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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dossiê do PSDB contra o PSDB - Entrevista com Alexandre Padilha

No ninho tucano hipocrisia pouca é bobagem - briga de cachorro grande

Até agora a grande mídia não trata o assunto do PSDB versus PSDB com a devida realidade de informações. Desde sempre tentou-se ao máximo jogar esse dossiê no colo do PT e da campanha de Dilma por várias razões. Hoje o jornalista Amaury Ribeiro Junior está prestando depoimento na Polícia Federal. Já se sabe há muito tempo na blogosfera que os dados levantados por Amaury já tranformou-se num precioso livro que não deixará pedra sobre pedra no PSDB quando for lançado após as eleições.

Afinal ele trata em pormenores de toda a sujeira de FHC, Serra e parentes na privataria que dominou o Brasil durante o Governo passado. Mas o que mais intriga e causa náuseas é observar que a grande mídia, o PIG não dá o nome correto ao caso que é sem sombra de dúvidas a criação de uma contra inteligência para proteger Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais do ex- governador de São Paulo e candidato da república José Serra. Simples assim: o dossiê da guerra interna do PSDB por poder.

Mas por que Globo, Folha, Estadão e Veja não colocam os pingos nos "is" e falam abertamente que é esse o nome do jogo? Alguém imaginaria o escarcéu que estaria no mundo do jornalismo tupiniquim se tal fato fosse por exemplo entre um Zé Dirceu e um Palocci?

Dá prá entender por que a nossa grande imprensa é medíocre a ponto de tornar-se piada nos veículos de comunicação mundo afora depois do caso "bolinha de papel"?

Abaixo entrevista ao Terra:

Para Padilha, "o feitiço vai virando contra o feiticeiro"


Juliana Prado
Direto de Belo Horizonte
Depois do susto assumido de não conseguir vencer as eleições presidenciais no primeiro turno, a campanha da petista Dilma Rousseff escalou alguns personagens para atuar na linha de frente na segunda etapa da disputa. Um dos escalados foi o ministro da Articulação Institucional, Alexandre Padilha, que chegou a se licenciar do cargo para atuar na campanha.

Homem de bastidores, conhecido pelo bom trânsito entre prefeitos, Padilha saiu do gabinete e foi parar nas ruas. Em Belo Horizonte, na sexta-feira (22) e no sábado (23), ele acompanhou Dilma em encontro com prefeitos e participou de um ato público na capital mineira. Mas, além de ir para uma pretendida linha de gol, também vem agindo como bombeiro. Nesta entrevista concedida ao Terra, na capital mineira, o ministro mostrou porque também foi chamado a apagar vários incêndios.

Repetindo um dos mantras preferidos do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores - "o nosso governo apura até o fim" - ele rebateu as investidas da campanha de Serra contra Dilma. Durante a conversa, provocou o adversário, insistindo na tese de que o tucano simulou uma agressão em evento na semana passada no Rio de Janeiro. Também voltou a questionar o fato de Serra não ter "explicado" a ligação com Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, e rebateu denúncias de que petistas teriam roubado um dossiê montado contra os tucanos. Sobre o caso, acusou de ser um "grande factóide" e de estar fazendo "o feitiço virar contra o feiticeiro".

Terra - Qual o motivo de a campanha investir tanto em Minas, uma vez que a candidata do PT apresenta vantagem no Estado, segundo as pesquisas?
Alexandre Padilha - Um evento como o que fizemos neste sábado em Belo Horizonte - mobilização em torno da Avenida do Contorno - mostra que os simpatizantes, os militantes, as pessoas de Belo Horizonte saem para a rua, vestem a camisa da Dilma e consolidam a imagem de que ela não só é mineira, de Belo Horizonte, mas que surge uma identidade dessa população com nossa candidata à presidência da República. É algo tradicional, que aconteceu nas várias campanhas que o PT fez em Belo Horizonte. A receptividade que nós sentimos nas pessoas, nos prédios, nas ruas é a mostra de que o clima mudou. Belo Horizonte virou. Existe agora um sentimento pró-Dilma muito forte, que os companheiros não viram no primeiro turno.

Terra - O sr. acredita que o fator Aécio Neves ainda preocupa, apesar de a campanha de Serra tê-lo tirado justamente do Estado em que ele tem mais influência, que é Minas, para atuar em outros locais do País?
Alexandre Padilha - O que eu acredito é que, no segundo turno, a relação é direta do candidato com o eleitor. As lideranças têm papel importante, respeito o papel de todas elas, principalmente aquelas que são de oposição, mas que buscam fazer uma campanha de alto nível, que não entram nos ataques, nas baixarias, mas a relação é mesmo direta com o eleitor. Este passa a ter a oportunidade no segundo turno de todo dia ver seu candidato na TV. Minas é a síntese do Brasil, que percebe que você não pode ter um projeto nacional pautado apenas e tendo como único horizonte a Avenida Paulista. O Estado percebe que tem que ter uma presidente da República que pense o Brasil como um todo e não com um horizonte restrito a uma parte do setor econômico do País.

Terra - A campanha tucana em Minas tem focado no movimento "Dilmasia", que pregou, no primeiro turno, o voto em Dilma e no governador eleito Antonio Anastasia (PSDB). Agora o PSDB tenta transferir esses votos para Serra...
Padilha - Eu tenho certeza que isso não dá certo, sabe por quê? Os prefeitos que votaram na Dilma no primeiro turno só têm agora mais motivos para votar nela no segundo. Quando um prefeito, inclusive de partidos de oposição, já optou pela Dilma no primeiro turno, ele tem mais motivos para optar por ela de novo. Acredito que não só vamos manter os que estiveram com ela no primeiro turno como também conseguir votos dos que apoiaram a Marina (Silva - PV).

Terra - Depois de investir pesado em Minas, existe alguma mudança de foco para a última semana de campanha?
Padilha - Temos algumas prioridades. Entre elas, consolidar a grande votação que tivemos no Norte e no Nordeste, e temos companheiros trabalhando nisso. A Dilma vai para o Nordeste essa semana, o presidente Lula também vai para o Nordeste esta semana...Também estamos disputando voto a voto em São Paulo e no Paraná, que são dois Estados em que o PSDB ganhou no primeiro turno, e, em Minas Gerais, temos essa grande prioridade por dois motivos. Primeiro, porque é o segundo maior colégio eleitoral do país, e segundo porque uma vitória em Minas é muito simbólica pois o Estado é a síntese deste Brasil diverso.

Terra - A presidenciável defendeu, em encontro com prefeitos, uma gestão municipalista. Por que então não fez uma investida nos municípios de médio e pequeno porte? Alguns prefeitos mineiros chegaram a dizer na campanha que o governo Lula só dá atenção a cidades com mais de 50 mil habitantes.
Padilha - Tanto fizemos para os municípios brasileiros que os prefeitos reconheceram o presidente Lula como o presidente mais municipalista da história desse país. Nós avançamos muito com os municípios. Nosso governo mudou a relação política, começou a respeitar todos os prefeitos e prefeitas independente dos partidos. Eu cuidei desde o início deste governo do Comitê da Articulação Federativa, que é uma instância que nós criamos, que pactuou os vários avanços. Para você ter uma ideia, o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), quando a gente assumiu o governo, era de R$ 23 bilhões, agora é R$ 52 bilhões. Durante a crise econômica de 2009, pela primeira vez o governo federal tirou dinheiro do bolso para ajudar os municípios a recompor o FPM. Tem muito por fazer. E nós ajudamos os municípios com menos de 50 mil habitantes, tanto é que a Dilma está tendo a maior votação nestes municípios.

Terra - O presidente Lula adotou um discurso muito incisivo e duro na campanha, e por isso, foi muito criticado. Não houve certo exagero?
Padilha - Eu acredito que o povo brasileiro respeita muito o presidente Lula, tanto que as pesquisas todas de todos os institutos só mostram o crescimento da sua popularidade. O brasileiro entende as opiniões dele. E também, o presidente tem o direito de se indignar. Ele ficou indignado, num processo de debate para presidente da república - onde temos temas tão importantes para o país discutir, como o pré-sal, por exemplo -, com o fato de nosso adversário ocupar o programa eleitoral dele e os programas jornalísticos com uma grande encenação que ficou nítida, inclusive, pela internet. A internet e as redes sociais desmontaram a edição que foi feita, que tentou corroborar a encenação do adversário. O presidente se indignou naquele momento, porque, para nós, o mais importante é discutir as grandes questões.

Terra - Como o Planalto recebeu a decisão da justiça, divulgada neste sábado, de tornar o Gilberto Carvalho, que é chefe de gabinete do presidente Lula, réu no processo de cobrança de propina na prefeitura de Santo André?
Padilha - O Gilberto já respondeu e vai continuar respondendo e se defendendo na justiça e mostrando claramente que todas as acusações não conseguiram mostrar nenhuma prova. O nosso governo é um governo que apura até o fim. Mas quem denunciou tem que provar que é verdade. E se provar que é verdade, quem cometeu irregularidades vai ser punido prontamente. Nós apuramos até o fim. A Polícia Federal age para isso, tem autonomia para isso. Diferente do nosso adversário, que busca se esconder. Até hoje ele (Serra) não respondeu quais são as relações dele com o Paulo Vieira Souza, o Paulo Preto...Inclusive, toda vez que aparece o nome do Paulo Preto ele fica meio branco, assustado,dizem (riso). Uma hora fala que conhece, outra hora diz que não conhece...Ele tem que explicar. Ele tem um personagem que trabalhou no governo do Fernando Henrique Cardoso, trabalhou no governo de São Paulo, responsável por uma obra bilionária, o Rodoanel, e esse personagem diz "que não se larga um líder sozinho na estrada", e parece que eles não apuram nada. Não busca saber o que é isso. É uma frase que soa um pouco como chantagem...

Terra - E o que vocês têm a dizer sobre as declarações do jornalista Amaury Ribeiro Junior, que, em depoimento, jogou no colo de petistas a responsabilidade pelo roubo de um dossiê organizado por ele contra tucanos?
Padilha - Eu não vou interpretar qual o motivo por que essas coisas voltam a aparecer. Torço para que as pessoas não acreditem que isso possa mudar as eleições. Porque se acreditarem nisso vão ser derrotadas novamente. O que tenho absoluta consciência é de que as últimas revelações feitas pelo então jornalista do Estado de Minas só corroboram que a busca daquelas informações do candidato Serra não tinha nada a ver com a campanha da Dilma. Ele (Amaury) fez isso quando não existia ainda coordenação de campanha montada, a Dilma nem era a candidata do PT. Tinha até a candidatura do Ciro Gomes em jogo...Quando ele fez isso o que existia era uma disputa dentro do PSDB para definir quem seria o candidato deles...Não tinha nenhum vínculo com a campanha da Dilma ou do PT. Até a afirmação que atribuíram a ele no depoimento corrobora que ele não tinha essa ligação. Porque disse que alguém do PT foi lá e roubou as informações. Ora, se tinha ligação com a campanha, não precisava roubar. Eu acho que, de certa forma, a oposição tentou transformar isso num grande factóide e o feitiço vai virando contra o feiticeiro.

FONTE: Terra

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Piada Pronta: Serra cobra do Terra explicação que não deu

Clique aqui para ir ao TERRA e veja o vídeo e a matéria de mais uma desfaçatez do candidato carinhosamente apelidado na blogosfera de #SerraMilCaras. Porque será, não?

sábado, 16 de outubro de 2010

Folha de São Paulo: Serra contratou filha de Paulo Preto

Pois é. Esse fim de semana foi o ápice das denúncias na grande imprensa sobre o tucanato. Primeiro a ISTOÉ fez matéria de capa onde esmiuçou a vida de Paulo Preto e suas ligações perigosas com a cúpula do PSDB, e seu comandante em São Paulo, o digníssimo José Serra. 
 
Depois Mônica Bérgamo trás nas páginas da FOLHA DE SÃO PAULO toda a história envolvendo o caso do aborto de dona Mônica Serra, aquela senhora que segundo reportagem do ESTADÃO, declarou para um eleitor na Baixada Fluminense no Rio que Dilma era favorável a matar criancinhas.

Amanhã a FOLHA DE SÃO PAULO trás matéria informando que Serra ao assumir o Governo do Estado, concedeu cargo de confiança a uma das filhas de Paulo Preto. Aquele que ele nunca tinha ouvido falar, mas que depois recuperando a memória desdisse o que tinha dito.
Muito bem. Tudo muito bonito, importante papel da imprensa. 
 
Só que... epa!
 
Quanto mais mexe no angú do Serra, mais fede!

Mas com toda sinceridade não entendo o posicionamento atual da FOLHA e demais congêneres. Principalmente ela que sempre foi defensora dos tucanos, agora tá dando essas notícias?

Algo me diz que o DATAFOLHA está de posse de números muito mais favoráveis a DILMA do que os que estão sendo apresentados até aqui.
 
Aí já viu né? Estão tentando amenizar as porradas no PT prá tirar da reta.
Mas agora é muito tarde para tentar remediar.
  A conferir!

ABAIXO notícia do Portal Terra:

A edição deste domingo (17) do jornal Folha de S. Paulo revela que o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, nomeou a filha do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, no primeiro mês como governador de São Paulo, em 2007. Segundo a reportagem, Tatiana Arana Souza Cremonini, filha de Paulo Preto, foi contratada como assistente técnica de gabinete, com salário de R$ 4.595, com gratificações.

Ainda de acordo com a publicação, a Secretaria de Comunicação do governo do Estado de São Paulo "informou que Tatiana foi contratada por sua formação profissional e pela fluência em inglês e espanhol" e que José Serra, por meio de sua assessoria, afirmou que "os processos de nomeação de servidores de confiança 'são instruídos pelas secretarias responsáveis pela indicação, chegando às mão do governador após processo de avaliação criterioso, como ocorreu nesse caso". Serra também não respondeu à pergunta do jornal se conhecia o parentesco de Tatiana com o ex-diretor da Dersa na ocasião da nomeação.

O advogado José Luís Oliveira Lima, que defende Paulo Preto, disse à Folha de S. Paulo que seu cliente comentaria a contratação da filha pelo governo do Estado, mas não retornou o contato do jornal até o fechamento da reportagem.

Paulo Preto foi citado pela candidata à presidência da República Dilma Rousseff (PT) no debate realizado pela Rede Bandeirantes, no último domingo (10). A petista mencionou uma reportagem da revista IstoÉ, de agosto, em que o engenheiro da Dersa foi acusado por Eduardo Jorge (vice-presidente do PSDB) de ter arrecado e desviado R$ 4 milhões da campanha de José Serra (PSDB) - o dirigente nega categoricamente que tenha feito a declaração.

Na última quinta (14), Eduardo Jorge e o presidente do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PE), garantiram, em entrevistas publicadas respectivamente pelos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, que Paulo Preto nunca esteve autorizado a arrecadar fundos para o partido e que não há qualquer arrecadação paralela na campanha do candidato José Serra.

O nome de Paulo Preto também está envolvido em denúncias contra sua outra filha, Priscila Arana. O diretório estadual do PT questionou, junto ao Ministério Público, a atuação de Priscila Arana como advogada de empreiteiras contratadas pela Dersa, que executaram obras no Rodoanel. O jornal Folha de S. Paulo também lembra que Priscila e sua mãe, Ruth, "emprestaram R$ 300 mil ao senador eleito Aloysio Nunes Ferreira, para a compra de um apartamento", mas o "tucano disse que quitou o empréstimo neste ano". 

FONTE: TERRA

Entrevista ao Terra - Ex-aluna de Monica Serra: "eu não esperava tanta repercussão"

Bruna Carolina Carvalho
Direto de São Paulo
A bailarina Sheila Canevacci Ribeiro, ex-aluna de Monica Serra - esposa de José Serra (PSDB) - na Universidade de Campinas (Unicamp), e responsável por tornar público no Facebook que Monica teria feito um aborto na época da ditadura militar, afirmou em entrevista ao Terra por telefone que se sente "muito assediada" e não esperava que seu post fosse gerar repercussão. "Eu estou me sentindo o Mike Tyson quando mordeu a orelha do outro...", disse Sheila ao se referir a uma luta de boxe quando Tyson agrediu de forma ilegal o adversário Evander Holyfield.

O jornal Folha de S.Paulo publicou, neste sábado (16), reportagem intitulada "Monica Serra contou ter feito aborto, diz ex-aluna", assinada pela colunista Monica Bergamo. Um dia depois do debate da TV Bandeirantes, na última segunda-feira (11), Sheila postou em seu perfil no Facebook um texto que escreveu para "deixar minha indignação pelo posicionamento escorregadio de José Serra" em relação ao tema aborto. Sheila também deu entrevista ao Correio do Brasil, divulgada na última quarta (13).

Durante a entrevista, Sheila contou que se considera "uma pessoa muito frágil". Mas, ao assistir ao debate e ouvir a candidata à presidência do PT, Dilma Rousseff, dizer que Monica havia "falado que ela, Dilma, era comedora de criancinhas e o Serra ter ficado calado, não ter falado nada, zero, me indignei". Para a bailarina, a sensação foi de "inquietude" e, por isso, escreveu uma reflexão no site de relacionamento pessoal.

Perguntada pela reportagem do Terra se era filiada a algum partido político, a ex-aluna de Monica explicou: "não sou. Não gosto de política partidária. Gosto de política cidadã, que foi exatamente essa que eu fiz". A bailarina, que pretende votar na petista no segundo turno das eleições, disse também não temer por represálias. "Estou recebendo mais ou menos cinco mil mensagens de apoio para 50 de retaliação. Estranhamente, meus amigos me falam: 'ah não liga'. Mas, para mim, as cinco mil mensagens e as 50 contam".

Sheila não soube informar se o tucano paulista teve algum envolvimento na decisão do aborto na época. "Eu não sei de nada disso e nem se soubesse eu ia querer falar. Eu não estou fazendo uma apuração, nem buscando provas e nem denunciando nada", contou. 

Leia abaixo a entrevista:
Terra: Em qual ambiente se deu esse relato sobre o aborto de Monica Serra? Vocês estavam em aula?
Sheila: Eu estou me sentindo o Mike Tyson quando mordeu a orelha do outro... Estou sendo muito assediada, não esperava. Mas confirmo tudo o que foi dito no Correio do Brasil e na Folha de S. Paulo

Terra: Como era a relação de Monica com as alunas?
Sheila: Ótima relação. Uma relação de professor, quando é bom, é uma relação que transpassa a própria humanidade. A universidade tem essa função, falar sobre as coisas. Você fala sobre aborto, ditadura, sorvete, gatinhos, tudo. Não foi uma coisa confessional. Acabou surgindo... tem um monte de gente me atacando falando que eu expus a Monica Serra. Se você reler, vai ver que eu sou muito preocupada com a intimidade das pessoas. Não é que uma pessoa presidenciável não pode fazer o aborto. Do meu ponto de vista, não tem problema algum. 

Terra: Foi uma confissão? Ela contou como se sentia em relação a esse assunto?
Sheila: Eu acho que ela escorregou numa coisa meio terapêutica. É muito importante deixar claro que o contexto era de ditadura militar. Era o assunto do exílio, da ditadura militar e o aborto dentro disso. Quando eu escrevi meu relato eu estava indignada por causa do debate da TV Bandeirantes. Como eu sou canadense, eu acho normal discutir as coisas. E meu próprio lado brasileiro ficou assustado. Eu não quero ser a garota que denunciou a Monica Serra. Eu sou a garota que está preocupada com a cidadania e com a saúde pública. 

Terra: Você sabe se o marido dela, José Serra, teve algum envolvimento nessa decisão de abortar? Ele sabia?
Sheila: Eu não sei de nada disso e nem se soubesse eu ia querer falar. Eu não estou fazendo uma apuração, nem buscando provas e nem denunciando nada. Eu não sei, e mesmo se soubesse, não gosto de entrar nesse assunto. O que é problema meu é minha cidadania. 

Terra: Você esperava essa repercussão?
Sheila: Zero. Não esperava e nem entendi. Me chocou porque eu não estava acompanhando as coisas do segundo turno, nem sei o que aconteceu. Depois do primeiro turno eu decidi que não queria acompanhar nada. Porque eu já tinha decidido que ia votar na Dilma. Mas mais do que por isso eu não gosto de baixaria, não gosto de violência. Quando eu assisti ao debate eu estava praticamente vazia de informação. Então, quando eu vi a Dilma falando que a Mônica Serra tinha falado que ela era comedora de criancinhas e o Serra ter ficado calado, não ter falado nada, zero, me indignei. Ficou aquela inquietude. Eu escrevi uma reflexão. Eu e meu marido, que é antropólogo, sempre escrevemos reflexões e colocamos no Facebook. 

Terra: Você reafirma que não é filiada a nenhum partido?
Sheila: Não sou. Não gosto de política partidária. Gosto de política cidadã que foi exatamente essa que eu fiz. 

Terra: Você disse à Folha de S. Paulo que votaria em Dilma Rousseff no segundo turno. Quais são os motivos da sua objeção por José Serra?
Sheila: Para mim, é inimaginável votar no Serra. Ele representa para mim o pior retrocesso para o Brasil desde as Diretas Já. Primeiro de tudo, um político que está num debate e fica se esquivando o tempo todo, tratando os brasileiros como imbecis. A Dilma ficou muito nervosa no debate. Mas prefiro uma pessoa que fica emocionada do que uma pessoa que não existe. Eu também votaria na Dilma por ela ser uma mulher. 

Terra: Você sente medo de sofrer alguma represália?
Sheila: Não. Estou recebendo mais ou menos cinco mil mensagens de apoio para 50 de retaliação. Estranhamente meus amigos me falam: 'ah não liga'. Mas pra mim as 5 mil e as 50 contam... todas que estão se espelhando no que eu fiz. Tanto essas como as que estão me julgando, são sintomas, todas eu escuto. 

Terra: Mas você sente medo?
Sheila: Eu tenho medo? Não. Eu sou dona de um fato e de um relato. Só. Não sou eu que tenho que ter medo, vou te responder com uma pergunta: Eu estou na ditadura militar ou a ditadura militar já acabou no Brasil?

Terra: A Monica, durante o relato, você se lembra se ela contou detalhes?
Sheila: Que eu me lembre não. Era uma coisa assim... esquece que a Monica Serra é a Monica Serra. Estava numa aula com uma professora que você gosta, que todo mundo gosta, tinham umas oito ou dez alunas. Não é o clima de ficar contando detalhes, não tem nada a ver, ela estava triste. 

Terra: Ela estava triste quando contou?
Sheila: Muito triste. 

Terra: Era um trauma?
Sheila: Sim, muito. Mas não lembro muito bem. Isso aconteceu há quase 20 anos. Não lembro de detalhes.
Eu queria deixar claro que respeito a privacidade das pessoas, mas quando uma pessoa é uma pessoa pública ela tem outro tipo de responsabilidade ética. A opinião dela importa. Se um candidato já fez ou não fez aborto, ou se tem alguma coisa da vida pessoal dele que entre em jogo, não me importa. O que me importa é o discurso contraditório.
Uma coisa que eu fiquei feliz com esse bafafá todo é que abriu uma discussão sobre o aborto. Os brasileiros têm uma imagem de si, a priori eles se assustam e com o susto nem conversam. Pra relembrar que até uma pessoa militante como é o caso da Monica Serra e da Benedita da Silva, mesmo essas mulheres já passaram por um aborto. Esse assunto tem que ser separado da religião. No caso da Monica Serra, ela é contra, ela estava na ditadura, pela sua própria lógica deveria ser presa, porque ela diz que é crime. Uma mulher que faz aborto não merece sofrer o aborto e ir presa. 

FONTE: SITE TERRA

ELEIÇÕES - Voto dos ateus, recorde de Lula e a nova bala de prata.

Balaio do Kotscho

O novo Datafolha publicado pelo jornal neste sábado mostra estabilidade na disputa presidencial _ Dilma continua com 54% dos votos válidos e Serra com 46% _ mas foram dois outros números me chamaram a atenção, embora tenham merecido pouco destaque na edição: o novo recorde de aprovação do presidente Lula, que bateu nos 81%, e a movimentação registrada nas preferências dos eleitores das diferentes igrejas e entre os ateus.

Numa semana em que a guerra santa chegou ao auge na campanha eleitoral, com Serra distribuindo santinhos em nome de Jesus e Dilma assinando uma carta de compromisso para atender aos evangélicos, a maior oscilação ocorreu justamente entre os que declaram não ter religião nenhuma _ e no caminho inverso do que todos imaginavam.

Desde que o tucano largou o papel de médico e assumiu o de beato no segundo turno, e a candidata petista, acusada pelos adversários de ser uma atéia malvada, começou a se mostrar uma irmã pia, parece que deu a louca na guerra santa em que se transformou esta campanha.

Sim, por incrível que pareça, foi José Serra quem cresceu no eleitorado ateu: passou de 35% para 40% entre os que não têm religião. Dilma fez o caminho inverso: perdeu seis pontos entre os ateus, caindo de 51% para 46% nesta parcela do eleitorado.

Que se passa na cabeça dos brasileiros? Já é uma maluquice uma pesquisa indagar aos entrevistados qual a sua religião antes de perguntar em quem vai votar, como se se uma coisa estivesse diretamente ligada a outra e o Brasil se debatesse numa disputa entre as igrejas e seus fiéis e não entre partidos políticos e seus eleitores. Por que não perguntam também para quais times os eleitores torcem?

Com o eleitorado católico e o dos evangélicos pentecostais se mantendo estável nesta pesquisa, a vantagem de Serra se deu entre os evangélicos não pentecostais, em que ele passou de 48% para 50%, enquanto Dilma caiu quatro pontos, de 40% para 36%. Pelo jeito, as missas e os cultos deste final de semana podem ser decisivos para a escolha do futuro presidente da República.

No canto esquerdo do pé da página A6 da Folha, procurando bem, ficamos sabendo que “Após três meses, aprovação de Lula volta a subir e bate recorde”, chegando a 81% ( na semana passada tinha 78%) os que consideram seu governo ótimo ou bom. Os mesmos 4% de sempre o consideram ruim/péssimo.

Não, ao contrário do que o jornal dá a entender, não se trata de um fato muito corriqueiro, banal, previsível nas pesquisas sobre a avaliação de presidentes e seus governos, principalmente quando estão, como Lula, a apenas três meses do final do segundo mandato. Como lembra o colunista Fernando Rodrigues no mesmo jornal, o recorde de Fernando Henrique Cardoso foi de 47%, em dezembro de 1996, na metade do primeiro mandato.

O problema, para Dilma, é que apenas metade dos que aprovam o governo declaram que o apoio de Lula pode levá-los a votar em um candidato, enquanto para os outros 40% esta preferência é indiferente. Entre os que avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, 33% declararam votar em José Serra.

Números para cá e para lá, a duas semanas das eleições o quadro se apresenta indefinido, como já escrevi no post anterior. Serra largou melhor no segundo turno, criou uma onda favorável, mas chega ao segundo debate, marcado para este domingo na Rede TV, com uma bala de prata vindo em sua direção, que pode desmontar toda a estratégia baseada na questão religiosa.

Sob o título “Monica Serra contou ter feito aborto, diz ex-aluna”, a repórter Mônica Bergamo rompe o silêncio da grande imprensa ( a notícia saiu primeiro no site do jornal Correio do Brasil) sobre este delicado assunto que inundou a internet nos últimos dias. “Segundo relato feito à Folha por ex-alunas de Monica no curso de dança da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a então professora lhes contou em uma aula, em 1992, que fez um aborto quando estava no exílio com o marido”.

Quem primeiro revelou o caso em seu Facebook foi a bailarina Sheila Canevacci Ribeiro, para “deixar minha indignação pelo posicionamento escorregadio de José Serra” em relação ao tema do aborto. “Com todo respeito que devo a esta minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o seu aborto traumático”.

Mesmo que Dilma Rousseff não queira tocar no assunto, é pouco provável que as duas jornalistas, da Rede TV e da Folha, escaladas para fazer perguntas aos candidatos durante o dabate, não toquem neste assunto. Para quem fez da defesa dos ”valores cristãos” e dos ataques aos que defendem a descriminização do aborto seu carro-chefe de campanha nesta reta final, a revelação da ex-aluna da mulher do candidato não poderia vir em pior hora.

FONTE: Lido no Blog de Um Sem Mídia

sábado, 9 de outubro de 2010

A Hipocrisia do candidato Serra: Agradar Gregos e Troianos?

Não passa pela cabeça nem do cidadão menos politizado, que hajam possibilidades reais e concretas de agradar ou atender anseios da maioria absoluta de uma sociedade. O mais importante é buscar atender o conjunto desses anseios em maior ou menor escala, mas que na média se tenha a certeza de que houve evolução e up-grade.

Nessa primeira semana pós primeiro turno já houve demonstração perfeita do que serão os próximos vinte e poucos dias de campanha eleitoral para o segundo turno das eleições presidenciais.

Do lado da candidatura oposicionista a máxima de Maquiavel está solta: Dividir, para conquistar.
Daí temas subjetivos ligados a religião, homossexualismo, aborto, moral, e uma infinidade de outros pormenores são levantados e distutidos da maneira mais sórdida e hipócrita que nossa sociedade contemporânea já pôde vislumbrar.

Porém essas discussões servirão para demonstrar o quão retrógrados são determinados salvadores da pátria em momentos eletivos.

Creio que a máscara da hipocrisia da sociedade brasileira, definitivamente cairá por terra nessas eleições 2010. Sou paulistano e sempre sustentei a tese de que o preconceito e a discriminação em todos os níveis imagináveis, estão tão arraigadas em nossa sociedade que chega a ser difícil tentar comprovar alguma coisa nesse sentido.

Tudo se passa de maneira tão hipócrita e desvelada que torna-se impossível sacar posições tão entranhadas nos corações e mentes dos separatistas. Neste ponto os EUA e a Africa do Sul são mais originais, pois assumem suas posições.

Mas aqui no Brasil, basta olhar ao nosso redor em nosso dia a dia que é possível notar essas nuances dócilmente mascaradas. Com a nossa miscigenação, hipócritamente vendemos a imagem de um povo não racista ou preconceituoso.

Isso vai até a linha de que nossa filha branca chegue com um negro pelo braço em nossa casa e apresente como seu namorado. Vai até a linha de que nosso filho num jantar de família venha falar sobre sua opção sexual diferente do seu sexo. Vai até o ponto da nossa amada irmã caçula dizer que decidiu se casar com um nordestino, e por aí vai.

É essa a máscara que irá definitivamente cair diante das discussões que estão sendo levantadas nessa campanha.

Passou da hora das pessoas de maneira geral saírem dos seus armários e assumirem posições, afinal de contas isso não é atitude que deva ser tomada somente pelos gays e simpatizantes.
Esses pelo menos, sem hipocrisia tem demonstrado que são os verdadeiros "machos", pois pelo menos assumem uma posição clara.

Enfim, a meu ver aceitar e conviver com as diferenças é o que difere uma ditadura de uma democracia.

Mas os hipócritas ainda não se deram conta disso!

Conversa Afiada:PV (que o Serra bajula) é a favor do aborto, da maconha e do casamento gay

          O PV é o Serra ou o Serra é o PV ?

    O Conversa Afiada reproduz post do site Seja Dita Verdade.net.
    Leia rápido antes que os brucutus do Serra tirem do ar:

    Está no site do Partido Verde para qualquer um ver. Está registrado no TSE. É o programa do PV, aprovado em sua Convenção Nacional por maioria absoluta de votos e sem contestação.

    A atual campanha presidencial está sendo pautada pelo falso moralismo e a hipocrisia, em que temas como aborto, casamento gay e outras questões polêmicas têm sido exploradas de forma irresponsável e sendo alvo de manipulação através de impressionante guerrilha virtual comandada pelos apoiadores de José Serra na internet. Dilma Rousseff, a candidata de Lula e de mais de 47 milhões de brasileiros foi acusada de forma vil e mentirosa aqui na internet de querer legalizar o aborto, censurar a imprensa, fechar igrejas evangélicas e outras ignomínias.

    Hoje José Serra está lutando para atrair o PV para que o apóie. A imprensa já noticiou que Serra ofereceu, em uma barganha condenável e torpe, quatro ministérios para que o Partido Verde participe de sua campanha. Então é preciso que os brasileiros saibam um pouco mais sobre o PV, esse partido-de-conveniência, onde Marina Silva, depois de 30 anos no PT, encontrou guarida; esse ajuntamento político que apóia todos os governos estaduais em troca de cargos. Em São Paulo estão com o PSDB e participam do governo. No Paraná estão com o PMDB e participam do governo. Em Minas Gerais abocanharam o seu quinhão fisiológico no governo de Aécio Neves e continuaram agarrados ao osso no de Antônio Anastasia. Hay gobierno? O PV está lá!

    Em uma rápida pesquisa pelo programa de governo do Partido Verde, percebe-se que quem é favorável a pontos polêmicos é o partido de Fernando Gabeira. Entre eles, a legalização do aborto, a legalização da maconha, a diminuição da maioridade penal para 16 anos, o controle externo da mídia, a legalização do casamento gay e da prostituição, a entrega da Amazônia aos estrangeiros, o aumento dos impostos e muito, muito mais!

    Contra fatos não há argumentos. Abaixo você se defrontará com a verdade mais cristalina, expressa no programa do PV, estampado no site dos verdes na internet (link):

    * Entrega da Amazônia aos estrangeiros

    O programa do partido é bem claro. No capítulo “Economia Verde para uma Vida Melhor”, exatamente no item 4, o partido diz:

    “Os verdes não fazem uma distinção maniqueísta entre investimentos nacionais e estrangeiros. Preferem tomar como critério as implicações e conseqüências sociais e ecológicas desses investimentos…”

    Na prática, significa a entrega da Amazônia, o pulmão do mundo e uma das maiores riquezas do Brasil e de seu povo, com seus biomas naturais, diversidade ecológica, fauna e flora, à empresas estrangeiras. Significa BIOPIRATARIA. Aquele falso email de alguns anos atrás, que mostra um mapa da Amazônia como “região internacional” pode se tornar realidade se o PV for para o governo e colocar em prática o seu programa.

    * Controle Social da Mídia

    Quando o PT propõe controle externo dos meios de comunicação, a mídia tucana grita e o acusa de CENSURA! E quando o PV faz isso, chamamos do quê? É o que consta no programa do partido, item C do capítulo ”Cultura e Comunicação”:

    “democratizar e descentralizar os meios de comunicação de massa permitindo o acesso dos cidadãos a rádios e TVs livres procurando propiciar uma situação onde muitos cidadãos possam se dirigir a outros cidadãos.”

    * Legalização da prostituição do casamento gay

    Ainda no mesmo capítulo 4 do programa do PV, o ítem I é o mais polêmico de todos: abre espaço para a legalização do casamento gay e prostituição enquanto profissão. Vamos ao texto:

    “ defender a liberdade sexual, no direito do cidadão dispor do seu próprio corpo e na noção de que qualquer maneira de amor é válida e respeitável”

    * Desestímulo a pesquisas científicas com células-tronco

    No capítulo 7 – “Reprodução Humana e Cidadania”, o PV desestimula pesquisas genéticas com células-tronco e reprodução in vitro, enterrando o sonho de milhares de famílias que almejam ter filhos e não conseguem por meios naturais ou de milhões de seres humanos que sofrem de enfermidades como a cegueira, esclerose múltipla ou a distrofia muscular. É o mesmo posicionamento ridículo e medieval de George W. Bush, que o presidente Barack Obama já baniu da agenda norte-americana, incentivando a ciência e a luta por seus avanços na pesquisa e na cura. É o item D:

    “a fiscalização rigorosa das práticas de manipulação genética e inseminação artificial…”

    * Legalização do aborto

    O mais polêmico dos pontos também se encontra em “Reprodução Humana e Cidadania”, do programa do PV. O texto não deixa dúvidas quanto ao desejo do partido em legalizar o aborto, tema tão combatido tanto por Marina Silva (ex-candidata do próprio PV…) quanto por Dilma Rousseff (hoje Serra se diz contra, mas no senado apoiou o projeto de lei 78/1993 que o legalizava):

    “a legalização da interrupção voluntária da gravidez com um esforço permanente para e redução…”

    * Redução da maioridade penal para 16 anos

    No capítulo 8 – “Justiça e Segurança”, o PV é demasiadamente retrógrado ao tentar resolver todos os problemas da violência com a redução da maioridade penal. Está lá no item C:

    “redução da idade de responsabilidade penal para 16 (dezesseis) anos, nos casos de crime contra a vida e a  integridade física”

    * Legalização do Jogo do Bicho

    O PV é duro contra os menores infratores, mas resolve premiar os contraventores do Jogo do Bicho com a legalização das atividades. Seria um agradecimento aos bicheiros cariocas que encheram as burras de campanhas do ex-Gabeira? Ainda estamos no capítulo ”Justiça e Segurança”, mas agora é o item E:

    “a descriminalização das atividades como os jogos de azar e o jogo do bicho, cuja ilegalidade, além de inócua, termina por estimular crimes muito mais graves como a corrupção passiva e a extorsão policial”

    * A legalização da maconha

    O PV, apesar do atual discurso moralista de sua ex-candidata e de seus dirigentes, é bem claro quanto ao assunto. No item 4 do capítulo “Justiça e Segurança”, os verdes defendem a legalização da ‘canabis sativa’ :
    “O PV propõe:

    a) Uma nova Lei de Entorpecentes, legalizando o uso da Canabis Sativa para fins industriais, médicos e pessoais, descriminalizando o uso de drogas, que passa a ser encarado, em situações de dependência de drogas pesadas, como um problema de saúde e não de repressão e prisão”

    O PV quer ainda o “uso controlado pelo Estado” da maconha. A corrupção atingirá níveis alarmantes, pois os dependentes farão de tudo para conseguir as drogas.

    * O aumento de impostos

    Para “financiar a ecologia”, o PV quer, no capítulo 10 sobre “Energia”, o aumento de impostos. No item 4A, o partido é claro:

    “a instituição de uma taxa ambiental de 1% sobre combustíveis fósseis para financiar programas de despoluição”.
    Na prática, este imposto verde do PV é muito mais danoso para a economia que a extinta CPMF. Tributar em 1% os combustíveis fósseis, em outras palavras,  a gasolina, significa encarecer toda a cadeia produtiva, uma vez que a maior parte das mercadorias brasileiras circula por caminhões no território nacional. Além de todos os demais desatinos, o partido-de-conveniência, é um voraz adepto da condenável prática do aumento de impostos, taxas e tributos!

    * Enfraquecimento da Petrobras

    Ainda no assunto sobre a energia, o PV comete brutal equívoco (pregam a auto-suficiência quando o Brasil faz anos já é auto-suficiente) ou um crime de lesa-pátria ao revestirem-se de pensamentos tucanos e, literalmente, tentar acabar com a Petrobrás, a maior empresa do Brasil, segunda maior empresa de energia do mundo e uma das maiores empresas do planeta. Os verdes, apenas e tão somente, querem quebrar a espinha dorsal do maior patrimônio material dos brasileiros às vésperas do início da exploração do Pré-Sal! Está lá, no item B:

    “a busca de auto-suficiência na produção de petróleo através da flexibilização do monopólio da Petrobras…”

    * Dar poder de polícia aos seringueiros

    No capítulo 11,  ”Política Nacional de Meio Ambiente e Grandes Ecossistemas”, em seu item 2F, o PV quer dar poder de polícia aos seringueiros. Seria o mesmo que investir o MST ou a UDR de faculdades legais que lhes permitissem portar armas, deter pessoas, invadir propriedades e se constituirem em milícias particulares à margem da lei e, paradoxalmente, protegidos e regulamentados pela União! Trata-se de uma excrescência. Vejam:

    “a criação de uma guarda florestal voluntária, constituída de seringueiros…”

    * Suspender investimentos em Carajás

    Ainda na Política Nacional de Meio Ambiente, o item F propõe suspender investimentos de siderúrgicas em Carajás – nossa extraordinária reserva mineral localizada no coração do Estado do Pará - acabando com milhares de empregos na região, subtraindo bilhões em impostos dos cofres públicos, com a utilização de desculpa esfarrapada simplesmente por não ter idéia do que se fazer com o problema da poluição ou competência para apresentar uma solução viável:

    “a suspensão de projetos de siderúrgicas de ferro-gusa do programa Grande Carajás, alimentadas a carvão vegetal até que seja encontrada uma solução que minimize seus impactos ambientais”

    Marina Silva disputou a presidência da República por um partido que prega a legalização do aborto, do casamento gay, da prostituição, da maconha e do jogo-do-bicho, além de propor a criação de milícias, o fim da Petrobrás e de Carajás, a redução da maioridade penal, o controle externo da mídia e condena os avanços da ciência e da humanidade, ao pregar a proibição das pesquisas com células-tronco.

    Os brasileiros precisam saber mais sobre o PV e seu programa liberticida.

    O link para a leitura do Programa do Partido Verde é este abaixo. Leiam antes que os proprietários daquela legenda-de-aluguel o retirem do ar ao sabor das conveniências eleitorais e da demagogia.

    FONTE: Conversa Afiada

    Soninha Francine, coordenadora da campanha de José Serra: “Eu sou contra, mas eu fiz aborto”

    Seria cômico se não fosse trágico. Hipocrisia pouca é bobagem...

    sexta-feira, 8 de outubro de 2010

    Pressão de evangélicos não é por fé, mas por poder

    Durante encontro com líderes religiosos em setembro, Dilma declarou ser contra o aborto


                                                                       Roberto Stuckert Filho/Divulgação

    Durante encontro com líderes religiosos em setembro, Dilma declarou ser contra o aborto
    Dayanne Sousa
    A pressão de setores religiosos - principalmente evangélicos - sobre uma definição contra o aborto da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT) não tem motivação religiosa, mas é uma forma de barganhar por poder, avalia a cientista Maria das Dores Campos Machado. Ela destaca que, neste segundo turno presidencial - nem Dilma, nem José Serra (PSDB) têm perfil religioso. Para ela, qualquer um dos dois tem chances de ganhar o apoio desses grupos por negociação.
    - Eu percebo que existe um pragmatismo muito grande nos grupos religiosos. Eles sabem que estão lidando com dois candidatos que não são religiosos.

    Para a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os pastores viram na polêmica uma chance de se estabelecerem na política.
    - É um jogo e o que estas lideranças querem mostrar é que estão sendo reconhecidas.

    Autora dos livros "Os Votos de Deus" e "Política e Religião", Maria das Dores é diretora de um núcleo de estudos sobre religião e política. Em entrevista a Terra Magazine, ela critica o uso da discussão em torno da descriminalização do aborto nas eleições. "O fato de isso aparecer na eleição, mostra como o debate na sociedade é incipiente". "Esse tema está sendo usado na eleição porque a sociedade não tem uma posição clara".

    Leia a entrevista na íntegra.
    Terra Magazine - O que a senhora está achando do fato de os votos dos religiosos entrarem no centro dessa disputa pelo segundo turno? A questão do aborto, principalmente, está se tornando crucial para os presidenciáveis.
    Maria das Dores Campos Machado -
    A religião sempre teve uma dimensão muito importante na cultura brasileira e aparece sempre em momentos importantes das eleições. Nos últimos anos, o movimento feminista conquistou alguns avanços junto ao Poder Executivo, há a questão do Plano Nacional de Direitos Humanos. Isso expressava um certo avanço dos setores mais progressistas do governo. O que há é uma reação dos grupos conservadores. Você não tem nenhum grupo religioso com uma única posição com relação às candidaturas que estão representadas agora. Tanto os evangélicos como os católicos estão divididos. Eles também percebem que a própria candidatura de José Serra também tem mais afinidade com posturas mais liberais. Ele já foi ministro da Saúde, tem medidas que facilitaram a contracepção de emergência.

    Como é essa divisão?
    No caso de Serra, os contatos que ele mantém são muito mais graças ao Geraldo Alckmin, que é um católico mais conservador, e alguns movimentos de renovação carismática muito ligados ao Geraldo Alckmin no interior de São Paulo. No caso de Dilma, a candidatura dela tem o apoio tanto do bispo Edir Macedo (líder da Igreja Universal) como do bispo Manoel Ferreira, que é uma grande liderança da Assembleia de Deus. Mas há uma grande resistência de grupos mais conservadores e grupos que não conseguem estabelecer um canal direto com as grandes candidaturas. Não se pode esquecer que os evangélicos têm um caráter muito pragmático. Eles sabem estabelecer uma separação entre o que é do mundo legislativo e o que é essa doutrina religiosa. Nesse sentido, eu acho que existe possibilidade de os dois candidatos conquistarem apoio desses grupos para além da visão ideológica ou da visão mais doutrinária de ser contra ou a favor do aborto. Eles sabem muito bem que eles estão lidando com dois atores políticos que não são religiosos, mas que podem dialogar com suas lideranças e podem dar um tratamento de ouvir mais essas lideranças na maneira de encaminhar o debate do aborto.

    Mas essa possibilidade de negociar com os dois lados independe, então, da questão religiosa em si?
    Eu percebo que existe um pragmatismo muito grande nos grupos religiosos. Até o final dos anos 90, o Lula era visto como um representante do "demônio" por vários pastores. Os pastores diziam que o Lula era endemoniado. Eu lembro que, na campanha em que o Lula foi vitorioso, o bispo Carlos Rodrigues disse: Nós criamos o veneno - que era considerar o Lula um demônio - nós vamos criar o antídoto. Existe por parte das lideranças certo pragmatismo. Uma vez convencidos de que as alianças políticas podem ser proveitosas para os seus grupos, eles podem rever toda a posição.

    Mas esse apoio não iria, neste caso, ao candidato que se comprometesse a não descriminalizar o aborto?
    Sim. O que eu estou querendo dizer é que esse tipo de intervenção - como o do pastor Malafaia (que declarou voto em Serra) - é criado em função de entenderem que eles estariam tendo uma maior capacidade de influência junto à Dilma ou ao Serra. Eu acho que há um pragmatismo aí por trás. Eu acredito que o pastor Silas Malafaia, quando declara o seu voto, ele é uma pessoa que faz a opinião pública. É um caráter extremamente pragmático. Eu acho que ele está aí tentando se cacifar no jogo da política. Ele não é só um ator religioso. Tem aí também um jogo das lideranças religiosas no sentido de serem reconhecidas enquanto atores políticos, atores que vão estabelecer uma série de acordos e vão ter acesso ao cenário político. A questão doutrinária é colocada na mesa para negociar ou para forçar um reconhecimento enquanto ator político.

    Colocar essa questão do aborto às vésperas da eleição é uma ação eleitoreira? Em especial, o questionamento direto feito à postura da candidata Dilma por ela não ter se definido sobre o tema.
    Existem coisas que acontecem dentro das igrejas. E existem coisas que, da Igreja, são levadas para a mídia. Que a mídia tem mais simpatia pela candidatura do Serra, isso é inegável. Mas, por exemplo, o Silas Malafaia está distribuindo CDs e DVDs contra o aborto. O que é curioso é que, por exemplo, não houve uma discussão em torno da homofobia - que também é um tema difícil. Por quê? Porque os homossexuais têm uma mobilização dentro da sociedade, então eles conseguem dar uma resposta de pronto, acionando a Justiça. Eles têm uma capacidade de mobilização muito maior que o movimento a favor do aborto. No caso dos homossexuais, por mais que os líderes religiosos sejam contra, eles não conseguem interferir nesse debate e nem trazer isso para o momento eleitoral. São temas que estão sendo usados porque a sociedade civil brasileira ainda não tem uma posição clara com relação ao aborto. Então, permitiu que esse tema fosse usado dessa forma.

    FONTE: Terra Magazine

    quarta-feira, 6 de outubro de 2010

    Serra acusa Marina de "mensalão"

    Hipocrisia pouca é bobagem...



    No debate da TV Globo no primeiro turno, o demotucano José Serra, irônico e rancoroso, acusou Marina Silva de pertencer ao "governo do mensalão" e disse "você e Dilma tem muitas coisas parecidas". Agora, para abocanhar os votos verdes, o cínico faz rasgados elogios à candidata do PV. Confirma-se a história, conhecida até no ninho tucano, de que Serra não respeita ninguém nas suas ambições. De que é autoritário e destrutivo. Este vídeo deveria ser novamente assistido pelos que votaram em Marina.

    FONTE: Blog do Miro

    quinta-feira, 29 de abril de 2010

    Adolescente NUA na VIP: A Prova da Nossa Hipocrisia

    Malu Rodrigues Foto: VIP/Divulgação  
    Malu Rodrigues posa só de calcinha para a VIP

    A atriz Malu Rodrigues, de 16 anos, fez um ensaio bastante sensual para a revista VIP, da qual será capa de maio. Embora seja menor de idade, a garota conquistou a emancipação dos pais para aparecer nua no musical O Despertar da Primavera, e aproveitou para mostrar suas curvas na publicação.

    A peça foi febre no Rio de Janeiro e tem atraído grande público em São Paulo. "Dizem que os paulistanos são mais frios, mas eu tive uma recepção supercalorosa", disse a ninfeta durante o ensaio fotográfico. FONTE: TERRA

    Minha Opinião:

    Ao mesmo tempo que vemos casos de prática de pedofilia no mundo todo onde até mesmo a Igreja Católica aparece envolvida, uma adolescente posa só de calcinha, para uma revista masculina.

    O que está acontecendo nos corações e mentes das pessoas neste século XXI?

    É comum e natural vermos crianças, principalmente menininhas, muito antes de completarem 10 anos de idade, vestindo-se com roupinhas sensuais (que imitam mulheres adultas), andando de shortinhos, salto alto, comportando-se de maneira provocativa e tudo isso com o apoio ou coninvência dos pais.
    E caso os pais sejam contrários, são considerados caretas e antiquados.

    Principalmente a TV é uma das maiores incentivadoras de práticas desse tipo, através de seus programas recheados de conteúdo sexual ou libidinoso. Me parece que quanto antes possam influenciar no modo de consumo deste público, mais rapidamente os fazem tornarem-se parte do mercado.

    Ande por qualquer lugar hoje no país, em qualquer cidade e observem o número de meninas adolescentes que já são mães.

    Observem o corpos de garotinhas de 12 ou 13 anos prá cima. Em sua maioria são retas, não possuem curvas nem muito menos o desenvolvimento normal e comum de sua silueta feminina.
    O que isso significa? Que são apresentadas ao sexo antes mesmo que sua consciencia possa absorver o que é uma relação humana e sexual.

    Incentivar o tipo de comportamento deplorável que vemos hoje na sociedade de maneira geral relacionada a educação infantil e, ou adolescente é um "crime" tão ou mais grave do que a prática da pedofilia em sí. Uma coisa leva á outra.

    Isso tudo vem apenas comprovar o quanto a nossa sociedade é hipócrita!