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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Datafolha: Dilma soma 50% das intenções de voto e Serra tem 40%


Conforme antecipado aqui no final da noite passada com informações do Blog do Miro - Datafolha causa pânico na TV Globo, o Datafolha confirma as pesquisas do Vox-Populi e Ibope. Nos três institutos a diferença entre a candidata oficial Dilma Roussef e o candidato da oposição Serra é de 12% dos votos válidos.

Abaixo informações do Terra:

A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, lidera a disputa do segundo turno contra seu adversário, José Serra, do PSDB, de acordo com pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) pelo jornal Folha de S. Paulo. Dilma soma 50% das intenções de voto, enquanto José Serra tem 40%. Os votos brancos e nulos são 4% e não souberam ou não opinaram, 6%;

Considerando apenas os votos válidos (sem brancos e nulos), Dilma tem 56% contra 44% de Serra. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada no último dia 15 de outubro, a petista aparecia com 47% das intenções de voto contra 41% de Serra. Nos votos válidos, Dilma somava 54% e o tucano, 46%.

Encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela Rede Globo, a pesquisa foi realizada no dia 21 de outubro, com 4.037 entrevistados em todo País, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 16 de outubro de 2010, sob o número 36.536/2010.

FONTE: Site Terra

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Miro: Datafolha causa pânico na TV Globo

Reproduzo artigo de Renato Rovai, publicado em seu blog no sítio da Revista Fórum:

Acabo de ser informado pela minha boa fonte de sempre que o Datafolha fechou com 50% para Dilma e 40% para Serra nos votos totais.

Nos válidos, Dilma fica com 56% e Serra com 44%.

É a consolidação da tendência já antecipada pelo Vox e depois pelo Ibope.

A única pesquisa que se choca com a possível vitória de Dilma com certa tranqüilidade é o Sensus, que na noite de ontem anunciou uma diferença de apenas 5% dos votos válidos entre os dois candidatos.

O Jornal Nacional está fazendo de tudo para mudar esse cenário atual de favoritismo de Dilma.

Hoje sua edição foi pau puro no PT.

Desde a criação do conselho de comunicação no Ceará, passando pela bolinha de papel na protuberância que fica acima do pescoço de Serra até chegar à história dos sigilos.

Serra pode ter desistido, mas a Globo pelo jeito ainda tem esperança de virar o jogo.

A militância será fundamental para garantir essa vantagem de Dilma. Não serão 10 dias fáceis, como seria natural se o Brasil vivesse numa democracia sem uma organização como a Globo.

Uma empresa de comunicação com os poderes da Globo impede uma democracia plena.

FONTE: Blog do Miro

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Eleições 2010: Pesquisa Ibope Confirma Vox Populi

Pergunta que não quer calar: Serra, depois de sua afirmação de que o Vox Populi trabalha para o PT e por isso é um instituto sujo, gostaria de saber se o Todo Poderoso Ibope é confiável?

Dilma sobe no Ibope: 56% dos votos válidos, contra 44% de Serra

Na pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta quarta-feira (20) , a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, aparece à frente com 56% dos votos válidos, contra 44% de José Serra (PSDB). A margem de erro é de dois pontos percentuais. Os votos válidos excluem os brancos, nulos e indecisos. 
 
Considerando os votos totais - com brancos, nulos e indecisos -, Dilma aparece com 51% das intenções de voto, contra 40% de Serra. Votos brancos e nulos somam 5% e 4% não sabem ou não souberam responder.

No último levantamento, divulgado em 13 de outubro, Dilma tinha 49% das intenções de voto - 53% dos votos válidos -, e Serra tinha 43% da preferência dos eleitores - 47% dos votos válidos.
Com a margem de erro, a intenção de votos totais da candidata petista pode oscilar de 54% a 58%. O candidato do PSDB, por sua vez, pode ter de 42% a 46%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo  e pelo jornal O Estado de S.Paulo e registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 15 de outubro sob o número 36476/2010. O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 20 de outubro. O Ibope ouviu 3.010 eleitores.

FONTE: Terra

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Vox Populi: Dilma soma 51% das intenções de voto; Serra tem 39%

Assim, Dilma soma 57% dos votos válidos, enquanto Serra ficaria com 43%


A candidata à presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, aparece na liderança da corrida presidencial com 12 pontos percentuais de diferença para seu principal adversário, José Serra (PSDB), segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira (19). A petista tem 51% das intenções de voto contra 39% de Serra, candidato da oposição pelo PSDB.


Na última pesquisa Vox Populi, realizada nos dias 10 e 11, a petista aparecia com 48% das intenções de voto contra 40% de Serra.

No novo levantamento, os votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 4% não souberam ou não opinaram. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual.

Considerando apenas os votos válidos - excluindo os votos brancos, nulos e indecisos -, Dilma soma 57% das intenções e Serra, 43%. 

Encomendada pelo Internet Group do Brasil S.A., a pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, com 3000 entrevistados em todo País, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 14 de outubro de 2010, sob o número 36193/2010.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pesquisa Sensus Confirma: "Difamação" de Dilma aumentou rejeição à candidata

A pesquisa da CNT/Sensus confirma tendência verificada na reta final do primeiro turno das eleições e explica os motivos pelos quais a disputa foi levada para o segundo turno. A baixaria, a calúnia e a difamação que apesar de ser considerada crime no código penal, não se tem notícias em solo brasileiro de algum político condenado por essa modalidade de crime.

Com informações do Portal Terra,
Laryssa Borges
Direto de Brasília
Um suposto processo de difamação contra a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, aumentou a rejeição ao nome da presidenciável, informou nesta quinta-feira (14) a pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

O índice de rejeição da petista aumentou de 32,6% em setembro para 35,4% no levantamento consolidado em outubro.

"Nessa eleição, principalmente no final do primeiro turno, temos um fenômeno sociológico de natureza cultural de desconstrução de imagens. O processo de difamação até certo ponto, pegou", avaliou o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes.
 
"Há um fenômeno sociológico novo no processo de eleição que será analisado. A difamação da candidata Dilma teve um peso muito forte na reta final do primeiro turno. Não vamos fazer prognóstico", completou o presidente da CNT, Clésio Andrade.

O levantamento CNT/Sensus, que antes do dia 3 de outubro chegou a garantir uma vitória dilmista na primeira etapa do pleito, justificou nesta quinta a perda de votos da ex-ministra da Casa Civil ao episódio envolvendo Erenice Guerra, além da polêmica sobre uma suposta defesa da descriminalização do aborto.

"O caso Erenice e a questão do aborto foram extremamente trabalhados, fortemente trabalhados na Internet. Não se sabe até que ponto isso vai continuar afetando", comentou Andrade. "O caso Erenice foi o que tirou o grosso da quantidade de votos. Possivelmente a difamação sobre o aborto é o que fez (o revés na) reta final (do primeiro turno)", disse Guedes.

Pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela CNT aponta liderança da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, com 52,3%. O tucano José Serra, por sua vez, registra 47,7% da preferência do eleitorado considerando os votos válidos.

Na pesquisa estimulada, quando são medidos os votos totais, a pesquisa registra, no entanto, empate técnico entre os dois presidenciáveis, com Dilma computando 46,8% e Serra, 42,7%. Nesta situação, votos brancos e nulos chegam a 4,0%. Eleitores indecisos atingem o patamar de 6,6%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

O levantamento CNT/Sensus foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 35560/2010.

FONTE: Portal Terra

sábado, 9 de outubro de 2010

Marina em Verde e Rosa

Marcos Coimbra, na CartaCapital

“A votação que a candidata do PV obteve na reta final da campanha não é igual a conquistada no início. Originou-se em outros segmentos
Em um país do tamanho do nosso, qualquer candidato bem votado recebe todo tipo de voto. Não faz sentido dizer que um só é votado por determinados eleitores, outro por outros. Nestas eleições, isso se aplica a Dilma, Serra e Marina.

É possível, contudo, identificar os traços mais característicos dos eleitores de cada um. Dos eleitores de Dilma, por exemplo. Sabemos o que costumam pensar sobre Lula e o PT, e como encaram a discussão sobre as políticas do governo e sua continuidade.

O mesmo vale para Serra. Conhecemos quem votou nele. Seus sentimentos em relação ao atual presidente, como o comparam a Fernando Henrique, o que acham do PT e dos petistas.

Entre os eleitores de Dilma e de Serra, há diversidade de opiniões, mas elas não variam de oito a oitenta. Quem vota nela pode não querer que tudo do governo seja mantido, mas não defende que tudo seja mudado. Pode fazer críticas a Lula, mas não diz que é péssimo. Talvez discorde do modo como o Bolsa Família é operacionalizado, mas não o chama de esmola.

Tampouco os eleitores de Serra pensam em bloco. Mas não deve haver um só que ache, sinceramente, que Lula é ótimo. Ou que não queira que muita coisa de seu governo mude. Que não antipatize (nem que seja um pouco) com o PT.

Em relação a Marina, no entanto, isso não vale. Seja nos atributos socioeconômicos, seja nos valores e atitudes políticas, seus eleitores são muito heterogêneos.

Todo mundo concorda que as eleições foram para o segundo turno por causa dela. Não foi o desempenho de Serra que o provocou. Ele obteve, na urna, quase exatamente o voto que, desde o primeiro semestre, as pesquisas projetavam. Ou seja, sua campanha não atraiu mais eleitores que aqueles com os quais sempre contou: uma boa parte de São Paulo, o antipetismo, o voto de homenagem por sua ‘trajetória’. O adicional que tinha, vindo do desconhecimento de suas adversárias, sumiu e não foi recuperado.

Dilma perdeu votos para Marina. Foi seu crescimento, lento a partir da segunda semana de setembro, e exponencial nos últimos três dias, que tirou cerca de 10 pontos da candidata do PT. Com isso, Marina mais que dobrou o tamanho que tinha em fins de agosto e provocou o segundo turno.

Houve dois votos em Marina nestas eleições: um que obteve cedo, outro que conquistou na reta final. É preciso entender os dois, para que possamos imaginar como será o segundo turno.

O voto "antigo" em Marina é o voto da agenda verde. Os 8% a 10% que ela havia alcançado ainda em maio provinham, na sua maioria, de eleitores sensíveis aos temas ambientais, que se revelavam tão atentos à questão que se dispunham- a um "voto de atitude", para mostrar sua insatisfação com o descaso do sistema político brasileiro em relação ao assunto. Havia, nele, outros elementos, de cunho regional (pela origem da candidata no Norte) e religioso (decorrente de sua inserção na comunidade evangélica). Mas não seria errado dizer que era um "voto verde", de quem conhecia Serra e Dilma e não pensava em nenhum dos dois.

O voto que ela adquiriu no final da eleição não é igual. Originou-se em outros segmentos da sociedade e foi movido por valores diferentes.

Esse voto "novo" em Marina veio de quem a escolheu pelos atributos pessoais e não pela agenda. É porque gostaram dela que esses eleitores se tornaram, subitamente, verdes. Não como os de antes, que o eram por convicção, independentemente de quem fosse o candidato que representasse o tema.

Houve uma segunda onda de votos em Marina. Como mostram algumas pesquisas, foi basicamente metropolitana, feminina e de classe média, típica de mulheres jovens, com média e alta escolaridade, muitas evangélicas. Um voto de quem a viu como uma "pessoa diferente", mais "humana" e mais "gente" que Dilma e Serra. De quem tinha tendido para Dilma durante boa parte da eleição.

Se tivemos uma "onda verde", essa foi uma "onda rosa". A primeira com fundamentos racionais, a segunda assentada nas emoções.

E agora no segundo turno? É possível imaginar um só destino para eleitores tão díspares? Terão Dilma ou Serra como atrair os "verdes", que não gostavam de nenhum dos dois? E como falar com os integrantes da segunda onda, que pouca atenção prestam às questões programáticas?”

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Diretor do Sensus: "Efeito Marina" foi menor do que parece

Para Ricardo Guedes, a chamada onda verde não foi a principal responsável pelo segundo turno

                                                                        Raphael Falavigna/Terra
Para Ricardo Guedes, a chamada "onda verde" não foi a principal responsável pelo segundo turno
Dayanne Sousa

Nem o crescimento de Marina Silva (PV) no dia da eleição presidencial foi tão grande, nem os institutos de pesquisa erraram por não determinar com clareza que haveria segundo turno, afirma o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes. Para ele, a abstenção mais alta nas regiões Norte e Nordeste em comparação com outros locais é que provocou as discrepâncias entre o que previram as pesquisas - inclusive a de boca de urna - e o resultado final.

- O "efeito marina" é muito menor do que se supõe. Foi algo localizado em grandes capitais como Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, mas não influiu em mais que 2% nos resultados de Dilma Rousseff (PT).

Marina terminou as eleições com 19,33% dos votos válidos, mais do que os quatro principais institutos de pesquisa indicavam em seus levantamentos mais recentes. Pesquisa Datafolha, um dia antes da eleição, dava a ela 17% dos válidos. Considerando-se, porém, todo o universo do eleitorado (incluindo votos nulos, brancos e não comparecimento/sem opinião), Marina teve 17,65% enquanto as pesquisas davam a ela 16% dos votos no total do eleitorado.

- Tem um pouquinho que pode ser atribuído à onda verde? Pode. Mas o tanto que ocorreu imprevisível em relação a ela é de 1,75, absolutamente dentro da margem de erro!
Como explicar, então, a diferença das previsões em relação à Dilma, líder nas pesquisas? Guedes afirma que está concluindo um estudo a respeito, mas aponta a abstenção maior no Nordeste e Norte como o fator determinante.

Segundo os cálculos de Guedes, a abstenção somada a votos brancos e nulos no Nordeste foi igual a 29,34% dos eleitores da região. O Norte teve abstenção de 25,03 enquanto a média brasileira foi de 25,19% e no Sul foi de 21,13%. Isso prejudicaria Dilma, uma vez que ela tem uma porcentagem maior de votos entre os eleitores nordestinos.

- Isso desproporciona o voto. Nós vamos agora ponderar o que ocorreu nas eleições como se a abstenção tivesse sido a mesma em todas as regiões. Aí nós teríamos os resultados corretos do que seria se a abstenção fosse uniforme. Eu acredito que os resultados que nós vamos obter serão equivalentes aos da boca de urna do Ibope - explica Guedes.

Os possíveis motivos dessa abstenção, porém, são difíceis de explicar. "Não foi a chuva, porque só choveu no sudeste e centro-oeste onde o Serra ganhou", brinca o pesquisador.

FONTE: Terra

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Há algo de podre no reino das pesquisas ou no reino das togas?

As pesquisas até a eleição em sua maioria não condizem com a realidade verificada na contagem dos votos, seja para maior ou para menor. Em SP o mais votado para o Senado estava em 3.o Lugar e quem encontrava-se em 2.o lugar não foi efetivamente eleito.

Para presidencia, Serra que beirava a casa dos 27% alcançou quase 34%. Marina que estava ao redor de 16% ficou com quase 20%. Talvez seja interessante elevar a taxa de erro para próximo de 5% e não os 2% para mais ou para menos utilizados por todos os institutos de pesquisa.

Não sei explicar os motivos que levaram milhões de eleitores por todo o país mudarem drásticamente suas intenções de votos da maneira como ocorreu em tão poucos dias. Há algo de muito estranho acontecendo debaixo dos nossos narizes ou minha inteligência me trai nesse momento de ressaca eleitoral.

Vou aguardar  artigos e estudos de especialistas sobre os resultados efetivamente apresentados pelo TSE que possam explicar o que a meu ver nesse momento, é uma barbeiragem tremenda dos principais institutos de pesquisas de opinião pública no país.

Enquanto isso, abaixo um post do Marco Aurélio Mello:

Teoria Conspiratória


Vamos supor que um "software malicioso" inocule no processo de apuração, ou seja, enquanto os dados da urnas eletrônicas são totalizados, no computador central do TSE, a informação que faça o sistema expurgar um de cada dez votos recebidos pela candidata A.

Isso quer dizer que, de cada cinquenta votos que ela viesse a receber, perdesse cinco.
Com quantos votos ela ficaria? 45, certo?

Suponhamos agora que esse mesmo sistema distribuísse esses votos de forma rigorosamente proporcional entre os candidatos B, C, D, E, F, G, H, I, os brancos e nulos.

Para a grande maioria dos eleitores a manobra seria absolutamente imperceptível, certo?
 O candidato B, que tivesse recebido 30 votos ficaria portanto com mais três; a candidata C, que tivesse recebido 18 votos, receberia mais dois e assim sucessivamente.

Ao final da apuração teríamos uma situação inquestionável.

Se considerarmos que apenas um instituto punha em cheque a decisão em primeiro turno e todos os outros não, incluindo-se aí pesquisas de boca de urna divulgadas minutos antes do início da apuração, a teoria conspiratória acima ganha mais contornos de veracidade.

Como não acredito no processo eleitoral brasileiro e desconfio de parte da elite (golpista) e seus prepostos, fico sinceramente em dúvida.

Esta talvez seja a razão pela qual há dez anos votar ou não, no meu caso, deixou de ser relevante.

Hoje, por exemplo, justifiquei porque estava fora do meu domício eleitoral. Nessas horas me lembro do bom e velho Brizola: - Cadê o papelzinho!!!!

domingo, 3 de outubro de 2010

Paulo Henrique Amorim: jornal nacional pensa que o Brasil é um aterro sanitário

Na foto, a “pesquisa” do jornal nacional

Na véspera de uma eleição com 136 milhões de eleitores, o telejornal de maior audiência é uma sucessão de “resultados” de pesquisas eleitorais.

O programa foi quase todo dedicado a um conjunto de hipóteses realizadas por duas instituições com um histórico de manipulação e erro.

Ao longo mesmo dessa eleição, o Datafalha e o Globope foram flagrados num e noutro caso: manipular e errar.

O Datafalha sempre esteve – como hoje – na companhia do candidato da elite branca (e separatista) de São Paulo.

E o Globope é uma “subsidiária” da Globo e de seus interesses.

NENHUM PAÍS DO MUNDO LEVA PESQUISA ELEITORAL A SÉRIO. SÓ O BRASIL.

Nenhum !

Por que o Brasil leva a sério ?

Porque três famílias controlam o PiG (*) e duas das quatro maiores empresas de pesquisa.

Essas duas empresas de pesquisa desfrutam da audiência do PiG (*) – maior do que a  audiência dos dois outros institutos, a Vox e a Sensus.

A pesquisa casada com o PiG (*) – especialmente a Globo e, especialmente o jornal nacional – é uma arma política.

Do PiG (*) – ou seja, da elite branca (e separatista, no caso de São Paulo).

O PiG (*) e seus institutos de pesquisa são, por definição, imunes a revisão.

Não há como refazer uma pesquisa.

Mas, é possível suspeitar dos “critério técnicos” do Datafalha, sobretudo, o que mais erra.

O Datafalha ouve mais eleitores do Serra.

O pesquisador do Datafalha submete o entrevistado a uma sessão de tortura.

O Datafalha tem tanta relação com o IBGE quanto com o Census Bureau americano.

E o Datafalha pesquisa por telefone.

Todas essas observações já foram feitas pelos blogs sujos, como este ordinário blogueiro e o Luis Nassif, por exemplo.

Este ordinário blogueiro, como se sabe, trabalhou na Rede Globo, trabalhou em cobertura de eleições e é testemunha de como o Globope “fecha” pesquisa em cima da eleição.

O Fernando Henrique se elegeu prefeito por São Paulo pelo Globope.

E por que foi possível chegar a esse ponto ?

Por causa da provisória supremacia da Globo e do PiG (*).

Eles, juntos, de propósito e por incompetência, conseguiram desidratar o debate político do Brasil.

O PiG (*) e especialmente a Globo não têm espaço para debater políticas públicas.

As tevês educativas e públicas foram devidamente desidratadas.

Os partidos políticos também desidrataram a política.

A política no Brasil se faz ao largo dos foros públicos, das arenas para confrontar ideias.

O PT saiu da rua.

O Governo Lula tirou o PT da rua.

E o PSDB tem medo da rua: quantos comícios fez o Serra nessa campanha ?

Resulta que as informações mais relevantes da campanha apareceram nos programas do João Santana no horário eleitoral da Dilma.

Desde o primeiro, ainda sem que a Dilma fosse candidata, quando o Santana pendurou o FHC no pescoço do Serra.

Tem culpa também essa excrescente legislação eleitoral.

Primeiro, revelou-se “imparcial”, como a Dra Sandra Cureau.

Segundo, inútil, porque teve que depositar a Ficha Limpa e os dois documentos no vácuo cinzento que fica entre as ilustres poltronas ministeriais do Supremo.

E terceiro, porque, com medo da parcialidade da Globo e do PiG (*),  permitiu que os partidos engessassem a cobertura da campanha – como fizeram com o debate.

Clique aqui para ler “por que o debate da Globo não presta”.

Só uma Ley de Medios dá jeito nisso.

Só uma Ley de Medios leva o debate para a rua.

Sem Ley de Medios, os eleitores da Dilma de hoje votarão no Berlusconi em 2014.

É o que o Wanderley Guilherme dos Santos também disse, em excelente artigo no Valor desta sexta-feira.

Vamos, então, esquecer que esta foi uma eleição entre uma candidata trabalhista e dois conservadores, unidos pelas tripas.

Vamos relevar as diferenças ideológicas, óbvias, entre trabalhistas e conservadores.

Quem diz que “esquerda” e “direita” acabaram é a direita.

Vamos ficar nas figuras públicas, nas personas em disputa.

Nada mais “televisivo”, nada mais “notícia” do que “personagem”.

De um lado, José Serra, uma “spent force”, diriam os professores dele em Cornell.

(Como é que um exilado político, que saiu do Chile de Allende, foi parar nos Estados Unidos, assim, numa “nice” ?)

Gasto, “força desgastada”, superado, ideologicamente envelhecido.

Ancorou-se em 2002, quando teve 39% dos votos (contra 61% do Lula) e achou que venceu a eleição.

Tanto que o PiG (*) sempre o tratou como “presidente eleito”, depois de 2002.

Faltava tomar posse.

O Serra não percebeu que o Brasil mudou com Lula.

Que o Lula engordou a Classe C.

Para os tucanos de São Paulo, costuma dizer o Paulo Henrique Amorim, a “Classe C” fica entre a Business e a Primeira.

A ascensão social é mais do que uma questão econômica, que o IBGE possa medir.

Isso tem a ver com política, com visão de mundo.

É “cidadania”, como o Lula repete.

Ou, como diria o Albert Hirschman, que o Fernando Henrique leu e finge que não leu: o consumidor vira cidadão.

(Por falar nisso: cadê o Fernando Henrique ? Não vai segurar a alça do caixão ?)

Essa poderia ser uma discussão interessante, em torno de candidatos e personagens da Classe C.

Mas, o jornal nacional preferiu fazer uma tournée aero-rocambolesca para mostrar o que o Brasil tem de pior.

Um esgoto sanitário em cada esquina.

Bom mesmo, que este ordinário blogueiro tenha visto, o jornal nacional só achou em … onde ?, amigo navegante ?

Em São Paulo !

Em Lençóis Paulista …

O PiG (*) e a Globo poderiam falar do “verdismo” da Marina.

Como fez o meu amigo Mauro Santayana: a candidata de duas caras.

Pela frente, a pobrinha que anda num jato de US$ 50 milhões.

Por trás, os americanos e o James Cameron.

Como foi a jestão da Marina no Ministério ?

Um desastre ecológico, uma British Petroleum.

Além de traíra, ela é uma péssima administradora.

Como aquele outro traíra, o Cristovão Buarque, que foi mandado embora a tempo de salvar o programa educacional do Lula.

Por que a urubóloga Miriam Leitão acusava a Marina Ministra de desmatar o Brasil e, depois, viu nela uma cruza de Joana D’Arc com Angelina Jolie ?

Clique aqui para ler “Lucia Hippolito vota na Marina. Por que a Globo trocou de candidato ?”.

(Este post chega a dizer – que absurdo ! – que as eleitoras da Marina usam Kelly bag com sandália haviana verde !

(Quá, quá, quá !)

A Dilma será a primeira mulher presidente da Brasil.

A Dilma será o primeiro presidente que é da primeira geração de imigrantes.

A Dilma será a primeira presidente que lutou na clandestinidade – e se orgulha disso ! – contra o regime militar.

E, muito importante, como ressalta o sábio Fernando Lyra – a Dilma se elege FORA da política partidária: ela nunca foi eleita para cargo nenhum.

Ela é uma renovação, nesse sentido também.

E o jornal nacional adora “pesquisa”.

O jornal nacional de sábado e a sucessão de DUAS  “pesquisas” por estado, com “margens de erro” que engolem tudo (manipulação, despudor, imprecisão técnica etc etc ), são reflexo de uma eleição sem política.

O jornal nacional trata a eleição – como tentou fazer do Brasil, na tournée aero-rocambolesca – como se fosse um aterro sanitário.

Onde nada germina.

O jornal nacional vai ver o que germina hoje à noite.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Imaginem o Clima na Folha de São Paulo

Na verdade não só na Folha, mas no PIG como um todo sem dúvidas o clima é de desilusão e apatia.

Mas principalmente na maior aliada de Serra nessas eleições contando com as pesquisas de seu instituto Datafolha sempre que puderam, buscaram incrementar os números em favor do Zé.

Mas nem assim o Zé decolou. E a partir de agora cabeças vão rolar. Amigos vão engolir amigos. O patrão vai passar a chutar portas, latas de lixo e o que mais aparecer pela sua frente.

    
RUA BARÃO DE LIMEIRA

Diálogo no início do dia pós 03/10/2010:

-- Bom dia, dr. Otavinho....

-- Só se for prá você!!!
-- Já que me dirigiu a palavra, apresente-se no RH imediatamente!!!! Você está demitido!!!!!


 

Abaixo posts do Conversa Afiada sobre as pesquisas que desmentem o "DATAFALHA":

Sensus: Dilma no primeiro turno. Jogue o Datafalha no lixo

Nem o Otavinho salva o jenio

Saiu no Terra:

CNT/Sensus: Dilma tem 54,7% dos votos válidos e Serra, 29,5%

Claudia Andrade

Direto de Brasília


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, lidera a corrida pelo Palácio do Planalto com 54,7% dos votos válidos, segundo pesquisa do instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). O número divulgado nesta quarta-feira (29) aponta vitória da petista no primeiro turno das eleições. O tucano José Serra aparece na segunda colocação, com 29,5% dos votos válidos, seguido da senadora Marina Silva (PV), que tem 13,3% das intenções de voto.


Os percentuais de votos válidos foram obtidos descontando-se os votos brancos e nulos, que somaram 3,6% dos entrevistados, e indecisos, que totalizaram 9,5%. Sem descontar os votos brancos/nulos e os eleitores indecisos, Dilma Rousseff lidera com 47,5%, Serra tem 25,6% e Marina, 11,6%. Nenhum dos outros candidatos chegou a 1% das intenções de voto.


A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi feito a partir de 2 mil entrevistas realizadas entre os dias 26 e 28 deste mês. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 33.103/2010.


No levantamento anterior, divulgado no dia 14 deste mês, Dilma tinha 57,8% dos votos válidos e Serra, 30,2%. O percentual de votos brancos e nulos era de 3,5% e o de eleitores indecisos, 9,1%.

Até o Globope desmoraliza o Datafalha: Dilma no primeiro turno

 
Zé Serra em busca do Otavinho
 
O Datafalha tem pernas curtas.

Saiu no G1:

Pesquisa Ibope aponta Dilma com 50% e Serra com 27%

Levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria.

Marina Silva aparece com 13%. Margem de erro é de 2 pontos percentuais.


Robson Bonin Do G1, em Brasília

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (29) em Brasília mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff, com 50% das intenções de voto e o candidato do PSDB, José Serra, com 27% na corrida eleitoral pela Presidência da República. Marina Silva (PV) tem 13%, segundo o levantamento, encomendado ao instituto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Brancos ou nulos são 4%. Não souberam ou não responderam, 4%. Os demais candidatos juntos somaram 1% das intenções de voto. O cenário com os votos válidos da pesquisa será divulgado em instantes.


Espontânea

O cenário divulgado pelo Ibope diz respeito à resposta estimulada, quando os entrevistados são confrontados com uma lista de candidatos. Já na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem sem a ajuda da relação de candidatos, Dilma tem 44%, Serra 21% e Marina, 10%. Votos brancos ou nulos somam 5% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não disputa a eleição ainda aparece com 1% das intenções de voto.


Cenário reduzido

No cenário reduzido, quando os entrevistados são confrontados com a relação dos três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas, Dilma tem 51%, Serra aparece com 27% e Marina soma 13%. Brancos e nulos são 4% e os que não responderam ou não sabem em quem votar, 5%.


Segundo turno

Em um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a candidata do PT teria 55% contra 32% do tucano. Brancos e nulos somariam 7%. Já em uma disputa de segundo turno envolvendo Dilma e Marina, a petista teria 56% contra 29% da candidata do PV. Brancos e nulos seriam 8%. No cenário entre Serra e Marina, o candidato tucano teria 43% contra 35% de Marina e os votos nulos ou brancos somariam 12%.


Rejeição

O Ibope também interrogou os entrevistados sobre a probabilidade de voto no dia 3 de outubro. Os que disseram que não votariam em Dilma somaram 27%. Já os que não votariam em Serra ficaram em 34% e Marina, 28%. Os entrevistados que disseram votar “com certeza” em Dilma totalizaram 48% contra 24% de Serra e 13% de Marina. Os entrevistados que afirmaram que “poderiam” votar em Dilma somaram 19%, Serra 35% e Marina, 45%.


Conhecimento

A candidata do PT é “bem conhecida” por 22% dos entrevistados enquanto Serra aparece com grau de conhecimento de 25% e Marina, 11%. Os que disseram conhecer Dilma “mais ou menos” somam 36% contra 39% de Serra e 27% de Marina. A petista é conhecida “só de nome” por 16% e nenhum dos entrevistados respondeu não conhecer Dilma. O candidato do PSDB é conhecido só de nome por 11% e todos os entrevistados disseram conhecê-lo. Marina aparece com 29% e 3% ainda disseram não conhecer a candidata do PV.


Apoio de Lula

Somaram 47% os entrevistados que disseram votar em um candidato apoiado pelo presidente Lula contra 8% que disseram ter preferência por candidato de oposição ao presidente. Os que não irão levar em conta o apoio de Lula para decidir o voto somaram 41%. Não souberam ou não responderam totalizaram 4%.


O Ibope também perguntou aos entrevistados sobre qual candidato teria o apoio do presidente Lula. 93% apontaram Dilma com a candidata de Lula, 1% apontaram Serra e nenhum entrevistado considerou Marina a candidata do presidente. Os que não souberam ou não responderam foram 6%.


Entre os dias 25 e 27 de setembro, o Ibope entrevistou 3.010 eleitores em 191 municípios e a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Em junho, quando a CNI divulgou o primeiro levantamento, a candidata do PT apareceu com 38% e Serra somou 32%. Marina tinha 7% das intenções de voto.


Em comparação com a última pesquisa CNI/Ibope, divulgada em junho, no começo da propaganda eleitoral na TV e no rádio, Dilma subiu 12% e Marina 6%. Serra foi o único a registrar queda 5%. Para o diretor operacional da CNI, Rafael Lucchesi, a propaganda eleitoral influenciou no resultado: “O melhor aproveitamento do tempo de TV e dos programas justifica essa queda de Serra e a subida de Dilma e Marina.”

FONTE: CONVERSA AFIADA 

O PIG precisa do 2.o Turno

O PIG - Partido da Imprensa Golpista, necessita árduamente de um segundo turno nas eleições presidenciais. Entre os vários motivos desta necessidade encontra-se uma coisinha básica e simples que se chama "credibilidade".

Como explicar, mesmo aos mais simples e humildes eleitores deste nosso Brasil, que uma imprensa - que sabemos, golpista - passou os últimos 8 anos atacando, achincalhando, desonrando, humilhando todos os dias um governo popular democraticamente eleito, demonstrando que eles sim, o PIG sempre foi, é e será o grande risco para a democracia brasileira, não consegue eleger uma opção melhor?

Como explicar que o candidato por eles escancaradamente apoiado irá levar uma lavada já no primeiro turno?

Como são golpistas eles estão com os seus cães de guarda espalhados pelos quatro cantos do país buscando algo que possa levar a "terrorista" ao segundo turno e depois assim dar um golpe de misericórdia na candidata do "analfabeto". É assim que eles tratam o atual e a futura Presidente da República.

É triste perceber que o Brasil, com sua mixagem de povos e culturas pode ser considerado hoje como um dos países mais classistas e xenófobos da América Latina, quem sabe até do mundo. 

Porque o pior desses separatistas elitistas tupiniquins é justamente o de vender a idéia de que não há preconceito, não há separatismo, não há racismo e que vivemos no paraíso. Pura hipocrisia de uma sociedade que olha para o andar de cima e os imita no que há de pior. Chega a dar nojo!

Abaixo post de Eduardo Guimarães sobre o andamento do golpe, através das pesquisas:

Golpe da pesquisa fracassará de novo


Tracking é uma modalidade de sondagem da intenção de voto da opinião pública que é largamente utilizada pelos partidos devido à sensibilidade que propicia na detecção de oscilações – ou de falta delas – de tendências durante as campanhas eleitorais.

O tracking é feito por telefone diariamente, usando os mesmos critérios estatísticos das pesquisas “de campo” – modalidade em que as entrevistas são feitas pessoalmente. Não visa tanto apurar percentuais, porque não é tão preciso, mas antecipar tendências.

Por isso os partidos utilizam tanto essas sondagens, para detectarem se os seus candidatos estão ganhando ou perdendo terreno no decorrer do tempo exíguo de uma campanha, quando um dia vale por semanas e uma semana, por meses.

O portal IG e a TV Bandeirantes inovaram nesta campanha eleitoral ao oferecerem ao público uma ferramenta de aferição da opinião do eleitorado que, até então, só estava disponível aos partidos.
Para tanto, o portal e a tevê escolheram o instituto que mais acertou nesta campanha eleitoral para presidente da República, o Vox Populi, que foi quem primeiro detectou o empate entre Serra e Dilma e, depois, a ultrapassagem de um pela outra.

O tracking do Vox Populi não mostra nada parecido ao que mostrou o Datafolha ontem. Com base nesse fato e me valendo da mais pura lógica, concluí que o Datafolha e – provavelmente – o Ibope são a última cartada da direita midiática para tentar levar a eleição presidencial ao segundo turno.

Sim, a sondagem diária do Vox Populi detectou redução das intenções de voto de Dilma, estabilidade de Serra e crescimento de Marina em proporções similares à do “campo” do Datafolha. A queda da vantagem da petista de fato ocorreu.

Contudo, não vamos nos esquecer de que a vantagem de Dilma no Datafolha sempre foi a menor entre todos os institutos – por que será, não? Sendo assim, a diminuição dessa vantagem no instituto de pesquisas da Folha deixa o segundo turno muito mais perto do que pode estar realmente.

Como Dilma abriu uma vantagem enorme sobre os adversários com o início do horário eleitoral, seria preciso muito mais adesão do eleitorado à campanha difamatória que ela sofreu da imprensa tucana para que a sua vitória já no primeiro turno não ocorresse.

Aliás, uma excelente evidência de que Serra voltou a determinar aos seus meios de comunicação que usassem pesquisas para ajudá-lo reside no fato de que tais meios passaram a ignorar que todas as recentes oscilações nas intenções de voto ocorreram dentro da margem de erro.

Não se pode negar que a campanha difamatória da mídia contra Dilma surtiu algum efeito eleitoral e que esse efeito ocorreu porque de fato alguma coisa parece ter ocorrido na Casa Civil. Mas isso é só uma suposição que só uma investigação apurada poderá confirmar.

É normal que a imprensa apure fatos como esse. O que é anormal é que apure só no governo Lula fatos que podem ocorrer em qualquer governo, e que despreze denúncias sobre o governo de São Paulo ou contra a filha de Serra e suas relações com o esquema Daniel Dantas.

A desculpa que a ombudsman da Folha deu a um leitor sobre por que o jornal escondeu as denúncias da Carta Capital, é um escândalo. Dizer que nada foi publicado porque tais denúncias ainda estão sendo apuradas é um insulto à inteligência das pessoas.

Que apuração a Folha fez para publicar a ficha falsa da Dilma na primeira página depois de recebê-la em um e-mail apócrifo?
Mais uma vez, julgo que fraudar pesquisas não surtirá o efeito pretendido. Já foi tentado durante meses e meses e não impediu que Dilma passasse sobre Serra como um trator.

Dirão que na reta final da eleição as pessoas prestam muito mais atenção a pesquisas. Aí entra em campo aquela teoria de que muitos quereriam votar em quem ensaia uma virada porque sentir-se-iam estimulados a materializá-la – talvez por ser mais emocionante?

Contudo, o bombardeio contra Dilma e as pesquisas favoráveis a Serra tendo exclusividade na grande mídia durante todo este ano, seguramente atingiram muito mais gente do que o Datafolha poderá lograr em tempo tão exíguo. Assim mesmo, não funcionou.

Dessa maneira, já lhes adianto o resto do roteiro desse filme velho. A pesquisa Datafolha pretendeu desencadear um efeito manada. Enquanto escrevo, o instituto já começa a apurar o efeito que a “queda” exagerada da vantagem de Dilma produziu no eleitorado.

Nesse momento, surgem duas possibilidades. Se tiver ocorrido queda maior, agora desencadeada pela notícia de que tal queda ocorreu, haverá nova queda exagerada no próximo Datafolha. Se o efeito tiver sido insuficiente ou nulo, a próxima pesquisa desse instituto dirá que Dilma “reagiu” – o Datafolha não pode ser desmentido dois ou três dias depois pela apuração dos votos.

A pesquisa Sensus, que deve sair hoje, provavelmente mostrará que, mesmo com queda da vantagem petista, o segundo turno está longe. A Globo esconderá isso e é bem provável que Folha e Estadão nem publiquem ou publiquem escondido nas páginas internas.

A grande questão, portanto, é se a manipulação do Datafolha de exagerar a diminuição da vantagem de Dilma terá o efeito pretendido. E se funcionará agora, por estarmos tão perto da eleição, mesmo não tendo funcionado no decorrer deste ano.

Apesar do clima de reta final na campanha, durante este ano a tática tem fracassado em desencadear o efeito manada na dimensão desejada. Haveria que ocorrer em uma semana o que não ocorreu em nove meses, pelo menos. Não creio que ocorrerá agora.

FONTE: Blog da Cidadania

terça-feira, 28 de setembro de 2010

IG/Vox não confirma Datafolha e deixa tudo como estava


O resultado do IG/Vox Populi de hoje, onde Dilma se mantém com 49%, Serra sobe para 25% e Marina cai para 12%, deixa a eleição no mesmo ponto que estava na tarde de ontem antes da divulgação do Datafolha, antecipado por aqui ainda na noite de ontem.

Não dá mais pra dizer que é um pontinho pra cá e outro pra lá. Um dos dois institutos está comendo mosca ou forçando a mão. Impossível ambos estarem certos.

"O instituto da família Frias aponta em votos válidos 51% para Dilma e 49% para os outros. O Vox dá 57% a 43%."

A diferença que em um instituto é de 2%. no outro é de 14%.
O intervalo entre um e outro é de mais de 10 milhões de votos.

Como já analisei o Datafolha, vou tratar do IG/Vox de hoje.  

1)      Dilma se mantém pelo terceiro dia consecutivo com a mesma porcentagem (49%). Isso demonstra que sua tendência de queda foi interrompida. Algo importante nesta reta final.

2)      Marina que vinha crescendo a quatro dias seguidos caiu um ponto. Foi de 13% para 12% . Isso pode significar que só um fato novo pode levá-la para além desse teto, que me parece ser em torno de 15% dos votos válidos, como já dito aqui.

3)      Serra atingiu hoje seu pico dos últimos sete dias. Foi a 25%, quando só tinha oscilado entre 23% e 24%. Isso demonstra que a artilharia contra Dilma não o beneficiava. E que agora alguns eleitores que gostam do governo Lula, mas o admiram, podem estar voltando para a sua canoa.

4)      Que sem um fato novo dificilmente esses números devem mudar. E as possibilidades de “fatos novos” até a eleição parecem ser: o debate de quinta na Globo; muita chuva no domingo em algumas regiões do país e o tal dos dois documentos. Ninguém sabe qual o impacto que o uso de dois documentos pode ter no aumento da abstenção.

Outras pesquisas virão e muita gente vai dormir mal nos próximos dias. Faz parte da ansiedade natural em momentos importantes. E eleição presidencial é um momento importante para o país.
Que bom que isso ainda mobilize tantos sentimentos no Brasil.

FONTE: Blog do Rovai

sábado, 25 de setembro de 2010

Vox Populi aponta 2.o Turno em São Paulo


De acordo com pesquisa Vox Populi, divulgada pelo Jornal da Band  na noite desta sexta-feira (24), as eleições estaduais em São Paulo podem ir para o segundo turno.

O levantamento aponta Geraldo Alckmin (PSDB) com 40% das intenções de voto, contra 28% de Aloizio Mercadante (PT). No último levantamento realizado pelo Vox Populi, em Agosto, Alckmin estava com 49% das intenções de voto e Mercadante tinha 17%.

O candidato progressista Celso Russomanno oscilou dois pontos percentuais para baixo, e agora está com 7% da preferência dos eleitores, seguido por Paulo Skaf (PSB), que tem 3% e Paulo Bufalo com 2%. Brancos e nulos somam 7% e indecisos, 13%.

A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O instituto ouviu 1500 eleitores, entre os dias 18 e 21 de setembro, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 31.704/2010.

FONTE: TERRA

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Viomundo: Marcos Coimbra revê para baixo previsão de votos de Serra

por Luiz Carlos Azenha

O presidente do instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, está revendo a previsão que fez em artigo publicado na revista CartaCapital (republicado aqui) de que José Serra teria 33% dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais.

O cientista político diz que fez a previsão baseado em três premissas:
1. A presença relevante de Serra junto ao eleitorado paulista (40% dos votos do estado, que representam 10% do total);
2. O fato de que ele representa o voto antipetista (cerca de 10% do eleitorado brasileiro);
3. O voto de “respeito” de cerca de 10% do eleitorado nacional (governador de São Paulo, ministro da Saúde, etc.).

Somando tudo isso, Serra teria 30%, ou 33% dos votos válidos.

Porém, no terceiro quesito, os 10% não estão se confirmando, talvez pelo modo como a campanha foi conduzida.

Faltando 12 dias para a eleição, considerando os números disponíveis nas pesquisas, inclusive os do tracking diário do Vox Populi, divulgado pelo IG e pela TV Bandeirantes, Serra deve ficar mais próximo de 25%.

Coimbra vê um avanço de Marina Silva em várias regiões, prevendo que ela fique nos dois dígitos (algo em torno de 12%).

Considerando que os grandes movimentos eleitorais em um país como o Brasil envolvem a decisão de milhões de eleitores, Coimbra prevê uma decisão em primeiro turno. Ao contrário do que dizem outros analistas, ele afirma que a decisão de votar em Dilma Rousseff foi resultado de um processo relativamente longo de amadurecimento e de comparação que não fica sujeito a uma ou outra manchete de jornal, um ou outro episódio da campanha.

Para o Senado, os números do Vox indicam uma perda não só quantitativa da oposição, mas também qualitativa, já que nomes importantes ficarão de fora — Coimbra citou Cesar Maia, no Rio de Janeiro, mas eu acrescentaria Arthur Virgílio que corre risco no Amazonas e outros. De novidade, afirma Coimbra, o risco de José Agripino Maia não se reeleger no Rio Grande do Norte.

Nas eleições estaduais o quadro, de acordo com o presidente do Vox Populi, também é de preocupação para os candidatos do PSDB/DEM. A não ser por Antonio Anastasia, em Minas Gerais, nenhum candidato da oposição está em crescimento — quando muito conseguem manter a estabilidade. Como, neste caso — ao contrário da eleição presidencial, onde os números são estáveis — há candidatos a governador em queda e ascensão, poderemos ter surpresas em 3 de outubro.

FONTE: VIOMUNDO do Jornalista Luiz Carlos Azenha

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Rodrigo Vianna: Os estragos que a velha mídia pode causar

Para atacar o centro do poder e da coligação lulo-dilmista, a velha mídia se aliou a um empresário que já passou dez meses na cadeia.

Nassif explicou quem é o empresário que serviu de “fonte” para a “Folha”, na nova denúncia a envolver o nome da (agora) ex-ministra Erenice Guerra. O tal empresário narra episódios ocorridos há meses e que, convenientemente, resssurgem agora – do nada – em plena reta final da eleição.

Acho normal que a imprensa vasculhe as relações de personagens próximos aos principais candidatos. É a tal função fiscalizadora do poder. O curioso é saber: por que a fiscalização é unilateral? Nos velhos jornais e revistas, nenhuma palavra sobre Ricardo Sérgio, sobre Preciado e tantos outros personagens próximos a Serra. Leandro Fortes escreveu sobre o silêncio generalizado - na velha mídia – a respeito da denúncia que ele, Leandro, levou ás páginas da CartaCapital: mostrou como a empresa de Verônica Serra, a Decidir, quebrou o sigilo de milhões de brasileiros.

Esse é o jogo. Sujo. Por isso, desde que Dilma passou Serra nas pesquisas, dedico-me a escrever aqui: calma, gente. Serra está em queda, a mídia já nao tem tanto poder. OK. Mas, juntos, podem sim provocar estragos. Meus argumentos estão num texto intitulado “Sobre fábulas e o menosprezo”.

Acabamos de ver comprovada minha tese. O governo Lula aceitou a pressão midiática, e Erenice se demitiu.

A “Folha” derrubou Erenice. Esse é o fato. Um jornal que perdeu muita força, mas que hoje – como “produtor de conteúdo” para as edições do “JN” e para os programas de Serra na TV – ainda tem algum peso.

As pesquisas mostram que grande parte do eleitorado não muda o voto em Dilma por conta do escândalo. Isso é fato.

Outros fatos:

- nas camadas médias, entre eleitores mais escolarizados e com renda mais alta, Dilma caiu sim após o bombardeio; se dependesse apenas desse segmento, a eleição iria pra segundo turno;

- nos setores populares e mais próximos do lulismo, a tática do escândalo não pega; o que poderia pegar é o terror religioso; e isso está em marcha, como escrevi aqui; nos últimos dias, tive relatos de gente que, no trabalho, já começou a ouvir de colegas (de origem humilde) que “o pastor pediu pra não votar na mulher do Lula, porque ela é a favor do aborto”.

Isso quer dizer o que? Por agora, os números indicam vitória no primeiro turno, e Serra ainda tem que pagar um preço alto por bater tanto: cresce a rejeição a ele. Isso é um “meio” problema. Para Serra forçar o segundo turno, basta que Dilma perca votos – mesmo que o tucano não os ganhe. Para isso, existe Marina Silva. Ela é claramente contra o aborto, evangélica, pode receber parte dos votos que Dilma venha a perder se a campanha do terror religioso prosperar.

Vamos aos números. No DataFolha (com resultado muito parecido ao do Sensus), Dilma tem 51%, Serra 27% e Marina 11%. Se calcularmos que Plinio e os nanicos cheguem a 1%, teríamos o seguinte quadro: Dilma 51% x Todos os outros 39%. Parece muito, mas não é. A diferença é de 12 pontos. Portanto, bastaria Serra tirar 6 pontos de Dilma, transferindo esse total para Marina, Plinio e para o próprio tucano.

Como?

Paulo Henrique Amorim já avisou que Onésimo vem aí. Quem é ele? O tal araponga que a turma do PT – em dado momento- teria tentado contactar (e contratar?). Onésimo conversou com a “Veja” essa semana.

Portanto, teremos nos próximos dias o seguintes quadro:

- governo ainda a sangrar pelo escândalo de Erenice e a saída da ministra;

- novas denúncias do consórcio “Veja”/”Folha”, que ganharão farto espaço no “JN”;

- campanha terrorista nas Igrejas.

Serra não precisa de muito pra forçar o segundo turno: basta que ele chegue a 29%, Marina suba para 15% e Dilma caia para 45%.

Impossível? Eu não acho. Tenho dito isso há 3 meses. Ainda mais porque parte do eleitorado dilmista pode ter dificuldades com a exigência de dois documentos para votar.

O governo Lula não enfrentou o PIG durante 8 anos. Franklin Martins teve um papel importante, democratizando em parte o acesso às verbas públicas de publicidade. O PIG chiou, a grana agora vai para mais jornais, não só a velha turma. Isso foi feito.

Mas e o trabalho político e pedagógico de mostrar o que é essa velha mídia? Lula poderia ter travado esse combate. Não o fez. Tentou ganhar no gogó. Em parte teve sucesso, mas mesmo assim precisou encarar segundo turno em 2006 – graças a 15 dias de bombardeio, numa eleição que parecia ganha.

E se agora vierem mais 15 dias de bombardeio, como em 2006? Vocês acham impossível virar 6 pontos percentuais? O guru indiano, os pastores e padres de direita, os Civita, o Ali Kamel, a família Marinho e o Serra. Nem eu. Lamento estar em péssima compania.

Como enfrentar esse quadro? Com resposta política dos movimentos sociais. O ato público covocado pelo Barão de Itararé é só um exemplo. Mas falta o ator principal entrar em campo: Lula precisa vir a público e peitar a velha mídia.

Não o fez durante 8 anos. Fará isso agora em 15 dias? O futuro da eleição pode passar por aí.

E, para concluir: mesmo que Dilma vença no primeiro turno, terá que pagar um preço altíssimo pelo fato de Lula não ter usado sua força para enfrentar esse complexo midiático – transformado em partido politico. Dilma iniciaria o governo já na defensiva. Encurralada pela velha mídia, e sem o apelo da mística lulista.

Um quadro político complicado. Mesmo que os números das pesquisas e da economia, hoje, apontem o contrário.

FONTE: O Escrevinhador

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Datafolha da FSP nega o inegável: Pesquisa Fajuta de um Instituto ídem

Diretor do Datafolha nega "fraude" em amostragem de pesquisa

Diego Salmen
Apoiadores da candidatura de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República vem questionando a pesquisa Datafolha divulgada no final de março, segundo a qual o pré-candidato tucano José Serra liderava a preferência do eleitorado com um vantagem de 9 pontos percentuais (36%) sobre sua adversária (27%).

Em contraposição, levantamento do Instituto Sensus feito no início de abril apontou empate técnico entre os presidenciáveis, com Serra obtendo 32,7% das intenções do voto, ante 32,4% de Dilma.

Neste fim de semana, a polêmica suscitada pela discrepância ganhou novo fôlego na internet. O blog governista Os Amigos do Presidente Lula publicou uma série de posts revelando que a amostragem do levantamento realizado pelo Datafolha em março havia sido alterada em relação à mesma pesquisa realizada no mês anterior.
Segundo o blog, que foi reproduzido à exaustão na rede desde então, a "fraude" teria sido concretizada com o aumento do número de entrevistas no estado de São Paulo - reduto eleitoral de Serra.

"Na pesquisa de fevereiro o instituto fez entrevistas em 18 bairros na cidade de São Paulo", argumenta o blog. "Na pesquisa de março, o Datafolha elevou a pesquisa para 71 bairros na cidade de São Paulo. Porém, inexplicavelmente, não aumentou o número de bairros nem na cidade do Rio de Janeiro, nem em Belo Horizonte".

A Terra Magazine, o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, nega que tenha havido fraude. E explica a mudança de amostragem efetuada entre um levantamento e outro.
"Sempre que nós colhemos as amostras para ter um resultado também por Estado, há aumento no número de entrevistas", diz. "Mas isso não significa que o resultado final não seja ponderado para que represente cada Estado".

Em outras palavras, afirma Paulino, o número de cidades paulistas na pesquisa aumentou devido à pesquisa sobre preferência eleitoral para o governo de São Paulo, feita paralela e simultaneamente ao levantamento presidencial. Quando se pondera a intenção de voto sobre essa nova amostragem, o cálculo é feito de maneira a não alterar o peso populacional específico de um determinado Estado.

"Mesmo que tenha aumentado o número de entrevistas feitas em São Paulo, o peso atribuído a cada uma delas é proporcional ao número de eleitores no Estado de São Paulo", esclarece. "Só haveria uma distorção se você não ponderasse os resultados de acordo com o peso eleitoral de cada Estado", completa.

Minha observação: Me engana que eu gosto!

Fonte: Terra Magazine

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Viomundo: Vitória. Vitória?

por Luiz Carlos Azenha
Antecipar o resultado das eleições de 2010 não custa um centavo sequer. É temerário uma pessoa fazer como o homem do ibope, o sr. Montenegro, que disse que o PT acabou e que Lula não fará o sucessor. Primeiro, por ele representar um instituto de pesquisas cuja credibilidade depende do acerto das pesquisas; depois, por colocar sob suspeita as próprias pesquisas do instituto, que -- é razoável supor -- vão tentar "confirmar" o que diz o dono; e também pelo gigantesco mico de prever um resultado que não seja confirmado nas urnas.
Eu, que não sou dono de instituto de opinião, não me arriscaria a tanto. E, francamente, é muito cedo para fazer previsões. A não se que você não esteja certo de sua candidatura e que sua incerteza deixe incertos, também, seus aliados, parceiros e financiadores. Nesse caso, você precisa criar na opinião pública a impressão de um "já ganhou", ainda que artificial. Isso pode ser "providenciado" por pesquisas ligeiramente distorcidas por institutos de opinião "amigáveis", por artigos na imprensa nacional e internacional que demonstrem a viabilidade de sua candidatura e pelo wishful thinking de seus amigos e aliados.
Mas ninguém ganha eleição batendo no peito ou com manchetes unânimes produzidas na mídia. A alguns fatos, pois.
O governador Serra tem a favor dele o reconhecimento do nome junto ao eleitorado e sua experiência administrativa, gostem ou não vocês do que ele fez como ministro, prefeito ou governador. Eu, como eleitor de São Paulo, acho que é muito pouco. Acho que o governador foi muito pouco criativo na administração do estado. Quando sair do governo, poderá apontar para uma grande obra viária, a ampliação da marginal do rio Tietê, integrada ao Rodoanel. No mais, a atuação de Serra ficou entre o regular e o medíocre: ele não cuidou da grande obra de seu antecessor, Geraldo Alckmin, que foi a ampliação da calha do rio Tietê, com resultados óbvios para paulistas e paulistanos; não se pode dizer que na segurança pública, na educação ou na saúde São Paulo tenha tido grandes avanços, se não teve claros retrocessos.
Eu, francamente, esperaria de um governador de São Paulo candidato ao Planalto -- governador de um estado que tem dinheiro, talento e energia --soluções criativas e ousadas, especialmente para os problemas da grande metrópole brasileira, que Serra administrou em parceria com Gilberto Kassab. Mas, francamente, não vejo isso. Nem mesmo no gerenciamento das questões do dia-a-dia, supostamente o ponto forte do PSDB, vimos isso.
Um exemplo prosaico: São Paulo tem alguns pontos que alagam com frequência, sempre que chove muito. Ainda que a cidade tenha sido pega de surpresa pelas chuvas deste ano, agora sabemos que está chovendo muito em 2010. A prefeitura de São Paulo poderia dar um tratamento especial aos pontos de alagamento: varrição especial, coleta continuada de lixo, esquema de emergência com os bombeiros e funcionários públicos para resgatar alagados... Porém, nada disso se vê. Nenhuma satisfação é dada ao público. O atendimento é tardio, quando existe. É como se as autoridades estivessem torcendo para o período de chuvas acabar logo como forma de enfrentar o problema. Ou rezando. Ou pedindo à Globo reportagens denunciando a população como culpada por jogar lixo nos bueiros.
O fato é que Serra precisa de 70% dos votos em São Paulo para ter alguma chance de ganhar a eleição no Brasil. E é atrás destes 70% que ele está correndo, com sua "fama" de bom administrador. Duvido que ele consiga mas, vá lá. Além de muitos votos em São Paulo, Serra precisa de muitos votos em Minas Gerais e no sul do Brasil. Mas isso está longe de garantido. Há dúvidas sobre o apoio que Aécio Neves dará ao candidato de seu partido, se o governador paulista confirmar sua candidatura. No sul a governadora Yeda Crusius, aliada de Serra, está morta. O palanque do PT, especialmente no Rio Grande do Sul, terá o potencial de atrair um bom número de votos.
Para além disso, ao contrário do que diz o sr. Montenegro, do ibope, o PT não está morto. É só analisar os números da votação do partido nas eleições mais recentes (alguém pode me ajudar com isso?). O PT tem um grande número de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores que estarão empenhados na campanha presidencial. E está coligado ao maior partido do Brasil, o PMDB, que é um grande "produtor" de votos. Não é por acaso que o presidente Lula defendeu o senador José Sarney nos escândalos do Senado e não é por acaso que a mídia amiga de Serra mirou em Sarney: foi uma tentativa de desconstruir a aliança eleitoral.
Sabemos que a coligação PT-PMDB terá mais tempo de propaganda eleitoral que a coligação PSDB-DEM, o que é crucial numa eleição em um país tão grande quanto o Brasil.
Para mais além disso, todas as pesquisas tem mostrado um grande apoio ao governo Lula e altas taxas de aprovação pessoal do presidente da República. Podemos questionar se Lula terá ou não capacidade de transferir votos, mas não podemos dizer que o apoio de Lula é descartável. Só desdenha desse apoio quem não pode contar com ele.
Para além disso, muito mais, temos a situação da economia brasileira: estável, em crescimento acelerado para os padrões do país, criando empregos, permitindo a alguns milhões realizar o sonho da casa própria e a outros milhões o acesso à universidade.
Essa combinação de fatores, enfim, "conspira" em favor da candidatura que mantiver o status quo. Todos os prefeitos que se reelegeram recentemente tiraram proveito dessa maré "governista", pelo simples motivo de que as pessoas não gostam de mexer em time que está ganhando.
Portanto, a tarefa do governador Serra é convencer os eleitores de que ele vai mudar muito pouco. Mas, para mudar pouco ninguém vota em candidato da oposição, já que a lógica de votar na oposição é votar por mudanças. Serra precisa convencer o eleitorado brasileiro de que ele é o herdeiro de Lula e de que Dilma é anti-Lula, como tentou nos convencer o correspondente do jornal espanhol El Pais no Rio de Janeiro, Juan Arias, em artigo que ele parece ter "psicografado" diretamente do forninho do PSDB, talvez diretamente ali das redondezas do Jardim Botânico.
Ora, como fazer para convencer o eleitor de que sou herdeiro do Lula? Corro o risco do Lula aparecer na TV e dizer: "Não, meu caro, eu sou o Lula, posso afirmar que você não me representa, nem minha herança".
(Isso me faz lembrar de Dan Quayle, candidato a vice na chapa de George Bush pai, que dizia ser o herdeiro político de John Kennedy. Ao que o vice da chapa adversária, Lloyd Bentsen, um matuto do Texas, replicou, num debate eleitoral: "Conheci Kennedy. Fui amigo de Kennedy. Convivi com a família Kennedy. Posso dizer que o sr. não é o John Kennedy)
Finalmente, não é desprezível o fato de que o PSDB perdeu, pelo envolvimento de aliados de Serra com situações no mínimo constrangedoras -- Yeda Crucius no Rio Grande do Sul e José Roberto Arruda no Distrito Federal -- a capacidade de se apresentar aos eleitores como o partido das mãos limpas.
O governador Serra fez até agora quase tudo o que poderia ter feito para garantir o lançamento de sua candidatura. Pelas razões que expus acima, os fatos conspiram contra ele: o presidente é popular, a economia vai bem, a adversária terá mais tempo que ele na campanha de TV, tem dois partidos sólidos atrás dela e palanques fortes na maior parte do Brasil.
Se sair candidato, Serra terá vencido a briga interna. Estamos longe de saber o que ele vai ganhar com isso. Pode ser o Planalto, mas pode muito bem ser o fim de sua carreira política. Vitória. Vitória?

Fonte: Viomundo do Jornalista Luiz Carlos Azenha

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Paulo Morani: Dilma aparecerá na frente, em próxima pesquisa!


"Ancelmo Góis sinaliza que Montenegro e o IBOPE "podem estar errados", e avisando que o Montenegro pode ficar sozinho nessa."


Paulo Morani
Há cerca de 30 dias atrás, neste blog, afirmei que Dilma ira aparecer em empate técnico, com Serra. Adivinhação? Não. Um pouco de análise dos noticiários, e "um muito" de INTUIÇÃO. 

Usando as mesmas ferramentas, AFIRMO agora que Dilma irá aparecer "ainda um pouco" à frente de Serra. Explico.

O Globo (ou será O Goebbels) de HOJE, domingo dia 6 de fevereiro, trás na primeira página o óbvio que vem negando a sete anos. Diz a manchete " Classe C do Brasil já detém 46% da renda" e por dentro revela que isso aconteceu de 2003 até hoje. Qual o significado disso, além de reconhecer o óbvio da verdade? É a preparação para que seus ETERNOS leitores hávidos por ver o Governo LULA desabar, se conformem, não só com a derrota de Serra, já começando a se desenhar, como talvez uma desistência do mesmo em concorrer.


Outro fato importante é, novamente colocarem o trombone para FHC tocar. "O farol de Alexandria" sobe o tom, de novo, e vem com a velha cantilena de que o governo atual é continuação do dele. Diz que o que deu certo até agora é porque ele plantou e, pasmem, credita a LULA a culpa do fracasso dos dois ultimos anos de seu governo, com inflação nos píncaros, credibilidade internacional abaixo de zero, dólar na estratosfera, FMI mandando "arrochar a economia" e, num desatino total, diz que a PETROBRÁS foi " modernizda em seu governo" quando sabemos que só não foi privatizada pela reação firme do povo e dos Sindicatos dos Trabalhadores (leia-se FUP, greve de 95, etc.)


Mas vem para à luz com a discussão dois pontos que reforçam a afirmação do título desse texto.
1) Diz que não se governa pelo retrovisor, não se olha para o passado.
2) E, num arroubo juvenil e "ALOPRADO" DIZ QUE A "BRIGA É BOA" se houver comparação entre os governos dele e atual, CONTRARIANDO TOTALMENTE a estratégia do PSDB, que é fugir do plebiscito, ou seja, do debate entre os dois modos de governar.


Ancelmo Góis sinaliza que Montenegro e o IBOPE "podem estar errados" e avisando que o Montenegro pode ficar sozinho nessa.


E, por último o Elio Gáspari (ainda não sabemos o chapéu que usa, como diz PHA) DESANCA o Serra, e me dá a certeza DEFINITIVA de que Dilma aparecerá em próxima pesquisa, à frente de Serra.
Para não perder o mote, nem dar o braço a torcer, a Veja trás uma reportagem de capa dizendo que o alagão de S. Paulo "é uma conjugação de fatores" e tenta, "salvar" o Serra.


O cenário está pronto. Vem aí uma pesquisa com Dilma na frente. E a "grande imprensa" vai começar a recolher o trem de pouso e amenizar os ataques. Afinal, podem ser tudo, menos burros.
Quem viver, verá!
 

Paulo Morani
6 de feveriero de 2010


FONTE: Blog do Paulo Morani

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Acerto de Contas: Divagando sobre pesquisas

Lula ainda tem fôlego para colocar Dilma um pouco mais para cima

Uma das maiores interrogações postas nas análises políticas que envolvem as eleições 2010 diz respeito à real capacidade do presidente Lula transferir votos para sua preferida, a ministra Dilma Roussef. Uma aferição fria dos número de todas as pesquisas divulgadas do ano passado para cá mostra uma subida consistente das intenções de voto na pré-candidata petista. Ela saiu do completo anonimato para uma distância mínima ou até mesmo um empate técnico com o governador José Serra (PSDB-SP), mostrando a força da liderança popular de Lula e que ele estava certo quando lançou o nome de Dilma com tanta antecedência.

Mesmo assim, muitos se perguntam a verdadeira força deste andor.

O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, tem proferido palestras a políticos e empresários por todo país afirmando categoricamente que Dilma não ganha as eleições, pois ela teria chegado ao teto da capacidade de transfência do presidente. Quem assistiu a essas palestras se diz impressionado com a convicção do presidente do maior instituto de pesquisas do Brasil.

Com todo respeito ao Ibope e seu presidente, não entendo quais os parâmetros estatísticos que o levaram a essa conclusão. Ora, segundo a última pesquisa CNT/Sensus, Dilma tem entre 27,8% e 28,5% das intenções de voto – a depender do cenário apresentado ao eleitor. Serra teria entre 33,2% a 40,7%.

De acordo com o Datafolha, ainda há 15% de eleitores dizendo que votariam no candidato de Lula, mas não sabem quem é esse candidato. O próprio Lula tem cerca de 20% em todas pesquisas espontâneas (quando não se apresenta opções ao entrevistado). Ou seja, cerca de 20% dos eleitores, provavelmente das camadas economicamente menos favorecidas e menos informadas, sequer sabem que Lula não pode mais ser candidato.

Esses eleitores estão dispersos. Provavelmente, nas pesquisas estimuladas (quando se apresenta as opções), eles se diluem entre Não sabe/Não respondeu e nas intenções de voto de todos os candidatos – inclusive, a própria Dilma. É possível supor, então, que num processo eleitoral onde a totalidade dos eleitores estejam, seja devidamente informados, a petista possa “roubar” votos dos outros candidatos.

Vejam o caso da pesquisa Vox Populi/Band, em Pernambuco. No estado em que o presidente tem sua maior aprovação, Dilma chega a 47% – contra 24% de Serra, 9% de Ciro Gomes (PSB) e 3% de Marina.
Dilma é, portanto, uma candidata altamente competitiva.

Todavia, porém, entretanto… É uma personagem sem carisma (assim como o é Serra). E a comparação dela com Lula (o rei do carisma) será imediata. Não se sabe se o eleitor vai mesmo enxergar nela a sucessora do presidente de maior aprovação da história desse país (pelo menos, desde quando isso passou a ser medido).
É uma eleição (já disse isso aqui antes) em que tudo pode acontecer, inclusive nada.

Acontecer “nada” significa manterem-se as atuais condições de temperatura e pressão: Serra ganha ou perde para Dilma. Acontecer “tudo” seria um dos candidatos na rabeira das intenções de voto, mas muito mais caristmáticos (Ciro e Marina), emplacar uma virada histórica no jogo.
No mais, pesquisa eleitoral só é boa mesmo pra gente ficar se distraindo enquanto a urna não é aberta.

Autor: Marco Bahé


FONTE: Blog Acerto de Contas

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Dilma sobe nas pesquisas e no PIG é só xororô

Cada dia que passa e a cada nova pesquisa, navegar pelas páginas do PIG é de cortar o coração.
A choradeira é generalizada. Pelos blogs dos cães raivosos do PIG então, nem se fala.
Pegam pesado de tal maneira, que a salada mista nos argumentos que fazem a cabeça, corações e mentes dos seguidores pignianos chega a ser deprimente.
A coisa vai desde caça aos comunistas, passando por Chaves e Fidel, descamba para a economia dos Brics citando o Brasil como um dos piores (sic), resvala na excelente (sic) administração de Yeda Crusius - PSDB/RS e volta para São Paulo, buscando enaltecer feitos da dupla dinâmica, Batman&Robin PSDB/DEMo. É o verdadeiro samba do criolo doido!

Na vida, não se sobe em salto alto, diz Dilma sobre CNT/Sensus


Claudia Andrade
Direto de Brasília

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, voltou a comentar nesta terça-feira o resultado da pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem que apontou o crescimento da aprovação de sua provável canditaura à Presidência da República. Após a cerimônia de abertura dos trabalhos legislativos no Congresso Nacional, Dilma disse que "na vida, a gente não sobe em salto alto."

O levantamento encomendado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) apontou que a ministra subiu em pesquisa de intenção de voto e chegou a um empate técnico com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). No principal cenário, Dilma alcança 27,8% da preferência em janeiro, contra 33,2% de Serra. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ficou com 11,9% e a senadora Marina Silva (PV-AC) tem 6,8%.
Em novembro do ano passado, na última edição da pesquisa do Instituto Sensus, Serra tinha 31,8% das intenções, Dilma ficava com 23,5% e Ciro Gomes, com 17,5% dos possíveis votos.

O vice-presidente da República José Alencar também falou sobre a candidatura de Dilma ao Palácio do Planalto. "Vai ser bom para o Brasil em todos os sentidos. Os brasileiros desejam que o trabalho do presidente continue, e ela é a segurança da continuidade desse trabalho", disse.

Questionado sobre seu futuro político e sobre uma eventual candidatura este ano, Alencar disse que "ainda está cedo", mas afirmou que há uma "possibilidade".
Participaram também da cerimônia no Congresso, os presidentes na Câmara do Deputados, Michel Temer (PMDB), do Senado Federal, José Sarney (PMDB), e o presidente do Supremo Tribunal Frederal, Gilmar Mendes.

Fonte: Redação Site Terra