Penso, logo existo! Esse é meu espaço para opinar sobre assuntos e temas variados. Não me deixo levar por idéias contrárias que não tenham base de sustentação. As aparências e algumas "informações" enganam. Não pertenço a pequenos grupos, mas a uma "Grande Nação" e isso é maior que tudo. "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma" - Joseph Pulitzer
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Eleições 2010: Os demos no inferno; até o diabo rejeita
Vários estudos indicam que os demos – ex-Arena e ex-PDS no período na ditadura militar e ex-PFL no reinado neoliberal de FHC – caminham para o inferno na eleição deste domingo. O Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) estima que o partido perderá cerca de 20 deputados e elegerá só dois senadores. Reportagem do Jornal do Brasil, intitulada “A derrocada do DEM”, foi ainda mais dura nas previsões e já antecipa o fim desta legenda da direita nativa.
Segundo a jornalista Ana Paula Siqueira, “se antes era um dos maiores partidos do país, sempre presente nos governos, hoje o Democratas (DEM) amarga a redução de seu poder. Nas últimas eleições, o número de candidatos eleitos pela legenda diminuiu gradativamente. E, caso as urnas mantenham o que indicam as pesquisas eleitorais, o alcance do partido será ainda menor depois de 3 de outubro. Membros da legenda reconhecem a necessidade de mudança para alterar esse quadro e, entre as possibilidades, está o fim da dependência do PSDB” e o próprio fim da sigla.
A crise da direita nativa
Dos quatro candidatos a governador pelo partido, apenas dois teriam chances reais de ganhar: os senadores Raimundo Colombo, em Santa Catarina, e Rosalba Ciarlini, no Rio Grande do Norte. “Já entre os 12 candidatos da legenda ao Senado, apenas três podem alcançar a vitória: José Agripino Maia (RN), Marco Maciel (PE) e Demóstenes Torres (GO), único na legenda a liderar as intenções de voto para o cargo”, afirmou a repórter. Pesquisas recentes, no entanto, indicam que o “senador desde o império”, Marco Maciel, já dançou em Pernambuco.
A situação dos demos reflete bem a crise da direita brasileira. Fisiológico e corrupta, ela cresceu no período da ditadura, mamando nas tetas do Estado. Já na fase destrutiva do neoliberalismo, no reinado de FHC, ela virou apêndice da “burguesia moderna” do PSDB e tirou as suas vantagens eleitorais. A partir da eleição de Lula, o definhamento foi acelerado. Ela ainda tentou se travestir de ética. Mas, aos poucos, caiu a máscara destes direitistas, mais sujos do que pau de galinheiro. A reportagem do Jornal do Brasil descreve em detalhes esta trajetória declinante e fúnebre:
Declínio e extermínio
“Em 1998, o partido conseguiu eleger 152 deputados estaduais e uma bancada de 90 federais. Apesar de contarem com apenas cinco senadores, nove governadores foram eleitos naquele ano. Em 2002, os resultados pioraram. Enquanto 111 deputados estaduais foram eleitos, 41 a menos que no pleito anterior, a bancada federal caiu para 73 parlamentares. O número de governadores eleitos diminuiu para cinco. Mas, em compensação, 14 senadores foram eleitos. Nas eleições passadas, a tendência de queda se manteve com a eleição de 98 estaduais, 54 federais, seis senadores e um único governador” – José Roberto Arruda, no Distrito Federal.
A prisão do demo Arruda abalou ainda mais as expectativas do partido para este ano e enterrou de vez seu falso discurso ético. Já a indicação do deputado Índio da Costa, batizado de “indiota”, para vice de José Serra, confirmou as graves limitações da legenda. Ela envelheceu e seus novos dirigentes, na maioria filhos dos ex-coronéis do partido, são inexpressivos. A sigla é vista como um apêndice servil do PSDB. Na opinião de diversos especialistas, o DEM não tem mais futuro. O diabo, preocupado, já criticou o uso do apelido demos e avisou que não há vagas no inferno.
FONTE: Blog do Miro
terça-feira, 21 de setembro de 2010
O que pensa o príncipe dos sociólogos que afundou o Brasil 3 vezes?
Para FHC as massas colocam a democracia em risco
Em entrevista a O Estado de S. Paulo, o ex-presidente tucano expõe o temor que a participação popular na política causa em líderes da oposição conservadora, como ele.
Por José Carlos Ruy
O debate político vai deixando cada vez mais claro o udenismo do PSDB, com ênfase no núcleo paulista do tucanato. Um aspecto dele ficou claro na entrevista que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu a O Estado de S. Paulo no domingo (19), onde expõe com clareza seu desprezo contra a massa e, simultaneamente, o temor de uma democratização mais profunda que assegure seu maior protagonismo.Entre 1945 e 1965 a UDN (União Democrática Nacional) foi o partido do grande capital, dos banqueiros, dos aliados do imperialismo norte-americano e de amplos setores conservadores da classe média.
Seu programa tinha a mesma marca neoliberal do PSDB, se opunha ao desenvolvimento industrial e à incorporação dos trabalhadores à política. Defendia a integração subordinada do Brasil à divisão internacional do trabalho e às ordens do imperialismo norte-americano. Na oposição aos presidentes Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e João Goulart (que lutaram para desenvolver e democratizar o país e afirmar a soberania nacional) a UDN destacou-se em campanhas de mídia movidas à base de denúncias de falcatruas, como as que a oposição promove hoje contra o governo Lula. Elas deram à UDN o mesmo caráter “moralista” que distingue seus atuais descendentes agrupados no PSDB e aqueles que giram em seu entorno.
A UDN foi a responsável direta pelo suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, no clímax de uma campanha que acusava o presidente de estar imerso num “mar de lama”, e pela deposição do presidente João Goulart, em 1964, acusado de montar uma “republica sindicalista”, de corrupção e, também, de comprometer a neutralidade e a imponência do cargo.
O caráter golpista e reacionário da UDN foi reconhecido por Afonso Arinos de Melo Franco que, embora líder daquela agremiação, era um democrata e um homem de bem. “Por trás da luta pela legalidade e contra Getúlio, de quem fui porta-voz, havia” disse ele em uma citação lembrada pela reportagem desta semana em CartaCapital sobre o udenismo dos tucanos, “também, a recusa do partido, militarista e conservador, em aceitar a fatalidade de certas mudanças”.
É contra a “fatalidade” de mudanças semelhantes às que o povo já exigia há mais de meio século, que o tucanato enfeita-se com o traje de vestais puras e honestas e reitera campanhas caluniosas contra o governo Lula e a candidata das forças de esquerda, Dilma Rousseff.
A entrevista de Fernando Henrique Cardoso a O Estado de S. Paulo tem o mérito de expor estes preconceitos antidemocráticos com clareza. Ele acusa Lula de juntar-se ao que “há de pior na cultura do conservadorismo” na política brasileira, quando o presidente aliou-se ao PMDB, o partido formado pelos democratas que lutaram contra a ditadura militar de 1964. Mas omite que ele próprio, FHC, se aliou àqueles que, na ditadura, estavam do outro lado, e apoiavam a perseguição policial contra os democratas, o atual DEM (que já foi Arena, depois PDS, depois PFL, antes de virar DEM).
No modo de ver de FHC não é daqueles herdeiros da perseguição política e da tortura que vem o risco para a democracia, mas... das massas populares. Ele investe contra a “democracia popular” afirmando que “democracia é mais do que ter maioria”, que é conquistada “à força pelas ditas democracias populares. Democracia também é respeito à lei, respeito à Constituição, respeito às minorias e à diversidade. Tudo isso é obscurecido nas democracias populares, onde se entende que, se você tem a maioria, você tem tudo e pode tudo”. Em outro ponto da entrevista, diz ser preciso demonstrar que “o sentimento popular, a incorporação da massa à política e a incorporação social podem conviver com a democracia”.
É preciso decifrar o que ele diz. Ele, que como presidente da República comandou os ataques que desfiguraram a Constituição de 1988, pede respeito à Constituição, às leis, às minorias e à diversidade. Até onde se sabe, no Brasil de hoje não há ameaças à legalidade, exceto o eterno sonho golpista da aliança entre a mídia e o tucanato; o respeito às minorias e à diversidade é manifesto, e qualquer mudança constitucional só pode ser feita alcançando as maiorias qualificadas exigidas pela Carta Magna.
O que aflige FHC, quando fala de “minorias”, “diversidade” e respeito “às leis” é a iminência de um tsunami que vai varrer do cenário setores da oposição e da direita, entre eles parcela significativa do atual núcleo de resistência direitista contra as mudanças, formado justamente pelo PSDB, DEM e PPS.
A ironia é assistir ao ex-presidente campeão de mudanças constitucionais e alterações institucionais clamar por garantias de imobilismo ante a ameaça do “sentimento popular” e da “incorporação da massa à política”.
Ele duvida que as massas populares possam conviver com a democracia. É preciso "ter limites", reclama, mirando a ação do presidente da República que, tendo justamente origem popular, conduz as massas para avanços que, na opinião do dirigente tucano, são ameaçadores.
Neste ponto FHC revela, em linguagem contemporânea, a mesma oposição udenista contra o protagonismo político do povo e dos trabalhadores. Na década de 1950 muitos udenistas defendiam a adoção do voto qualificado. Um deles, o jornalista Afonso Henriques, um chamado “voto cultural progressivo”: o voto do eleitor meramente alfabetizado valeria um; se ele tivesse diploma do curso primário, valeria dois; se tivesse escolaridade média ou superior incompleto, valeria três; se tivesse diploma do curso superior, valeria quatro.
A contradição que FHC identifica entre “democracia” e “incorporação das massas” tem um sentido excludente e elitista semelhante-. É o udenismo com feição contemporânea que, no dia 3 de outubro, o eleitor brasileiro vai derrotar e alojar no restrito lugar da história, e da política, que corresponde á sua decadente força social.
FONTE: Portal Vermelho
domingo, 25 de abril de 2010
Miro: PSDB, FMI e a turma dos 30%
O espectro de uma pergunta deveria estar rondando as redações e, se formulada, desnudaria o que realmente separa as duas principais candidaturas à presidência. Bastaria indagar de José Serra: “o senhor propõe parar o Brasil?”
Explico-me, a partir de três exemplos muito recentes: um artigo de Luis Carlos Mendonça de Barros, as manchetes sobre a orientação do FMI para que o Brasil reduza sua taxa de crescimento e os 50 anos de Brasília.
Em artigo publicado na FSP de 16/04, Mendonça de Barros, o ex-ministro de FHC de volta a sua vida de financista, desnuda o que é o coração da "economia política" do PSDB. Tido e havido como desenvolvimentista, anti-Malan, da escola de Sérgio Guerra e José Serra, Mendonça tem uma tese: "a euforia pelo crescimento nos levará a bater no muro das restrições econômicas; esse filme tem final triste". E para quem esperava as clássicas formulações – sobre os gargalos de infraestrutura, a baixa taxa de expansão da capacidade instalada, a "gastança” em custeio que impede o investimento público – ele abre seu coração e surpreende:
“A maior parte da oferta na economia brasileira é constituída por bens e serviços que não podem ser importados. O mais importante deles é o mercado de trabalho e nele é que está a componente mais ameaçadora que vejo para a frente... Poderemos chegar ao fim deste ano com uma taxa de desemprego da ordem de 6%, mantido o crescimento atual da geração de postos de trabalho. Em março, o número de empregos formais aumentou em 266 mil, número muito forte para o mês.
“A pressão sobre os salários desse segmento dos trabalhadores já está ocorrendo e deve se acelerar... São evidências de instabilidade grave. Dou um exemplo: a produção de caminhões da Mercedes-Benz brasileira em março foi o dobro da matriz na Alemanha. Mesmo com a crise na Alemanha esse número é um aleijão para mim”.
Trocando em miúdos: crescer rápido é um "problema", porque pode gerar aumentos salariais para os trabalhadores e reduzir a taxa corrente de lucros. A ótica do imediatismo salta aos olhos; nem mesmo de relance, o articulista se refere a um ciclo virtuoso, em que o crescimento real da massa salarial implica ampliação da demanda efetiva, cria as condições para expansão da capacidade produtiva (e da formação de mão-de-obra) e para a expansão da própria acumulação de capital, pelo crescimento do volume produzido e realizado.
O seu negócio é o aqui e agora, é o lucro já e o futuro, provavelmente, nem a Deus pertence. O espantalho que agita é o da inflação de demanda, que se recusa a atacar pela via do choque de oferta, do mercado interno de massas e da expansão das exportações de maior valor agregado. Sua panacéia é o aumento dos juros.
Já na cobertura dos jornais paulistas sobre os 50 anos de Brasília, um velho espectro ressurgiu, explicitamente referido, por exemplo, em editorial de “O Estado de São Paulo”: Brasília, entre outras mil de suas supostas mazelas, estaria na origem da espiral inflacionária do início dos anos 1960. Sem, até hoje, compreender o que de fato Brasília realizou, como meta-síntese do programa de desenvolvimento nacional de Juscelino, as vozes do passado ressurgem, opondo-se às obras públicas, à ação do Estado na criação de infraestrutura, na indução econômica e na integração democrática de todos os brasileiros e de todo o território nacional.
A rádio CBN tem apresentado uma ótima série de reportagens sobre a história da criação de Brasília. Em um dos programas, o tema era o debate na imprensa daquela época. A matéria narrava a campanha cerrada que o engenheiro da UDN Gustavo Corção, guru de Carlos Lacerda, movia contra a construção da cidade. Um de seus temas preferidos era o Lago Paranoá que, do alto de sua sapiência, o Dr. Corção garantia que nunca ficaria cheio, dados o regime de chuvas e as características do solo do cerrado.
No dia em que o lago ficou completo, JK, pleno de mineirice e bom humor, telegrafou para a redação do jornal em que Corção escrevia. Usou uma só palavra: “Encheu”.
O que Juscelino enfrentava era uma herança maldita, um Brasil litorâneo que só via a si mesmo, que desprezava mais de dois terços de seu território. A Marcha para o Oeste significou, muito além de Brasília, a experiência pioneira de Ceres, cidade-modelo agrícola implantada em Goiás, em que se desenvolveram as técnicas de correção de solo que permitiriam a expansão agrícola e que hoje fazem do Brasil um ator mundial em alimentos e biomassa para geração de energia. Significou, também, a abertura da rodovia Belém-Brasília (aquela que a UDN chamava de estrada para onça), articulando os eixos Norte e Oeste do desenvolvimento nacional.
E significou, mais do que tudo, para todos os brasileiros, trabalhadores ou empresários, uma mudança de postura e ângulo; Brasíla permitiu que olhássemos mais e melhor para os nossos próprios potenciais e capacidades.
O FMI, que não é daqui, ecoa a mesma lógica. Seu mais recente relatório, diz a FSP em manchete, “vê economia brasileira ‘no limite’”. Forçado pelos fatos a revisar – para cima – sua estimativa de crescimento da economia do Brasil, “aponta demanda ‘em estágio avançado’ e espera medidas para desacelerar crescimento de 5,5% neste ano para 4,1% em 2011”. Tanta coincidência, até de terminologia, é sintoma de um alinhamento automático, de um modo de pensar e conduzir o país.
O PSDB de hoje, por vezes até mais que os “demos”, olha a economia e o Brasil com esse viés. O que os orienta é o mundo internacional das finanças e a propensão a pensar em pedaços, em satisfazer-se com políticas que miram só um terço dos brasileiros – os mais ricos – e só uma parte de nosso território – o sul-sudeste. É a turma dos 30%.
Expansão de consumo, crescimento de salários, ampliação da produção, desenvolvimento da infraestrutura, inclusão e capacitação das pessoas, todos esses são temas ausentes de suas formulações – ou vistos como “aleijões”. Aumento continuado e real do salário mínimo, instituição de pisos salariais nacionais, redução de jornada de trabalho, pleno emprego, PAC, PROUNI, são pautas que os levam à beira do pânico. Tudo que seja para todos é risco, não oportunidade.
Ainda que se dê a José Serra o benefício da dúvida, do quanto ele ainda preserva de seu suposto desenvolvimentismo, não é despropositado indagar o quanto ele “resistiria” à pressão combinada do tucanato econômico, do udenismo paralisante e elitista e da banca mundial, falando pela boca do FMI. A experiência FHC não traz muitas esperanças quanto a isso. Um jornalista arguto qualificaria a pergunta que abre este texto e questionaria o que o candidato faria com a turma dos 30%, aqueles que, há décadas, sempre estiveram do seu lado e sempre quiseram que o Brasil pudesse menos.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Agripino Maia: Medo de perder eleição faz o senador elogiar LULA... Dá prá acreditar???
Deputada: Agripino elogia com oportunismo político-eleitoral
Em conversa com Terra Magazine, ela comentou a entrevista do rival ao Jornal 96, da rádio 96 FM, de Natal, nesta sexta-feira, 12. "O senador está sendo obrigado a reconhecer o bom governo que o presidente Lula vem fazendo. Agora, a atitude a estas alturas - eu sou muito sincera - está impregnada de oportunismo político-eleitoral", bradou.
Ao escutar as loas de Agripino, a parlamentar estranhou: "A notoriedade que o senador ganhou na mídia, nestes oito anos, foi em função exatamente da oposição raivosa que fez ao governo do presidente Lula, de forma até caluniosa e tudo".
Para ela, o democrata evita manter os ataques ao governo federal para não se desgastar com o eleitorado potiguar, que registraria alta aprovação ao presidente da República. "Ele disse claramente que o governo Lula tinha mais acertos do que erros. Citou o 'Bolsa Família', o 'Minha Casa, Minha Vida', o aumento do salário mínimo, reconheceu que o governo Lula tem sido bom para o Brasil", reproduziu.
Sua memória não foi capaz de recuperar comportamento parecido. "É a coisa mais rara do mundo, eu não tenho lembrança de ter visto o senador na tribuna do Senado fazendo algum elogio ao governo Lula", afirmou. "O que não faz o medo de perder uma eleição?", ironizou.
Confira a entrevista.
Terra Magazine - Como a senhora viu essa mudança de posição do senador Agripino Maia?
Fátima Bezerra - Primeiro, é o reconhecimento. O senador está sendo obrigado a reconhecer, como está a maioria do povo brasileiro e como está a maioria da população norte-rio-grandense, o bom governo que o presidente Lula vem fazendo. Agora, a atitude do senador a estas alturas - eu sou muito sincera - está impregnada de oportunismo político-eleitoral.
Por quê?
José Agripino passou os oito anos, no Congresso Nacional, fazendo aquela oposição raivosa, berrando contra o governo Lula, contra tudo o que o governo Lula fez ao longo destes oito anos. E agora ele vem, de público, dizer que o governo Lula tem muito mais acertos do que erros. Mesmo sendo uma atitude impregnada de oportunismo político-eleitoral, antes tarde do que nunca.
A senhora lembra de algum ponto específico de contradição?
Que eu saiba, durante os oito anos, a própria imprensa nacional acompanhou muito bem isso. É a coisa mais rara do mundo, eu não tenho lembrança de ter visto o senador na tribuna do Senado fazendo algum elogio ao governo Lula. De maneira nenhuma. Muito pelo contrário. Claro que a oposição tem que fazer o papel dela, mas a notoriedade que o senador ganhou na mídia, nestes oito anos, foi em função exatamente da oposição raivosa que fez ao governo do presidente Lula, de forma até caluniosa e tudo. Bateu fortemente, nunca vi reconhecer os acertos do governo Lula. Quando é agora, na disputa político-eleitoral, ele vem dizer que o governo Lula tem mais acertos do que erros. O que não faz o medo de perder uma eleição?
Qual é a estratégia do senador ao mudar de posição, visando às eleições?
O presidente Lula aqui, como no resto do País, meu querido, tem mais de 70% de aprovação. Claro que o quadro aqui está definido, segue a mesma lógica nacional. O DEM aqui está junto com o PSDB, são os nossos principais adversários no plano local. A candidata a governadora deles é a senadora Rosalba Ciarlini, do DEM.
Para ficar claro, então, a senhora acredita que o senador Agripino elogia o presidente Lula para não perder votos no Rio Grande do Norte?
Mas é claro que, sim, meu querido. É a conclusão mais plausível que todos nós temos. O presidente, com a popularidade que ele tem em todo o País e aqui... Todas as pesquisas de opinião feitas no Rio Grande do Norte atestam a aprovação recorde de seu governo bem como a aprovação ao próprio presidente Lula. É por isso que a atitude dele (Agripino) tem muito do senso do oportunismo político-eleitoral.
A senhora escutou a entrevista em que ele muda de posição?
Escutei parte dela. O repórter perguntou sobre o governo Lula, que os comentários é que ele (Agripino) já tinha começado a baixar o tom no Congresso Nacional, e, à medida em que a eleição se aproximava, como ele via. Foi aí que ele disse claramente que o governo Lula tinha mais acertos do que erros. Citou o "Bolsa Família", o "Minha Casa, Minha Vida", o aumento do salário mínimo, reconheceu que o governo Lula tem sido bom para o Brasil. Essa é a contradição. Mas, como eu disse, antes tarde do que nunca.
FONTE: Terra Magazine
terça-feira, 9 de março de 2010
A DIREITA BRASILEIRA ENCURRALADA E DESESPERADA

"A cota do DEM
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) resolveu entrar de sola na disputa sobre políticas de reconhecimento nas universidades públicas. Falando contra as chamadas "cotas", disse barbaridades várias.
Falou, por exemplo, do escravo como "principal item de exportação da economia africana" até o início do século 20. Discorreu sobre uma pretensa "integração da casa-grande com a senzala, ainda que com dominação", tendo sido a dita "integração", segundo ele, "muito mais consensual do que gostaria o movimento negro".
Entre outros, Elio Gaspari e Luiz Felipe Alencastro, na Folha de domingo último, já mostraram a infâmia de tais afirmações. A questão que fica é: por que o senador decidiu colocar o brucutu na praça neste momento? E a pergunta cabe porque, por incrível que pareça, Demóstenes Torres é o mais próximo de um ideólogo de que dispõe o seu partido.
A resposta mais plausível para essa defesa abrupta e ríspida de teses infames é: porque o DEM está encurralado. A prisão de José Roberto Arruda foi o golpe de misericórdia que diminuiu ainda mais o já exíguo espaço da mais autêntica direita brasileira.
Demóstenes Torres foi o primeiro a pedir a cabeça do ex-governador do DF e de seu vice. Percebeu o desastre que significava a demora de medidas como a expulsão sumária do partido dos principais envolvidos no escândalo.
Teve clareza de que ali se esvaia o último recurso de que tinha lançado mão o DEM para tentar se manter como um partido relevante, o discurso da "eficiência com ética". Algo que fazia o partido recuar às suas origens, ao conservadorismo da velha União Democrática Nacional lá dos anos 1950.
Nem isso mais restou. O ataque de Demóstenes Torres às políticas de reconhecimento é um ato de desespero. É o sintoma mais claro de que o DEM será obrigado a recuar ainda mais. Terá de ir ao mais profundo do conservadorismo social, moralista e nacionalista para tentar manter algo do seu eleitorado.
Terá de tentar a sua sorte nos limites da família, da tradição e da propriedade. No fundo, é a vitória do modelo Kátia Abreu (DEM-TO), senadora que defende de há muito um ruralismo canhestro e reacionário.
Na entrevista a Maria Inês Nassif, do jornal "Valor Econômico", Demóstenes Torres afirmou ainda: "O problema estrutural do Brasil não é o racismo, mas a pobreza". É tocante ver os conservadores descobrirem a pobreza estrutural brasileira, mesmo que tardiamente.
Principalmente porque é essa mesma pobreza que, com título de eleitor na mão, vai lhes tirar os mandatos em 3 de outubro."
FONTE: Blog Democracia e Política de Maria Teresa
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Deve Ser A Política uma Coisa Nojenta? (2)
Leandro Fortes: Escândalo sem fim
Atualizado e Publicado em 12 de fevereiro de 2010 às 19:0717/12/2009 12:51:50
Quando vieram à tona os vídeos da corrupção da turma do panetone, próceres do DEM, o ex-PFL, disseram a jornalistas que o partido não se comportaria como os demais e puniria duramente os envolvidos no episódio, inclusive o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Era mais um belo conto de Natal. A expulsão sumária, defendida por uma parcela da legenda, virou um processo investigatório de dez dias. O prazo acabou estendido por tempo indeterminado até se transformar na solução de praxe nesses casos: na quinta-feira 10, “premido pelas circunstâncias”, Arruda anunciou seu desligamento e acabou com o constrangimento do DEM de ter de expulsar seu único governador eleito.
Talvez seja esta, no momento, a melhor notícia para os ex-pefelistas, mas não necessariamente para Arruda. A violência da polícia do Distrito Federal contra os manifestantes que protestavam no Eixo Monumental, a principal via de Brasília, revelou o quanto anda insustentável a situação do governador. Enquanto reprimia a cassetetes e gás lacrimogêneo os protestos, Arruda tentava em vão deter os processos de impeachment em curso na Câmara Distrital.
Sem contar na nova onda de denúncias. Segundo apurou CartaCapital, o Ministério Público e a Polícia Federal miram agora irregularidades cometidas na Secretaria de Educação. As ramificações dessa apuração podem chegar ao governo paulista do tucano José Serra.
Principal ponto de contato entre Arruda e Serra, o setor em Brasília foi dominado, nos últimos três anos, por dois prepostos do deputado federal e ex-ministro Paulo Renato Souza, atual secretário de Educação de São Paulo. Juntos, os ex-secretários Maria Helena de Castro e José Luiz Valente emplacaram 503 milhões de reais em contratos sem licitação entre 2007 e 2009.
Somente agora, graças à ação da PF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi possível mapear as ligações entre os contratos da Secretaria de Educação do Distrito Federal e as empresas envolvidas no esquema de propinas e pagamentos de subornos a deputados distritais da base política de Arruda.
O ponto de partida dessa investigação foi a menção, no inquérito da Operação Caixa de Pandora, do nome do empresário Nelson Lawall, gravado em uma conversa por Durval Barbosa. Em uma das fitas do ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda, feita sob monitoramento da PF, o empresário reclama dos altos valores das propinas cobradas por operadores do esquema do governo do DEM.
Lawall é dono da empresa Juiz de Fora Serviços Gerais, velha conhecida do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Contratada pela Secretaria de Educação em 2000, durante o governo de Joaquim Roriz (ex-PMDB, atual PSC), a Juiz de Fora foi uma das estrelas da CPI da Educação da Câmara Legislativa do DF entre 2005 e 2006, por conta de diversos contratos feitos sem licitação. Ainda assim, em novembro de 2006, no apagar das luzes do mandato-tampão da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), ex-vice de Roriz, o contrato com Lawall foi renovado, mais uma vez com dispensa de licitação.
Os investigadores acreditam na existência de um acordo de financiamento ilegal de campanha em 2006, cuja contrapartida de Arruda seria garantir um fluxo permanente de recursos à Juiz de Fora Serviços Gerais. De fato, a partir da gestão da secretária Maria Helena de Castro, em 2007, foram injetados 33 milhões de reais na empresa de Lawall, por meio de uma ação administrativa baseada em duas fontes pagadoras, expediente que iria se repetir em quase todos os pagamentos da Secretaria de Educação em diversos contratos, a maioria sem licitação dali por diante.
Em 2007, para a Juiz de Fora, 22 milhões de reais vieram do orçamento da secretaria, e 11 milhões de reais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), recurso federal repassado pelo Ministério da Educação. Nomeada por Arruda em 1º de janeiro daquele ano, a secretária Maria Helena deixou o governo distrital seis meses depois, em 11 de julho, para assumir o mesmo cargo no governo Serra. Ficou no posto em São Paulo por oito meses, até ser substituída por Paulo Renato, seu ex-chefe no Ministério da Educação nos tempos de Fernando Henrique Cardoso.
Embora tenha nomeado Maria Helena, Arruda fez questão de colocar na secretaria um homem de confiança, Gibrail Nabih Gebrim, para ser o gestor do contrato com a Juiz de Fora. Menos de um ano antes, Gebrim havia sido indiciado pela CPI da Educação. Sua “especialidade”, concluiu a CPI, era “fabricar emergências” e assim justificar contratos sem licitação. À época, quem ocupava o cargo de secretária de Educação era Eurides Brito, hoje deputada, flagrada em um vídeo a enfiar sofregamente maços de dinheiro em uma enorme bolsa de couro. O Tribunal de Contas chegou a sugerir que Gebrim fosse proibido de ocupar qualquer cargo comissionado no governo distrital, mas Arruda ignorou a decisão.
Maria Helena de Castro acabou substituída por outro ex-funcionário de Paulo Renato no MEC, José Luiz Valente, afastado recentemente da Secretaria de Educação após Barbosa acusá-lo de receber 60 mil reais de propina para beneficiar empresas ligadas ao esquema de corrupção. Em 2008, com Valente no cargo, a empresa de Lawall recebeu mais 36 milhões de reais, dos quais 21 milhões de reais oriundos do caixa da Secretaria de Educação, e 15 milhões de reais do Fundeb.
Em 2009, a sangria continuou em ritmo acelerado. Até deixar o cargo, há duas semanas, Valente havia autorizado o pagamento de mais 34 milhões de reais à empresa (24 milhões de reais do orçamento e 10 milhões de reais do Fundeb). Ao todo, a Juiz de Fora levou, até agora, 103 milhões de reais do governo do DEM. O contrato milionário firmado entre a Secretaria de Educação com o inconformado pagador de propinas gravado por Durval Barbosa, no entanto, está longe de ser o único.
Levantamento feito a partir do Siggo, o Sistema Integrado de Gerenciamento Governamental, pelo qual autoridades locais e deputados distritais podem acompanhar os gastos da administração do Distrito Federal, revelam contratos da Secretaria de Educação com mais três empresas suspeitas, todas investigadas pela Operação Caixa de Pandora. Uma delas, a Linknet, recebeu 183 milhões de reais, graças a sucessivos contratos feitos, sem licitação, na área de informática. Outra, a Info Educacional, levou 15 milhões de reais. E, finalmente, o Instituto Sangari, dono de um contrato de 289 milhões de reais.
A participação da Linknet na Secretaria de Educação serviu apenas para reforçar a posição de Gilberto Lucena, dono da empresa, dentro do esquema de corrupção. Lucena aparece em um dos últimos vídeos gravados por Barbosa em 2009 também a reclamar dos porcentuais cobrados nas propinas. Aproveita para incriminar o vice-governador, Paulo Octávio Pereira. Ao longo da gravação, o empresário afirma que Paulo Octávio recebe 30% de comissão sobre os contratos e acusa Arruda de ser “amigo do capeta”. Aponta ainda outros dois auxiliares do governador como beneficiários de propinas, o corregedor Roberto Giffoni e o secretário de Planejamento, Ricardo Pena.
Em 2007, a Linknet recebeu 15,5 milhões de reais em contratos firmados com as secretarias de Educação e Planejamento. No ano seguinte, dos 77 milhões de reais recebidos do GDF, 1,8 milhão de reais vieram do Fundeb. Em 2009, outros 77,5 milhões foram destinados à empresa de Lucena, sempre sem licitação, dos quais 1 milhão de reais oriundos do Fundeb.
Tratamento semelhante foi dispensado à Info Educacional. O contrato foi estipulado- em 11,9 milhões de reais para serviços de aquisição de tecnologia nas áreas de língua portuguesa e matemática, inclusive com acesso a licenças permanentes de uso de softwares. Embora seja um contrato de três anos, a contar de dezembro de 2008, o governo Arruda já pagou à Info Educacional quase 15 milhões de reais – 3 milhões de reais acima do valor estipulado para todo o período do contrato.
Já o Instituto Sangari conseguiu fechar um negócio invejável com o governo do DEM: tornou-se o responsável pela implantação do projeto Ciência em Foco, voltado para o ensino de ciências naturais nas escolas públicas de ensino fundamental e médio. Orçado em 289 milhões de reais, o contrato foi colocado sob suspeita no inquérito da Polícia Federal. Em depoimento à PF e ao Ministério Público Federal, Barbosa afirmou que, em contrapartida ao apoio financeiro durante a campanha de 2006, Arruda teria prometido ao empresário Ben Sangari, dono do instituto, implantar o Ciência em Foco.
Implantado em 2008, o projeto logo chamou a atenção do Tribunal de Contas distrital por causa dos altos valores envolvidos. Na avaliação feita por conselheiros do tribunal, não apenas o preço cobrado pelo Sangari foi considerado alto demais. Segundo o relatório, não era de boa qualidade o material didático fornecido pelo instituto. Mas foi mesmo o custo do Ciência em Foco que saltou aos olhos, quase no mesmo patamar de programas nacionais do MEC. Entre eles, o de distribuição de livros didáticos por todo o País, em 2009, orçado em 302 milhões de reais. Ou seja, apenas 3 milhões de reais mais caro que o projeto do governo do DEM, aplicado apenas no Distrito Federal.
De acordo com o assessor de imprensa da Secretaria de Educação, João Alberto Ferreira, o projeto Ciência em Foco nunca foi investigado, mas apenas auditado pelo Tribunal de Contas, que teria feito recomendações de aprimoramento. Segundo ele, as recomendações foram acatadas. O assessor informa que o projeto atende 311 mil estudantes em 525 escolas, com aplicação prevista de cinco anos. Ferreira alega que uma licitação chegou a ser feita em 2007, mas o processo fracassou por falta de qualificação dos concorrentes. Por essa razão, explica o assessor, a secretaria decidiu contratar o Instituto Sangari, “única empresa a se apresentar que atendia plenamente ao projeto básico”.
Sobre o contrato com a Info Educacional, Ferreira argumentou que a escolha foi feita a partir de pregão eletrônico, em 21 de julho de 2008. O valor inicial do contrato, de 11,9 milhões de reais, segundo ele, sofreu um aditivo de 25% (foi para cerca de 15 milhões de reais), porque o número de escolas a serem atendidas pulou de 173 para 216. Detalhe: o aditivo foi aprovado apenas dez dias depois da assinatura do projeto original. No caso da Linknet, a quem o governo Arruda pagou 183 milhões de reais, Ferreira afirma ter sido uma contratação da central de compras subordinada ao secretário de Planejamento. “Nós apenas aderimos. Não temos nada a ver com a execução”, informou o assessor.
A renovação do contrato com a Juiz de Fora Serviços Gerais em 2006, diz Ferreira, é de responsabilidade do ex-governador Joaquim Roriz. A partir de 2007, no governo Arruda, informa o assessor, iniciou-se um processo licitatório que foi suspenso e revogado pelo Tribunal de Contas. “Com essa suspensão, para garantir o funcionamento das instituições educacionais, a Secretaria de Educação realizou um contrato emergencial”. Outra licitação foi aberta em 2008, mas novamente suspensa. Apenas em setembro, quando os boatos sobre uma ação da PF começaram a circular, o processo foi concluído sem surpresas: a vencedora foi a empresa de Lawall.
FONTE: Viomundo
"Uma população condicionada ao conformismo não se arrisca a exigir seu direito nem consegue solidarizar- se com os demais para enfrentar coletivamente a dominação"
(Plínio de Arruda Sampaio)
Deve Ser A Política uma Coisa Nojenta? (1)
Gilberto Nascimento: As ramificações do panetone
04/12/2009 22:18:16
Gilberto Nascimento, na CartaCapital
Qual o poder de contaminação dos escândalos da administração José Roberto Arruda na aliança PSDB-DEM? O tempo e as investigações vão mostrar. Por enquanto, é possível seguir o novelo de Brasília até o governo estadual paulista e a prefeitura da capital.
A Uni Repro Serviços Tecnológicos Ltda., empresa apontada em gravações como responsável por repasses de dinheiro ao subsecretário de Saúde e presidente do PPS no Distrito Federal, Fernando Antunes, mantém 35 contratos com o governo do estado de São Paulo, no valor total de 38 milhões de reais. Em uma transcrição de conversa gravada em vídeo, a diretora-comercial da empresa, Nerci Bussmra, diz que Antunes teria pedido dinheiro “para o partido dele” e “para ajudar o Freire (o ex-deputado Roberto Freire, presidente nacional do PPS) em São Paulo”. Freire negou envolvimento e disse não ter dado autorização a ninguém para pedir dinheiro em seu nome.
No governo Serra, a Uni Repro firmou contratos entre 2002 e 2009 para prestação de serviços às secretarias estaduais de Saúde, Educação, Esportes e de Direitos da Pessoa com Deficiência e a órgãos e empresas estatais como o Instituto Florestal, Sabesp, Nossa Caixa (incorporada recentemente ao Banco do Brasil), Companhia do Metropolitano (Metrô), Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Os contratos, ainda em vigor, preveem a locação de máquinas copiadoras analógicas, confecção e fornecimento de impressos e serviços de reprografia, heliografia, plastificação e encadernação, entre outros.
Na gestão Kassab, a Uni Repro recebeu 48,1 milhões de reais por diversos contratos entre 2006 e 2009. A empresa começou a fornecer serviços de fotocópia à Secretaria de Saúde Municipal e depois foi recontratada por outras secretarias e subprefeituras. Outra empresa citada no esquema do DEM em Brasília, a Call Tecnologia, também presta serviços à Prefeitura de São Paulo e recebeu, de fevereiro de 2006 até novembro deste ano, 58,8 milhões de reais.
Saíram dos cofres da Prefeitura de São Paulo, no total, 106,9 milhões de reais- para as duas empresas envolvidas no escândalo. Segundo a Secretaria de Saúde, os contratos “foram baseados na Lei de Licitações”. Kassab afirmou ter havido “muita transparência” e disse que a prefeitura “está aberta a colaborar com as ações do Ministério Público”. A CPI do IPTU na Câmara Municipal de São Paulo chegou a investigar a Call Tecnologia por suspeita de fraudes. Na quarta-feira 2, o vereador Antonio Donato (PT) pediu à Câmara Municipal de São Paulo a convocação dos dirigentes da Uni Repro para depor sobre as denúncias. A empresa não se manifestou.
Outra figura envolvida no escândalo do DF foi alvo de denúncias e investigações em São Paulo: Virginia Wady Debes Pacheco. Segundo ficha cadastral da Junta Comercial de São Paulo emitida em março deste ano, ela é uma das sócias da Uni Repro, ao lado de Carlos Alberto Pacheco. A mesma Virginia aparece, em ficha emitida na terça-feira 1º, como sócia da AMP – Serviços de Diagnóstico por Imagem Ltda., conhecida pelo nome fantasia Amplus. Esta empresa foi denunciada em abril à Procuradoria da República de São Paulo.
A Amplus foi contratada pela prefeitura paulistana em março de 2006, ainda na gestão de Serra, para oferecer serviços de diagnóstico por imagem, em um período de três anos, no valor de 108 milhões de reais. Dois anos depois, o Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM) julgou irregulares o pregão, o contrato e o seu aditamento. Determinou, então, a suspensão do acordo.
A Secretaria Municipal de Saúde demorou oito meses para cumprir a ordem do TCM. A prefeitura definiu novos operadores do serviço no ano passado, a apenas quinze dias do fim do contrato. A Amplus ainda entrou na mira do Ministério Público do Trabalho por causa de fraudes trabalhistas e sonegação de ao menos 1,2 milhão de reais ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com a utilização de 33 empresas de fachada ou cooperativas de mão de obra irregulares. A InfoEducacional, mais uma empresa citada na Operação Caixa de Pandora, teve contratos com os governos tucanos de São Paulo, entre 2004 e 2006, no total de 12,8 milhões de reais.
Além de ver o DEM, o seu fiel parceiro político, se desintegrar em meio à exibição de vídeos em que políticos do partido aparecem guardando dinheiro na cueca e nas meias, o governo paulista do PSDB enfrentou outros dissabores. Ao concluir o relatório da Operação Castelo de Areia – investigação sobre denúncias de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo diretores da Construtora Camargo Corrêa –, a Polícia Federal citou remessas de dinheiro possivelmente feitas ao Palácio dos Bandeirantes, em 30 de setembro de 1996, no total de 45 mil dólares.
O documento da PF cita outras anotações de um suposto pagamento a Aloysio Nunes Ferreira, hoje chefe da Casa Civil do governo Serra. Em 14 de setembro de 1998, quando disputava uma vaga a deputado, Aloysio teria recebido 15 mil dólares. Teriam sido enviados recursos também ao peemedebista Michel Temer, atual presidente da Câmara dos Deputados, entre 1996 e 1998, no total de 345 mil dólares. Ferreira e Temer negaram o recebimento. O presidente da Câmara classificou a citação a seu nome de “infâmia”. Também o diretório do PSDB em São Paulo teria sido beneficiado, em 24 de julho de 1996, com 200 mil dólares.
Na terça 1º, o Ministério Público Federal ofereceu nova denúncia contra os diretores da Camargo Corrêa Pietro Giavina Bianchi, Darcio Brunato e Fernando Dias Gomes, além do doleiro Kurt Paul Pickel, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e evasão de divisas. Segundo as investigações, a empreiteira teria pago propina em três obras públicas nas quais venceu a licitação: na construção de embarcações petrolíferas no Rio de Janeiro, na construção de hospitais em cinco cidades do Pará e em uma obra para a prefeitura de Caieiras, na Grande São Paulo. No Pará, de acordo com manuscritos apreendidos em pastas e pen drives de um dos diretores da empreiteira, o dinheiro teria sido entregue a dois partidos: o PT e o PMDB.
"Uma população condicionada ao conformismo não se arrisca a exigir seu direito nem consegue solidarizar- se com os demais para enfrentar coletivamente a dominação"
(Plínio de Arruda Sampaio)
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Prisão de Arruda: PIG sai na frente e tenta blindar a candidatura de José Serra
O portal de notícias UOL amanheceu com a seguinte manchete, por Raquel Maldonado: “Com telhado de vidro, oposição não deve explorar prisão de Arruda na campanha eleitoral, dizem especialistas” [...]
Eu gostaria muito de participar de uma dessas entrevistas para saber que tipo de “especialistas” são procurados para orientar o PIG. Neste caso, especificamente, o especialista e não “os especialistas” é Humberto Dantas, cientista político do Centro de Pesquisa e Comunicação (Cepac). Ele não deve ter parentesco com Daniel Dantas, creio eu, mas eu o conheço pelo nome de medo!
Tenho medo!
A oposição está se borrando de medo. Tanto pela notória incompetência do José Serra em administrar o maior e mais rico estado do Brasil quanto pelo povo estar "careca" de saber que DEM, PSDB e PPS andam junto desde o começo do governo Lula, fazendo-lhe oposição, inventando CPIs, travando a todo custo projetos que beneficiam o Brasil como um todo.
Ora, pois, vamos fazer outra análise, mesmo não sendo um cientista político como "Seu Dantas". O PT sendo ético poderia muito bem não usar deste expediente para tirar vantagem política, mas deverá “faze-lo-o” peremptoriamente sob pena de perder a grande oportunidade de mostrar para o Brasil quem são os verdadeiros corruptos, que sempre dilapidaram a Nação enquanto estiveram no poder, e que no Governo Lula a corrupção apareceu porque ela estava escondida, blindada pelos "Brindeiros" da era tucana.
Outro fato é que -- perdoe-me o cientista de araque que deu a orientação ao PIG -- são casos extremamente antagônicos, o mensalão do PT e o mensalão do DEM.
No primeiro o que existiu foi o uso de caixa 2 feito através de empréstimos em bancos privados, como consta nos autos. Tanto é que todos os envolvidos foram absolvidos.
Já o mensalão do DEM o que existia era a cobrança de propina, muitas vezes recursos financeiros saídos do próprio estado, uma vez que, basta superfaturar uma obra ou serviços, para pagar os deputados distritais e aumentar o patrimônio publico dos bandidos.
Afinal, quem tem telhado de vidro?
Pra cima deles PT!
FONTE: Bodega Cultural
domingo, 31 de janeiro de 2010
PROPAGANDA: O MODO DEMOTUCANO DE GOVERNAR
"Para Kassab é tudo pela propaganda
Os quadros publicados pela revista Época são significativos da prioridade número um de Kassab. Publicidade e propaganda têm verbas equivalentes à soma de todo o dinheiro previsto para construção de piscinões, corredores de ônibus, obras de emergência contra enchente, para áreas de risco e construção, ampliação e reforma de equipamentos para saúde.
É significativo também o montante em dinheiro alocado à propaganda na prefeitura de Kassab, quando comparado com os gastos federais e estaduais. Kassab gasta proporcionalmente 11 vezes a mais em publicidade que o governo federal e o dobro do que gasta o próprio Serra (o que já é mais que o triplo do gasto federal em publicidade!).
A cada R$1.000 do orçamento, são gastos por Kassab em publicidade R$4,55. Serra gasta em propaganda R$1,62 e o governo federal R$0,40. Os dados são da revista Época."
Essa é Minha Opinião: Talvez isso explique e deixe muito claro os motivos desta dobradinha admnistrativa mal fadada de São Paulo ser tão acobertada pelo PIG. É dinheiro que não acaba mais nos cofres da Mídia Golpista! Lamentável...
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
A Ingrata Tarefa de Ombudsman
Jornalista, contratado de fora ou pertencente ao quadro de funcionários da empresa, que, de maneira independente, critica o material publicado e responde às queixas dos leitores."
O que pensa e expressa o 'ombudsman' do Jornal Folha de São Paulo sobre alguns temas relevantes, porém tratados de maneira tendenciosa pelo citado veículo de comunicação.
Está claro que interesses menores estão acima daquele no qual deveria se prestar tão conceituado e respeitado Jornal. Mas há tempos que a grande mídia se comporta de maneira suspeita.
Original do Blog: Cidadania.com de Eduardo Guimarães
Ombudsman da Folha - coluna de 15 / 02 / 2009
CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA
ombudsman@uol.com.br
A Folha e os problemas de São Paulo
O jornal deixa muito a desejar em relação ao que se espera do maior diário paulista na cobertura de temas como exame de professores e merenda |
A CIDADE e o Estado de São Paulo, onde este jornal tem a maioria absoluta de seus assinantes e leitores, começam 2009 com problemas sérios.
A maneira com que a Folha os vem tratando deixa muito a desejar em relação ao que se pode esperar do maior diário paulista.
Um deles é o exame a que foram submetidos professores temporários da rede estadual de ensino público, no qual número expressivo tirou nota zero e metade não chegou a cinco.
Como na greve da categoria em 2008, o jornal trata do caso superficialmente. Reproduz declarações das autoridades e, em contraponto, ouve mecanicamente o sindicato dos trabalhadores.
O "outro lado" não é o sindicato, mas os professores, cujas histórias não chegam ao público. O jornal não vai fundo nem nas causas de haver tantos professores provisórios no sistema nem nas razões por que muitos se deram mal na prova.
As condições em que o teste foi concebido, formulado e aplicado (há indícios de que estiveram longe do ideal) não foram detalhadas.
O noticiário e opiniões do jornal acabaram passando a ideia de que a "culpa" do mau desempenho é apenas dos professores, mostrados como em geral despreparados. É claro que a explicação é muito mais complexa.
Outra situação é a da merenda escolar no município de São Paulo. Embora em 2007 a Folha tenha levantado o tema que agora está sendo retomado pelo Ministério Público, seu acompanhamento neste ano tem sido pouco arrojado.
O jornal precisa ser mais ativo. Em vez de quase se limitar ao pingue-pongue entre prefeitura e seus acusadores deve tomar a iniciativa de, por exemplo, verificar autonomamente a qualidade da merenda, pesquisar se pais, professores e alunos estão satisfeitos com ela em comparação com a que tinham antes.
O tema merece mais espaço, destaque e investimento do que tem recebido. Houve dia em que o noticiário sobre ele teve o mesmo tamanho de uma foto que mostrava as calças de um calouro estragadas em trote universitário.
Os paulistas, principalmente os paulistanos, estão sofrendo bastante com enchentes. Mas o jornal tem cuidado delas de forma acanhada. Relata os alagamentos que ocorrem, publica fotos de carros boiando nas ruas, conta os quilômetros de congestionamento. É muito pouco
No dia 10, por exemplo, reportagem registrou que a prefeitura "espera o pior fevereiro desde 2004" e fará novo estudo de riscos só depois do período de chuvas.
A placidez com que acata tal declaração só se compara com a aceitação passiva do argumento de que a prefeitura tapa os buracos "sempre que é informada". Ambas são constrangedoras.
Nada de jornalismo preventivo. Nada de acompanhamento sistemático das providências que as autoridades dizem tomar.
Finalmente, a erupção de violência na favela de Paraisópolis, cujo acompanhamento anódino por este jornal já comentei, não o motiva a se aprofundar no exame desta e de outras comunidades em que a expressão "barril de pólvora" se aplica bem, apesar do lugar-comum. Até acontecer a próxima explosão.
Cobertura enviesada é um desserviço a leitor e jornal
A cobertura que a Folha fez do encontro de prefeitos em Brasília esta semana foi um desserviço ao leitor e ao jornal.
Textos, fotos e edição tinham todas as características de um trabalho enviesado, distante da imparcialidade que deve nortear o noticiário.
Imagens da ministra Dilma Rousseff com expressão sonolenta e de membro da audiência que cochilava ressaltaram sem motivo jornalístico aceitável situação banal em qualquer reunião desse tipo com o aparente objetivo de desqualificar o evento por razão irrelevante.
Reportagem disse que "pacote de bondades" anunciado pelo presidente Lula frustrou "parte da plateia", seguramente verdade, mas não mencionou se satisfez alguma outra "parte", o que provavelmente também deve ter ocorrido.
Cheios de expressões impróprias em texto informativo, os relatos denotavam inegável predisposição contrária ao discurso do presidente.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
O Castelo caiu e não é de areia
Gostaria de abrir um parênteses para falar sobre essa manobra de marketing encontrada pelo partido DEMOCRATAS, sigla DEM e que muitos apelidaram de DEMO.
Em marketing, o maior valor de um produto é a sua marca.
Muitos produtos são conhecidos e confundidos com sua marca, o que quer dizer que as pessoas usam e compram: 'gillete', bombril', 'omo', 'brahma' e 'brastemp' ao invés de comprarem 'barbeador', 'esponja de aço', 'sabão em pó', 'cerveja' e 'geladeira'.
Daí o tamanho significado de um produto em relação á sua marca.
Marca forte, produto forte e consequentemente campeão de vendas em seu segmento.
No caso específico do partido "Democratas" DEM ou DEMO como preferirem, existe uma clara intenção de desvinculação do produto original, de sua "marca" original. Aquilo á que se presta um produto.
Este partido (DEM) é o antigo PDS/PFL criado após o término da Ditadura Militar,que por conseguinte nasceu da antiga 'ARENA', partido que apiou de cabo á rabo a Ditadura Militar em todo o tempo em que os militares dirigiram o país, desde o GOLPE de 1964 até 1985.
Não tem como desvincular!
Não é mudando o nome desse tipo de produto que poderemos confiar que o mesmo passou a oferecer mais qualidade ao consumidor.
Em marketing, eu diria que esse tipo de maquiagem pode até colar no início, mas quando o consumidor sentir o sabor, verá que foi ludibriado e que trata-se na verdade da mesma porcaria que já havia exprimentado anteriormente e reprovado.
O DEM-PFL-ARENA é um partido de extrema direita, com idéias retrógradas e de atitudes prá lá de exdrúxulas, conhecido como o grande sugador das tetas do erário desde os mais remotos tempos da historia política do país.
Portanto, torna-se importante sempre que nos referirmos ao "Democratas", fazermos menção ao PFL-PDS-ARENA para que não se perca na memória, principalmente dos eleitores mais novos, esta referência de políticos da era paleolítica.
Isto posto, muita coisa em relação ao homem do castelo já está explicada.
Na verdade a casa caiu prá ele, seus amigos de partido e de classe.
Quer dizer, o castelo caiu.
O mesmo já renunciou ao cargo de vice presidente da câmara e corre o risco de ser expulso do partido. (sic)
Alguém acredita nessa possibilidade de expulsão?
Eu não! É apenas uma tentativa de abafar o caso.
Na verdade a exposição na mídia a que teve nos últimos dias, fizeram com que ele se tornasse ainda mais conhecido, comentado e visto.
Olhando pelo prisma do marketing e suas ferramentas, há possibilidades de levá-lo á vôos mais altos na vida política. Afinal estamos no Brasil.
Ele é apenas um caso que veio á tona.
E os demais quinhentos e tantos que por lá estão?
E os demais parceiros que estão nos legislativos estaduais como deputados, ou ainda os vereadores dos mais de cinco mil municípios do país?
Eles devem estar dizendo: Yés, we can!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Demo no Comando de São Paulo
A cidade está mesmo perfeitíssima!
Tenho absoluta certeza que era justamente isso o que o eleitorado que compareceu as urnas em outubro passado (sessenta e poucos dias atrás) desejavam de seu futuro emplumado prefeito quando o elegeram com uma chuva de votos!
Nariz de palhaço é pouco para quem acredita nos 'pseudovagais'!
02/01/2009 - 09h27
Kassab fala em crise, mas terá o maior nº de secretários entre as capitais do país
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u485358.shtmlKassab adia novas obras e congela R$ 6,9 bilhões em SP
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u487548.shtmlMuitíssimo agradecido em nome dos otários que votaram em V.Excelência, (o que não é o meu caso - vá de retro)!!!!


