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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Direita raivosa: Uma Neurose Urbana (ou) Demonização Social?

Seguindo sugestão de link de Stanley Burburinho (Vejam isso: )  me deparei com a criatividade de um twitteiro que se chama Henrique Fittipaldi. Caso seja excluído ou a página não apareça mais, abaixo coloco um print-screen da filosofia apresentada:

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Hildegard Angel: Os três sinais de Dilma Rousseff ou Para bons entendedores, bastam os sinais


Dilma Rousseff, desde o anúncio de sua eleição, já deu pelo menos três sinais claros do que será seu governo e de quem ela efetivamente é...

Primeiro, foi em seu discurso após eleita. No momento em que se emocionou e os olhos marejaram, quando falou de Lula, ela demonstrou a pessoa reconhecida e leal que é. E a gratidão é uma das mais fortes evidências do bom caráter de uma pessoa. Só os grandes conseguem ser gratos...

O segundo sinal foi naquela mesma primeira noite quando, em vez de ir celebrar na festa especialmente preparada para recebê-la, preferiu ir abraçar o presidente Lula (“foi você quem inventou isso”) e depois seguir pra casa para dormir. Descansar. Sinal de que em seu governo não vai ter espaço pra oba-oba, e não será dessa forma que se conseguirá aproximar dela...

A terceira sinalização foi a mais forte e efetiva. Quando, rompendo uma tradição de todos os prresidentes deste país pós ditadura, não priorizou a Globo em sua primeira entrevista a uma rede de televisão. Coube ao telejornal da Record ser o primeiro a entrevistá-la. Só em seguida foi vista no Jornal Nacional. Dilma, assim, mostrou-se uma mulher altiva, sem medo, e que não se dobra os poderosos da grande mídia. Ela sabe o seu lugar. Assim como demonstrou respeito pelos que a trataram com imparcialidade...

Estou orgulhosa de meu voto. Tenho a convicção de que Dilma Rousseff será uma grande presidentA do Brasil!...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Paulo Morani: Dilma aparecerá na frente, em próxima pesquisa!


"Ancelmo Góis sinaliza que Montenegro e o IBOPE "podem estar errados", e avisando que o Montenegro pode ficar sozinho nessa."


Paulo Morani
Há cerca de 30 dias atrás, neste blog, afirmei que Dilma ira aparecer em empate técnico, com Serra. Adivinhação? Não. Um pouco de análise dos noticiários, e "um muito" de INTUIÇÃO. 

Usando as mesmas ferramentas, AFIRMO agora que Dilma irá aparecer "ainda um pouco" à frente de Serra. Explico.

O Globo (ou será O Goebbels) de HOJE, domingo dia 6 de fevereiro, trás na primeira página o óbvio que vem negando a sete anos. Diz a manchete " Classe C do Brasil já detém 46% da renda" e por dentro revela que isso aconteceu de 2003 até hoje. Qual o significado disso, além de reconhecer o óbvio da verdade? É a preparação para que seus ETERNOS leitores hávidos por ver o Governo LULA desabar, se conformem, não só com a derrota de Serra, já começando a se desenhar, como talvez uma desistência do mesmo em concorrer.


Outro fato importante é, novamente colocarem o trombone para FHC tocar. "O farol de Alexandria" sobe o tom, de novo, e vem com a velha cantilena de que o governo atual é continuação do dele. Diz que o que deu certo até agora é porque ele plantou e, pasmem, credita a LULA a culpa do fracasso dos dois ultimos anos de seu governo, com inflação nos píncaros, credibilidade internacional abaixo de zero, dólar na estratosfera, FMI mandando "arrochar a economia" e, num desatino total, diz que a PETROBRÁS foi " modernizda em seu governo" quando sabemos que só não foi privatizada pela reação firme do povo e dos Sindicatos dos Trabalhadores (leia-se FUP, greve de 95, etc.)


Mas vem para à luz com a discussão dois pontos que reforçam a afirmação do título desse texto.
1) Diz que não se governa pelo retrovisor, não se olha para o passado.
2) E, num arroubo juvenil e "ALOPRADO" DIZ QUE A "BRIGA É BOA" se houver comparação entre os governos dele e atual, CONTRARIANDO TOTALMENTE a estratégia do PSDB, que é fugir do plebiscito, ou seja, do debate entre os dois modos de governar.


Ancelmo Góis sinaliza que Montenegro e o IBOPE "podem estar errados" e avisando que o Montenegro pode ficar sozinho nessa.


E, por último o Elio Gáspari (ainda não sabemos o chapéu que usa, como diz PHA) DESANCA o Serra, e me dá a certeza DEFINITIVA de que Dilma aparecerá em próxima pesquisa, à frente de Serra.
Para não perder o mote, nem dar o braço a torcer, a Veja trás uma reportagem de capa dizendo que o alagão de S. Paulo "é uma conjugação de fatores" e tenta, "salvar" o Serra.


O cenário está pronto. Vem aí uma pesquisa com Dilma na frente. E a "grande imprensa" vai começar a recolher o trem de pouso e amenizar os ataques. Afinal, podem ser tudo, menos burros.
Quem viver, verá!
 

Paulo Morani
6 de feveriero de 2010


FONTE: Blog do Paulo Morani

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Acerto de Contas: Divagando sobre pesquisas

Lula ainda tem fôlego para colocar Dilma um pouco mais para cima

Uma das maiores interrogações postas nas análises políticas que envolvem as eleições 2010 diz respeito à real capacidade do presidente Lula transferir votos para sua preferida, a ministra Dilma Roussef. Uma aferição fria dos número de todas as pesquisas divulgadas do ano passado para cá mostra uma subida consistente das intenções de voto na pré-candidata petista. Ela saiu do completo anonimato para uma distância mínima ou até mesmo um empate técnico com o governador José Serra (PSDB-SP), mostrando a força da liderança popular de Lula e que ele estava certo quando lançou o nome de Dilma com tanta antecedência.

Mesmo assim, muitos se perguntam a verdadeira força deste andor.

O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, tem proferido palestras a políticos e empresários por todo país afirmando categoricamente que Dilma não ganha as eleições, pois ela teria chegado ao teto da capacidade de transfência do presidente. Quem assistiu a essas palestras se diz impressionado com a convicção do presidente do maior instituto de pesquisas do Brasil.

Com todo respeito ao Ibope e seu presidente, não entendo quais os parâmetros estatísticos que o levaram a essa conclusão. Ora, segundo a última pesquisa CNT/Sensus, Dilma tem entre 27,8% e 28,5% das intenções de voto – a depender do cenário apresentado ao eleitor. Serra teria entre 33,2% a 40,7%.

De acordo com o Datafolha, ainda há 15% de eleitores dizendo que votariam no candidato de Lula, mas não sabem quem é esse candidato. O próprio Lula tem cerca de 20% em todas pesquisas espontâneas (quando não se apresenta opções ao entrevistado). Ou seja, cerca de 20% dos eleitores, provavelmente das camadas economicamente menos favorecidas e menos informadas, sequer sabem que Lula não pode mais ser candidato.

Esses eleitores estão dispersos. Provavelmente, nas pesquisas estimuladas (quando se apresenta as opções), eles se diluem entre Não sabe/Não respondeu e nas intenções de voto de todos os candidatos – inclusive, a própria Dilma. É possível supor, então, que num processo eleitoral onde a totalidade dos eleitores estejam, seja devidamente informados, a petista possa “roubar” votos dos outros candidatos.

Vejam o caso da pesquisa Vox Populi/Band, em Pernambuco. No estado em que o presidente tem sua maior aprovação, Dilma chega a 47% – contra 24% de Serra, 9% de Ciro Gomes (PSB) e 3% de Marina.
Dilma é, portanto, uma candidata altamente competitiva.

Todavia, porém, entretanto… É uma personagem sem carisma (assim como o é Serra). E a comparação dela com Lula (o rei do carisma) será imediata. Não se sabe se o eleitor vai mesmo enxergar nela a sucessora do presidente de maior aprovação da história desse país (pelo menos, desde quando isso passou a ser medido).
É uma eleição (já disse isso aqui antes) em que tudo pode acontecer, inclusive nada.

Acontecer “nada” significa manterem-se as atuais condições de temperatura e pressão: Serra ganha ou perde para Dilma. Acontecer “tudo” seria um dos candidatos na rabeira das intenções de voto, mas muito mais caristmáticos (Ciro e Marina), emplacar uma virada histórica no jogo.
No mais, pesquisa eleitoral só é boa mesmo pra gente ficar se distraindo enquanto a urna não é aberta.

Autor: Marco Bahé


FONTE: Blog Acerto de Contas

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Vermelho: O Titanic Serra

Reproduzo abaixo editorial do Vermelho postado no Viomundo do Azenha. Como dizia mamãe: o mundo dá voltas....

Vermelho
Editorial


Inundações em São Paulo: o “Titanic” José Serra


Em 1907, alguns magnatas britânicos decidiram construir os três maiores navios do mundo. Um deles foi o Titanic. Era então o mais moderno, seguro e luxuoso transatlântico do mundo. Cinco anos depois, em 9 de abril de 1912, o Titanic zarpou para sua viagem inaugural. Durou só cindo dias: o navio colidiu com um iceberg, naufragou e mais da metade dos seus 3.000 passageiros morreram.

A história está repleta de exemplos que lembram a saga do Titanic: algo esplêndido e tido como imbatível, mas que acaba derrotado por motivo aparentemente banal.

Coisa semelhante ocorre, hoje, na política brasileira. A iminente candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), à presidência da República, era tida até poucos meses atrás como fortíssima. Ele é apresentado pela oposição de direita e por parte da mídia burguesa como administrador competente, sério, ilustrado, bom de voto... e os números das pesquisas davam alguma sustentação para este discurso.

Davam. Agora o quadro começa a mudar. Há uma pesquisa recente do Vox Populi que pode indicar o oposto: a erosão da vantagem do tucano paulista. Até agora, só foram divulgados os dados parciais do Rio de Janeiro e de Pernambuco. No Rio, Serra (27%) está empatado com a candidata do PT, Dilma Rousseff (26%). Em Pernambuco, ele tem 23%, contra os 45% de Dilma. Segundo o jornal O Globo da quarta-feira (27), o presidente do DEM, Rodrigo Maia, passou recibo: ao ser informado sobre estes números, teria dito: “Isso é um pesadelo. Deus me livre”.

Dizem que nossos sonhos e pesadelos estão sempre relacionados a algo que nos aconteceu recentemente. Se for isso mesmo, o pesadelo que atormenta a oposição tem motivo. É só listar os últimos acontecimentos da cena política brasileira. Não há quase nenhuma notícia ruim para o governo: Lula continua muito popular, a economia vai bem, os empregos aumentaram, o salário mínimo aumentou, os programas sociais foram consolidados, nossa imagem no exterior é muito positiva e até mesmo a polêmica sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos serviu para mostrar que dentro do governo há muita gente disposta a comprar esta briga com a direita raivosa...

Enquanto isso, sobram constrangimentos para a oposição. Entre eles o mensalão do DEM no Distrito Federal, a entrevista do senador tucano Sérgio Guerra (PE) pregando o fim do PAC, a iminente derrota da ala serrista do PMDB na disputa interna para decidir pelo apoio a Dilma; a desistência de Aécio Neves da disputa presidencial, que saiu da briga querendo distância de Serra. E, por fim, as chuvas em São Paulo, que causaram grandes problemas e provocaram, até agora, 65 mortes no estado.

Entre estes episódios, as enchentes paulistas têm potencial para causar grandes estragos para a candidatura Serra. A forma tímida, praticamente omissa, com a qual ele e seu pupilo, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), lidam com o problema das enchentes revelou a inaptidão com que o tucanato paulista conduz uma administração tacanha, despreparada para lidar com situações de crise e insensível aos problemas que atingem os mais pobres.

As tormentas paulistas nos remetem mais uma vez ao exemplo do Titanic que desapareceu nas profundezas do Atlântico Norte. A pesquisa Vox Populi ainda não foi divulgada na íntegra. Quando isso acontecer, poderá dar uma dimensão mais precisa sobre os reais estragos que ela causou no casco da candidatura tucana.

Seja como for, muita água ainda rolar por baixo da disputa eleitoral até outubro. Portanto, é cedo para cantar a vitória ou a derrota de quem quer que seja. Mas com os dados disponíveis já é possível dizer que há uma grande pedra no caminho de Serra, um "iceberg" que poderá levar a candidatura da direita ao naufrágio. Um afundamento que deve muito à própria soberba, arrogância e desprezo do tucanato pelos dramas reais da parcela mais pobre da população.

Fonte: Viomundo em 29.01.10

domingo, 24 de janeiro de 2010

Eduardo Guimarães: A Bala de Prata da Mídia





A expressão “bala de prata” foi criada para identificar, por metáfora, as denúncias de última hora que a imprensa costuma fazer contra políticos dos quais não gosta às vésperas de eleições, os quais, geralmente, costumam pertencer ao PT, com destaque para Lula. É uma expressão que será registrada nos livros de história. 

Essa prática remonta a cerca de vinte anos. Desde então, dificilmente não é usada em qualquer eleição que interesse mais ao controle que a direita exercia e perdeu sobre o país há mais de sete anos. E, por fadiga de material, na eleição presidencial de 2010 essa arma dos conservadores está prejudicada. As razões e as evidências disso são o que este post pretende explicar.

Todos estão vendo, entre desconfiados e perplexos, que a mídia (tevês, rádios, jornais e portais de internet – as revistas da grande mídia ainda relutam em aderir à prática), a partir de meados de 2009, começou a dar notícias desfavoráveis aos tucanos e pefelistas*. 

Até o Jornal Nacional passou a dar algumas dessas notícias. Sobretudo depois do desmoronamento do PFL (dito DEM, contra o qual a mídia aceitou usar a expressão “mensalão do DEM”, quando, para o PSDB, era “mensalão mineiro”).

Mas se você, leitor, pegar a Folha de São Paulo deste sábado, por exemplo, cairá de costas. Há vários textos criticando não só Kassab, mas também Serra (!?). A novidade, que raríssimas vezes ocorreu na última década, é a de que, agora, os colunistas do jornal também o criticam.

A explicação para tal mudança de atitude está num processo que começa a acontecer de forma mais visível e que a mídia tentou impedir que prosperasse, mas que, ao que parece, não conseguiu.
Dois são os fatores que provocaram esse surto de “isenção” midiática. Um deles foi a sorte – ou o azar, dependendo do ponto de vista. E o outro foi a revolução da internet, que permitiu que discursos políticos e denúncias que sempre foram sufocados pela mídia tivessem como se espalhar. 

O azar foi de Serra e de Kassab. As chuvas trouxeram as provas de suas incompetências e mentalidades atrasadas tanto política quanto administrativamente, com seus slogans ultrapassados e obras faraônicas e ineficientes, no melhor estilo malufista, sempre tentando enganar a população confiando no apoio da mídia decorrente de serem de direita.

Ser de direita, há que ressaltar, foi o que levou essa mídia a cometer loucuras como a de o Estadão ajudar a fazer de São Paulo o que ela é hoje apoiando Maluf contra Luiza Erundina nos anos 1990, em eleição para prefeito da cidade.

A mídia ainda resistia a dar a “isenção” que o público exige mesmo com sucessivas pesquisas de opinião, feitas nos últimos sete anos, mostrando que, quanto mais os Marinho, os Frias, os Civita, os Mesquita e seus seguidores batiam em Lula, mais ele ganhava popularidade. 
O recado eleitoral da população dado na eleição presidencial de 2006, quando esta população reelegeu Lula depois de a mídia chamá-lo de bandido por dois anos, foi ignorado. E continuou sendo ignorado quando os mais escolarizados passaram a apoiar Lula em maioria mesmo com a mídia batendo nele sem parar.

Durante 2009, mesmo com a pré-candidatura Dilma Rousseff crescendo e se consolidando paulatinamente, Globos, Folhas, Vejas, Estadões  e subordinados continuaram usando todo tipo de golpe sujo contra a ministra e contra o presidente Lula, seu “padrinho político” – falsificaram ficha policial contra ela e acusaram o presidente de maníaco sexual, entre outros. 

Pela primeira vez, portanto, ocorre uma inflexão nesse quadro. Notícia veiculada no fim da última quinta-feira de que o instituto Vox Populi detectou queda vertiginosa da intenção de voto em Serra no Rio e, talvez, informações privilegiadas sobre a pesquisa nacional fizeram com que a mídia, nos últimos dias, ficasse cada vez mais “isenta”.
O problema dessa mídia é que ela aposta sempre na burrice. Não quer aceitar a premissa de que a população está conseguindo enxergar o que ela faz. Acha que se atirar contra os dois lados por algum tempo, conseguirá forjar a “bala de prata” com que pretende fulminar Dilma pouco antes da eleição presidencial deste ano.

*Como vocês sabem, para mim pefelista sempre será pefelista, pois “democratas” eles nunca foram e jamais serão.


Blog: Cidadania.com

Zé Dirceu: O Fracasso da Estratégia Tucana

Você encontra abaixo ponto de vista de Zé Dirceu sobre o momento do PSDB e os chiliques verbais nas notas oficiais do partido contra a candidata Dilma Roussef. Incluo ainda observação de Eduardo Guimarães explicando o porque de tanto nervosismo.

Do Blog do Zé Dirceu
O Fracasso da Estratégia Tucana
A atual postura, totalmente fora do controle do PSDB e de seus líderes, precisa ser entendida. Os tucanos traçaram um cenário para as eleições de 2010 que não se concretizou, uma vez que apostaram na crise internacional, fizeram de tudo -- boicotando, combatendo e votando contra as medidas do governo Lula contra a crise --, como continuam contra o Pré Sal, na expectativa de que 2010 seria um ano de recessão e desemprego, cenário que não se confirmou, pelo contrário: o governo e o presidente Lula conquistaram seu maior grau de aprovação e apoio em plena crise internacional ano passado.

O segundo cenário era que Lula não ia transferir votos para Dilma Roussef e o PT se dividiria, não construindo alianças e palanques regionais para sua candidata. Chegaram a avaliar que o PT não aceitaria Dilma como candidata. O PT não se dividiu, pelo contrário, fez uma eleição exitosa de sua direção, apoiou Dilma praticamente por unanimidade e a candidata tem hoje 25% de votos e já empata com José Serra na espontânea; não tem rejeição superior a dos outros três candidatos; já ultrapassa Ciro Gomes em 10 pontos no primeiro turno e o vence no segundo; já tem o apoio do PMDB, e do PDT, caminhando para ter o do PC do B e PR e mesmo do PP e PRB.

Também ao contrário do que previam os tucanos e o DEM, os palanques estaduais de Dilma se consolidam e, mesmo no Rio Grande do Sul, onde eles apostavam no rompimento com o PMDB, as notícias não são boas para eles: José Serra está perdendo o PMDB gaúcho. O candidato do PMDB ao governo, José Fogaça, tem dito que pode apoiar Dilma se esta for a decisão de seu partido, a senha é “Dilma não é PT, é antes de tudo gaúcha”.

Nos outros estados a situação não é diferente, não se entendem em Santa Catarina e no Rio de Janeiro, não chegaram a um acordo com Aécio Neves, o que pode lhes custar uma derrota em Minas Gerais, o segundo eleitorado do país.

Assim, os ataques desesperados e desqualificados do presidente do PSDB ao governo, a candidata e ao PT se explicam pelo fracasso da estratégia tucana, pela crise sem precedentes do DEM e pela falta de propostas e programa da oposição. Daí a desastrada entrevista a revista Veja de Sergio Guerra e a ressurreição de Gustavo Franco, o do câmbio fixo e dos juros reais de 27,5%, o que dobrou a dívida interna e fez uma farra fiscal no primeiro governo FHC, até que o país quebrou e o FMI obrigou os tucanos a aceitarem a câmbio flutuante, deixando para o governo Lula a tão falada Herança Maldita.

Do Blog do Eduardo Guimarães
Por Que os Tucanos Estão Nervosos

Leiam, abaixo a locução de Fernando Mitre, âncora do Jornal da Noite, da TV Bandeirantes, com uma tremenda cara de enterro, no fim da noite da última quinta-feira.
Transcrição textual da fala do âncora da emissora paulista:

Uma nova pesquisa nacional de intenção de votos começa a ser fechada pelo instituto Vox Populi para ser divulgada na próxima segunda-feira (25/01).
 No terceiro maior colégio eleitoral (do Brasil), o Rio de janeiro, os resultados já computados trazem uma surpresa nada agradável para os tucanos. Os números mostram um empate entre Dilma Rousseff e José Serra quando Ciro Gomes entra na lista.
Serra fica com 27% e Dilma com 26%; Ciro com 14 e Marina com 9.
Na última pesquisa, Serra mantinha uma boa vantagem, que perde agora, no momento em que a popularidade do presidente Lula está ‘bombando’ no Rio. A avaliação de seu governo subiu para 69% de ótimo e bom.
O ‘cabo eleitoral’ está funcionando...

sábado, 23 de janeiro de 2010

MÍDIA - Folha faz nova provocação

Visitando o blog de Um Sem Mídia encontrei a pérola que reproduzo abaixo. A Folha não se emenda. Azar dela.

FOLHA" FAZ NOVA PROVOCAÇÃO
Celso Lungaretti (*)
























Ives Gandra Martins é um advogado tributarista que ensina a grandes clientes como pagarem menos, ou nenhum, imposto de renda.

Ou seja, presta relevantes serviços à causa da desigualdade social, já que alivia os ricos das mordidas do leão, enquanto os pobres, não contando com assessoria jurídica da mesma qualidade, acabam se sujeitando a tributos injustos e até ilegais.

Houve tempo em que ele era atração exclusiva do jornal O Estado de S. Paulo, eternamente alinhado com os interesses empresariais.

Agora, a Folha de S. Paulo também lhe concede espaço de articulista. E não na sua área específica, mas para falar sobre o que desconhece e não tem isenção para abordar: ditadura militar x resistência.

Seu artigo de hoje, Guerrilha e redemocratização, não passa de uma síntese da propaganda enganosa que os sites fascistas trombeteiam sobre o período de 1964/85 e, mais especificamente, sobre a terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos.

Parece que, ao lecionar Direito na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e na Escola Superior de Guerra, foi ele quem recebeu lições dos alunos... as piores possíveis.

Diz que, ao resistir ao terrorismo de estado implantado pelos golpistas de 1964, "a guerrilha apenas atrasou o processo de retorno à democracia".

Justifica as atrocidades ditatoriais com a falácia de que os verdadeiros responsáveis foram os que não se submeteram a viver debaixo das botas, pois "ódio gera ódio, e a luta armada acaba por provocar excessos de ambos os lados". É a velha piada do brutamontes se queixando de haver machucado a mão ao esmurrar a cara de um fracote...

Minimiza a contribuição dos movimentos de resistência à democratização, que, segundo ele, se deveu principalmente à atuação da OAB e de alguns parlamentares.

Aponta Hugo Chávez como eminência parda do PNDH-3 ("o programa é uma reprodução dos modelos constitucionais venezuelano, equatoriano e boliviano"), o qual estaria sendo "organizado por inspiração dos guerrilheiros pretéritos" (leia-se Paulo Vannuchi).

E insinua que a presidenciável do PT tem esqueletos no armário, pois, se forem apurados também os excessos porventura cometidos pelos resistentes, "isso não será bom para a candidata Dilma Rousseff". Se tivesse algo consistente para dizer, faria acusações concretas, ao invés de lançar indiretas para causar suspeitas, sem que fique exposto a uma ação por calúnia e difamação.

Se essa visão distorcida e tendenciosa da extrema-direita, expressa pelo Gandra Martins, tivesse a mínima relevância à luz dos valores civilizados, seria fácil refutar seu artigo de amador que invade destrambelhadamente a seara dos profissionais.

Mas, nem ele é importante como analista político, nem os artigos de Opinião da Folha são referencial para coisíssima nenhuma atualmente.

O jornal da ditabranda está sempre laçando fascistas acidentais que escrevam textos provocativos, capazes de motivar uma enxurrada de refutações. Quer dar a impressão de que ainda é um veículo polêmico, trepidante.

Não farei o seu jogo, pois tanto a Folha de S. Paulo quanto o ideário que norteou o artigo de Gandra Martins só merecem de mim o mais absoluto desprezo.

Fonte: Blog de Um Sem Mídia

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Governo x Oposição - Briga de Foice no Escuro

Tudo começou com uma entrevista nas páginas amarelas da Veja onde o presidente do PSDB Sergio Guerra afirma com todas as letras que Serra irá acabar com o PAC, que é na verdade aos olhos do PSDB, uma fantasia do Governo Lula para iludir o povo brasileiro. Diz mais: haverá mudanças substanciais na economia.
Leia aqui o que disse Sérgio Guerra na Veja:Mais uma da série eu disse mas não disse
A ministra Dilma Roussef em inauguração de uma obra do PAC comentou que é estarrecedora a posição do PSDB em querer acabar com o PAC. O presidente do PSDB soltou nota onde chama a ministra de "mentirosa" por esse comentário. Pronto: o circo foi armado e o debate desceu a ladeira.

Leia a entrevista do Presidente Eleito do PT ao Terra Magazine

Presidente eleito do PT: Se PSDB quiser, "vamos para o pau"

Marcela Rocha
"Cangaceiro, sertanejo aguerrido e valente. Capanga, guarda-costas, valentão". Essas são as definições para "jagunço" no dicionário Michaelis. No dicionário petista, a palavra serviu para adjetivar o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), o que acarretará em processo à legenda de Lula.
"É risível a justificativa deles (PSDB). É de morrer de rir", diz José Eduardo Dutra, presidente eleito do PT que, junto ao atual, deputado Ricardo Berzoini (SP), cunhou o termo "jagunço político" ao tucano por ter chamado a pré-candidata petista e ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de "mentirosa".

Veja também:
» Oposição representa contra Lula e Dilma no TSE
» "Dilma mente", diz presidente do PSDB em nota
» Berzoini: PSDB demonstra estar descontrolado
» Dilma diz que oposição quer acabar com PAC; PSDB reage
» Siga Bob Fernandes no twitter

Os petistas, na mesma oportunidade, chamaram o pré-candidato tucano ao Planalto, governador José Serra (SP), de "hipócrita" por não entrar no debate político e deixar que o senador Guerra entre em seu lugar. O secretário nacional do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (MG), afirmou, em nota divulgada nesta quinta-feira, que o partido vai processar os dois por calúnia e difamação.

A Terra Magazine, o presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, remonta a cronologia dos acontecimentos e justifica o teor da nota divulgada por ele e Berzoini. Argumenta que não se trata de preconceito, como acusam os tucanos, e dá um recado: "Nós queremos um debate de alto nível, mas também não vamos correr do pau. Se quiserem (PSDB) ir pro pau, vamos também".
Leia abaixo a íntegra da entrevista:

Terra Magazine - O PSDB quer processar o senhor e o deputado Ricardo Berzoini por calúnia e difamação...
José Eduardo Dutra -
É risível a nota. É de morrer de rir. Em primeiro, porque eu sou de Sergipe. E mais, dizer que é preconceito usar um termo desde sempre muito usado no nordeste é de morrer de rir. Não entendi onde ele foi buscar o preconceito nisso aí. Onde está o preconceito quando se usa o termo jagunço?

Mas, o senhor...
Onde vai o preconceito contra o povo nordestino? A não ser que o senador Sérgio Guerra ache que ele é o povo nordestino. Em segundo, usamos um termo muito usado no nordeste e o relativizamos: "jagunço político". Ou seja, está vinculado ao teor da nota que ele soltou. Então, a nossa nota precisa bem em que circunstâncias está o termo. E se eu disser que Dilma é uma candidata arretada? Eu estou sendo preconceituoso? O argumento deles é risível. Se for para julgar qual nota seria cabível de ir na justiça, seria a do Sérgio Guerra contra Dilma.

Por quê?
Ali sim os termos são grosseiros e caluniosos. A nossa nota, não. Nós somente afirmamos que ele se comportou como um jagunço político ao soltar a nota anterior. Agora, querem entrar na Justiça? Paciência, é um direito deles. Mas deveriam arrumar argumentos melhores.

O senhor não acredita que esses argumentos estejam vinculados, de certa forma, ao fato de o partido carecer de maior inserção no nordeste? 
Olha, se isso for uma estratégia de inserção, eles estão mal de estratégia.

O senhor acha que essa troca de notas entre os altos escalões do partido sejam positivas ou negativas para a imagem de ambos em ano eleitoral? 

Nós vamos dançar de acordo com a música. Se tocar valsa, dançaremos valsa. Se tocar heavy metal, dançaremos heavy metal. Isso começou com a entrevista de Guerra na revista Veja, dizendo que iria acabar com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Respondemos.

A ministra Dilma respondeu, certo?
A ministra Dilma rebateu politicamente. Guerra, por sua vez, soltou uma nota naqueles termos, acusando a ministra de mentirosa. Nós respondemos, ao meu ver, muitos tons abaixo à nota do presidente do PSDB. Estranhamos que, no mesmo dia em que o governador José Serra (SP) disse que não entraria em baixaria, o presidente da sigla soltou uma nota nesses termos. Nós queremos um debate de alto nível, mas também não vamos correr do pau. Se quiserem ir pro pau, vamos também.

Abaixo, as notas trocadas pelos partidos:
» Nota do PT - 19 de janeiro de 2010
» Nota PSDB - 20 de janeiro de 2010
» Nota PT - 21 de janeiro de 2010
» Nota PSDB - 21 de janeiro de 2010 

Fonte: Terra Magazine