importância da engenharia e da pesquisa desenvolvidos internamente, o que impediu a continuidade de mais um elemento da morte por inanição que a orientação da DE anterior levaria a empresa.


Afirmei e reafirmo que parte dos programas de termoelétricas era extremamente nocivo à Petrobras. Inquestionável que todos os ônus ficavam com a Petrobras e os benefícios eram repassados para os sócios privados. A Diretoria dos últimos oito anos reverteu esse processo e as termoelétricas hoje apresentam riscos e benefícios justos para a empresa que investiu na construção de um importante parque gerador no País.


Afirmei e reafirmo a ausência da Petrobras na área dos biocombustíveis. A Petrobras Biocombustível é a prova do sucesso da reversão dessa política.


Afirmei e reafirmo que a exacerbação do conceito de unidades de negócio, como forma básica de organização da empresa, levaria a uma perda de sinergia do sistema corporativo, fragmentando sua ação, criando condições para a repartição do sistema em unidades isoladas mais facilmente privatizáveis. A Diretoria da Petrobras nos últimos oito anos fortaleceu o sistema, em lugar das partes, enfatizou a atuação sistêmica e agora avança na separação das unidades de operação dos ativos em relação às unidades que são responsáveis pela implantação dos novos projetos, uma vez que a empresa aumentou exponencialmente seus investimentos.


Afirmei e reafirmo que o regime de concessões aplicado a áreas de baixo risco exploratório, como é o Pré-Sal brasileiro, implica maior parcela da renda petroleira às empresas que aí investirem. Defendo que o regime de partilha de produção para esses casos permite uma melhor repartição dessa renda futura com o Estado e, portanto, é socialmente mais justa. Nesse sentido, a defesa do regime atual para as áreas do Pré-Sal é, em certa medida, a defesa de sua privatização sim.


Esses foram meus argumentos. Poderia ter falado da preparação para a privatização das fábricas de fertilizantes (Fafens), da política ofensiva aos movimentos sindicais dos petroleiros, da internacionalização equivocada, das políticas de patrocínios sociais, culturais e ambientais sem critérios e sem transparência, e outras ações que indicavam a orientação do governo do presidente FHC para preparar a privatização da empresa.


Você pode discordar de cada ponto por mim tratado, mas não pode desqualificar apenas com adjetivos e contextualização exclusivamente eleitoral. O que discuti foram pontos relevantes para a gestão da maior empresa brasileira e uma das maiores do mundo, que tem desafios gigantescos para implementar um dos maiores programas de investimento do planeta.


Miriam, a defesa do fortalecimento da Petrobras não pode ser classificado como negligência em relação às tarefas do seu presidente. Ao contrário, defender esses princípios é parte inerente e importante da função que exerço.


Muito obrigado.


Jose Sergio Gabrielli de Azevedo

FONTE: Conversa Afiada

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Petrobrás responde a homem de Serra. Eles iam vender a Petrobrás

“Para o governo FHC, a Petrobras morreria por inanição. Os planos do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso eram para desmontar a Petrobras e vendê-la”, diz o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo. “Em 2003, quando a atual diretoria assumiu a gestão da Petrobras, havia em curso um plano claro de desmonte e esvaziamento de setores estratégicos da Companhia. Se essa tendência não fosse interrompida e revertida, a Petrobras praticamente extinguiria sua atividade de exploração, porque suas áreas exploratórias para buscar novas reservas de petróleo estavam se reduzindo, suas refinarias seriam desmembradas e as plantas de energia elétrica dariam prejuízos, sem perspectivas de recuperação do capital investido. A engenharia e a pesquisa e desenvolvimento da Petrobras seriam extintos”. As afirmações são do presidente da Petrobras em resposta às declarações de David Zylbersztajn, presidente da Agência Nacional do Petróleo no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Para o presidente da Petrobras, não restam dúvidas quanto aos objetivos do governo anterior de “preparar” a Petrobras para ser privatizada. “Gradativamente, todas as atividades da Petrobras estavam sendo preparadas para serem passadas para a iniciativa privada, com a exacerbação do conceito de unidades de negócio, praticamente autônomas”, completou, numa breve análise do quadro que a atual gestão encontrou na Petrobras em 2003 e das conseqüências maléficas que a privatização da maior empresa da América Latina traria para a economia brasileira.

José Sergio Gabrielli diz que a Petrobras teve sua participação nos leilões de novas áreas exploratórias limitada pelo Governo, para atrair outras empresas privadas na aquisição dessas novas áreas, ficando, portanto, fora da disputa por novos campos. Sem novas áreas, a sustentabilidade da Petrobras estaria completamente comprometida, contando com mais 4 ou 5 anos de atividade exploratória e deixando toda a riqueza do subsolo brasileiro para empresas estrangeiras. Já no início de 2003, no primeiro Plano Estratégico da Companhia da atual gestão, esse processo foi totalmente revertido: a Petrobras voltou a disputar áreas novas, dobrou suas reservas, e ampliou significativamente o portfólio exploratório, hoje com investimentos em exploração de mais de US$ 4 bilhões, enquanto em 2002 esses investimentos foram de menos de US$ 500 milhões.

A Petrobras, frisa o presidente da empresa, perdia substantivamente em competência, economia, valor, inteligência. “Além dos aspectos econômicos, o desmonte da Companhia transformada em um conjunto de unidades de negócios trazia perdas em tecnologia, engenharia, pessoal”. Limitava-se o crescimento do Cenpes, o maior centro de pesquisas aplicadas da América Latina e um dos maiores do mundo, e da engenharia básica da Companhia, na “ilusão” de que toda a ciência, tecnologia e engenharia poderiam ser “adquiridas no mercado”. A gestão posterior a 2003 modificou essa tendência, fortalecendo a engenharia da empresa e seu sistema de pesquisa e desenvolvimento, além de estimular a criação de redes temáticas, que articulam centenas de pesquisadores de dezenas de universidades e instituições de pesquisa no país.

“Na área de geração de energia elétrica, com as termoelétricas a gás natural, não foi diferente. Os contratos, no governo Fernando Henrique Cardoso, garantiam lucros aos empresários donos das térmicas, ficando todo suprimento, pendências, problemas e financiamento do prejuízo para a Petrobras. Os investimentos em refino, mesmo para melhoria da qualidade dos nossos produtos e para aumentar a capacidade de processamento do petróleo brasileiro nas refinarias estava limitado. Nos últimos oito anos esse panorama se transformou e os investimentos no setor de refino cresceram. Hoje estão programadas cinco novas refinarias a serem construídas. Em 2002 não havia investimentos em biocombustíveis e hoje a Petrobras é uma das maiores produtoras de biodiesel e etanol”, diz o presidente.

Em relação ao novo marco regulatório para o pré-sal, Gabrielli também contestou as palavras de Zylbersztajn. Ele diz que o regime de concessões atrai empresas privadas que aceitam o risco de encontrar petróleo em áreas de alto risco exploratório em troca de altos retornos futuros no caso de descobertas. “Para o pré-sal, o risco exploratório é mínimo e o sistema de partilha de produção, em discussão no Congresso, permite, como o próprio nome indica, uma melhor divisão (partilha) entre as empresas e o Governo dos ganhos futuros das potenciais descobertas. Defender o regime de concessões para o pré-sal é defender que a maior parte dos ganhos da atividade sejam apropriados pelo setor privado e nesse sentido é defender, sim, a privatização do pré-sal”, conclui Gabrielli.

FONTE: Conversa Afiada

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Economia: Assessor de Serra quer mudar modelo de exploração do pré-sal

Assessor sugere modelo antigo para pré-sal
Juliana Ennes | VALOR ECONÔMICO

David Zylberstajn, assessor técnico para a área de energia da campanha do candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse ontem que aconselha o candidato a desistir da proposta do atual governo de modificar o modelo de concessão de campos de petróleo para o modelo de partilha, no caso dos blocos do pré-sal.

Ele lembrou, no entanto, que o custo político da decisão é somente o candidato quem pode avaliar e é isso que deve nortear a decisão final de se adotar ou não o modelo de partilha no pré-sal.
“A minha opinião é pelo lado técnico, mas dentro do contexto político eu não sei. Eu aconselharia a deixar o que está funcionando bem do jeito que está. Se houvesse justificativa para mudar, tudo bem”, disse Zylberstajn.

O presidente da DZ Negócios com Energia e ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP) acredita que o modelo proposto não traz benefícios para o governo em termos de arrecadação. Além do fato de o governo receber sua parte em petróleo, e não mais em dinheiro.
“Não há nenhuma conta que diga que esse sistema é mais vantajoso financeiramente para o governo. Eu, particularmente, acho que qualquer que seja o governo, ter uma estatal comprando e vendendo petróleo é uma janela para a corrupção. É um modelo completamente estapafúrdio”, disse.

O assessor de Serra acredita que o regime de concessões seja melhor não somente em termos de arrecadação, mas tem também a vantagem de antecipar o recebimento dos recursos. “Você tem o bônus de assinatura. No sistema de partilha, você só vai receber lá na frente. Depois de ter descontado o que gastou com o campo, vai receber sua parte em óleo, que vai ter que ser vendido. Isso só vai gerar alguma coisa lá na frente. Enquanto, hoje, se licitar um campo, o governo coloca dinheiro no Tesouro hoje mesmo”, disse.

Ele lembrou que a obrigatoriedade de que a Petrobras opere ao menos 30% de todos os blocos do pré-sal traz um grande risco. De um lado, para a própria companhia, que fica obrigada inclusive a ter como sócias empresas que ganharem a briga, independentemente do desejo de se fazer uma sociedade. E é também ruim para o país, que fica preso à capacidade da estatal de investir.

Zylberstajn disse que o Rio de Janeiro precisa tomar cuidado para não virar um importador de equipamentos industriais de São Paulo, devido à escassez de mão de obra, a problemas de infraestrutura, aos meios instituicionais e a eventuais incentivos fiscais.

FONTE: Viomundo

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Petrobrás: Editor da Economist diz que Brasil deve evitar inchaço


Para se transformar em um país desenvolvido, o Brasil precisa cuidar bem da exploração do petróleo da camada pré-sal, melhorar a qualidade da educação pública, estabelecer regras para aumentar a atração de investimentos privados de longo prazo e acelerar a redução da pobreza e da desigualdade.
A avaliação, com quatro pontos principais, é de Michael Reid, editor da revista britânica The Economist para as Américas e ex-correspondente da publicação no Brasil.


Reid é um dos especialistas ouvidos pela BBC Brasil como parte da série ''O Que Falta ao Brasil?'', que discute os desafios do Brasil para se tornar um país desenvolvido. Para o jornalista, o próximo governo brasileiro deve administrar o desenvolvimento do petróleo do pré-sal de maneira eficiente e de uma forma que não acabe transformando a Petrobras "em uma companhia inchada e superampliada". Ele diz ainda que o governo deve "evitar que a receita do petróleo corrompa as instituições públicas".


O segundo ponto, segundo Reid, é a qualidade da educação. "O País precisa continuar e aprofundar a qualidade da educação pública". A atração de investimentos privados é a terceira questão considerada por ele importante para que o Brasil consiga se tornar um país desenvolvido. "O governo deve ser muito mais agressivo ao estabelecer regras para atrair investimentos privados de longo prazo, principalmente em infraestrutura", afirma Reid.


"O governo Lula passou oito anos nos quais fez pouco para estabelecer um marco regulatório para atrair investimentos privados", avalia. Para o editor da Economist, o programa Bolsa Família fez "um trabalho fantástico" para reduzir a pobreza e a desigualdade no País, mas isso ainda é insuficiente.

"O Brasil precisa ir além do Bolsa Família para reduzir a pobreza e a desigualdade de maneira mais agressiva", afirma. Reid cita ainda um quinto ponto que considera importante, o combate ao crime e à violência, mas faz a ressalva de que grande parte dessa responsabilidade não é do governo federal, mas dos Estados por meio de suas polícias civis e militares.

FONTE: Site Terra/BBC Brasil

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Petrobras levanta R$ 120,36 bi em sua oferta de ações

           Observação deste Blog: Em 1999 no Governo FHC a Petrobrás quase foi privatizada por U$ 3 bi. Me calo por aqui!


Terra Economia

A Petrobras arrecadou R$ 120,36 bilhões em sua mega oferta de ações, a maior já realizada no mundo, garantindo recursos para a exploração do pré-sal e assumindo um lugar central no mercado financeiro global.

A petroleira brasileira atraiu forte interesse de investidores de diversos lugares, incluindo fundos soberanos de países na Ásia e no Oriente Médio, segundo uma fonte. A demanda total na operação chegou a US$ 140 bilhões, o dobro dos US$ 70 bilhões apurados na capitalização, de acordo com
o câmbio atual.


É de longe a maior operação do tipo já realizada, ultrapassando a emissão da empresa de telecomunicações japonesa NTT, que movimentou US$ 36,8 bilhões em 1987 e até agora era considerada a maior oferta de ações do mundo.

O sucesso da capitalização da Petrobras , negócio que se arrastou por meses e que pesou sobre o valor das ações da empresa no mercado neste ano, inaugura um período considerado positivo por analistas para a companhia a partir de agora, já que ela poderá focar sua atenção no desenvolvimento
das enormes jazidas na bacia de Santos.


"A expectativa é que, bem ou mal, o fim do processo de capitalização deixe a empresa livre para andar com os fundamentos dela. Esse é o grande alívio", afirmou o analista de uma corretora de grande porte em São Paulo, que pediu para não ser identificado.

A empresa precificou as novas ações ordinárias em R$ 29,65 cada, enquanto as preferenciais saíram a R$ 26,30, segundo informações disponíveis no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no final da noite de quinta-feira. Mais cedo, uma fonte a familiarizada com a operação havia confirmado os valores.

Os preços ficaram ligeiramente abaixo dos registrados pelas ações da empresa já negociadas na Bovespa. Nesta quinta-feira, as ordinárias encerraram a R$ 30,25 e as preferenciais a
R$ 26,80 na bolsa paulista.


Foram vendidos um total de 4,27 bilhões de novas ações, das quais 2,4 bilhões ordinárias, que dão direito a voto, e 1,87 bilhão de preferenciais. Os números indicam que o lote adional foi parcialmente exercido.

O prospecto da operação considera ainda um lote suplementar de até 188 milhões de ações, opção que poderá ser exercida pelo Morgan Stanley em um período de 30 dias a depender da demanda. Investidores estrangeiros durante a quinta-feira já consideravam a oferta um êxito e atribuíam o grande interesse global no volume de petróleo que a empresa tem em mãos.

"É pelo tamanho total das reservas", afirmou Edward Maran, gestor de ativos na Thornburg Investment Management, em Santa Fe, New Mexico, quando questionado do porquê da atenção do
mercado ao negócio.

"Essas reservas de petróleo (da Petrobras) são consideravelmente melhores do que empresas nos Estados Unidos podem oferecer", afirmou Marc Fogassa, gestor associado na Hedgefort Capital Management, em Pasadena, Califórnia, e também acionista da empresa. "As pessoas sabem que é um bom ativo a um preço com desconto."

Perto da Exxon
Com os grandes campos no pré-sal, analistas consideram que o total de reservas provadas da Petrobras poderá em breve alcançar ou mesmo ultrapassar as da norte-americana Exxon Mobil, a maior petroleira listada em bolsa, com 23 bilhões de barris em reservas provadas.


"A empresa tem perspectivas positivas porque tem o que nenhuma outra empresa tem no mundo: novas reservas", disse um analista de um dos bancos participantes da oferta.

A Petrobras prepara um grande evento na Bovespa na sexta-feira para marcar a capitalização. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem propagado a grandiosidade do negócio nos últimos dias, comparecerá.

"Diante da minha vida política toda, dizendo que eu era socialista, agora vou fazer a maior capitalização que o mundo capitalista já conheceu", afirmou Lula nesta semana. "Não será
menos do que US$ 70 bilhões", disse o presidente nesta quinta-feira em Maringá, no Paraná, revelando inadivertidamente o valor total da operação. Mas existem críticas sobre o excessivo peso do governo na emissão de ações da Petrobras.


A União, que dispunha de R$ 74,8 bilhões para participar da oferta, resultado da cessão de 5 bilhões de barris de petróleo para a Petrobras, deverá elevar sua participação no capital da companhia, hoje em torno de um terço do total.

Detalhes sobre como ficou a alocação das novas ações ainda não foram revelados, impedindo que se saiba no momento qual será a fatia do governo na empresa quando encerrada a capitalização.

"Tem tanto dinheiro público que é a capitalização menos capitalista da história", afirmou Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura. O grande volume de novas ações emitido pela petroleira estatal vai começar a ser negociado na próxima segunda-feira, na Bovespa.

O Bradesco BBI, banco de investimento do Bradesco , é o coordenador-líder da capitalização da
Petrobras. Bank of America Merrill Lynch , Citigroup , Santander , Morgan Stanley e Itaú BBA, banco de atacado do Itaú Unibanco , são os coordenadores da oferta global.