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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dilma no Primeiro Debate foi na Jugular do Vampiro, que sentiu o Golpe

Dilma anima a militância; Serra apanha

Reproduzo artigo de Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador:

Apontado como “líder satanista” (na imunda boataria pró-Serra, que inundou a internet nas últimas semanas), Michel Temer (o vice de Dilma) foi quem analisou com mais calma e conteúdo o debate, numa entrevista rápida ainda dentro do estúdio da “Band”: a atuação da Dilma “vai jogar nas ruas a militância”.

O debate foi isso. Audiência baixa, cerca de 3 pontos. Quem tava acompanhando? O público mais ligado em política – dos dois lados. Dilma falou pra militância. E acho que surpreendeu positivamente a todos.

A turma do PT – meio ressabiada, porque esperava liquidar tudo no primeiro turno, e porque não via reação da campanha à onda difamatória das últimas semanas – recebeu uma injeção de ânimo.

Em vez de bater pesado no horário político gratuito (visto por um público mais amplo, que poderia rejeitar a estratégia mais dura), Dilma deu as respostas no debate – visto pela militância. Foi estratégia inteligente, certeira.

Serra, ao que parece, não esperava por isso. Engoliu em seco várias vezes. E acusou o golpe, falando que Dilma estava “agressiva”. Machismo puro. Mulher quando enfrenta é “agressiva”. Ele quer princesinha? Vai buscar na MTV…

O tucano é mal acostumado – como sabemos. Tem à sua volta uma imprensa amiga, que não o incomoda. E quando aparece um jornalista ou outro a fazer pergunta “inconveniente”, ele liga pra Redação e pede a cabeça do repórter. Ou, então, confisca as fitas (como fez depois de uma entrevista pra Márcia Peltier, na CNT).

Ao fim do debate, eu olhava pro Serra (que parecia aturdido e contrariado por apanhar tanto), e pensava comigo: será que ele vai ligar pro Lula e pedir a cabeça da Dilma?

Durante uma panfletagem no Rio, há poucas semanas, Serra botou a mulher dele (não a Soninha, mas a Mônica) pra acusar Dilma de “matar criancinhas”: é o papo sujo do aborto. Quando ficou frente a frente com Dilma, nesse domingo, ele não sustentou a frase. Fugiu. E não defendeu a mulher oficial. Covardia típica de machão mal-resolvido. Ainda por cima, não gostou da Dilma “agressiva”. Tá mal acostumado com certas apresentadoras e jornalistas “amigas”…

No conteúdo, Dilma foi bem ao desmascarar a campanha de calúnias, e ao marcar na testa de Serra o rótulo de “privatista”. Tão incomodado Serra ficou que, naquela entrevista rápida pós-debate, fez questão de dizer “sou defensor das empresas estatais”.

Sentiu o golpe.

Mauricio Stycer, ótimo repórter do UOL, postava no twitter pouco depois do encerramento: “Petistas comemoram e tucanos criticam estratégia de Dilma”.

Esse também é um bom resumo.

Os petistas gostaram de ver a candidata firme – o que deve ter incendiado a militância pra reta final.

Já os tucanos não gostaram do Serra acuado. Acostumados a bater na surdina, a usar pastores e padres para os ataques mais vis, e a se esconder no anonimato da internet, os líderes do serrismo choravam: pôxa, essa doeu.

Tenho a impressão que a onda de otimismo virou de lado. Esse debate volta a lançar otimismo para o lado lulo-dilmista. E projeta sombras para o lado dos tucanos.

Vocês – que me acompanham aqui – sabem que eu tenho lado e não escondo. Mas nem por isso brigo com os fatos. Quando a boataria religiosa veio pesada, eu falei que isso podia dar segundo turno. Assim como deixei claro que Dilma apanhar calada era o caminho pra derrota. Agora, vejo uma fase nova.

Essa campanha já teve vários momentos:

- no início do ano, os tucanos menosprezaram Dilma, espalharam que ela não tinha personalidade, e era um “poste”; o menosprezo fez com que fossem surpreendidos pela arrancada de Dilma dos 15% aos 50% nas pesquisas;

- em setembro, foi o PT que menosprezou a capacidade de reação dos tucanos e de seus aliados midiáticos; denúncias e boatos levaram votos pra Marina, garantindo segundo turno;

- com o segundo turno, já se ouvia na internet o discurso dos tucanos “ah, o PT perdeu uma eleição ganha; agora Serra vai crescer até a vitória, Dilma está perdida, e a eleição está no papo”.

Os tucanos (com o segundo turno) sentaram na cadeira antes da hora. A soberba parece ter castigado Serra nesse domingo. Ele entrou no debate confiante demais. Apanhou até ficar tonto.

E, agora, vai ser difícil virar a onda de novo.

A turma dele vai tentar – com mais baixaria. Mas o recurso vai ficando gasto. Dilma recuperou a iniciativa. Pra quem já tem 10 pontos de vantagem, trata-se de um passo gigantesco rumo à vitória.

Será uma eleição difícil até o fim. Mas Dilma recuperou o favoritismo inconteste. E, agora, sem a soberba que deu errado no primeiro turno.

É o quadro que vejo nessa segunda-feira, a 20 dias da eleição.

FONTE: Blog do Miro

domingo, 10 de outubro de 2010

Nassif: Eleitor declara porque irá votar em Serra

Desculpem amigos, vou votar no Serra. “Cansei… Basta”! Vou votar no Serra, do PSDB.

Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.

Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia.

Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus celulares.

O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, agora navega…

Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro a juro baixo, todo mundo tem carro, até a minha empregada. ”É uma vergonha!“, como dizia o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro.

Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire, agora, se vende até no camelô da 25 de Março e no Braz.

Vergonha, vergonha, vergonha…

Cansei de ir em banco e ver aquela fila de idosos no Caixa Preferencial, todos trabalhando de office-boys.

Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou “empreendedor” no Nordeste. Pode? Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo, SBT, Band, RedeTV, CNT, Fôlha SP, Estadão, etc.). A coitada da “Veja” passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco. É o fim do mundo.

Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito… Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça.

Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus, agora, vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula…

Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles?

Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, vai passar férias no exterior. É o fim…

Vou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. Investir em ações de estatais quase de graça e vender com altos lucros.

Chega dessa baboseria politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco… Quem pode, pode, quem não pode, se sacode. Tenho culpa eu, se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar dinheiro comprando ações de estatais quase de graça? Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior.

Eu ia anular, mas cansei. Basta! Vou votar no Serra. Quero ver essa gentalha no lugar que lhe é devido. “Quero minha felicidade de volta.” Estou com muito medo. Chega! Assim está Dilmais.

20 anos de PSDB em SP: litoral norte bate em 2010 recorde de praias impróprias

É o (des)Governo de São Paulo Trabalhando por Você!

O litoral norte de São Paulo registrou neste ano o maior número de praias em condições impróprias para banho desde o início da década. Levantamento feito a partir dos boletins semanais da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) aponta que 56 dos 83 pontos medidos pela estatal nos municípios de São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba receberam bandeiras vermelhas até a primeira semana de outubro, o que equivale a 67,4% do total de praias da região.

A bandeira vermelha indica na praia a presença de uma bactéria que se prolifera no esgoto em quantidade suficiente para fazer mal à saúde dos banhistas. Até este ano, o recorde anterior havia sido registrado em 2008, quando 50 praias foram reprovadas pela Cetesb (60,2%).

Este ano, o município em situação mais preocupante é o de Ilhabela, onde 92,3% das praias apresentaram condições impróprias para banho ao menos uma vez neste ano. Apenas o Saco da Capela esteve livre das bandeiras vermelhas.

O município de São Sebastião também contribuiu para a marca negativa de 2010, com 24 de suas 29 praias impróprias para banho ao longo deste ano (82,75%). As únicas praias livres das restrições da Cetesb foram a praia Grande, Guaecá, Santiago, Paúba e Boracéia, na altura da rua Cubatão.

Segundo o boletim da Cetesb para esta semana, 12 pontos de medição do litoral norte estão em condições impróprias: Iperoig, Itaguá, Enseada, Perequê-Mirim, Lázaro e a foz do rio Itambuca, em Ubatuba; Indaiá, em Caraguatatuba; São Francisco, Arrastão e Pontal da Cruz, em São Sebastião; Armação e Pinto, em Ilhabela.

Na Baixada Santista, 40 pontos estão com bandeira vermelha: todas as praias de Mongaguá, de Praia Grande, São Vicente e de Santos, sete em Itanhaém, uma em Peruíbe e uma no Guarujá. No litoral sul, todas as praias têm boas condições.

FONTE: Site Terra

Voto em Dilma por 13 razões concretas

1) O governo do PT combate a corrupção: Durante o governo Lula, a corrupção apareceu mais porque foi mais investigada e sistematicamente combatida. O governo FHC foi campeão de engavetamento de CPIs. Durante o governo FHC, a Polícia Federal (PF) realizou apenas 28 operações. No governo Lula, foram 1150 operações realizadas. As ações PF no combate ao crime cresceram 815% entre 2002 e 2005.

2) O PT é contra as privatizações: 87 empresas vendidas pelo governo federal de 1990-1999 nos governos Itamar Franco, Collor e Fernando Henrique Cardoso. Todas de setores política e economicamente estratégicos para o desenvolvimento do país. Para citar alguns exemplos, por setor de atuação:

Siderúrgicas (Usiminas, Cosinor, Piratini, Tubarão, Acesita, Cosipa, Açominas, Caraíba Metais);
Aeroespacial (Celma, Embraer);
Transporte (Mafersa);
Petroquímico e químico (Petroflex, Polisul, Copesul, Alcalis, Oxiteno, Acrinor, Coperbo, Copene, Deten, Polibrasil);
Fertilizantes (Fosfértil, Ultrafértil);
Financeiro (Banco Meridional);
Ferrovias (RFFA );
Portos (Tecon1);
Eletricidade (Escelsa, Light, Gerasul );
Telecomunicações (Embratel);
Mineração (Companhia Vale do Rio Doce, Valepar); etc.

3) Petrobras: Na era FHC, tentaram privatizá-la e trocar seu nome para PETROBRAX. Desistiram logo depois, em consequência dos apelos populares para que não o fizessem. O Governo Lula está comprando de volta nosso patrimônio. A capitalização da Petrobrás recentemente fez da Bovespa a 2ª maior bolsa do mundo e a empresa passou a ser a 6ª colocada no setor de energia.

4) O apagão em 2001: foi um erro de planejamento e de investimentos do governo FHC que afetou o fornecimento e a distribuição de energia elétrica. Tivemos racionamento forçado [por mais de 8 meses] e foi necessário cortar 20% da energia consumida no país. Cada brasileiro perdeu pelo menos R$320 com o apagão no período de 2000-2001. Quem foi responsável por resolver o problema de fornecimento de energia? A ministra de Minas e Energia do governo Lula, Dilma Rousseff. Entre 2005 e 2008, o governo Lula investiu R$ 199 bilhões em projetos de infraestrutura (energia elétrica, portos, telefonia, estradas e ferrovias). O PAC 2 prevê um gasto de 1,09 trilhão de reais no setor de energia elétrica. Além disso, o programa Luz Para Todos levou a energia elétrica para 1,8 milhão de famílias do meio rural entre 2004 e 2008.

5) José Serra criminaliza os movimentos sociais: José Serra ignora o Massacre dos Carajás que ocorreu na época do governo FHC-1996, no qual 19 sem-terra foram mortos e 79 mutilados. Quantos latifundiários foram mortos ou feridos em conflitos agrários até hoje? NENHUM.

Serra e o PSDB criminalizam os movimentos sociais.

Dilma quer construir um governo democrático e com participação popular. O MST e outros 60 movimentos sociais foram chamados para participar da elaboração do programa de governo de Dilma. Lembro ainda que os pequenos proprietários e cooperados são os responsáveis por 40% da produção agropecuária do Brasil e possuem as terras nas piores condições de localização e fertilidade (possuem apenas 24% das terras).

Dilma: "Queremos comparar o nosso governo com governo deles - o passado e o presente. O descaso deles com agricultura e com a reforma agrária com o nosso conjunto de medidas. Antes de 2003, os agricultores eram condenados a invisibilidade. Não se acreditava que agricultores fossem capazes de produzir, e produzir com qualidade"

Serra: “Eu nunca disse que o MST me agrada, porque não me agrada”; "O MST não existe para a reforma agrária". E defende a repressão ao movimento: "É necessário uma linha da dureza rígida toda a vez que houver invasões irregulares" (P.S. : alguém já viu uma INVASÃO regular????)

6) A greve é um direito garantido pela Constituição. Os professores de São Paulo são os mais mal pagos do país. Como o governo do PSDB encara essa questão? Professores em greve em São Paulo são recebidos com gás lacrimogêneo, bala de borracha e cassetetes.

7) Dilma defendeu nosso país contra a ditadura e lutou pela liberdade: Dilma defendeu nosso país contra o pior nocaute que derrubou nossa democracia: o Golpe militar de 1964. Sobrevivente da tortura ela conta o que passou em uma carta que foi enviada à comissão responsável por julgar seu pedido de indenização pela tortura a que foi submetida quando foi presa em 1970. Foi uma pessoa disposta a dar a sua VIDA pela LIBERDADE! E, agora, querem acusá-la de terrorista?

Dilma: "Em ambas as instituições, ou seja no DOPS-SP, como na Operação Bandeirante, fui barbaramente torturada, ou seja choques elétricos, pau de arara e palmatória, sendo várias vezes levada ao Hospital Central do Exército e para o Hospital das Clínicas devido a hemorragias graves, tendo inclusive perdido um dente". Em outra ocasião ela diz: "Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta... Não participei de ação armada e sequer fui julgada por isso".

8) José Serra ingressou com pistolão (sem concurso [e sem diploma reconhecido]) na UNICAMP (Universidade de Campinas) em 1978. Em 1983, afastou-se para dedicar-se à política. Portanto, trabalhou só 4 anos como professor, mas desfruta de uma polpuda aposentadoria integral de professor daquela instituição. Serra pretende fazer reforma na Previdência, esticando a idade para aposentadoria.

9) Dilma tem competência técnica: participou da fundação do PDT no final da década de 1970, em 1990, foi indicada presidente da Fundação de Economia e Estatística onde ficou até 93. Dilma foi secretária de Minas e Energia no RS e Ministra de Minas e Energia no governo Lula. Em 2005, assume o ministério da Casa Civil, onde foi a responsável pelo Programa de Aceleração do Crescimento, maior programa de investimento em infraestrutura já realizado e através do qual já foram aplicados até agora R$ 463,9 bilhões.

10) FMI: Em 1998, o então presidente FHC faz um acordo com o FMI e comprometeu a economia brasileira. Ao longo de seu governo, recorreu três vezes aos empréstimos do FMI. No governo Lula, o Brasil enfrentou bem a crise de 2008, ao contrário das grandes economias capitalistas que ainda não se recuperaram; e emprestou US$ 10 bilhões ao FMI. Dominique Strauss-Kahn, diretor do FMI, disse que a receita para enfrentar a crise no Brasil deveria ser seguida pelo resto do mundo e que a Europa deveria criar modelos de investimentos a exemplo do PAC.

Durante a crise internacional de 2008, Lula defendeu a geração de empregos, o investimento em infraestrutura, o crescimento sustentado do PIB, a diminuição da relação dívida pública/PIB e uma política monetária com juros altos para manter a meta da inflação. Embora o Banco Central (BC) tenha diminuído consideravelmente as taxas de juros no governo Lula, que ficou em média em 10,5% (era de 21,7% entre 95 e 98, com FHC/Serra). Serra insiste em atacar a autonomia do BC.

A política monetária do ministro Mantega e a atuação do BC permitiram segurar a inflação ao redor de 5% a.a e impediu a especulação estrangeira (combatida também pela pelo IOF).

Já o Sr. Serra defende o corte de gastos com custeios (vai mandar funcionários públicos embora). Ressaltando ainda que os gastos com aposentados e pensionistas também entram na contabilização de custeio do Estado. Vai cortar também seu, Serra? Quando Lula constrói Universidades, contrata professores, está aumentando o custeio, eu acho bom. O Serra, não. Em 2010, os gastos do governo Lula em investimento superaram pela primeira vez os gastos com custeio; e a produtividade do consumo chegou a 108,6% (era de 26,6% em 2003).

11) Reservas internacionais, balanço de pagamentos e exportações: As reservas passaram de US$37 bilhões em 2002 para US$ 206 bilhões no governo Lula. Houve um déficit de US$ 768 milhões no governo FHC; e no governo Lula temos um superávit de US$ 136 bilhões. No governo FHC, o Brasil priorizou as relações comerciais com os EUA. O governo Lula diversificou as exportações, fortaleceu as relações comerciais com os BRICs e com o MERCOSUL. Serra crítica as relações do Brasil com os países sul-americanos e com a China. José Serra, porque não vai logo morar lá em MIAMI?

Dilma: “Provamos que o Brasil pode ser protagonista sem atitudes imperialistas, sem jamais esquecer que na América Latina estão nossos parceiros e é nossa região"; "Não podemos desprezar e nem olhar com soberba para aqueles que são diferentes de nós. Essa é a política que leva à guerra, ao conflito, ao desprezo por populações diferentes” disse também: "Não é possível de forma atabalhoada a gente sair dizendo que um governo é isso ou aquilo, não se faz isso em relações internacionais, não é papel de um estadista, de quem quer ser um estadista".

Serra: "Estamos fazendo filantropia com Paraguai e Bolívia. Com a China, só fizemos concessões" Também disse: "Todo mundo sabe que existe uma simpatia [do atual governo] pelo [Hugo] Chávez [presidente da Venezuela]. Ele abriga as FARC."

12) O Brasil passou a ter prestígio internacional: Ao contrário do que divulga nossa mídia golpista, Lula alçou o país a um elevado patamar internacional e passamos a ter peso nos diversos fóruns mundiais.

13) Serra acusa Marina Silva de participar do Mensalão. Depois, tenta comprar o PV com ministérios. Serra se diz “ambientalista convicto”, mas a única prova que temos de suas convicções ambientais são os US$ 1,5 bilhão de dólares gastos para despoluir o rio Tietê que continua em condições lastimáveis e cujo descaso só pode ser atribuído aos 16 anos de governo do PSDB em São Paulo. Do outro lado... o “Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia”, lançado no governo Lula, com monitoramento via satélite da floresta, marcou a queda dos índices de desmatamento. Lula lançou, também em 2007, o “Plano Nacional Sobre Mudança do Clima” e se comprometeu na 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15) em reduzir as emissões de CO2, ao contrário do que fizeram as grandes poluidoras e maiores economias capitalistas.

Serra é sinônimo de retrocesso e desemprego. Dilma é sinônimo de avanço e igualdade social.”

FONTE: publicado no blog “Os amigos do Presidente Lula” (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/10/voto-em-dilma-por-13-razoes.html).
Lido no Blog Democracia e política

Miro: A falta que faz um jornal popular

Reproduzo artigo de Beto Almeida, publicado no sítio Pátria Latina:

A demissão da psicanalista Maria Rita Kell do corpo de colaboradores do Jornal “O Estado de São Paulo” reacende a incontornável discussão sobre a ausência de pluralismo na imprensa brasileira de grande circulação, em clara ofensa ao disposto no capítulo da Comunicação Social da Constituição Federal. Kell afirma ter sido demitida por “delito de opinião” após ter escrito artigo em que denuncia o esforço de desqualificação dos votos das camadas mais pobres da população.

Até mesmo argumentos utilizados na eleição passada pelo conhecido sociólogo Hélio Jaguaribe indicando que os votos que elegeram Lula possuíam um significado inferior em relação aos votos do candidato derrotado, estes sim, e só estes, como que por encanto, dotados de uma dimensão de nação, constavam do artigo que causou a demissão.

Por desdobramento, o presidente Lula que promoveu recuperação significativa do salário mínimo, expandiu a classe média, reduziu robustamente os milhões de famintos, recupera a Petrobrás e a indústria naval, sob reconhecimento internacional expressivo, não teria sido eleito - segundo esta teoria esdrúxula - por votos com plena legitimidade.

Democracia X “democracia”

Mais surpreendente do que ver quem se encontra entre os insinuadores de tal interpretação que, por paralelo, remonta aos critérios da eleição a “bico de pena”, é a assustadora complementaridade e identidade que estes conceitos possuem com a nova “teoria da democracia” exalada pela Casa Branca, segundo a qual, não basta que um governo seja eleito pelo voto democrático para conferir-lhe legitimidade. Para o novo critério de democracia que vem do norte, depende de como estes governos eleitos governem ou qual concepção de democracia apliquem para serem, em definitivo, considerados ou não democráticos.

Os exemplos estão por aí. Se um governo decide assumir plena soberania sobre o seu território, como o governo do Equador, que recuperou o controle sobre a Base Militar de Manta, antes administrada por contingentes norte-americanos, este comportamento não permite que lhe seja conferido o rótulo de democrático. Ou quando um governo eleito democraticamente pelo voto direto - o que não ocorre nos EUA - decide nacionalizar suas fontes de recursos naturais, como o faz o governo da Bolívia, isso também configuraria comportamento não democrático, coincidentemente, por contrariar os interesses vitais de empresas norte-americanas em várias partes do mundo.

O modelo de representação política dos EUA, mesmo com históricos altos graus de abstenção, de cadastros eleitorais em que se fazem assepsia dos eleitores negros, pobres, asiáticos e ex-presidiários, da bilionária dependência de esquemas financeiros para que alguém seja candidato e do impenetrável controle de uma mídia dominada por anunciantes vinculados à indústria bélica, nada disso pode ser questionado do ponto de vista democrático. Nem mesmo o histórico de vinculações da Casa Branca na supressão dos regimes democráticos em várias partes do mundo ao longo de décadas. Lá sim, existiria o modelo de democracia.

O voto de pobre vale menos?

A psicanalista Maria Rita Kell ousou revelar murmúrios indignados que podem estar povoando os ambientes das oligarquias midiáticas diante da impossibilidade de impedir que herdeiros de ex-escravos possam exercer seu direito a voto. Sobretudo depois de estarem gradativamente recuperando o seu direito de trabalhar com carteira assinada, de serem reconhecidos pelo estado por meio de um programa social que lhes retira e aos seus filhos do corredor da pena de morte pela fome.

O Brasil acaba de ser reconhecido pela FAO com um dos países que mais contribuem na atualidade para a redução da fome. Mas, do lado de cá, sociólogos, um tanto envergonhados é bem verdade, querem insinuar que os votos destes que escapam da pena de morte da fome não teriam legitimidade. E quem revela este pensamento merece a pura e simples sentença da demissão. Decidida no mesmo ambiente em que floresceu e germinou com desenvoltura a discricionária e cruel idéia de um ex-diretor do jornal mencionado, que sentiu-se no direito de matar uma jovem jornalista porque, afinal, ela teria cometido a gravíssima falta de pretender.....terminar o namoro.

Monteiro Lobato desprezado

Quando o senador Suplicy sobe à tribuna e solicita à direção do centenário jornal que reverta a demissão de Kell - que para nossa sorte não corre risco de vida e poderá nos iluminar com novas análises corajosas se encontrar espaços de publicação - embora bem intencionado, pode ser que não conheça episódio marcante da história deste diário. Décadas atrás, o escritor Monteiro Lobato, aflito com a incultura e particularmente com contingente de iletrados, solicita aos donos deste diário que o veículo fosse utilizado de modo militante e compromissado na luta para vencer o vergonhoso quadro de milhões e milhões de analfabetos no país.

Após muito pensar, um dos proprietários responde ao criador do Sítio do Pica-pau Amarelo, provavelmente com o mesmo tom com que hoje condenam o voto dos pobres a uma espécie de sub-voto: “Ô Lobato, mas se todo mundo aprender a ler...quem é que vai pegar no cabo da enxada?”. A proposta de Monteiro Lobato foi recusada. O pluralismo da psicanalista Kell, condenado. Veremos o que ocorrerá com relação à solicitação do senador...

Apesar da evidente ausência de pluralismo na mídia brasileira, de sua crônica incapacidade para cumprir minimamente a Constituição Federal, do indevassável controle de algumas poucas famílias sobre a indústria da informação no Brasil, ainda assim, há gente que se preocupa não com este controle já existente do mercado cartelizado sobre os veículos de comunicação, mas com uma mera proposta de regulamentação da Constituição, colocando-a em sintonia com a tendência mundial que registra regulação crescente da comunicação como único caminho para assegurar-lhe pluralismo, diversidade, bem como caráter educativo, civilizatório e informativo nos seus conteúdos.

Comunicação é estratégica

O problema , no entanto, é que anos e anos de alerta e argumentação junto aos segmentos progressistas para que considerem a comunicação como algo estratégico, parece surtir pouco efeito organizativo. Só eventualmente, em momentos decisivos da política, este debate retorna ao cenário central da conjuntura, mas , quase sempre, limitado à reclamação indignada que, embora justa, termina por não colocar na mesa das iniciativas centrais das políticas progressistas, a necessidade de se construir alternativas concretas.

Publicaram que o Brasil não tinha petróleo

Tantas vezes muitos de nós já escrevemos e reiteramos aqui mesmo e em outras tribunas sobre o que representou o Jornal Última Hora, criado sob estímulo de Vargas, ele mesmo alvo de intensa campanha de desmoralização e destruição de imagem, na época intitulada “mar de lama”. Com a imensa popularidade que possuía, seja por ter criado a Petrobrás, o salário mínimo, os direitos trabalhistas, a licença maternidade, a siderúrgica de Volta Redonda, a Rádio Nacional, a Rádio Mauá, o Instituto Nacional do Cinema Educativo, o BNDES, etc, Vargas percebia que se dependesse da imprensa da época, o Brasil nunca teria petróleo, o salário mínimo e os direitos trabalhistas não passavam de privilégios descabidos, que a única linha editorial verdadeira e aceitável era a deposição do presidente.

Ou seja, será que magnatas da comunicação que chegaram ao ponto de bradar que o Brasil não possuía petróleo, podem ser sensibilizados e corrigir-se? O argumento ainda é válido para hoje. Como disse Giordano Bruno quando as fogueiras da Inquisição estavam sendo acesas “Que ingenuidade a minha, pedir ao poder para reformar o poder”

Hora de recriar um jornal popular

Será que as forças progressistas não devem pretender construir seus próprios meios de comunicação? Assim como o PT já revisou grande parte dos preconceitos que tinha contra Vargas e também quanto à política de alianças, não terá também chegada a hora de revisar uma linha política segundo a qual jornais de partido ou de segmentos não se justificam mais na política moderna e que o recomendável é a interlocução por meio da própria mídia dos grandes capitalistas?

A julgar pelo tom indignado e os exemplos que o presidente Lula apresenta contra a manipulação desinformativa sobre a sua gestão e sobre sua candidata, talvez tenha chegado o momento de se usar o imenso capital de popularidade para organização de um jornal popular, nacionalista, de circulação diária, massiva.

E, além disso, amparado em uma Fundação para o Jornalismo Público, dotada de uma faculdade capaz de gerar uma nova linguagem jornalística, para abrir uma nova cultura de jornalismo condizente com os novos tempos vividos pelo país. Um tempo em que milhões e milhões saem dos grotões físicos e sociais, iniciam-se no exercício de certos direitos e no consumo de bens indispensáveis, mas não dispõem ainda do direito de ler um jornal que retrate a marcha das mudanças que o Brasil está experimentando e da própria mudança que suas vidas vem registrando, sob o ponto de vista civilizatório.

Sinais de mudança no jornalismo no mundo

Basta que olhemos com mais atenção o mundo. Registra-se tendência de regulação no campo das comunicações para assegurar a diversidade, a pluralidade, o humanismo e o padrão civilizatório desta indústria. E se olharmos mais em volta de nós, perceberíamos vários países com um grau de pluralismo jornalístico invejável diante do monolitismo estreito e hostil às mudanças que vivenciamos na sociedade brasileira.

Na Argentina, há o jornal “Página 12”; no México , há o diário “La Jornada”; na Bolívia, o jornal “Cambio” ainda não completou um ano de vida, mas já é o recordista de vendagem, junto com o tradicional “La Razón”, que tem 70 anos de vida e, por fim, nasceu o “Correo del Orinoco”, do qual foi redator o brasileiro Abreu e Lima, que lutou junto a Bolívar na Independência frente ao imperialismo espanhol.

Toda vez que nos indignarmos com os fartos e incorrigíveis exemplos de jornalismo precário da imprensa brasileiro, será que não deveríamos também, para além da crítica, nos perguntar sinceramente por que não criamos o nosso próprio jornal popular? Não seria essa a crítica mais conseqüente a esta torrente de facciosismo que estamos a enfrentar? Na história do Jornal Última Hora está uma parte das respostas

Eduardo Guimarães: Ao marqueteiro do PT


Os jornais do domingo trazem uma sucessão de matérias sobre “desânimo” na campanha de Dilma Rousseff. Atribuem esse estado de espírito ao advento do segundo turno.  A profusão desse teor de matérias, muito além da conta, dá a medida não só de como esses veículos seguem atuando em grupo, mas do fato concreto de que tal desânimo é real.

Em vez da adoção das táticas difamatórias do adversário que alguns simpatizantes do PT pensam que é a solução neste momento, portanto, prefiro ocupar meu tempo com a elaboração de uma estratégia de esclarecimento dos fatos que considero limpa e eficaz.

Cena 1
Dois homens assistem a uma partida de futebol na tevê. São torcedores de um dos times em campo. A produção da cena trata de produzir algum diálogo casual entre eles de forma a tornar ainda mais verossímil uma situação que ocorre exaustivamente no cotidiano do brasileiro.

A partida começa. Logo nos primeiros segundos, o atacante do time para o qual os dois homens torcem dispara em direção à pequena área, dribla um, dribla dois e, enfim, é “calçado” por um zagueiro quando está prestes a marcar um gol diante de um goleiro que com seus dribles tirou da jogada.

Os jogadores dos dois times olham para o juiz, os dois homens que assistem à cena também olham para o canto da tela que enfocará a penalidade e o juiz observando-a. Em câmera lenta, o juiz não marca o pênalti. Das reações indignadas da equipe prejudicada, a câmera se volta para os dois homens que assistem à partida, que aparecem igualmente inconformados.

Cena 2
O atacante do time beneficiado uma vez pelo juiz recebe a bola em impedimento, dispara em direção ao gol adversário, dribla o goleiro e marca um tento. A câmera enfoca os dois torcedores do sofá correndo em direção à televisão, na qual também se pode ver os jogadores correndo em direção ao juiz.

A cena congela nesse ponto e entra o rapaz bonitão ou as duas garotas lindinhas da propaganda de Dilma Rousseff. Pode ser o rapaz, com aquele ar de moço sincero, ou aquela mocinha com ar angelical ou aquela bela negra de aparência franca e sagaz. Um deles diz a seguinte frase:
– Quando aquele que deveria zelar pela justiça em uma disputa resolve ser injusto ajudando um lado e prejudicando o outro fica mais difícil ganhar. Assim mesmo, muitas vezes uma equipe vence apesar da injustiça da arbitragem e das jogadas sujas do adversário.

Neste ponto, o escolhido para a locução aponta em direção à tela da TV.  Na cena seguinte, o atacante do time prejudicado dispara de novo em direção à área, sofre nova tentativa de pênalti, o juiz rouba de novo e não marca, mas o jogador se safa do zagueiro que tentou derrubá-lo, dribla o goleiro e marca o gol.

O moço e as duas moças da campanha de Dilma agora entram em frente da cena da comemoração do time injustiçado. E, um a um, vão dizendo o seguinte texto:
– Este jogo poderia ter sido resolvido no tempo regulamentar, mas jogadas sujas e uma arbitragem desonesta daquele que deveria zelar pela igualdade de oportunidades levaram a partida para a prorrogação.

– O que acontece no campo, muitas vezes pode acontecer na política. Os jogadores são os candidatos e os juízes são instituições como a imprensa e a Justiça. O povo fica na torcida, tanto nos estádios quanto nas eleições.

– Você não pode interferir como torcedor de futebol, mas pode interferir como eleitor. Ninguém quer tirar o juiz de campo em uma partida de futebol. O que se quer é que ele seja honesto. Mas como eleitor você pode contrariar a opinião do juiz e votar no injustiçado.

Nesta fase da campanha, esse comercial levaria as pessoas a refletirem sobre a equidade do jogo eleitoral que está sendo disputado entre Dilma Rousseff e José Serra. Não teria havido nenhum “ataque à imprensa” nem daria para chamar a peça de tentativa de censura.

Há meios de levar as pessoas a pensarem, de tirá-las do transe gerado pelo bombardeio midiático. E é preciso fazê-lo. Serra não tem apenas o horário eleitoral da TV, durante 30 minutos esquartejados e divididos ao longo da programação diária. Tem propaganda de toda a grande imprensa o tempo todo. Só que, em vez de falar bem dele, fala mal da adversária.

Não se pode deixar de reconhecer que esta eleição, até aqui, tem feito velhas estratégias funcionarem como não funcionaram em 2002 e em 2006. E o mais paradoxal nessa situação é que velhas estratégias como a da “terceira via” e a da maledicência ou dos escândalos pré-eleitores funcionaram. Até porque, o eleitor hoje não está mais no desespero…

Vejam só essa questão do aborto. Em 2002, por exemplo, não teria colado. A onda vermelha cobriu o Brasil porque ninguém estava ligando para o terrorismo eleitoral. O país estava arrasado. Não havia emprego, a inflação disparara, o clima era de tentar alguma coisa porque mais uma vez um governo salvacionista havia dado com os burros n’água.

Hoje, estamos nos dando ao luxo de sociedades desenvolvidas ao colocarmos os tabus moralistas acima do bolso. Parte da população se esqueceu do que foram os anos difíceis em que o PSDB governava. Novamente a campanha de Dilma não se lembra de lembrar à sociedade a situação da qual este governo a tirou.

Assim fica realmente difícil, não acha, sr. Marqueteiro do PT?

Quem anda prá trás é caranguejo - Sábio Ditado Popular

O Blog do Miro traz artigo elucidativo sobre o que está em jogo na polarização Dilma x Serra.

Serra, o governo dos nossos pesadelos

Editorial do jornal Brasil de Fato:

Concluído o primeiro turno do processo eleitoral, há inúmeras análises políticas que buscam interpretar o resultado das urnas e vislumbrar, de imediato, sinais dos possíveis resultados do segundo turno que será realizado dia 31. Junto com tantas outras análises que surgirão, o trabalho dos marqueteiros dos partidos políticos, que estão na disputa, a busca de alianças com os partidos derrotados e as mudanças no que insistem em denominar de programa de governo, na tentativa de agradar o senso comum, irão predominar nos espaços noticiosos até o último dia deste mês.

A campanha eleitoral ficou polarizada entre candidata do PT, Dilma Roussef, e o candidato tucano José Serra. O resultado eleitoral, ainda por motivos não totalmente decifráveis, desfez essa polarização com os quase 20 milhões de votos que obteve a candidata Marina da Silva do PV. Assim, não se concretizou a vitória da candidata do governo Lula no primeiro turno, como era a expectativa.

É possível que o fracasso da eleição plebiscitária – polarização entre o governo FHC e o governo Lula – se deva aos ataques e manipulações de baixo nível protagonizadas pela mídia burguesa, pela sórdida campanha realizada pelos setores religiosos mais conservadores das igrejas Católica e Evangélicas à candidatura de Dilma.

Mas também não é possível ignorar que uma parcela significativa dos eleitores se sentiu decepcionada com a despolitização da campanha, que se propunha a confrontar com o governo neoliberal dos tucanos. Denunciar os descalabros que sãos os 16 anos de administração tucana, em São Paulo, ficou ausente da campanha. A corrupção acobertada pelo domínio sobre as assembleias legislativas, sobre os tribunais de contas, setores do poder judiciário e a completa subordinação da mídia aos seus interesses asseguram a impunidade dos governo tucanos e vicejam lideranças políticas sem nenhum compromisso com a ética e com a verdade.

Deixar as bandeiras históricas da classe trabalhadora aos candidatos sem chances de vitória eleitoral foi um erro da candidata petista. Militantes sociais, mesmos decepcionados com o governo Lula, mas cientes do que significa uma vitória tucana, sentiram-se órfãos nesta campanha. Estavam sem porta-vozes das bandeiras das lutas populares, e os discursos bem elaborados, nos gabinetes acadêmicos, não os seduziram.

Lastimável foi também a atuação das autoridades eleitorais nesse processo. A história há de registrar a participação ativa da controvertida vice-procuradora-geral eleitoral, doutora Sandra Cureau. Sua tentativa de cercear a revista Carta Capital, por não estar subordinada aos interesses do candidato tucano, e a resposta do editor da publicação semanal, Mino Carta, estarão registrados tanto nas escolas de jornalismo quanto nas do poder judiciário eleitoral.

Coube ainda ao poder judiciário deixar indefinida a questão da “ficha limpa”. Milhares de eleitores votaram em candidatos e candidatas que não sabiam se estavam ou não aptos para disputar a eleição. Se o Tribunal agora decidir pela inaptidão do candidato, seus eleitores fizeram papel de bobos, não porque são, mas pela incompetência daquele.

O mesmo se pode dizer da exigência legal da documentação para votar. A lei exigia o título de eleitor e um documento oficial com foto. É a bizarra situação jurídica em que um documento oficial tem que comprovar a veracidade de outro documento. O Supremo Tribunal Federal revogou a lei exigiu obrigatoriamente um documento oficial com foto. Jogou-se o título de eleitor, definido pelas autoridades eleitorais que não teria foto, na lata do lixo.

Coube ainda mais um deslize do Supremo Tribunal Federal: a descoberta que um de seus membros, Gilmar Mendes, (Dantas, para alguns da mídia), foi monitorado pelo candidato tucano na sessão que julgou a necessidade ou não de dois documentos para votar. Até o momento, nenhum pronunciamento do STF sobre esse caso vergonhoso a que foi submetido. O impeachment do Mendes/Dantas se torna um imperativo.

Sobre a mídia burguesa, talvez tenha sido a maior conquista da sociedade brasileira neste processo eleitoral. Ela mesma – frente a fragilidade dos partidos direitistas – se outorgou o papel de ser o partido de oposição ao governo Lula. Não poupou espaços em seus noticiários para algumas lideranças do campo de esquerda – desde que fosse para falar de escândalos pontuais e atacar a pessoalmente a candidata Dilma. Não hesitou em massacrar o currículo de vida de pessoas públicas, mesmo sem provas. Recorreu á receptador de cargas de mercadorias roubadas, repassador de notas falsas de dinheiro, condenado pela justiça, para noticiar fatos não comprovados. “Assassinou” um senador (Romeu Tuma) hospitalizado. Enfim, caiu a máscara da mídia burguesa. Ganhamos!

Nesse sentido, precisamos consolidar esta vitória conquistando uma lei de controle social sobre os meios de comunicação, que garantam a liberdade de expressão e o direito à informação ao povo brasileiro. A bandeira da democratização da comunicação é da esquerda e dos movimentos sociais, não dos demotucanos e dos proprietários dos meios de comunicação.

Agora é o espaço de luta do segundo turno das eleições. Não há espaço encima do muro. Os movimentos populares da Via Campesina brasileira, já no início do processo eleitoral, tomaram a definição de impedir o retrocesso ao governo neoliberal representado pela candidatura de José Serra.

É hora de levar essa decisão, buscando a unidade, com todos os movimentos populares, sindicais e estudantis, do campo e da cidade. Se a Dilma não é o governo dos nossos sonhos, certamente o Serra é o governo dos nossos pesadelos.

Depreciar a Petrobrás: Objetivo Principal da Cria de FHC

Reproduzo post lido no Democracia e Política:

JOSÉ SERRA ESPALHA BOATOS SOBRE A PETROBRAS. O PLANO DO PSDB É O TRADICIONAL DELE: QUEBRAR A ESTATAL PARA DEPOIS PRIVATIZAR POR VALOR IRRISÓRIO

“A candidata Dilma Rousseff já sabe que vêm da parte do tucano José Serra os boatos segundo os quais, nos próximos dias, será publicada uma reportagem sobre corrupção na Petrobrás, o que por três dias seguidos já derrubou as ações da estatal na Bolsa de Valores. De acordo com Dilma, Serra tem apelado cada vez mais a métodos infundados.

"Meu opositor usa métodos cada vez mais infundados e mais agressivos. Antes, haviam dez candidatos. Agora tem dois. Assim, os boatos vão ter de ter origem, né?", afirmou Dilma ao comentar os problemas enfrentados pela Petrobrás nos últimos dias, como a desvalorização seguida dos papéis da empresa.

As declarações da Dilma foram feitas 6ª feira, depois de visita a instituição que cuida de crianças carentes ou abandonadas, em Brasília. "Acho bom vocês lerem os relatórios bancários que estão por aí. Não sei se têm fundamento ou não. Não sou do mercado", disse Dilma. (Só lembrando, Itaú banca a campanha de José Serra, é o maior doador)

Ela acrescentou que, por não ser mais do Conselho de Administração da Petrobrás, não sabe o que será feito. Mas disse que os boatos causam prejuízos não só para a estatal, mas para qualquer empresa que for vítima deles.

"Seja a empresa que for, há de se ter cuidado em períodos eleitorais para esse processo não ocorrer. Cuidado, porque há relatórios - pelos menos apareceu isso na internet, também tem que se comprovar se é verdade ou não - de bancos relatando a possibilidade de uma futura matéria (jornalística) a respeito (do assunto)".

Para Dilma, o Brasil não pode, a cada período eleitoral, conviver com os boatos.

Dilma afirmou que não está desanimada por ter de enfrentar o segundo turno das eleições, quando a expectativa era de vencer no primeiro. "Olha para minha cara. Eu não tô, não. Pelo contrário, nunca estive tão animada."

Sobre a forma como vai se comportar agora, Dilma respondeu: "Vou lutar todos os dias, encarar todas". A candidata aproveitou as respostas a respeito dos boatos sobre a Petrobrás para entrar em outro assunto, que tem sido muito falado nos últimos dias: o aborto. "Não se pode criar no País um clima de conflito religioso ou de ódio religioso, porque este país sempre conviveu com a diversidade religiosa, de crença e de opinião, e é respeitado internacionalmente por sua tolerância." A petista, no entanto, disse que a discussão religiosa é legítima. "Você pode fazer. Só não pode ser o centro de todo debate no Brasil."

Serra nunca mais..

ANTI-SOCIAL

Para onde se olhar com atenção na carreira de Serra, se encontrará um malfeito, um crime contra o povo, uma traição, uma delinquência, uma atividade anti-social. O lugar de Serra não é entre os homens e mulheres de caráter. Não é à toa que ele vive repetindo que "é do bem". Quem é, não precisa repeti-lo. O povo sabe. Mas ele entoa essa ladainha exatamente porque, ao contrário da época em que Bierrenbach disse que ele "engana muita gente", hoje ele engana cada vez menos gente. E, ainda que procure escondê-lo até de si mesmo, no fundo, ele sabe disso.”

FONTE: blog “Os amigos do Presidente Lula” (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/10/jose-serra-espalha-boatos-sobre.html).

Lugar de Mulher é na Cozinha

A maneira brutal e baixa com que a extrema-direita brasileira vem tentando impor o nome de José Arruda Serra aos brasileiros revela o apetite pelo poder dessas elites. Ou pela tentativa de manter intocados seus feudos.

Mostra o preconceito dos “donos” do País contra a mulher, o que, por sua vez, se estende a todos os que nesses últimos oito anos se viram incluídos no processo político e econômico por conta de ações do governo Lula.

A presunção e a arrogância da verdade absoluta. Só disfarça o caráter perverso e escravagista das elites.

O cunho religioso que tomou conta do debate eleitoral no fundo esconde apenas busca de mais poder. De maiores privilégios. Soa chantagista, cúmplice de um modelo político que vai sendo rompido gradativamente e abrindo caminho a uma ampla e desejada participação popular no processo político e nesse caminho quebrando barreiras impostas secularmente à grande maioria dos brasileiros.
Esse debate religioso soa a falso moralismo. O maior líder religioso do Brasil nos últimos anos foi Chico Xavier. Um líder espírita (não sou espírita). Teria se transformado num dos homens mais ricos do País só com os direitos autorais de seus livros.

Vivia modestamente numa casa comum, abriu mão de todos aqueles direitos em benefício da obra religiosa e assistencial que coordenava. Sustentava-se com o básico, o indispensável.
Em tempo algum teve coleção de carros antigos, ou direitos autorais de CDs gravados por grandes multinacionais da música, muito menos programas de televisão ou aparições em shows cercados de tecnologia do embuste.

A padroeira do Brasil, que um dia teve sua imagem chutada por um tresloucado, é negra.
Chico Xavier soma-se a D. Hélder Câmara que designado arcebispo de Olinda e Recife deixou de viver no palácio episcopal e foi morar numa casa nos fundos do tal palácio, transformando-o em centro de amparo material e espiritual aos que assim o necessitavam.

Há um número expressivo de líderes religiosos com atitudes semelhantes. A imensa maioria perseguida ou ignorada pelas elites que buscam de forma desesperada recuperar o governo do Brasil e arrematar o processo de venda de todas as riquezas nacionais.

Em 1964, quando boa parte da cúpula da Igreja Católica Romana se mostrou favorável ao golpe de estado dos militares a soldo das elites e dos EUA, um cardeal, por exemplo, Carlos Vasconcelos Mota se opôs à ditadura.

E na luta contra o regime militar, bárbaro, estúpido, antinacional, muitos sacerdotes e bispos caíram diante da tacanha e violenta “ordem” que tomou conta do Brasil durante 20 anos.
Quando havia um papa no sentido que aplicamos à palavra, ou ao título, o governo brasileiro – ditadura militar – mandou sondar Paulo VI sobre a eventual prisão do bispo Pedro Casaldáliga. A resposta foi simples – “toquem num fio de cabelo de Casaldáliga e estarão tocando em mim” –. Foi à época do assassinato do padre Burnier, vítima da ditadura.
Celso Furtado, um dos grandes vultos da História do Brasil, dizia que a maior revolução do século XX foi a “feminista”. No sentido da conquista da liberdade política e econômica da mulher. Deixa de ser coadjuvante e passa a ser protagonista.
Transformou-se em bem mais que uma simples partícipe do processo de vida de uma nação como um todo. Milhões de donas de casa se viram num dado momento com os direitos revelando novas responsabilidades e a um ponto tal que são sustentáculos da própria ordem política, econômica e social.
Tirem a mulher do cenário político, econômico e social e o País desaba.
Há dias foi veiculado pela televisão um anúncio de um determinado modelo de automóvel. No filme da propaganda a mulher presenteia o marido com aquele carro, para que ele possa cumprir suas funções domésticas. Levar e buscar os filhos na escola, fazer compras no supermercado, coisas assim. O casal vizinho, na lógica de estimular o consumo, espiando de esguelha, apresenta um marido deprimido. Pede um tempo.
É uma forma de apropriação do status da mulher, parte viva do dia a dia seja de um casal, seja de um país como o nosso.
As elites não aceitam a mulher e o tosco modo de pensar de setores da extrema-direita, rude, tosco, mas deliberado, não concorda com a hipótese que o Brasil possa ser governado por uma mulher.
Na história construída desde a chegada de Cabral, entendem que lugar de mulher é na cozinha e obrigação de mulher é dirigir-se ao seu companheiro como “senhor meu marido”, ou “senhor sei lá o que”.
Não é uma questão cultural com o aspecto que emprestam a essa palavra.
É ignorar o papel extraordinário que a mulher exerce em cada tijolinho de todo o cotidiano de todos nós.
O modelo se apropria inclusive da própria característica revolucionária dessa participação, para tentar adequá-la às suas vontades, transformando a mulher em objeto. Em melancia, pera, etc.
Objeto sexual, objeto de exploração no trabalho. É o que o modelo vende.
Milhões de brasileiras carregam em suas costas a história de violência e preconceito contra a mulher. Como milhões de negros e integrantes de minorias historicamente rejeitadas.
A perspectiva de uma presidente e não de um presidente assusta e assusta mais ainda quando essa mulher tem dentro de si as marcas da violência e da brutalidade da ditadura militar.
E traz consigo o caráter e a bravura de quem se reconstruiu em meio à barbárie de um período de boçalidade, transformando-se numa líder indiscutível e capaz. Preservou-se íntegra.
A soma dessas características é que leva setores medievais das elites políticas, econômicas e religiosas do Brasil a uma campanha baixa, repleta de chantagens, de tentativas de desqualificar Dilma Roussef.
É como uma chicotada em cada mulher brasileira e muitas ainda não perceberam que por trás de toda a baixaria que toma conta da campanha eleitoral, bem mais que o mau caratismo do candidato José Arruda Serra, existe um projeto sinistro e cruel de dominação do Brasil e dos brasileiros.
Para essa gente lugar de mulher é na cozinha, ou então na cama, cumprindo “suas obrigações”. O medo que buscam criar nas pessoas é a maneira de tentar escravizar. Pelo medo.
Se bobearmos, em breve, vão propor algo como uma espécie de circuncisão de todas as mulheres, o corte do clitóris.
E os atrasados são os outros.
O que há por trás de toda essa canalhice é a luta para manter privilégios e deter o avanço do Brasil, hoje a oitava economia do mundo e com níveis de justiça social ainda longe dos ideais, mas bem melhores que os dos tempos de FHC e os de sua laia.
A História não se constrói num dia e nem se faz sem lutas.
A luta de Dilma é a luta de cada mulher brasileira. Seja por sua liberdade, seja para não ter que recorrer a uma delegacia por conta de violência doméstica, seja para abrigar sob o manto de mãe/mulher consciente do seu papel a Nação que se transforma em potência mundial.
Isso incomoda às elites paulistas, aos latifundiários, aos “donos” do Brasil, loucos para que as mulheres voltem à cozinha e se prestem à cama no horário desejado pelos senhores. Incomoda a mídia privada que deseja bundas imensas nas capas de revistas, jornais, nos shows de tevê, tudo em nome de um modelo podre e corrupto.
Com um detalhe. Não pode passar de quarenta anos. Do contrário, como fez Faustão, é demitida por não atender às exigências do patrocinador.
Para eles é a ordem natural das coisas. E a ordem natural das coisas, para eles, é a eterna exploração de mulheres, negros, de excluídos de um modo geral, de trabalhadores. Escondem-se no moralismo de fachada, na hipocrisia e isso tem nome.
É fascismo. A forma mais ultrajante de assédio que se pode conhecer. Se volta tanto contra a mulher, como contra qualquer cidadão consciente e decente, porque esconde propósitos e objetivos de pura dominação e exploração.
É o estilo VEJA, ou FOLHA DE SÃO PAULO, ou GLOBO. É o jeito de ser tucano/DEM. Explicita-se na campanha sórdida
Baixo, vil, covarde.
No mundo cristão duas mulheres tiveram importância capital na vida de Cristo. Maria, sua mãe e de seus irmãos e Madalena que, segundo alguns, foi sua companheira. Maria Madalena à época e como nos registros foi chamada de prostituta pelos senhores de Israel.
Ficção ou não o livro O CÓDIGO DA VINCI e o filme mostram a face real da OPUS DEI. O preconceito. Sobre lugar de mulher ser na cozinha é exatamente isso. Os “donos” as desqualificam. Em sua arrogância de senhores da verdade. Desde que a verdade seja lucrativa.
É nessa trilha covarde que querem que os caminhos caminhem. Com caminhantes sem vontade e sem vida, submissos a um processo que ultrapassa o de apenas alienação, atinge o de tentar nos transformar a todos em robôs.

FONTE: Viomundo

sábado, 9 de outubro de 2010

A Hipocrisia do candidato Serra: Agradar Gregos e Troianos?

Não passa pela cabeça nem do cidadão menos politizado, que hajam possibilidades reais e concretas de agradar ou atender anseios da maioria absoluta de uma sociedade. O mais importante é buscar atender o conjunto desses anseios em maior ou menor escala, mas que na média se tenha a certeza de que houve evolução e up-grade.

Nessa primeira semana pós primeiro turno já houve demonstração perfeita do que serão os próximos vinte e poucos dias de campanha eleitoral para o segundo turno das eleições presidenciais.

Do lado da candidatura oposicionista a máxima de Maquiavel está solta: Dividir, para conquistar.
Daí temas subjetivos ligados a religião, homossexualismo, aborto, moral, e uma infinidade de outros pormenores são levantados e distutidos da maneira mais sórdida e hipócrita que nossa sociedade contemporânea já pôde vislumbrar.

Porém essas discussões servirão para demonstrar o quão retrógrados são determinados salvadores da pátria em momentos eletivos.

Creio que a máscara da hipocrisia da sociedade brasileira, definitivamente cairá por terra nessas eleições 2010. Sou paulistano e sempre sustentei a tese de que o preconceito e a discriminação em todos os níveis imagináveis, estão tão arraigadas em nossa sociedade que chega a ser difícil tentar comprovar alguma coisa nesse sentido.

Tudo se passa de maneira tão hipócrita e desvelada que torna-se impossível sacar posições tão entranhadas nos corações e mentes dos separatistas. Neste ponto os EUA e a Africa do Sul são mais originais, pois assumem suas posições.

Mas aqui no Brasil, basta olhar ao nosso redor em nosso dia a dia que é possível notar essas nuances dócilmente mascaradas. Com a nossa miscigenação, hipócritamente vendemos a imagem de um povo não racista ou preconceituoso.

Isso vai até a linha de que nossa filha branca chegue com um negro pelo braço em nossa casa e apresente como seu namorado. Vai até a linha de que nosso filho num jantar de família venha falar sobre sua opção sexual diferente do seu sexo. Vai até o ponto da nossa amada irmã caçula dizer que decidiu se casar com um nordestino, e por aí vai.

É essa a máscara que irá definitivamente cair diante das discussões que estão sendo levantadas nessa campanha.

Passou da hora das pessoas de maneira geral saírem dos seus armários e assumirem posições, afinal de contas isso não é atitude que deva ser tomada somente pelos gays e simpatizantes.
Esses pelo menos, sem hipocrisia tem demonstrado que são os verdadeiros "machos", pois pelo menos assumem uma posição clara.

Enfim, a meu ver aceitar e conviver com as diferenças é o que difere uma ditadura de uma democracia.

Mas os hipócritas ainda não se deram conta disso!

Viomundo: Um pitaco sobre as eleições

Por Elaine Tavares,  jornalista
07.10.2010 – As eleições no Brasil se revestiram de um manto moral. Quase ninguém discutiu os projetos de nação que apresentavam as candidaturas. O que importava mais era atuar na destruição da pessoa, no que ela tinha de “sujo e condenável”. Assim, a história de Dilma Roussef, uma mulher valente que entregou sua juventude para lutar contra a ditadura sanguinária que se instalou no país em 1964, no projeto de dominação perpetrado pelos Estados Unidos para evitar o “comunismo”, acabou se transformando em inomináveis absurdos. Pelas redes sociais, pelos correios eletrônicos, e na mídia comercial circularam informações das mais esdrúxulas. Que Dilma era assassina, terrorista, e pasmem, que havia dito que nem Jesus Cristo tirava a vitória dela. Cabia atacar a candidata do Lula, pois era a mais forte e se configurava a favorita. O fato de ela ter sido uma lutadora contra a ditadura, ter sido presa, torturada, ter se constituído uma profissional competente num mundo masculino, ter sido ministra numa pasta nunca antes ocupada por uma mulher, e tudo mais, não foi saudado. Nem pelas militantes do “gênero”.

Mesmos para aqueles que, como eu, sempre fizeram a crítica sistemática ao governo Lula, pelas coisas que deixou de fazer e pelas que fez dentro do recorte neoliberal, ler os correios que chegavam aos borbotões causava engulhos. Porque a crítica ao governo Lula precisa ser feita desde a esquerda, como forma de apontar os erros e de alavancar mudanças. Jamais poderíamos compactuar com as atrocidades ditas pela direita raivosa, pela igreja conservadora e pelas marionetes. Quando o argumento crítico é político, vamos discutir, mas atuar na lógica dos ataques pessoais, e além de tudo mentirosos, é voltar ao triste episódio dos anos 60, quando os católicos foram às ruas na Marcha da Família dizendo se defender do tremendo “mal” do comunismo, que comia criancinhas e roubava a propriedade privada. Os tempos atuais não poderiam conter esse viés reacionário e pouco inteligente. Hoje temos muito mais acesso a informações para que se possa cair neste velho conto. Mas, ainda assim, patrocinado pelos Estados Unidos, o inimigo que assoma – e ao qual se acusam todos os lutadores – é o de “terrorista”. Bastou gritar contra o preço do cafezinho e a pessoa já pode ser apontada como um.

A própria Marina Silva, que ao longo da campanha não deixou explícito que projeto de país defendia, embora durante sua trajetória como ministra e depois como candidata tenha realizado alianças claríssimas com o chamado “ecocapitalismo”, foi atacada no pessoal. A direita não a acusava de ter se aliado aos grandes empresários do agronegócio ou do chamado “desenvolvimento sustentável”, muito menos de ter compactuado com a liberação dos transgênicos ou com o roubo do conhecimento ancestral dos indígenas. Não, isso, na visão dos dominantes, foi coisa boa e não poderia ser criticado. A crítica a ela também era pessoal. Ela era a feia, a esfomeada, e outros adjetivos abjetos. Seu projeto de ligação visceral com o capitalismo dito responsável ficou obscurecido e os ambientalistas do capital a seguiram alegremente, como se fosse possível ser “sustentável” no capitalismo. O fraco discurso de salvar as florestas e os animais sem apresentar proposta de transformação para a vida humana na consolidação de uma proposta socialista acabou sem crítica e o resultado foram os milhões de votos.

Plínio de Arruda Sampaio, apesar de sua estatura intelectual, tampouco ficou de fora da mira do moralismo barato que invadiu a campanha eleitoral. O homem era inteligente, simpático, mas “muito velho”, iria morrer logo, então, melhor evitar o voto em alguém assim condenado.  Nas campanhas anônimas que encheram caixas de correio e viajaram no boca-a-boca apenas Serra era a opção. Os motivos? Ora, os motivos eram claros: a Dilma era terrorista, a Marina, esfomeada, o Plínio, velho, o Zé Maria, louco, os demais eram ninguém, então só sobrava o paulistano, amigo do FHC, que tanto fez pelo Brasil. Para que melhor argumento? A morte da política.

É certo que o governo de Luis Inácio tem parte da culpa desta despolitização total da população. Mesmo na propaganda da Dilma, os argumentos para se votar na ex-ministra, acabavam sendo morais, de forte apelo emocional. Em um deles a canção chega a dizer que Lula entregava seu povo nas mãos dela, como se a população fosse um saco de batatas sem voz ou desejos. Enfim, o resultado foi o espelho da proposta de campanha que praticamente todos os candidatos empreenderam.

Figuras histriônicas como o Tiririca, Romário, e outros sem qualquer proposta concreta para o país, foram eleitos e causa surpresa a indignação que toma conta da mídia. Como se não fosse também responsabilidade dos formadores de opinião midiáticos esta completa falta de credibilidade que toma conta da população com relação ao Congresso Nacional. Não é de hoje que factóides denunciatórios tomam conta das telinhas da televisão, mostrando os políticos de Brasília como ladrões que levam dinheiro em cueca, num achincalhe pessoal, sem que a crítica se espraie para o terreno da política mesma.

O julgamento dos deputados corruptos é sempre moral. As atrocidades políticas que eles comentem contra o país e sua gente não são tratadas com a mesma “fome”. O que dizem os meios sobre as votações da bancada ruralista em prol do agronegócio? O que dizem sobre a aprovação de obras predadoras como a construção indiscriminada de barragens? E o Código Ambiental?  Nada.  Só que as pessoas não são idiotas e sabem que as casas legislativas não representam a vontade popular. Votar no Tiririca parece muito mais racional, não é, “peixe”?,  como diria o Romário. O achincalhe é o protesto da consciência ingênua, daqueles que sabem que algo está errado no “reino de Brasília”, embora possam não saber bem o quê.

Agora vem o segundo turno. É a disputa plebiscitária. Serra contra Dilma. O eleitor inteligente haverá de buscar as informações reais. Serra é cria de FHC, que ficou no comando do país por oito anos, tal qual Lula, de quem Dilma é cria. O que fez o Fernando Henrique pelo país e pela população nos oito anos que lhe couberam? Qual era seu projeto de país, quem foram seus aliados? E o Lula, o que fez? Que projeto tornou real ao longo do seu mandato?

FHC foi a locomotiva do projeto neoliberal. Durante seu governo, os trabalhadores foram arrochados ao máximo, perderam dezenas de direitos, empresas públicas foram privatizadas em verdadeiros crimes de lesa pátria, o patrimônio da nação foi dilapidado. Sua idéia era a de estado mínimo para os pobres e estado total para os ricos. Representava a elite selvagem, capaz de saquear o próprio país sem qualquer abalo moral. Na sua testa poder-se-ia pregar o nome “bussines” (negócio, em inglês), sem medo de errar. Basta pesquisar as mobilizações populares no governo de FHC para se perceber os golpes dados contra o país.

O governo Lula assomou em 2003 com a promessa de mudança. Ao longo dos tempos foi fazendo composições e concessões com a elite produtiva do país. No seu governo os ricos ganharam muito, mas, na linha da social democracia, ele também trabalhou na outra ponta. O Bolsa família levou comida a milhões de famílias, criou vagas nas universidades, criou 14 novas universidades públicas, melhorou o salário mínimo, alavancou a vida da classe média, abriu crédito, praticou uma política externa de aproximação com a América Latina, coisa nunca feita antes. Claro que o governo Lula não significou qualquer avanço no projeto socialista. E ele nunca se propôs a isso. Talvez por isso tenha se tornado palatável a parte da elite local. As críticas feitas a todos estes projetos citados acima sempre foram contundentes. O bolsa família ainda não avançou para um processo de libertação, as universidades novas ainda carecem de qualidade, as vagas universitárias foram para a privadas, e toda uma sorte de outros pontos que poderíamos citar, e já o fizemos em vários outros artigos. Mas, mesmo dentro da lógica do capital, o governo Lula foi melhor que o de FHC.

Assim, se o processo que inicia agora rumo ao segundo turno é um plebiscito sobre propostas de governo, é preciso clareza. Serra representa o atraso, o conservadorismo, a elite insaciável e entreguista, capaz de qualquer coisa para sangrar as riquezas nacionais em benefício próprio e incapaz de conceder um mínimo que seja à população. Dilma representa o chamado “capitalismo humanizado”, que concede à elite, mas busca atender aos de baixo, em políticas assistenciais, programas sociais e políticas públicas. Dilma não é socialismo e muito menos a ameaça comunista, pode chegar a social democracia, garantindo privilégios, mas distribuindo melhor a riqueza. Já o Serra não é social democrata, apesar de isso estar no nome do seu partido. Ele é o vampiro das elites.

Ao povo, que no geral sabe muito bem das ínfimas diferenças que existem entre os candidatos, valeria uma reflexão. Estudar as ações de cada grupo em vez de dar voz a argumentações morais e pessoais que só reduzem a vida política ao ridículo. A eleição, enfim, não é “a mãe de todas as batalhas”, mas, nessa conjuntura, ela pode definir o futuro. A grande política pressupõe análise da realidade e propostas de superação. O socialismo pressupõe mais trabalho entre as gentes. Há que se voltar ao trabalho de base, coisa praticamente esquecida pelos partidos políticos que, na sua maioria, entraram na lógica do institucional. Há que voltar às ruas, aos bairros, às estradas barrentas da vida real, para construir desde baixo o sonho da sociedade justa, igualitária, fraterna e cooperativa.
Enquanto isso não acontece, não se pode retroceder. Sem volta atrás…

FONTE: Blog Viomundo

Marina em Verde e Rosa

Marcos Coimbra, na CartaCapital

“A votação que a candidata do PV obteve na reta final da campanha não é igual a conquistada no início. Originou-se em outros segmentos
Em um país do tamanho do nosso, qualquer candidato bem votado recebe todo tipo de voto. Não faz sentido dizer que um só é votado por determinados eleitores, outro por outros. Nestas eleições, isso se aplica a Dilma, Serra e Marina.

É possível, contudo, identificar os traços mais característicos dos eleitores de cada um. Dos eleitores de Dilma, por exemplo. Sabemos o que costumam pensar sobre Lula e o PT, e como encaram a discussão sobre as políticas do governo e sua continuidade.

O mesmo vale para Serra. Conhecemos quem votou nele. Seus sentimentos em relação ao atual presidente, como o comparam a Fernando Henrique, o que acham do PT e dos petistas.

Entre os eleitores de Dilma e de Serra, há diversidade de opiniões, mas elas não variam de oito a oitenta. Quem vota nela pode não querer que tudo do governo seja mantido, mas não defende que tudo seja mudado. Pode fazer críticas a Lula, mas não diz que é péssimo. Talvez discorde do modo como o Bolsa Família é operacionalizado, mas não o chama de esmola.

Tampouco os eleitores de Serra pensam em bloco. Mas não deve haver um só que ache, sinceramente, que Lula é ótimo. Ou que não queira que muita coisa de seu governo mude. Que não antipatize (nem que seja um pouco) com o PT.

Em relação a Marina, no entanto, isso não vale. Seja nos atributos socioeconômicos, seja nos valores e atitudes políticas, seus eleitores são muito heterogêneos.

Todo mundo concorda que as eleições foram para o segundo turno por causa dela. Não foi o desempenho de Serra que o provocou. Ele obteve, na urna, quase exatamente o voto que, desde o primeiro semestre, as pesquisas projetavam. Ou seja, sua campanha não atraiu mais eleitores que aqueles com os quais sempre contou: uma boa parte de São Paulo, o antipetismo, o voto de homenagem por sua ‘trajetória’. O adicional que tinha, vindo do desconhecimento de suas adversárias, sumiu e não foi recuperado.

Dilma perdeu votos para Marina. Foi seu crescimento, lento a partir da segunda semana de setembro, e exponencial nos últimos três dias, que tirou cerca de 10 pontos da candidata do PT. Com isso, Marina mais que dobrou o tamanho que tinha em fins de agosto e provocou o segundo turno.

Houve dois votos em Marina nestas eleições: um que obteve cedo, outro que conquistou na reta final. É preciso entender os dois, para que possamos imaginar como será o segundo turno.

O voto "antigo" em Marina é o voto da agenda verde. Os 8% a 10% que ela havia alcançado ainda em maio provinham, na sua maioria, de eleitores sensíveis aos temas ambientais, que se revelavam tão atentos à questão que se dispunham- a um "voto de atitude", para mostrar sua insatisfação com o descaso do sistema político brasileiro em relação ao assunto. Havia, nele, outros elementos, de cunho regional (pela origem da candidata no Norte) e religioso (decorrente de sua inserção na comunidade evangélica). Mas não seria errado dizer que era um "voto verde", de quem conhecia Serra e Dilma e não pensava em nenhum dos dois.

O voto que ela adquiriu no final da eleição não é igual. Originou-se em outros segmentos da sociedade e foi movido por valores diferentes.

Esse voto "novo" em Marina veio de quem a escolheu pelos atributos pessoais e não pela agenda. É porque gostaram dela que esses eleitores se tornaram, subitamente, verdes. Não como os de antes, que o eram por convicção, independentemente de quem fosse o candidato que representasse o tema.

Houve uma segunda onda de votos em Marina. Como mostram algumas pesquisas, foi basicamente metropolitana, feminina e de classe média, típica de mulheres jovens, com média e alta escolaridade, muitas evangélicas. Um voto de quem a viu como uma "pessoa diferente", mais "humana" e mais "gente" que Dilma e Serra. De quem tinha tendido para Dilma durante boa parte da eleição.

Se tivemos uma "onda verde", essa foi uma "onda rosa". A primeira com fundamentos racionais, a segunda assentada nas emoções.

E agora no segundo turno? É possível imaginar um só destino para eleitores tão díspares? Terão Dilma ou Serra como atrair os "verdes", que não gostavam de nenhum dos dois? E como falar com os integrantes da segunda onda, que pouca atenção prestam às questões programáticas?”

Conversa Afiada:PV (que o Serra bajula) é a favor do aborto, da maconha e do casamento gay

          O PV é o Serra ou o Serra é o PV ?

    O Conversa Afiada reproduz post do site Seja Dita Verdade.net.
    Leia rápido antes que os brucutus do Serra tirem do ar:

    Está no site do Partido Verde para qualquer um ver. Está registrado no TSE. É o programa do PV, aprovado em sua Convenção Nacional por maioria absoluta de votos e sem contestação.

    A atual campanha presidencial está sendo pautada pelo falso moralismo e a hipocrisia, em que temas como aborto, casamento gay e outras questões polêmicas têm sido exploradas de forma irresponsável e sendo alvo de manipulação através de impressionante guerrilha virtual comandada pelos apoiadores de José Serra na internet. Dilma Rousseff, a candidata de Lula e de mais de 47 milhões de brasileiros foi acusada de forma vil e mentirosa aqui na internet de querer legalizar o aborto, censurar a imprensa, fechar igrejas evangélicas e outras ignomínias.

    Hoje José Serra está lutando para atrair o PV para que o apóie. A imprensa já noticiou que Serra ofereceu, em uma barganha condenável e torpe, quatro ministérios para que o Partido Verde participe de sua campanha. Então é preciso que os brasileiros saibam um pouco mais sobre o PV, esse partido-de-conveniência, onde Marina Silva, depois de 30 anos no PT, encontrou guarida; esse ajuntamento político que apóia todos os governos estaduais em troca de cargos. Em São Paulo estão com o PSDB e participam do governo. No Paraná estão com o PMDB e participam do governo. Em Minas Gerais abocanharam o seu quinhão fisiológico no governo de Aécio Neves e continuaram agarrados ao osso no de Antônio Anastasia. Hay gobierno? O PV está lá!

    Em uma rápida pesquisa pelo programa de governo do Partido Verde, percebe-se que quem é favorável a pontos polêmicos é o partido de Fernando Gabeira. Entre eles, a legalização do aborto, a legalização da maconha, a diminuição da maioridade penal para 16 anos, o controle externo da mídia, a legalização do casamento gay e da prostituição, a entrega da Amazônia aos estrangeiros, o aumento dos impostos e muito, muito mais!

    Contra fatos não há argumentos. Abaixo você se defrontará com a verdade mais cristalina, expressa no programa do PV, estampado no site dos verdes na internet (link):

    * Entrega da Amazônia aos estrangeiros

    O programa do partido é bem claro. No capítulo “Economia Verde para uma Vida Melhor”, exatamente no item 4, o partido diz:

    “Os verdes não fazem uma distinção maniqueísta entre investimentos nacionais e estrangeiros. Preferem tomar como critério as implicações e conseqüências sociais e ecológicas desses investimentos…”

    Na prática, significa a entrega da Amazônia, o pulmão do mundo e uma das maiores riquezas do Brasil e de seu povo, com seus biomas naturais, diversidade ecológica, fauna e flora, à empresas estrangeiras. Significa BIOPIRATARIA. Aquele falso email de alguns anos atrás, que mostra um mapa da Amazônia como “região internacional” pode se tornar realidade se o PV for para o governo e colocar em prática o seu programa.

    * Controle Social da Mídia

    Quando o PT propõe controle externo dos meios de comunicação, a mídia tucana grita e o acusa de CENSURA! E quando o PV faz isso, chamamos do quê? É o que consta no programa do partido, item C do capítulo ”Cultura e Comunicação”:

    “democratizar e descentralizar os meios de comunicação de massa permitindo o acesso dos cidadãos a rádios e TVs livres procurando propiciar uma situação onde muitos cidadãos possam se dirigir a outros cidadãos.”

    * Legalização da prostituição do casamento gay

    Ainda no mesmo capítulo 4 do programa do PV, o ítem I é o mais polêmico de todos: abre espaço para a legalização do casamento gay e prostituição enquanto profissão. Vamos ao texto:

    “ defender a liberdade sexual, no direito do cidadão dispor do seu próprio corpo e na noção de que qualquer maneira de amor é válida e respeitável”

    * Desestímulo a pesquisas científicas com células-tronco

    No capítulo 7 – “Reprodução Humana e Cidadania”, o PV desestimula pesquisas genéticas com células-tronco e reprodução in vitro, enterrando o sonho de milhares de famílias que almejam ter filhos e não conseguem por meios naturais ou de milhões de seres humanos que sofrem de enfermidades como a cegueira, esclerose múltipla ou a distrofia muscular. É o mesmo posicionamento ridículo e medieval de George W. Bush, que o presidente Barack Obama já baniu da agenda norte-americana, incentivando a ciência e a luta por seus avanços na pesquisa e na cura. É o item D:

    “a fiscalização rigorosa das práticas de manipulação genética e inseminação artificial…”

    * Legalização do aborto

    O mais polêmico dos pontos também se encontra em “Reprodução Humana e Cidadania”, do programa do PV. O texto não deixa dúvidas quanto ao desejo do partido em legalizar o aborto, tema tão combatido tanto por Marina Silva (ex-candidata do próprio PV…) quanto por Dilma Rousseff (hoje Serra se diz contra, mas no senado apoiou o projeto de lei 78/1993 que o legalizava):

    “a legalização da interrupção voluntária da gravidez com um esforço permanente para e redução…”

    * Redução da maioridade penal para 16 anos

    No capítulo 8 – “Justiça e Segurança”, o PV é demasiadamente retrógrado ao tentar resolver todos os problemas da violência com a redução da maioridade penal. Está lá no item C:

    “redução da idade de responsabilidade penal para 16 (dezesseis) anos, nos casos de crime contra a vida e a  integridade física”

    * Legalização do Jogo do Bicho

    O PV é duro contra os menores infratores, mas resolve premiar os contraventores do Jogo do Bicho com a legalização das atividades. Seria um agradecimento aos bicheiros cariocas que encheram as burras de campanhas do ex-Gabeira? Ainda estamos no capítulo ”Justiça e Segurança”, mas agora é o item E:

    “a descriminalização das atividades como os jogos de azar e o jogo do bicho, cuja ilegalidade, além de inócua, termina por estimular crimes muito mais graves como a corrupção passiva e a extorsão policial”

    * A legalização da maconha

    O PV, apesar do atual discurso moralista de sua ex-candidata e de seus dirigentes, é bem claro quanto ao assunto. No item 4 do capítulo “Justiça e Segurança”, os verdes defendem a legalização da ‘canabis sativa’ :
    “O PV propõe:

    a) Uma nova Lei de Entorpecentes, legalizando o uso da Canabis Sativa para fins industriais, médicos e pessoais, descriminalizando o uso de drogas, que passa a ser encarado, em situações de dependência de drogas pesadas, como um problema de saúde e não de repressão e prisão”

    O PV quer ainda o “uso controlado pelo Estado” da maconha. A corrupção atingirá níveis alarmantes, pois os dependentes farão de tudo para conseguir as drogas.

    * O aumento de impostos

    Para “financiar a ecologia”, o PV quer, no capítulo 10 sobre “Energia”, o aumento de impostos. No item 4A, o partido é claro:

    “a instituição de uma taxa ambiental de 1% sobre combustíveis fósseis para financiar programas de despoluição”.
    Na prática, este imposto verde do PV é muito mais danoso para a economia que a extinta CPMF. Tributar em 1% os combustíveis fósseis, em outras palavras,  a gasolina, significa encarecer toda a cadeia produtiva, uma vez que a maior parte das mercadorias brasileiras circula por caminhões no território nacional. Além de todos os demais desatinos, o partido-de-conveniência, é um voraz adepto da condenável prática do aumento de impostos, taxas e tributos!

    * Enfraquecimento da Petrobras

    Ainda no assunto sobre a energia, o PV comete brutal equívoco (pregam a auto-suficiência quando o Brasil faz anos já é auto-suficiente) ou um crime de lesa-pátria ao revestirem-se de pensamentos tucanos e, literalmente, tentar acabar com a Petrobrás, a maior empresa do Brasil, segunda maior empresa de energia do mundo e uma das maiores empresas do planeta. Os verdes, apenas e tão somente, querem quebrar a espinha dorsal do maior patrimônio material dos brasileiros às vésperas do início da exploração do Pré-Sal! Está lá, no item B:

    “a busca de auto-suficiência na produção de petróleo através da flexibilização do monopólio da Petrobras…”

    * Dar poder de polícia aos seringueiros

    No capítulo 11,  ”Política Nacional de Meio Ambiente e Grandes Ecossistemas”, em seu item 2F, o PV quer dar poder de polícia aos seringueiros. Seria o mesmo que investir o MST ou a UDR de faculdades legais que lhes permitissem portar armas, deter pessoas, invadir propriedades e se constituirem em milícias particulares à margem da lei e, paradoxalmente, protegidos e regulamentados pela União! Trata-se de uma excrescência. Vejam:

    “a criação de uma guarda florestal voluntária, constituída de seringueiros…”

    * Suspender investimentos em Carajás

    Ainda na Política Nacional de Meio Ambiente, o item F propõe suspender investimentos de siderúrgicas em Carajás – nossa extraordinária reserva mineral localizada no coração do Estado do Pará - acabando com milhares de empregos na região, subtraindo bilhões em impostos dos cofres públicos, com a utilização de desculpa esfarrapada simplesmente por não ter idéia do que se fazer com o problema da poluição ou competência para apresentar uma solução viável:

    “a suspensão de projetos de siderúrgicas de ferro-gusa do programa Grande Carajás, alimentadas a carvão vegetal até que seja encontrada uma solução que minimize seus impactos ambientais”

    Marina Silva disputou a presidência da República por um partido que prega a legalização do aborto, do casamento gay, da prostituição, da maconha e do jogo-do-bicho, além de propor a criação de milícias, o fim da Petrobrás e de Carajás, a redução da maioridade penal, o controle externo da mídia e condena os avanços da ciência e da humanidade, ao pregar a proibição das pesquisas com células-tronco.

    Os brasileiros precisam saber mais sobre o PV e seu programa liberticida.

    O link para a leitura do Programa do Partido Verde é este abaixo. Leiam antes que os proprietários daquela legenda-de-aluguel o retirem do ar ao sabor das conveniências eleitorais e da demagogia.

    FONTE: Conversa Afiada

    Soninha Francine, coordenadora da campanha de José Serra: “Eu sou contra, mas eu fiz aborto”

    Seria cômico se não fosse trágico. Hipocrisia pouca é bobagem...

    sexta-feira, 8 de outubro de 2010

    Serra caluniador e difamador terá que se explicar á Justiça

    Juiz aceita denúncia contra Serra por difamação ao PT

    O Partido dos Trabalhadores (PT) informou nesta sexta-feira (8) que o juiz José Ricardo Coutinho Silva, da 111ª Zona Eleitoral de Porto Alegre (RS), aceitou denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral contra o candidato José Serra (PSDB) por crimes de difamação contra o PT e de calúnia contra o então candidato petista ao Senado, Fernando Pimentel. A decisão do magistrado é do último dia 4.

    Com a aceitação da denúncia, José Serra passa a ser réu nos processos de calúnia e difamação. No despacho em que acolhe pedido do Ministério Público, o juiz solicita os antecedentes do tucano para que se possa dar continuidade dos trâmites do processo.

    A denúncia do MP foi provocada por uma ação judicial movida por Fernando Pimentel a partir de uma entrevista de Serra na qual o tucano fez declarações ligando o PT às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e ao narcotráfico, além de acusar o então candidato de ter comandado a organização de um suposto dossiê contra integrantes dos quadros do PSDB.

    Abaixo quadro dos crimes que o presidenciável deverá responder na Justiça:

    Calúnia (art. 138 do Código Penal):
    - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
    § 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.
    § 2º - É punível a calúnia contra os mortos.

    Difamação (art. 139 do Código Penal);
    - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

    Miro: Marina e o “apetite por cargos” do PV

    O jornalista Bernardo Mello Franco, da Folha, fez uma revelação ontem (7) que confirma as tensões na cúpula do Partido Verde. “Em reunião fechada com aliados, a candidata derrotada do PV à Presidência, Marina Silva, atacou a gula de dirigentes do partido por cargos e afirmou que não vai ´se apequenar´ nas negociações do segundo turno. Ela se mostrou irritada com a intenção do núcleo da campanha de José Serra (PSDB) de oferecer quatro ministérios em troca do apoio do PV”.

    Ainda segundo a reportagem da insuspeita Folha, “em tom de ironia, Marina criticou o fisiologismo de parte da cúpula verde, sugerindo que a oferta seria alta demais para alguns dirigentes de seu partido”. Na reunião fechada, que teve a presença do teólogo Leonardo Boff – que já declarou apoio a Dilma para derrotar o “neoliberal Serra” -, a presidenciável do PV insinuou que tende a ficar “neutra” no segundo turno. A decisão deveria ser anunciada na convenção marcada para 17 de setembro.

    Racha na cúpula verde

    A “reunião fechada” causou estragos na direção do PV. Apesar do presidente do do partido, José Luiz Penna, rechaçar as criticas ao seu fisiologismo, ele tem o pé em várias canoas. No governo Lula, cumpre importante papel no Ministério da Cultura. Já em vários estados, o partido está umbilicalmente ligado aos demotucanos. Participou da prefeitura do Rio de Janeiro na gestão do demo César Maia – que acaba de ser rejeitado nas urnas. Em São Paulo, participa do governo estadual, controlado pelos tucanos, e na prefeitura da capital, dirigido pelo demo Kassab.

    Para o segundo turno, dirigentes do PV já tinham declarado publicamente seu apoio a José Serra – sem ouvir a própria candidata, a maior responsável pela expressiva votação da legenda no primeiro turno. Com suas críticas ao “apetite por cargos”, Marina despertou a ira da direção do partido. “Próxima ao PSDB, a cúpula verde ameaça boicotar a convenção do dia 17 e anunciar apoio a Serra na semana que vem, à revelia da ex-presidenciável”, relata hoje (8) o UOL.

    Minoritária da direção do partido

    Segundo a matéria, “Marina foi duramente atacada na reunião organizada às pressas pelo presidente da sigla, José Luiz Penna, em Brasília. Participaram cerca de 20 pessoas, algumas com cargos no governo paulista e na Prefeitura de São Paulo, administrada pelo DEM. A senadora não foi chamada. No encontro fechado, o grupo de Penna acusou a candidata derrotada de desrespeitar a cúpula do partido, ao qual se filiou em agosto de 2009”.

    Numa nítida provocação à candidata, José Luiz Penna convocou reunião da executiva nacional do PV para a próxima quarta-feira (13), que pode precipitar a decisão da legenda. O grupo de Marina Silva, recém-ingresso no partido, tem apenas 10 dos 60 votos da executiva. “A tendência é pela aprovação do apoio a Serra”, garante o UOL. Nos bastidores, o clima é de guerra. Marina cancelou a reunião com a direção do PV e insiste que deseja debater “compromissos programáticos”; já a cúpula verde tucanou e assume “compromissos fisiológicos” com José Serra.

    A encruzilhada de Marina Silva

    Como se observa, a situação do PV é delicada. Marina Silva obteve quase 20% dos votos por várias razões. Numa avaliação generosa, ela surpreendeu porque expressou as justas preocupações ambientais, críticas às limitações do governo Lula e a busca de alternativa diante da polarização PSDB-PT. Numa leitura mais crítica, ela foi inflada pela mídia para viabilizar a ida de Serra para o segundo turno e colheu os votos conservadores, com base na manipulação religiosa rasteira.

    Agora, PV e Marina Silva estão na berlinda. A tendência, como apontam vários especialistas em eleições, é que ocorra uma dispersão dos votos “verdes”. O problema não é apenas eleitoral. É político. Quanto ao PV, ele continuará sendo um partido sem consistência programática – nem mesmo a questão ambiental é levada muito a sério por sua direção. O maior dilema é mesmo o de Marina Silva. Ela servirá ao retrocesso neoliberal, maior inimigo do desenvolvimento sustentável, ou apostará na continuidade das mudanças no país? É uma baita encruzilhada!

    FONTE: Blog do Miro