Estou em Brasília desde terça-feira e conversei com muitas pessoas, muitas mesmo. Em todas as conversas o tema central era a eleição. Pessoas de todos os extratos sociais, vários da Classe C, entre elas o índice de rejeição a Serra é gigantesco. Pareceu-me claríssimo para a população que os factóides criados por Veja, Folha, reverberados em O Globo, na Globo e Estadão não convencem ninguém a não ser uma camada conservadora, despolitizada e que tem preconceitos em relação a Lula, Dilma, PT e o projeto político que eles representam.
A grande maioria da população brasileira não engole mais um candidato incompetente, autoritário, cuja vaidade está acima da atitude republicana, alimentado por uma mídia velha, igualmente golpista que está morrendo de medo de perder publicidade e que fala sempre para os mesmos.
Os brasileiros de bem, que amam o país, a democracia verdadeira, já decidiram seu voto e não querem retornar ao atraso e ao modo profundamente elitista e apartador de governar dos tucanos de São Paulo.
Falando em São Paulo, ontem com um carro emprestado rodei 230 quilômetros na BR060, estrada federal, ótimo estado de conservação, nenhum pedágio. Em São Paulo não andamos 50 quilômetros e gastamos em torno de 19 reais. Todo paulistano deveria fazer um favor a si mesmo, sair um pouco de São Paulo para conhecerem outras realidades. Veriam que outro mundo (e bem melhor) é possível.
No texto a seguir Maria Inês Nassif faz uma boa análise da capacidade que os brasileiros adquiriram de formar a sua opinião, independente do golpismo midiático, partidarizado. É a mesma sensação que tem Eduardo Guimarães ao escrever “Eu confio no povo brasileiro” argumentando que nestas eleições não vencerá um candidato ou um partido, mas a vontade popular que aprendeu que a política é crucial e pode mudar suas vidas.
Um modelo partidário trazido do atraso
Por Maria Inês Nassif, no Valor Econômico, via Diap
A “mexicanização” do quadro partidário brasileiro é um debate a ser colocado em devidos termos. A ameaça de que o PT, depois das eleições de outubro, se transforme num Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o México de 1929 a 2000, é apresentada como “denúncia”. Isso é, no mínimo, um equívoco.
A questão merece ser tratada criticamente por todos os atores do cenário político, sob pena de a eleição consolidar, de fato, e por um bom tempo, um único partido com condições de acesso ao poder pelo voto.
Essa perspectiva está colocada não porque o PT trapaceou, mas porque a oposição acreditou demais no seu poder de influenciar massas via convencimento das elites.
É uma estratégia medíocre de ação política, num mundo onde o acesso à informação tem aumentado e ao mesmo tempo saído da órbita exclusiva da influência dos grandes grupos, e num Brasil onde um grande número de cidadãos-eleitores deixou a pobreza absoluta, outro tanto ascendeu à classe média, a escolaridade aumentou, o acesso à internet é maior e a influência das elites sobre os mais pobres tornou-se muito, muito relativa.
Dos partidos na oposição, apenas o PSol, em passado recente, e o PPS, quando remotamente era PCB, conseguiram pelo menos formular idealmente um conceito de partido de massas.
O PSol fracassou porque foi criado na contramão de um crescimento espantoso do PT, partido do qual se originou, e do recuo de setores que, durante o mensalão, ensaiaram abandonar o partido de Lula. Amedrontados com a retórica pré-64 da oposição, esses setores acabaram lentamente retornando à órbita do petismo.
O PCB conseguiu a façanha de ser um partido de massas apenas quando tinha um líder carismático, Luiz Carlos Prestes. Como viveu boa parte de sua existência na clandestinidade, é difícil saber se teria vocação para sair da política de vanguarda e ganhar substância em setores mais amplos. O PPS, que o sucedeu, certamente não mostra essa capacidade.
O PT continua a exceção no quadro partidário. A estrutura montada pelo partido nacionalmente, quando começava a se perder na burocratização da máquina, foi salva pelo lado popular do governo Lula e pela ofensiva oposicionista. O partido não é mais o que era quando foi fundado, mas é certo que tem uma representação social.
As demais legendas, em especial as de oposição, não conseguiram sair da camisa de força dos partidos de quadros. O PSDB, que catalisou a oposição a Lula, e o DEM, com o qual é mais identificado, terceirizaram a ação partidária para uma mídia excessivamente simpática a um projeto que, mais do que de classes, é antipetista.
Todo trabalho de organização partidária, de formulação ideológica e de articulação orgânica foi substituído por uma única estratégia de cooptação, a propaganda política assumida pelos meios de comunicação tradicionais.
A vanguarda oposicionista tem sido a mídia. Esta, espelhando-se na velha estrutura social do país, tem praticado uma conversa exclusiva com os seus: assumiu um discurso para agradar a elite, que por sua vez perdeu quase totalmente seu poder de influência sobre os menos ricos e escolarizados. Os partidos de oposição e a mídia falam um para o outro. Pouco têm agregado em apoio popular, que significaria voto na urna e, portanto, vitória eleitoral.
A ideia de propaganda política via mídia, que para a esquerda pré-Muro de Berlim era uma parte da estratégia de tomada do poder, e para os social-democratas a estratégia de conquista do poder pelo voto, tornou-se a única ação efetiva da oposição brasileira, exercida, porém, de fora dos partidos.
Teoricamente, a mídia tradicional brasileira não é partidária. Na prática, exerce essa função no hiato deixado pela deficiente organização dos partidos que hoje estão na oposição ao presidente Lula. E o produto final não é exatamente a agregação de adeptos, mas uma conversa entre iguais, que se autoalimenta de um discurso trazido do udenismo, pouco propenso a conduzir um debate propriamente ideológico.
Esse não é um fenômeno pós-Lula simplesmente, embora os dois governos do presidente petista tenham dado grande contribuição a esse descolamento entre a “opinião pública” e a “opinião dos pobres”. Logo no início da redemocratização, foi instituído o voto do analfabeto.
Ao longo dos dois últimos governos – portanto, nos últimos 15 anos – ocorreram ganhos de cidadania via aumento de escolaridade e renda que, por si só, incentivam a autonomia do voto. Nos últimos sete anos, os programas de transferência de renda reforçaram essa tendência.
Esse contingente de novos eleitores ganhou autonomia de voto e se descolou da mídia tradicional. Nesse universo, os formadores de opinião pública – por sua vez formados pela mídia – não têm o mesmo acesso que tinham antigamente.
O ingresso dos antigos desletrados na era da informação tem se dado pela televisão – e aí o horário eleitoral gratuito é neutralizador – e um pouco pela internet, mas a decisão política ocorre por ganhos de cidadania.
Como a mídia tradicional é a única a operar como “propagandista” dos partidos de centro e de direita que nunca acharam necessário incorporar militância, formar quadros ou mesmo publicizar ideário, é de se supor que a capacidade de formação de consensos da mídia tradicional seja pouco significativa numa parcela do eleitorado que ascendeu recentemente ao mercado consumidor.
O bloco oposicionista, que inclui não apenas os partidos, mas a mídia tradicional, não entendeu as mudanças que ocorreram no país. O modelo partidário que trazem na cabeça é um que pressupõe alinhamento automático de parcelas da população com líderes distantes ou donos de votos locais, ou a submissão da “ignorância” popular à opinião formada por iluminados.
O novo Brasil não comporta mais isso. Esse modelo de política é elitista, porque não parte do princípio que as pessoas são iguais inclusive no direito de formar uma opinião própria.
FONTE: Blog Maria Frô
Penso, logo existo! Esse é meu espaço para opinar sobre assuntos e temas variados. Não me deixo levar por idéias contrárias que não tenham base de sustentação. As aparências e algumas "informações" enganam. Não pertenço a pequenos grupos, mas a uma "Grande Nação" e isso é maior que tudo. "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma" - Joseph Pulitzer
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
O Istituto de Pesquisa Deles - Por Marco Aurélio Mello
Marco Aurélio Mello é Jornalista e ex funcionário da Globo. Ele viveu tempo suficiente por lá e conhece muitíssimo bem o "modus operandi" do monopólio de comunicação. Transcrevo abaixo um post seu sobre o assunto "Pesquisas de Opinião Pública". Achei interessantíssimo porque corrobora e de certa maneira responde claramente meu post anterior sobre o mesmo assunto:Datafolha afirma: Bonner o 2.o brasileiro mais confiável.
O Instituto de Pesquisa - Deles
Da série se perguntar, eu nego.
Estamos em 2001. O diretor de programação vaidoso e exibicionista entra na redação de São Paulo, a maior do país, saca o celular de última geração e faz uma discagem rápida. Testemunhas ouvem o seguinte diálogo:
- É o Mont Blanc? (nome fictício, em homenagem às canetas que foram moda entre os emergentes, tempos atrás).
Do outro lado da linha, alguém responde e o tal diretor logo emenda:
- Oh Mont Blanc, assim não dá cara. Em terceiro lugar não dá. O Rio tá me enchendo o saco com essa história. Você precisa dar um jeito nisso.
O interlocutor parece argumentar, quando subitamente é interrompido:
- Não quero saber! Você precisa dar um jeito nisso! É ou não é por amostragem? Então, não tem probabilística coisa nenhuma. Do jeito que está não dá para ficar. Você vai ter que mudar isso! E desliga.
Curiosa, nossa testemunha, primeiro, quer saber se o tal Mont Blanc é quem está pensando e, em segundo lugar, se o diretor de programação da emissora teria mesmo poder para interferir no trabalho do homem que é avalista dos índices de medição de audiência, num sistema até hoje nebuloso, cuja a fórmula jamais foi bem explicada.
A testemunha conseguiu confirmar a identidade do sujeito, mas não se aquele telefonema tinha mesmo a implicação que suspeitou-se na época.
E qual seria? Naquele ano, outra emissora de televisão levou ao ar um programa que, aos domingos, batia recordes de audiência. Artistas foram confinados numa casa e monitorados 24 horas por dia.
O animador era o próprio patrão e a atração fez dos participantes celebridades da noite para o dia.
Aos domingos, quando havia as eliminações, não raro a emissora líder amargava um terceiro lugar, fato inédito até então. Coincidência ou não, depois daquele telefonema, os números da atração foram deixando a pujança de lado até que o segundo programa naufragou e o projeto foi engavetado.
O próprio patrão, desconfiado, estava decidido a mudar as regras do jogo e criar um instituto autônomo de medição. Foi quando o monopólio entrou no 'reality show'.
Numa ação intimidatória, enquadrou as agências de publicidade e o assunto do instituto independente logo caiu no esquecimento 'por pressão do mercado'.
A lógica se mantém a mesma até hoje.
E pior, todas as decisões são pautadas por esses números, tanto pela emissora líder, quanto pelas concorrentes e até, pasmem, pelos patrocinadores, entre eles estatais e Governos.
Portanto, nas próximas eleições, vale tomar todo o cuidado com aspectos como: metodologia, série histórica, margem de erro e, principalmente, os interesses ocultos.
Aí residem todos os sortilégios da manipulação.
Fonte: DOLADODELÁ
O Instituto de Pesquisa - Deles
Da série se perguntar, eu nego.Estamos em 2001. O diretor de programação vaidoso e exibicionista entra na redação de São Paulo, a maior do país, saca o celular de última geração e faz uma discagem rápida. Testemunhas ouvem o seguinte diálogo:
- É o Mont Blanc? (nome fictício, em homenagem às canetas que foram moda entre os emergentes, tempos atrás).
Do outro lado da linha, alguém responde e o tal diretor logo emenda:
- Oh Mont Blanc, assim não dá cara. Em terceiro lugar não dá. O Rio tá me enchendo o saco com essa história. Você precisa dar um jeito nisso.
O interlocutor parece argumentar, quando subitamente é interrompido:
- Não quero saber! Você precisa dar um jeito nisso! É ou não é por amostragem? Então, não tem probabilística coisa nenhuma. Do jeito que está não dá para ficar. Você vai ter que mudar isso! E desliga.
Curiosa, nossa testemunha, primeiro, quer saber se o tal Mont Blanc é quem está pensando e, em segundo lugar, se o diretor de programação da emissora teria mesmo poder para interferir no trabalho do homem que é avalista dos índices de medição de audiência, num sistema até hoje nebuloso, cuja a fórmula jamais foi bem explicada.
A testemunha conseguiu confirmar a identidade do sujeito, mas não se aquele telefonema tinha mesmo a implicação que suspeitou-se na época.
E qual seria? Naquele ano, outra emissora de televisão levou ao ar um programa que, aos domingos, batia recordes de audiência. Artistas foram confinados numa casa e monitorados 24 horas por dia.
O animador era o próprio patrão e a atração fez dos participantes celebridades da noite para o dia.
Aos domingos, quando havia as eliminações, não raro a emissora líder amargava um terceiro lugar, fato inédito até então. Coincidência ou não, depois daquele telefonema, os números da atração foram deixando a pujança de lado até que o segundo programa naufragou e o projeto foi engavetado.
O próprio patrão, desconfiado, estava decidido a mudar as regras do jogo e criar um instituto autônomo de medição. Foi quando o monopólio entrou no 'reality show'.
Numa ação intimidatória, enquadrou as agências de publicidade e o assunto do instituto independente logo caiu no esquecimento 'por pressão do mercado'.
A lógica se mantém a mesma até hoje.
E pior, todas as decisões são pautadas por esses números, tanto pela emissora líder, quanto pelas concorrentes e até, pasmem, pelos patrocinadores, entre eles estatais e Governos.
Portanto, nas próximas eleições, vale tomar todo o cuidado com aspectos como: metodologia, série histórica, margem de erro e, principalmente, os interesses ocultos.
Aí residem todos os sortilégios da manipulação.
Fonte: DOLADODELÁ
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William Bonner será Presidente - Cuidado, Serra
Uma pesquisa divulgada no primeiro dia de 2010 pelo Datafolha leva-nos á reflexões sobre a veracidade dos resultados de pesquisas de opinião pública. Numa pesquisa que pretende apontar as pessoas que detém maior "Confiança e Credibilidade" por parte dos brasileiros, a lista espanta por todos os lados que se tenta olhar.
Por que diabos William Bonner pode ser considerado a 2.a pessoa de maior confiança no Brasil?
Por que o padre Marcelo Rossi da "Igreja Católica" está em 3.o lugar e o Bispo Edir Macedo da "Igreja Evangélica" está em 29.o?
Por que José Serra é o melhor colocado entre todos possíveis candidatos á presidencia?
A obviedade fica por conta da apresentação do Presidente Lula no 1.o lugar da lista. Isso foi apenas uma jogada do instituto de pesquisa para não bater de frente com a popularidade recorde do Lula, não só no Brasil, mas no mundo. O Datafolha utilizou desse expediente para dar credibilidade aos resultados de sua pesquisa "científica" (sic), desviando a atenção dos demais colocados (estratégicamente) na lista.
Alguém já ouviu falar em mensagem subliminar? Pois é!
Qual lugar estaria o jornal Folha de São Paulo numa pesquisa sobre a credibilidade dos veículos de comunicação no Brasil?
Será que o Serra sabe que levaria uma surra do Bonner nas urnas este ano?
Por que diabos William Bonner pode ser considerado a 2.a pessoa de maior confiança no Brasil?
Por que o padre Marcelo Rossi da "Igreja Católica" está em 3.o lugar e o Bispo Edir Macedo da "Igreja Evangélica" está em 29.o?
Por que José Serra é o melhor colocado entre todos possíveis candidatos á presidencia?
A obviedade fica por conta da apresentação do Presidente Lula no 1.o lugar da lista. Isso foi apenas uma jogada do instituto de pesquisa para não bater de frente com a popularidade recorde do Lula, não só no Brasil, mas no mundo. O Datafolha utilizou desse expediente para dar credibilidade aos resultados de sua pesquisa "científica" (sic), desviando a atenção dos demais colocados (estratégicamente) na lista.
Alguém já ouviu falar em mensagem subliminar? Pois é!
Qual lugar estaria o jornal Folha de São Paulo numa pesquisa sobre a credibilidade dos veículos de comunicação no Brasil?
Será que o Serra sabe que levaria uma surra do Bonner nas urnas este ano?
Pesquisa Datafolha e os mais confiáveis do Brasil:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o apresentador do Jornal Nacional William Bonner, o padre Marcelo Rossi e os cantores Roberto Carlos e Ivete Sangalo são os brasileiros mais confiáveis entre 27 personalidades nacionais, segundo pesquisa do instituto Datafolha publicada nesta sexta-feira (1º) pelo jornal “Folha de S. Paulo”.
No levantamento, Lula obteve nota média de 7,9, numa escala de 0 (menos confiável) a 10 (mais confiável), seguido por William Bonner (7,78), Marcelo Rossi (7,62), Roberto Carlos (7,60) e Ivete Sangalo (7,35). O instituto ouviu 11.258 pessoas entre os dias 14 e 18 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A melhor avaliação de Lula é no Nordeste (8,74), contra 7,14 no Sul e 7,57 no Sudeste. O presidente é mais bem avaliado pelos mais velhos –segundo o jornal, no levantamento ele obteve 47% de notas 10 entre as pessoas com 60 anos ou mais. Entre os mais ricos e escolarizados, Lula cai para o quinto lugar no ranking de credibilidade.
Na outra ponta, as cinco piores médias foram dadas a quatro ex-presidentes da República –Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, José Sarney e Fernando Collor de Melo.
Entre os pré-candidatos à Presidência em 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o mais bem avaliado, com média de 6,23 e a 14ª posição no ranking geral. Em 19º aparece o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), com 5,45 de média. Em 20º, Ciro Gomes (PSB), com média de 5,41, seguido pela ministra Dilma Rousseff (PT), com 5,40, e pela senadora Marina Silva (PV), com 5,15.
Por ordem, o ranking da credibilidade foi o seguinte, de acordo com o Datafolha: Lula, William Bonner, Marcelo Rossi, Roberto Carlos, Ivete Sangalo, Silvio Santos, Zezé Di Camargo, Dunga, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gugu Liberato, José Luiz Datena, Ronaldo, José Serra, Hebe Camargo, Fausto Silva, Paulo Coelho, Xuxa, Aécio Neves, Ciro Gomes, Dilma Rousseff, Marina Silva, Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, José Sarney, Edir Macedo e Fernando Collor.
No levantamento, Lula obteve nota média de 7,9, numa escala de 0 (menos confiável) a 10 (mais confiável), seguido por William Bonner (7,78), Marcelo Rossi (7,62), Roberto Carlos (7,60) e Ivete Sangalo (7,35). O instituto ouviu 11.258 pessoas entre os dias 14 e 18 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A melhor avaliação de Lula é no Nordeste (8,74), contra 7,14 no Sul e 7,57 no Sudeste. O presidente é mais bem avaliado pelos mais velhos –segundo o jornal, no levantamento ele obteve 47% de notas 10 entre as pessoas com 60 anos ou mais. Entre os mais ricos e escolarizados, Lula cai para o quinto lugar no ranking de credibilidade.
Na outra ponta, as cinco piores médias foram dadas a quatro ex-presidentes da República –Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, José Sarney e Fernando Collor de Melo.
Entre os pré-candidatos à Presidência em 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o mais bem avaliado, com média de 6,23 e a 14ª posição no ranking geral. Em 19º aparece o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), com 5,45 de média. Em 20º, Ciro Gomes (PSB), com média de 5,41, seguido pela ministra Dilma Rousseff (PT), com 5,40, e pela senadora Marina Silva (PV), com 5,15.
Por ordem, o ranking da credibilidade foi o seguinte, de acordo com o Datafolha: Lula, William Bonner, Marcelo Rossi, Roberto Carlos, Ivete Sangalo, Silvio Santos, Zezé Di Camargo, Dunga, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gugu Liberato, José Luiz Datena, Ronaldo, José Serra, Hebe Camargo, Fausto Silva, Paulo Coelho, Xuxa, Aécio Neves, Ciro Gomes, Dilma Rousseff, Marina Silva, Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, José Sarney, Edir Macedo e Fernando Collor.
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