Anúncio Superior

Mostrando postagens com marcador arruda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arruda. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Risco de vir a público enovolvimento de Kassab e Serra com a propina de Arruda

Lí no Democracia e Política de Maria Tereza.

O texto a seguir é de Eduardo Guimarães:

"O post incompleto do Josias

Josias de Souza novamente escreveu um texto político quase realista. No fim do mês passado, então pela primeira vez no governo Lula ao menos cobrou com alguma propriedade o governador José Serra pelas enchentes.

Vale lembrar que esse blogueiro é o mesmo que, ano passado, xingou a ministra Dilma Rousseff e a ex-prefeita Marta Suplicy de vadias e vagabundas.

Enfim, desta vez o blogueiro escreve um post que novamente chega muito perto de ser honesto e esclarecedor. Só não chegou lá porque não foi escrito todo. Faltou uma parte crucial que explico depois do texto do Josias, logo abaixo:

"Cúpula do DEM teme que Arruda abra a boca e o baú

por Josias de Souza

A informação de que o STJ estava prestes a decretar a prisão de José Roberto Arruda chegou à cúpula do DEM na véspera, com antecedência de quase 24 horas.

Alertados, integrantes da Executiva do partido analisaram em segredo os efeitos do terremoto brasiliense sobre a sigla. No centro da encrenca estava Paulo Octávio, um filiado que o DEM evitara lançar ao mar em dezembro do ano passado, quando o panetonegate explodira.

A iminência da prisão de Arruda reacendeu uma divisão que eletrifica os subterrâneos do DEM. A tribo ‘demo’ está cindida em dois grupos. De um lado, a turma do “mata-e-esfola”. Do outro, a ala do “deixa-como-tá-pra-ver-como-é-que-fica”.

Foram à mesa algumas propostas. Entre elas a dissolução do diretório do DEM-DF e o desembarque coletivo dos filiados da legenda dos quadros do GDF.

Um dos participantes das conversas contou ao repórter uma passagem emblemática. A certa altura, um dirigente do DEM disse que, antes de tomar qualquer providência, conviria ouvir o vice-governador Paulo Octávio, mandachuva da legenda no DF. Abespinhado, um senador interveio: “Você não está entendendo. O Paulo Octávio tem que ser expulso do partido”.

Lero vai, lero vem o DEM optou por administrar a crise a golpes de barriga. No dia seguinte, quinta-feira (11) da semana passada, sobreveio a prisão de Arruda. E o vice Paulo Octávio foi à cadeira de governador.

Reacendeu-se o incêndio que o DEM imaginara ter apagado em dezembro, no alvorecer do escândalo. O DEM tenta apregoar a lorota de que lida com o seu mensalão com um rigor que o PT não foi capaz de imprimir ao mensalão dele. Porém... Porém, a firmeza do DEM tem a consistência de um pote de gelatina.

Mesmo a exclusão de Arruda foi às manchetes com a forma de uma pseudoexpulsão. A Executiva do partido deu tempo a Arruda para recorrer ao Judiciário. Malogrado o recurso, o DEM deu prazo ao governador para se desfiliar, antecipando-se ao vexame da expulsão. De resto, a cúpula do DEM decidiu fingir que Paulo Octávio estava limpo. Uma ilusão que se desfaz nos desvãos do inquérito do panetonegate.

Para complicar, em pleno recesso do Congresso, o diretório brasiliense do DEM, comandado por Paulo Octávio, saiu-se com uma nota de apoio ao pseudoexpulso Arruda. Liderada por Demóstenes Torres e Ronaldo Caiado, a turma do “mata-e-esfola” voltou à carga. Acenou-se com a hipótese de dissolução do diretório de Brasília e abertura de processo contra Paulo Octávio.

Sob o barulho, vicejou, de novo, a inação. Como explicar? Simples: o pedaço do DEM adepto à tese do “deixa-como-tá-pra-ver-como-é-que-fica” lida com a crise movida pelo medo. Medo de que Arruda, agora hospedado no PF’s Inn, resolva abrir a boca e o baú que armazena os segredos financeiros do DEM.

Único governador eleito pela legenda em 2006, Arruda tornou-se um grande provedor do DEM. No pleito municipal de 2008, a máquina ‘demo’ de Brasília borrifou verbas nas arcas de comitês de campanha instalados em várias partes do país. Arruda ajudou a forrar, por exemplo, o caixa de campanha de Gilberto Kassab, o prefeito ‘demo’ reeleito em São Paulo.

A direção do partido alega que todo dinheiro vindo de empresas fornecedoras do GDF ingressou nos livros do DEM pela porta da frente, mediante recibo. A turma de Arruda insinua que a coisa não foi bem assim. Uma parte do dinheiro teria transitado por baixo da mesa.

As hesitações da direção do DEM tonificam as suspeitas. Paira no ar a impressão de que, se resolver destravar os dois ‘Bs’ que lhe restam (boca e baú), Arruda pode produzir um novo escândalo, tão devastador quanto o primeiro."


Sem mais delongas, já vou explicando a tal incompletude do texto de Josias. Ele esqueceu de dizer as conseqüências não só de Arruda abrir a boca, mas de haver intervenção no DF: se Kassab for envolvido Serra também será, por mais que tentem blindá-lo. E isso aconteceria em plena campanha eleitoral."

FONTE: escrito por Eduardo Guimarães em seu blog "Cidadania.com" [título colocado por este blog].

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Eduardo Guimarães: AS BOFETADAS E O SORRISO

Lí no Democracia e Política>

Eduardo Guimarães

"Ao ver a insistência dos meios de comunicação aliados de José Serra de vincularem José Roberto Arruda a Lula e ao PT, chego a pensar que não se trata, apenas, de uma tentativa real de influir na política enganando o eleitorado, mas da intenção deliberada desse grupo político de meramente esbofetear seus adversários.

A insinuação dos jornais, revistas, tevês, rádios e portais de internet é a seguinte: podemos fazer tudo. Somos senhores da realidade. Podemos fazer com que a queda de Arruda, adversário político de Lula, seja vista como queda de um aliado do presidente e com que as pessoas vinculem o governador pefelê ao PT, invertendo essa prova que sobreveio de que os acusadores do partido e do presidente da República é que são os verdadeiros corruptos.

Esse conclave político-midiático considera a guerra psicológica uma espécie de componente do jogo político. Esbofetear aqueles que sabem que Arruda é um expoente da oposição a Lula, um aliado de José Serra que estava sendo anunciado há umas boas semanas como provável candidato a vice na chapa do tucano à Presidência, abalaria o moral dos petistas e do seu eleitorado.

A teoria da mídia não deixa de ter algum fundamento. Desde a prisão de Arruda, pelo menos aqui em São Paulo muita gente está criticando Lula pelo que aconteceu com o aliado de Serra. E não falo apenas de pessoas comuns que se põem a mentir deliberadamente por não gostarem de Lula, do PT e, agora, também de Dilma. Falo de pessoas sem maior politização.

Vocês sabem por que o PFL mudou seu nome para “Democratas”? Porque o partido estava muito desgastado com seus constantes escândalos e, assim, precisava enganar o eleitorado, aparecendo como uma nova força política “na praça”. E deu certo. Um partido que já era visto como símbolo da corrupção (o PFL) conseguiu eleger o prefeito da maior cidade do país e o governador da capital da República.

Querem se assustar mais? Tem muita, mas muita gente que não sabe que o Democratas é o PFL, assim como há muita gente que pensa que Serra é o candidato de Lula à Presidência, assim como, agora, também há muita gente que pensa que Arruda era aliado do presidente da República.

Como funciona isso? Ora, vá aos blogs do Noblat, do Josias de Souza, do Reinaldo Azevedo, por exemplo; ou aos portais UOL, G1, IG, Terra; ou às Globos, ao SBT, à Band, à RedeTV!, à TV Gazeta, à TV Cultura, à CBN, à Eldorado; ou à Folha de São Paulo, ao Estadão, à Veja, enfim, vá à grande mídia e verá cobranças a Lula por conta de Arruda. Claramente. Como se fosse a coisa mais natural do mundo cobrar um político pelas estripulias de seus adversários.

Como fizeram isso? Distorceram declarações do presidente como a de que não seriam as imagens da corrupção de Arruda que o condenariam, mas, sim, o devido processo legal, ou de que é lamentável, para a classe política, o que aconteceu com o governador de Brasília, obviamente que não devido à queda de um inimigo político de Lula ser ruim para ele, mas porque desmoraliza ainda mais a classe política junto à sociedade.

Mas será que esses meios de comunicação, será que esses jornalistas que mencionei acham que podem fazer o país pensar que Arruda é problema de Lula? Será o conjunto do povo tão estúpido assim?

Não é preciso pensar muito para responder que é claro que não, que só uma parte da sociedade é assim tão mal informada, tão ignorante sobre política – e sobre tudo, pois quem cai num golpe desses não sabe nem onde tem o nariz. Contudo, é justamente esta parcela da sociedade que é o alvo. E não é uma parcela muito pequena, há que dizer.

O que essa mídia pretende, pois, é que essa parcela canalha dos brasileiros que acusa, de forma consciente e proposital, quem jamais foi flagrado como foi o grupo político de Serra e Arruda, junte-se àqueles inocentes úteis que não têm a menor noção do que está acontecendo no país e que, assim, compram a mentira de que Lula tem algo que ver com o governador caído de Brasília.

Mas, também, essa gente aproveita para infligir um sofrimento psicológico aos seus adversários inundando a mídia com uma mentira absurda sem que estes tenham como reagir à altura sem levantar um enorme debate que não ficaria bem os alvos dessa farsa enfrentarem, pois pareceria que têm culpa no cartório.

Eis a bofetada que levam os homens e mulheres decentes e conscientes desta nação. É nesta hora, porém, que, apesar da indignação, temos que manter a serenidade e a confiança no povo brasileiro, na verdade e na justiça. Mais do que nunca, as vítimas dessas hienas temos que ter em mente o sábio dito popular que reza que “Quem ri por último, ri melhor”."

FONTE: escrito por Eduardo Guimarães e postado em seu blog "Cidadania.com".

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Deve Ser A Política uma Coisa Nojenta? (2)

Do blog Viomundo do Luis Carlos Azenha, matéria originalmente publicada em 17.12.09 na Carta Capital e reproduzida ontem 12.02.10. Prepare seu estômago!
Leandro Fortes: Escândalo sem fim 

Atualizado e Publicado em 12 de fevereiro de 2010 às 19:0717/12/2009 12:51:50

Leandro Fortes, na CartaCapital

Quando vieram à tona os vídeos da corrupção da turma do panetone, próceres do DEM, o ex-PFL, disseram a jornalistas que o partido não se comportaria como os demais e puniria duramente os envolvidos no episódio, inclusive o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Era mais um belo conto de Natal. A expulsão sumária, defendida por uma parcela da legenda, virou um processo investigatório de dez dias. O prazo acabou estendido por tempo indeterminado até se transformar na solução de praxe nesses casos: na quinta-feira 10, “premido pelas circunstâncias”, Arruda anunciou seu desligamento e acabou com o constrangimento do DEM de ter de expulsar seu único governador eleito.

Talvez seja esta, no momento, a melhor notícia para os ex-pefelistas, mas não necessariamente para Arruda. A violência da polícia do Distrito Federal contra os manifestantes que protestavam no Eixo Monumental, a principal via de Brasília, revelou o quanto anda insustentável a situação do governador. Enquanto reprimia a cassetetes e gás lacrimogêneo os protestos, Arruda tentava em vão deter os processos de impeachment em curso na Câmara Distrital.

Sem contar na nova onda de denúncias. Segundo apurou CartaCapital, o Ministério Público e a Polícia Federal miram agora irregularidades cometidas na Secretaria de Educação. As ramificações dessa apuração podem chegar ao governo paulista do tucano José Serra.

Principal ponto de contato entre Arruda e Serra, o setor em Brasília foi dominado, nos últimos três anos, por dois prepostos do deputado federal e ex-ministro Paulo Renato Souza, atual secretário de Educação de São Paulo. Juntos, os ex-secretários Maria Helena de Castro e José Luiz Valente emplacaram 503 milhões de reais em contratos sem licitação entre 2007 e 2009.

Somente agora, graças à ação da PF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi possível mapear as ligações entre os contratos da Secretaria de Educação do Distrito Federal e as empresas envolvidas no esquema de propinas e pagamentos de subornos a deputados distritais da base política de Arruda.

O ponto de partida dessa investigação foi a menção, no inquérito da Operação Caixa de Pandora, do nome do empresário Nelson Lawall, gravado em uma conversa por Durval Barbosa. Em uma das fitas do ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda, feita sob monitoramento da PF, o empresário reclama dos altos valores das propinas cobradas por operadores do esquema do governo do DEM.

Lawall é dono da empresa Juiz de Fora Serviços Gerais, velha conhecida do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Contratada pela Secretaria de Educação em 2000, durante o governo de Joaquim Roriz (ex-PMDB, atual PSC), a Juiz de Fora foi uma das estrelas da CPI da Educação da Câmara Legislativa do DF entre 2005 e 2006, por conta de diversos contratos feitos sem licitação. Ainda assim, em novembro de 2006, no apagar das luzes do mandato-tampão da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), ex-vice de Roriz, o contrato com Lawall foi renovado, mais uma vez com dispensa de licitação.

Os investigadores acreditam na existência de um acordo de financiamento ilegal de campanha em 2006, cuja contrapartida de Arruda seria garantir um fluxo permanente de recursos à Juiz de Fora Serviços Gerais. De fato, a partir da gestão da secretária Maria Helena de Castro, em 2007, foram injetados 33 milhões de reais na empresa de Lawall, por meio de uma ação administrativa baseada em duas fontes pagadoras, expediente que iria se repetir em quase todos os pagamentos da Secretaria de Educação em diversos contratos, a maioria sem licitação dali por diante.

Em 2007, para a Juiz de Fora, 22 milhões de reais vieram do orçamento da secretaria, e 11 milhões de reais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), recurso federal repassado pelo Ministério da Educação. Nomeada por Arruda em 1º de janeiro daquele ano, a secretária Maria Helena deixou o governo distrital seis meses depois, em 11 de julho, para assumir o mesmo cargo no governo Serra. Ficou no posto em São Paulo por oito meses, até ser substituída por Paulo Renato, seu ex-chefe no Ministério da Educação nos tempos de Fernando Henrique Cardoso.

Embora tenha nomeado Maria Helena, Arruda fez questão de colocar na secretaria um homem de confiança, Gibrail Nabih Gebrim, para ser o gestor do contrato com a Juiz de Fora. Menos de um ano antes, Gebrim havia sido indiciado pela CPI da Educação. Sua “especialidade”, concluiu a CPI, era “fabricar emergências” e assim justificar contratos sem licitação. À época, quem ocupava o cargo de secretária de Educação era Eurides Brito, hoje deputada, flagrada em um vídeo a enfiar sofregamente maços de dinheiro em uma enorme bolsa de couro. O Tribunal de Contas chegou a sugerir que Gebrim fosse proibido de ocupar qualquer cargo comissionado no governo distrital, mas Arruda ignorou a decisão.

Maria Helena de Castro acabou substituída por outro ex-funcionário de Paulo Renato no MEC, José Luiz Valente, afastado recentemente da Secretaria de Educação após Barbosa acusá-lo de receber 60 mil reais de propina para beneficiar empresas ligadas ao esquema de corrupção. Em 2008, com Valente no cargo, a empresa de Lawall recebeu mais 36 milhões de reais, dos quais 21 milhões de reais oriundos do caixa da Secretaria de Educação, e 15 milhões de reais do Fundeb.

Em 2009, a sangria continuou em ritmo acelerado. Até deixar o cargo, há duas semanas, Valente havia autorizado o pagamento de mais 34 milhões de reais à empresa (24 milhões de reais do orçamento e 10 milhões de reais do Fundeb). Ao todo, a Juiz de Fora levou, até agora, 103 milhões de reais do governo do DEM. O contrato milionário firmado entre a Secretaria de Educação com o inconformado pagador de propinas gravado por Durval Barbosa, no entanto, está longe de ser o único.

Levantamento feito a partir do Siggo, o Sistema Integrado de Gerenciamento Governamental, pelo qual autoridades locais e deputados distritais podem acompanhar os gastos da administração do Distrito Federal, revelam contratos da Secretaria de Educação com mais três empresas suspeitas, todas investigadas pela Operação Caixa de Pandora. Uma delas, a Linknet, recebeu 183 milhões de reais, graças a sucessivos contratos feitos, sem licitação, na área de informática. Outra, a Info Educacional, levou 15 milhões de reais. E, finalmente, o Instituto Sangari, dono de um contrato de 289 milhões de reais.

A participação da Linknet na Secretaria de Educação serviu apenas para reforçar a posição de Gilberto Lucena, dono da empresa, dentro do esquema de corrupção. Lucena aparece em um dos últimos vídeos gravados por Barbosa em 2009 também a reclamar dos porcentuais cobrados nas propinas. Aproveita para incriminar o vice-governador, Paulo Octávio Pereira. Ao longo da gravação, o empresário afirma que Paulo Octávio recebe 30% de comissão sobre os contratos e acusa Arruda de ser “amigo do capeta”. Aponta ainda outros dois auxiliares do governador como beneficiários de propinas, o corregedor Roberto Giffoni e o secretário de Planejamento, Ricardo Pena.

Em 2007, a Linknet recebeu 15,5 milhões de reais em contratos firmados com as secretarias de Educação e Planejamento. No ano seguinte, dos 77 milhões de reais recebidos do GDF, 1,8 milhão de reais vieram do Fundeb. Em 2009, outros 77,5 milhões foram destinados à empresa de Lucena, sempre sem licitação, dos quais 1 milhão de reais oriundos do Fundeb.

Tratamento semelhante foi dispensado à Info Educacional. O contrato foi estipulado- em 11,9 milhões de reais para serviços de aquisição de tecnologia nas áreas de língua portuguesa e matemática, inclusive com acesso a licenças permanentes de uso de softwares. Embora seja um contrato de três anos, a contar de dezembro de 2008, o governo Arruda já pagou à Info Educacional quase 15 milhões de reais – 3 milhões de reais acima do valor estipulado para todo o período do contrato.

Já o Instituto Sangari conseguiu fechar um negócio invejável com o governo do DEM: tornou-se o responsável pela implantação do projeto Ciência em Foco, voltado para o ensino de ciências naturais nas escolas públicas de ensino fundamental e médio. Orçado em 289 milhões de reais, o contrato foi colocado sob suspeita no inquérito da Polícia Federal. Em depoimento à PF e ao Ministério Público Federal, Barbosa afirmou que, em contrapartida ao apoio financeiro durante a campanha de 2006, Arruda teria prometido ao empresário Ben Sangari, dono do instituto, implantar o Ciência em Foco.

Implantado em 2008, o projeto logo chamou a atenção do Tribunal de Contas distrital por causa dos altos valores envolvidos. Na avaliação feita por conselheiros do tribunal, não apenas o preço cobrado pelo Sangari foi considerado alto demais. Segundo o relatório, não era de boa qualidade o material didático fornecido pelo instituto. Mas foi mesmo o custo do Ciência em Foco que saltou aos olhos, quase no mesmo patamar de programas nacionais do MEC. Entre eles, o de distribuição de livros didáticos por todo o País, em 2009, orçado em 302 milhões de reais. Ou seja, apenas 3 milhões de reais mais caro que o projeto do governo do DEM, aplicado apenas no Distrito Federal.

De acordo com o assessor de imprensa da Secretaria de Educação, João Alberto Ferreira, o projeto Ciência em Foco nunca foi investigado, mas apenas auditado pelo Tribunal de Contas, que teria feito recomendações de aprimoramento. Segundo ele, as recomendações foram acatadas. O assessor informa que o projeto atende 311 mil estudantes em 525 escolas, com aplicação prevista de cinco anos. Ferreira alega que uma licitação chegou a ser feita em 2007, mas o processo fracassou por falta de qualificação dos concorrentes. Por essa razão, explica o assessor, a secretaria decidiu contratar o Instituto Sangari, “única empresa a se apresentar que atendia plenamente ao projeto básico”.

Sobre o contrato com a Info Educacional, Ferreira argumentou que a escolha foi feita a partir de pregão eletrônico, em 21 de julho de 2008. O valor inicial do contrato, de 11,9 milhões de reais, segundo ele, sofreu um aditivo de 25% (foi para cerca de 15 milhões de reais), porque o número de escolas a serem atendidas pulou de 173 para 216. Detalhe: o aditivo foi aprovado apenas dez dias depois da assinatura do projeto original. No caso da Linknet, a quem o governo Arruda pagou 183 milhões de reais, Ferreira afirma ter sido uma contratação da central de compras subordinada ao secretário de Planejamento. “Nós apenas aderimos. Não temos nada a ver com a execução”, informou o assessor.

A renovação do contrato com a Juiz de Fora Serviços Gerais em 2006, diz Ferreira, é de responsabilidade do ex-governador Joaquim Roriz. A partir de 2007, no governo Arruda, informa o assessor, iniciou-se um processo licitatório que foi suspenso e revogado pelo Tribunal de Contas. “Com essa suspensão, para garantir o funcionamento das instituições educacionais, a Secretaria de Educação realizou um contrato emergencial”. Outra licitação foi aberta em 2008, mas novamente suspensa. Apenas em setembro, quando os boatos sobre uma ação da PF começaram a circular, o processo foi concluído sem surpresas: a vencedora foi a empresa de Lawall.

FONTE: Viomundo

"Uma população condicionada ao conformismo não se arrisca a exigir seu direito nem consegue solidarizar- se com os demais para enfrentar coletivamente a dominação" 
(Plínio de Arruda Sampaio)

Deve Ser A Política uma Coisa Nojenta? (1)

Do blog Viomundo do Luis Carlos Azenha, matéria originalmente publicada em 04.12.09 na Carta Capital e reproduzida ontem 12.02.10.
  
Gilberto Nascimento: As ramificações do panetone
Atualizado em 12 de fevereiro de 2010 às 22:40 | Publicado em 12 de fevereiro de 2010 às 19:09

04/12/2009 22:18:16

Gilberto Nascimento, na
CartaCapital

Qual o poder de contaminação dos escândalos da administração José Roberto Arruda na aliança PSDB-DEM? O tempo e as investigações vão mostrar. Por enquanto, é possível seguir o novelo de Brasília até o governo estadual paulista e a prefeitura da capital.

A Uni Repro Serviços Tecnológicos Ltda., empresa apontada em gravações como responsável por repasses de dinheiro ao subsecretário de Saúde e presidente do PPS no Distrito Federal, Fernando Antunes, mantém 35 contratos com o governo do estado de São Paulo, no valor total de 38 milhões de reais. Em uma transcrição de conversa gravada em vídeo, a diretora-comercial da empresa, Nerci Bussmra, diz que Antunes teria pedido dinheiro “para o partido dele” e “para ajudar o Freire (o ex-deputado Roberto Freire, presidente nacional do PPS) em São Paulo”. Freire negou envolvimento e disse não ter dado autorização a ninguém para pedir dinheiro em seu nome.

No governo Serra, a Uni Repro firmou contratos entre 2002 e 2009 para prestação de serviços às secretarias estaduais de Saúde, Educação, Esportes e de Direitos da Pessoa com Deficiência e a órgãos e empresas estatais como o Instituto Florestal, Sabesp, Nossa Caixa (incorporada recentemente ao Banco do Brasil), Companhia do Metropolitano (Metrô), Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Os contratos, ainda em vigor, preveem a locação de máquinas copiadoras analógicas, confecção e fornecimento de impressos e serviços de reprografia, heliografia, plastificação e encadernação, entre outros.

Na gestão Kassab, a Uni Repro recebeu 48,1 milhões de reais por diversos contratos entre 2006 e 2009. A empresa começou a fornecer serviços de fotocópia à Secretaria de Saúde Municipal e depois foi recontratada por outras secretarias e subprefeituras. Outra empresa citada no esquema do DEM em Brasília, a Call Tecnologia, também presta serviços à Prefeitura de São Paulo e recebeu, de fevereiro de 2006 até novembro deste ano, 58,8 milhões de reais.

Saíram dos cofres da Prefeitura de São Paulo, no total, 106,9 milhões de reais- para as duas empresas envolvidas no escândalo. Segundo a Secretaria de Saúde, os contratos “foram baseados na Lei de Licitações”. Kassab afirmou ter havido “muita transparência” e disse que a prefeitura “está aberta a colaborar com as ações do Ministério Público”. A CPI do IPTU na Câmara Municipal de São Paulo chegou a investigar a Call Tecnologia por suspeita de fraudes. Na quarta-feira 2, o vereador Antonio Donato (PT) pediu à Câmara Municipal de São Paulo a convocação dos dirigentes da Uni Repro para depor sobre as denúncias. A empresa não se manifestou.

Outra figura envolvida no escândalo do DF foi alvo de denúncias e investigações em São Paulo: Virginia Wady Debes Pacheco. Segundo ficha cadastral da Junta Comercial de São Paulo emitida em março deste ano, ela é uma das sócias da Uni Repro, ao lado de Carlos Alberto Pacheco. A mesma Virginia aparece, em ficha emitida na terça-feira 1º, como sócia da AMP – Serviços de Diagnóstico por Imagem Ltda., conhecida pelo nome fantasia Amplus. Esta empresa foi denunciada em abril à Procuradoria da República de São Paulo.

A Amplus foi contratada pela prefeitura paulistana em março de 2006, ainda na gestão de Serra, para oferecer serviços de diagnóstico por imagem, em um período de três anos, no valor de 108 milhões de reais. Dois anos depois, o Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM) julgou irregulares o pregão, o contrato e o seu aditamento. Determinou, então, a suspensão do acordo.

A Secretaria Municipal de Saúde demorou oito meses para cumprir a ordem do TCM. A prefeitura definiu novos operadores do serviço no ano passado, a apenas quinze dias do fim do contrato. A Amplus ainda entrou na mira do Ministério Público do Trabalho por causa de fraudes trabalhistas e sonegação de ao menos 1,2 milhão de reais ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com a utilização de 33 empresas de fachada ou cooperativas de mão de obra irregulares. A InfoEducacional, mais uma empresa citada na Operação Caixa de Pandora, teve contratos com os governos tucanos de São Paulo, entre 2004 e 2006, no total de 12,8 milhões de reais.

Além de ver o DEM, o seu fiel parceiro político, se desintegrar em meio à exibição de vídeos em que políticos do partido aparecem guardando dinheiro na cueca e nas meias, o governo paulista do PSDB enfrentou outros dissabores. Ao concluir o relatório da Operação Castelo de Areia – investigação sobre denúncias de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo diretores da Construtora Camargo Corrêa –, a Polícia Federal citou remessas de dinheiro possivelmente feitas ao Palácio dos Bandeirantes, em 30 de setembro de 1996, no total de 45 mil dólares.

O documento da PF cita outras anotações de um suposto pagamento a Aloysio Nunes Ferreira, hoje chefe da Casa Civil do governo Serra. Em 14 de setembro de 1998, quando disputava uma vaga a deputado, Aloysio teria recebido 15 mil dólares. Teriam sido enviados recursos também ao peemedebista Michel Temer, atual presidente da Câmara dos Deputados, entre 1996 e 1998, no total de 345 mil dólares. Ferreira e Temer negaram o recebimento. O presidente da Câmara classificou a citação a seu nome de “infâmia”. Também o diretório do PSDB em São Paulo teria sido beneficiado, em 24 de julho de 1996, com 200 mil dólares.

Na terça 1º, o Ministério Público Federal ofereceu nova denúncia contra os diretores da Camargo Corrêa Pietro Giavina Bianchi, Darcio Brunato e Fernando Dias Gomes, além do doleiro Kurt Paul Pickel, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e evasão de divisas. Segundo as investigações, a empreiteira teria pago propina em três obras públicas nas quais venceu a licitação: na construção de embarcações petrolíferas no Rio de Janeiro, na construção de hospitais em cinco cidades do Pará e em uma obra para a prefeitura de Caieiras, na Grande São Paulo. No Pará, de acordo com manuscritos apreendidos em pastas e pen drives de um dos diretores da empreiteira, o dinheiro teria sido entregue a dois partidos: o PT e o PMDB.

FONTE: Viomundo

"Uma população condicionada ao conformismo não se arrisca a exigir seu direito nem consegue solidarizar- se com os demais para enfrentar coletivamente a dominação"
(Plínio de Arruda Sampaio)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Conversa Afiada: O que une FHC, Artur Virgílio e Álvaro Dias ? Arruda

12/fevereiro/2010 12:14
Quando o Farol lançar sua obra, quem escreverá na orelha do livro 
?
Quando o Farol lançar sua obra, quem escreverá na orelha do livro ?

Sugestão do amigo navegante Rivaldo, de Salvador:
Enviado em 11/02/2010 às 22:03
Do Blog do Rodrigo Vianna
O que Fernando Henrique Cardoso, Artur Virgílio e Álvaro Dias têm em comum?
A resposta está nessa nota, publicada na coluna “Panorama Político”, de Ilimar Franco, em “O Globo”:
—————————————————————————————————
“Esqueçam o que escrevi

Em baixa depois do mensalão, o governador José Arruda (DF) já foi muito festejado.
Em 2008, foi editado o livro “Brasília: Preservação e Legalidade. Desafios do Governo”.

A orelha da publicação é recheada de elogios.
1. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: “Pela boa administração que exerce no DF, José Roberto Arruda é hoje uma das principais lideranças do cenário político nacional”.
2. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM): “Arruda serve para ser candidato a presidente da República pelo Democratas”.
3. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR): “Arruda não fez barganha. Não instalou um balcão de negócios para oferecer a este ou àquele partido”. Que coisa! ”

FONTE: Conversa Afiada

Prisão de Arruda: PIG sai na frente e tenta blindar a candidatura de José Serra

Lí no Bodega Cultural de Carlinhos Medeiros:

O Futuro do PSDB, DEM e PPS

O portal de notícias UOL amanheceu com a seguinte manchete, por Raquel Maldonado: “Com telhado de vidro, oposição não deve explorar prisão de Arruda na campanha eleitoral, dizem especialistas” [...]

Eu gostaria muito de participar de uma dessas entrevistas para saber que tipo de “especialistas” são procurados para orientar o PIG. Neste caso, especificamente, o especialista e não “os especialistas” é Humberto Dantas, cientista político do Centro de Pesquisa e Comunicação (Cepac). Ele não deve ter parentesco com Daniel Dantas, creio eu, mas eu o conheço pelo nome de medo!

Tenho medo!

A oposição está se borrando de medo. Tanto pela notória incompetência do José Serra em administrar o maior e mais rico estado do Brasil quanto pelo povo estar "careca" de saber que DEM, PSDB e PPS andam junto desde o começo do governo Lula, fazendo-lhe oposição, inventando CPIs, travando a todo custo projetos que beneficiam o Brasil como um todo.

Ora, pois, vamos fazer outra análise, mesmo não sendo um cientista político como "Seu Dantas". O PT sendo ético poderia muito bem não usar deste expediente para tirar vantagem política, mas deverá “faze-lo-o” peremptoriamente sob pena de perder a grande oportunidade de mostrar para o Brasil quem são os verdadeiros corruptos, que sempre dilapidaram a Nação enquanto estiveram no poder, e que no Governo Lula a corrupção apareceu porque ela estava escondida, blindada pelos "Brindeiros" da era tucana.

Outro fato é que -- perdoe-me o cientista de araque que deu a orientação ao PIG -- são casos extremamente antagônicos, o mensalão do PT e o mensalão do DEM.

No primeiro o que existiu foi o uso de caixa 2 feito através de empréstimos em bancos privados, como consta nos autos. Tanto é que todos os envolvidos foram absolvidos.

Já o mensalão do DEM o que existia era a cobrança de propina, muitas vezes recursos financeiros saídos do próprio estado, uma vez que, basta superfaturar uma obra ou serviços, para pagar os deputados distritais e aumentar o patrimônio publico dos bandidos.

Afinal, quem tem telhado de vidro?

Pra cima deles PT!

FONTE: Bodega Cultural

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Para não cair no esquecimento: Vote num careca e leve 2 (José Serra)

Dessa vez "De Gaulle" teve que enfiar a viola no saco


Aleluia!
Foi feita JUSTIÇA!

Pela primeira vez na história desse país(sic), um político acusado de corrupção, teve a sua prisão decretada.
Em meu post anterior citei De Gaulle, o general francês e sua célebre frase: "o Brasil não é um país sério", e fiquei aqui rezando que pelo menos uma vez na vida ele não continuasse com a razão.

Minhas preces foram atendidas. Desculpe-me general, dessa vez por favor, enfie sua viola no saco.

Por 12 votos a favor e 2 contrários (ainda teve 2 votos contra???), o Governador Arruda foi condenado a permancer em cana enquanto as investigações sobre o Mensalão do DEMo seja apurado.

A seguir essa maré de novidades "nunca antes" vivenciadas na história do Brasil, creio que dessa vez o "Timão" será campeão da taça Libertadores da América, para delírio dos corinthianos e do Presidente da República, Lula da Silva!

Amém!

O "quase" vice de Serra a um passo de ter sua prisão preventiva decretada

É esperar para ver se a justiça brasileira poderá ser considerada "JUSTIÇA" e assim contrariarmos pelo menos uma vez na vida, o antigo general francês Charles de Gaulle em sua afirmação de que o Brasil não é um país sério.
E de pensar que o cidadão, cujas costas pesam acusações sombrias, era cotadíssimo para ser candidato a vice presidente de José Serra....

Ministro manda prender Arruda e STJ avalia o caso

Arruda anuncia sua desfiliação do DEM em discurso Foto: Andressa 
Anholete/Jornal de Brasília/Futura Press Arruda é invsetigado também por formação de quadrilha, peculato e corrupção passiva e ativa
Foto: Andressa Anholete/Jornal de Brasília/Futura Press

Claudia Andrade e Luciana Cobucci
Direto de Brasília

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fernando Gonçalves ordenou, nesta quinta-feira, a prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e mais cinco pessoas por tentativa de suborno do jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, testemunha do mensalão do DEM. A Corte Especial, composta pelos 15 membros mais antigos do tribunal, está reunida para avaliar a decisão do ministro e decidir se vai mantê-la. O ministro relator leu o voto e outros 13 membros vão votar - o presidente da Corte não vota.

Se prevalecer a determinação do relator, será expedida imediatamente a ordem de prisão de Arruda, Geraldo Naves, Wellington Moraes, Rodrigo Arantes Carvalho, Haroldo Brasil Carvalho, e Antonio Bento.
Na terça-feira, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, encaminhou ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedido para que o Ministério Público tome medidas judiciais a fim de garantir o afastamento imediato e até a prisão do governador.

A Polícia Federal recebeu imagens que comprovariam o suborno do servidor aposentado Antônio Bento da Silva ao jornalista, uma das testemunhas mais importantes do suposto esquema de pagamento de propinas. Segundo a corporação, o vídeo mostra o momento em que Silva entrega uma sacola com R$ 200 mil em espécie para o jornalista.

Segundo a PF, Edson Sombra disse a Silva que receberia o dinheiro para mudar seu depoimento a favor de Arruda para facilitar a prisão em flagrante do aposentado. Sombra teria sido o responsável por convencer o ex-secretário de Relações Institucionais e pivô do escândalo, Durval Barbosa, a delatar o esquema à polícia.

FONTE: TERRA

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Miro: Mídia oculta conexões Serra-Arruda

Do Blog do Miro: O PIG dando uma de cego, surdo e mudo!

Há algumas semanas, o blogueiro Luis Nassif adverte para um fato grave que continua ignorado pela mídia golpista. “Duas investigações em andamento – a Operação Castelo de Areia e o caso José Roberto Arruda – estão batendo direto no sistema de financiamento de campanha do governador José Serra... Não é nada trivial. Não se trata de denúncias de oposição, de suspeitas, mas de investigações policiais calcadas em provas, depoimentos de testemunhas, documentos”.

No final de dezembro, a revista CartaCapital confirmou a existência da “conexão Serra-Arruda”, como Nassif batizou sua descoberta. Ela revelou que o administrador de empresa Ailton de Lima Ribeiro, “homem de confiança de José Serra”, é um dos envolvidos no escândalo do “mensalão do DEM”. Filiado ao PSDB, Ribeiro trabalhou com Serra no Ministério da Saúde e na prefeitura de São Paulo. Na sequência, prestou serviços ao prefeito demo Gilberto Kassab. Desde março de 2009, ele era um colaborador íntimo de José Roberto Arruda, o governador do Distrito Federal.

“Homem de confiança de Serra”

Segundo aponta a revista, “ao desenrolar o novelo do Arrudagate, o fio das investigações aponta para um esquema formado por uma rede de empresas beneficiadas por contratos milionários no Distrito Federal e em São Paulo”. Ribeiro é o principal envolvido. O gestor tucano já havia sido alvo de outras denúncias. Após ocupar vários cargos importantes no Ministério da Saúde, ele foi afastado do órgão durante as investigações da Máfia do Sangue. Em outubro de 2008, também foi citado no rastro da investigação da Operação Parasitas, que apurou a existência de um grupo de empresas que fraudava e superfaturava contratos na área de saúde com a prefeitura paulistana.

Com o estouro do escândalo do “mensalão do DEM” de Brasília, outro demo, Gilberto Kassab, decidiu suspender o contrato milionário, sem licitação, feito pela Secretaria Municipal de Saúde com o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), no valor de R$ 15,8 milhões. “A prefeitura já havia pago, antecipadamente, R$ 2 milhões. Surpresa: Ribeiro faz parte da diretoria do Iabas. O seu nome consta do site da organização como diretor de gestão em saúde pública”, relata a revista, que descreve outros casos sinistros envolvendo o versátil administrador tucano.

Ensurdecedor silêncio da imprensa

Para o blogueiro Luis Nassif, não há mais dúvidas sobre a existência da conexão Serra-Arruda. A sujeira é fedorenta. Ele observa que a reportagem confirma “um novo operador de José Roberto Arruda, diretamente ligado ao governador Serra. Antes de Arruda, o operador atuou diretamente na montagem do sistema de terceirização da saúde em São Paulo. Há tempos pessoas do setor tinham me dito que o modelo era a reedição dos esquemas pesados do PAS, da gestão de Paulo Maluf”. Luis Nassif é taxativo: “Ailton de Lima Ribeiro é homem de confiança de Serra”.

Ele destaca ainda que “o prefeito Kassab anulou um contrato milionário, sem licitação, entre a Secretaria da Saúde do município – sob responsabilidade de Januário Montone, também ligado diretamente a Serra. Um dos sócios da empresa sob suspeita é o próprio Aílton”. Outra pista é que Ailton seria “o principal responsável pela contratação, em São Paulo, das mesmas empresas de informática que integram o esquema de Arruda”. Diante de tantos indícios, é muito estranho o ensurdecedor silêncio da mídia. Será que existiria também uma conexão Serra-Arruda-mídia?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

FBI: GILBERTO KASSAB SERÁ A BOLA DA VEZ

Lí hoje no Democracia e Política:


Arruda e José Serra Maquiavel

Do "Festival de Besteiras da Imprensa":

"Teoria da conspiração do FBI sobre o caso Arruda ganha mais uma evidência

No dia 30 de novembro de 2009, publiquei a minha teoria da conspiração sobre o caso Arruda.

Resumindo, a “detonação” do Arruda faz parte da estratégia do Serra de colocar o DEM “no seu devido lugar” e impor a chapa Serra-Aécio.

Ontem [27/01], o G1 informou que o Arruda vai processar o Noblat, por ter publicado em seu blog o seguinte:

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), anunciou na noite desta quarta-feira (27) que vai ingressar na Justiça com ações criminal e civil contra o jornalista Ricardo Noblat.

“Em seu blog, Noblat publicou na data de hoje (27/01/10) afirmação de que o Governador teria oferecido o valor de ‘R$ 4 milhões a cada deputado Distrital que vote contra o impecheament dele’, diz a nota divulgada pelo governo do Distrito Federal.”


Qual a evidência da teoria da conspiração do FBI?

O Noblat é amigo do Serra!

Ora, o Noblat jamais publicaria algo que não fosse para ajudar na estratégia do Serra.

O Noblat não escreve nada ao acaso ou por motivos meramente jornalísticos; tudo o que ele escreve tem motivação política.

O Arruda, por sua vez, sabe que foi “detonado” na estratégia serrista.

Por isso, o recado público de que vai processar o Noblat.

Na verdade, o que ele está fazendo é dizer para o Serra: 'aguarde, vai ter troco!'

Em algum momento essa história virá à tona. Enquanto ela não vem, fiquemos com as evidências, que estão cada vez mais fortes.

As evidências da teoria da conspiração do FBI: farta cobertura do escândalo, com muita imagem, pelos principais veículos das Organizações Serra; a não publicação do caso Arruda, pelos jornais de Minas Gerais – denunciada neste blog -; o silêncio do Serra após a explosão do escândalo; a renúncia do Aécio (candidato preferencial do DEM à presidência) à pré-candidatura no PSDB; e, mais recentemente, a declaração do DEM de apoio formal ao Governo Arruda.

O jogo ainda não terminou, muito sangue ainda vai rolar em baixo da ponte…

Bola da vez: Gilberto Kassab."

FONTE: publicado hoje (28/01) no blog "Festival de Besteiras da Imprensa", de Augusto da Fonseca.