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quinta-feira, 18 de março de 2010

Miro: Kátia Abreu para vice do decadente Serra

A mais recente pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), deve ter causado insônia, no mínimo, em duas pessoas. Carlos Augusto Montenegro, o chefão do instituto tucano, havia jurado à revista Veja que a candidata Dilma Rousseff dificilmente passaria dos 15% nas pesquisas. Além de ser motivo de chacota no futebol carioca, após levar o seu time à segunda divisão, ele agora é ridicularizado pelos palpites infelizes – e tendenciosos – no Ibope.

Já o presidenciável José Serra, que é notívago, teve sua insônia agravada. A pesquisa confirmou sua queda e, pior, o crescimento vertiginoso de Dilma Rousseff. Ela indica que o tucano caiu três pontos, patinando nos 35% das intenções de votos, e que a petista subiu 13 pontos desde a última pesquisa do Ibope/CNI em dezembro – pulando para 30%. Além disso, ela revela que 53% dos brasileiros preferem votar na candidata apoiada por Lula, que bate novo recorde de popularidade.

Procura-se um candidato a vice

A pesquisa do instituto tucano causou frisson nos meios políticos, já que chefão do Ibope não é muito confiável. Ela demorou para ser divulgada e frustrou boatos que corriam nas redações da própria mídia demotucana. No seu blog da revista Veja, Lauro Jardim já havia antecipado que “o PSDB saiu-se mal em uma pesquisa nacional de intenção de voto. Ela mostra empate técnico de José Serra e Dilma Rousseff, mas com a petista um ponto percentual à frente”. Outra pesquisa, esta encomendada pelo PT, apontou pela primeira vez Dilma com três pontos à frente de Serra.

Apesar do risco de manipulação – Ulysses Guimarães costumava brincar que “a margem de erro das pesquisas é a margem de lucro” dos institutos –, o resultado do Ibope deve agravar o inferno astral da oposição liberal-conservadora. Sem programa e sem discurso, ela está perdida e metida em graves crises internas. Na semana passada, Aécio Neves enterrou a dobradinha dos sonhos de Serra. Até o portal da Globo, o G1, lamentou o desenlace. “O lançamento da pré-candidatura de Aécio ao Senado praticamente elimina a possibilidade da chapa-pura do partido à Presidência”.

“Ou disputa ou sai da vida pública”

Outro tucano sondado para ser vice, o senador “jagunço” Tasso Jereissati, também fez questão de recusar publicamente o convite. No início de março, em plena campanha eleitoral – que a mídia evita criticar –, Serra esteve na festa da uva em Caxias do Sul, ao lado de outra “potencial” vice, Yeda Crusius. Mas ele preferiu ficar bem distante da governadora deste estratégico estado, que se esforça para arrumar a casa – ou melhor, a mansão – após várias denúncias de corrupção. Para piorar, o PMDB local, que batia asas para os tucanos, sinalizou que deve apoiar Dilma Rousseff.

Diante destas agruras, José Serra até vacilou em ser candidato. Temia perder a briga presidencial e, de quebra, entregar o governo paulista para o seu rival, o traído e ressentido Geraldo Alckmin. Mas ele não tem como fugir da raia – ou do cadafalso! Serra é a alternativa que restou ao bloco neoliberal-conservador. Tanto que o Estadão, um jornal tucano-xiita, pressiona: “A relutância em assumir sua legítima aspiração, pela qual trabalha em surdina, já faz com que se diga que ele não tem medo do poder – tem medo do voto... A esta altura, ou ele disputa o Planalto ou sai da vida pública... A oposição precisa de um candidato que vá para a batalha pela porta da frente”.

A “Ivete Sangalo” do Senado

O jeito, então, é procurar um vice na seara, ou inferno, dos demos. É certo que também aí a coisa está feia. O “vice-careca” José Roberto Arruda, tão paparicado por Serra, FHC e outros tucanos, permanece preso em Brasília e deverá ser afastado do governo do Distrito Federal. O DEM está em baixa, não tem outros governadores, perdeu dezenas de deputados nas últimas eleições e não possui outras lideranças ascendentes. Sobra, então, a líder dos ruralistas, a senadora Kátia Abreu. O Correio Braziliense inclusive já incluiu o seu nome na lista dos vices demos do tucano Serra.

É certo que a parlamentar do Tocantins é uma das expressões mais grotescas do atraso na política nativa e representa o latifúndio – parte dele travestido de “moderno” agronegócio –, a grilagem, o trabalho escravo e infantil e a contratação de capangas. É certo, também, que ela é motivo de galhofa até no Senado, onde já foi apelidada pelos seus próprios pares de Ivete Sangalo, “graças ao seu jeito barulhento de fazer política”, segundo excelente reportagem de Diego Escosteguy, publicada na insuspeita revista Veja em julho de 2008 – mas que pode ser “arquivada”.

“Fortes evidências” de crime eleitoral

É certo, ainda, que pairam dúvidas sobre a honestidade da nova estrela dos demos. “A Veja teve acesso a documentos internos da CNA [Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária] que apontam fortes evidências de que a entidade bancou ilegalmente despesas da campanha dela ao Senado. A papelada revela que a CNA pagou R$ 650 mil à agência Talento, em agosto de 2006 – na mesma ocasião em que essa empresa prestava serviços de publicidade à campanha de Kátia Abreu ao Senado”, detalhou o artigo “Tem boi na linha”, de Diego Escosteguy.

Estas e outras sujeiras, porém, podem ser apagadas pela mídia demotucana. No seu esforço para evitar a continuidade do ciclo progressista aberto por Lula e garantir o retorno ao neoliberalismo, a mídia fará de tudo para transformar o tucano José Serra num exemplo de “gestor moderno” e a demo Kátia Abreu numa liderança do “moderno agronegócio”. É certo que será difícil convencer os eleitores. Mas não custa tentar. A campanha seria bem mais divertida com uma chapa Serra-Kátia, a dobradinha do vampiro com a Ivete Sangalo.

FONTE: Blog do Miro

quarta-feira, 17 de março de 2010

Azenha: Destruir, destruir, destruir. Eles só pensam em destruir

por Luiz Carlos Azenha

José Serra quer destruir o Viomundo (de acordo com esse post do Nassif). Pretende fazê-lo, como sempre, recorrendo ao esgoto. Não, não é o esgoto que a Sabesp, a empresa encarregada de promover Serra em todo o Brasil, joga nos rios de São Paulo. Sim, senhores e senhoras. A Sabesp, “empresa de saúde”, pega o esgoto das casas e atira nos rios. Mas o esgoto a que Serra recorre é o de sempre: um exército de difamadores e caluniadores anônimos.

Isso diz mais sobre o caráter do homem José Serra do que sobre o político. Mostra uma necessidade obsessiva de controle, falta de aceitação de questionamentos e de opiniões diferentes. Serra, lembrem-se, é aquele que constrange repórteres ao vivo, para dar exemplo.

Sim, sim, isso também revela os métodos de um político antigo, mas não dá para dizer que Serra seja o único a fazer isso na política brasileira. Falta de caráter não é exclusividade do PSDB, do DEM ou do PT.

Eu me lembro muito bem de um perfil de Fernando Collor de Mello que a Folha de S. Paulo traçou antes da eleição e posse do “caçador de marajás”.  Gostaria muito de encontrar o artigo em algum arquivo. Não me lembro quem eram os autores, mas guardei o texto na memória porque foi profético: antecipou todos os desvios de personalidade que ficariam expostos mais tarde.

Quais são as grandes ideias de Serra? Quais foram os grandes projetos inovadores que ele tocou como governador de São Paulo? A quem ele serviu, além de à própria carreira política? Por que ele foi incapaz de limpar a calha do rio Tietê e evitar pelo menos parcialmente as enchentes que paralisaram São Paulo? Por que a Sabesp continua atirando esgoto nos rios de São Paulo? Por que os professores da educação paulista estão em greve? Por que as polícias paulistas se enfrentaram diante do Palácio dos Bandeirantes?

Em vez de responder com honestidade a essas perguntas, José Serra conta com a cobertura da grande mídia para evitá-las, recorrendo à truculência particular contra aqueles que identifica como “inimigos”: ações judiciais, calúnia, difamação, boatos e rumores. Isso vale contra qualquer um que se coloque no caminho de Serra. Trago de volta, aqui, o artigo de um assessor do governador paulista, publicado no Estadão, com o sugestivo título de “Pó pará, governador?”, em que o articulista deixa implícita uma acusação gravíssima contra Aécio Neves. Se Serra é capaz de fazer isso com um colega governador, do mesmo partido, do que ele não é capaz?

Quando à pretensão de destruir o Viomundo, lamento informá-lo — e a seus asseclas — de que vai se dar mal. O Viomundo é uma comunidade virtual que tem cerca de 450 mil leitores por mês. Eu sou apenas um integrante dessa comunidade. Se as pessoas procuram este espaço é porque acreditam que aqui encontram informação e opinião de qualidade. Eu jamais cometeria o erro grosseiro de Serra de subestimar a inteligência, a capacidade crítica e a coragem de meus leitores diante de um político obcecado pelo controle, cujos métodos “modernos” de campanha se baseiam no assassinato de reputações, na propaganda e na desinformação.

Se Serra age assim como candidato, imaginem se for eleito presidente…

PS: Destruir parece ser uma obsessão dessa turma. Destruir o patrimônio público na privataria que beneficiou os amigos. Destruir em “acabar com o PAC”, do presidente do PSDB, Sergio Guerra. Destruir os blogueiros que eles não conseguem controlar. É caso para divã, como era o de Collor de Mello.

FONTE: Viomundo de Luiz Carlos Azenha

terça-feira, 16 de março de 2010

O PIG venceu? Ou ser idiota está na moda?


As vezes tenho a impressão de que se o PIG, principalmente seu expoente-mór, a rede globo, ainda não venceu a batalha no campo da (des)informação, (de)formação de opinião e (des)orientação cultural, pelo menos trabalham ativamente e diria que até positivamente nesse sentido.

E por observar o quanto idiotices de maneira geral repercutem mais na cabeça do povão do que assuntos relevantes, que acredito que se nada for feito para segurar essa onda que toma conta do país há pelo menos 40 anos, estaremos fadados a sermos uma nação repleta de imbecis nos próximos anos. Muito mais do que já temos hoje.

Passando por um site qualquer nesta manhã, me chamou a atenção o número de comentários á respeito de uma notícia (i)relevante sobre o tal bbb10 da globo.

A manchete:
"Fulana dá a entender que sicrana não fica com beltrano porque ele tem dentes feios".

Após ler a matéria (interessantíssima) que explica os pormenores do que se passa na casa, descobrimos uma carreta de babaquices e idiotices de pessoas ídem e que sem sombra de dúvidas são acompanhadas por telespectadores do mesmo nível.

Mas o pior de tudo é verificar o volume de comentários num curto espaço de tempo sobre o tema.

A notícia foi colocada no site as 00:14hs de hoje 16/03 e o primeiro comentário foi postado já as 00:23hs. As 7:45hs a notícia foi atualizada e até as 8:45hs já haviam mais de 650 comentários de todos os tipos que se possa imaginar.

O que esperar desse tipo de gente que se diverte (ou se engana) com os reality shows, com os domingões, com os cqc´s da vida, com os pânicos e demais secreções apresentadas pelas nossas redes televisivas?

Esse nível de telespectador não acredita em papai noel, gnomos, fadas, revista veja, fsp, istoé, jornal nacional? O que você acha?

O PIG venceu? Ou ser idiota está na moda?

segunda-feira, 15 de março de 2010

PHA: Serra travou na Justiça ação que ia apurar se ele é ladrão

Lí e ouví a íntegra da entrevista do Walter Maierovitch ao Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada. É o tipo de informação que se estivesse no PIG - Partido da Imprensa Golpista, e fosse uma notícia contra o atual Governo Lula, cairia como uma bomba atômica e espalharia fezes no ventilador da Nação. Mas como é algo que está relacionado com o namoradinho e queridinho da Mídia Terrorista, José Serra, sem dúvidas que irá passar em branco para os vendidos de plantão.
Mas o mesmo não irá acontecer com quem realmente quer saber as verdades e está se lixando para o jornalismo de esgoto, aquele veiculado pelos mesmos de sempre.
Paulo Henrique Amorim dá mostras de que é possível ser "JORNALISTA" com 'J ' maiúsculo e não apenas mais um pau-mandado dos barões da mídia corporativista desse imenso país. Á ele, meus parabéns e sinceros desejos de vida longa.
Nós precisamos muito de homens assim na imprensa. A nação agradece!

Conversa Afiada:

Walter Fanganiello Maierovitch, formado em 1971, é Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi juiz eleitoral, é colunista da revista Carta Capital, e presidente do Instituto Giovanni Falcone, o juiz italiano dinamitado pela máfia, e com quem Maierovitch trabalhou.
Maierovitch concedeu por telefone uma entrevista a Paulo Henrique Amorim, cuja íntegra você ouve aqui:
Parte 1
Parte 2

A seguir, os trechos principais dessa entrevista:
Estamos em 1988, na disputa pela prefeitura de São Paulo.
Os candidatos eram o deputado federal José Serra, Paulo Maluf e João Leiva.
Maierovitch era Juiz da 2ª. Zona Eleitoral.
Flavio Bierrenbach, hoje Ministro do Tribunal Superior Militar, no dia 29 de outubro de 1988 foi ao horário eleitoral gratuito e faz a seguinte declaração:
No dia 15 de novembro, João Leiva vai ter que derrotar dois Malufs.
Um Maluf todo mundo conhece, aquele que nasceu no lodo da ditadura.
O outro poucos conhecem.
José Serra entrou pobre como Secretario do Planejamento de Franco Montoro e saiu rico.
Prejudicou muitos de seus ex-companheiros.
Como o outro Maluf, tem uma ambição sem limite.
Como o outro Maluf, Serra usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente.
Serra pediu direito de resposta no horário eleitoral.
Maierovitch deferiu
Além disso, Serra entrou com uma representação, para que tudo fosse encaminhado ao Ministério Público, já que ele tinha sido caluniado, difamado e injuriado.
O advogado de Serra era Mario Covas Neto.
Maierovitch encaminhou ao Ministério Público denúncia de Serra contra Bierrenbach.
A denúncia de Serra mostrava que ele tinha sido caluniado, porque Bierrenbach dissera que ele entrou pobre no Governo Montoro e saiu rico; e porque usa o poder de forma corrupta.
A denúncia dizia que Serra tinha sido difamado, porque Bierrenbach tinha dito que o outro Maluf poucos conheciam; que ele enganara muita gente, e que tinha feito uma campanha milionária para deputado federal.
A denúncia de Serra dizia que Bierrenbach o tinha injuriado, porque disse que ele, como Maluf, tem uma ambição sem limites; que, pelo poder, é capaz de tudo.
Maierovith aceitou um recurso de Bierrenbach: queria a “exceção da verdade”.
Ou seja, queria provar que tinha dito a verdade.
Maierovitch recebeu e encaminhou os pedidos de Bierrenbach para ter acesso à declaração de renda de Serra à Receita Federal, à movimentação de contas em bancos, à prestação de contas de Serra à Justiça Eleitoral, à convocação de testemunhas.
Tudo deferido.
Serra entra com mandado de segurança para que Maierovitch fosse afastado do caso e tudo passasse ao Supremo Tribunal Federal (*).
Maierovitch indeferiu o pedido.
Levou em consideração a própria jurisprudência do STF: o juiz natural da ação era, de fato, Maierovitch.
Serra mudou de tática.
E disse que, pensando bem, não tinha sido nem “caluniado”, nem “difamado”.
Tinha sido, apenas, “injuriado”.
Sabe por que, amigo navegante ?
Porque na Justiça Eleitoral, no crime de “injúria” não cabe a “exceção da verdade” – ou seja, não cabe pedir o direito de mostrar as provas.
Maierovitch recusou o “pensando bem” de Serra.
E mandou buscar as provas que Bierrenbach disse que tinha de que Serra entrou pobre e saiu rico do Governo Montoro e usava o poder de forma corrupta.
Maierovitch considerou que não podia julgar antes.
Ou seja, não podia, antes de ver as “provas” de Bierrenbach, se havia calunia e difamação ou não.
Surpresa.
No Tribunal Regional de São Paulo, o desembargador Carlos Alberto Ortiz suspendeu o processo, até que novo mandado de segurança de Serra, agora assinado pelo advogado Marcio Thomaz Bastos (**), fosse julgado.
O mandado foi distribuído para o Juiz Francisco Prado, que assumiu o cargo de juiz por indicação do governador Mario Covas.
Estamos aí, portanto, “num ambiente tucano”, diz Maierovitch.
O processo, aí, parou.
Ficou “travado”, como se diz na Justiça brasileira.
Depois de ser Juiz, Francisco Prado foi Secretario de Habitação de Mario Covas.
E Secretario do Emprego do Governo Alckmin.
Em 1997, Prado teve que deixar o Tribunal.
Deixou atrás de si um cartório de processos não julgados.
Mas, antes de sair, julgou o mandado de segurança de Serra.
Veja bem, amigo navegante, o fato se deu em 1988.
Prado julgou em 1997.
Levou quatro anos com o mandado de segurança em cima da mesa.
E o que descobriu Prado ?
Que os crimes estavam prescritos.
Conclusão de Maierovitch: que pena, nunca se soube se Serra é ladrão!
(*) É o que Daniel Dantas tentou fazer contra Fausto De Sanctis. Trata-se de um precursor …
(**) Na hora em que a onça começou a beber água, Serra trocou um advogado tucano por um petista …

FONTE: CONVERSA AFIADA

Como Manipular Mentes pela Mídia Golpista

domingo, 14 de março de 2010

Conversa Afiada: Globo defende os americanos na briga sobre o algodão

Pedro Camargo tem a mania de defender os interesses do Brasil. Que
 horror !
Pedro Camargo tem a mania de defender os interesses do Brasil.
Que horror !

Pedro Camargo era o negociador internacional do Ministério da Agricultura, no Governo Fernando Henrique.
Competente, implacável, ele deu passos decisivos para a vitória brasileira, agora na Organização Mundial do Comércio.

Numa entrevista à CBN, ele contou que os americanos não fizeram NADA, enquanto a questão rolou na OMC, durante oito anos, desde 2001, 2002.

Nada.

Sentaram em cima de sua arrogância.

Agora, querem dar uma de vítima e dizer que pretendem negociar e o Brasil não quer.
Camargo contou que, quando o Brasil derrotou a União Européia, na mesma OMC, na mesma questão dos subsídios ao algodão, quando saiu a decisão da OMC a UE já tinha cortado os subsídios como a OMC recomendava.

E os Estados Unidos ?
Nada.

Pois não é que o PiG(*) – leia-se, sobretudo, a Globo – defende os americanos ?
Como diz um amigo meu que mora fora do Brasil: o Brasil é o único país do mundo que fica contra o Brasil quando vence numa corte internacional.
Viva o Brasil !

Sobre o papel antibrasileiro da Globo, leia o que saiu no Vermelho:

A sabujice da Globo diante do conflito comercial Brasil-EUA
O governo Obama não gostou das medidas anunciadas pelo governo Lula em retaliação aos subsídios ilegais que os EUA concedem aos produtores de algodão, o que não deixa de ser natural. Inusitada neste episódio foi a reação de alguns bajuladores e aliados do império, com destaque para as Organizações Globo da família Marinho.

Por Umberto Martins
Na noite de segunda-feira (8), o Jornal da Globo (televisivo) destacou matéria do diário inglês “Financial Times” sugerindo que o Brasil caminha para uma guerra comercial com os EUA. Na manhã do dia seguinte (9), o jornal “O Globo” chegou às bancas com a manchete principal enfatizando a ameaça de alta dos preços do pão nosso de cada dia em função da sobretaxa que será aplicada à importação do trigo norte-americano. Uma atitude que o ministro da agricultura, Reinhold Stephanes, classificou com muita propriedade de “terrorismo”.

O fora da lei
Em reunião com o ministro Miguel Jorge (do Desenvolvimento), realizada nesta terça em Brasília, o secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, procurou colocar panos quentes na controvérsia, afirmando que o governo Obama não está interessado em iniciar uma guerra comercial com o Brasil. Washington não tem razão nem mesmo pretexto para agir de outra forma. O fora da lei neste caso é o próprio Tio Sam e mais ninguém.

O governo brasileiro agiu rigorosamente dentro das normas internacionais e foi também criterioso ao definir setores e ramos de atividade que terão as tarifas de importação elevadas, de forma a não prejudicar a indústria e o desenvolvimento nacional. As medidas adotadas foram autorizadas pela Organização Mundial do Comércio (COM), que em novembro do ano passado considerou ilegais os subsídios governamentais aos produtores do algodão norte-americano, ao julgar ação movida pelo Itamaraty.

O valor das retaliações comerciais foi estimado em 591 bilhões de dólares, distribuídos por vários ramos, e não se espera que tenha grandes repercussões para a indústria estadunidense, segundo os especialistas. A OMC autorizou uma represália maior, de até US$ 829 milhões, e o governo promete aplicar os US$ 238 milhões restantes com quebra de patentes, o que pode provocar prejuízos mais concentrados e sensíveis, principalmente aos monopólios farmacêuticos.

Arrogância imperialista
O governo brasileiro priorizou o caminho do diálogo para resolver o impasse, mas a Casa Branca não parece propensa a conversas. No velho e arrogante estilo imperialista, o novo embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon, já chegou ao país falando em contrarretaliação, “como se a parte condenada por violação das normas internacionais fosse a vítima, não a culpada”, conforme notou o jornal “O Estado de São Paulo” em editorial publicado nesta terça.

A posição dos EUA, que se nega a rever as práticas protecionistas ilegais condenadas pela OMC, traduz o detestável unilateralismo imperial que alguns imaginaram superado com o fim do governo Bush, mas que infelizmente foi reafirmado e em certa medida fortalecido por Obama. Os interesses imperialistas de Washington não podem se sobrepor ao direito internacional.

Unilateralismo versus multilateralismo
Em contraposição à arrogância imperial, a retaliação anunciada pelo governo Lula constitui uma defesa do multilateralismo nas relações internacionais, pois “busca salvaguardar a credibilidade e legitimidade do sistema de soluções de controvérsias” da Organização Mundial do Comércio, conforme esclarece a nota divulgada pelo Itamaraty sobre o tema.

Também não temos razões para temer contrarretaliações. O Brasil já não depende tanto dos EUA como no passado. A importância comercial e financeira da maior potência capitalista do mundo para a economia nacional declinou e de forma acentuada ao longo dos últimos anos, inclusive por causa da rejeição da ALCA e da diversificação das exportações brasileiras. A China já é nossa maior parceira comercial.

Terrorismo
A especulação em torno da hipótese de aumento dos preços do pãozinho não tem fundamento e serve a interesses obscuros, segundo o ministro da Agricultura. Apenas 5% do trigo consumido no Brasil provêm dos EUA e podem ser importados de outros países, como a Argentina. “Estão fazendo terrorismo”, sustentou Stephanes.
A manchete de “O Globo” reflete a mentalidade colonizada, atrasada e subalterna que parte das classes dominantes brasileiras continuam cultivando em detrimento da soberania nacional. Mas, o ministro da Agricultura enxergou outros interesses menores neste jogo.

Especulação
“Já tem gente querendo ganhar dinheiro à custa de uma determinada situação”, comentou Stephanes na entrevista coletiva concedida em Brasília para apresentar o sexto levantamento da safra de grãos 2009/2010.
A especulação ocorre porque apenas cinco grandes grupos de moinhos controlam toda a comercialização de trigo no país e sempre pressionam o governo para reduzir a tarifa de importação, embora não aceitem abrir seus estoques, na opinião do ministro.
“Tem que se considerar que o custo do trigo no pãozinho varia de 10% a 16%. Então, como a restrição de 5% da importação implicaria aumento de 16% no preço? Isso não tem lógica nenhuma. É terrorismo”, afirmou.

De acordo com a agência Brasil, ele mostrou aos jornalistas um gráfico com a variação do preço do trigo e do pão francês nos últimos três anos, no qual o primeiro sofreu variação de R$ 750 por tonelada em 2007 para menos de R$ 450 por tonelada neste ano. O valor do pãozinho, entretanto, se manteve no mesmo patamar, mesmo com a queda do valor de sua matéria-prima. “Alguém está ganhando dinheiro aí, e não é o produtor”, concluiu Stephanes.

Operação “Tempestade no Cerrado” - O que fazer?

Lí no Blog Bodega Cultural de Carlinhos Medeiros e reproduzo abaixo:

Por Mauro Carrara

O PT é um partido sem mídia...
O PSDB é uma mídia com partido...

“Tempestade no Cerrado”: é o apelido que ganhou nas redações a operação de bombardeio midiático sobre o governo Lula, deflagrada nesta primeira quinzena de Março, após o convescote promovido pelo Instituto Millenium.


A expressão é inspirada na operação “Tempestade no Deserto”, realizada em fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo. [...]

Liderada pelo general norte-americano Norman Schwarzkopf, a ação militar destruiu parcela significativa das forças iraquianas. Estima-se que 70 mil pessoas morreram em decorrência da ofensiva.

A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, do Estadão e da Folha de S. Paulo é disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas, contra o presidente, contra Dilma Roussef e contra o Partido dos Trabalhadores.

A meta é produzir uma onda de fogo tão intensa que seja impossível ao governo responder pontualmente às denúncias e provocações.

As conversas tensas nos "aquários" do editores terminam com o repasse verbal da cartilha de ataque.

1)Manter permanentemente uma denúncia (qualquer que seja) contra o governo Lula nos portais informativos na Internet.

2)Produzir manchetes impactantes nas versões impressas. Utilizar fotos que ridicularizem o presidente e sua candidata.

3)Ressuscitar o caso “Mensalão”, de 2005, e explorá-lo ao máximo. Associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã.

4)Elevar o tom de voz nos editoriais.

5)Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de “censura”.

6)Selecionar dados supostamente negativos na Economia e isolá-los do contexto.

7)Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com a banda alugada das promotorias.

8)Utilizar ao máximo o poder de fogo dos articulistas.

Quem está por trás

Parte da estratégia tucano-midiática foi traçada por Drew Westen, norte-americano que se diz neurocientista e costuma prestar serviços de cunho eleitoral.

É autor do livro The Political Brain, que andou pela escrivaninha de José Serra no primeiro semestre do ano passado.

A tropicalização do projeto golpista vem sendo desenvolvida pelo “cientista político” Alberto Carlos Almeida, contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo.

Almeida escreveu Por que Lula? e A cabeça do brasileiro, livros que o governador de São Paulo afirma ter lido em suas madrugadas insones.

O conteúdo

As manchetes dos últimos dias, revelam a carga dos explosivos lançados sobre o território da esquerda.

Acusam Lula, por exemplo, de inaugurar uma obra inacabada e “vetada” pelo TCU.

Produzem alarde sobre a retração do PIB brasileiro em 2009.

Criam deturpações numéricas.

A Folha de S. Paulo, por exemplo, num espetacular malabarismo de ideias, tenta passar a impressão de que o projeto “Minha Casa, Minha Vida” está fadado ao fracasso.

Durante horas, seu portal na Internet afirmou que somente 0,6% das moradias previstas na meta tinham sido concluídas.

O jornal embaralha as informações para forjar a ideia de que havia alguma data definida para a entrega dos imóveis.

Na verdade, estipulou-se um número de moradias a serem financiadas, mas não um prazo para conclusão das obras. Vale lembrar que o governo é apenas parceiro num sistema tocado pela iniciativa privada.

A mesma Folha utilizou seu portal para afirmar que o preço dos alimentos tinha dobrado em um ano, ou seja, calculou uma inflação de 100% em 12 meses.

A leitura da matéria, porém, mostra algo totalmente diferente. Dobrou foi a taxa de inflação nos dois períodos pinçados pelo repórter, de 1,02% para 2,10%.

Além dos deturpadores de números, a Folha recorre aos colunistas do apocalipse e aos ratos da pena.

É o caso do repórter Kennedy Alencar. Esse, por incrível que pareça, chegou a fazer parte da assessoria de imprensa de Lula, nos anos 90.

Hoje, se utiliza da relação com petistas ingênuos e ex-petistas para obter informações privilegiadas. Obviamente, o material é sempre moldado e amplificado de forma a constituir uma nova denúncia.

É o caso da “bomba” requentada neste março. Segundo Alencar, Lula vai “admitir” (em tom de confissão, logicamente) que foi avisado por Roberto Jefferson da existência do Mensalão.

Crimes anônimos na Internet

Todo o trabalho midiático diário é ecoado pelos hoaxes distribuídos no território virtual pelos exércitos contratados pelos dois partidos conservadores.

Três deles merecem destaque...

1)O “Bolsa Bandido”. Refere-se a uma lei aprovada na Constituição de 1988 e regulamentada pela última vez durante o governo de FHC. Esses fatos são, evidentemente, omitidos. O auxílio aos familiares de apenados é atribuído a Lula. Para completar, distorce-se a regra para a concessão do benefício.

2)Dilma “terrorista”. Segundo esse hoax, além de assaltar bancos, a candidata do PT teria prazer em torturar e matar pacatos pais de família. A versão mais recente do texto agrega a seguinte informação: “Dilma agia como garota de programa nos acampamentos dos terroristas”.

3)O filho encrenqueiro. De acordo com a narração, um dos filhos de Lula teria xingado e agredido indefesas famílias de classe média numa apresentação do Cirque du Soleil.

O que fazer

Sabe-se da incapacidade dos comunicadores oficiais. Como vivem cercados de outros governistas, jamais sentem a ameaça. Pensam com o umbigo.

Raramente respondem à injúria, à difamação e à calúnia. Quando o fazem, são lentos, pouco enfáticos e frequentemente confusos.

Por conta dessa realidade, faz-se necessário que cada mente honesta e articulada ofereça sua contribuição à defesa da democracia e da verdade.

São cinco as tarefas imediatas...

1)Cada cidadão deve estabelecer uma rede com um mínimo de 50 contatos e, por meio deles, distribuir as versões limpas dos fatos. Nesse grupo, não adianta incluir outros engajados. É preciso que essas mensagens sejam enviadas à Tia Gertrudes, ao dentista, ao dono da padaria, à cabeleireira, ao amigo peladeiro de fim de semana. Não o entupa de informação. Envie apenas o básico, de vez em quando, contextualizando os fatos.

2)Escreva diariamente nos espaços midiáticos públicos. É o caso das áreas de comentários da Folha, do Estadão, de O Globo e de Veja. Faça isso diariamente. Não precisa escrever muito. Seja claro, destaque o essencial da calúnia e da distorção. Proceda da mesma maneira nas comunidades virtuais, como Facebook e Orkut. Mas não adianta postar somente nas comunidades de política. Faça isso, sem alarde e fanatismo, nas comunidades de artes, comportamento, futebol, etc. Tome cuidado para não desagradar os outros participantes com seu proselitismo. Seja elegante e sutil.

3)Converse com as pessoas sobre a deturpação midiática. No ponto de ônibus, na padaria, na banca de jornal. Parta sempre de uma concordância com o interlocutor, validando suas queixas e motivos, para em seguida apresentar a outra versão dos fatos.

4)Em caso de matérias com graves deturpações, escreva diretamente para a redação do veículo, especialmente para o ombudsman e ouvidores. Repasse aos amigos sua bronca.

5)Se você escreve, um pouquinho que seja, crie um blog. É mais fácil do que você pensa. Cole lá as informações limpas colhidas em bons sites, como aqueles de Azenha, PHA,Grupo Beatrice, entre outros. Mesmo que pouca gente o leia, vai fazer volume nas indicações dos motores de busca, como o Google. Monte agora o seu.

A guerra começou. Não seja um desertor

sexta-feira, 12 de março de 2010

Blog do Miro: TV Globo é condenada pela Justiça

A mídia hegemônica não fala dos seus próprios podres. Na semana passada, a 6ª Câmara de Direito Privado, do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou recurso da Rede Globo contra a decisão que a condenou, em primeira instância, a pagar 200 salários mínimos ao jornalista Márcio Silva Novaes. A TV Globo esperneou, mas agora a pena foi confirmada. Apesar do crime, a poderosa emissora e suas cúmplices midiáticas evitaram tratar da condenação.

O processo jurídico, pouco conhecido pelos telespectadores das redes privadas, teve início no ano 2000, quando o então assessor de imprensa da Justiça Federal, que hoje trabalha na Rede Record, distribuiu nota sobre a condenação do ex-juíz Nicolau dos Santos Neto, acusado por desvio de verbas públicas. Num grave erro de edição, o Jornal Nacional incluiu indevidamente no caso a esposa do juiz, inventando que a sua prisão havia sido decretada. Quando percebeu o erro, a TV Globo noticiou que a informação incorreta fora transmitida pelo assessor de imprensa.

Covardia e mentiras da emissora

Na ação, o jornalista Márcio Silva Novaes demonstrou que não teve relação com o erro, já que os outros veículos, como a Record, Folha e Estadão receberam a mesma informação e a divulgaram de forma correta. Indignado com a covardia da emissora, ele pediu indenização por dano moral e a Justiça, em primeira instância, considerou que a TV Globo deveria ter apurado o ocorrido e não poderia mentir sobre a origem do erro, responsabilizando covardemente o assessor de imprensa.

Já o relator do processo, desembargador José Joaquim Santos, que preside a 6ª Câmara, concluiu que o valor arbitrado na primeira instância deve ser mantido. “Não se vê como reduzir este valor. Leva-se em conta a grande repercussão que a matéria ofensiva à reputação profissional do autor, considerando que a divulgação deu-se no âmbito do Jornal Nacional, sabidamente de grande audiência, como, aliás, por ela é apregoado”, finalizou o relator, ao negar o recurso da emissora.

Homofobia no Big Brother Brasil

Essa decisão, apesar do valor monetário insignificante para a bilionária Rede Globo, deve irritar ainda mais os barões da mídia. Na certa, eles avaliam que se trata de mais um caso de “censura”, de agressão à “liberdade de expressão”. Considerando-se deuses, acima das leis e da Justiça, eles acham que podem atacar e difamar qualquer cidadão impunemente. Na busca de audiência e por interesses políticos/ideológicos, eles comentem as maiores barbaridades e não aceitam qualquer regra de controle e fiscalização da sociedade. Eles pregam a “libertinagem de imprensa”.

Seria salutar à democracia que a sociedade e a Justiça ficassem mais atentas aos crimes da mídia “privada”. Neste rumo, é muito positiva a iniciativa da Procuradoria da República em São Paulo, que instaurou inquérito civil público para apurar a responsabilidade da TV Globo em um caso de homofobia. O processo se baseia em declarações preconceituosas exibidas no Big Brother Brasil, no qual o participante Marcelo Dourado insinua que apenas os homossexuais contraem a AIDS.

Para o procurador Jefferson Dias, a Rede Globo deveria se retratar no próprio BBB-10 e veicular uma campanha educativa para diminuir os danos causados pela informação equivocada. Já para o infectologista Ronald Hallal, “a TV Globo tem responsabilidade, porque deu voz ao participante veiculando a declaração em rede nacional, o que reforça o estigma de que só os homossexuais são portadores do HIV”. Acuada, a emissora tenta fugir deste novo imbróglio, afirmando que não é responsável pelas “opiniões pessoais dos participantes de reality shows”. É muita caradura!

Fonte: Blog do Miro

EMIR SADER: "O QUE A OPOSIÇÃO QUER"

"A definição do candidato e do seu vice não é o maior dos problemas que enfrenta a oposição no Brasil. Este problema aumenta de dimensão porque a oposição não definiu que plataforma pretende propor. Este elemento de fraqueza responde, em parte, pela queda reiterada do apoio a Serra nas pesquisas e pela subida de Dilma.

A oposição frenética que a caracterizou na crise que logrou gerar no governo de 2005 terminou retornando como um bumerangue contra ela, porque acreditou que aquela era a via para derrotar o governo. A linha era “fazer sangrar o governo, até derrubá-lo”. A discussão então era se tentá-lo via impeachment ou pelas eleições presidenciais de 2006.

A realidade concreta recolocou o problema em outros termos: as políticas sociais do governo garantiram sua legitimidade e deslocaram a oposição que, desnorteada, se dividiu entre seguir adiante com a linha de denuncismo e outra que, assimilando o prestígio do governo, afirma que manterá as políticas econômica e social do governo – alegando que teriam sido formuladas pelo governo FHC. No primeiro caso, se deram conta que não significa ganhar apoio popular – salvo de alguns setores da classe média, que já estão aderidos à oposição, incluídos nos 5% que rejeitam o governo -, no segundo, que representa aceitar elementos essenciais do governo atual, tendo dificuldade para diferenciar-se da candidata que representa centralmente a continuidade do governo atual.

O que têm em comum os tucanos, o Dem, o PPS, as empresas privadas da mídia que fazem oposição cerrada ao governo, é o objetivo de tirar o PT do governo. FHC advertia a Aécio – tentando convencê-lo a jogar-se nessa difícil empreitada – de que correm o risco de ficar fora do governo por 16 anos, caso ganhe Dilma. Há a consciência de que será toda uma geração de políticos agora opositores que desapareciam da cena política – entre eles Serra, FHC, Tasso Jereissati.

O dilema não é fácil. A carta de assumir um projeto neoliberal duro e puro – como fez Alckmin no primeiro turno das eleições de 2006 – é ainda menos popular, com a crise econômica internacional, que ressaltou os riscos desse modelo e reiterou a necessidade de regulação dos mercados e de atuações anticíclicas por parte do Estado. Incorporar os programas do governo Lula é disputar com Dilma numa seara favorável a ela. Como já se disse, a infelicidade de Serra é que, quando o país queria mudar, pelo fracasso do governo FHC, apesar de tentar distanciar-se do governo a que pertenceu o tempo todo, ele representava a continuidade. Agora, que a opinião amplamente majoritária do país quer continuidade, ele teria que representar a mudança. Daí o jogo de palavras de tentar ser “pós-Lula” e não anti-Lula. Mas para que exista um pós, deveria estar esgotado o projeto encarnado pelo governo Lula que, ao que tudo indica, está longe dessa situação.

Tendo nas mãos esse problema, Serra vacila em assumir sua candidatura, a oposição não explicita seu programa, revelando o poder hegemônico conquistado pelo projeto do governo. A capacidade de veto da oposição se esgotou, sem ter conseguido construir um projeto alternativo."

FONTE: Lido no Blog Democracia de Maria Teresa

Agripino Maia: Medo de perder eleição faz o senador elogiar LULA... Dá prá acreditar???

Deputada: Agripino elogia com oportunismo político-eleitoral

Eliano Jorge

Em ano eleitoral, até elogio é visto com desconfiança. A deputada federal Fátima Bezerra, do PT, por exemplo, reagiu contra um "aliado" repentino. Até aceitou o afago que considera tardio, mas não deixou de tachar de oportunista o antigo adversário da política potiguar, José Agripino Maia, líder do Democratas no Senado.
Em conversa com Terra Magazine, ela comentou a entrevista do rival ao Jornal 96, da rádio 96 FM, de Natal, nesta sexta-feira, 12. "O senador está sendo obrigado a reconhecer o bom governo que o presidente Lula vem fazendo. Agora, a atitude a estas alturas - eu sou muito sincera - está impregnada de oportunismo político-eleitoral", bradou.


Ao escutar as loas de Agripino, a parlamentar estranhou: "A notoriedade que o senador ganhou na mídia, nestes oito anos, foi em função exatamente da oposição raivosa que fez ao governo do presidente Lula, de forma até caluniosa e tudo".

Para ela, o democrata evita manter os ataques ao governo federal para não se desgastar com o eleitorado potiguar, que registraria alta aprovação ao presidente da República. "Ele disse claramente que o governo Lula tinha mais acertos do que erros. Citou o 'Bolsa Família', o 'Minha Casa, Minha Vida', o aumento do salário mínimo, reconheceu que o governo Lula tem sido bom para o Brasil", reproduziu.

Sua memória não foi capaz de recuperar comportamento parecido. "É a coisa mais rara do mundo, eu não tenho lembrança de ter visto o senador na tribuna do Senado fazendo algum elogio ao governo Lula", afirmou. "O que não faz o medo de perder uma eleição?", ironizou.

Confira a entrevista.
Terra Magazine - Como a senhora viu essa mudança de posição do senador Agripino Maia?
Fátima Bezerra -
Primeiro, é o reconhecimento. O senador está sendo obrigado a reconhecer, como está a maioria do povo brasileiro e como está a maioria da população norte-rio-grandense, o bom governo que o presidente Lula vem fazendo. Agora, a atitude do senador a estas alturas - eu sou muito sincera - está impregnada de oportunismo político-eleitoral.

Por quê?
José Agripino passou os oito anos, no Congresso Nacional, fazendo aquela oposição raivosa, berrando contra o governo Lula, contra tudo o que o governo Lula fez ao longo destes oito anos. E agora ele vem, de público, dizer que o governo Lula tem muito mais acertos do que erros. Mesmo sendo uma atitude impregnada de oportunismo político-eleitoral, antes tarde do que nunca.

A senhora lembra de algum ponto específico de contradição?
Que eu saiba, durante os oito anos, a própria imprensa nacional acompanhou muito bem isso. É a coisa mais rara do mundo, eu não tenho lembrança de ter visto o senador na tribuna do Senado fazendo algum elogio ao governo Lula. De maneira nenhuma. Muito pelo contrário. Claro que a oposição tem que fazer o papel dela, mas a notoriedade que o senador ganhou na mídia, nestes oito anos, foi em função exatamente da oposição raivosa que fez ao governo do presidente Lula, de forma até caluniosa e tudo. Bateu fortemente, nunca vi reconhecer os acertos do governo Lula. Quando é agora, na disputa político-eleitoral, ele vem dizer que o governo Lula tem mais acertos do que erros. O que não faz o medo de perder uma eleição?

Qual é a estratégia do senador ao mudar de posição, visando às eleições?
O presidente Lula aqui, como no resto do País, meu querido, tem mais de 70% de aprovação. Claro que o quadro aqui está definido, segue a mesma lógica nacional. O DEM aqui está junto com o PSDB, são os nossos principais adversários no plano local. A candidata a governadora deles é a senadora Rosalba Ciarlini, do DEM.

Para ficar claro, então, a senhora acredita que o senador Agripino elogia o presidente Lula para não perder votos no Rio Grande do Norte?
Mas é claro que, sim, meu querido. É a conclusão mais plausível que todos nós temos. O presidente, com a popularidade que ele tem em todo o País e aqui... Todas as pesquisas de opinião feitas no Rio Grande do Norte atestam a aprovação recorde de seu governo bem como a aprovação ao próprio presidente Lula. É por isso que a atitude dele (Agripino) tem muito do senso do oportunismo político-eleitoral.

A senhora escutou a entrevista em que ele muda de posição?
Escutei parte dela. O repórter perguntou sobre o governo Lula, que os comentários é que ele (Agripino) já tinha começado a baixar o tom no Congresso Nacional, e, à medida em que a eleição se aproximava, como ele via. Foi aí que ele disse claramente que o governo Lula tinha mais acertos do que erros. Citou o "Bolsa Família", o "Minha Casa, Minha Vida", o aumento do salário mínimo, reconheceu que o governo Lula tem sido bom para o Brasil. Essa é a contradição. Mas, como eu disse, antes tarde do que nunca.

FONTE: Terra Magazine

Jornal Israelense: Lula tem que ser amado por todos

Uma reportagem publicada pelo diário israelense Haaretz nesta sexta-feira classifica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chega no domingo a Israel para um giro de quatro dias pelo Oriente Médio, de "profeta do diálogo", por sua defesa das negociações diplomáticas em busca da paz na região.

"Imparcialidade é o nome do jogo. Lula tem que ser amado por todos. Sua visita ao Oriente Médio na próxima semana começará em Israel, mas também o levará para os territórios palestinos e para a Jordânia", comenta o texto do jornal.

O autor da reportagem, Adar Primor, participou de uma entrevista concedida pelo presidente brasileiro a dois jornalistas israelenses e um árabe, e diz que essa característica de Lula transpareceu até mesmo na hora de escolher quem faria a primeira pergunta: numa disputa de par ou ímpar.

Apesar disso, o jornal questiona a capacidade de Lula de ganhar a confiança dos israelenses ao manter a cordialidade com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, conhecido por sua negação do Holocausto.

A reportagem observa que Lula foi um dos primeiros líderes mundiais a receber Ahmadinejad após as contestadas eleições iranianas de junho do ano passado e um dos cinco países que se abstiveram em uma votação na Agência Internacional de Energia Atômica pela condenação do Irã.

Questionado sobre isso na entrevista, Lula disse ter colocado "claramente" a Ahmadinejad que "ele não pode continuar dizendo que quer a liquidação de Israel, assim como é indefensável sua negação do Holocausto, que é um legado de toda a humanidade".

"Acrescentei que o fato de que ele tem diferenças com Israel não permite a ele ignorar a história", disse o presidente.

Negociador

Para o Haaretz, as autoridades israelenses ficarão perturbadas pela associação que Lula faz entre a falta de avanço no processo de paz israelo-palestino e sua visita a Teerã programada para maio, entre a necessidade de garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares e a necessidade de resolver o conflito na região, e entre as fracassadas tentativas de mediação do diálogo, principalmente dos Estados Unidos, e a necessidade de se incorporar novos mediadores, como o Brasil.

A reportagem comenta que Lula se descreve como "um negociador, não um ideólogo", capaz de se relacionar ao mesmo tempo com Hugo Chávez e com George W. Bush, com o presidente israelense, Shimon Peres, e com Ahmadinejad.
"Ele diz nunca ter lido um livro em sua vida, embora todos admirem sua "sabedoria suprema" e sua "mente criativa". Como presidente do sindicato de trabalhadores durante os anos de regime militar no Brasil, ele encontrou e resolveu muitos conflitos difíceis", afirma o texto.

Para a reportagem, Lula está ciente de que pode soar ingênuo diante dos seus interlocutores israelenses, mas crítica a posição do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, de comparar Ahmadinejad com Hitler e o Irã atual com o regime nazista do pré-guerra.

"Qualquer um que siga essa linha não está contribuindo em nada para o processo de paz que queremos criar", disse Lula na entrevista. "Você não pode fazer política com ódio e ressentimento. Ninguém pode administrar um país com o fígado. Você tem que administrar um país com sua cabeça e com seu coração. Se não for assim, é melhor ficar fora da política", afirmou.

FONTE: TERRA

quinta-feira, 11 de março de 2010

Midia Golpista e Terrorista já ultrapassa a vagabundagem

PT finalmente reage à agressão midiática

Passado o convescote Instituto Millenium, antro da direita hidrófoba do país, os barões da mídia resolveram ir às ruas para evitar o perigo da “restauração stalinista e castrista” representada pela candidatura Dilma Rousseff. Como na preparação do golpe midiático na Venezuela, em abril de 2002, agem como “una solo voz”. A Veja estampa na capa a manchete “caiu a casa do tesoureiro do PT”; na sequência, a TV Globo difunde a versão para milhões de telespectadores desavisados; já os jornais Folha, Estadão e O Globo, entre outros, dão farta munição para a artilharia pesada.

Diante deste autêntico “genocídio midiático”, a sociedade fica perplexa e confusa; parlamentares da base aliada se acovardam; até alguns demos voltam a falar em ética na política, deixando de visitar Arruda, o “vice-careca”, na prisão; e os tucanos tentam sair do seu inferno astral. Alguns expoentes petistas ainda defendem a tática do se fingir de morto, achando que isto abrandará o ódio da mídia. Neste cenário, a nota pública do novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, é um alento. Serve para esclarecer a população, municiar a militância e retomar a ofensiva política.

A bandidagem do Estadão e da Veja

“É com perplexidade e absoluta indignação que o PT vem acompanhando a escalada de ataques mentirosos, infundados e caluniosos por parte de alguns órgãos da imprensa a partir de matéria sensacionalista publicada na última edição da revista Veja. O mais absurdo desses ataques se deu no jornal O Estado de S.Paulo, que usou seu principal editorial para acusar o PT de ser ‘o partido da bandidagem’ – extrapolando os limites da luta política e da civilidade sem qualquer elemento que sustente sua tese”, afirma o partido do presidente Lula, que finalmente decidiu reagir.

Ainda segundo a nota, o PT “buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas nos últimos dias. Acionará judicialmente o jornal O Estado de S.Paulo, pelo editorial, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Representará no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de base jurídica ou factual”.

Os interesses eleitoreiros da mídia

A nota do PT é mais do que justa. É necessária à democracia. Quanto às “reporcagens” da mídia demotucana, elas atentam contra a própria Constituição Federal, que estabelece a “presunção da inocência”. Sem ouvir os acusados, numa atitude covarde, a mídia incorreu novamente no crime da “presunção da culpa”. Requentou antigas denúncias sem apresentar qualquer prova concreta. Seu objetivo evidente é acuar a candidatura de Dilma Rousseff e ajudar no palanque eleitoral do tucano José Serra, homem de confiança das famíglias Marinho, Civita, Frias e Mesquita.

Quanto ao promotor José Carlos Blat, fonte primaria das ilações da Veja, o PT poderia anexar ao processo velhas denúncias da própria revista contra o sinistro sujeito. Entre os manjados padrões de manipulação da mídia, um dos principais é realçar o que interessa e ocultar o que não serve no momento. Neste caso, a Veja preferiu esconder as denúncias que já fez contra o promotor – que revelou recentemente suas pretensões políticas. “Estou pensando em me candidatar a deputado”.

Fonte primária é bastante suspeita

A revista sabe que Blat é um elemento suspeito. Quando integrou o Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), ele foi acusado de tentar se livrar de multas do Detran e de proteger suspeitos de corrupção. Em 2004, Blat inclusive foi afastado do órgão. Na ocasião, a Corregedoria do Ministério Público apontou vários indícios de crimes: uso de veículo e pessoal da Gaeco para interesses pessoas; negociar com um delegado a liberação do seu pai, preso em flagrante por armazenar bens roubados; abuso de autoridade e enriquecimento ilícito.

Ele também foi acusado de beneficiar o contrabandista chinês Law Kin Chong. Em 2002, quando atuou na força-tarefa antipirataria, focou a investigação nos pequenos contrabandistas, livrando o chefe da máfia. A advogada do contrabandista costumava visitar Blat no Gaeco. A Corregedoria descobriu ainda que ele morou num apartamento de Alfredo Parisi, condenado por bancar o jogo do bicho. Antes de virar promotor, ele foi sócio do filho de Ivo Noal, outro banqueiro do bicho, numa loja de conveniência. Esta é a fonte privilegiada da Veja, da TV Globo e dos jornalões.

FONTE: Blog do Miro

quarta-feira, 10 de março de 2010

Serra: campanha ainda não tem estrutura

Lí no Blog de Um Sem Mídia.

Pedro do Coutto
Domingo passado, O Globo publicou entrevista do senador Jarbas Vasconcelos, da oposição a Lula, revelando-se desesperançoso com os rumos da sucessão. Na mesma edição, outra matéria apontava a ausência ainda, nesta altura dos acontecimentos, de uma estrutura política de propaganda.
Fechando o triângulo, a Veja ainda focalizava o empenho de José Serra de ter Aécio Neves como candidato a vice na sua chapa. Três fatos extremamente negativos para o governador de São Paulo, que, além do mais, ainda parece vacilar na tentativa de tentar o vôo do Planalto.

Uma campanha eleitoral tem que estar planejada há muito tempo. Não pode ser montada ou improvisada no prazo de seis meses, que nem seis meses a rigor são, uma vez que oficialmente começa em Junho. Está havendo sem dúvida alguma desorganização mo hangar dos tucanos enquanto isso há organização na rampa de lançamento do Planalto. Em tais condições, dificilmente Dilma perderá a disputa, com a presença ou ausência de Ciro Gomes. Ela tem tudo para avançar. E está avançando, como demonstrou a mais recente pesquisa do Datafolha.No espaço de 60 dias subiu 5 pontos, Serra desceu cinco degraus. Ciro avançou um ponto e Marina Silva ficou onde estava.


Por falar em campanha estruturada, em 1955, Juscelino disse numa entrevista coletiva no Rio, onde estavam Vilas Boas Correa, Murilo Melo Filho, Carlos Castelo Branco, que tinha iniciado sua campanha à presidência no dia primeiro de Janeiro de 55 quando assumiu o governo de Minas Gerais. Tinha ímpeto, simpatia, mobilidade, vontade de vencer. Tinha enfim todas as qualidades que Serra vem demonstrando não possuir. Sem emoção, campanha alguma dá certo.

Inclusive até porque os recursos financeiros se retraem. Telefonemas não são respondidos, depósitos deixam de ser feitos. E o resto já se sabe. As alianças políticas nos Estados deixam de ser feitas. Enfim, um clima prévio de derrota envolve o candidato. E um clima antecipado de vitória impulsiona a candidata. Além do mais como já disse, Lula está montado numa popularidade de 80%.

Transferir votos é difícil? É. Mas basta transportar metade dos votos para garantir a vitória. E é impossível que não o faça. Quarenta por cento do prestígio é mais do que suficiente para levar Dilma à vitória. Portanto, as matérias do Globo e da Veja deixaram claro que há entusiasmo de um lado e desencanto de outro. E ninguém pode vencer uma eleição sem entusiasmar os eleitores. Algo contagiante. Passa como uma corrente elétrica de um grupo para outro. E se Lula conduzir a disputa como deseja, para o plano plebiscitário, melhor ainda para o Planalto.

Outro dia, alguém escreveu um artigo dizendo que JK não tinha conseguido passar prestígio para o general Lott. É verdade. Mas sequer tentou. Num jantar na residência do ex ministro Armando Falcão, Juscelino havia encarregado de transmitir o recado de que se manteria absolutamente neutro. Foi o que fez. Murilo Melo Filho é testemunha do episódio. Não quero dizer que, se tentasse levaria Lott à vitória. Estou afirmando que JK sequer tentou. Sua meta era retornar em 64. O destino impediu seu projeto. Os fatos a partir de 63 e 64 já pertencem a história do país. Acabava a democracia. Começa o ciclo dos generais no poder. Durou 21 anos.

Acerto de Contas: Serra cada dia mais sózinho

Meyriele (a miss PMDB-PE), Serra, Jarbas e Tony Gel

E parece que o clima azedou entre o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e o governador José Serra (PSDB-SP). Jarbas deu uma entrevista, domingo passado, alertando que era preciso que o governador paulista oficializasse urgentemente sua candidatura à Presidência da República, disse que a oposição não poderia mais esperar. Serra tratou o correligionário com tanto desdém que o noticiário de ontem dizia que Jarbas esperava sentado por um telefonema do tucano.

O telefonema não veio e Jarbas lançou, há menos de uma hora, uma nota pública em que revela ter sabido apenas pelos jornais da intenção de Serra em só se desincompatibilizar do governo de SP em abril.
Em outras palavras, Jarbas diz que “se ele  não está preocupado com a própria candidatura, eu é que não estarei.”

Todo mundo sabe que o senador pernambucano só estava aceitando sair candidato a governador este ano para ajudar Serra, montando um palanque para ele no estado. Com essa patada que levou de Serra, é capaz de Jarbas cair fora e mandar todo mundo se catar.

Eu faria isso e ia cuidar da minha miss. Mas não sou político, não tenho um único voto nem uma miss para me fazer um cafuné.

Vejamos o que que Jarbas vai fazer. Os bombeiros serão acionados para apagar o incêndio e convencer o pemedebista a não desistir. E podem até convencê-lo. Mas que isso é (mais um) grande desgaste para Serra, isso é.

Vejam o que diz Jarbas:
Nota do SENADOR JARBAS VASCONCELOS
“Diante da confirmação feita à Imprensa pelo presidente nacional do PSDB, Senador Sérgio Guerra, de que o Governador José Serra será candidato à Presidência da República, mas vai dedicar este mês de março para a conclusão da sua agenda administrativa à frente do Governo do Estado de São Paulo, gostaria de tornar públicas algumas decisões:
Não faz mais sentido me reunir, neste momento, com o Governador para tratar do palanque dos partidos de oposição em Pernambuco, quando a prioridade escolhida por Serra é justamente a conclusão a contento da sua passagem pelo Governo de São Paulo.
Vou aguardar a desincompatibilização e posterior lançamento da candidatura do Governador Serra à Presidência da República – o que deve ocorrer no início do próximo mês de abril, conforme também informou à Imprensa o Senador Sérgio Guerra.
Após essa conversa política com José Serra, pretendo também me reunir com os representantes em Pernambuco do PMDB, do DEM, do PSDB, do PPS, do PMN – enfim, das forças de oposição – para definir o caminho que trilharemos nas eleições deste ano.”
Senador JARBAS VASCONCELOS (PMDB-PE)

 

PT irá processar o PIG - Já não era sem tempo!

O PIG - partido da imprensa golpista continua sua escalada rumo á desconstrução da candidatura do PT á presidencia da república, ministra chefe da casa civil Dilma Roussef. Cada novo dia, uma nova mentira plantada, uma denúncia sem fundo de verdade, uma fórmula já um tanto desgastada, mas que porém causa prejuízos a quem foi atingido.

É mais ou menos aquela situação em que determinada mulher do bairro tal, caiu na boca do povo porque a fofoqueira de plantão resolveu divulgar ás comadres inverdades sobre sua conduta e honra. Depois do boato espalhado, sem dúvidas que ela não será mais vista com os mesmos olhos de antes perante as pessoas pois sua honra foi manchada.
Assim trabalha incansavelmente o PIG. Mente descaradamente e covardemente.

Abaixo matéria original da redação do Terra:

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, divulgou nota na qual afirma que acionará na Justiça o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja e o promotor José Caio Blat após reportagens publicadas recentemente nas quais o tesoureiro João Vaccari Neto é apontado como responsável por supostos desvios de recursos da Bancoop. O dinheiro teria sido usado para financiar campanhas eleitorais do PT e também desviado para benefício dos próprios diretores da cooperativa.

"O PT não entrará nesse jogo, no qual só ganham aqueles que têm pouco ou nenhum compromisso com a democracia. Mas buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas contra o partido e seus milhões de militantes nos últimos dias", afirma a nota. "Acionaremos judicialmente o jornal O Estado de S.Paulo, pelo editorial desta terça, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Também representaremos no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de qualquer base jurídica ou factual."

A nota diz ainda que o editorial do Estado foi o mais absurdo dos ataques e extrapolou "todos os limites da luta política e da civilidade". "O PT tem uma incontestável história de lutas em defesa da democracia, da cidadania, da Justiça e das liberdades civis."
Ainda segundo o texto, as últimas denúncias demonstram que parte da mídia está levando o embate político às vésperas das eleições a um "baixo nível". "O Brasil não merece isso. A democracia não merece isso", afirma a nota.

terça-feira, 9 de março de 2010

A DIREITA BRASILEIRA ENCURRALADA E DESESPERADA


"A cota do DEM

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) resolveu entrar de sola na disputa sobre políticas de reconhecimento nas universidades públicas. Falando contra as chamadas "cotas", disse barbaridades várias.

Falou, por exemplo, do escravo como "principal item de exportação da economia africana" até o início do século 20. Discorreu sobre uma pretensa "integração da casa-grande com a senzala, ainda que com dominação", tendo sido a dita "integração", segundo ele, "muito mais consensual do que gostaria o movimento negro".

Entre outros, Elio Gaspari e Luiz Felipe Alencastro, na Folha de domingo último, já mostraram a infâmia de tais afirmações. A questão que fica é: por que o senador decidiu colocar o brucutu na praça neste momento? E a pergunta cabe porque, por incrível que pareça, Demóstenes Torres é o mais próximo de um ideólogo de que dispõe o seu partido.

A resposta mais plausível para essa defesa abrupta e ríspida de teses infames é: porque o DEM está encurralado. A prisão de José Roberto Arruda foi o golpe de misericórdia que diminuiu ainda mais o já exíguo espaço da mais autêntica direita brasileira.

Demóstenes Torres foi o primeiro a pedir a cabeça do ex-governador do DF e de seu vice. Percebeu o desastre que significava a demora de medidas como a expulsão sumária do partido dos principais envolvidos no escândalo.

Teve clareza de que ali se esvaia o último recurso de que tinha lançado mão o DEM para tentar se manter como um partido relevante, o discurso da "eficiência com ética". Algo que fazia o partido recuar às suas origens, ao conservadorismo da velha União Democrática Nacional lá dos anos 1950.

Nem isso mais restou. O ataque de Demóstenes Torres às políticas de reconhecimento é um ato de desespero. É o sintoma mais claro de que o DEM será obrigado a recuar ainda mais. Terá de ir ao mais profundo do conservadorismo social, moralista e nacionalista para tentar manter algo do seu eleitorado.

Terá de tentar a sua sorte nos limites da família, da tradição e da propriedade. No fundo, é a vitória do modelo Kátia Abreu (DEM-TO), senadora que defende de há muito um ruralismo canhestro e reacionário.

Na entrevista a Maria Inês Nassif, do jornal "Valor Econômico", Demóstenes Torres afirmou ainda: "O problema estrutural do Brasil não é o racismo, mas a pobreza". É tocante ver os conservadores descobrirem a pobreza estrutural brasileira, mesmo que tardiamente.

Principalmente porque é essa mesma pobreza que, com título de eleitor na mão, vai lhes tirar os mandatos em 3 de outubro."

FONTE: Blog Democracia e Política de Maria Teresa

sábado, 6 de março de 2010

Falácias no argumento dos donos da mídia

Reproduzo artigo do professor Venício A. de Lima, publicado na Agência Carta Maior:


Qual o papel que a televisão e o cinema desempenham na formação do “gosto” cultural do brasileiro (a)? Perguntado de outra forma: quais as chances que uma criança nascida no Brasil – independente de sua origem de classe – tem de desenvolver “gosto”, por exemplo, por desenhos animados brasileiros ou por cinema brasileiro?

Para facilitar a reflexão: pense a mesma questão substituindo “criança nascida no Brasil” por “criança nascida nos Estados Unidos” ou por “criança nascida na França” e desenhos animados ou cinema, respectivamente, de produção “americana” ou francesa.

Como se formam os gostos culturais?

Como se formam, se desenvolvem e se consolidam os hábitos culturais, incluindo aqui os hábitos de assistir determinados canais e/ou programas de TV ou de ler determinadas revistas e/ou jornais?

Este é um fascinante campo da complexa sociologia do gosto e, por óbvio, não se pretende aqui, responder categoricamente a qualquer dessas questões. Elas, no entanto, são pertinentes e atuais em relação à conhecida e repetida falácia no argumento sobre a ausência da necessidade de qualquer forma de regulação da mídia tendo em vista que essa regulação já é feita cotidianamente pelo leitor/espectador/ouvinte que lê/vê/escuta aquilo que quer, podendo, a qualquer momento, simplesmente não ler/ver/escutar aquilo que não quiser ou não gostar.

Em recente debate sobre “controle social” da mídia, Sidnei Basile, vice-presidente de relações institucionais da Editora Abril e vice-presidente do Comitê de Liberdade de Imprensa da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) para o Brasil, afirmou:

“Ela (a mídia) precisa ter um controle. É o controle que o ouvinte, o telespectador, o leitor, o internauta fazem toda hora, é o melhor controle que existe. Você compra sua revista na banca, não gostou, está ruim, está mal feita, não compra mais. Esse controle social é perfeito e não precisa de outro”.

Deslocar a questão da regulação da mídia apenas para o gosto, além de reduzir toda a problemática da comunicação de massa a uma única dimensão – do “consumo” individual no mercado – ignora toda a complexa questão da formação social do gosto e do enorme papel que a própria mídia nela desempenha.

Além disso, o argumento pressupõe um mercado de mídia democratizado, onde estariam representadas a pluralidade e a diversidade da sociedade brasileira que, por óbvio, não existe. Ignora ainda o fato elementar de que não se pode gostar ou não gostar daquilo que não se conhece ou cujas chances de se conhecer são extremamente reduzidas?

A historiadora Amara Rocha (UFRJ), mostra no seu “Nas ondas da modernização: o rádio e a televisão no Brasil de 1950 a 1970” (Aeroplano/FAPESP, 2007), como a adoção do “trusteeship model”, entre nós, respondia a pressões de um programa do governo Roosevelt (1882-1945) cujo objetivo era “estabelecer as bases para as relações econômicas e culturais com a América Latina, priorizando o papel que a proximidade com o american way of life poderia significar para as mudanças consideradas necessárias à sociedade e à cultura dessa região”.

Como ignorar que o Estado brasileiro, ainda na década de 30 do século passado, priorizou a exploração dos serviços públicos de radiodifusão por empresas privadas e, a partir daí, se instalou na sociedade brasileira um modelo de exploração da mídia que trouxe com ele uma determinada visão de mundo que inclui o gosto e os hábitos culturais?

E a noção de serviço público?

Por outro lado, é preciso insistir que, se é verdade que a mídia impressa é uma iniciativa privada que está excluída de qualquer forma de licença e/ou regulação, e pode, por opção, ignorar suas responsabilidades sociais, o mesmo não se aplica ao serviço público de radiodifusão. Concessionários de rádio e televisão são prestadores de um serviço público que se obrigam a um contrato, por tempo determinado e sob prioridades e condições definidas em Lei.

Nunca é demais lembrar a célebre frase do juiz Byron White em sentença da Suprema Corte dos Estados Unidos: “É o direito dos telespectadores e ouvintes, não o direito dos radiodifusores, que é soberano”.

O “controle” do cidadão

De qualquer maneira, o vice presidente da SIP não deixa de ter sua dose de razão. A acentuada tendência de queda nas audiências e na leitura dos veículos da grande mídia tradicional, revelada nos últimos anos, não deixa dúvidas de “que o ouvinte, o telespectador, o leitor, o internauta” estão, de fato, exercendo o seu “controle”. A grande mídia vai aos poucos tendo que conviver com uma nova mídia, alternativa e interativa, e, em alguns casos, construída pelo sistema público.

Novos tempos. Nova mídia. Novos atores. Novos poderes. E muitos ainda acreditam nas falácias de seus próprios argumentos.

FONTE: Blog do Miro

sexta-feira, 5 de março de 2010

Educação em São Paulo - A verdade nua e crua!

Apeoesp: "A manobra do governo Serra para maquiar os resultados do Saresp saiu pela culatra"

Atualizado em 05 de março de 2010 às 12:16 | Publicado em 05 de março de 2010 às 11:35
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 Se você acessar hoje, 5 de março, o Portal do Governo do Estado de São Paulo vai encontrar na área da educação só boas notícias. A realidade, porém, está longe do que propangadeia o governo José Serra (PSDB).
Os resultados do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), divulgados em 26 de fevereiro, são uma prova. Em geral, as notas foram baixas. Porém, o governo Serra alterou a classificação das notas para elevar as médias dos alunos, denunciou a repórter Adriana Ferraz, do Agora: “Se o modelo utilizado no passado fosse mantido, nenhuma das séries avaliadas teria superado o conceito básico”.
 “A Secretaria da Educação tentou manipular a divulgação dos dados para melhorar os números”, afirma o professor Fábio Santos de Moraes, secretário-geral do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, a Apeoesp. “O tiro saiu pela culatra; a manobra para maquiar o rendimento escolar das escolas estaduais paulistas acabou descoberta.”
Nós conversamos um pouco mais sobre o assunto com o secretário-geral da Apeoesp.
Viomundo – Afinal, o que é o Saresp?
Fábio de Moraes – O Saresp é o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo. Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, para medir o nível de ensino paulista. Anualmente os alunos que estão na  4ª e 8ª séries do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio são submetidos a uma prova cujo objetivo é avaliar o conhecimento deles.
Viomundo – O que mudou?
Fábio de Moraes – A escala de notas vai de zero a 500. Até 2008, o exame oferecia quatro conceitos: abaixo do básico, básico, adequado e avançado. Agora, o governo reduziu o número de conceitos. São apenas três. O básico e o adequado transformaram-se em suficiente, puxando a média para cima. Por exemplo, até 2008, a Secretaria da Educação considerava uma média de 190 pontos na prova de português da quarta série como básica. Agora, de acordo com o novo critério, ela passou a ser adequada. Em outras palavras: o governo Serra criou o conceito de suficiente, que une os estudantes que estão no nível básico e adequado. 
Viomundo – O que significa essa alteração?
Fábio de Moraes – Cremos que houve uma tentativa de manipulação por parte do governo na divulgação dos dados com objetivo de melhorar nos números, mas o tiro saiu pela culatra. Afinal, a esperteza foi descoberta.
Viomundo – O que o Saresp deste ano mostrou de fato?
Fabio de Moraes – Apesar da manobra, resultados foram pífios, pobres mesmo. Houve pequena melhora no desempenho em Língua Portuguesa mas nada significativo. O problema maior foi em matemática, especialmente no ensino médio. No Saresp de 2008, os alunos do ensino médio atingiram 273 pontos; no de 2009, 269 pontos. Ou seja, mesmo com a alteração, o ensino de matemática foi reprovado.
Viomundo  – O governo do estado culpou os professores. O que o senhor acha disso?
Fábio de Moraes – Há tempos o governo vem culpabilizando os professores pelas mazelas da educação pública no estado de São Paulo. Em 2008, instituiu uma norma que previa que os primeiros 45 dias letivos de aula seriam utilizados para reforço de Português e Matemática. Para isso, preparou material didático – em forma de jornal – para uso dos alunos e professores.
O material continha erros crassos. O mais famoso é a apostila de Geografia com dois “Paraguais”. Mas havia erros em quase todos os livros. Falta uma política de Estado para a Educação Pública. Sem uma política séria, o governo Serra vive tirando “soluções” da manga. Quando as coisas não dão certo, a  culpa é do professor.
Viomundo – Segundo um levantamento feito pela liderança do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, em 2009, a Secretaria de Educação teve redução de investimentos de R$ 361 milhões. Serra apresentou uma estimativa de gastos de R$ 6,9 bilhões, mas utilizou R$ 6,5 bilhões. Esses cortes podem ter contribuído para que os alunos tivessem notas baixas no Saresp?
Fábio de Moraes – Provavelmente, sim.
Viomundo – Principalmente mães e pais reclamam da baixa qualidade do ensino no Estado de São Paulo. De quem é a culpa?
Fábio de Moraes – Do próprio governo Serra, ou melhor, deste grupo político que está à frente do governo do Estado há quase 15 anos. Foram eles que implantaram a progressão automática, que, na prática, transformou-se em aprovação automática.
O governo não dá as mínimas condições para o professor desenvolver um bom trabalho, as salas estão superlotadas, a profissão não é valorizada. Se quisesse realmente garantir ao povo de São Paulo uma educação de qualidade, deveria aumentar significativamente os recursos para a área. Isso significa aplicar a lei federal 11.738/ 08, que estabelece o piso salarial profissional nacional, que destina, no mínimo, um terço da jornada de trabalho do professor para atividades extraclasses, inclusive para a formação continuada. Nesta questão, aliás, a Secretaria da Educação deveria firmar convênios com universidades públicas para oferecer formação continuada no próprio local de trabalho, como parte da jornada do professor.
No entanto, em 2009, segundo dados do Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária), o governo de São Paulo deixou de gastar metade da verba destinada a programas, como a Rede do Saber. Estavam previstos gasto de R$ 90 milhões para a formação continuada de educadores, foram gastos R$ 44 milhões.
Viomundo – Como o governo Serra tem tratado a educação?
Fábio de Moraes – Com descaso. O estado mais rico da Federação não possui um Plano Estadual de Educação. O governo não tem uma política salarial para os professores. Em vez disso, implantou a política de bônus e abonos. A partir deste ano a progressão na carreira será pela meritocracia, o que arrebenta com nosso Plano de Cargos e Salários.
Viomundo – Por quê?
Fábio de Moraes – O plano revê que serão promovidos até 20% dos professores que atingirem uma pontuação pré-estabelecida numa prova. Ou seja, exclui 80% da categoria. A secretaria elegeu a avaliação individual do professor como a grande saída para a péssima situação das escolas estaduais. Com isso, tenta jogar o foco dos problemas educacionais sobre o educador. Entendemos que a educação é processo coletivo, é trabalho de equipe. Vai além da relação professor-aluno em sala de aula e dos conhecimentos individuais de cada professor. Não basta, portanto, uma prova de conhecimentos do professor para que se assegure a qualidade de ensino.
Viomundo – O que fazer para reverter esse quadro lamentável?
Fábio de Moraes – Essa situação não é boa para ninguém: alunos, professores e governo. Independentemente de quem esteja no poder, é preciso revertê-la. Isso implica dar condições adequadas de trabalho aos professores. As deficiências vão persistir, se: 1) o professor não tiver tranquilidade para atuar; 2) as condições estruturais e pedagógicas não forem dadas; 3) a jornada de trabalho não for adequada: 4) o projeto político-pedagógico e o currículo não estiverem de acordo com as necessidades dos alunos; 5) a carreira não for atraente e não houver bons salários.

FONTE: Viomundo do Azenha

quinta-feira, 4 de março de 2010

STJ mantém juiz De Sanctis em processos contra Daniel Dantas

A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, na tarde desta quinta-feira, o afastamento do juiz Fausto Martin de Sanctis do processo envolvendo o banqueiro Daniel Dantas, investigado na Operação Satiagraha da Polícia Federal, que apura crimes financeiros.

A decisão, tomada por quatro votos a um, mantém o juiz à frente dos feitos criminais em que o empresário Daniel Dantas é parte. A defesa do banqueiro alegava parcialidade do magistrado nas decisões envolvendo o banqueiro.

A decisão suspendeu a liminar concedida pelo ministro do STJ Esteves Lima, que determinou, em dezembro de 2009, a paralisação de todas as ações penais abertas contra o empresário que tivessem a participação do juiz Fausto de Sanctis. Com a decisão, o ministro do STJ suspendeu os efeitos da Operação Satiagraha, deflagrada em 2008, para investigar crimes financeiros praticados por um grupo supostamente comandado por Daniel Dantas, dono do Grupo Opportunity.

A defesa de Dantas recorreu ao STJ contra decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), em São Paulo, que julgou improcedente o pedido de afastamento de Fausto de Sanctis.

Na denúncia apresentada ao TRF-3, em São Paulo, o Ministério Público sustenta que Dantas, sua irmã, Verônica Dantas, e o presidente do Banco Opportunity, Dório Ferman, constituíram "um verdadeiro grupo criminoso empresarial, cuja característica mais marcante fora transpor métodos empresariais para a perpetração de crimes, notadamente delitos contra o sistema financeiro, de corrupção ativa e de lavagem de recursos ilícitos".

FONTE: Agência Brasil

Bob Fernandes: Aécio não é estepe!

Presidente do PSDB-MG: Aécio Neves não é pneu estepe

Milton Michida / Governo do Estado de São Paulo/Reprodução
O 
governador mineiro Aécio Neves e seu homólogo paulista, José Serra, em 
inauguração no mês de setembro de 2009
O governador mineiro Aécio Neves e seu homólogo paulista, José Serra, em inauguração no mês de setembro de 2009

Bob Fernandes
Direto de Belo Horizonte (MG)
Para os mineiros, tão ciosos de sua peculiar maneira de ser e fazer política, esta quinta-feira, 4 de Março, é um dia carregado de significados. Uns explícitos, outros implícitos, estes embutidos em símbolos e gestos.
Como o jantar entre Aécio Neves e José Serra que deveria ter acontecido no Palácio das Mangabeiras, Belo Horizonte, ontem, quarta 3, mas que não aconteceu. Simbólico não-jantar do qual trataremos linhas mais abaixo.
Tancredo Neves é um símbolo; da busca hábil e paciente da transição da ditadura para a democracia.



Tancredo Neves é o avô do hoje governador de Minas, Aécio Neves, que aos vinte e um anos serviu como secretário particular ao avô, que foi governador de Minas eleito em 1982 e depois candidato a presidente da República, eleito por um Colégio Eleitoral do Congresso em 1985.

Tancredo que buscou o poder maior por meio século e que, quando conseguiu o que tanto almejava, subiu a rampa do Palácio do Planalto num caixão. Donde o neto Aécio viver a repetir, quase como mantra:
- A presidência da República não é vontade, é destino...

Na manhã desta quinta-feira, no meio do caminho entre Belo Horizonte e o aeroporto de Confins, o governador Aécio vale-se de um símbolo ao inaugurar uma obra de dimensões monumentais: a Cidade Administrativa Tancredo Neves. Se vivo o ex-governador faria 100 anos nesta quinta. Aécio, fará 50 anos no próximo dia 10.
O conjunto de prédios que abrigará 16 mil funcionários das administrações direta e indireta (veja aqui os detalhes) foi projetado por outro símbolo, Oscar Niemeyer, que tem espalhados por Belo Horizonte os primeiros traços da sua longeva e impressionante caminhada.

Os símbolos não são apenas estes.

Para as festividades de hoje o tucano Aécio, que em 2008 elegeu Marcio Lacerda prefeito de Belo Horizonte numa dobradinha com o PT de Fernando Pimentel, convidou amplo leque de políticos e partidos: Lula, o presidente da República, o vice José Alencar, Ciro Gomes, do PSB, pré-candidato a presidente ou governador de São Paulo ou..., ministros ligados a Minas, então, certamente, Hélio Costa, do PMDB, e mais os grão-tucanos Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin, Sérgio Guerra, Tasso Jereissati, o peemedebista governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral...

E, claro, Aécio convidou José Serra, governador de São Paulo e, ao que se sabe, pré-candidato a presidente da República pelo PSDB.

Ontem, quarta, Aécio e Serra jantariam no Palácio das Mangabeiras, mas...o jantar gorou, ou se deu sem a presença dos dois apesar de alardeado semana afora nas mídias pequenas e grandes sem que ninguém tivesse desmentido.

Delicioso. Não o jantar, de cardápio desconhecido até o fechamento desta edição, mas os gestos e palavreado em torno da maionese desandada, de toda esta simbologia.
Sobre o regabofe a dois que não mais haveria, Serra falou em Sapopemba, localidade da zona sudeste de São Paulo elevada à condição de armadilha para néscios por Jânio Quadros, em 1985, quando este encaçapou a prefeitura de São Paulo e Fernando Henrique Cardoso.


Serra, lá em Sapopemba, garantiu "nunca" ter marcado jantar com Aécio. E emendou significativa frase, destas que pode ser lida de várias formas. Frase à mineira, para ser exato:
- Eu nunca afastei a possibilidade de vir a ser candidato, ela existe, sim...

O governador Aécio, por seu lado, juntou palavras que qualquer mineiro entenderá. Ele, que pela manhã citara Tancredo em Brasília - "não empurra, se empurrar eu não vou" - a respeito do célebre jantar que foi sem nunca ter sido, diria mais tarde:
- Vou jantar hoje com minha filha (Gabriela), mas se o Serra quiser aparecer, será bem vindo...


Como não houve o jantar tucano, a culpa, certamente, deve ser do mordomo.
Terra Magazine, ciosa de seu dever, buscou ouvir vários com os quais conversara ao longo do dia, inclusive e em especial sobre o jantar, este que não foi tendo sido tão anunciado.

Delicioso. Dos poucos telefones que não sofreram súbita e repentina pane noturna brotaram manifestações de perplexidade; e pouca coisa pode ser mais mineira que essa perplexidade de ocasião:

- Jantar? Uai, sô, e tinha jantar?
- Jantar? Que jantar?
- Jantar? Moço, num ouvi dizer nada não...

Como se sabe, Aécio queria, quis ser candidato a presidente da República pelo PSDB, mas Serra, que quer ser, não quis que fosse Aécio o candidato. Agora Serra quer, ou queria até ontem à noite, que Aécio seja seu candidato a vice. Aécio não quer. E não será, a se crer no que disse, gravado em áudio e vídeo, a Terra Magazine no dia 17 de janeiro.

Em tempo: Aécio e Serra se encontraram reservadamente num hotel em Brasília, na madrugada desta quarta-feira, e conversaram. Por telefone, têm conversado quase diariamente. Outro interlocutor frequente de Aécio tem sido o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Os mineiros, ainda mais na política, falam por símbolos, metáforas, parábolas, de maneira direta como o governador Aécio já falou, ou de maneira indireta, através de seus líderes mais próximos.

No dia D da largada da sucessão presidencial para os tucanos, Terra Magazine, que já ouviu de Aécio um "chance zero" acerca da hipótese da candidatura a vice, conversou com o deputado federal Narcio Rodrigues, presidente do PSDB de Minas e um dos mais próximos interlocutores do governador. Para ouvir do deputado:
- Isso (candidatura a vice) chega às raias da deselegância, do desrespeito. Nós respeitamos o prazo do Serra (...) da mesma forma o Aécio precisa ser respeitado. (...) Aécio Neves é um líder, não será pneu estepe, reserva (...) Ele não será, de forma alguma, candidato a vice...


Narcio Rodrigues e o governador Aécio Neves

A propósito de Narcio Rodrigues, interlocutor na conversa exposta linhas abaixo, o autor com ele deparou-se por acaso aos 15 minutos desta quinta em Belo Horizonte.
O deputado Narcio terminava o jantar com amigos, outro jantar, não aquele. No restaurante "A Favorita", rua Santa Catarina, 1235, Bairro Lourdes. Abordado pelo repórter o presidente do PSDB de Minas demonstrou todo seu espanto. Por uma fração de segundo, ao menos isso, foi possível crer quando o interlocutor do governador Aécio Neves exclamou:

-Uai, sô! E não teve o jantar, não? Não sabia disso não, tô aqui jantando...

Terra Magazine - Os governadores Aécio Neves e José Serra, de Minas e São Paulo, jantariam ontem à noite no Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte, para tratar de sucessão presidencial. (NR: Não houve o encontro). Na mídia e nos chamados "meios políticos" segue a pressão para que Aécio aceite ser candidato a vice-presidente mesmo ele já tendo dito, como disse a Terra Magazine há mais de um mês, que a chance disso acontecer é "zero"...
Narcio Rodrigues -
Isso chega às raias da deselegância, do desrespeito. Nós respeitamos o prazo do Serra, que pediu até o final de março, início de abril, e da mesma forma o Aécio precisa ser respeitado na sua decisão. Ele disse que se voltaria para Minas, disse que não seria candidato a vice, e não será.

Tá resolvido?
Esse é um assunto que já está resolvido. Não será de forma alguma, não há nenhuma chance dele ser vice. Se ele hipoteticamente, repito, hipoteticamente, fosse vice, pela tradição teria que ter uma atuação extremamente hierárquica e respeitadora do projeto do presidente e isso o obrigaria a abandonar o projeto dos que pensam como ele, o seguem e o apoiam, ele teria que encolher, deixar de ter a dimensão que tem...

Nos dê um exemplo...
Imagine ele, vice do Serra tendo um encontro reservado com Lula, para conversas que um líder deve ter? No dia seguinte, diriam que o vice está conspirando...

Nesta quarta, ontem, o jornal Estado de Minas publicou um editorial intitulado "Minas a reboque, não!" onde fala em "indignação" e repele "a arrogância de lideranças políticas temerosas do fracasso". O que, nesse processo, incomoda os mineiros, o que incomoda a você, presidente do PSDB em Minas e um dos mais próximos interlocutores do governador?
O governador Aécio Neves é um líder, ele tem um projeto, tem ideias, quis discuti-las com o País e fez essa proposta ao partido, não foi possível, e ele anunciou que voltava sua atenção para o processo eleitoral de Minas. Ele, portanto, não será um pneu estepe.

Um regra três, um reserva?
Isso, ele é um líder, com um governo de grande avaliação positiva no Estado que governa há 8 anos, então ele não é e não pode ser visto como um pneu estepe. Ele pode, se elegendo senador, ser presidente do congresso, do PSDB, qualquer coisa. Por que razão ele ficaria a reboque desse processo, qual é a lógica disso?

A que lógica você se refere?
Digamos que teoricamente, apenas teoricamente, o Aécio aceite ser vice e o Serra resolva não ser candidato! Vamos chamar o vice para ser candidato a presidente? Isso tem lógica? Vamos botar as coisas em ordem. Muitas vezes isso é falta de notícia e aí ficam alimentando estas teorias.

Tá certo que colunistas e mídia em geral têm insistido no assunto apesar das declarações e desmentidos do governador Aécio, mas não vamos dizer que é "culpa da imprensa", né? Se há quem publique é porque há quem alimente as especulações... Claro, não estou dizendo que é culpa da imprensa e certamente há quem alimente isso, mas isso é falta de notícia.

Em entrevista publicada no dia 17 de janeiro, gravada em áudio e vídeo e aqui disponível, o governador Aécio disse que a chance dele ser vice era zero. É isso mesmo?
É isso, chance zero, os dois vão marchar juntos, os vínculos serão fortalecidos, mas a chance de o governador Aécio ser vice é zero.

E digamos que o governador Serra decida-se por não ser candidato...
O governador Serra pediu o prazo, ele está governando, é bem avaliado, não adianta as pessoas torcerem contra. Ele está dentro do prazo que pediu, vamos respeitá-lo...

FONTE: Blog Terra Magazine do jornalista Bob Fernandes

O Exterminador do Futuro está sem futuro! E agora José?

Lí no blog de Um Sem Mídia:

O futuro do PSDB

















Reflexões sobre um eventual abandono da pré-candidatura de Serra.

Por Douglas Yamagata

O declínio de Serra nas últimas pesquisas o coloca em empate técnico com pré-candidata Dilma Rousseff à presidência, causando mais desespero aos tucanos que já não sentiam muita firmeza na pré-candidatura do atual governador paulista.

Como já se vem comentando, abandonar a pré-candidatura será como assinar uma carta de incompetência, desmoralizando totalmente o partido que governou o país por oito anos e há anos o estado de São Paulo.

Mais desmoralizado ainda sairá o próprio José Serra, devido a derrota na eleição para presidente em 2002, cuja atitude soará como um ato de covardia ou como oportunismo para se reeleger governador do estado de São Paulo (para manter-se na máquina e não ficar sem mandato).

Toda atitude dos governos FHC (1995-2002) não justificaram o rótulo Social-Democrata. Ao contrário, mostraram-se distantes de uma política de intervenção do Estado, fazendo Keynes ter calafrios “pós-mortem”, num show privatista e entreguista de dar inveja a Milton Friedman ou Hayek.

Durante décadas, o alto clero do tucanato não se renovou, e foi permeado por desgastes políticos e por um poder centralizador dos paulistas. Mário Covas, apesar de algumas vezes ter confrontado Serra, foi uma perda significativa. FHC não deixou heranças aproveitáveis e mostrou-se um dos presidentes mais rejeitados da história. Alckimin (que poderia ser uma renovação) não vingou e foi um candidato cômico em 2006 e mais cômico ainda em 2008 com a perda da prefeitura de São Paulo.

Para agravar, os tucanos contam também com mastodontes como Sérgio Guerra, cuja competência na presidência tucana é questionável. Sem contar com toda centralização dos políticos-tucanos no estado de São Paulo, que nunca abriram mão para uma candidatura à presidência de políticos de outro estado – efeito maior deste centralismo é a própria desistência da pré-candidatura de Aécio. Ou seja, José Serra e os tucanos velhos não criam novas referências nacionais – preferem aniquilá-los no ninho. Para se ter uma idéia, até Gabriel Chalita não suportou o centralismo do Serra e foi-se embora para o PSB.

Agravando ainda mais, os tucanos contam com governadores cambaleantes, como é o caso de Yeda Crusius. Para piorar o cenário, mantém em sua base aliada o nocauteado DEM. Desta forma, além de correrem o risco de perderem a presidência, correm o risco de perderem vários governos estaduais (inclusive o governo paulista).

Quem poderia ser o substituto de Serra na disputa pela presidência? O único que poderia fazer frente à candidatura petista seria Aécio. No entanto, este não parece estar muito disposto após todo desgaste feito por Serra. Disputará na certeza a candidatura ao Senado.

Ao que tudo indica, os tucanos terão que esperar mais quatro anos, com os petistas podendo chegar em 2014 com um mandato ainda mais fortalecido. Uma eventual derrota dos tucanos ao governo do Estado de São Paulo em 2010, abalará ainda mais o centro do poder do partido, podendo representar o quase fim dos tucanos, correndo o risco de cair no ostracismo.

Desta forma, o abandono de Serra da pré-candidatura à presidência, não significa apenas não correr risco de ser derrotado. Significa tentar assegurar que o projeto tucano continue a vigorar no estado mais rico do país e manter a sua referência nacional por mais algum tempo.