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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Datafolha: Dilma soma 50% das intenções de voto e Serra tem 40%


Conforme antecipado aqui no final da noite passada com informações do Blog do Miro - Datafolha causa pânico na TV Globo, o Datafolha confirma as pesquisas do Vox-Populi e Ibope. Nos três institutos a diferença entre a candidata oficial Dilma Roussef e o candidato da oposição Serra é de 12% dos votos válidos.

Abaixo informações do Terra:

A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, lidera a disputa do segundo turno contra seu adversário, José Serra, do PSDB, de acordo com pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) pelo jornal Folha de S. Paulo. Dilma soma 50% das intenções de voto, enquanto José Serra tem 40%. Os votos brancos e nulos são 4% e não souberam ou não opinaram, 6%;

Considerando apenas os votos válidos (sem brancos e nulos), Dilma tem 56% contra 44% de Serra. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada no último dia 15 de outubro, a petista aparecia com 47% das intenções de voto contra 41% de Serra. Nos votos válidos, Dilma somava 54% e o tucano, 46%.

Encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela Rede Globo, a pesquisa foi realizada no dia 21 de outubro, com 4.037 entrevistados em todo País, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 16 de outubro de 2010, sob o número 36.536/2010.

FONTE: Site Terra

terça-feira, 20 de abril de 2010

O Datafolha falha?

Gato escondido com rabo de fora
Veja: Inspiração no carisma de Obama para dar uma forcinha ao Serra

E o pau tá comendo na guerra das pesquisas… Denúncias que circularam pena internet durante todo o final de semana acabaram confirmadas, hoje, pelo diretor do Datafolha Mauro Paulino. O instituto ampliou (e muito) a amostra colhida em São Paulo para a sondagem de intenção de votos divulgada no final de março, dias antes de José Serra (PSDB-SP) deixar o governo paulista e oficializar sua candidatura.

Na pesquisa de fevereiro, o Datafolha coletou amostras em 18 bairros de São Paulo. Em março, a quantidade de bairros subiu para 71. Nenhuma outra cidade teve o universo amostral modificado.

A desculpa do diretor do instituto é que o aumento das amostras em São Paulo foi motivado por uma pesquisa paralela para o governo daquele estado. Acontece, porém, que o formulário registrado no TSE não traz nenhuma pergunta específica para os paulistanos.

Ora, não precisa ser gênio para saber que aumentar as amostras em São Paulo beneficia José Serra. Mas, tomemos como bem-intencionadas as ações do Datafolha. Mesmo assim, o instituto não poderia em hipótese alguma comparar as pesquisas de março e fevereiro para afirmar que Serra subiu 4 pontos. São metodologias diferentes, com universos amostrais completamente diferentes.

Ou seja, tem gato escondido com rabo de fora por aí.

A capa da Veja

Não poderia deixar de comentar também a capa da revista Veja desta semana (no topo deste post, ao lado da Time com Obama). Esse José Serra meigo e com carinha angelical tá demais… hahahahahaha.
E a frase: “Eu me preparei a vida inteira para ser presidente.”  Hahahahahahaha
Vejamos a capa com Dilma:
Além de ser em preto e branco, olheiras acentuadas, as chamadas na capa são: “A candidata e os radicais do PT”, “Entre a ideologia e o pragmatismo”, “O estado e o capitalismo no mundo pós-crise”… Só coisa boa, pra cima, alto astral.

Sem falar que o conteúdo da Dilma é uma entrevista sem sal (ver aqui). E o conteúdo de Serra é uma ode ao futuro estadista brasileiro (ver aqui).

Não voto em Dilma nem gosto do PT (salvo algumas exceções). Mas que existe um PIG no Brasil, isso existe…

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Istituto de Pesquisa Deles - Por Marco Aurélio Mello

Marco Aurélio Mello é Jornalista e ex funcionário da Globo. Ele viveu tempo suficiente por lá e conhece muitíssimo bem o "modus operandi" do monopólio de comunicação. Transcrevo abaixo um post seu sobre o assunto "Pesquisas de Opinião Pública". Achei interessantíssimo porque corrobora e de certa maneira responde claramente meu post anterior sobre o mesmo assunto:Datafolha afirma: Bonner o 2.o brasileiro mais confiável.

O Instituto de Pesquisa - Deles

Da série se perguntar, eu nego.

Estamos em 2001. O diretor de programação vaidoso e exibicionista entra na redação de São Paulo, a maior do país, saca o celular de última geração e faz uma discagem rápida. Testemunhas ouvem o seguinte diálogo:
- É o Mont Blanc? (nome fictício, em homenagem às canetas que foram moda entre os emergentes, tempos atrás).
Do outro lado da linha, alguém responde e o tal diretor logo emenda:
- Oh Mont Blanc, assim não dá cara. Em terceiro lugar não dá. O Rio tá me enchendo o saco com essa história. Você precisa dar um jeito nisso.
O interlocutor parece argumentar, quando subitamente é interrompido:
- Não quero saber! Você precisa dar um jeito nisso! É ou não é por amostragem? Então, não tem probabilística coisa nenhuma. Do jeito que está não dá para ficar. Você vai ter que mudar isso! E desliga.

Curiosa, nossa testemunha, primeiro, quer saber se o tal Mont Blanc é quem está pensando e, em segundo lugar, se o diretor de programação da emissora teria mesmo poder para interferir no trabalho do homem que é avalista dos índices de medição de audiência, num sistema até hoje nebuloso, cuja a fórmula jamais foi bem explicada.
A testemunha conseguiu confirmar a identidade do sujeito, mas não se aquele telefonema tinha mesmo a implicação que suspeitou-se na época.

E qual seria? Naquele ano, outra emissora de televisão levou ao ar um programa que, aos domingos, batia recordes de audiência. Artistas foram confinados numa casa e monitorados 24 horas por dia.
O animador era o próprio patrão e a atração fez dos participantes celebridades da noite para o dia.

Aos domingos, quando havia as eliminações, não raro a emissora líder amargava um terceiro lugar, fato inédito até então. Coincidência ou não, depois daquele telefonema, os números da atração foram deixando a pujança de lado até que o segundo programa naufragou e o projeto foi engavetado.

O próprio patrão, desconfiado, estava decidido a mudar as regras do jogo e criar um instituto autônomo de medição. Foi quando o monopólio entrou no 'reality show'.

Numa ação intimidatória, enquadrou as agências de publicidade e o assunto do instituto independente logo caiu no esquecimento 'por pressão do mercado'.

A lógica se mantém a mesma até hoje.
E pior, todas as decisões são pautadas por esses números, tanto pela emissora líder, quanto pelas concorrentes e até, pasmem, pelos patrocinadores, entre eles estatais e Governos.

Portanto, nas próximas eleições, vale tomar todo o cuidado com aspectos como: metodologia, série histórica, margem de erro e, principalmente, os interesses ocultos.
Aí residem todos os sortilégios da manipulação.

Fonte: DOLADODELÁ

William Bonner será Presidente - Cuidado, Serra

Uma pesquisa divulgada no primeiro dia de 2010 pelo Datafolha leva-nos á reflexões sobre a veracidade dos resultados de pesquisas de opinião pública. Numa pesquisa que pretende apontar as pessoas que detém maior "Confiança e Credibilidade" por parte dos brasileiros, a lista espanta por todos os lados que se tenta olhar.

Por que diabos William Bonner pode ser considerado a 2.a pessoa de maior confiança no Brasil?

Por que o padre Marcelo Rossi da "Igreja Católica" está em 3.o lugar e o Bispo Edir Macedo da "Igreja Evangélica" está em 29.o?

Por que José Serra é o melhor colocado entre todos possíveis candidatos á presidencia?

A obviedade fica por conta da apresentação do Presidente Lula no 1.o lugar da lista. Isso foi apenas uma jogada do instituto de pesquisa para não bater de frente com a popularidade recorde do Lula, não só no Brasil, mas no mundo. O Datafolha utilizou desse expediente para dar credibilidade aos resultados de sua pesquisa "científica" (sic), desviando a atenção dos demais colocados (estratégicamente) na lista.
Alguém já ouviu falar em mensagem subliminar? Pois é!

Qual lugar estaria o jornal Folha de São Paulo numa pesquisa sobre a credibilidade dos veículos de comunicação no Brasil?

Será que o Serra sabe que levaria uma surra do Bonner nas urnas este ano?

Pesquisa Datafolha e os mais confiáveis do Brasil:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o apresentador do Jornal Nacional William Bonner, o padre Marcelo Rossi e os cantores Roberto Carlos e Ivete Sangalo são os brasileiros mais confiáveis entre 27 personalidades nacionais, segundo pesquisa do instituto Datafolha publicada nesta sexta-feira (1º) pelo jornal “Folha de S. Paulo”.


No levantamento, Lula obteve nota média de 7,9, numa escala de 0 (menos confiável) a 10 (mais confiável), seguido por William Bonner (7,78), Marcelo Rossi (7,62), Roberto Carlos (7,60) e Ivete Sangalo (7,35). O instituto ouviu 11.258 pessoas entre os dias 14 e 18 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.


A melhor avaliação de Lula é no Nordeste (8,74), contra 7,14 no Sul e 7,57 no Sudeste. O presidente é mais bem avaliado pelos mais velhos –segundo o jornal, no levantamento ele obteve 47% de notas 10 entre as pessoas com 60 anos ou mais. Entre os mais ricos e escolarizados, Lula cai para o quinto lugar no ranking de credibilidade.


Na outra ponta, as cinco piores médias foram dadas a quatro ex-presidentes da República –Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, José Sarney e Fernando Collor de Melo.


Entre os pré-candidatos à Presidência em 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o mais bem avaliado, com média de 6,23 e a 14ª posição no ranking geral. Em 19º aparece o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), com 5,45 de média. Em 20º, Ciro Gomes (PSB), com média de 5,41, seguido pela ministra Dilma Rousseff (PT), com 5,40, e pela senadora Marina Silva (PV), com 5,15.


Por ordem, o ranking da credibilidade foi o seguinte, de acordo com o Datafolha: Lula, William Bonner, Marcelo Rossi, Roberto Carlos, Ivete Sangalo, Silvio Santos, Zezé Di Camargo, Dunga, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gugu Liberato, José Luiz Datena, Ronaldo, José Serra, Hebe Camargo, Fausto Silva, Paulo Coelho, Xuxa, Aécio Neves, Ciro Gomes, Dilma Rousseff, Marina Silva, Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, José Sarney, Edir Macedo e Fernando Collor.