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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Marco Aurélio Melo: O Estadão Afinou

Tenho atividade intelectual. 

Vendo minha força de trabalho, mas minhas convicções políticas não fazem parte da minha relação trabalhista. 

Por causa disso fui demitido em 2006, depois de quase dez anos de serviços prestados à maior emissora de televisão do país, tendo passado três outros anos numa emissora afiliada do mesmo grupo. 

Portanto, tive uma carreira de 12 anos interrompida por discordar da maneira como os patrões e seus vassalos manipulavam o noticiário seletivamente à favor do PSDB. 

Nunca houve nada que desabonasse minha carreira, consagrada com um dos mais importantes postos naquele que já foi o principal telejornal do país. 

Não me arrependo de nenhuma palavra do que disse e faria tudo outra vez, se preciso fosse. Também não sinto saudades. 

Era muito infeliz profissionalmente e não tinha consciência do tamanho da minha infelicidade. 

Em relação aos episódios de 2006 há farto material na imprensa alternativa da época, sobretudo na Revista Carta Capital, para quem quiser conhecer o outro lado que eles escondem da sua história de sucesso. E há também testemunhas oculares importantes sobre um momento obscuro do jornalismo brasileiro, entre eles: Carlos Dorneles, Luiz Carlos Azenha e Rodrigo Vianna. 

Há outros que não vou revelar para poupá-los, já que foram preservados nos quadros da empresa sob forte amordaçamento. 

Estou dizendo tudo isso porque a memória voltou à tona depois que soube que o jornal O Estado de São Paulo decidiu dispensar uma de suas mais importantes colunistas, a psicanalista Maria Rita Kehl.

Foi ela a autora de um artigo demonstrando que a elite desqualifica o voto do mais pobre, como se ele fosse um cidadão de segunda classe em nosso país. 

Deixo em homenagem a ela um parágrafo do artigo que considero essencial: "
Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos." 

Maria Rita é mais uma voz que se levanta contra os poderosos e é calada sumariamente. É essa gente que defende a liberdade de expressão e de imprensa no Brasil. Que tal?

P.S. Acabo de saber que o jornal afinou. Menos mal. 

FONTE: Blog DoLaDoDeLá

domingo, 26 de setembro de 2010

Brizola Neto: Editorial do Estadão não é pró-Serra é anti-Lula

             O post do Brizola Neto do Tijolaço que copio abaixo com alguns comentários de seus seguidores,  dá uma noção da inicial repercussão sobre o posicionamento do "PIG Estadão" sobre qual candidato apóia, ou melhor, qual odeia. 
             A posição do Estadão não é surpresa para ninguém. Importante é que tiraram a máscara e se declararam, não apenas pró Serra, mas sim indiscutivelmente anti Lula. Isso é óbvio.  
             Sacaram a máscara quando foram chamados na "xinxa" pelo mandatário da Nação que os desafiou, comprovando mais uma vez porque ele é considerado o cara. 
             O metalúrgico rasgou o véu da hipocrisia alheia para o bem do país e da democracia.

 
  Ao seu candidato, o Estadão destinou sete linhas. O resto fica para o dia-a-dia

O editorial em que o Estadão declara publicamente o apoio a José Serra, a uma semana da eleição, destina sete linhas ao que seriam as qualidades do candidato tucano e nove parágrafos a atacar o presidente Lula e sua gestão, aprovados por 80% dos brasileiros segundo a pesquisa Ibope divulgada ontem.

Para o Estadão, os progressos sociais e econômicos do governo Lula são um “mal a evitar”. O jornal dos paulistas quatrocentões afirma que Lula tem o “mau hábito de perder a compostura quando é contrariado”, que preside um governo “moralmente deteriorado”, que se transformou em “chefe de facção”, que se entrega a “autoglorificação” e que “atropela as leis”.

É incrível como a visão das elites é preconceituosa e oposta ao que percebe e sente a população. Lula é recebido com um sorriso no rosto onde quer que vá,e o povo se sente muito bem representado por ele. Ao contrário dos candidatos historicamente apoiados pelo Estadão, todos paulistas, à exceção de Collor, por falta de opções, Lula é um presidente popular, de bem com o país que preside, e que só encontra hostilidades da parte dos que perderam algum poder com sua chegada à Presidência.

Lula vai deixar para seu sucessor, que certamente não será o candidato do Estadão, um país infinitamente melhor do que recebeu do ex-candidato do Estadão. E ao contrário do que diz o jornmal, jamais atentou contra a democracia, mesmo com a campanha impiedosa que sofreu durante os oito anos de seu governo pelo Estadão e seus similares. O Estadão não é a favor de Serra, como as econômicas sete linhas de seu editorial comprovam, mas contra Lula. Contra o Brasil que dá certo, popular e nacionalista.

Alguns Comentários de Seguidores do Blog:
    • José Roberto-SP : Quem tem facção e o PIG com seus COMPARSAS.
    • George A.F. Gessário : Estranhamente hj tenho q elogiar o Estadão, mesmo tardiamente abandonou o cinismo e se declarou apoiador do Ze Pedágio, a Liberdade de expressão é garantida pela Constituição, veda-se o anonimato e na minha opinião o cinismo tbm q a grande mídia tanto faz uso. 
    • adenilde petrina : Antes tarde do que nunca….. o Estadão, um dos porta vozes do baronato da mídia assumiu, foi melhor assim. Só que ao assumir, o fez não com elegância, mas à maneira da elite paulista retrógada, ignorante e virulenta: até parece que ainda estão na casa grande. A elite não acompanha a mudança e deve sofrer muito pois não entende que em 500 anos, a fila andou muito. Mas o sofrimento da elite não é o tipo de sofrimento libertador. É ódio porque esta elite acha que o Estado é seu patrimônio e que o pobre deve viver de favores. Pois bem: o povo decidiu transformar esses “favores” em direito.Este povo se atreveu a ser protagonista de sua história e democratizar este Estado que não é mais só da elite: é de todo o cidadão brasileiro.Na verdade a elite branca paulista só gosta de pobre submisso e de joelhos implorando por migalhas que caem de sua mesa! É bom. Agora a gente sabe que o Estadão não serve ao povo mas vive debaixo do chicote da elite senhorial.    
    • Valdir : Em 2002 eles também abriram a posição. Não é novidade. A briga não é para que eles digam ou não digam a quem apoiam. Alguém tinha dúvida? A briga é para que haja uma democratização tanto da imprensa quanto da escrita e da leitura que possibilitam alguém ser sujeito da imprensa. Essa briga, nem o lulismo comprou ainda pra valer.
    • Fernando : Se eles não falassem eu nunca ia desconfiar desta predileção pelo Zé, agora só faltam se posicionar a favor do BOLSA IMPRENSA que tem aqui em São Paulo, e o Zé quer levar para todo o Brasil, vc funcionário público não vai mais precisar gastar seu salário com jornais e revista, se o Zé ganhasse vc teria todas as publicações da Globo, Abril, etc… de graça
    • Denise Queiroz : Eu imagino essa gente que assina o estadão (assim pinininho mesmo). Aquele povo que foi “educado” prá sempre sorrir, mesmo diante do pior inimigo e agradar sempre. Devem estar escandalizados com a verdade, já sabida, sendo escrita. Claro que apóiam, são parte dos 4%. Mas que se escandalizam, isso sempre. E mais uma vez comprovamos o que já sabemos e gritamos com todas as forças: Lula é O cara!!!! Desta vez fez com que a porteira da hipocrisia fosse aberta. Que saiam todos e se mostrem. Não que seja preciso, a gente sabe exatamente quem são, mas que fica mais bonito dizer a verdade, ah, isso fica. Parabéns a todos os blogueiros e pitaqueiros (nos quais me incluo) progressistas que ajudamos a revelar essa faceta terrível de nossa decrépita grande e velha imprensa
    • antonio cm :  É preciso de uma vez por todas dizer a esses indivíduos do tal estadão que eles não são nada. Intelectual e ideologicamente são fracassados. Não têm nenhum projeto de sociedade, de país, de nação de civilização, enfim de coisa alguma. Não vão deixar nada para a posteridade a não ser uma história medíocre dos golpismos característicos dos tiranetes locais da antiguidade. O que está abaixo foi extraído do prólogo do Código de Hamurabi(1810 -1750 a.C): “…por esse tempo de Anu e Bel me chamaram, a mim, Hamurabi, o excelso príncipe, o adorador dos deuses, para implantar a justiça na terra, para destruir os maus e o mal, para prevenir a opressão do fraco pelo forte… para iluminar o mundo e propiciar o bem-estar do povo. …” Caso esses ignorantes não tenham prestado a atenção a data é ANTES DE CRISTO. Essa raça de estadões e que tais ainda não chegou a esse nível, são anteriores a isso. Pra mim é falta de QI é vulgar burrice! 
    • Victor : Bem resumida a questão por você, Brizola. O Estadão não apóia Serra; ele simplesmente ODEIA o Lula e, por conseguinte, o seu governo. Odeia os avanços sociais, a distribuição de renda, o aumento do número de empregos, a ascensão do país no âmbito internacional. Esse editorial é um desabafo do jornal. Eles estavam com isso preso desde 2002, com a eleição de Lula. Passaram oito anos batendo no governo, de forma impiedosa. Não conseguiram mais segurar o impeto golpista. Sentiram a porrada quando Lula disse que a imprensa é essencialmente partidária (e essencialmente golpista e antidemocrática). A imprensa brasileira ODEIA o povo brasileiro. Essa é a demonstração. Lula NUNCA, nestes 8 anos, tentou sequer controlar algo que fosse da imprensa. Simplesmente retrucou, singelamente, em fartas ocasiões, o fuzilamento de editoriais dos grandes jornais e revistas. Mas mesmo depois disso tudo, venceu, e Dilma vencerá esta eleição, para o bem do POVO BRASILEIRO!
    FONTE: Blog Tijolaço

    quinta-feira, 11 de março de 2010

    Midia Golpista e Terrorista já ultrapassa a vagabundagem

    PT finalmente reage à agressão midiática

    Passado o convescote Instituto Millenium, antro da direita hidrófoba do país, os barões da mídia resolveram ir às ruas para evitar o perigo da “restauração stalinista e castrista” representada pela candidatura Dilma Rousseff. Como na preparação do golpe midiático na Venezuela, em abril de 2002, agem como “una solo voz”. A Veja estampa na capa a manchete “caiu a casa do tesoureiro do PT”; na sequência, a TV Globo difunde a versão para milhões de telespectadores desavisados; já os jornais Folha, Estadão e O Globo, entre outros, dão farta munição para a artilharia pesada.

    Diante deste autêntico “genocídio midiático”, a sociedade fica perplexa e confusa; parlamentares da base aliada se acovardam; até alguns demos voltam a falar em ética na política, deixando de visitar Arruda, o “vice-careca”, na prisão; e os tucanos tentam sair do seu inferno astral. Alguns expoentes petistas ainda defendem a tática do se fingir de morto, achando que isto abrandará o ódio da mídia. Neste cenário, a nota pública do novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, é um alento. Serve para esclarecer a população, municiar a militância e retomar a ofensiva política.

    A bandidagem do Estadão e da Veja

    “É com perplexidade e absoluta indignação que o PT vem acompanhando a escalada de ataques mentirosos, infundados e caluniosos por parte de alguns órgãos da imprensa a partir de matéria sensacionalista publicada na última edição da revista Veja. O mais absurdo desses ataques se deu no jornal O Estado de S.Paulo, que usou seu principal editorial para acusar o PT de ser ‘o partido da bandidagem’ – extrapolando os limites da luta política e da civilidade sem qualquer elemento que sustente sua tese”, afirma o partido do presidente Lula, que finalmente decidiu reagir.

    Ainda segundo a nota, o PT “buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas nos últimos dias. Acionará judicialmente o jornal O Estado de S.Paulo, pelo editorial, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Representará no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de base jurídica ou factual”.

    Os interesses eleitoreiros da mídia

    A nota do PT é mais do que justa. É necessária à democracia. Quanto às “reporcagens” da mídia demotucana, elas atentam contra a própria Constituição Federal, que estabelece a “presunção da inocência”. Sem ouvir os acusados, numa atitude covarde, a mídia incorreu novamente no crime da “presunção da culpa”. Requentou antigas denúncias sem apresentar qualquer prova concreta. Seu objetivo evidente é acuar a candidatura de Dilma Rousseff e ajudar no palanque eleitoral do tucano José Serra, homem de confiança das famíglias Marinho, Civita, Frias e Mesquita.

    Quanto ao promotor José Carlos Blat, fonte primaria das ilações da Veja, o PT poderia anexar ao processo velhas denúncias da própria revista contra o sinistro sujeito. Entre os manjados padrões de manipulação da mídia, um dos principais é realçar o que interessa e ocultar o que não serve no momento. Neste caso, a Veja preferiu esconder as denúncias que já fez contra o promotor – que revelou recentemente suas pretensões políticas. “Estou pensando em me candidatar a deputado”.

    Fonte primária é bastante suspeita

    A revista sabe que Blat é um elemento suspeito. Quando integrou o Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), ele foi acusado de tentar se livrar de multas do Detran e de proteger suspeitos de corrupção. Em 2004, Blat inclusive foi afastado do órgão. Na ocasião, a Corregedoria do Ministério Público apontou vários indícios de crimes: uso de veículo e pessoal da Gaeco para interesses pessoas; negociar com um delegado a liberação do seu pai, preso em flagrante por armazenar bens roubados; abuso de autoridade e enriquecimento ilícito.

    Ele também foi acusado de beneficiar o contrabandista chinês Law Kin Chong. Em 2002, quando atuou na força-tarefa antipirataria, focou a investigação nos pequenos contrabandistas, livrando o chefe da máfia. A advogada do contrabandista costumava visitar Blat no Gaeco. A Corregedoria descobriu ainda que ele morou num apartamento de Alfredo Parisi, condenado por bancar o jogo do bicho. Antes de virar promotor, ele foi sócio do filho de Ivo Noal, outro banqueiro do bicho, numa loja de conveniência. Esta é a fonte privilegiada da Veja, da TV Globo e dos jornalões.

    FONTE: Blog do Miro

    quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

    O Terrorismo no Brasil

    O terrorismo não é algo que está tão longe de nós como imaginávamos.
    É normal pensarmos que trata-se apenas de homens-bombas lá para os lados do oriente médio, ou atentados com carros repletos de explosivos e outras coisitas mais, muito longe do brasil varonil.
    País de muita fé e religiosidade intrínseca, agradecemos aos céus por sermos tão abençoados e estarmos livres dessas tragédias das quais ouvimos falar diariamente.

    Mas será que estamos mesmo livres do terrorismo?

    É óbvio que não!
    O verdadeiro terrorismo está plantado em nosso cotidiano, em nossa vida diária e simplesmente nem nos damos conta.
    Vão me negar que a maneira como é conduzida a nossa vida política não é fruto de terrorismo?
    Uma máfia política que está há tanto tempo no poder ditando regras, mamando desde sempre e metendo a mão nos cofres públicos não são terroristas?
    O modo como a grande mídia manipula as informações não é um ato de terrorismo contra o estado de direito e a vida dos cidadãos?
    Jornalistas, colunistas, donos de grandes empresas de comunicações e políticos retrógrados que controlam nossas cidades e estados são tão ou mais terroristas do que os grupos assim denominados que conhecemos pelo mundo afora.

    Dias atrás o próprio Presidente da República em entrevista exclusiva á revista Piauí deixou claro que não dá a mínima bola para a grande imprensa. Não lê jornais como a Folha de São Paulo, O Globo, o Estadão, JB e nem revistas como Veja e Exame. Não assiste Jornal da Record e nem muito menos o Jornal Nacional. Não sabe bem quem é Miriam Leitão e não se lembra quando foi a última vez que ouviu algo de Bóris Casói ou Arnaldo Jabor.

    Mordidos de raiva e perplexos diante desta afirmativa do Presidente da Republica, a mídia ficou ainda mais voráz na sua intenção de introduzir o pânico e o terror na cabeça da população.
    Eles estão indignados pois imaginavam que eram audiência no palácio do planalto, que seriam lidos, ouvidos ou assistidos no mais alto escalão do poder.

    Mas será que o Presidente está errado em buscar fontes alternativas de informação?
    Se até ele quer se proteger do terrorismo é porque alguma coisa não cheira bem nas redações e nem nas salas de edições dos jornais televisivos.

    Sim, o terrorismo está implantado para bombardear-nos diariamente com péssimas notícias. Informações desvirtuadas para gerar o pânico e fazer-nos borrar de medo com o apocálipse que caminha á passos duros.

    Qualquer notícia positiva é tratada com desdém na vóz de Willian Boner.
    Mas as negativas são enfatizadas quando ele mexe sua sombrancelha de maneira assustada passando temor de que não resta nada que possamos fazer a não ser entregar nossa vida nas mãos de Deus.

    Fique ligado nesses terroristas e você vai se dar conta de que não vale á pena viver. Melhor mesmo é explodir ou entrar em depressão profunda já que a vida vai escoando pelo ralo.

    Qual seria a intenção da mídia terrorista e golpista ao ocultar informações, inverter notícias, enfatizar desgraças e passar uma idéia de que estamos indo de mal a pior diariamente?