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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Brasil - Nem tudo está perdido (Que pena, oposição golpista)

Pois é, há tempo que não posto nada de interessante por aqui. Sinceramente cansado das abobrinhas da mídia convencional tem momentos que me abstenho de acompanhar os golpes impetrados pelos mesmos. Mas eu não poderia deixa passar uma notícia que deverá dar infarto nos FHC´s, Serras da vida e seus comparsas país afora. Queria ver a cara da Miriam Leitão depois dessa:

Brasil está apto a ser 1º grau de investimento pós-crise, diz Moody's

O Brasil reúne as condições necessárias para se tornar, nos próximos dias, o primeiro país, entre os 100 países analisados pela agência de classificação de risco Moody's, a ser avaliado como "'grau de investimento"' desde o início da crise econômica. É essa a opinião do analista-chefe para o Brasil da agência, Mauro Leos. A classificação é dada a países cujas economias são consideradas seguras para investidores. A categoria determina se um país oferece ou não risco de pagar seus títulos. Quanto mais elevada a classificação, maior a propensão em atrair títulos.

Em entrevista à BBC Brasil, Leos afirmou que, se a conclusão do comitê de avaliação da agência for a de que o Brasil merece entrar nessa categoria isso se dará porque "o País está apto a arcar com choques externos, está se movendo na direção certa e os riscos crediários que enfrenta são mais baixos do que antes".

Outras duas agências de risco, a Standard & Poor's e a Fitch Ratings, já haviam elevado a classificação do Brasil para grau de investimento, no ano passado.

Mas a Moody's, ao contrário das duas outras, decidiu não elevar a categoria do país no ano passado, a fim de aguardar para ver o quanto o país seria afetado pelos efeitos da crise econômica mundial.

"'O Brasil se saiu melhor do que o esperado. E um dos fatores decisivos para rever a classificação do país foi a avaliação do mercado. No Brasil, após um período crítico entre setembro e novembro, quando houve queda da atividade econômica, o sentimento do mercado melhorou consideravelmente", afirma Leos.

Emergentes
Segundo ele, a despeito do "declínio abrupto do quarto trimestre de 2008, o Brasil se diferenciou de outras economias emergentes em 2009, porque já está crescendo a uma taxa de 4%, no terceiro trimestre, em termos anuais, um índice que não temos visto em outros países".

Fatores como sistema bancário sólido, balanço de pagamentos positivo e retorno do fluxo de capitais foram determinantes para provocar a revisão da Moody's.

O analista afirma que o Brasil, assim como outras nações afetadas pela crise, sofreu um aumento de seu déficit fiscal e, consequentemente, da dívida pública.

"Mas no caso do Brasil, isso não é grande o suficiente para causar preocupação. A posição oficial do governo é a de retomar balanços primários consistentes com o compromisso de reduzir a dívida pública."

De acordo com Leos, se vier a ser de fato considerado grau de investimento pela última agência que faltava, isso possibilitará ao Brasil contrair empréstimos mais elevados a taxas de juros mais baixas.

A avaliação também abrirá caminho para fundos de investimentos e os fundos de pensões americanos que têm como critério só investir em países que são avaliados como grau de investimento por diferentes agências de classificação.

Fonte: BBC Brasil - Bruno Garcez - Invertia no Portal Terra

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Midia - Uma guerra nada santa

Lí no Blog de Um Sem Mídia, que por sua vez leu no Blog do Miro.
Repercutindo, eu o reproduzo abaixo na íntegra. Na minha humilde opinião a internet e a blogosfera são o melhor caminho para a democratização da informação. Quem dera pudesse a maioria da sociedade poder beber desta fonte do conhecimento.

Uma guerra nada santa
Como bem lembrou o Altamiro, uma parte da denúncia da Record foi uma verdadeira aula de história.

Comentário sobre a guerra Globo X Record.

Reproduzo abaixo dois rápidos comentários transmitidos pela Rádio Jornal Brasil Atual (FM-98.1) na coluna semanal “O outro lado da notícia”:

Nos últimos dias, milhões de telespectadores brasileiros passaram a conhecer um pouco melhor os podres da poderosa mídia nativa. Nas telinhas, uma guerra nada santa entre as duas principais redes de TV do Brasil deixou de lado o descartável entretenimento e as fofocas fúteis. O clima esquentou. Incomodada com a sua queda de audiência e com o crescimento da Record, a Rede Globo partiu para o ataque, demonizando o bispo Edir Macedo e a Igreja Universal – acusando-o de desviar ilegalmente dinheiro dos fiéis para fortalecer a sua empresa de comunicação. As denúncias são graves e exigem apuração rigorosa e imparcial do Ministério Público.

No contra-ataque, a TV Record deu uma aula de história. Mostrou como foi formado o império da Rede Globo. Como ela foi uma cria da ditadura militar; como patrocinou acordos ilegais com uma empresa estrangeira – a Time-Life; como ela foi a principal porta-voz dos ditadores; como escondeu a campanha das Diretas-Já; como atuou para evitar a vitória de Brizola no RJ; como ajudou a eleger o “caçador de marajás”, Fernando Collor, à presidência da República; como fez de tudo para evitar a vitória de Lula e para desestabilizar o seu governo. A TV Globo foi desmascarada para milhões de brasileiros!

Nesta guerra de poderosos, os dois lados têm razão ao tratar dos pobres. Quem ganha nesta briga pela audiência é a sociedade. Assuntos de grande relevo chegam às telinhas e atingem milhões de pessoas até então desinformadas. Ela serve para mostrar a urgência da democratização dos meios de comunicação, que não podem ficar em mãos de inescrupulosas, sem qualquer regra legal.

Empresários temem a Confecom

Os poderosos empresários dos meios de comunicação, que tanto falam sobre a tal “liberdade de imprensa”, têm medo do debate democrático na sociedade. Eles não aceitam discutir o papel e as mazelas da própria mídia. Adoram atacar outros setores da sociedade, mas se recusam a discutir a própria situação deplorável dos meios de comunicação, que atentam contra a democracia.

Na semana passada, seis das oito entidades patronais que integravam a comissão organizadora da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) anunciaram que não participarão mais deste fórum. Elas fugiram da briga, acovardaram-se. Os barões da mídia queriam impor o temário da conferência, marcada pelo governo Lula para dezembro próximo. Exigiam que este fórum, que reunirá milhares de pessoas nas etapas municipais e estaduais, não tratasse da monopolização do setor, da falta de pluralidade nos seus veículos, da ausência de produção regional e independente.

Também queriam impor o critério de tirada de delegados, exigindo 40% de representação para os patrões – que não representam nem 1% da sociedade – e o “quórum qualificado” nas votações. Como houve resistência dos movimentos sociais e de alguns setores do próprio governo, os barões da mídia ficaram magoados e se retiraram. Azar deles. Fica evidente que eles não aceitam a democracia, que são golpistas, metidos a donos da verdade, que manipulam a sociedade. Agora é garantir que a Confecom seja democrática e ampla e que o governo também não se acovarde.
Fonte:Blog do Miro

quinta-feira, 16 de julho de 2009

As Dificuldades do Presidente

Mauro Santayana no Jornal do Brasil:

Plutarco ensina, em pequeno tratado, como tirar vantagem do inimigo – mas não chega a aconselhar que se faça do inimigo um companheiro. É mais fácil castigar o amigo que se torna inimigo, do que perdoar a ignomínia e a infâmia dos inimigos velhos. Castruccio Castracani, o grande condottiere toscano do século 13, foi admoestado por ter mandado matar um velho amigo. Conforme conta Maquiavel, retrucou, afirmando que não mandara executar um velho amigo, e, sim, o inimigo novo.

É provável que o presidente Lula, senhor da mais surpreendente biografia de nossa história política, se sinta ungido do direito de, vitorioso, tudo perdoar a seus inimigos, velhos e novos. Ao empolgar a classe operária de São Paulo, afastando-a da dúvida entre o peleguismo clássico e a liderança dos comunistas, já fizera a sua revolução pessoal. Tudo o que veio em seguida – mesmo as derrotas sofridas – se acrescentou a seu patrimônio existencial. Há, portanto, uma explicação para a sua conduta, tanto com relação ao professor Mangabeira Unger, que pediu seu impeachment, quanto com respeito ao senador Collor de Mello que, em 1989, cometeu a indignidade de levar à televisão, no momento que antecedia as eleições, uma pobre e ressentida mulher. A Mangabeira, ele retribuiu o opróbrio com uma pasta ministerial. Collor foi abraçado pelo presidente anteontem em Alagoas. Embora Lula tenha sido econômico no elogio ao comportamento de Collor no Congresso, houve certo mal-estar entre os admiradores do presidente. Esses gestos podem ser vistos como virtude política, mas não são assim entendidos pelas pessoas comuns, sobretudo os trabalhadores mais humildes, que têm sobre o assunto posição muito firme, para não dizer intransigente. Até hoje, muitos dos que assistiram à cena patética pela televisão, com o depoimento comprado daquela senhora, sentem-se pessoalmente atingidos pelo golpe traiçoeiro.

A nossa cultura política positiva aprova os pactos entre adversários nos momentos críticos, como ocorreu na tentativa de se formar, com Juscelino, Lacerda, Jango e Brizola, frente única contra a ditadura. Os pactuantes eram grandes líderes políticos, cada um deles com suas razões e ideias, e o objetivo comum de combater o governo militar. Nos meses finais do governo Figueiredo, outro pacto se armou em torno de Tancredo, sob o mesmo interesse de reconstrução da ordem constitucional. Nas articulações de 1983 e 1984, a necessidade comum buscou o líder natural, que era o governador de Minas. Hoje, a situação é outra. Lula se encontra no poder e no auge de sua popularidade.

Ocorre que a mediocridade da oposição obriga o presidente a descer de seu nível, a fim de assegurar a governabilidade do país na véspera de dificuldades que podemos pressentir. Ainda que o Congresso se encontre desmoralizado, o presidente necessita de maioria parlamentar a fim de executar os seus projetos de governo. A situação é ainda mais grave, diante da deliberada intenção de desestabilizar o país, mediante a CPI da Petrobras.

De acordo com observadores bem informados, conviria a Lula deixar, no momento, sua preocupação com o processo eleitoral, e concentrar seus esforços na administração da crise ética. Ele já manifestou sua vontade de que se reúna assembleia nacional constituinte, destinada a realizar a ampla reforma política que a nação reclama, a fim de dar legitimidade ao Estado. Quando se fala em reforma política, espera-se que ela elimine a nefasta influência do poder econômico, que financia as campanhas eleitorais, subsidia os partidos nos intervalos dos pleitos, em troca de grandes negócios com o Estado. O sistema financeiro é o grande beneficiário da situação atual.

O perigo aumenta

A decisão dos Estados Unidos, da Alemanha e da França, de vacinar maciçamente seus cidadãos, demonstra que a gripe suína começa a tomar dimensões de catástrofe. Não obstante os comunicados do Ministério da Saúde, que buscam tranquilizar a população, a situação exige medidas mais drásticas e imediatas, entre elas as da compra de vacinas e medicamentos.

Há quem aconselhe criar já pequeno e ágil grupo de trabalho, interdisciplinar, com especialistas em saúde e organização estratégica, a fim de, sob a chefia do ministro da Saúde, coordenar os esforços para reduzir os efeitos da pandemia entre nós. As Forças Armadas podem dar sua contribuição.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Justiça Pindorâmica - As duas FACES da lei

Lí no Blog Acerto de Contas e não poderia deixar de reproduzir e repercutir aqui nesse humilde espaço, mais uma belezura diretamente do país das maravilhas:

Esse país é realmente um espetáculo. Romário deixou de pagar pensão alimentícia para sua ex-mulher, Monica Santoro, e só vai sair da cadeia na hora que pagar.

Enquanto isso, Daniel Dantas continua sua cruzada para desmoralizar a Satiagraha, auxiliado por mãos invisíveis no judiciário brasileiro. Não chegou a deitar a cabeça no travesseiro da cadeia onde merecia estar.

O advogado de Romário disse que a pensão foi paga à ex-mulher, e que bastaria o recibo para comprovar. O delegado quer um alvará de soltura.

Ao que parece teria uma divergência nos valores. Como Romário não tem mais renda milionária, é razoável que os valores sejam revistos. Mas isso não vale para a Justiça brasileira.

O procedimento da Justiça de Pindorama é esse. No caso de Dantas, primeiro se discute (por anos), e quem sabe prende. No caso de Romário e outros que brigam pelo valor da pensão, primeiro se prende, e depois (muito depois) se discute.Lembro do caso de um pagodeiro, que ficou famoso com uma banda, e teve um filho com uma ex-capa de Playboy. Como ganhava muito, a Justiça estipulou em R$ 24 mil mensais a pensão. A banda acabou, e ele tentou carreira solo, sem sucesso. Não conseguiu pagar a pensão e foi preso.

A Justiça aceitou rever a pensão, mas ele ficou por quase 6 meses preso até que fosse revisto o valor, e acertasse o que era possível.

Romário dormiu no chão da delegacia. Para ele e outros milhares de brasileiros, a determinação do Supremo "Gilmar Mendes", de que a pessoa só vai presa depois de julgado em última instância não vale.

Ninguém está falando que Romário está certo. Mas é bom comparar os dois procedimentos da justiça.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Lí no Blog de Um Sem Mídia o artigo abaixo falando sobre a velha mídia e seus interesses excusos.

Terrorista de Israel e o Silêncio da Mídia
Altamiro Borges

Nos meses de abril e maio passado, a mídia hegemônica fez um baita escândalo contra a visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que estava agendada há meses para assinar vários acordos comerciais de interesse dos dois países. A TV Globo chegou a dar destaque a um reduzido protesto da comunidade israelense no Rio Janeiro. Alegando compromissos eleitorais, o governo iraniano cancelou a viagem na última hora, o que foi comemorado como “uma vitória dos direitos humanos” pela mídia colonizada, ventríloqua dos interesses imperiais dos EUA. [...]

Logo na seqüência, em junho, a mesma “grande imprensa” fez o maior escarcéu com o resultado das eleições no Irã, que garantiram 64% dos votos para Ahmadinejad. Ela amplificou a mentira de que a eleição fora fraudada. Nem o alerta de um diretor da “informada” CIA, confirmando a legitimidade do pleito, serviu para acalmar os ânimos colonizados dos barões da mídia. Eles não disfarçaram o temor com a rebeldia crescente do Irã, que coloca em risco os “valores ocidentais” e desafia o decadente imperialismo. Nos mesmos dias, o assassinato de dezenas de indígenas no Peru, um país vizinho, foi ofuscado pelas manchetes contra a “fraude” no Irã. Haja engodo!

Rechaçar a visita do ministro-terrorista

Agora, esta mesma mídia manipuladora silencia sobre a visita ao Brasil, em julho, de um dos maiores carniceiros da Israel, o ministro de Relações Exteriores Avigdor Lieberman. Neste caso, não há dúvidas ou suspeitas: Lieberman é um racista assumido, que prega descaradamente ações terroristas. O jornal Água Verde, publicado no Paraná, preparou um dossiê sobre esse asqueroso personagem que, evidentemente, não será reproduzido pela chamada “grande imprensa”. Vale à pena conhecer sua história, até para organizar, desde já, protestos contra a sua indesejada visita.

“Virá ao Brasil no final deste mês de julho o racista e terrorista israelense Avigdor Lieberman, ministro das Relações Exteriores de Israel, com a única tarefa de pressionar o governo brasileiro a romper relações com o Irã, país com o qual o Brasil tem ótimas relações comerciais. Em todo o país estão sendo organizadas manifestações de repúdio à vinda de Lieberman, um judeu sionista (racista) nascido na Moldávia.

Lieberman participou da quadrilha liderada por Ariel Sharon e responde a processos na Justiça por envolvimento com o crime organizado (Máfia Russa), incluindo tráfico de drogas. Ele é fundador do partido de extrema direita Yisrael Beitenu (“Israel é nossa casa”), que apoiou o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em troca de cargos no governo. Entre as declarações racistas e criminosas do terrorista Lieberman destacamos as seguintes:

“Transformar o Irã num aterro”

- Em 1998, ele defendeu a inundação do Egito através do bombardeio da Represa de Assuã;

- Em 2001, como ministro da Infraestrutura Nacional de Israel, propôs que a Cisjordânia fosse dividida em quatro cantões sem governo palestino central e sem a possibilidade dos palestinos transitarem na região;

- Em 2002 o jornal israelense Yedioth Ahronoth publicou a seguinte declaração de Lieberman: “As 8 da manhã nós vamos bombardear todos os seus centros comerciais, à meia-noite as estações de gás, e às duas horas vamos bombardear seus bancos”.

- Em 2003 o diário israelense Haaretz informou que Lieberman defendeu que os milhares de prisioneiros palestinos detidos em Israel fossem afogados no Mar Morto, oferecendo, cinicamente, ônibus para o transporte;

- Em maio de 2004, ele propôs um plano de transferência de territórios palestinos, anexando os territórios palestinos e expulsando a população nativa;

- Em maio de 2004, afirmou que 90% dos 1,2 milhão de cidadãos palestinos de Israel “tinham de encontrar uma nova entidade árabe para viver”, fora das fronteiras de Israel. “Aqui não é o lugar deles. Eles podem pegar suas trouxas e dar no pé!”

- Em maio de 2006, ele defendeu o assassinato dos membros árabes do Knesset (Parlamento israelense) que haviam se encontrado com os membros do Hamas integrantes da Autoridade Palestina para discutir acordos de paz na região;

- Em dezembro de 2008, defendeu o uso de armas químicas e nucleares contra a Faixa de Gaza, afirmando que seria “perda de tempo usar armas convencionais. Devemos jogar uma bomba atômica em Gaza para reduzir o tempo de conflito, assim como os EUA atacaram em Hiroshima na Segunda Guerra”, afirmou em entrevista em jornal israelense Haaretz;

- Em junho de 2009, discursou no Knesset israelense ameaçando “transformar o Irã num aterro”, através do bombardeio do país com armas nucleares.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

São Paulo - MAIS passageiros e MENOS ônibus

Uma notícia quase imperceptível sobre uma triste realidade da cidade de São Paulo.
E de pensar que esses políticos sem-vergonha (todos eles) tem a cara de pau de vender a falsa imagem de preocupação com a população da cidade que administram. E principalmente numa metrópole como São Paulo, vivem dizendo que é importante o investimento no transporte público e bla, bla, bla... São muito safados!
Cresce nº de passageiros de ônibus em São Paulo e a frota reduz! Simples assim!



A frota do transporte público da capital paulista perdeu 207 ônibus neste ano, o que representa 1,4% (na média entre janeiro e maio), de uma frota de 15 mil veículos aptos para uso. Já o número de passageiros teve elevação de 2,9%, ou de 220 mil usuários a mais, em 2009, segundo informou nesta segunda-feira o jornal Folha de S.Paulo.

O aumento no número de passageiros é reflexo, segundo o jornal, do congelamento da tarifa - o prefeito Gilberto Kassab (DEM) promete manter a passagem em R$ 2,30, valor cobrado desde novembro de 2006. O bilhete do metrô e dos trens tem reajuste anual e custam atualmente R$ 2,55.

A redução da frota disponível para rodar na capital paulista, ainda segundo a Folha, está ligada a motivos como a aposentadoria de alguns ônibus velhos sem a completa reposição por outros novos.

domingo, 28 de junho de 2009

Desanimar Jamais

Minha última postagem aqui no blog havia sido no dia 2 desse mês.
O que aconteceu nesse período?
Porque me distanciei? Cansei de postar?
Cansei de acompanhar os demais blogs e a mídia de maneira geral?

Diria que um pouco de cada, sabe?

Porque chega a ser nojenta a manipulação das mentes humanas e tem uma hora que isso revolta de tal maneira que me leva a desligar rádio, tv, internet e tudo o mais.

Viro um ermitão? Talvez sim!
Creio que isso seja importante para não se correr o risco de ter um dia de fúria e consequentemente meter uma bala na cabeça de algum político fdp ou outros tantos hipócritas que habitam as mais variadas camadas da sociedade e levam a vida brincando e manipulando seres humanos como se fossem marionetes ou bonecos.

Então aproveitei esse mês de Junho, o mês dos namorados (não me importa se seja comercial) e fiquei longe (não completamente - tenho visto a palhaçada prá cima do Sarney no senado federal) apenas curtindo a minha linda namorada. E digo que não há nada melhor que isso, sabe?! O amor é que vale á pena e só ele.

O que sobra além do amor não tem a menor significância.
E é isso que faz com que em nosso íntimo tenhamos a certeza absoluta de que vale a pena acreditar e acima de tudo jamais desanimar.

Portanto viva o amor! E abaixo os podres poderes!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Mídia Terrorista Brasileira - Quem acredita nela?

Artigo interessante e inteligente de Leandro Fortes da Carta Capital discorre sobre as relações da mídia terrorista e suas esquizitices tropicalescas quando trata da questão de um terceiro mandato para o Presidente da República, recordista em popularidade.

Por Leandro Fortes

A imprensa brasileira não vai descansar enquanto não arrancar do presidente Lula, ou de algum ministro de Estado, uma declaração favorável ao terceiro mandato. A insistência com que a mídia tem tratado do tema, em ondas ciclotímicas cada vez mais curtas, revela aquele tipo de interesse que nada tem a ver com os fatos ou, no limite, com demandas jornalísticas. Trata-se de uma campanha infernal para colar na imagem de Lula a pecha de “ditador chavista” às vésperas de um ano eleitoral, como se fosse possível, a essa altura do campeonato, estabelecer semelhanças ideológicas e de ação governamental entre o presidente brasileiro e seu colega, Hugo Chávez, da Venezuela. Há mais de dois anos, escrevi uma matéria na CartaCapital (“Eterno factóide”) a respeito do assunto, quando a onda do terceiro mandato tinha como objetivo contaminar as bases eleitorais do governo, com vistas às eleições municipais de 2008, quando ainda rescendiam brasas sobre os escombros do chamado “mensalão”. Lá, pelas tantas, escrevi:

“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, além de ter sido beneficiado com a manobra da reeleição, colocada em prática via mudança da Constituição, foi um dos avalistas internacionais do terceiro mandato de Alberto Fujimori, do Peru. Tanto, e de tal forma, que Fujimori, atualmente às vésperas de ser julgado por crime de corrupção, tráfico de armas e genocídio pela Justiça peruana, arrolou FHC como testemunha”.

Incrível, né? Fernando Henrique Cardoso alterou a Constituição Federal, à custa de um escândalo de compra de votos no Congresso Nacional, para emendar um segundo mandato, com apoio irrestrito da mídia nacional. Em outro front, dava apoio político e diplomático a Fujimori, conhecido bandoleiro internacional, dado a censurar jornalistas e assassinar opositores, para que “El Chino” conseguisse um terceiro mandato no Peru. Sobre o que estamos falando mesmo? Ah, sobre o terceiro mandato, idéia rejeitada, sistematicamente, pelo supostamente (vocábulo adorado dos jornais, nos últimos tempos) principal interessado, a saber, o presidente Lula.

A insistência sobre o tema, ainda tocado em clima de factóide, é tão óbvia que chega a ser cansativo dissertar sobre ela. Estancado em níveis de popularidade jamais alcançados por outros presidentes na história deste país, Lula vive em franca liberdade de movimento para emplacar seu sucessor, no caso, sucessora, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. Feliz, gordo e corado, Luiz Inácio conseguiu estabelecer com o eleitorado uma ponte de comunicação praticamente imune aos ruídos da mídia, de qualquer mídia. A este povo sem mídia, e sobre o qual a mídia nada entende ou atinge, Lula fala a língua da distribuição de renda, da segurança alimentar e da identidade nacional. De certa forma, conseguiu converter em ganho eleitoral todos os males a ele atribuídos pela zelosa elite intelectual e econômica brasileira, da falta de educação formal à aparência física.

Quisesse mesmo se empenhar na luta pelo terceiro mandato, Lula teria todas as condições, dentro e fora do Congresso, para conseguir sucesso no intento, sem a necessidade de comprar votos, pelo menos no sentido literal do expediente utilizado na Era FHC. Foi-se o tempo, no entanto, em que o presidente se cercava de assessores que o incitavam a atitudes insanas, como a de querer expulsar o correspondente do New York Times do país, por quem foi acusado de ser cachaceiro militante. Agora, a cada investida da mídia, Lula desmancha-se em desencanto: é contra, diz, o terceiro mandato. Ainda assim, como quem oferece crack a um viciado, o Datafolha gastou tempo e dinheiro na tentação de divulgar uma pesquisa na qual mostra um “país dividido”, 47% a favor, 49% contra o terceiro mandato.

A mensagem é clara: então, porque não arriscar, presidente? A resposta também: porque Lula não é bobo.

Para uma oposição perdida e enterrada num pré-sal de indefinições, nada seria mais providencial do que o surgimento de um Lula ditatorial, finalmente revelado em toda a sua essência autoritária e aparelhadora, um Chávez tropicalizado e, melhor ainda, a tempo de ser trabalhado em infinitas edições de domingo. Viriam especialistas, cientistas políticos, blogueiros de repetição, colunistas, deputados e senadores a denunciar a quebra das regras democráticas, a incutir pânico na classe média, a convocar as senhoras de Santana a marchar sobre a Paulista, o horror, o horror!

De qualquer maneira, não custa deixar essa pauta na gaveta. Quem sabe ela não emplaca no ano que vem?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

MPF denuncia executivos da Camargo Corrêa

Do Blog Terra Magazine, matéria de Aloisio Milani.

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia à Justiça contra os executivos da construtora Camargo Corrêa por evasão e lavagem de dinheiro. Os crimes são investigados pela Operação Castelo de Areia, que flagrou um esquema de desvios de recursos com supostas doações ilegais para partidos políticos.

A procuradora da República, Karen Kahn, enviou a denúncia à 6ª Vara Criminal de São Paulo na sexta-feira, 29, mas a informação só foi divulgada hoje. Uma das provas encontradas na operação indicam movimentação irregular de cerca de US$ 30 milhões no ano passado.

Em nota divulgada hoje, o MPF reconhece que provas documentais confirmaram o conteúdo das interceptações telefônicas que deram origem à operação.

Três executivos da construtora - Pietro Francesco Giavina Bianchi, Dárcio Brunato e Fernando Dias Gomes - e quatro doleiros - Kurt Paul Pickel, José Diney Matos, Jadair Fernandes de Almeida e Maristela Sum Doherty - foram denunciados pelos crimes como fraude em operação financeira, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

A investigação, como anunciado pela procuradora Karen Kahn em março, se limita inicialmente às fraudes da empresa e não a irregularidades eleitorais.

"Pelo confronto entre as interceptações telefônicas e o material apreendido in loco, ficou patente que o doleiro Kurt Paul Pickel coordenava as operações que eram executadas, na prática, por Almeida e pelo parceiro Diney Matos e os doleiros Paco e Raul, os dois últimos, baseados no Uruguai, sob as ordens de Bianchi, Brunato e Dias Gomes (todos executivos da construtora)", diz a nota do MPF.

Pickel tinha a função de indicar contas no exterior para as remessas e compensações dos valores. Segundo o MPF, a "contabilidade paralela" dessas operações foi encontrada pela Polícia Federal nas diligências que cumpriram mandatos de busca e apreensão na sede do Grupo Camargo Corrêa, em São Paulo, e na empresa do doleiro. Um dos documentos referentes a 2008 demonstra o somatório de US$ 30 milhões em remessas.

Com a denúncia, o MPF fundamenta que o interesse dos executivos da construtora em realizar as remessas ao exterior de forma ilegal pode ser a "intenção de ocultar recentes e constantes superfaturamentos em obras públicas". Seis delas são citadas:

- Construção da Refinaria Abreu e Lima, em Recife;
- Construção do Metrô de Salvador;
- Ampliação do aeroporto de Vitória;
- Implantação de trens urbanos em Fortaleza;
- Implantação do terminal de passageiros-Timbi;
- Modernização do trecho Rodoviária-Recife-Cabo.

Agora, a denúncia está nas mãos do juiz federal Fausto De Sanctis, que deve aceitar ou não a denúncia. Com isso, os investigados passam à condição de réus.

domingo, 24 de maio de 2009

A Justiça é Cega

Lí no site Terra artigo de Laryssa Borges sobre uma realidade, para não dizer "fatalidade" da instituição PODER JUDICIÁRIO do Brasil.

STF não tem regra para apurar "desvios éticos" de seus juízes

Se no Congresso Nacional as probabilidades de arquivamento de denúncias parecem ser regra, no Supremo Tribunal Federal (STF), mais alta corte do País, não existem sequer registros na história recente de quaisquer tipos de sanções contra magistrados por desvio de ética. Não pelo obrigatório dever ético de cada ministro, mas pela falta de previsão legal caso um dos magistrados "saia dos eixos" e descambe para meandros pouco republicanos.

Em 2002, por decisão do ministro Marco Aurélio Mello, então presidente do STF, foi criado o Código de Ética dos Servidores do Supremo e a Comissão de Ética, responsável por definir restrições, direitos e deveres das pessoas que trabalham no Tribunal. Não há, no entanto, nenhuma referência a penalidades para eventuais deslizes de ética dos magistrados.

Para Marco Aurélio, ainda que a sociedade passe por um momento de "caça às bruxas", com a sucessão de escândalos principalmente envolvendo o Congresso Nacional, não é possível criar uma instância para vigiar a Suprema Corte e tampouco instituir um ministro para atuar como corregedor e poder fiscalizar a postura dos demais.

"O código não é para os ministros. Foi criado para os servidores. Presume-se que ministros não cometam nenhum deslize no campo ético. Acredito que cada qual deva examinar o procedimento (que toma). Nessa época de caça às bruxas, o pressuposto é que não cometa qualquer ato discrepante", avalia.

Na recente história do STF, o caso que causou mais mal estar entre os ministros foi a discussão entre Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, em que o primeiro ministro acusou o presidente da Suprema Corte de estar "destruindo a Justiça" do País e de "não sair às ruas" para conhecer a realidade das pessoas comuns. Duas representações pedindo explicações a Barbosa chegaram a ser enviadas para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em vão: o colegiado não tem poder para pedir esclarecimentos de ministros do STF. O caso completo foi enterrado com uma nota de apoio a Gilmar Mendes assinada pelos demais integrantes do Supremo.

Depois do episódio do bate-boca, por decisão exclusiva de Mendes não foi levada adiante outra denúncia, desta vez contra o ministro do STF Carlos Alberto Menezes Direito, cujo nome surgiu como parte de um esquema de facilitação para que familiares e amigos dele tivessem acesso a tratamento VIP em embarques e desembarques internacionais no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Mendes disse na ocasião não ver razão para se apurar o caso e encerrou a discussão.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Uma Análise Econômica (Quase Direcionada)??

Novamente a mídia terrorista. Novamente os concessionários dos serviços de televisão e rádio fazendo das suas para desqualificar por completo qualquer situação positiva do atual Governo. E consequentemente gerar enorme negatividade no coração e mente dos cidadãos, dos telespectadores, dos ouvintes, dos audientes que ligam o seu rádio ou seu televisor.

Desta feita na radio Bandnews FM o âncora chamou o comentarista econômico e queria a todo custo tirar-lhe uma resposta negativa sobre o andamento da economia brasileira.
Escolheu o dólar como vilão, mais precisamente a queda acentuada dos últimos dias e travou um diálogo mais ou menos assim:

Âncora: Meu caro Luiz Carlos Mendonça de Barros, eu não entendo muito de economia mas a entrada de quase 2 bilhões de dólares nos últimos dias na economia do país tá me cheirando a especulação financeira. E isso prejudicaria o país no longo prazo, porque com tamanha crise no mundo estão vindo investir no Brasil?

Luiz Carlos M. Barros: Na verdade o que está se passando é que tem uns três anos que o REAL transformou-se numa moeda forte, pertencente a uma economia sólida e o Brasil tornou-se atrativo para investimentos mundiais. (segurei meu sorriso)

Âncora: Sim, eu até concordo, mas fico me perguntando se esse dinheiro realmente será destinado para investimentos na produção, infra estrutura ou se apenas está chegando por sermos um país com as mais altas taxas de juros do mundo, entende? E se essa possível especulação não atrapalhe a nossa balança comercial.

Luiz Carlos M.B: Compreendo, mas a realidade é que devido a solidez do mercado brasileiro nesse momento (aqui não me contive e rachei de rir)os investidores estrangeiros estão mais que apostando e incentivando o mercado.

Âncora: Mas esses 2 bilhões de dólares já fizeram com que despencasse a cotação o que talvez prejudique os exportadores.

Luiz Carlos: Na verdade o dólar está chegando num patamar mais realista de seu valor de face. No mundo todo ele vem se desvalorizando há tempos. A questão é que o REAL está forte e muitos investidores pelo mundo ao invés de comprarem dólares estão passando a comprar o REAL. Isso é uma tendência devido a "solidez da nossa economia", independente da crise financeira mundial.
Nós sómos um dos poucos países do mundo que estamos numa posição favorável neste momento e recebendo muitos investimentos.

Âncora: Ahn... (imagino a cara de tonto nessa hora)

Luiz Carlos (continuando): E na verdade, o dólar deverá sofrer mais baixas ainda frente ao REAL aqui no Brasil porque essa semana o Governo Lula em sua visita a China fechou acordo comercial que irá gerar a entrada de 10 a 12 bilhões de dólares para investimentos na Petrobras e outras obras de infra estrutura, entende??
Fora isso estima-se ainda uma entrada de mais uns 4 bilhões de dólares para o grupo do Eike Batista que irá investir pesado na construção de uma nova siderúrgica no país. Isso para ficarmos apenas nesses dois exemplos.

Âncora (já completamente zonzo): Ok meu caro Luiz Carlos, até a semana que vem nesse mesmo horário.

Luiz Carlos: Ok, tenha um bom dia e até semana que vem!!!

Assim, naturalmente ví esse âncora perder o rebolado e enfiar a viola no saco!

Só fica uma pegunta:
Ei mídia terrorista e oposição lesa pátria, cadê a pior crise "tsunami" que engoliria o Brasil e consequentemente o Governo Lula?Será que novamente o "ex-operário" tinha razão e o tsunami não passou de marolinha??

A conferir...

A Petrobras e a CPI de 2009

Iniciam-se os trabalhos para composição de mais uma, sim mais uma CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado Federal, desta vez com intuíto de encontrar desvios na Petrobras. Alguns já perceberam tratar-se de jogo de cena da oposição para tentar desestabilizar o Governo de Lula. Outros vão mais além ao lembrar de sua "quase" privatização no Governo de FHC em sua famigerada batalha pelo entreguismo dos bens do país a poderosíssimos grupos mundiais, assim como o fez com as telecomunicações. Quem aí seria capaz de dar uma nota máxima de 0 a 10 para os serviços prestados por exemplo pela TELEFONICA???

Abaixo transcrevo artigo que lí no blog de Alexandre Porto:

Petrobras: O que incomoda Demos e Tucanos

InfoMoney Ação da Petrobras lidera sugestões pelo décimo sexto mês consecutivo. As ações preferenciais da Petrobras receberam o maior número de recomendações nas carteiras dos analistas para maio, segundo levantamento realizado pela InfoMoney que incluiu 17 portfólios sugeridos por corretoras e bancos de investimentos.

Das 17 instituições pesquisadas, 13 listaram as ações da Petrobras entre suas sugestões, colocando a companhia no topo pelo décimo sexto mês consecutivo. Além do costumeiro potencial das novas reservas descobertas e dos sólidos fundamentos, o resultado acima das estimativas da estatal no primeiro trimestre do ano também rende elogios dos analistas.

"A Petrobras apresentou no primeiro trimestre resultados surpreendentemente elevados em termos de rentabilidade", afirmou a equipe do Bradesco. Entre os pontos positivos do balanço da petrolífera, que lucrou R$ 5,8 bilhões nos três primeiros meses de 2009, os especialistas apontaram a geração operacional de caixa, que atingiu R$ 13,4 bilhões no período, e a redução de alguns custos de produção.

Números a parte, cabe lembrar que a companhia já anunciou mais duas novas descobertas de petróleo nesta primeira metade de maio, ambas na Bacia do Espírito Santo. Além disso, foi considerada a quarta empresa mais respeitada do mundo, conforme pesquisa apresentada pela assessoria norte-americana RI (Reputation Institute).

Por outro lado, algumas instituições demonstram certa cautela com as recentes insinuações sobre o uso da estatal de manobras ou artifícios contábeis para redução de tributos, negadas "categoricamente" pela empresa, e também com os rumores envolvendo um possível aumento de capital usando parte da fatia do governo no campo de Tupi, com o objetivo de financiar o desenvolvimento do pré-sal no futuro.

Por último e voltando ao teor mais favorável da avaliação, a forte liquidez dos papéis da Petrobras continua sendo mencionada como um ponto positivo, assim como os múltiplos atrativos das ações da companhia.

Bradesco e Vale empatados em segundo - Na sequência, as ações preferenciais do Bradesco e as preferenciais classe A da Vale aparecem empatadas no segundo lugar, com 11 indicações cada. De um modo geral, os especialistas seguem afirmando que os sólidos fundamentos macroeconômicos do Brasil devem contribuir para a manutenção de bons resultados pelo banco, que lucrou R$ 1,7 bilhão entre janeiro e março deste ano.

Olhando para a performance da instituição no período, os analistas da Link elogiaram o incremento da margem financeira e lembraram que o lucro surpreendeu levemente suas projeções. Do lado negativo, demonstraram certa preocupação com o aumento da inadimplência e com a ligeira deterioração da qualidade da carteira de crédito.

Deixando o resultado de lado, a Socopa, continua avaliando que as instituições financeiras do País estão atrasadas em relação ao mercado, uma vez que contam com fortes fundamentos, bons níveis de capitalização, além de não apresentarem os complexos instrumentos financeiros que levaram à crise internacional.


Diz sabiamente Fernando Porto: Enquanto não provarem que o Pré-sal é uma farsa petista; enquanto a Petrobras de Lula não afundar uma plataforma, como eles fizeram com a P-36; enquanto a Petrobras de Lula não abandonar o setor petroquímico e de refino como eles fizeram quando governaram; enquanto a Petrobras de Lula não parar de fomentar a nossa construção naval, que que eles abandonaram; enquanto os investimentos da estatal não caírem pela metade; enquanto a Petrobras de Lula continuar a concorrer "indevidamente" com as multinacionais... eles não vão sossegar.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O DIA EM QUE A PETROBRAS DEIXOU DE SER BRASILEIRA

Lí no Blog Democracia e Política e reproduzo abaixo este artigo de suma importância para a manutenção de nossa tão falha memória como cidadãos e eleitores. Essa singela pincelada sobre atuação do governo FHC deveria ser martelada diariamente na cabeça das pessoas para que jamais, novamente, nunca mais voltassem a votar em políticos LESA PÁTRIAS como os INSANOS pertencentes a PSDB, PFL(DEMO),PMDB, entre outros gatunos. Onde estaria o Casoy para citar: isto é uma vergonha??

O DIA EM QUE A PETROBRAS DEIXOU DE SER BRASILEIRA
Li hoje no site “Carta Maior” o seguinte artigo do filósofo e cientista político Emir Sader:

“Dia 26 de dezembro de 2000, um dia depois do Natal, o povo brasileiro foi surpreendido por mais uma medida antinacional do governo FHC. Coerente com a máxima de FHC de que “ia virar a página do getulismo no Brasil” – sem o que o neoliberalismo não seria possível – o presidente da Petrobrás, Henri Philippe Reichstul, anunciou que a empresa estava mudando seu nome comercial para PetroBrax. Segundo ele, o objetivo seria “unificar a marca e facilitar seu processo de internacionalização” (sic) (FSP, 27/12/2000). Afirmou ele que “a medida ganhou na semana passada o aval do presidente Fernando Henrique Cardoso”.

Segundo Alexandre Machado, consultor da presidência da Petrobras, a operação custaria à empresa 50 milhões de dólares, para realizar um projeto da agência paulista de design Und SC Litda, “contratada sem licitação”, segundo o presidente da Petrobras. “Um dos argumentos favoráveis – relata a FSP – foi que o sufixo “bras” estaria, internamente, associado à ineficiência estatal.” “No front externo, um dos argumentos para a mudança da marca é de tirar a associação excessiva que o nome Petrobras tem com o Brasil . Segundo Norberto Chamma, diretor da Und, que apresentou a nova marca ontem para jornalistas, a desvinculação é importante para que a empresa não seja obrigada a arcar com os ônus dessa ligação.” (sic)

A direita subestimou a capacidade de resistência do povo brasileiro, submetido a tantas afrontas no governo tucano, que este pensou que ele estava anestesiado. (Uma coluna do próprio jornal FSP diz que o jornal subestimou a reação popular contra a medida.) Mas a operação durou apenas algumas horas. Apesar da tentativa de pegar o povo distraído pelo período entre Natal e Ano Novo, em dois dias o governo teve que retroceder da sua vergonhosa tentativa de preparar a maior empresa brasileira para “facilitar seu processo de internacionalização” – não há melhor confissão da intenção de privatizá-la, de que a venda de ações na Bolsa de Nova York foi um passo concreto. O país estava submetido à nova Carta de Intenções do FMI, depois da terceira vez que o governo tucano de FMC e de Serra havia quebrado nossa economia e havia indícios claros que a privatização da Petrobras, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil faziam parte das contrapartidas dos novos empréstimos que o FMI concedia ao governo de FHC.

26 de dezembro foi um dia da vergonha nacional, com essa tentativa fracassada de tirar o nome do Brasil da Petrobras, para tirar a Petrobras do Brasil. Sabemos que FHC estava totalmente de acordo. Seria bom saber onde andavam e que atitude tomaram os que agora dizem se preocupar com a Petrobras. Que posição teve, por exemplo, José Serra diante dessa ignominiosa atitude do governo a que ele pertenceu? E as empresas da mídia e seus funcionários colunistas?

E que atitude tomaram os senadores, agora tão interessados nos destinos da Petrobras, ao subscrever o pedido da CPI, quando a existência mesma da empresa estava em jogo?

O senador Álvaro Dias talvez estivesse ocupado com a defesa dos processos por uso da cavalaria da PM contra professores ou preparando algum dossiê falso contra adversários políticos, ou tentando se defender das acusações de crime contra a administração pública, movidas pelo SupremoTribunalFederal.

Já o senador Artur Virgilio talvez estivesse tentando organizar sua defesa da acusação de envolvimento com prostituição infantil de que foi acusado ou preocupado em libertar o filho, preso por desacato e pornografia .

O senador Cicero Lucena talvez estivesse preocupado com o processo do Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha e desvio de verba.

O senador Eduardo Azeredo, fundador do mensalão mineiro, poderia estar preparando já seu projeto de lei que quer censurar a internet.

O senador Flexa Ribeiro talvez estivesse às voltas com o que depois foi revelado como sendo a inclusão do seu nome na “folha de pagamento” das empreiteiras.

Já o senador Marconi Perillo poderia estar preocupando-se pelo que o Ministério Publico Federal encontraria como irregularidades em seu governo, pedindo sua cassação.

O senador Tasso Jereissatti poderia estar às voltas com viagens em um do seus jatinhos, por conta das verbas do Senado, que ele consideraria “legais”.

O senador Efraim Morais poderia estar ocupado com a nomeação de algum dos seus 52 parentes que tem no seu gabinete.

Ou com a investigação do Ministério Público Federal sobre o que, uma vez apurado, se tornaria seu envolvimento em esquema de propinas no Senado, junto com o senador Romeu Tuma.

O senador Heraclio Fortes poderia estar preocupado com o caso de corrupção do Zoghibi, tentando esconder sem envolvimento.

Já o senador Jayme Campos poderia estar às voltas com o que viria a ser denunciado como sua participação no inquérito sobre sanguessugas.

O senador José Agripino poderia estar em contato com empreiteiras, segundo acusações de doações “por fora” de que foi objeto.

A senadora Katia Abreu poderia estar manifestando seu apoio aos escravagistas do Pará.

A senadora Maria do Carlo Alves poderia estar envolvida com o que se configurou depois como acusações de caixa dois.

Já o senador Jarbas Vasconcelos poderia estar gozando dos 17,3 mil reais mensais desde 1992, sem trabalhar.

O senador Pedro Simon poderia estar tomando a mesma atitude que tomaria diante da corrupção do governo de Yeda Crusius: silêncio total.

O senador Geraldo Mesquita poderia estar utilizando os salários que os seus funcionários lhe acusam de que lhes roubou.

O senador Mão Santa poderia estar ocupado em algum contato com Camargo Correa, da qual foi acusado de receber propinas.

O senador Romeu Tuma poderia estar preocupado com aquilo de que mais tarde foi acusado, de participação em esquema do Senado.

O senador Mozarildo Cavalcanti poderia estar ocupado em atividades que mais tarde seriam denunciadas como crimes contra a administração pública.

Poderiam os senadores que convocaram a CPI estar ocupados nisso. Mas o certo é que estavam centralmente ocupados em apoiar o governo que tentou privatizar a Petrobrás, que fez um balão de ensaio no dia 26 de dezembro de 2000, teve que recuar, e agora tenta voltar à carga, no momento em que se discute a nova regulamentação da exploração do petróleo e todo o processo do pré-sal. Une suas atuações um profundo sentimento de desprezo pelo que é brasileiro, pela que a Petrobrás representou e representa para o país.

Por isso precisam ser repudiados, na mesma lista dos políticos que resistiram à fundação da Petrobras, aos que quebraram o monopólio do petróleo e aos que desprezam o que representa a Petrobras para o Brasil. Defender hoje a Petrobras é defender o Brasil, de hoje e de amanhã.

Todas as informações acima estão disponíveis na internet, nos endereços abaixo e em outros:

http://www.fabiocampana.com.br/2008/08/professores-param-no-dia-29-para-lembrar-cavalaria-de-alvaro-dias

http://democraciapolitica.blogspot.com/2008/04/o-dossi-tucano-para-ser.html

http://www.stf.jus.br/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=4216&classe=Pet&codigoClasse=0&origem=AP&recurso=0&tipoJulgamento=M

http//alainet.org/active/21674&Lang=es

http://www.midiandependente.org/pt/blue/2004/10/292415.shtml

http://www.institutobrasilverdade.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2010&Itemid=67

http://www.jusbrail.com.br/1063687/stf-desmembra-inquerito-do-mensalao-mineiro/relacionadas;jsessionid=41E291D0ABA0E476D62380FA4316E7

http://www.interney.net/blogs/inagaki=2008/11¹15diga_nao_ao_projeto_do_senador_azeredo_d/

http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac345516,0.html

http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/eleitoral/caixa-dois-mpe-go-pede-a-cassacao-de-marconi-perillo/

http://brasildacorrupcao.blogspot.com/2009/04/tasso-jereissati-aviao-fretado-com.html

http//:veja.abril.com/noticias/Brasil/senador-mantinha-52-funcionarios-fantasmas-470762.shtml

http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=27940

http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/criminal/sanguessuga-inquerito-sobre-senador-de-mato-grosso-e-enviado-ao-stf/

http://revistaepoca.globo.com/Revista/EpocaQo,,EMI65568-15223,00-PSDB+DEM+E+FIESP+NOS+PAPEIS+DA+CAMARGO+CORREA,html

http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2007/07/06/e-katia-abreu-continua-indo-contra-o-combate-a-escravidão

http://www.cinforme.com.br/noticias/1294

http://oglobo.com/pais/mat/2009/03/03/em-discurso-inflamado-no-plenario-da-camara-silvio-costa-chama-jarbas-de-maraja-parasita-do-dinheiro-publico-754669548.asp

http://julidaluz.blogspot.com/2008/09/geografia-moral-do-senador-pedro-simon.html

http://pt.wiki/Senador_brasileiro_acusado_de_mensalinho_anuncia_desfilia%C3&percent;A7percent;C3percent;A3o_de_partido

http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_3/2009/03/29/noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=93684/noticia_interna.shtml

http://www.novojornal.com/politica_noticia.php?codigo_noticia=9722

http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.aps?numero=2595&classe=Inq&codigoClasse=0&origem=AP&recurso=O&tipoJulgamento=M”

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Operação Castelo de Areia e seus Desdobramentos

Lí mais essa pérola sobre a Justiça Brasileira no Blog Terra Magazine.
É de arrepiar o descaramento, a total falta de compostura e ética no campo do direito civil. Creio que ao seguir exemplo do presidente do STF Gilmar Mendes, que concedeu dois habeas corpus em menos de 48 horas ao réu condenado Daniel Dantas, a desembragadora de São Paulo não corou nem um pouco a face para conceder habeas corpus para um cliente de seu marido advogado que defende o Grupo Camargo Correa.
Isso não aparece na Rede Globo, nem na Folha de São Paulo, nem no Estadão, nem na Veja, nem na Band News FM e por aí vai. Mas está tudo certo no país chamado brasilis. E segue o enterro!

Advogado do Grupo Camargo Correa é casado com desembargadora

Aloisio Milani e Marcela Rocha

A desembargadora Cecília Mello, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, é casada com o advogado Celso Cintra Mori, sócio gestor do escritório Pinheiro Neto e profissional atuante na vida das empresas do Grupo Camargo Corrêa em vários momentos. Cecília Mello é justamente a desembargadora que concedeu habeas corpus aos diretores da holding na Operação Castelo de Areia, que investiga crimes financeiros e lavagem de dinheiro. A proximidade dos dois configura uma situação certamente constrangedora.

Em entrevista a Terra Magazine, a desembargadora negou qualquer impedimento sobre a Operação Castelo de Areia:

- Eles não são advogados da construtora Camargo Corrêa, da holding Camargo Corrêa. Nem em outros casos. Eles só são advogados da Alpargatas. Pelo menos foi essa a informação que me passaram.

A seguir, os fatos.

O escritório de advocacia de Celso Mori defende empresas da holding Camargo Corrêa regularmente em processos no Supremo Tribunal Federal (STF), no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), no Tribunal de Justiça de São Paulo e Rio de Janeiro e no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Terra Magazine checou processos protocolados nessas instâncias da Justiça e apurou que existem diversas ações do Grupo Carmargo Corrêa patrocinadas pelo escritório Pinheiro Neto nos últimos cinco anos. Sobretudo, na área civil, tributária e comercial - o foco do escritório.

Em três documentos, por exemplo, Celso Cintra Mori é citado nominalmente à frente de processos administrativos do grupo. Num deles, o advogado foi secretário da mesa de uma assembléia de acionistas da Santista Têxtil S.A em 2004, da holding. Em outro, Mori aparece como representante legal da São Paulo Alpargatas - também do grupo - na defesa de um ato de concentração no Cade. No terceiro, Mori também é citado como secretário da mesa de uma assembléia da Alpargatas em 2005, inclusive ao lado do conselheiro fiscal Fernando Dias Gomes, preso na Operação Castelo de Areia.

Na decisão do juiz federal Fausto De Sanctis, foi pedida a prisão preventiva de quatro diretores e duas secretárias da Camargo Corrêa e também o doleiro Kurt Paul Pickel. Dentre os diretores com pedido de prisão autorizado, estava Fernando Dias Gomes.

A investigação da Polícia Federal apurou que Kurt Paul se ligaria a diretores da Camargo Corrêa, dentre eles, Pietro Francesco Giavini Bianchi e Fernando Dias Gomes. Como cita o trecho do relatório policial:

- Apuraram-se diversas conversas em que teriam sido mencionadas as prováveis operações financeiras ilegais que supostamente estariam consubstanciadas no "esquema" arquitetado para a "evasão de divisas" e eventual "lavagem" de valores em prol da Camargo Corrêa ou de seus diretores, tudo, à princípio, através da intermediação de KURT PAUL PICKEL, juntamente com PIETRO, DÁCIO E FERNANDO e as secretárias MARISA e DARCY.

Leia detalhes dos documentos que mostram a atuação de Mori junto às empresas do Grupo Camargo Corrêa...

Em assembléia da Santista Têxtil S.A. de 2004, como indica documento registrado na Junta Comercial, o advogado Celso Mori é componente da mesa:

- COMPOSIÇÃO DA MESA:
Presidente: SR. FERNANDO TIGRE DE BARROS RODRIGUES e
Secretário: DR. CELSO CINTRA MORI.

Segundo a ata da assembléia de 2004 foram apresentados: Relatório da Administração, Destinação dos Lucros, Orçamento de capital para o ano seguinte, Remuneração dos Membros da administração da Companhia e A Eleição de Membros do Conselho Fiscal.

O segundo documento analisado por Terra Magazine está anexado no processo do ato de concentração 08012.013067/2007-61 no Cade sobre a compra da Alpargatas Argentina pela companhia do grupo no Brasil. Mori é citado nominalmente como advogado que defendeu a fusão. Em 24 de setembro de 2007, foi assinada inclusive uma procuração em que Celso Cintra Mori aparece, ao lado de 11 advogados, como representante legal da empresa junto ao Cade.

- Pelo presente instrumento particular, São Paulo Alpargatas S.A., (...) nomeia e constitui seus bastantes procuradores, em conjunto ou separadamente, os Srs. CELSO CINTRA MORI, (...) integrantes de Pinheiro Neto Advogados, outorgando-lhe os poderes (...) para transigir, desistir, receber, dar quitação e firmar compromisso (...) perante o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)...

O terceiro documento analisado é a ata da assembléia da Apargatas S.A. do dia 1 de abril de 2005, quando Mori foi secretário ao lado do conselheiro fiscal Fernando Dias Gomes, preso na operação. Gomes continuaria em atividade como conselheiro fiscal, como indica outra ata da Alpargatas do dia 15 de abril 2008, momento em que a investigação da Polícia Federal sobre os crimes financeiros já estava em curso.

Há outro caso importante nessa relação. É também sócio do Pinheiro Neto o advogado Marcelo Alfredo Bernardes, que em 2008 defendeu no Supremo Tribunal Federal a União Federal e Concessionária da Rodovia Presidente Dutra S/A, da qual Pietro Bianchi é sócio. Pietro é outro acusado na Operação Castelo de Areia da Polícia Federal.

Não somente nesta ação atua Marcelo Bernardes em favor da Camargo Corrêa. Há ações com registros no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Todos em prol da holding. Na prática, o laço conjugal e a atuação de Celso Mori em ações ligadas à Camargo Corrêa poderiam originar uma representação sobre uma possível parcialidade da juíza para analisar os recursos da investigação sobre a Camargo Corrêa. Contudo, ainda não há qualquer representação formal sobre uma possível "exceção de suspeição" da desembargadora - este, o termo jurídico para descrever situações em que magistrados são retirados de processos por algum vínculo com as partes envolvidas.

No dia 28 de março, a desembargadora concedeu liminar com habeas corpus para os diretores presos, além de criticar a decisão do juiz Fausto De Sanctis da 6ª Vara Criminal Federal:

- A fundamentação baseia-se em indícios de materialidade. Não há um momento sequer que, em seu vasto arrazoado, a autoridade impetrada aponte com firmeza e objetividade a materialidade dos delitos.

Em entrevista a Terra Magazine, a desembargadora Cecília Mello defende sua posição e não se considera impedida para atuar no caso:

- Quando esse caso da Operação Castelo de Areia foi distribuído pra mim, a primeira coisa que fui ver era se eles advogavam para a Camargo Corrêa, como é feito de costume. Eu não sou bidu. O escritório dele (Celso Cintra Mori) é imenso. Quando o processo entra no tribunal, e caso qualquer advogado do escritório de meu marido esteja atuando nele, já aparece de imediato o meu impedimento.

E, para justificar sua posição, afirma:

- Eles não são advogados da construtora Camargo Corrêa da holding Camargo Corrêa. Nem em outros casos. Eles só são advogados da Alpargatas. Pelo menos foi essa a informação que me passaram. E o caso que julguei não tem nada a ver com a Alpargatas. O impedimento legal só aconteceria se eles fossem advogados no processo que eu julguei.

O advogado Celso Mori está internado e não pode conceder entrevista. O sócio gestor do escritório Alexandre Bertoldi entrou em contato para dar a versão do escritório:

- A gente trabalha muito para Alpargatas, que é controlada pela Camargo Corrêa. Tem outra coisa: nesse caso, um dos diretores jurídicos da Camargo, Bruno Machado Ferla, foi indiciado e trabalhou aqui conosco (no Pinheiro Neto) por 11 ou 12 anos. Isto poderia ser um caso de suspeição se a Cecília (Mello) o conhecesse, ou fosse próxima.

E Bertoldi conclui: - Nesse caso, a (desembargadora) Cecília (Mello) achou que realmente não comprometeria. Afinal, Celso Mori não é o advogado principal da Camargo Corrêa.

A Procuradoria Regional da República, instância que julgaria recursos sobre o caso, disse por meio da assessoria de imprensa que não há representação formal sobre o trabalho da desembargadora. E que iria se pronunciar somente após a publicação da reportagem de Terra Magazine.

GOL DE PLACA

Lí no blog Terra Magazine artigo do ex Governador de São Paulo, Claudio Lembo sobre a civilidade de nosso povo:


Vai mal. Muitos já perceberam a decadência de nosso grau de civilidade. Falam. Pregam no deserto. Ninguém quer escutar. É bom viver o dia que passa. O futuro a Deus pertence. É o pensamento hegemônico.

Caíram por terra os nossos mais sadios traços de convivência. Ninguém respeita ninguém. Os professores são desconsiderados em salas de aulas. Os pais não se relacionam com seus filhos.

Uma confusão geral. Esta se desdobra em todos os setores da sociedade. Nas relações de trabalho, os conflitos são comuns. No interior das religiões, atos impensáveis. Nada de bom exemplo.

Uma onda de deboche. Uma malícia disseminada em todas as conversas. Avança para a política. Todos se "lixam" de todos. As relações sociais se deturpam. As condutas ferem o sentimento médio acumulado por séculos.

A que se deve tão ampla onda de rompimento da convivência entre as pessoas? As causas podem ser muitas. A urbanização desenfreada que trouxe, para um único local, culturas diversas.

Ou então os meios de comunicação eletrônica que lançaram uma avalanche de costumes desconhecidos de amplos setores da sociedade. Os hábitos de determinados setores urbanos transferiram-se para todo o país.

Deu no que deu. Ninguém respeita ninguém. Uma entropia invade todos os segmentos da sociedade. Há campanhas publicitárias sobre tudo. Não há campanhas informativas sobre como proceder.

Inexiste preocupação sobre aspectos mínimos da razoável forma de se conduzir por parte das pessoas. Elas não são incentivadas a praticarem formas civis de convívio.

Tudo se tornou uma luta de todos contra todos. A agressividade invadiu o contexto social. Viver em sociedade, apesar do ensinamento em contrário, dos antigos filósofos, tornou-se oneroso.

Daí a fuga para um individualismo perverso. A retirada para o interior das moradias. O não conhecer o vizinho. A ausência da boa troca de idéias. Tudo recuou para o individual.

Quando se busca o convívio surge, comumente, o desafio do diálogo pobre. Entrecortado por frases desconexas e tratamento desprimoroso. Perdeu-se o traço singular do ser humano: a capacidade de convívio.

Isto acontece em todas as sociedades. Atingiu grau superior por aqui. Deformaram-se nos costumes. O melhor da brasilidade perdeu-se na mediocridade.

Nada foge a esta realidade. Da universidade à várzea, proliferam as formas incivilizadas de agir. As escolas são depredadas pelos alunos. Os templos violados. As cidades agredidas pelo mau uso.

Perderam-se os núcleos básicos de aprendizado da boa educação. As crianças e os jovens estão soltos. Já não contam com os pais para ensinar as regras mínimas de conduta. Estão ao Deus dará.

Este amargor alcança muitas pessoas, particularmente os que tiveram a felicidade de viver outros tempos. Não se trata de pessimismo ou saudosismo.

É mais. Trata-se de simples constatação de uma realidade envolvente. Ela surgiu com mais vigor nesta semana. O jornal Folha de São Paulo sabatinou Ronaldo, o jogador do momento.

Quando um educador fala, ninguém dá importância no atual contexto. É mais um chato a oferecer opiniões desagradáveis. Um pernóstico recheado de doutrinas e preconceitos.

Agora, quem pôs o dedo na ferida foi ele, Ronaldo, a figura mais exposta pelos meios de comunicação nos últimos tempos. Foi duro. Salutar, porém. Ronaldo foi enfático, mais do que enfático, marcou um gol à distância.

Ao ser indagado como e onde educará seu filho, respondeu o jogador do momento, na Europa. As crianças brasileiras são maliciosas. Possuem palavreado de adolescentes. Proferem palavrões.

E ao ser provocado por grito da platéia, Ronaldo foi além. Afirmou ser seu filho brasileiro, mas que prefere que ele conte com amiguinhos europeus, sem malandragem dos amiguinhos brasileiros.

Concluiu o fenômeno: "A gente quer sempre o melhor pros filhos, e eu, podendo escolher, prefiro que ele tenha educação européia". Acertou na ferida. Não deixou saídas.

Lamentável. Lição, porém, legítima porque retrata a realidade social de degenerência dos costumes. É bom tomar atenção, se ainda houver tempo. Um pouco de boa educação não faz mal a ninguém.

É Ronaldo quem diz. Não um pedagogo qualquer.

STJ suspende operação contra crime financeiro

Acabei de ler no blog Acerto de Contas essa pérola sobre decisão do nosso Sistema Judiciário e fiquei pasmo! Sem mais comentários porque vou alí tomar um anti-ácido, afinal meu estômago não é de avestruz.

por Fausto Macedo
de O Estado de S.Paulo

"Sob a responsabilidade do juiz Fausto De Sanctis, ação culminou na denúncia de 13 executivos de banco suíço"

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretou a suspensão da Operação Suíça, que a Polícia Federal reputa como uma das mais importantes investigações no combate a crimes financeiros, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A decisão foi tomada pelo desembargador Celso Limongi, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que atua como ministro convocado para o STJ. Limongi acolheu pedido da defesa de Alexander Siegenthaler e Carlos Miguel de Souza Martins, ex-executivos do banco Credit Suisse e réus de ação penal em curso na 6.ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

A defesa alegou que a Justiça Federal em São Paulo não permitiu audiência de interrogatório dos dois acusados na Suíça, onde ambos residem. Limongi decidiu trancar o processo até julgamento de mérito “para evitar futura alegação de nulidade por cerceamento de defesa”.

Deflagrada em 2006, a operação identificou captação de clientes brasileiros por representantes do banco e remessa ilegal de valores a contas numeradas na Suíça.

Segundo o Ministério Público Federal, o escritório de representação do Credit no Brasil era usado para dar aparência lícita às transferências, por meio de operações de investimentos no exterior sem comunicação ao Banco Central e à Receita.

Dezessete investigados foram formalmente denunciados pela Procuradoria da República entre os quais 13 executivos ou ex-funcionários do banco suíço no Brasil e no exterior. Todos respondem à ação penal por lavagem de dinheiro, evasão, gestão fraudulenta, operação ilegal de instituições financeiras e formação de quadrilha.

No início de fevereiro, o Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF 3) acolheu manifestação da Procuradoria Regional da República e negou pedido de habeas corpus para Souza Martins e Siegenthaler, que pleitearam depor na Suíça.

O TRF 3 determinou que o interrogatório dos dois acusados seja em São Paulo, perante o juiz Fausto Martin De Sanctis, que conduz a ação penal. Souza Martins é ex-chefe da representação do Credit Suisse no Brasil; Siegenthaler dirigiu a divisão de private banking da instituição para as Américas.

O TRF 3 ordenou que, em caso de ausência, os ex-executivos do Credit deveriam ser julgados à revelia. Segundo a denúncia da procuradoria, Souza Martins era o responsável pela coordenação da captação de clientes no Brasil e orientava seus subordinados para que destruíssem diariamente documentos que indicassem a abertura de contas na Suíça. Estava subordinado a Reto Carlos Hunziker, diretor regional do banco, que por sua vez responderia a Siegenthaler.

Contra a decisão do TRF 3, os criminalistas Alberto Zacharias Toron e Carla De Domênico recorreram ao STJ, com pedido de liminar para suspensão da demanda, inclusive da expedição dos pedidos de cooperação internacional, até julgamento final. “Os princípios do devido processo legal e da garantia da ampla defesa devem ser observados em todos os procedimentos penais”, sentenciou Limongi.

Autor: Andre Riboni

domingo, 17 de maio de 2009

Acorda Mídia Terrorista

Enquanto a mídia terrorista, aquela principalmente formada pelas maiores redes de televisão, rádio, revistas e jornalões do país e sediados no eixo Rio-São Paulo buscam em seus noticiários a todo instante alarmar a população brasileira sobre a gravidade da gripe suína e com isso imputar ao Governo Federal incompetência ao lidar com a situação, outras doenças vão deixando cadáveres por todo território nacional.

Apenas para ficarmos com alguns números brutos e restringirmos as informações a um único Estado da Federação, a Bahia, encontramos 66.000 - sessenta e seis mil - casos de DENGUE HEMORRÁGICA com 49 - quarenta e nove - MORTES até o momento.

Além disso outra doença muito conhecida por todos nós, a MENINGITE, já MATOU também na Bahia até agora 41 habitantes.

Que porcaria de país é esse?
Que porcaria de mídia terrorista é essa que busca a desgraça importada e não dá importância as tragédias internas?
E onde é que estão as nossas autoridades?
O que fazem as mesmas diante de tão grave quadro na saúde pública?

Pior! Onde andarão toda a Deputaiada que mama dos nossos impostos lá no Congresso Nacional?
Alguém por aí já viu de perto algum desses De-Putados no seu dia a dia, frente a frente, cara a cara, olho no olho?
Tenho certeza que não!

É muita falta de vergonha na cara de todas as camadas sociais. E quanto mais elevada, pior.

Mas acima de todas elas está a safadeza da mídia terrorista que apóia corruptos e bandidos em detrimento dos interesses da maioria da população.

A mídia terrorista é mesquinha, deturpadora, víl, bandida, safada, sem escrúpulos, sem ética, sem caráter, sem moral, sem alma etc............

Ela é formada por vagais que dispõe de diploma de nível superior em COMUNICAÇÃO SOCIAL. Social? Deve ser piada!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Lula diz que oposição mente ao compará-lo com Collor

O Presidente parece que finalmente cansou de levar porrada de todos os lados e agora vai a público para tirar um pouco o peso das mentiras que a mídia terrorista e os partidos safados fazem sobre o seu governo.

Antes tarde do que nunca!

Reportagem publicada no Portal Terra.
Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu na noite desta quinta-feira às críticas da oposição ao projeto que define novas regras para a caderneta de poupança. Ele afirmou que os opositores mentem "descaradamente", porque teriam "perdido o discurso".

Em entrevista coletiva realizada na noite desta quinta-feira em Florianópolis, onde participou da abertura do 9o encontro do WTTC (World Travel and Tourism Concil) ele se irritou ao destacar que alguns opositores o haviam comparado ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, que confiscou cadernetas de poupança em 1990. "O triste é que muitos dos que me criticam hoje apoiaram o Collor naquela época", disse.

Lula destacou que as cadernetas de poupança da maioria dos investidores continua inalterada. Segundo ele, grande parte das aplicações são de pequenos valores, que não serão taxados.

"56% das aplicações da Caixa Econômica Federal são de menos de R$ 100 e quase 90% das pessoas que aplicam em cadernetas de poupança têm valores inferiores a R$ 10 mil", completou. "A poupança continua do mesmo jeito, por mais que a oposição queira que o governo fizesse ao contrário".

O presidente acrescentou que devido à queda da taxa Selic era "impossível permitir" que a poupança se transformasse na principal aplicação de grandes investidores.

"Todo mundo queria que a Selic fosse reduzida e quando isso aconteceu a poupança passou a oferecer os melhores rendimentos", disse. "Mas não dá para deixar que investidores deixem dois milhões na poupança, que tem o endereço certo: financiar obras de saneamento e construção de casa própria".

Ao final da coletiva, Lula voltou a disparar contra os partidos de oposição que, segundo ele, estaria "mentindo descaradamente". "Não sei como a oposição tem coragem de mentir de forma descarada, achando que a opinião pública não irá perceber o desplante das acusações", acrescentou. "Como garantimos os poupadores do Brasil, eles não têm o que falar. Tenho muita pena de um país que tem uma oposição que perdeu o discurso".

Crise
O presidente Lula afirmou também que o Brasil não pode ser o melhor país diante da crise, mas também não está entre os piores. Durante a abertura do Congresso Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês), em Santa Catarina, ele afirmou que o País mostrou a melhor política monetária e financeira do mundo.

Segundo Lula, o maior problema do Brasil é crédito, porque 30% era captado no exterior e, com a crise financeira, isso ficou comprometido. O presidente também cobrou que as empresas aéreas invistam em aviação regional no momento de crise e para incentivar o turismo nacional.

Política não é clube

Algumas pessoas, ou melhor, uma grande parte delas olha para a política como se fossem agremiações esportivas, como o seu time de futebol do coração e dessa maneira criam tapumes na face que não as deixam olhar com mais clareza a realidade ao seu redor.

Infelizmente elas passam a acreditar em fadas e em bruxas.

E assim passam a dividir os partidos políticos e seus membros entre aqueles considerados mocinhos e bandidos. Bons e maus.

Assim caminha a sociedade brasileira, torcendo que tudo vá para o inferno quando seu partido não está no poder. E fechando os olhos para as sacanagens quando os seus preferidos alí estão.

Uma coisa é certa: Todos partidos são formados por pessoas.
E as pessoas são suscetíveis á falhas humanas. O que as difere é a intensidade com que a moral e a ética habitam seu coração e permeiam a sua conduta.

Tudo o mais é ilusão que criamos diante de seres humanos na vida política e pública.

Portanto independente de minhas preferências, elas não poderão me influenciar na hora da escolha de quem irá comandar a vida da minha Cidade, do meu Estado e até mesmo do meu País.
Simples assim.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Coisas da nossa Deputaiada

Comentário de Luiz Carlos Prates da RBS de Santa Catarina sobre a farra das passagens aéreas promovida pelos nossos digníssimos Deputados Federais.
O programa foi ao ar em 20 de Abril passado e até o momento a reprodução deste vídeo já alcançou quase 980.000 exibições na internet. Ele fala por cada brasileiro que sente-se indignado com a imoralidade política.

Unesco premia o Lula

Imagino que os opositores devam estar fazendo filas nas UTI´s pelo país afora depois dessa notícia sobre premiação ao Presidente do Brasil.

Fonte: Agencia Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá da Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura (Unesco) o Prêmio pela Paz Félix Houphouët-Boigny 2008. A escolha foi anunciada nesta quarta-feira na sede da Unesco, em Paris. É a primeira vez que uma personalidade sul-americana é indicada para o prêmio.

"Decidimos conceder o Prêmio pela Paz Félix Houphouët-Boigny a Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República do Brasil, por suas ações em busca da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como por sua valiosa contribuição para a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos das minorias", justificou o ex-presidente de Portugal Mario Soares, integrante do júri, ao anunciar a decisão.

O Prêmio pela Paz Félix Houphouët-Boigny foi criado em 1989 para homenagear pessoas, organismos ou instituições que contribuíram de maneira significativa para a promoção, a pesquisa, a salvaguarda ou a manutenção da paz.

Já foram contemplados líderes como os sul-africanos Nelson Mandela e Frederik W. De Klerk, os israelenses Yitzhak Rabin e Shimon Pérès, o palestino Yasser Arafat, o Rei Juan Carlos I da Espanha, o americano Jimmy Carter e o senegalês Abdoulaye Wade.

A cerimônia de premiação está marcada para julho, mas a Presidência da República não confirma a presença de Lula.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cinco meses se passaram… e o Brasil continua bem na foto

Lí no blog "A Outra Face da Moeda" essa raridade de comentário que não encontramos na mídia terrorista e seus urubus de plantão que alardeam e disseminam a CRISEEEEeeeeee...

“Brasil capta US$ 750 milhões no exterior com o segundo menor juro da história”, é a manchete da Agência Brasil.

É interessante que, há 5 meses, postei aqui (”Investidores internacionais têm mais segurança no Brasil“) sobre previsões contrárias de um analista estrangeiro:

“Melhora do ambiente de crédito (internacional) é temporária, diz Nick Chamie”, da Agência Estado

“Para Chamie, os países emergentes enfrentarão a concorrência acirrada com títulos de dívida de países industrializados.”

Ah sim! Sei quais!.. Aqueles que estão pagando – e irão pagar durante um bom tempo – juros nominais zero ou 0,5% ao ano, não é!? São os títulos daqueles governos em déficit na casa das centenas de bilhões e que já estão atolados até o pescoço de dívidas? Tá, entendi…

“Chamie afirmou que, no momento atual, ainda é muito cedo para que os investidores voltem a alocar recursos em mercados emergentes.”

Bom, Mr. Chamie, goste você ou não, o fato é que eles estão colocando dinheiro aqui.

“Quando (como assim, ‘quando’!?) os investidores decidirem retornar aos mercados emergentes, o que deve demorar algum tempo (ahn!?), o Brasil, na visão de Chamie, não figuraria como um dos países que estariam em melhor posição para absorver esses recursos. O México, por exemplo, estará mais bem posicionado.”

Mr. Chamie… Não é o que os números estão dizendo!

Vamos ver como se comportam os investidores internacionais daqui para frente, mas, por enquanto, nada indica que o Brasil esteja mal visto assim… Pelo contrário.

Nada como um dia após o outro…
Fonte:Blog A outra face da moeda.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Serra diz que não disse o que disse


Serra come carne suína e se diz alvo de 'montagem desonesta'

Depois de vídeo no Youtube, governador comeu filé mignon suíno no azeite extravirgem com legumes cozidos

Carolina Freitas, da Agência Estado

SÃO PAULO - Após virar hit na internet com uma declaração editada sobre a gripe suína, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), almoçou com produtores de carne de porco, na capital paulista, para atestar a segurança do alimento. No dia 27, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, o governador disse que a gripe era transmitida "dos porquinhos para as pessoas quando eles espirram ou quando a pessoa chega perto do nariz do porco". Desde então, vídeos editados lideram a audiência no site Youtube.

Questionado se tinha algum arrependimento de ter dito a frase, Serra disse que não e justificou: "A declaração foi cortada, puseram um trechinho no Youtube, esperando que os jornalistas repercutissem uma montagem desonesta."

O almoço aconteceu num restaurante na zona sul da capital. Serra comeu filé mignon suíno no azeite extravirgem com legumes cozidos. Depois do almoço, o governador esforçou-se para desfazer a saia-justa provocada pelas declarações feitas em Ribeirão Preto e passou dois minutos da entrevista coletiva elogiando a qualidade da carne suína.

"Não há motivo para deixar de comer carne de porco porque batizaram essa gripe de suína", disse Serra. "Pode consumir carne suína à vontade. Vou virar freguês desse filé."

Ps1: Veja a que ponto chegou a mídia, em defesa da candidatura Serra: a repórter do Estadão diz que a declaração de Serra foi "editada", sugerindo que com isso teria sido deturpada. Não foi.

Ps2: "A declaração foi cortada", diz o candidato. Ora, foi cortada como são cortadas todos os dias milhões de declarações que vão ao ar nas emissoras de TV do mundo. A montagem a que se refere o governador paulista é bem humorada, mas não "desonesta". Ela, a montagem, reflete exatamente o que disse Serra.

Fonte: BLOG DO AZENHA em 12.05.09

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Brutais Diferenças, dona Miriam!


Reproduzo uma impecável análise que lí no Blog de Um Sem Mídia, de Carlos Dória sobre as brutais diferenças de postura entre a mídia da República Americana e da República Brasileira. Essa postura explica muito bem o sentimento de cachorro vira latas que habita corações e mentes de boa parte dos pseudo-intelectuais que povoam as redações dos principais veículos de comunicação deste nosso país.

BRUTAIS DIFERENÇAS, DONA MÍRIAM!

Com o título “Sutis diferenças”, Miriam Leitão escreve sobre a entrevista coletiva de Barack Obama, ao final de cem dias de governo, em sua coluna de hoje (1/5/09), no jornal O Globo.

Ao longo do texto, ela compara o estilo Obama com o estilo Lula, apenas sugerindo o nome deste, e afirmando, com fundamentação rasteira, a superioridade do primeiro sobre o segundo.

Vamos à análise dos fatos. É verdade que há sutis diferenças entre os dois, sabidas por todos(as).

O mesmo não se pode dizer das brutais diferenças entre a relação da imprensa americana com o Obama e da imprensa brasileira com o Lula.

Obama recebe um tratamento decente e democrático da imprensa de seu país. Porque esta entende que ele foi eleito por maioria de votos para exercer o seu mandato e, portanto, tem que ser respeitado. A imprensa de lá respeita, portanto, os eleitores do Obama e mesmo os do McCain que, após a vitória do primeiro, assumiram-no como o seu presidente.

Lula eleito, também, por maioria dos votos, recebe, desde o primeiro dia de governo, em 2003, um tiroteio sem fim da imprensa que Míriam Leitão representa tão bem; uma imprensa que manipula a informação, fazendo afirmações e emitindo juízos sem fundamentação, em grande parte dos casos.

Uma imprensa que não respeita os eleitores do Lula e os do Serra (em 2002) e do Alckmin (em 2006), que juntos àqueles assumiram, também, que Lula é o seu presidente. Vide os índices de aprovação do seu governo, bem superiores à votação obtida nos dois momentos.

Embora Obama seja negro, num país profundamente racista, a imprensa o respeita e o trata com dignidade.

Lula, por ter origem operária, num país que cultua tão fortemente os diplomas (sejam ou não comprados), é rejeitado e bombardeado desde o início do seu primeiro governo. Para piorar - crime hediondo! - é socialista.

A imprensa norte-americana veicula, diariamente, com destaque, as ações positivas do governo Obama (a metade do copo com água) e veicula, também, os problemas. O que é o papel de uma imprensa decente.

A imprensa brasileira, desde o início do governo Lula, mas principalmente após o primeiro ano de governo, só mostra a metade vazia do copo d’água, apenas divulgando as medidas positivas quando não tem jeito. Isto porque, devido ao boicote e manipulação das informações, o Lula acabou se especializando em criar “fatos jornalísticos”.

Por isso ele tem que fazer, em seus discursos e entrevistas, o que a Míriam chama de “auto louvação”. Como ele se comunica bem com o povo, tem que aproveitar para divulgar as realizações do seu mandato em todas as brechas que aparecerem porque, se depender da imprensa, isso não acontecerá.

Agora mesmo, de outubro de 2008 para cá, a cobertura da imprensa tem sido vergonhosa – uma brutal diferença da de lá. Inicialmente, tentou de todas as formas responsabilizar Lula pela crise mundial. Como ficou clara a “forçação de barra“ nessa direção, mudou a tática.

A partir de novembro, todos os dias foram dadas notícias ruins, potencialmente ou artificialmente, ligadas à crise mundial, com bastante destaque. Quando apareceram bons indicadores, a notícia foi dada comparando-se estes com os de antes da crise.

A idéia-força é “melhorou alguma coisa, mas está muito longe do que foi há um ano atrás".

A postura pessimista-oposicionista da imprensa – de quem Míriam Leitão é uma das principais representantes – passou a predominar, inclusive, contra os seus próprios interesses na relação com os leitores, transformando-se em mero instrumento – pago a peso de ouro – da elite econômica brasileira, no afã de retomar o poder político, com a eleição do Serra, em 2010. Fato é que todos os veículos da grande imprensa tiveram perda de audiência ou de leitores.

Assim, essa estratégia de comparar números atuais com os de antes da crise tem como objetivo manter a sociedade pessimista e, com isso (acreditam eles), puxar para baixo os níveis de avaliação positiva de Lula e de seu governo.

O azar da imprensa é que isso somente poderá ser feito até setembro porque, a partir daí, os números de 2009 serão, necessariamente, maiores do que os de um ano antes. A esperança da imprensa é que, até lá, surja uma nova oportunidade para continuar sua tentativa de “sangria” do governo Lula e viabilização do projeto Serra Presidente.

Por tudo isso, fica claro que a imprensa brasileira é o principal partido de oposição ao governo Lula, desde a primeira hora. PSDB, DEM e PPS são meros coadjuvantes, cujos líderes e parlamentares apenas cumprem os papéis definidos pela cúpula da elite econômica brasileira.

Já nos EUA, o partido de oposição ao governo Obama é o Partido Republicano.

Como se vê, temos aí brutais diferenças, não é dona Míriam?
FONTE:Blog Por uma Mídia Honesta.

sábado, 9 de maio de 2009

O PCC no Comando!

Reproduzo artigo de Hermano Freitas, especial para o Portal Terra. Trata-se de tema revelador e ao mesmo tempo horripilante.

Direto de São Paulo

Na tarde da sexta-feira 12 de maio de 2006, detentos das casas de custódia de Avaré e Iaras, no interior de São Paulo, se rebelaram. Em seguida, dezenas de penitenciárias paulistas seguiram o movimento. No domingo, 74 presídios viam seus internos assumirem o controle.

Era a segunda vez que a organização denominada Primeiro Comando da Capital (PCC) promovia um amotinamento em massa: cinco anos antes, em fevereiro de 2001, mais de 20 casas se rebelaram, tornando o grupo mundialmente conhecido e desmoralizando o governo paulista, que negava sua existência. Mas foi a megarrebelião de 2006 que virou um marco.

As rebeliões nas penitenciárias acompanharam uma onda de ataques que matou mais de cem de pessoas, levou terror às ruas e que também completa três anos neste mês. Segundo o site da Secretaria estadual da Segurança Pública, ao menos 31 policiais morreram, sendo 24 militares e 7 civis. O sindicato afirma que pelo menos 16 agentes penitenciários perderam a vida na ocasião.

O momento que a facção criminosa hoje atravessa é outro. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), após 91 rebeliões em 2006, o ano seguinte não registrou grandes amotinamentos. Em 2008, foram três as rebeliões e, até o dia 8 de maio deste ano, a pasta ainda não havia registrado distúrbios de grande porte nas penitenciárias.

Se para o governo a paz é sinônimo de PCC sob controle, para especialistas, a aparente calma nos presídios indica um domínio absoluto por parte da facção dentro do sistema penitenciário. Consolidado, o PCC prefere a discrição.

"A calma não significa que há paz, mas que existe um domínio inconteste", avalia o promotor Márcio Cristino, um dos primeiros a denunciar membros do grupo.

A opinião corrobora a tese de estudiosos como a doutoranda em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) Camila Nunes Dias, que estima em mais de 90% as cadeias estaduais sob o domínio da quadrilha. "A conjuntura atual permitiu que os atos de violência cessassem", disse.

Os eventuais conflitos entre integrantes não é mais necessariamente resolvido pela violência extrema. Fora das prisões, os tribunais da facção, chamados de "debates", condenam à morte apenas em último caso. Extremamente profissionalizada, a organização não permite que seus negócios, em especial a venda de drogas, sejam perturbados por homicídios. "A negociação parece mais freqüente que a conquista na solução de impasses", diz outro doutorando em Sociologia pela USP, Daniel Hirata.

O delegado titular da Divisão de Homicídios da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro, vê lógica financeira na economia de vidas. "Eles começaram a perceber o alto custo de se matar uma pessoa. É melhor o prejuízo de R$ 2 mil com uma dívida de drogas que pagar R$ 20 mil a um advogado num eventual processo por homicídio", afirmou.

As rígidas normas que o PCC impõe nas prisões facilita a vida dos agentes penitenciários e acaba sendo conveniente para quem as administra. O porte de facas artesanais, as biqueiras, é malvisto, pois indica a disposição de atacar outros presos - todos membros da facção. Novos integrantes são admitidos mediante a indicação de membros antigos, os "padrinhos", responsáveis pelos atos de seus afilhados.

O grupo prefere integrar todos os presos e evita o isolamento, já que dissidências poderiam se formar a partir do agrupamento dos "solitários". A reportagem apurou ainda que o PCC proibiu há cerca de três anos o uso de crack e o homossexualismo entre seus membros. Procurada para comentar as leis do crime, a Secretaria de Administração Penitenciária disse, por meio de nota, que "não comenta sobre supostas facções criminosas".

Apesar de reconhecer o momento discreto da facção, que chama de "falsa tranqüilidade", o presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), João Rinaldo Machado, chama atenção para a violência que guardas penitenciários sofrem.

"Agentes penitenciários continuam sendo mortos na surdina durante suas folgas", diz Machado. Na madrugada do dia 4 de maio, oito disparos, entre 15 deflagrados, mataram um agente de 27 anos, executado na frente da namorada quando chegava na sua casa em Álvares Machado, cidade de 23 mil habitantes vizinha a Presidente Prudente, onde há uma penitenciária que abriga membros de facções rivais. A polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido cometido por membros do PCC.

Reprise
Alternativa ao Estado de Direito ou mero parasita, o PCC é uma realidade e segue atuando e lucrando com o tráfico de drogas, o roubo de cargas e de bancos em São Paulo e até em outros Estados. Seu desafio atual é emergir para a legalidade, advertem especialistas. Neste objetivo, financia a formação acadêmica de estudantes, em especial do curso de Direito.

A próxima tacada do chamado "partido do crime" seria infiltrar candidatos seus nas eleições. O Sifuspesp acredita que as legendas menores são mais suscetíveis ao assédio da quadrilha. A coincidência entre o ano de eleições para o governo estadual e a data dos ataques amedronta. "Não descartamos a possibilidade de que aconteça em 2010 o que aconteceu em 2006. Em 2005 também houve um período de trégua nas rebeliões", adverte Rinaldo Machado.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A Suposição.

Chega ser engraçado como a palavra suposição está em moda ultimamente no noticiário nacional.
Principalmente nos grandes veículos de comunicação de massa, que são craques em reproduzir versões dos demais, tudo que refere-se a situações que envolvam escroques criminosos do colarinho branco e seus atos, são taxados de "supostos".

Supõe-se que aquele determinado desvio não passa de uma suposição. O envolvido é um suposto apenas, pois não há provas, por mais que hajam!
Desta maneira, é "suposto" que Daniel Dantas tenha cometido algumas irregularidades na frente de seus negócios "supostamente" excusos.

A mídia cita como suposição tudo que possa envolver pessoas e entidades ligadas a oposição ao governo que aí está, mas quando o assunto é da base governista torna-se fato. E quem sentiu-se injustiçado que trate de comprovar o contrário.

Uma onda de disseminação de desgraças povoa as páginas dos principais jornais, revistas, noticiários de rádios e televisão.
Âncoras muito bem treinados e quem sabe, muito bem pagos por fora, buscam nas entrelinhas pregar um cenário de turbulência excessiva para desmerecer ou depreciar aquilo que efetivamente possa estar sendo feito de bom e concreto pelo governo atual.
Tudo isso, todo esse jogo de cenas e palvaras tem um sentido definido: estão de olho nas próximas eleições para se levar ao planalto qualquer candidato que não seja do atual governo ou partidos aliados. Se é PT é bandido e ponto final.

Portanto com tantas suposições em defesa de bandidos comprovadamente pegos com a mão na massa (conforme as ações intermináveis da polícia federal podem comprovar), suponho que o cidadão comum deve ser taxado de um verdadeiro idiota nas mãos da mídia terrorista e vendida que trabalha e defende a não transparência nas relações democráticas. Importante é cuidar apenas do que lhe é interessante e que possa lhe render muitos milhões de dólares em negócios excusos.

Lembrando apenas que para haver o corrupto necessariamente precisamos do corruptor.
Ou será que isso é mais uma suposição?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Faça sua Escolha

Reproduzo conteúdo do blog de Eduardo Guimarães, como sempre um verdadeiro paladino na defesa de direitos sociais.

FAÇA SUA ESCOLHA

Eduardo Guimarães

Um contingente enorme de brasileiros ainda não se deu conta de um dos mais importantes direitos dos cidadãos, do direito à informação, um direito que no mundo contemporâneo faz a diferença entre uma pessoa ter como buscar o próprio bem-estar, bem como o de sua família, e de não ter como fazê-lo de forma eficiente por simples falta de conhecimentos.

Informação, dizem, é poder, e não necessariamente um poder opressivo, exercido para dobrar outras vontades e superar os interesses alheios, como costuma ser o poder quando exercido pelos que são poderosos em tempo integral, mas um poder que talvez nem possa ser chamado assim, sendo mais uma faculdade como a fala, a visão e a audição.

Ter negadas informações importantes e necessárias a tomadas de decisão impostergáveis e de cunho estritamente pessoal - como, por exemplo, são as decisões políticas das pessoas nas democracias dignas do nome - equivale a ser vendado para a realidade de forma deliberada e criminosa por parte de pessoas mal-intencionadas que buscam a ignorância alheia como forma de atingir objetivos inconfessáveis.

Venho lutando contra isso há muitos anos, da forma como posso, mas sempre me surpreendo ao ver que a conduta dos detentores quase que do monopólio da informação (por deterem o controle da mídia eletrônica, que é a que faz a diferença atualmente), não mudam.

É claro que acabou a época na qual, se a imprensa não noticiasse alguma coisa, ela não existia. Hoje existe a internet, e ela permite que se compartilhe informações de todos os tipos com o mundo inteiro, e de forma tão completa que nunca se imaginou que viria a existir.

O grande problema, atualmente, é o de que, apesar de hoje ser possível burlar a censura que a imprensa sempre impõe a fatos dos quais não gosta, só se pode informar quem estiver disposto a ser informado, e que, dessa maneira, busque informações livres na rede mundial de computadores.

Infelizmente, apesar de a mudança da situação que descreverei estar se processando velozmente aqui e no resto do mundo, as pessoas ainda dependem, quase que em sua totalidade, dos meios eletrônicos de informação, sendo mera fração da sociedade que adotou o hábito de se informar adequadamente sobre o jogo do poder.

O contingente de pessoas que substituíram os meios convencionais de acesso à informação pela internet já é majoritário nos países ricos. Em alguns anos, isso ocorrerá também no Brasil. Todavia, ainda não chegamos nem perto de tal situação, até por conta das deficiências culturais enormes que nos separam dos povos desenvolvidos.

Essa situação é preocupante porque ainda somos um país de vendados políticos que tateia pela escuridão da censura em busca de um caminho que nos conduza à luz do conhecimento e da consciência política.

Vejam esse caso da manifestação contra Gilmar Dantas ontem à noite em Brasília. Hoje cedo, tão pronto cheguei ao escritório, busquei o site do maior jornal da capital federal do Brasil, onde ocorrera o ato público, o Correio Brasiliense, na esperança de encontrar a notícia de que tal manifestação ocorreu.

É óbvio que, tal qual aconteceu em quase todas as tevês abertas (com exceção da Record), nos grandes jornais de toda parte não foi noticiado que centenas de pessoas ocuparam a Praça dos Três Poderes, na capital da República, em frente ao Judiciário, ao Legislativo e ao Executivo, para protestar contra o presidente de um daqueles poderes.

"E por que isso aconteceu?", perguntamo-nos. A resposta é simples: porque um grupo político que controla a informação no Brasil não gostou da notícia e decidiu que a sonegaria ao conjunto da sociedade, pois esta depende extremamente dos meios eletrônicos de informação e, em medida bem menor - porém importante -, dos grandes jornais.

Não é por outra razão que denominei como "sem-mídia" a mim mesmo e aos que pensam como eu, porque o conceito de mídia, hoje, remete ao monopólio exercido por "meia dúzia" de famílias "tradicionais" espalhadas pelos quatro cantos do país, e estas famílias negam acesso ao império que construíram ao custo de verbas públicas, de benesses do Estado, sobretudo durante a ditadura militar, àqueles que dissentem de suas idiossincrasias políticas e ideológicas.

Como se não bastasse a censura em seus impérios de comunicação, essas oligarquias se valem de "capangas ideológicos" como um Reinaldo Azevedo ou um Ricardo Noblat para darem combate aos que se contrapõem a seus interesses políticos no terreno em que estes têm como lutar, que é na internet.

É uma luta desigual. O próprio Estado, governado pelos inimigos políticos das famílias Marinho, Civita, Frias e Mesquita, se vê acuado pelo poder que elas exercem, um poder que lhes permite criar sucessivas crises institucionais, comoções públicas de conseqüências imprevisíveis (como no caso da febre amarela ou no do alarmismo econômico que piorou gravemente a situação da economia brasileira em dezembro do ano passado) e a defesa efetiva de seus interesses em leis e outras políticas públicas.

Estamos na véspera de um ano no qual o topo da pirâmide social brasileira tentará impedir o estreitamento da base dessa pirâmide, fenômeno que passou a ocorrer a partir do governo Lula como jamais acontecerá em mais de cem anos de história republicana. Temos, assim, duas opções: empurrar para o outro a responsabilidade de combater essa ameaça que é a mídia brasileira ou assumirmos, cada um, a parte de responsabilidade que nos cabe.

Eu lhes garanto que já fiz a minha escolha há muito tempo. Que cada um de vocês faça a sua. Pode ser pela poltrona de vossas casas, muitas vezes diante do computador, ou nas ruas, outra arena na qual, a exemplo da internet, "eles" ainda não podem nos impedir de lutar e de dizer a verdade.

Há o Movimento dos Sem Mídia, há o Movimento Saia às ruas, há outros do mesmo tipo e há até os partidos políticos e os sindicatos, para que todos se integrem a eles e participem da luta pela democratização do Brasil. Mas há, também, o movimento dos covardes e dos acomodados, um movimento que, tragicamente, tem sido o que mais adeptos tem atraído no Brasil. Escolha o seu.
Fonte:Blog Cidadania.com