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sábado, 30 de outubro de 2010

Eu Prefiro a Verdade dos Maus ante a Hipocrisia dos que se dizem do Bem

Ontem durante o último debate dos presidenciáveis na *globo, uma pergunta foi formulada sobre corrupção. Os dois candidatos responderam sobre esse tema que é infelizmente comum á vida pública. Porém afirmo que a corrupção não se restringe apenas a vida pública. 

Está entranhada no dia a dia da população de uma maneira bem comum, fazendo parte do jeitinho brasileiro e vai desde um "gato" na rede elétrica, passando por "propinas" para facilitar algum documento em órgãos públicos como os "detrans", ou um ponto a mais na tv a cabo. Exemplos não faltam. 

Leva-se a coisa para o âmbito de um mundo onde as cifras nos negócios envolvem milhões e bilhões, soma-se a isso a vaidade humana; o jogo de poder e entende-se o quanto seus personagens estarão seduzidos, simplesmente pela ganância e ambição pessoal doentia.

Voltando ao debate, ví um Serra hipocrita respondendo aquilo que é lindo na pregação, mas que passa kilometros de distância de sua convicção e prática pessoal. Serra diz uma coisa e faz outra. Ele é corrupto e conivente com a corrupção. Tem o desplante de afirmar que o exemplo deve ser dado por quem está no comando. Ah tá, entendido cara pálida. Isso responde o mar de lama que há em SP. O exemplo vem de cima.

Dilma foi bem mais realista. Disse que a corrupção existe sim e que o mais importante é investigar, julgar e punir. Criar cada vez mais instrumentos capazes de reprimir a prática lesiva ao povo e ao país de maneira geral. Afirmou que o Governo atua com rigor absoluto nessa questão independentemente de quem seja atingido. E vimos o quanto pesos pesados viram-se envoltos nas investigações da Polícia Federal nos últimos 8 anos.

A hipocrisia e a desfaçatez são a maior arma de ladrões e assassinos que empesteiam os presídios pelo mundo. Muitos não estão nos presídios. Vestem terno e gravata e comandam máfias disfarçadas de govenos.
 

 
*globo é uma rede de televisão brasileira golpista e corrupta que não é mais sintonizada na minha casa!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Corrupção no Metrô de SP - Qual a Novidade? A Mídia Informou!

Cada dia que passa, cai mais uma máscara do #serramilcaras. Irregularidades no Metrô confirma porque ele nessa camapanha fala tanto em construir metro pelo Brasil afora caso fosse eleito (toc toc toc - bate na madeira). A mão grande em obras públicas são uma especialidade do "jestor competente".

Quando Dilma afirma com todas as letras que a diferença entre os dois Governos é que o Federal apura e o Estadual de SP encobre, com uma de suas mil caras o ex-governador paulista acusa a candidata de ser mentirosa. Inclusive esta falta de educação, falta de gentileza para com as mulheres é uma outra característica do candidato que me deixa com uma pulga atrás da orelha. Ele trata muito mal as mulheres. Inclusive nem mesmo a sua mulher teve ele peito de defender em rede nacional.

Abaixo reportagem do Terra:

Dilma cobra investigação de licitação do metrô de São Paulo


Claudia Andrade
Direto de Brasília
A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, cobrou nesta quarta-feira (27) apuração da denúncia de irregularidade no processo licitatório para a expansão da linha 5 lilás do metrô paulista. 

"Para se apurar as responsabilidades seria importante que, pelo menos dessa vez, eles abram sindicância, inquérito e vão apurar. Não é possível achar que as coisas são perfeitas e vender isso pra população. Não são. Um Estado e um governo se medem pela capacidade que têm, não é garantir que não haja nada, mas em havendo, tomar providência, impedir que ocorra, investigar, saber quem é o responsável e não buscar soluções fáceis", disse. 

A candidata disse "lamentar" a suspeita de irregularidade. "Processos licitatórios não podem ser viciados porque, com isso, você está prejudicando a população. Um processo viciado é geralmente muito mais caro pra população. Consideramos essencial que haja um controle maior dos processos licitatórios". 

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o jornal soube seis meses antes da divulgação o resultado da licitação, aberta em 2008, quando o presidenciável tucano José Serra governava São Paulo. O resultado foi divulgado na última quinta-feira (21), mas o jornal diz ter registrado o nome dos ganhadores no final de abril deste ano.

Tucanos em SP por 16 Anos: Competência? Não, Corrupção!!

Ainda não sei bem o que está acontecendo com o PIG, evidentemente aliado e de rabo preso com o candidato adversário e que representa a oposição ao Governo Lula, José Tomografia Serra.

Até os pombos que infestam a Praça da Sé em São Paulo sabem que em 16 anos de Governo Tucano no controle da locomotiva da Nação, não tem como negar que há uma vasta rede de corrupção espalhada e enraizada por todos os campos de atuação da administração pública.

Nem o mais inocente habitante desta metrópole pode acreditar que eles, os tucanos de bico grande, são o supra-sumo da gestão administrativa coroados e banhados nas águas cristalinas da ética e honestidade.

Quem olha São Paulo, cidade e estado, não pode ser medíocre o suficiente para admitir que a roubalheira aqui não corre solta ao ponto de fazer Adhemar de Barros e Paulo Salim Maluf tornarem-se aprendizes de trombadinhas. Está claro como a luz do sol que a máfia corrupta instalada no poder paulista é de uma sede voráz e detentora de capacidade de destruição sem precedentes, tamanha insaciabilidade que eles comportam.

Ande por aí e perceba na sua cara á luz do dia, a vergonha explícita em forma de riqueza e explendor. Até aqui foram muito bem amparados pela mídia golpista em troca de muitos milhões de reais. Mas o tempo passa e o que está encoberto um dia aparece aos olhos do povo. Só não vê quem não quer!

Abaixo post do Conversa Afiada:

Metrô: turma do Serra teve
US$ 10 mi bloqueados na Suiça


    Essa é sua turma "Ficha Limpa", Serra ?

    Extraído do blog Os Amigos do Presidente Lula:

    Irmão do presidente do Metrô, na gestão Serra, teve US$ 10 milhões bloqueados na Suíça

    O escândalo de corrupção na licitação do Metrô de São Paulo, de certa forma, era anunciado, para quem acompanha a escalada de abafamento e impunidade da corrupção tucana em São Paulo.

    Em 2009, o ex-secretário estadual de transportes metropolitanos, Jorge Fagali Neto, teve uma conta na Suíça com pedido de bloqueio pela Justiça de São Paulo, devido ao rastreamento do dinheiro de propinas da Alstom, por contratos com o Metrô.

    Até o Jornal Nacional, da TV Globo foi obrigado a noticiar o sequestro das contas, mas escondeu que o irmão do titular das contas é o atual presidente do Metrô, desde a gestão José Serra no governo paulista.


    Mesmo assim, com esse pedido de sequestro dessa conta milionária na Suíça, o então governador José Serra manteve José Jorge Fagali na presidência do Metrô, o irmão de Jorge Fagali Neto.

    Por que José Serra abafou a corrupção no Metrô, no escândalo da Alstom?

    Por que impediu que CPI’s na Assembléia Legislativa investigasse?

    Por que não fez uma rigorosa auditoria no Metrô?

    Um irmão de alguém com 10 milhões de dólares bloqueados na Suíça, vindos de propinas justamente dos contratos com o Metrô, não deveria ser considerado impedido eticamente, para dirigir a empresa? E sem condições para mandar investigar internamente um escândalo destes contra seu próprio irmão?

    Que rabo preso tem José Serra com estes escândalos, para não apurar e não afastar as pessoas? São perguntas inquietantes que a nação brasileira quer saber.

    FONTE: Conversa Afiada

    segunda-feira, 18 de outubro de 2010

    Nepotismo e Corrupção no PSDB Paulista - Investigar Porque?

    Ex Governador José Serra é o Defensor Público de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto acusado pelo sumiço de R$4.000.000,00 da campanha tucana. Para Serra, ele é inocente e o assunto está encerrado!

    DOMINGO ESPETACULAR



    JORNAL DA RECORD

    segunda-feira, 27 de setembro de 2010

    Corrupção na Imprensa: Grupo Estadão teve contrato prorrogado sem licitação no governo tucano

    Quando a TELESP (Companhia telefônica de São Paulo) ainda era estatal, o Grupo Estadão explorava o filão de listas telefônicas, através de uma empresa do grupo: a OESP Gráfica. Era fornecedora da TELESP, em contrato que deveria haver licitação.

    Mas em 1995, em pleno Governo Covas (PSDB), com Geraldo Alckmin (PSDB) de vice, e com Sérgio Motta (PSDB) no Ministério das comunicações, o Grupo Estadão conseguiu prorrogar o contrato de edição de lista telefonica SEM LICITAÇÃO.


    Confira o documento aqui.

    Qual o motivo para não fazer nova licitação, a não ser uma negociata?

    Lista telefônica não é nenhuma emergência. Poderia aguardar o processo licitatório, sem qualquer prejuízo aos usuários, nem à empresa.

    O plano real havia ocorrido há pouco tempo. Havia nova realidade econômica sem a inflação. A boa gestão recomendava nova licitação para baixar os custos.

    Quem era o presidente da TELESP nesse período (1995-1998) e que assinou a prorrogação era o tucano Carlos Eduardo Sampaio Dória (PSDB/SP), ex-vereador e ex-deputado federal.

    Atualmente, Sampaio Dória foi alojado por Geraldo Alckmin e José Serra (PSDB/SP) à frente da ARTESP, o órgão que regula o bilionário e estratégico negócio dos pedágios.

    Isso ajuda a explicar a afinidade do Estadão com a candidatura de José Serra (PSDB), no editorial em que declara apoio a José Serra (PSDB). Mas este caso é café pequeno diante de outros casos mais escabrosos, que ainda vamos abordar em outras notas.

    FONTE: Blog Amigos do Presidente Lula

    Corrupção na imprensa paulista: esconderam as milionárias transações de Marcos Valério com a TELESP em 1997

    Xii... Eduardo Azeredo (PSDB/SP) pode ser o pai do mensalão, mas parece que a mãe foram os demo-tucano paulistas. Pois os primórdios foram em São Paulo, em 1997, estendendo até 1998, quando ocorreu um esquema milionário dentro da TELESP com a empresa de Marcos Valério.

    Deu no Jornal do Brasil (RJ), de 20/01/2006:


    Entidades públicas administradas pelo PSDB teriam depositado R$ 104 milhões na conta de empresa de Marcos Valério

    Daniel Pereira e Tina Vieira

    BRASÍLIA - A CPI dos Correios demonstrou ontem que tem munição contra o PSDB. Uma nota técnica à disposição da comissão revela que uma conta no Banco Industrial e Comercial S/A (Bicbanco), da agência SMPB São Paulo, de propriedade de Marcos Valério Fernandes de Souza, recebeu em 1997 e 1998 cerca de R$ 104 milhões, em valores atualizados em novembro de 2005, de duas entidades públicas sob responsabilidade de governantes tucanos. Como no caso das operações efetuadas no governo atual, a CPI suspeita de desvio de recursos públicos para alimentar partidos políticos.

    Além disso, vislumbra a possibilidade de comprovar que Marcos Valério opera esquemas de drenagem do erário pelo menos desde meados da década passada. Obtida pelo Jornal do Brasil, a nota técnica aponta depósitos e ordens de crédito a favor da SMPB São Paulo efetuados pela TELESP, então empresa de telecomunicações do Estado de São Paulo, e pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego.

    Em ambos os casos, o enredo não é original e envolve, por exemplo, pagamentos superfaturados por serviços não comprovados e saques em dinheiro vivo. A atenção da CPI dos Correios está voltada, sobretudo, para o relacionamento entre a Telesp e a agência de Marcos Valério.

    Entre abril de 1997 e setembro de 1998, a empresa [TELESP] despejou na conta da SMPB São Paulo cerca de R$ 41 milhões, em valores da época, ou R$ 73,3 milhões, em números atualizados em novembro de 2005 com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

    A maioria dos depósitos ocorreu antes das eleições gerais de 1998 e da privatização da Telesp, realizada em julho daquele ano. A nota técnica menciona indícios de que os depósitos ''podem ter apresentado irregularidades na sua utilização capazes de caracterizar desvio de recursos públicos''. Entre os indícios, destaca-se o fato de o contrato entre a Telesp e a SMPB São Paulo prever o pagamento de, no máximo, R$ 4 milhões. Ou seja, dez vezes menos do que o total depositado na conta da agência de Marcos Valério.

    Diante da disparidade dos números, o presidente da CPI dos Correios, Delcídio Amaral (PT-MS), enviou ofício à Telesp questionando se foram fechados outros contratos de prestação de serviço no período sob investigação e a relação discriminada dos pagamentos deles resultantes. Em resposta à CPI, a empresa declarou a existência apenas do contrato de R$ 4 milhões, assinado pelo então diretor Carlos Eduardo Sampaio Doria. Eleito deputado federal pelo PSDB em 1998, Sampaio Doria também foi presidente da Telesp.

    Hoje, ocupa o cargo de diretor de controle econômico e financeiro da Agência de Transportes do Estado de São Paulo e tem assento no conselho consultivo da Fundação Mário Covas, governador de São Paulo entre 1995 e 2001, quando faleceu. Na resposta à CPI dos Correios, a Telesp reconheceu ainda que ''para alguns dos pagamentos realizados não estão disponíveis as informações sobre subcontratada, tipo de serviço e valor dos honorários, em razão do modo de arquivamento anterior ao período de privatização e além do prazo legal de sua manutenção''.

    - Isso é gravíssimo, é um crime - disse o relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), sobre os desembolsos realizados sem previsão contratual comprovada e sem a respectiva prestação de serviço.

    Também causa espécie aos técnicos da comissão o fato de a SMPB ter repassado recursos para seis empresas que teriam sido abertas apenas para receber dinheiro oriundo do caixa da Telesp. As notas emitidas pelas empresas eram seqüenciais, ou seja, sinalizam que a então estatal era a única cliente delas. Todas as empresas são controladas pelos irmãos Ricardo...


    Duplicatas da TELESP aparecem na denúncia do PGR contra Eduardo Azeredo

    Na denúncia apresentada ao STF pelo Procurador-Geral da República contra Eduardo Azeredo, devido mensalão tucano, já aparecem duplicatas da TELESP sendo oferecidas como garantia ao Banco Rural pela SMPB para retirar empréstimos, que foram usados para financiar a campanha eleitoral.

    PIG escondeu a notícia e blindou governo tucano paulista

    Quantos dos amigos leitores tomaram conhecimento desta notícia?

    E quem souber de alguma nota publicada sobre o assunto no PIG (Folha, Estadão, Veja ou Globo) favor avisar ao blog.

    Ganha um doce quem conseguir garimpar uma nota no Estadão. O Grupo tinha contrato de fornecimento de Lista Telefônica para a TELESP, sem licitação, na época dos supostos ilíticos.

    FONTE: Blog Amigos do Presidente  Lula

    sábado, 25 de setembro de 2010

    Imprensa Brasileira não é só Golpista. É também Terrorista!

                  Abaixo post do Blog Acerto de Contas comentando a morte anunciada pelo PIG, do Senador Romeu Tuma que segue internado em São Paulo. 
                  Essa é apenas mais uma prova do nível de apuração do que será noticiado no PIG. Não há apuração, simples assim. 
                  Em jornalismo esse tipo de falha (neste caso imperdoável ao extremo) é conhecido como "barriga".
                  Mas não é a primeira e nem a última barriga que o PIG dará. Porém muito pior que as barrigas, são as ilações, os golpes, as falcatruas, as notícias pagas ou simplesmente inventadas em favor de uns e detrimentos de outros. Por isso eu afirmo há muito tempo que a velha imprensa, além de golpista é terrorista. Ela te leva ao inferno na terra em poucos segundos.
                O PIG sem a menor sombra de dúvidas, é ator iniciante, participante ativo e incentivador da imoralidade e corrupção nas diversos níveis de poder na república.


    tuma
    Hoje à noite foi possível analisar o nível a que chegou a imprensa brasileira. Simultaneamente, três grandes veículos de comunicação deram o “furo” da morte do Senador Romeu Tuma, que está internado em São Paulo.

    Primeiro foi o UOL, seguido da Folha e do Globo, que anunciaram a morte do Senador, e tão logo perceberam que se tratava de uma “barriga”, retiraram a “notícia” do ar. Provavelmente um chupou a falsa notícia do outro, e centenas de release blogs também publicaram o “furo”. Aliás, release blogs não faltam nos tradicionais grupos de comunicação.

    Esse episódio lamentável mostra como está sendo feito o tratamento da notícia por parte da imprensa brasileira, que nem ao menos se dá ao trabalho de checar se o Senador estava vivo ou não.

    Eu soube da “notícia” pelo Twitter, pois se espalhou rapidamente. Mas como no Twitter ninguém tem a obrigação de checar nada, coube aos portais o papelão de retirar a nota do ar.
    O mais vergonhoso de tudo é que nem ao menos um pedido de desculpas foi ao ar. Nem do Globo, nem da Folha, e muito menos do UOL.


    O pedido não deveria ser feito apenas aos leitores, mas aos familiares do Senador, que souberam da mórbida notícia dessa forma. O próprio filho, que estava em viagem pelo interior, soube da notícia por um colega, e só conseguiu saber da verdade algum tempo depois.

    Mas como disse o leitor @fernandogomes69 no Twitter, “Romeu Tuma morreu, mas passa bem”.

    Quem não está nada bem é a imprensa brasileira.

    FONTE: Blog Acerto de Contas

    quinta-feira, 1 de abril de 2010

    Serra: “Aqui não se cultiva roubalheira…” hahaha - Agora me conta uma de papagaio, candidato?

    Altamiro Borges:

    Estadão esconde a conexão Serra-Alstom

    A blindagem midiática de proteção ao presidenciável José Serra chega a ser ridícula. O jornal O Estado de S.Paulo da semana passada teve a caradura de publicar a manchete “três executivos da Alstom são presos no Reino Unido” e não escreveu sequer uma linha sobre as relações da multinacional com a cúpula do PSDB. Registrou somente que os três foram acusados de subornar “funcionários públicos brasileiros”. Nada, nadinha, sobre os milionários contratos com os governos tucanos de São Paulo (Covas, Alckmin e Serra) e com o presidiário demo do Distrito Federal (Arruda).

    US$ 6,8 milhões de suborno

    Na ocasião, o Departamento de Investigação de Fraudes Financeiras da Grã-Bretanha informou que foram presos em Londres três dirigentes do conselho de administração da empresa francesa Alstom “sob a acusação de pagamento de propina”. A nota oficial do governo britânico registrou ainda que a multinacional é suspeita de subornar políticos para vencer contratos internacionais, nos quais estão incluídos os firmados com o Metrô de São Paulo. Ela também cita “lavagem de dinheiro” e outros esquemas ilícitos, num escândalo de enormes dimensões que abala a Europa.

    Segundo repercutiu o jornal Wall Street Journal, há suspeitas de que U$ 6,8 milhões teriam sido pagos pela Alstom para ganhar o contrato de US$ 45 milhões de expansão do Metrô paulistano. Os recursos percorriam sinuoso caminho para despistar a fiscalização. Eles saiam da sede da Alstom, na França, eram transferidos para seu escritório em Rugby, no Reino Unido, e passavam por duas empresas do Uruguai, a Leraway e a Gantow, antes de chegar ao seu destino final.

    Tentativas de abafar o caso

    Caso a mídia brasileira fosse minimamente imparcial, a bombástica notícia teria forte impacto na ambição presidencial dos demotucanos. Mas, por motivos político-eleitorais, ela prefere omitir o grave episódio. A denúncia aparece em notinhas nos jornalões e nem é registrada pelas emissoras “privadas” de TV. Tudo é feito para abafar o caso, repetindo a estratégia adotada pelos serristas de São Paulo, que mantêm na geladeira pedido antigo de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar a sinistra relação entre a Alstom e os governos tucanos.

    As provas do crime são fartas. A prisão dos três executivos é apenas um desdobramento natural das investigações em curso. Em reportagem recente, intitulada “Lamaçal sobre trilhos”, a revista CartaCapital revela que “o Ministério Público Federal de São Paulo recebeu documento enviado por um executivo com detalhes sobre o caminho sinuoso do esquema de propinas das empresas Alstom e Siemens para políticos no Brasil”. Obras do Metrô do DF, governado por José Roberto Arruda, o “vice-careca” de José Serra hoje na cadeia, são citadas explicitamente no documento.

    Arruda, Serra e a maquete da Alstom

    A mesma Alstom firmou contratos com os governos tucanos de São Paulo para obras do Metrô. Em julho passado, antes da explosão do “mensalão do demo”, o próprio Arruda visitou a fábrica da multinacional no interior paulista para assinar um novo contrato. Serra, que gosta de inaugurar maquetes, esteve no local para prestigiar seu “vice-careca” e para desfilar com um trenzinho. Na sequência, em agosto, a Justiça determinou o seqüestro dos bens de oito demos-tucanos acusados de receberem propinas da Alstom – entre eles, Jorge Fagali e Robson Marinho.

    Segundo as investigações feitas na Suíça, Fagali, ex-secretário de Transportes Metropolitanos, teria o equivalente a US$ 10 milhões em contas secretas no país. As autoridades locais já teriam bloqueado US$ 7,5 bilhões. Já Robson Marinho, que foi secretário de governo de Mário Covas e hoje é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, teria cerca de US$ 1 milhão nos bancos da Suíça. Manuscrito em francês, apreendido pela polícia, descreve o pagamento de “comissões” e registra as iniciais R.M – o que reforça a suspeita do envolvimento de Robson Marinho.

    Ordens para não publicar nada

    Outra investigação, desta vez do Ministério Público Estadual, propôs uma ação por improbidade administrativa contra três ex-diretores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e integrantes do Consórcio Ferroviário Espanhol-Brasileiro (Cofesbra), composta pela Alstom, Bombardier e Ferrocarriles. A promotoria apontou fraude à lei de licitações no sexto reajuste do contrato de 2005, de R$ 223 milhões. Segundo o MPE, houve aumento de 73% no valor original da suspeita negociata, o que extrapola em muito o limite permitido por lei.

    Apesar das evidências, a mídia insiste em ficar calada. Segundo o jornalista Rodrigo Vianna, do excelente blog Escrevinhador, um relatório da Polícia Federal “já chegou às mãos de bons repórteres de São Paulo, que receberam dos jornais ordem de não publicar nada sobre o caso – que chegaria perto de determinado candidato a presidente da República”. Ainda segundo o blogueiro, nesta mesma investigação “o nome de um destacado líder tucano aparece associado ao de um jornalista (?) que gosta de usar chapéu... Os dois, pelo que indica planilha apreendida pela PF, teriam 50 mil razões para tratar muito bem uma construtora que está sob investigação”.

    FONTE: Blog do Miro

    sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

    Vale a pena relembrar afirmação de VEJA: Arruda - Ele deu a volta por cima

    Creio que Asferlt, o "guru visionário" que dá assessoria futurista aos jornalistas da Editora Abril, dessa vez em particular a Revista Veja, deve estar desnorteado com o desfecho momentâneo do caso Arruda.

    Em 15 de Julho 2009 na sua edição 2121 Veja afirmava:

    Ele deu a volta por cima

    "Depois de amargar uma imensa rejeição provocada por medidas de austeridade, o governador do Distrito Federal diz que é possível ser popular sem ceder às tentações do populismo"

    Me pergunto: é prá rir ou prá chorar?
    É esse o tipo de jornalismo independente praticado pelo PIG?

    Me faz lembrar de outro veículo da mesma Editora Abril, a Placar, que em 2008 soltou uma matéria onde constava uma montagem fotográfica com Ronaldo treinando no Corinthians e a afirmação: "A foto é apenas uma montagem porque Ronaldo jamais irá jogar no Corinthians, mas nem por isso deixaremos de fazer piadas sobre esse tema. (sic)

    Novamente pergunto: é prá rir ou prá chorar?
    Que se passa com os pseudo-formadores de opinião em pleno século 21?

    http://veja.abril.com.br/150709/ele-deu-volta-cima-p-015.shtml

    O link acima remete para a maravilhosa reporcagem (comprada através de polpudas verbas publicitárias).
    Ela ainda está na rede.
    O mesmo não acontece com o link da matéria intitulada: Corinthians, Piada Fenômenal: http://placar.abril.com.br/jornal-placar/corinthians-corinthians-piada-fenomenal-132729-p.shtml

    Clique e seja remetido automaticamente para: http://placar.abril.com.br/404/404.shtml (página inexistente).

    E assim de barriga em barriga, onde interesses individuais excusos estão acima dos interesses coletivos, os corruptos e corruptores vão convivendo maravilhosamente em sociedades secretas.

    domingo, 31 de janeiro de 2010

    Como "OPERAR" a Corrupção á partir do Poder Executivo

    "A mídia exige do governo federal a transparência que não cobra de autoridades estaduais e locais." "Os blogs crescem no espaço que os jornais abdicaram de cobrir, quando interesses políticos e econômicos particulares deles, jornais, se colocam acima do interesse público."

    A falta que fazem aqueles quatro repórteres

    por Luiz Carlos Azenha

    Fiquei sabendo que meu amigo Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman da Folha de S. Paulo, disse que os blogs jamais seriam capazes de substituir os jornais e, como argumento, destacou o fato de que a Folha deslocou quatro repórteres para cobrir o terremoto do Haiti contra nenhum dos blogs.

    Justo, mas posso dizer que não li a Folha e talvez, através de blogs, tenha me informado mais e melhor sobre o Haiti do que se fosse assinante do jornal. Sim, porque recorri diretamente aos próprios haitianos. Que falam a língua, conhecem as pessoas e a cultura locais. Muito antes que o primeiro repórter estrangeiro chegasse a Jacmel, por exemplo, os estudantes de uma escola de cinema local já tinham subido vários vídeos no Vimeo mostrando o impacto do terremoto. Não vejo como os repórteres da Folha, que caíram de paraquedas no Haiti, poderiam fazer melhor cobertura que os próprios moradores de Jacmel. Além do que, não acredito que os blogs tenham o objetivo de substituir os jornais, muito embora isso eventualmente poderá acontecer se os jornais e os repórteres dos jornais se tornarem irrelevantes.

    O que me leva ao ponto: acho que os quatro repórteres que a Folha mandou para o Haiti estão fazendo falta em São Paulo.
    Mais exatamente, na cobertura das enchentes que tiram os paulistanos e paulistas do sério.

    Nos últimos dias, a Folha e outros orgãos da mídia tem dançado em torno de um recorde irrelevante: se as chuvas deste janeiro em São Paulo serão ou não as maiores dos registros históricos. Minha pergunta é: e daí? Para quem é vítima das enchentes ou para quem dirige pelas marginais do Tietê e do Pinheiros isso é absolutamente irrelevante. A chuva "acumulada" nos recordes não caiu de uma só vez e, portanto, pode não haver relação entre a soma de toda chuva e os transbordamentos episódicos.

    Trata-se de um factóide à altura das mensagens de José Serra no Twitter: serve à desinformação.

    O que importa é saber o motivo pelo qual a obra central da estratégia contra as enchentes em São Paulo, o rebaixamento da calha do rio Tietê, não está dando conta de impedir os transbordamentos. É preciso ter em conta sempre o papel central que o rio Tietê tem nas enchentes da cidade: quase todos os rios que cortam São Paulo desaguam nele. Se não há vazão adequada no Tietê, o risco de transbordamento dos afluentes também aumenta.

    É impossível dançar em torno dessa realidade: o gerenciamento das represas do Alto Tietê e a capacidade de vazão do próprio rio são essenciais não apenas para a temporada de chuvas de 2010, mas de 2011, 2012, 2013... independentemente de quem seja o governador de São Paulo.

    Sabemos que o então governador Geraldo Alckmin concluiu uma obra bilionária cuja promessa central era acabar com as enchentes em São Paulo. Está até em um site tucano essa promessa. Ficou expressa em placas e faixas espalhadas pela região da marginal do Tietê.
    No entanto, quatro anos depois da conclusão desta obra o rio Tietê já transbordou quatro vezes: uma durante o próprio governo de Alckmin e três recentemente, no governo Serra. Foram milhões em prejuízos para a cidade, tanto em danos diretos como em danos indiretos.

    O que os paulistas e paulistanos gostariam de saber é: o Tietê vai encher outras vezes? Quanto precisa chover para que o Tietê transborde? A obra foi em vão? Ou houve falta de manutenção?
    Pelo que apurou a repórter Conceição Lemes, deste blog, o rio Tietê ficou três anos sem limpeza (2006, 2007, até outubro de 2008). O plano do governo de fazer uma parceria público-privada para providenciar a limpeza teria fracassado. A limpeza foi retomada através de concorrência pública, em 2008, bem abaixo do que é recomendado por alguns técnicos.

    Apesar da insistência da repórter, o órgão do governo que poderia fornecer os documentos comprovando que fez a limpeza, se de fato ela foi feita, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), se negou a responder.
    O que nos leva a uma questão secundária, não menos importante: a falta de transparência do governo Serra quando se trata de temas politicamente embaraçosos. O próprio Defensor Público que zela pelos interesses de moradores da Zona Leste vítimas das inundações teve de recorrer à Justiça para obter documentos da Sabesp e de outros órgãos controlados pelo governo Serra.

    A mídia exige do governo federal a transparência que não cobra de autoridades estaduais e locais.

    Por fim, vamos à questão do gerenciamento das barragens do Alto Tietê, que diz respeito diretamente ao nível do rio quando ele atravessa a metrópole.
    Mais uma vez, a repórter Conceição Lemes foi direto ao ponto, em entrevista com José Arraes, membro do Comitê da Bacia do Alto Tietê, do Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê e do conselho gestor da APA (Area de Proteção Ambiental) da várzea do Tietê. Ele denunciou que a Sabesp e o DAEE mantinham os reservatórios cheios antes mesmo do início do período das chuvas, o que os obrigou a "sangrar"  as represas no período de chuvas, agravando as enchentes:

    Viomundo – Por que a Sabesp e o Daee mantiveram as barragens lotadas?
    José Arraes – Eu desconfio de um destes esquemas. Primeiro: para não faltar água para a Região Metropolitana de São Paulo. Assim, pode ter havido determinação governamental para estarem na cota máxima. Segundo: a Sabesp e o Daee já estarem aumentando o volume das represas, visando aumentar a produção da Estação de Tratamento de Água Taiaçupeba de 10 metros cúbicos por segundo para 15 metros cúbicos por segundo (10m³/s para 15m³/s) . Terceira: a privatização do Sistema Produtor de Água do Alto Tietê – chamado SPAT. Hoje é um consórcio de empresas privadas que regula, administra, mantém e fornece as águas que estão represadas nessas barragens.

    Viomundo – Por favor, explique melhor isso.
    José Arraes – Existe um consórcio de empresas – entre elas, uma empreiteira conhecida na nossa região, a Queiroz Galvão –, que hoje gerencia as águas reservadas nas represas em uma parceria público-privada. Toda a água represada em todas as barragens do Sistema do Alto Tietê são gerenciadas por esse consórcio. Quanto mais cheias as represas, mais interessantes para o consórcio. Interesse comercial, nada mais do que isso.

    Viomundo – Quer dizer que as águas das barragens do Alto Tietê estão privatizadas?
    José Arraes – Sim. As empresas do consórcio fazem a conservação das barragens e a intermediação com a necessidade da Sabesp que a trata e remete para a população. Logo, para o consórcio de empresas, quanto mais cheias estiverem as barragens, mais água fornece para a Sabesp. Mais ganhos financeiros, portanto.

    Viomundo – Qual das três hipóteses é a mais provável?
    José Arraes – Talvez a combinação das três. Cabe ao Ministério Público investigar. O fato é que as barragens do Alto Tietê estão excessivamente cheias e as comportas estão sendo abertas, contribuindo com as inundações em toda a calha do rio até a região do Pantanal.

    A íntegra está aqui

    Depois da entrevista, foi um blog, o NaMaria News, que localizou o contrato: a Sabesp deve pagar até 1 bilhão de reais durante 15 anos para que o consórcio privado que controla os reservatórios faça obras, com a promessa de aumentar a capacidade de fornecimento de água tratada de 10 para 15 metros cúbicos por segundo.

    O que levanta questões importantes para o futuro: o que vai prevalecer na gestão dos reservatórios, o interesse público ou o interesse privado?

    A parceria público-privada foi apresentada pela Sabesp, no Diário Oficial, como uma forma de vencer a burocracia das licitações e acelerar as obras. Isso é bom ou ruim?
    No mesmo DO, diz-se que a PPP paulista foi o primeiro passo de um modelo que poderia ser exportado pela própria Sabesp para outros estados brasileiros. Isso já aconteceu?

    O estado de São Paulo paga para entregar represas que já existem a empresas privadas, que embolsam 1 bilhão de reais. Quanto elas devolverão em obras? Essas obras -- e a administração das represas por 15 anos -- valem esse bilhão?

    O estado de São Paulo paga ainda ao consórcio privado pelas águas contidas nos reservatórios e entregues à Sabesp para tratamento na estação de Taiaçupeba. Quanto custa o metro cúbico da água vendida à Sabesp?


    Qual a posição da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) a respeito?

    Se as PPPs de fato forem exportadas para outras regiões do país, entre o abastecimento de água para a população e a geração de energia elétrica, quem terá prioridade no uso das águas quando houver conflito de interesses?  Quem decidirá, os órgãos públicos locais, estaduais e federais ou as empresas privadas? A população será ouvida?

    O controle das águas, uma questão essencial e politicamente explosiva, como se viu em Cochabamba, na Bolívia, é um tema muito importante para ser decidido nos bastidores, como aparentemente o foi em São Paulo.
    É importante registrar que várias das perguntas que aparecem acima foram feitas por comentaristas deste blog que, ao contrário da Folha, incorpora a seu conteúdo, em tempo quase real, as indagações do público.
    São todas questões pertinentes e interessantes que aqueles quatro repórteres que a Folha mandou para o Haiti poderiam fazer aqui no Brasil.

    Poderiam fazer, como as fez a Conceição Lemes, do ponto-de-vista dos que ficam à mercê do poder público, especialmente dos que sofrem com as enchentes e de outros que, através do pagamento de impostos, são duplamente vítimas dos planos mirabolantes e fracassados para extinguir as inundações.
    Não se trata, portanto, de uma questão de número de repórteres ou de recursos financeiros.

    Os blogs crescem no espaço que os jornais abdicaram de cobrir, quando interesses políticos e econômicos particulares deles, jornais, se colocam acima do interesse público.

    Fonte: Viomundo de Luiz Carlos Azenha - Título/Manchete: Essa é Minha Opinião

    quinta-feira, 30 de abril de 2009

    Os bons negócio$ entre o Serra e a editora Abril continuam

    Direto do Blog do Chicão - chicaodoispassos.blogspot.com -
    Mais uma revelação interessante sobre a gestão tucana instalada há mais de 14 anos no Estado de São Paulo. Aplausos para você, querido eleitor destes cidadãos.

    É inacreditável!

    É dinheiro, milhões, no bolso dos donos da Editora Abril. Eles estão rindo atoa de felicidade.

    O dinheiro dos nossos impostos estão sendo DESPERDIÇADOS com eles.

    Quando você abre uma revista do grupo Abril é só elogio ao José Serra: competente, capaz, vitorioso...

    O novo negócio entre ele$ é o seguinte:

    - Contrato: 15/0149/09/04
    - Empresa: Editora Abril S/A.
    - Objeto: Aquisição de 25.702 assinaturas da Revista Recreio que
    serão destinadas às escolas da Rede de Ensino da COGSP e da
    CEI. - Prazo: 608 dias
    - Valor: R$ 12.963.060,72 quase R$ 13 MILHÕES
    - Data de Assinatura: 09/04/2009.
    - Extratos de convênios - Convênio: 54/0443/09/06


    Esta revista Recreio é dirigida às crianças. Ela custa CARO, porque junto vem um brinquedinho. Custa R$ 10,00, nas bancas de jornal.

    O valor da compra SEM LICITAÇÃO é equivalente ao preço do exemplar na banca, sem descontos. No site você pode assinar com 10% de desconto, e uma segunda assinatura dá direito a 35%.

    O governo Serra compra 25.702 assinaturas SEM O DESCONTO dado para qualquer um que fizer a assinatura? É demais. Não é incompetência, é planejamento político.

    E mais. O brinquedinho que vem junto vai ser usado como? Vai ficar para quem? É o brinquedinho que torna a revista TÃO CARA.

    Vale a pena perguntar:

    Qual a relevância curricular para tais compras?

    Como será O TRABALHO PEDAGÓGICO com as revistas?

    Se é para estimular a leitura, como será feito? Quais livros vão usar? Porque não compram outras revistas de melhor qualidade, como a Ciência Hoje para Crianças?

    Perguntei para duas professoras de escolas estaduais de SP sobre estes constantes negócios entre o Serra e a Abril. Elas relataram desperdício de dinheiro e falta de planejamento pedagógico.

    A editora Abril ainda tem um ganho indireto de marketing: a revista será apresentada para um público que não costuma compra-la. As crianças, vendo o brinquedinho, que não ficará com ela, pedirão para os pais comprar a revista por causa do brinquedo. Se 5% dos pais fizerem isto, será uma aumento monstruoso de vendas da revista.

    Será mais dinheiro no bolso dos donos da editora. Eles ficam felizes, eles agem pensando em dinheiro e poder.

    Enquanto isto bons livros NÃO SÃO COMPRADOS.

    Bons projetos pedagógicos são desconsiderados.

    Boas idéias são destruídas, pois o foco é agir de modo a ajudar os donos da editora Abril.

    sexta-feira, 17 de abril de 2009

    Luta Contra a Corrupção

    Este tema é complexo e vai desde um simples cidadão que busca dar um jeitinho ao comprar o guarda de trânsito quando pego numa irregularidade e estende-se por setores que ultrapassam as esferas políticas e empresariais onde vultuosas somas financeiras são utilizadas em benefício dos acordos de cavalheiros.

    Um caso específico com relatório da Polícia Federal atribuído ao Delegado Protógenes quando da investigação da Operação Satiagraha - envolvendo o banqueiro Daniel Dantas - lança luz ás entranhas da guerra político-econômica em que grandes grupos empresariais, mídia, jornalistas, políticos, lobbystas e outros tantos cidadãos utilizam-se de muito dinheiro, influência e jogo pesado para atingir seus objetivos escusos que vão sem dúvidas contra os interesses da sociedade, que no final das contas é quem paga o pato.

    Abaixo a conclusão do relatório de 84 páginas da Polícia Federal dá uma idéia clara do poder de persuasão dos veículos de comunicação de massa nessa intrincada rede de influências políticas.



    Conclusão:

    Conforme já mencionado, o objetivo deste trabalho foi realizar uma análise a respeito da influência exercida pelo grupo liderado por Daniel Dantas sobre determinados setores da mídia nacional e estrangeira. Em razão do fato de que esse é um setor estratégico, formador de opinião, as organizações lícitas ou ilícitas quando bem estruturadas, não dispensam a utilização dos meios de imprensa para se fortalecer, muitas vezes enfraquecendo seus oponentes,inclusive agentes do Estado.

    Procurou-se mostrar, ao longo desta análise, que o Banco Opportunity tem acesso a jornalistas, seja por meio da empresa “Abre de Página”, seja em razão de contatos diretos estabelecidos pelo grupo.

    As análises das interceptações telefônicas mostraram claramente a forma como profissionais de mídia são cooptados, orientados e remunerados para levar ao conhecimento do público as versões que interessam ao grupo de Dantas sobre os mais variados assuntos. Neste processo, Naji Nahas parece ser o intermediário entre jornalistas de Dantas.

    O estudo de caso que abordou o ataque na mídia sofrido pelo ex-Presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, embora talvez não guarde relação direta com o grupo de Dantas, buscou dar uma dimensão, na prática, do poder que a imprensa exerce em favor de interesses quaisquer.
    Independentemente de o senador ser ou não culpado dos crimes que lhe eram atribuídos, é inegável que ele sofreu uma intensa “guerra psicológica de informações” com o objetivo de fazêlo deixar a Presidência daquela Casa Legislativa. Tanto é assim, que os ataques cessaram após sua renúncia, como se os crimes supostamente cometidos por ele perdessem a importância de forma repentina, deixando de serem merecedores de reportagens de capa, como vinha ocorrendo até então.

    A forma rudimentar como isso foi feito revela que o grupo a manipular a Revista Veja objetivava, tão somente, retirar o senador de sua função. Nem a cassação de seu mandato era relevante, o que se queria era apenas o controle político do cargo de Presidente do Senado.

    Na parte referente às análises das notícias, buscou-se mostrar como o tema complexo que envolvia a Brasil Telecom, Telecom Italia, Oi, Telemar e todas as disputas envolvendo o sistema de telecomunicações do País, foi abordado em diferentes veículos de comunicação impressa.

    Em cada reportagem, a intenção desta análise era conhecer o viés empregado para manipular os leitores, ora de forma explícita, ora sutil, com o fim de formar uma consciência coletiva.

    Ressalta-se que o público alvo das matérias era composto por pessoas esclarecidas, que buscam informação em meios considerados idôneos.
    Outro ponto de destaque é a presença do Ministro Roberto Mangabeira Unger no Governo Federal.
    Obviamente, seria irresponsável afirmar que esta autoridade está a serviço de Dantas na Administração Pública, mas os vínculos estreitos entre ambos, principalmente considerando o passado do banqueiro e as sucessivas acusações de crimes que ele enfrenta, são particularmente desconfortáveis.

    Finalmente, convém dizer que a proposta inicial da análise – identificar a manipulação da mídia por grupos econômicos – foi alcançada.
    Pelas limitações do trabalho e em face da magnitude do tema, muitos elementos, naturalmente, não constam em seu conteúdo, mesmo porque nunca houve a pretensão de abarcar toda a problemática envolvida nesta questão.
    A proposta era a de oferecer uma modesta contribuição para o esclarecimento deste tema, tão pouco debatido em nossa sociedade, principalmente em razão do caráter “sagrado” da liberdade de imprensa.