Anúncio Superior

Mostrando postagens com marcador jogo sujo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jogo sujo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Kotscho: De guerra em guerra, escalada da intolerância

Da guerra santa à guerra suja, a campanha presidencial de 2010, que entra hoje em sua última semana, graças a Deus!, registrou uma inédita escalada de intolerância. Jogaram nos ventiladores da velha mídia e da jovem internet todos os preconceitos, ódios, medos, calúnias, mentiras, baixarias, tudo o que o ser humano pode produzir de pior.

Ainda bem que agora falta pouco. A cada dia, lendo o noticiário do jornal no café da manhã, meu estômago foi ficando mais embrulhado e teve dia em que nem me deu ânimo de escrever nada. Tentei mudar de assunto, falar sobre futebol e até do Mickey, mas não adianta. Parece que as pessoas não estão mais nem lendo o que os outros escrevem.

De nada adiantaram meus reiterados apelos para que os leitores se ativessem em seus comentários ao assunto tratado no post, evitassem agressões e ofensas, não usassem o espaço para fazer propaganda eleitoral nem escrevessem suas mensagens só com letras maiúsculas, em caixa alta, como se quisessem gritar suas verdades.

Pela primeira vez, neste domingo, fui obrigado a deletar mais comentários do que publicar. Procuro manter aqui um mínimo de civilidade, mas fico cada vez mais assustado e enojado com o que leio nas áreas de comentários em outros blogs e mesmo sobre as notícias publicadas nos diferentes portais. Em matéria de escatologia e desrespeito, chegamos ao fundo do posso.

Nem dá mais para saber o que é publicação da grande imprensa ou panfleto apócrifo distribuído nas ruas, nos templos e nos botecos. Virou tudo uma massa disforme, mal cheirosa, escondida no anonimato ou brandida por nobres colunistas. Daqui a cem anos, quando os historiadores do futuro contarem o que foi esta eleição de 2010 vão ter que colocar aquelas máscaras hospitalares.

Do alto do seu mais de meio século de competente e honesto jornalismo, sábio criador de jornais e revistas, combatente da boa luta, Mino Carta resumiu em poucas linhas qual foi o papel da imprensa nesta triste história:
“Não hesito em afirmar que nunca, na história das eleições pós-guerra, a mídia nativa permitiu-se trair a verdade factual de forma tão clamorosa. Tão tragicômica. Com destaque, na área de comicidade, para a bolinha de papel que atingiu a calva de José Serra”.

De fato, os sete minutos produzidos pelo Jornal Nacional na semana passada para provar que o candidato José Serra foi duramente alvejado por manifestantes do PT, no Rio de Janeiro, ao contrário do que mostraram as imagens do SBT, deverão constar no futuro de qualquer antologia de jornalismo de ficção.

Ao ser surpreendido pelo furo do concorrente, mostrando que a arma utilizada no atentado se limitou a uma bolinha de papel, o JN recorreu a uma foto de celular fornecida pela Folha, em que não se conseguia ver nada direito e buscou o depoimento de um perito para ”provar” que num segundo “ataque” teria sido utilizada munição muito mais letal.

A guerra suja tomou então o lugar da guerra santa que vinha alimentando a campanha oposicionista na passagem do primeiro para o segundo turno. O que falta ainda? Esgotado o arsenal do bispo de Guarulhos e do telepastor Malafaia, os dois candidatos fizeram carreatas pacíficas neste domingo no Rio e se encontram novamente esta noite no debate da TV Record.

São os penúltimos lances de uma campanha presidencial brasileira que, pela primeira vez, utilizou massivamente a internet, mas a experiência não foi das mais edificantes. Mais do que um novo e democrático meio para divulgar propostas dos candidatos, mobilizar as militâncias e angariar recursos, a rede serviu para espalhar o horror religioso, desconstruir adversários, disseminar o ódio.

Sobrou espaço, no entanto, para reflexões muito lúcidas como a do leitor JG Schneider, em comentário enviado ao Balaio às 8h52 de hoje, o primeiro que li ao abrir o computador:
“Até parece que a web vai virar uma igreja, uma Santa Web ou Santa Rede Mundial ou Igreja Mundial do Santo E-Mail. A princípio, até achava que era uma brincadeira, mas nestes últimos dias a coisa piorou e os tais “crentes do e-mail” estão se superando”.

Sim, por mais absurdo que pareça, muita gente acredita nas barbaridades que circulam na grande rede e ajuda a espalhar este lixo eletrônico.

Se não temos mais a nossa velha mídia para separar o joio do trigo _ e publicar o joio, como brincávamos antigamente, e acabou virando verdade… _ pergunto-me o que acontecerá a partir da semana que vem, depois da apuração dos votos, quando a vida volta ao normal? Em quem ainda poderemos acreditar?

FONTE: Blog do Kotscho

domingo, 24 de outubro de 2010

Eduardo Guimarães: Sete dias de fúria midiática – buscando um cadáver




Os últimos lances de uma corrida presidencial pautada pela fúria midiática continuaram surpreendendo. Ao contrário do que se pensava, a ofensiva teatral da bolinha de papel saíra pela culatra, apesar daquela que talvez tenha sido a maior farsa já encenada neste país em termos de apoio publicitário a supressão e/ou inversão dos fatos em prol de José Serra.

No oitavo dia da furiosa campanha da mídia para eleger o candidato tucano, vazaram dados das pesquisas diárias que o PT encomendara aos institutos Vox Populi e Ibope. Os trackings, cuja função não consiste em apurar números precisos, mas, sim, tendências e reações do eleitorado, revelaram que aumentara a distância entre Dilma Rousseff e o adversário.

Chegou-se ao sétimo dia de irracionalidade cívica, ao domingo anterior ao domingo da eleição presidencial mais disputada em mais de duas décadas, em situação de quase esgotamento das opções de factóides para reverter os rumos da disputa. Serra não reage.

O país é tensionado pela mídia. Colunistas de grandes jornais, revistas, tevês, rádios, portais de internet saíram a insultar e a provocar petistas com suas zombarias triunfalistas, mas só até surgirem os sinais de que o tiro da bolinha de papel de dois quilos que os tucanos disseram que petistas atiraram contra Serra em um comício, saiu pela culatra.
A fúria midiática, como previsto, ia aumentando.

Na noite de 23 de outubro, dois dos blogs políticos mais lidos no país, o de Luiz Carlos Azenha e o de Rodrigo Vianna, repórteres da Rede Record, saem do ar no navegador Firefox. Ao acessar os blogs de qualquer outro navegador, não havia problema. Mas ao acessar naquele navegador específico surgia uma falsa mensagem de que aquelas páginas estavam “infectadas”.

Ao fim da tarde do oitavo dia de fúria, portais de internet informavam que houvera novo risco de confronto entre militantes do PSDB e do PT na cidade paulista de Diadema. Novamente, uma tropa tucana fora a um reduto petista fazer provocações enquanto a mídia serrista buscava vender que quem estava na frente é que tentava melar o jogo eleitoral.

Entendendo a estratégia do PSDB e da mídia, os militantes petistas em Diadema abriram caminho para que os tucanos marchassem através da manifestação adversária, e formaram um “cordão de isolamento” do avanço dos esbirros de Serra e dos seus figurantes contratados. Enquanto avançavam pelo meio dos petistas impassíveis, os tucanos proferiam insultos.

Ainda no sábado 23 de outubro, os mesmos portais de internet anunciavam que marchas petista e tucana poderiam se encontrar no Rio, em Copacabana, mas que os petistas, novamente, recuariam para não fazer o jogo dos adversários, cada vez mais dispostos a melar o jogo eleitoral por contarem com a mídia para inverter os fatos.

A marcha petista na cidade do Rio no sétimo dia de fúria midiática foi sabiamente adiada pelos organizadores para ocorrer depois da marcha tucana, convocada para o dia e a hora em que já se sabia que haveria a marcha dos adversários.

A análise mais detida do rumo das coisas sugere que só não foi tentado um tipo de factóide para chocar o eleitorado e induzi-lo a votar no candidato da direita midiática. Tentou-se de tudo contra Dilma. Escândalos sexual (ou homossexual), religioso, de corrupção, de prática de violência física, mas nada deu certo. Serra continua não reagindo eleitoralmente.

Enquanto o clima de beligerância entre petistas e tucanos cresce retórica e fisicamente, tevês, rádios, revistas, jornais e portais de internet simpáticos a Serra – assumidamente ou aparentemente – põem lenha na fogueira com uma chuva de acusações, insultos e zombarias contra um dos lados e com vitimização do outro.

A história ensina que campanhas para comover sociedades contra alguém ou alguma coisa muitas vezes apelaram a cadáveres, a crimes de sangue em que “não restassem dúvidas” sobre a autoria, ainda que processos legais requeiram tempo para condenar ou absolver sob convicção absoluta, impossível de ser formada em míseros sete dias de fúria midiática.

FONTE: Blog da Cidadania

sábado, 16 de outubro de 2010

Entrevista ao Terra - Ex-aluna de Monica Serra: "eu não esperava tanta repercussão"

Bruna Carolina Carvalho
Direto de São Paulo
A bailarina Sheila Canevacci Ribeiro, ex-aluna de Monica Serra - esposa de José Serra (PSDB) - na Universidade de Campinas (Unicamp), e responsável por tornar público no Facebook que Monica teria feito um aborto na época da ditadura militar, afirmou em entrevista ao Terra por telefone que se sente "muito assediada" e não esperava que seu post fosse gerar repercussão. "Eu estou me sentindo o Mike Tyson quando mordeu a orelha do outro...", disse Sheila ao se referir a uma luta de boxe quando Tyson agrediu de forma ilegal o adversário Evander Holyfield.

O jornal Folha de S.Paulo publicou, neste sábado (16), reportagem intitulada "Monica Serra contou ter feito aborto, diz ex-aluna", assinada pela colunista Monica Bergamo. Um dia depois do debate da TV Bandeirantes, na última segunda-feira (11), Sheila postou em seu perfil no Facebook um texto que escreveu para "deixar minha indignação pelo posicionamento escorregadio de José Serra" em relação ao tema aborto. Sheila também deu entrevista ao Correio do Brasil, divulgada na última quarta (13).

Durante a entrevista, Sheila contou que se considera "uma pessoa muito frágil". Mas, ao assistir ao debate e ouvir a candidata à presidência do PT, Dilma Rousseff, dizer que Monica havia "falado que ela, Dilma, era comedora de criancinhas e o Serra ter ficado calado, não ter falado nada, zero, me indignei". Para a bailarina, a sensação foi de "inquietude" e, por isso, escreveu uma reflexão no site de relacionamento pessoal.

Perguntada pela reportagem do Terra se era filiada a algum partido político, a ex-aluna de Monica explicou: "não sou. Não gosto de política partidária. Gosto de política cidadã, que foi exatamente essa que eu fiz". A bailarina, que pretende votar na petista no segundo turno das eleições, disse também não temer por represálias. "Estou recebendo mais ou menos cinco mil mensagens de apoio para 50 de retaliação. Estranhamente, meus amigos me falam: 'ah não liga'. Mas, para mim, as cinco mil mensagens e as 50 contam".

Sheila não soube informar se o tucano paulista teve algum envolvimento na decisão do aborto na época. "Eu não sei de nada disso e nem se soubesse eu ia querer falar. Eu não estou fazendo uma apuração, nem buscando provas e nem denunciando nada", contou. 

Leia abaixo a entrevista:
Terra: Em qual ambiente se deu esse relato sobre o aborto de Monica Serra? Vocês estavam em aula?
Sheila: Eu estou me sentindo o Mike Tyson quando mordeu a orelha do outro... Estou sendo muito assediada, não esperava. Mas confirmo tudo o que foi dito no Correio do Brasil e na Folha de S. Paulo

Terra: Como era a relação de Monica com as alunas?
Sheila: Ótima relação. Uma relação de professor, quando é bom, é uma relação que transpassa a própria humanidade. A universidade tem essa função, falar sobre as coisas. Você fala sobre aborto, ditadura, sorvete, gatinhos, tudo. Não foi uma coisa confessional. Acabou surgindo... tem um monte de gente me atacando falando que eu expus a Monica Serra. Se você reler, vai ver que eu sou muito preocupada com a intimidade das pessoas. Não é que uma pessoa presidenciável não pode fazer o aborto. Do meu ponto de vista, não tem problema algum. 

Terra: Foi uma confissão? Ela contou como se sentia em relação a esse assunto?
Sheila: Eu acho que ela escorregou numa coisa meio terapêutica. É muito importante deixar claro que o contexto era de ditadura militar. Era o assunto do exílio, da ditadura militar e o aborto dentro disso. Quando eu escrevi meu relato eu estava indignada por causa do debate da TV Bandeirantes. Como eu sou canadense, eu acho normal discutir as coisas. E meu próprio lado brasileiro ficou assustado. Eu não quero ser a garota que denunciou a Monica Serra. Eu sou a garota que está preocupada com a cidadania e com a saúde pública. 

Terra: Você sabe se o marido dela, José Serra, teve algum envolvimento nessa decisão de abortar? Ele sabia?
Sheila: Eu não sei de nada disso e nem se soubesse eu ia querer falar. Eu não estou fazendo uma apuração, nem buscando provas e nem denunciando nada. Eu não sei, e mesmo se soubesse, não gosto de entrar nesse assunto. O que é problema meu é minha cidadania. 

Terra: Você esperava essa repercussão?
Sheila: Zero. Não esperava e nem entendi. Me chocou porque eu não estava acompanhando as coisas do segundo turno, nem sei o que aconteceu. Depois do primeiro turno eu decidi que não queria acompanhar nada. Porque eu já tinha decidido que ia votar na Dilma. Mas mais do que por isso eu não gosto de baixaria, não gosto de violência. Quando eu assisti ao debate eu estava praticamente vazia de informação. Então, quando eu vi a Dilma falando que a Mônica Serra tinha falado que ela era comedora de criancinhas e o Serra ter ficado calado, não ter falado nada, zero, me indignei. Ficou aquela inquietude. Eu escrevi uma reflexão. Eu e meu marido, que é antropólogo, sempre escrevemos reflexões e colocamos no Facebook. 

Terra: Você reafirma que não é filiada a nenhum partido?
Sheila: Não sou. Não gosto de política partidária. Gosto de política cidadã que foi exatamente essa que eu fiz. 

Terra: Você disse à Folha de S. Paulo que votaria em Dilma Rousseff no segundo turno. Quais são os motivos da sua objeção por José Serra?
Sheila: Para mim, é inimaginável votar no Serra. Ele representa para mim o pior retrocesso para o Brasil desde as Diretas Já. Primeiro de tudo, um político que está num debate e fica se esquivando o tempo todo, tratando os brasileiros como imbecis. A Dilma ficou muito nervosa no debate. Mas prefiro uma pessoa que fica emocionada do que uma pessoa que não existe. Eu também votaria na Dilma por ela ser uma mulher. 

Terra: Você sente medo de sofrer alguma represália?
Sheila: Não. Estou recebendo mais ou menos cinco mil mensagens de apoio para 50 de retaliação. Estranhamente meus amigos me falam: 'ah não liga'. Mas pra mim as 5 mil e as 50 contam... todas que estão se espelhando no que eu fiz. Tanto essas como as que estão me julgando, são sintomas, todas eu escuto. 

Terra: Mas você sente medo?
Sheila: Eu tenho medo? Não. Eu sou dona de um fato e de um relato. Só. Não sou eu que tenho que ter medo, vou te responder com uma pergunta: Eu estou na ditadura militar ou a ditadura militar já acabou no Brasil?

Terra: A Monica, durante o relato, você se lembra se ela contou detalhes?
Sheila: Que eu me lembre não. Era uma coisa assim... esquece que a Monica Serra é a Monica Serra. Estava numa aula com uma professora que você gosta, que todo mundo gosta, tinham umas oito ou dez alunas. Não é o clima de ficar contando detalhes, não tem nada a ver, ela estava triste. 

Terra: Ela estava triste quando contou?
Sheila: Muito triste. 

Terra: Era um trauma?
Sheila: Sim, muito. Mas não lembro muito bem. Isso aconteceu há quase 20 anos. Não lembro de detalhes.
Eu queria deixar claro que respeito a privacidade das pessoas, mas quando uma pessoa é uma pessoa pública ela tem outro tipo de responsabilidade ética. A opinião dela importa. Se um candidato já fez ou não fez aborto, ou se tem alguma coisa da vida pessoal dele que entre em jogo, não me importa. O que me importa é o discurso contraditório.
Uma coisa que eu fiquei feliz com esse bafafá todo é que abriu uma discussão sobre o aborto. Os brasileiros têm uma imagem de si, a priori eles se assustam e com o susto nem conversam. Pra relembrar que até uma pessoa militante como é o caso da Monica Serra e da Benedita da Silva, mesmo essas mulheres já passaram por um aborto. Esse assunto tem que ser separado da religião. No caso da Monica Serra, ela é contra, ela estava na ditadura, pela sua própria lógica deveria ser presa, porque ela diz que é crime. Uma mulher que faz aborto não merece sofrer o aborto e ir presa. 

FONTE: SITE TERRA

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pesquisa Sensus Confirma: "Difamação" de Dilma aumentou rejeição à candidata

A pesquisa da CNT/Sensus confirma tendência verificada na reta final do primeiro turno das eleições e explica os motivos pelos quais a disputa foi levada para o segundo turno. A baixaria, a calúnia e a difamação que apesar de ser considerada crime no código penal, não se tem notícias em solo brasileiro de algum político condenado por essa modalidade de crime.

Com informações do Portal Terra,
Laryssa Borges
Direto de Brasília
Um suposto processo de difamação contra a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, aumentou a rejeição ao nome da presidenciável, informou nesta quinta-feira (14) a pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

O índice de rejeição da petista aumentou de 32,6% em setembro para 35,4% no levantamento consolidado em outubro.

"Nessa eleição, principalmente no final do primeiro turno, temos um fenômeno sociológico de natureza cultural de desconstrução de imagens. O processo de difamação até certo ponto, pegou", avaliou o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes.
 
"Há um fenômeno sociológico novo no processo de eleição que será analisado. A difamação da candidata Dilma teve um peso muito forte na reta final do primeiro turno. Não vamos fazer prognóstico", completou o presidente da CNT, Clésio Andrade.

O levantamento CNT/Sensus, que antes do dia 3 de outubro chegou a garantir uma vitória dilmista na primeira etapa do pleito, justificou nesta quinta a perda de votos da ex-ministra da Casa Civil ao episódio envolvendo Erenice Guerra, além da polêmica sobre uma suposta defesa da descriminalização do aborto.

"O caso Erenice e a questão do aborto foram extremamente trabalhados, fortemente trabalhados na Internet. Não se sabe até que ponto isso vai continuar afetando", comentou Andrade. "O caso Erenice foi o que tirou o grosso da quantidade de votos. Possivelmente a difamação sobre o aborto é o que fez (o revés na) reta final (do primeiro turno)", disse Guedes.

Pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela CNT aponta liderança da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, com 52,3%. O tucano José Serra, por sua vez, registra 47,7% da preferência do eleitorado considerando os votos válidos.

Na pesquisa estimulada, quando são medidos os votos totais, a pesquisa registra, no entanto, empate técnico entre os dois presidenciáveis, com Dilma computando 46,8% e Serra, 42,7%. Nesta situação, votos brancos e nulos chegam a 4,0%. Eleitores indecisos atingem o patamar de 6,6%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

O levantamento CNT/Sensus foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 35560/2010.

FONTE: Portal Terra

Escrevinhador: Os caminhos da calúnia

Boateiro tem nome e sobrenome: email contra Dilma partiu da extrema-direita




Não é difícil rastrear os caminhos da boataria que atingiu Dilma Rousseff, poucas semanas antes do primeiro turno. A campanha do PT parece não ter levado a sério a ameaça. E a  boataria e as calúnias prosseguem.

O jornalista Tony Chastinet – colega com quem tive o prazer de dividir o prêmio Vladimir Herzog em 2007, e com quem produzi a série de reportagens sobre as centrais clandestinas de tortura durante a ditadura – fez um levantamento minucioso sobre a origem de um desses e-mails caluniosos. Não precisou de dinheiro, nem de ferramentas especiais. Usou basicamente o “Google”. Gastou alguns minutos e usou a experiência de quem já investigou dezenas e dezenas de picaretas em suas reportagens investigativas.

Tony Chastinet descobriu que o email partiu de gente ligada à extrema-direita. Gente com nome, sobrenome e endereço. Confiram…

===
O CAMINHO DA CALÚNIA
por Tony Chastinet
Recebi ontem à noite um daqueles e-mails nojentos e anônimos, que estão circulando na internet, com calúnias contra a candidata Dilma Roussef. Decidi gastar alguns minutos para tentar identificar os autores. Consegui, e repasso abaixo as informações sobre os autores da baixaria – incluindo as fontes da pesquisa.

Há um e-mail circulando na internet com o seguinte título: “Candidatos de esquerda”. Na mensagem há uma série de calúnias contra Dilma, e o pedido para se votar no Serra. Também recomenda a leitura do site www.tribunanacional.com.br.

Entrei na página e de cara me deparei com aquela foto montada da Dilma ao lado de um fuzil. Uma verdadeira central de calúnias ligada à extrema direita. Vejam uma amostra neste link http://www.tribunanacional.com.br/v2/editorial/a-terrorista/.

O e-mail foi enviado para minha caixa postal na noite de domingo. O remetente é um tal de Ingo Schimidt (ingo@tribunanacional.com.br). O site está registrado na Fapesp em nome do “Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares”.

Essa associação tem CNPJ (026.990.366/0001-49), está localizada na SCRN, 706-707, Bloco B, Sala 125, na Asa Norte, em Brasília. O responsável pelo site chama-se Nei Mohn. Em uma pesquisa superficial na internet, descobre-se que ele foi presidente da “Juventude Nazista” em 1968. Era informante do Cenimar e suspeito de atos de terrorismo na década de 80 (bombas em bancas de jornais e outros atentados feitos pela tigrada da comunidade de informações). Também foi investigado por falsificar o jornal da Igreja Católica, atacando religiosos que denunciavam torturas, assassinatos e desaparecimentos (vejam abaixo nas fontes).

Nunca foi investigado e sequer punido pelas barbaridades que aprontou. Para isso, contou com a proteção dos militares e da comunidade de informações para abafar os escândalos e investigações.
Prossegui na pesquisa e descobri que o filho de Nei, o advogado Bruno Degrazia Möhn trabalha para um grande escritório de advocacia de Brasília contratado por Daniel Dantas para representar o deputado federal Alberto Fraga (DEM) em ação no TCU movida pelo deputado para tentar impedir a compra de ações da BRT/OI pelos fundos de pensão.

Interessante essa ligação entre a extrema direita, nazistas e Daniel Dantas. Mas tem mais.
No registro do site ainda há outros dois nomes apontados como responsáveis pela página: Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto e Zoltan Nassif Korontai.

Serpa Pinto trabalha na Secretaria da Fazenda de Mato Grosso. Korontai é responsável pelo site http://www.projetovendabrasil.com.br. É um negócio estranho como pode ser visto na página da internet. Ele atua na área de tecnologia e fez concurso para analista de sistemas no TRE do Paraná.
O cadastro do site dele está em nome da CliqueHost Internet Hosting e Eletro Eletrônicos (CNPJ 008.144.575/0001-90 – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 246, SL 18, São Paulo). O responsável chama-se Frederich Resende Soares Marinho.

Marinho é consultor de informática e trabalha em Piraúba (MG). Há uma série de reclamações de que ele vendeu hospedagens de site e não entregou o serviço. Ele é membro da Assembleia de Deus em Sorocaba.

Outro dado interessante: Ingo coloca um link no e-mail para quem não quiser mais receber as mensagens. Esse link aponta para o seguinte endereço: ingo.newssender.com.br. Newssender é um serviço de marketing eletrônico (leia-se spam) registrado e vendido pela Locaweb Serviços de Internet S/A. O curioso é que é o mesmo provedor que hospeda o site do candidato tucano.
===
Fontes:
– Tribuna Nacional – Dados do Registro.br
domínio: tribunanacional.com.br
entidade: Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares
documento: 026.990.366/0001-49
responsável: Nei Möhn
2 – Nei Mohn
Matéria Veja de 1980 – http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R06814.pdf
Matéria da Isto É de 1982 – http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R03648.pdf
3 – Filho de Nei
Bruno Degrazia Möhn (OAB/DF 18.161)
Trabalha no escritório Menezes e Vieira Advogados Associados – http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia_articuladas.aspx?cod=11457 – artigo defesa ppp
Escritório contratado por Dantas no caso BRT – http://www.anapar.com.br/noticias.php?id=6602
4 – Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto
Funcionário da secretaria estadual da fazenda de mato grosso
http://app1.sefaz.mt.gov.br/Sistema/Legislacao/legislacaopessoa.nsf/2b2e6c5ed54869788425671300480214/88e35b271696c3bf0425738500423ded?OpenDocument
5 – Zoltan Nassif Korontai
Site dele – http://www.projetovendabrasil.com.br/?pg=calculadora-de-ivestimento&p=253
Dados do registro.br
domínio: projetovendabrasil.com.br
entidade: CliqueHost Internet Hosting e Eletro Eletrônicos L

FONTE: Rodrigo Vianna

domingo, 10 de outubro de 2010

Depreciar a Petrobrás: Objetivo Principal da Cria de FHC

Reproduzo post lido no Democracia e Política:

JOSÉ SERRA ESPALHA BOATOS SOBRE A PETROBRAS. O PLANO DO PSDB É O TRADICIONAL DELE: QUEBRAR A ESTATAL PARA DEPOIS PRIVATIZAR POR VALOR IRRISÓRIO

“A candidata Dilma Rousseff já sabe que vêm da parte do tucano José Serra os boatos segundo os quais, nos próximos dias, será publicada uma reportagem sobre corrupção na Petrobrás, o que por três dias seguidos já derrubou as ações da estatal na Bolsa de Valores. De acordo com Dilma, Serra tem apelado cada vez mais a métodos infundados.

"Meu opositor usa métodos cada vez mais infundados e mais agressivos. Antes, haviam dez candidatos. Agora tem dois. Assim, os boatos vão ter de ter origem, né?", afirmou Dilma ao comentar os problemas enfrentados pela Petrobrás nos últimos dias, como a desvalorização seguida dos papéis da empresa.

As declarações da Dilma foram feitas 6ª feira, depois de visita a instituição que cuida de crianças carentes ou abandonadas, em Brasília. "Acho bom vocês lerem os relatórios bancários que estão por aí. Não sei se têm fundamento ou não. Não sou do mercado", disse Dilma. (Só lembrando, Itaú banca a campanha de José Serra, é o maior doador)

Ela acrescentou que, por não ser mais do Conselho de Administração da Petrobrás, não sabe o que será feito. Mas disse que os boatos causam prejuízos não só para a estatal, mas para qualquer empresa que for vítima deles.

"Seja a empresa que for, há de se ter cuidado em períodos eleitorais para esse processo não ocorrer. Cuidado, porque há relatórios - pelos menos apareceu isso na internet, também tem que se comprovar se é verdade ou não - de bancos relatando a possibilidade de uma futura matéria (jornalística) a respeito (do assunto)".

Para Dilma, o Brasil não pode, a cada período eleitoral, conviver com os boatos.

Dilma afirmou que não está desanimada por ter de enfrentar o segundo turno das eleições, quando a expectativa era de vencer no primeiro. "Olha para minha cara. Eu não tô, não. Pelo contrário, nunca estive tão animada."

Sobre a forma como vai se comportar agora, Dilma respondeu: "Vou lutar todos os dias, encarar todas". A candidata aproveitou as respostas a respeito dos boatos sobre a Petrobrás para entrar em outro assunto, que tem sido muito falado nos últimos dias: o aborto. "Não se pode criar no País um clima de conflito religioso ou de ódio religioso, porque este país sempre conviveu com a diversidade religiosa, de crença e de opinião, e é respeitado internacionalmente por sua tolerância." A petista, no entanto, disse que a discussão religiosa é legítima. "Você pode fazer. Só não pode ser o centro de todo debate no Brasil."

Serra nunca mais..

ANTI-SOCIAL

Para onde se olhar com atenção na carreira de Serra, se encontrará um malfeito, um crime contra o povo, uma traição, uma delinquência, uma atividade anti-social. O lugar de Serra não é entre os homens e mulheres de caráter. Não é à toa que ele vive repetindo que "é do bem". Quem é, não precisa repeti-lo. O povo sabe. Mas ele entoa essa ladainha exatamente porque, ao contrário da época em que Bierrenbach disse que ele "engana muita gente", hoje ele engana cada vez menos gente. E, ainda que procure escondê-lo até de si mesmo, no fundo, ele sabe disso.”

FONTE: blog “Os amigos do Presidente Lula” (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/10/jose-serra-espalha-boatos-sobre.html).