Penso, logo existo! Esse é meu espaço para opinar sobre assuntos e temas variados. Não me deixo levar por idéias contrárias que não tenham base de sustentação. As aparências e algumas "informações" enganam. Não pertenço a pequenos grupos, mas a uma "Grande Nação" e isso é maior que tudo. "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma" - Joseph Pulitzer
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sábado, 18 de abril de 2009
O Brasil dá Certo sim!
Aqui ele nos chama a atenção para o terrorismo de imprensa sobre a nossa realidade econômica:
Clóvis Rossi, decano do jornalismo brasileiro, escreve na Folha de S. Paulo: "O que fazemos é separar o joio do trigo, jogar fora o trigo e publicar o joio. Piadinha engraçada e, às vezes, verdadeira".
"Menos no caso das previsões sobre economia. Neste caso, nem nos damos ao trabalho de separar o joio do trigo. Publicamos ambos".
O erro de Clóvis Rossi é achar que um jornalista sem formação em administração e economia saberia separar as previsões corretas das previsões incorretas. Isso é, definitivamente, algo impossível. Não é essa a função do jornalista profissional.
Nos assuntos de economia, o que um jornalista profissional precisa saber é separar os bons economistas dos péssimos economistas; os economistas que fizeram previsões corretas no passado daqueles que fizeram previsões incorretas e até desastradas.
Esse mecanismo de avaliação sequer existe no jornalismo brasileiro. Se tivesse, há muito tempo teríamos matérias do tipo "os melhores economistas e previsores deste país". Profissionais da área que acertaram no mínimo 90% de suas previsões.
Fazemos o contrário. Os economistas escolhidos para entrevistas e escrever colunas são normalmente ex-ministros que foram demitidos por erros monumentais e fracassos nos seus planos. Que critério é esse?
Pior ainda: nos primeiros 4 anos, a tônica das colunas são artigos do tipo "eu não errei, os fatos mostram que eu estava certo". E tem gente que acredita...
Em economia, não é a noticia que precisa ser selecionada; é o entrevistado. Quanto antes implantarmos um sistema de depuração, melhor para o jornalismo brasileiro.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Luta Contra a Corrupção
Um caso específico com relatório da Polícia Federal atribuído ao Delegado Protógenes quando da investigação da Operação Satiagraha - envolvendo o banqueiro Daniel Dantas - lança luz ás entranhas da guerra político-econômica em que grandes grupos empresariais, mídia, jornalistas, políticos, lobbystas e outros tantos cidadãos utilizam-se de muito dinheiro, influência e jogo pesado para atingir seus objetivos escusos que vão sem dúvidas contra os interesses da sociedade, que no final das contas é quem paga o pato.
Abaixo a conclusão do relatório de 84 páginas da Polícia Federal dá uma idéia clara do poder de persuasão dos veículos de comunicação de massa nessa intrincada rede de influências políticas.
Conclusão:
Conforme já mencionado, o objetivo deste trabalho foi realizar uma análise a respeito da influência exercida pelo grupo liderado por Daniel Dantas sobre determinados setores da mídia nacional e estrangeira. Em razão do fato de que esse é um setor estratégico, formador de opinião, as organizações lícitas ou ilícitas quando bem estruturadas, não dispensam a utilização dos meios de imprensa para se fortalecer, muitas vezes enfraquecendo seus oponentes,inclusive agentes do Estado.
Procurou-se mostrar, ao longo desta análise, que o Banco Opportunity tem acesso a jornalistas, seja por meio da empresa “Abre de Página”, seja em razão de contatos diretos estabelecidos pelo grupo.
As análises das interceptações telefônicas mostraram claramente a forma como profissionais de mídia são cooptados, orientados e remunerados para levar ao conhecimento do público as versões que interessam ao grupo de Dantas sobre os mais variados assuntos. Neste processo, Naji Nahas parece ser o intermediário entre jornalistas de Dantas.
O estudo de caso que abordou o ataque na mídia sofrido pelo ex-Presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, embora talvez não guarde relação direta com o grupo de Dantas, buscou dar uma dimensão, na prática, do poder que a imprensa exerce em favor de interesses quaisquer.
Independentemente de o senador ser ou não culpado dos crimes que lhe eram atribuídos, é inegável que ele sofreu uma intensa “guerra psicológica de informações” com o objetivo de fazêlo deixar a Presidência daquela Casa Legislativa. Tanto é assim, que os ataques cessaram após sua renúncia, como se os crimes supostamente cometidos por ele perdessem a importância de forma repentina, deixando de serem merecedores de reportagens de capa, como vinha ocorrendo até então.
A forma rudimentar como isso foi feito revela que o grupo a manipular a Revista Veja objetivava, tão somente, retirar o senador de sua função. Nem a cassação de seu mandato era relevante, o que se queria era apenas o controle político do cargo de Presidente do Senado.
Na parte referente às análises das notícias, buscou-se mostrar como o tema complexo que envolvia a Brasil Telecom, Telecom Italia, Oi, Telemar e todas as disputas envolvendo o sistema de telecomunicações do País, foi abordado em diferentes veículos de comunicação impressa.
Em cada reportagem, a intenção desta análise era conhecer o viés empregado para manipular os leitores, ora de forma explícita, ora sutil, com o fim de formar uma consciência coletiva.
Ressalta-se que o público alvo das matérias era composto por pessoas esclarecidas, que buscam informação em meios considerados idôneos.
Outro ponto de destaque é a presença do Ministro Roberto Mangabeira Unger no Governo Federal.
Obviamente, seria irresponsável afirmar que esta autoridade está a serviço de Dantas na Administração Pública, mas os vínculos estreitos entre ambos, principalmente considerando o passado do banqueiro e as sucessivas acusações de crimes que ele enfrenta, são particularmente desconfortáveis.
Finalmente, convém dizer que a proposta inicial da análise – identificar a manipulação da mídia por grupos econômicos – foi alcançada.
Pelas limitações do trabalho e em face da magnitude do tema, muitos elementos, naturalmente, não constam em seu conteúdo, mesmo porque nunca houve a pretensão de abarcar toda a problemática envolvida nesta questão.
A proposta era a de oferecer uma modesta contribuição para o esclarecimento deste tema, tão pouco debatido em nossa sociedade, principalmente em razão do caráter “sagrado” da liberdade de imprensa.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
The Economist Confirma Uma Realidade
É bem verdade que a maioria das pessoas olham para a vida política e seus partidos como se fossem times de futebol onde se torce para "X" e odeia-se "Y", mas no caso específico, sou franco em dizer apenas que:
"Torço pelo melhor do meu País"!
E quer queira, quer não, o Governo atual (mesmo analfabeto como querem nos fazer crer a elite empesteada e sua mídia) está dando uma aula aos que se julgam ser absolutamente os melhores em gestão da coisa pública.
Dentre os que se julgam "the best" alguns são falsos economistas como o atual governador de São Paulo e outros... Ah, nem merece comentário!
The Economist reconhece equívoco em privatizações da era FHC...
Matéria da revista inglesa The Economist publicada na semana passada reconhece o equívoco de um dos principais pilares do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): a venda indiscriminada de empresas e bancos estatais. No texto, a publicação afirma que até há pouco tempo no Brasil, acreditava-se que um dos fatores prejudiciais à economia brasileira seria a influência estatal no setor financeiro. Segundo a revista, entretanto, esse controle estatal é o que dá hoje ao País uma situação favorável perante os demais países e, diante da crise mundial, confere uma "situação favorável incomum ao Brasil".
A matéria se refere à manutenção da gestão estatal, por parte do governo Luiz Inácio Lula da Silva, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), instituições financeiras líderes de empréstimos para empresas e que FHC tentou, sem sucesso, privatizar.
"Outros países estão tentando descobrir como alavancar bancos e direcionar o crédito para as necessidades identificadas. Isso é algo que o Brasil faz, inclusive quando não era 'moda'. Nos bancos privados, as exigências de depósitos e garantias para financiamentos os impediram de correr os riscos financeiros que acabaram por derrubar bancos na Europa e nos Estados Unidos. Até agora, o crédito do Brasil foi 'mordiscado', mas não 'triturado', destacou o texto.
A matéria também sustenta que, na comparação com seu passado recente e na comparação com outros países, a economia do Brasil está em boa forma. "O FMI prevê que somente os países em desenvolvimento na Ásia, África e Oriente Médio terão melhores resultados em 2009. Em comparação com o contexto anterior, no qual o Brasil sofria uma parada cardíaca a cada estresse de outras economias, isso é impressionante", diz o texto.
O texto aponta ainda que as razões para a melhoria do crescimento do País estão fortemente atreladas à melhoria do nível da dívida do setor público, que foi um ponto fraco no passado e agora se mantém abaixo dos 40% do PIB, e a outros fatores. "Os empréstimos em moeda estrangeira foram trocados principalmente por títulos em reais. Além disso, o País acumulou US$ 200 milhões em reservas internacionais para defender o real; seu déficit em conta corrente é pequeno e, o mais importante, a crise não está aumentando a inflação. Isso permite que o Banco Central reduza a taxa básica de juros da economia, permitindo um custo mais barato para a dívida pública. É a primeira vez que o Brasil adota uma política monetária anticíclica", afirma o texto.
Ao analisar a matéria, o deputado Fernando Ferro (PT-PE) afirmou que o Brasil tem fôlego para enfrentar a crise mundial por conta da resistência contra a onda de privatização que aconteceu na América Latina. "Conseguimos, no Brasil, sustentar como oposição, e com ajuda da reação da sociedade, esse processo de liquidação do patrimônio público. Agora se descobriu, no auge dacrise, que é preciso a presença do Estado e estão todos tentando estatizar bancos falidos. Ou seja, transferir recursos públicos para a iniciativa privada", afirmou.
Segundo ele, a privatização de empresas de energia e de telecomunicações no governo FHC teve consequências desastrosas. "Hoje nos deparamos com as maiores tarifas de energia elétrica do mundo e temos problemas com altas tarifas da comunicação por celular. Foram justamente as duas áreas privatizadas pelo governo anterior. O governo Lula conseguiu evitar a tragédia maior que teria sido a dilapidação da estrutura pública do Brasil".
Minha observação:
Imaginem se eles tivessem conseguido privatizar também a Petrobrás como tentaram. As reservas de petróleo recentemente descobertas e que nos garantem autonomia energética estariam nas mãos de terceiros. Ainda prefiro o "marolinha"!
segunda-feira, 13 de abril de 2009
JORNALISTA e pseudo-jornalistas na visão de um Mestre!
É tão vergonhosa a situação envolvendo vários setores de nossa sociedade, que se apenas 30% da população tomasse consciencia dessa realidade, estaríamos na iminência de uma guerra civil.
É lamentável!
Com a palavra, o mestre:
"Sobre jornalistas e sabujos"
Leandro Fortes
Se alguém tinha alguma dúvida sobre o consórcio midiático montado para desqualificar o trabalho do delegado Protógenes Queiroz e livrar a cara do banqueiro Daniel Dantas, basta chafurdar na série de recentes posts de blogueiros da linha auxiliar do esgoto, escalados para não contaminar as páginas com o lixo que realmente interessa aos jornais e revistas envolvidos nessa estratégia. A cobertura feita pelos jornalões do depoimento de Protógenes na CPI dos Grampos, na quarta-feira, dia 8 de abril, é o resumo dessa posição definitiva contra os efeitos da Operação Satiagraha, cujo emblema é a salvação não só de Daniel Dantas, mas da elite econômica e política ligada a ele. Contam, para tal, com a conivência obsequiosa do governo federal.
Basta ler o noticiário sobre a ida de Protógenes à CPI dos Grampos, onde o delegado deu um baile na bancada de Dantas e desmontou a estratégia de desmoralização do deputado Marcelo Itagiba, inocentemente montada a partir da exibição de um powerpoint com supostas contradições do delegado. Vaiado pela platéia e execrado pelos colegas, Itagiba foi obrigado a enfiar a projeção no saco e a ouvir, pela primeira vez, em público, uma verdade que ele só consegue manter em surdina por que tem o apoio cínico de quase toda a mídia: na campanha de 2006, ele foi financiado por Dório Ferman, executivo do Grupo Opportunity, do banqueiro condenado Daniel Dantas. Logo, está eticamente impedido de ser o chefe da cruzada dantesca, ora em andamento no Congresso Nacional. Quem jogou isso na cara dele, diante do mundo, foi o deputado Chico Alencar, do PSOL do Rio, mas quem quiser que tente se aventure a buscar a relevância desse fato nos jornalões ou nos portais corporativos da internet. Será uma garimpagem difícil.
Parte da imprensa e dos blogs de repetição montados nas redações tornaram-se porta-vozes da nova Polícia Federal comandada pelo delegado Luiz Fernando Corrêa, sobre quem paira uma denúncia gravíssima de tortura contra uma empregada doméstica no Rio Grande do Sul. Trata-se de assunto ignorado pela chamada “grande mídia”, cada vez mais um aglomerado de jornais e revistas decadentes onde não há mais espaço para a verdade, nem muito menos para a criatividade e o humor. Movidos por interesses outros, que não o jornalismo, os mandatários dos jornais brasileiros dedicam-se a um rancor reacionário contra Protógenes e a Satiagraha, doença infantil do elitismo nacional que se espalha como catapora pelas redações. E nisso reside um dado importante sobre a luta dos patrões contra o diploma de jornalista. Eliminado esse obstáculo, a formação dos jornalistas ficará a cargo desses cursinhos de redações, de verniz teen, mas velhíssimos na forma e nos conceitos, voltados para criar monstrinhos competitivos despojados de qualquer consciência crítica sobre o que escrevem, apuram e publicam.
Evolução do jornalismo “fiteiro”, como já bem conceituou o jornalista Alberto Dines, ao discorrer sobre a reprodução pseudojornalística de gravações e dossiês entregues sob encomendas às redações, a utilização dos espaços dos blogs para publicação de vazamentos seletivos é o mais recente movimento editorial da mídia brasileira. O inquérito do delegado Amaro Vieira, sobre vazamentos de informações da Satiagraha, adotou um procedimento programado de sangramento controlado, a ponto de se tornar, ele mesmo, o mais completo emblema sobre vazamento funcional da história recente do Brasil. É um triste expediente de desmoralização da PF cujo objetivo primordial é desconstruir, pedra por pedra, a memória da gestão do delegado Paulo Lacerda.
Afastado da PF e, depois, da Abin, Lacerda paga o preço por ter ousado retirar a Polícia Federal do gueto exclusivo da fracassada guerra contra as drogas, fonte permanente de corrupção e violência, e ter dado à corporação, nos limites das melhores doutrinas republicanas, status real de polícia judiciária da União. O processo que resultou no expurgo de Paulo Lacerda foi baseado num grampo telefônico jamais provado, publicado pela revista Veja e replicado, sem qualquer apuração suplementar, por dezenas de outros veículos de comunicação. É um estudo de caso de irresponsabilidade jornalística e inépcia policial. Passados sete meses desde a abertura do inquérito sobre o caso na PF, até agora o único resultado visível do processo foi a transferência de um dos delegados responsáveis pelo inquérito para Roma, talvez por bons serviços prestados.
As novas gerações de jornalistas brasileiros estão sendo desnutridas, dia a dia, de senso crítico e capacidade de contestação. A cobertura do depoimento do delegado Protógenes Queiroz gerou uma série de matérias absolutamente iguais, senão no conteúdo, na intenção. Ao ler os jornais no dia seguinte ao depoimento, tive a súbita sensação de ter participado de outro evento, embora tenha estado, por muitas horas, no mesmíssimo plenário do corredor das comissões da Câmara dos Deputados. Com pequenas variações sobre o mesmo tema, a mídia centrou-se deliberadamente no fato de Protógenes ter se negado a responder perguntas que não tivessem relação com escutas ilegais, objeto da CPI dos Grampos. O delegado negou-se a cair numa ratoeira preparada à luz do dia, enfeitada por um powerpoint de concepção primária, mas acabou, como de costume, condenado por isso. Perdeu-se, na bacia das alminhas pequenas da pautas pré-concebidas, a chance de contar uma boa história, dessas das quais são feitas o bom jornalismo. Restou aos leitores uma narrativa insossa e mal humorada, resultado da crescente burocratização da reportagem brasileira.
O elevado grau de sabujismo de repórteres brasileiros, hoje, na imprensa brasileira, me preocupa como jornalista e como professor de jornalismo. Não se trata, devo esclarecer, de uma crítica pontual a fulano ou a sicrano, mas de um fenômeno a ser considerado, estudado e definido como objeto de avaliação acadêmica e profissional, aí incluídas as participações dos sindicatos, da Fenaj e da ABI. Escudados pela desculpa da sobrevivência pura e simples, os repórteres estão indo às ruas com pouca ou nenhuma preocupação em relação à verdade factual, adestrados que estão por uma turma barra pesada que tem feito da atividade jornalística um exercício de servilismo muito bem remunerado, é claro.
As precoces reações corporativas, apoiadas incondicionalmente pelos suspeitos de sempre, contra a anunciada Conferência Nacional de Comunicação, são só um prenúncio da guerra que se anuncia toda vez que a sociedade reclama pela democratização da mídia e o pleno acesso à informação no Brasil. O primeiro movimento da reação já foi dado e é bem conhecido: a desqualificação dos protagonistas, como o que começou a ser feito em relação ao jornalista Franklin Martins, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. O passo seguinte será o de tentar passar para a sociedade a impressão de que os fundamentos da conferência ferem o sagrado direito de liberdade de imprensa e de expressão. E sabem quais são esses fundamentos? O controle social sobre a baixaria da TV, fiscalização severa sobre as concessões de telecomunicações e o fim das propriedades cruzadas no setor, o que irá asfixiar os oligopólios midiáticos que controlam jornais, rádios, portais de internet e emissoras de televisão. Oligopólios econômicos e políticos que estão na origem da degradação política brasileira, da ignorância e da miséria social da maior parte da população.
Resta saber de que lado nós, jornalistas, vamos estar nessa guerra.
domingo, 12 de abril de 2009
Papéis Invertidos - Cadê nossa Moral?
Todos se perguntam há muito tempo, porque esse nosso país sempre citado como sendo do futuro, jamais chega a esse ponto. A resposta para essa pergunta passa necessariamente pelo terreno da ética, ou melhor, pela falta dela nos mais diversos setores da sociedade economicamente ativa.
Ela vai desde o trabalhador que puxa um "gato" na rede elétrica de sua humilde casa na periferia até os mais altos representantes do povo (políticos) que utilizando-se do poder de influência captam recursos públicos para enriquecimento ilícito.
Passa ainda por empresários inescrupulosos, sonegadores de impostos que são acobertados por contadores e advogados que vislumbram dar respaldo aos seus clientes através das brechas existentes nas leis.
E principalmente por instituições de mídia que desviam a atenção da grande massa sobre a realidade da vida e assim injetam nas veias do povo um soro de ilusão e cruel imobilismo.
Todos esses somados atrasam a vida de uma nação inteira e não haverá futuro possível onde haja a predominância da "Lei de Gerson" ou da "Lei do Cada um por Sí e Deus por Todos".
Por menos que queiramos aceitar, estamos todos num mesmo Titanic. Simples assim!
Abaixo entrevista do Delegado Federal, Protógenes Queiroz depois de seu depoimento á CPI dos Grampos Telefônicos:
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Protógenes fala com o Acerto de Contas
“O Corregedor Amaro é um delegado escalado para produzir provas para facilitar o Daniel Dantas.”
Conversei agora há pouco com o Delegado Protógenes Queiroz, especialmente sobre o seu depoimento na CPI, e o que pensa do seu futuro.
Conversamos sobre o cenário que está estabelecido sobre a Satiagraha e também os próximos passos. Ao final, disse a ele que iria publicar, e ele falou que não teria problema, me autorizando.
Muita coisa saiu na imprensa do depoimento de ontem. Colocarei apenas os principais trechos, com o que não saiu na imprensa.
Acerto de Contas - Oi Protógenes, tudo bem? O que achou do depoimento ontem?
Tudo bem Pierre. Acho que foi bom, e deve ter sido, porque hoje não saiu muita coisa a respeito.
Acerto de Contas - Você estava preocupado em avançar o sinal em relação à Satiagraha?
Pois é, muitas perguntas surgiram, e algumas eu optei por não responder, porque poderia colocar em perigo dados sigilosos da Operação Satiagraha.
Inclusive no final eu chamei os deputados, e pedi para participarem e acompanharem o desenrolar da Operação Satiagraha, inclusive nos EUA. Muita coisa precisa vir ainda à tona, e acredito ser importante a participação dos deputados. inclusive disse: “Me convoquem que eu vou junto”.
Acerto de Contas - Inclusive em relação à Dilma e ao filho do Presidente?
Lógico, mas neste caso era melhor falar logo que não há nenhum resquício de investigação sobre eles, para que não ficassem utilizando indevidamente os nomes de quem não era objeto da investigação. Em nenhum momento eles foram investigados.
Acerto de Contas - E como está sua situação na Polícia Federal?
Eu espero que volte a ser boa. Gosto do meu trabalho de investigador, e acredito que a atuação da Polícia Federal é de suma importância para o combate à corrupção. Inclusive eu estou esperando minha liberação para contribuir com uma CPI na Assembléia Legislativa de São Paulo, mas ainda não me liberaram. Não sei se esta é a sua avaliação também.
Acerto de Contas - Você está sofrendo uma investigação da Corregedoria da PF, que está sendo conduzida pelo Delegado Amaro. Qual o papel deste Delegado nessa história toda?
O Corregedor Amaro é um delegado escalado para produzir provas para facilitar o Daniel Dantas. Ele faz parte parte de uma orquestra organizada composta do Presidente da CPI, Marcelo Itagiba e outros da cúpula da Polícia Federal, não identificados ainda. Todos tem como objetivo favorecer o banqueiro-condenado Daniel Dantas.
Acerto de Contas - Você acredita que pode acontecer o que?
Olha Pierre, se dependesse de Daniel Dantas e os que o defendem, eu seria preso, mas não conseguem porque não sou bandido. Como disse ontem, essa é a primeira vez que acontece uma investigação para averiguar uma outra investigação.
Estou sofrendo uma perseguição implacável, mas acredito que no fim tudo isso irá cair, pois o bandido não sou eu. Estão tentando inverter os papéis.
Acerto de Contas - E como está vendo esta reação no Congresso que está surgindo a seu favor?
Fico feliz em saber que vários parlamentares estão agora me apoiando. Já temos uma frente parlamentar que está se posicionando contra a perseguição que estou sofrendo.
O PDT e o PSOL em sua totalidade estão me apoiando, parlamentares do PMDB, como o nobre Senador Pedro Simon e o deputado Paulo Lima. Além de parlamentares do PT, como Eduardo Suplicy e Antonio Carlos Biscaia, e do PSB, como Janete Capiberibe.
Acerto de Contas - Inclusive o PDT anunciou que você pode sair candidato a deputado pelo partido. É verdade?
Soube disso pela imprensa, mas neste momento eu não tenho compromisso partidário algum. Meu desejo é continuar atuando no combate à corrupção, dentro da Polícia Federal. Sou delegado de carreira, e acredito que cumpro muito bem o meu dever.
Muita gente está me incentivando a sair candidato, você mesmo é um deles, mas isso só acontecerá na hipótese de não ter mais chances de combater a corrupção dentro da Polícia Federal. Aí teria que procurar outra forma de atuação pública. Mas por enquanto, acredito na recuperação da minha posição dentro da Polícia Federal.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Ele é capaz de tudo
Imagine alguém que se julga detentor de conhecimento máximo sobre tudo.
Aos poucos esse alguém propaga seu conhecimento e informações de variados assuntos e a cada dia ganha mais simpatizantes sobre o seu ponto de vista.
Essa pessoa com o tempo começa deter um certo prestígio e serve como se fosse um guru, uma referência, um conselheiro, aquele que além de prestar informações sobre o que se passa ao redor do mundo, já tornou-se meu amigo confiável de todos os dias.
O que ele fala é lei, e isto de certa maneira vai de encontro ás minhas convicções e pensamentos.
Aos poucos esse alguém vai fazendo parte da minha vida, do meu dia a dia, onde me vejo inteiramente ligado ao seu pensamento e me portando exatamente como ele orienta e influi.
Não sei mais viver sem as suas informações que tornaram-se imprescindíveis para as minhas opiniões e tomadas de decisões.
Eu vejo o mundo de acordo com o que ele me fala.
Eu já não penso mais por mim, não avalio, não questiono, não percebo que poderia haver um outro lado sobre as questões levantadas.
Enfim, sou totalmente alheio á minha individualidade, pois se esse alguém confiável me diz que pedra não é exatamente pedra e sim água, definitivamente ele está certo. Eu é que não havia me dado conta disso antes.
Esse alguém exerce um grande poder sobre minha vida.
E fico mais feliz ainda por perceber que as demais pessoas e grupos do meu convívio também estão inteiramente de acordo com tudo que é propagado por este alguém.
Fica claro que este alguém detentor de conhecimento e informações trás consigo muito poder e influência, afinal sabe muito sobre vários assuntos, situações, grupos e indivíduos.
Com esse poder imensurável, ele passa a exercer uma verdadeira pressão sobre situações que lhe sejam convenientes influenciar.
Devido á credibilidade que conquistou ao longo do tempo através da manipulação do meu pensamento, ele passará a omitir algumas informações, manipular outras, desvirtuar o que não lhe seja interessante ou aos seus amigos, até chegar ao ponto de criar fatos que impliquem em manter-me cada vez mais sob seu domínio, beneficiando seus pares ou aliados.
Como o que ele diz é lei, não há porque eu questionar suas informações.
Ele finalmente é alguém acima de qualquer suspeita.
Agora imagine que este alguém detentor de tanto poder é o responsável por levar informações á um grupo de mais de 180 milhões de pessoas.
Me diga: esse alguém tem poder ou não?
Já imaginou o que ele é capaz de fazer para manter esse status?
Agora imagine este alguém multiplicado e tranformado em veículos de comunicação de massas, como exemplo os nomes abaixo citados:
Rede Globo de Televisão
Rede Bandeirantes de Televisão
Rede Gazeta de Televisão
Jornal O Globo
Jornal do Brasil
Jornal Correio Brasiliense
Jornal Folha de São Paulo
Jornal O Estado de São Paulo
Revista Veja
Revista Exame
Revista Época
Revista Istoé
Rádio Bandnews
Rádio CBN
Rádio Joven Pan
Portal UOL
Portal Agência Estado
Portal Terra
O poder deste alguém supera qualquer coisa que minha vã filosofia possa imaginar.
Ele é capaz de tudo e um pouco mais. E é bom que eu não duvide disso!
Essa é uma maneira bem simples de exemplificar como os meios de comunicação doutrinam, infantilizam e escravizam os indivíduos e as sociedades em pról de seus interesses mesquinhos.
domingo, 5 de abril de 2009
O câncer da contrabandista!
Fato estranho porque segundo reportagem da revista Istoé Dinheiro do dia 21.08.2008 que tratava sobre o câncer em políticos e empresários cita que a referida contrabandista se dizia curada!
"O meu pensamento positivo ajudou no meu tratamento. E não larguei a empresa. Me esforcei para ficar sempre disposta. Hoje estou curada", disse à DINHEIRO Eliana Tranchesi.
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/569/artigo99682-1.htm
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/569/artigo99682-2.htm
sábado, 4 de abril de 2009
Apedeuta? Será?
Estamos sem sombra de dúvidas vivendo um momento histórico sem precedentes para o Brasil que finalmente é reconhecido aos olhos do mundo como um grande país.
Infelizmente aqui dentro isso ainda não é reconhecido, ou não quer ser reconhecido porque o grande responsável por essa inserção, trata-se de um homem vindo de uma região que ao sul e sudeste do país é tida como o que há de mais atrasado e vergonhoso para a nação: o nordeste.
Um homem que não tem um diploma universitário.
Um homem que veio das bases, do chão de fábrica, um simples torneiro mecânico.
Um homem que ao olhar da elite brasileira e seus puxa-sacos imbecís da imprensa é chamado de apedeuta que siginifica: sem instrução, ignorante, sem educação, grosseiro, estúpido etc.
É assim que o presidente Lula é visto pelos donos do poder nacional.
É assim que os meios de comunicação terrorista diariamente referem-se ao mandatário da república.
É assim que boa parte da população, aquela que se julga esperta, que faz parte da classe média, que tem instrução de nível superior enxergam o seu presidente da república.
Cegos alguns, com viseiras de burros nas vistas outros, ou com um supremo ódio correndo nas veias os demais, essas pessoas não querem e muito menos aceitam a realidade como ela é. E a realidade simplesmente é, independente de nossas vontades e desejos.
Parafraseando o "apedeuta", jamais na história desse país, um presidente da republica teve tamanha aprovação por tanto tempo e em diversos níveis da sociedade. Jamais na história desse país, um presidente da república brasileira foi recebido com honras e pompas pelos principais chefes de nações do mundo que entre afagos ouviu do presidente da maior nação do planeta:
- Esse é o cara. Adoro esse cara! Bradou Barack Obama.
Fico imaginando a sensação de determinadas figuras inferiores que querem fazer frente oposicionista na mídia e na política nacional. Quem são Willian Boner, Fatima Bernardes, Miriam Leitão, Bóris Casoy, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Eliane Catanhede, Bárbara Gância, Clóvis Rossi, Josias de Souza, Carlos Sardenberg, Ricardo Noblat, Ricardo Boechat, Kennedy Alencar, Gilberto Dimenstein, entre outros? Quem são Estadão, Folha de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, Revista Veja, Época, Istoé entre outras? Quem são José Serra, Kassab, FHC, Sarney, Orestes Quércia, Maias, Gereissatis, Malufs, Collors, Magalhães, entre outros tantos?
Quem são esses aí de cima e uma infinidade de tantos outros do mesmo nível aos olhos do mundo?
Você navegar pela internet e encontrar em periódicos do nível de El País, La Nacion, The Economist, Le Monde, The Wall Street Journal, The New York Times, The Whashington Post, El Clarín, La Repubblica, The Guardian, visões sensatas daquilo que não encontramos aqui no quintal de casa é algo que só vem corroborar a nossa cegueira, o nosso preconceito, o nosso separatismo e a total falta de sensibilidade com o momento que vivemos.
É difícil sim para os opositores de plantão e os invejosos se conterem, mas indubitavelmente estamos neste momento diante de um "Estadista" de peso na história mundial. Jamais na história desse país tivemos alguém nessa condição.
Ele chegou lá no planalto, mas o planalto é pouco ou quase nada para a sua inata aptidão, o que contraria amargamente os que o apelidaram de "apedeuta".
É difícil aceitar, mas sim elite separatista e preconceituosa, o Lula é o cara do mundo!
Parabéns Presidente Lula! Parabéns também ao verdadeiro povo brasileiro!
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Fernando Lyra: Gilmar Mendes explicita o apartheid
Com a palavra um ex ministro da justiça, Fernando Lyra.
Fonte: Blog Terra Magazine - Bob Fernandes
Fernando Lyra não tem papas na língua.
Desde que era um "autêntico" do MDB. O termo, cunhado num histórico encontro no Recife, início dos anos 70, presentes entre os "autênticos" o próprio Lyra e os então deputados Chico Pinto e Alencar Furtado. MDB, ainda sem o P imposto pela ditadura, dos tempos em que o partido combatia e não servia e servia-se do poder de plantão. E o poder de plantão era o dos generais-ditadores.
No enterro formal da ditadura de 21 anos, Fernando Lyra foi dos mais próximos, senão o mais próximo, dentre os articuladores da candidatura Tancredo Neves à presidência da República. Um pouco dessa história ele conta no livro Daquilo que eu Sei, lançado em março último (Editora Iluminuras).
Ministro da Justiça nomeado por Tancredo seguiu no cargo por 11 meses, já sob a presidência de José Sarney. Experimentado homem de poder, conhecedor dos atalhos e caminhos da Brasília oficial, Fernando Lyra é direto, e duro, nessa conversa com Terra Magazine.
O assunto é a mal disfarçada troca de chumbo entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e setores das primeiras instâncias da Justiça, entre Mendes e o Ministério Público, entre Mendes e porções - cada vez mais acuadas - da Polícia Federal.
Troca de chumbo, sempre, no rastro de alguma operação da Polícia Federal que leve para a prisão algum representante daquilo que Lyra chama de "O Brasil de cima".
O ex-ministro da Justiça diz:
- O presidente do Supremo Federal, Gilmar Mendes, está falando demais. Demais mesmo...Ele comenta todos os casos, principalmente os crimes que envolvem a elite...
Para deixar mais claro o que pensa, Lyra especifica:
- Ele fala o tempo todo sobre o Brasil de cima, mostra suas preocupações com isso, enquanto no Brasil de baixo nunca se sabe quem morreu, assim como não se sabe quem matou. Essa situação de hoje é a explicitação do apartheid. Os crimes que a ele parecem interessar são os da elite, onde surge a elite, o resto é abandonado ao silêncio, como se todos fossem apenas criminosos. Mas alguém aí sabe quem matou, quem morreu? Alguém investigou, verificou, confirmou? E se é pra falar, alguém falou?
Terra Magazine - A polícia do Rio de Janeiro ocupou a Ladeira dos Tabajaras e os mortos foram quatro. Numa outra semana foram cinco de uma vez só, em Salvador tem sido mais de uma dezena por semana, no Recife também, e Brasil afora são centenas de mortos sem rosto e sem nome a cada mês. Supostamente todos seriam bandidos. No entanto, já há uma semana as manchetes são basicamente sobre prisões "arbitrárias", os "excessos" da Polícia Federal, do juiz, do Ministério Público... Outra vez estão em julgamento os juízes, os procuradores, a polícia e não os acusados de cometer crimes. Não há algo estranho no ar?
Fernando Lyra - Primeiro, há uma questão que o País evita que é o consumo assustador de drogas por parte das classes média e alta, e o que se deveria fazer diante disso.
Alguma sugestão?
Não há uma estratégia nacional de segurança e nem mesmo há o debate verdadeiro sobre essa questão que é gravíssima e não apenas no Rio de Janeiro e em São Paulo, aqui em Pernambuco também é, como é na Bahia, no Brasil inteiro. Aliás, é questão grave no mundo inteiro e já há países que a enfrentam.
E vendo isso sob outra perspectiva, que não apenas a do cotidiano?
Há, realmente, algo muito estranho. O judiciário é um poder fechado, não se tem informação clara do que acontece nos seus meandros, e o que se vê é uma grande confusão no debate. Isso está refletido nas manchetes.
O senhor se refere às manifestações de juízes, procuradores, policiais federais, em resposta às manifestações do presidente do STF, Gilmar Mendes?
Exatamente. O presidente do Supremo, Gilmar Mendes, está falando demais. Demais mesmo, muito mais do que seria prudente e desejável. Ele comenta todos os casos, principalmente os crimes que envolvem a elite. E não falo aqui sobre o conteúdo dos seus habeas corpus, das suas decisões como juiz, me refiro à maneira como ele tem se portado...
Que maneira seria essa?
Ele se porta como se fosse a maior autoridade no Brasil, coisa que ele não é. Ele é, circunstancialmente, presidente de um poder. E eu não vejo ele se pronunciar sobre essa mortandade, sobre essa matança toda no Brasil. Ele tem se pronunciado sobre, principalmente, casos que envolvem a elite.
O noticiário indica claramente um choque, atritos, entre instâncias da Justiça, setores da Polícia Federal, do Ministério Público. Essa excitação toda teria a ver com isso?
A impressão que se tem é que tudo isso é uma resposta aos comentários do presidente do Supremo, ao seu falar demais. A opinião pública se confunde, não consegue entender porque ele se pronuncia sempre em relação a juízes, policiais, promotores, enquanto não toca no assunto dos réus. Ele fala o tempo todo sobre o Brasil de cima, mostra suas preocupações com isso, enquanto no Brasil de baixo nunca se sabe quem morreu, assim como não se sabe quem matou. Essa situação de hoje é a explicitação do apartheid. Os crimes que a ele parecem interessar são os da elite, onde surge a elite, o resto é abandonado ao silêncio, como se todos os mortos fossem apenas criminosos. Mas alguém aí sabe quem matou, quem morreu? Alguém investigou, verificou, confirmou? E já que é pra falar, alguém falou?
Nos dê um detalhe desse "clima de excitação" no cotidiano.
Esse clima não está apenas nas manchetes dos telejornais e da mídia do Sul e Sudeste. Aqui no Recife, por exemplo, nas televisões e rádios, entre 11h30 da manhã e 1h30 da tarde, só tem assassinato, morte, estupro, seqüestro...numa feroz disputa pela audiência. Uma posição correta sobre qualquer assunto não é notícia, não atrai o público, o que sobra é a versão divulgada.
Isso não é um tema para o Ministério Público?
Certamente também para o Ministério Público. Temos que deixar de lado, um pouco, o Brasil de cima e prestar atenção no que acontece no Brasil de baixo.
"Esse é o cara!", diz Obama sobre Lula
Coisas estranhas acontecem na nova ordem mundial. Enquanto assistimos internamente uma verdadeira guerrilha da mídia, da oposição e boa parte dos cidadãos contra o Governo Federal, lá fora acontecem coisas inimagináveis com relação á visão que eles tem sobre o Brasil e o chefe de Governo.
Notícia de Hoje:
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira em Londres que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o "político mais popular da Terra".
Obama fez o comentário em uma roda de líderes mundiais, pouco antes do início da reunião do G20, em uma sala de conferência do Excel Center, em Londres.
Um vídeo da BBC registra a cena em que os dois se cumprimentam. Obama troca um aperto de mãos com o presidente brasileiro, olha para o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e diz, apontando para Lula: "Esse é o cara! Eu adoro esse cara!".
Em seguida, enquanto Lula cumprimenta Rudd, Obama diz, novamente apontando para Lula: "Esse é o político mais popular da Terra".
Rudd aproveita a deixa e diz : "O mais popular político de longo mandato". "É porque ele é boa pinta", acrescenta Obama.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
A JUSTIÇA ou a falta dela, em foco!
É notório que vivemos neste momento da recente redemocratização do país algo assombroso no que tange aos poderes superiores, principalmente aqueles que deveriam zelar pelas garantias da ordem e direito dos cidadãos.
Para não me estender muito irei registrar três fatos recentes relacionados a justiça:
1) Mendes diz que controle do MP sobre a Polícia Federal não tem funcionado
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, afirmou, na terça-feira, que o controle feito pelo Ministério Público (MP) sobre as atividades da Polícia Federal (PF) "não tem funcionado a contento". Para Mendes, alguns integrantes do MP têm, muitas vezes, parte nos abusos cometidos pela PF.
"Esse tal controle externo do Ministério Público (sobre a PF) é algo lítero-poético-recreativo", disse Mendes, ao ser questionado sobre a atuação da Polícia Federal na Operação Castelo de Areia.
Meu comentário: Não entendo nada de leis e direito, mas pode um ministro ou mesmo o presidente do Superior Tribunal Federal emitir opiniões ou fazer juízo de valor sobre questões que poderão futuramente a vir ser julgadas por ele na Corte Suprema? Estaria essa atitude sendo tomada por tratar-se de crimes cometidos pela elite e que não pode e nem deve ser contrangida quando é pega em ação crimonosa?
2) Família de acusado de ter matado a ex mulher ganha a guarda do filho do casal
O juiz Argenildo Fernandes dos Santos, da Justiça de Teixeira de Freitas (BA), concedeu à família do ex-jogador Janken Ferraz Evangelista, acusado de matar a ex-mulher Ana Flávia Melo e Silva, 18 anos, a guarda provisória do filho do casal de 6 anos.
Meu comentário: Um crime passional planejado e cometido de maneira cruel pelo assassino que ainda recebe como prêmio a guarda do filho que ficará sob os cuidados de sua família.
3) A procuradora da republica Karen Louise Jeanette Kann critica seus pares da justiça em nota oficial:
Ainda há esperanças.
sábado, 28 de março de 2009
Charles de Gaulle: O Brasil não é um país sério! Sério?
O BRASIL NÃO É UM PAÍS SÉRIO!
São tantos desmandos e situações delicadas ao longo da recente história nacional que não haveria espaço físico suficiente nos provedores de todo o país para acumular esse volume de informações.
Mas apenas para ficarmos com notórios fatos recentes:
Primeiro:
A Polícia Federal fez uma investigação onde encontrou irregularidades comprovadas contra um banqueiro e seu banco.
Um juíz federal determina a prisão do banqueiro. O presidente do Supremo Tribunal Federal expede um habeas corpus liberando o banqueiro da prisão.
Novamente o juíz, fundamentado em provas de suborno do banqueiro oferecido a Polícia Federal, emite outro mandado de prisão contra o mesmo. Novamente o presidente do Supremo Tribunal Federal libera o banqueiro ao emitir um segundo habeas corpus. Velocidade recorde de nossa justiça que em menos de 48 horas livra o banqueiro da prisão.
Segundo:
A Polícia Federal fez outra investigação, desta vez contra a maior butique do país e encontrou irregularidades como sonegação fiscal, contrabando, formação de quadrilha, falsificação de documentos e outras coisas. O rombo ultrapassa a casa de 1 Bilhão de reais.
Pior! Mesmo após o andamento das investigações os desvios continuaram.
A dona da butique e seu irmão foram condenados por uma juíza federal a 94 anos de prisão. Mais outros envolvidos foram condenados. Em menos de 24 horas, um outro juiz relaxou a prisão da dona da butique e dos demais condenados.
Terceiro:
A Polícia Federal novamente após investigação chegou a uma grande construtora acusada de super faturamento de obras públicas, doações ilícitas á campanhas políticas, evasão de divisas e outras coisitas mais.
Um juíz federal, decretou a prisão de vários diretores.
Mais uma vez demonstrando a agilidade que lhe é peculiar, a justiça entendeu que os acusados deveriam ser liberados da cadeia e estão livres.
Finalmente, o delegado federal que investigou e o juiz que mandou prender o banqueiro, estão sendo acusados e poderão ir para a cadeia.
Inverteram-se os papéis.
Estaria no passado o digníssimo presidente francês Charles de Gaulle com alguma bola de cristal quando proferiu a tão famosa frase sobre o Brasil?
Estaria Charles de Gaulle realmente errado em seu raciocínio?
Penso que estamos vivendo plenamente o resultado da Ditadura Militar de 1964 a 1985.
Após 25 anos de poder ditatorial absoluto com a ascenção do "PIG" tendo como maior ícone a Rede Globo de Televisão bestializando as massas, escolas de péssima qualidade no ensino, finalmente chegamos ao que buscavam.
Escravizar completamente uma Nação que se cala, prostrada, humilhada frente ao poder do descaminho em todas as esferas da República.
Quanto tempo faz que ninguém adentra com armas em punho e rouba um cofre abarrotado de dinheiro público desviado por um Governador de Estado, como aconteceu com o corrupto governador de São Paulo, Ademar de Barros?
Quanto tempo faz que com armas em punho não sequestra-se um embaixador americano como o fizeram Fernando Gabeira e sua trupe para pedir liberação de prisioneiros políticos?
Será que é essa a intenção dos detentores do poder atualmente?
O que mais está faltando para que as massas tomem as ruas em legítimos protestos?
Vão esperar a ressurreição de algum herói para se tomar uma iniciativa?
Bons tempos aqueles de Che Guevara e Carlos Lamarca!
sexta-feira, 27 de março de 2009
Feliz Aniversário!
A magnífica notícia no início da noite, sobre a liberação dada pela Justiça Brasileira em duas estâncias para a dona da Daslu.
Esta referida senhora foi condenada a 94 anos de prisão por crimes de sonegação fiscal, contrabando, fomação de quadrilha, falsificação de documentos entre outros.
Diante disto fica cada vez mais fácil eu explicar ao meu filho adolescente que na vida o crime jamais compensa e que sim, vale á pena nossos esforços para que ele continue seus estudos na busca por uma vida mais digna.
Fica mais fácil convencê-lo de que vivemos num país digno de orgulho e que seus filhos sem somba de dúvidas, terão uma vida muito melhor no futuro.
Eu te amo meu Brasil, eu te amo!
quinta-feira, 26 de março de 2009
Folha de São Paulo - Um Jornal Separatista
Tanto ela quanto seus jornalistas se acham o máximo, a última bolacha do pacote, são irônicos em suas teses e comentários, que diga-se de passagem na quase totalidade infelizes.
Ontem o menestrel 'Josias de Souza' em seu blog proferiu o seguinte comentário sobre o programa de moradias á classe de baixa renda, do Governo Federal:
"Uma iniciativa que promete prover à bugrada 1 milhão de casas".
BUGRADA?
É assim que se trata a maioria da população brasileira?
É esse o tipo de tratamento dispensado pela Folha de São Paulo ao se referir ao povão do país?
Imaginem se Samuel Klein (Casas Bahia) ou Amador Aguiar (Bradesco) tivessem a FOLHA DE SÃO PAULO como fonte de inspiração e bússola para guiarem os seus negócios?
Folha de São Paulo: Cada dia mais Separatista e Excludente!
quarta-feira, 25 de março de 2009
Trabalhando por quem mesmo?
Então você navegando pelos mares internéticos, encontra explicações sobre o lado negro da força e compreende melhor os motivos que levam o cara a vender diamantes e entregar bananas.
Por motivação eleitoreira Serra pode deixar São Paulo fora do programa federal da Casa própria
Blog do Favre
O programa de habitação a ser lançado pelo governo federal para construir em dois anos 1 milhão de casas e apartamentos a baixo custo poderá ser boicoteado pelo governo de São Paulo, por motivos exclusivamente eleitoreiros. É o que aparece em matéria do jornal VALOR de hoje.
Uma das chaves do programa é a desoneração, assim como o financiamento a juros baixos. O governo federal, por exemplo, reduzirá os tributos federais (agrupados na sigla RET) de 7% para 0,5 ou 1%. A mesma política de desoneração visa a reduzir o custo do financiamento e do seguro praticado pelos bancos federais.
Os tributos estaduais e municipais também pesam negativamente no programa, que constitui um poderoso instrumento de incentivo ao setor da construção, empregador de mão de obra numerosa. A maioria absoluta dos governadores concordaria, segundo o jornal VALOR, em reduzir o ICMS para habitação, mas não o governador José Serra que procura argumentos para não aderir ao programa, sem sofrer desgaste político com a sua mesquinha decisão.
Segundo o jornal VALOR:
“Em um país com um déficit de 8 milhões de residências, oferecer casas a preços módicos à população de baixa renda é certeza de retorno eleitoral. Poucos bens no país são tão cobiçados quanto a casa própria, principalmente junto às populações periféricas das grandes metrópoles, foco principal do programa. “Cerca de um terço da população brasileira tem como principal aspiração a casa própria”, afirma o cientista político e consultor de campanhas tucanas, Antônio Prado. “Não importa se o governo diz que vai construir um milhão e só entrega 500 mil, o capital político de um programa como esse é enorme”, diz.
O alívio tributário por parte dos Estados - e também dos municípios - é ponto fundamental para que o governo consiga conceder subsídios relevantes, principalmente para a parcela da população que ganha de zero a três salários mínimos, o principal alvo do programa habitacional. A estimativa das empresas do setor é de que os tributos estaduais e municipais representem cerca de 8% do custo total de uma casa popular.”
O governador Serra, segundo o VALOR, não está disposto a abrir mão do ICMS estadual para evitar que o governo federal tenha exito em levar a frente o programa habitacional.
Quem pagará as consequências se persistir está atitude negativa do governador? A população de São Paulo.
O artigo do jornal VALOR informa que Serra vai utilizar diversos tipos de argumentos para tentar evitar o desgaste de não apoiar o programa federal de habitação. Ele evitará afirmar sua oposição frontalmente, mas não deixará que o mesmo possa contribuir para reduzir o déficit habitacional em São Paulo pois na cabeça dele, o crédito ficaria com o governo Lula.
Segundo o jornal VALOR:
“O governador de São Paulo, José Serra (PSDB) está decidido a não fazer nenhuma redução no ICMS de produtos ligados à construção, como espera Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil e coordenadora do programa federal de habitação popular que deve ser lançado esta semana. Serra tem evitado afirmar publicamente que é contra as concessões tributárias previstas no projeto, mas já deixou claro aos seus secretários ligados às áreas econômica e habitacional que não cederá aos pedidos do Planalto. O governador paulista deve ser um dos poucos a não apoiar financeiramente o alardeado plano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de construir um milhão de casas até 2010 e, por isso, quer evitar ao máximo que sua decisão ganhe conotação política em um momento de pré-campanha.”
Para esconder sua mesquinha motivação política, o governador Serra vai investir com tudo em publicidade de programas habitacionais estaduais, tentando passar a ideia que o Estado está fazendo sua parte. Mas como diz o lide do artigo do VALOR: “Governador está decidido a não fazer as concessões tributárias que o programa federal de habitação exige”.
Segundo o jornal, a não adesão ao programa federal de 1 milhão de casas por parte do Estado de São Paulo, ira encarecer os custos do programa federal “exigindo desembolsos maiores da União ou do mutuário”.
E depois disto, o Serra fará de novo aquela campanha, “Serra é do bem”?
terça-feira, 24 de março de 2009
É o Governo do Estado de São Paulo Trabalhando por Você
Em todos os lugares uma campanha ostensiva e massante batendo na sua cabeça:
É o Governo do Estado de São Paulo Trabalhando por Você!
Clique no google e você encontrará esta frase 801.000 vezes em apenas 21 segundos.
Trabalhando por mim? Tem certeza?
Não estaria o Governo do Estado trabalhando em causa própria?
Não estaria o Governo do Estado trabalhando em pról de sua gangue?
E por que estaria o Governo a todo momento me lembrando que trabalha por mim?
Por que veicular em todas as mídias tantas obras que seriam em meu benefício, se o Governo foi eleito para administrar bem e melhorar a minha vida?
Não seria essa a sua obrigação?
Então por que ficar se vangloriando de tal feito se não passa de sua obrigação cuidar bem de mim, me proteger, me prover com sáude, educação, segurança, transporte etc, etc e etc?
Está cuidando bem de mim ou estaria cuidando bem de seu futuro político?
Ou melhor, de seu presente político?
Porque é um presente governar e administrar uma conta do tamanho do Estado de São Paulo que simplesmente representa + de 1/3 de todo PIB produzido no Brasil.
Nem vale a pena ficar discutindo sobre o jogo sujo do poder. Esse jogo sujo que não restringe-se apenas ao Executivo ou Legislativo. Já alcançou até mesmo a cega Justiça e aí nada mais se pode fazer ou esperar dos homens de boa vontade.
A indignação vem quando você se depara com a total falta de vergonha na cara desses pseudo-gestores. E sinceridade, maior falta de vergonha na cara quem tem é justamente quem elege ou contribui para a continuidade das coisas anos após anos, décadas após décadas.
Vemos pessoas sentadas na frente da TV reclamando na hora do Jornal Nacional mas depois rindo, vibrando, se emocionando com as telenovelas e BBB´s (barangas bregas do brasil) até chegar a hora do descanso.
No dia seguinte estará essa figura enfrentando os piores problemas a que um ser humano pode ser lançado e ainda receberá de brinde a massificação da propaganda enganosa do "Governo do Estado de São Paulo Trabalhando por Você"! Pior é que nem se dará conta disso!
Governo algum faz mais do que sua obrigação por trabalhar em pról da melhoria da qualidade de vida da sociedade. Mesmo porque os conchavos e desvios de dinheiro público os enriquecem no mínimo até a sua 5.a geração.
Fala menos e mostra mais porque nem só de marketing vive o homem, Governador.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Mídia Terrorista Brasileira ou Os Filhos da Pura
-- Você é assinante da Revista Veja, Folha de São Paulo ou Estadão? Você ouve as rádios CBN ou Bandnews? Você assiste os noticiários da Rede Globo, principalmente o Jornal Nacional?
Bingo! Então o cliente me pergunta como é que eu advinhei, como se eu precisasse de bola de cristal.
Esses terroristas tem influenciado negativamente a cabeça do meu cliente que por consequência acredita no fim do mundo ainda em 2009. Ele está paralisado.
Resultado: Estes filhos de uma "pura" estão fazendo muito mal aos meus negócios e a minha vida!
"O MEU PIB CAIU MAIS DO QUE O SEU"
A principal notícia da semana foi a queda do PIB brasileiro no quarto trimestre de 2008, que colocou de vez o país entre as vítimas da crise econômica global.
Na quarta, a Folha tratou dela com prioridade em dois aspectos: comparação do resultado do desempenho da economia brasileira no último trimestre do ano passado com o de outros 36 países e ênfase no fato de o governo federal vir declarando que a crise teria efeitos menores aqui.
Foi um erro. A comparação com outros países pode ser importante para analistas e estudiosos, mas não é fundamental para o leitor.
Para o cidadão comum, não interessa muito se a crise aqui é maior ou menor do que na Cochinchina. O que mais lhe importa é saber se ele vai manter o emprego e a renda, se o ambiente econômico do setor em que trabalha está saudável ou não, quais são as perspectivas para o futuro.
Mesmo se fizesse sentido priorizar a questão sobre onde o PIB caiu mais ou menos, a Folha errou, como o próprio texto principal do caderno Dinheiro deixa claro.
Na capa do jornal e nos locais de destaque, insistiu-se na tese de que, por seu PIB ter tomado um dos maiores tombos entre as 37 nações listadas, o Brasil está entre os principais atingidos pela crise.
Não é bem assim. Foi porque o país cresceu mais que os outros no ano inteiro que o contraste entre o quarto e o terceiro trimestres de 2008 foi tão intenso.
Como diz o quinto parágrafo do texto da página B1: "E o fato de o Brasil ter sofrido uma retração maior do que nos outros países no último trimestre do ano não significa que a crise aqui seja maior".
Além disso, chamada de primeira página e linha fina da manchete interna dão ao noticiário, que tem obrigação de ser isento, tom injustificável de editorial, com afirmações como "o país está entre os mais atingidos (...) ao contrário do que o governo vinha dizendo" ou o desempenho do PIB "fez ruir o discurso oficial de que país seria pouco afetado".
Se o jornal quer destacar que o governo errou em suas análises, publique objetivamente declarações antigas dos governantes e dados atuais.
E deixe o leitor decidir se eles fazem ruir o discurso, se o discurso era um castelo de areia, se foi a conjuntura que mudou ou se é obrigação de todo dirigente infundir otimismo na sociedade. Ou qualquer outra coisa que queira concluir. O leitor é inteligente. Não precisa dessas "mãozinhas" retóricas.
A coisa vinha mal desde sábado, quando a manchete do caderno cometeu, no meu entender e de economistas consultados, erro factual ao afirmar: "Indústria tem pior resultado desde Collor".
O que houve foi a variação anual mais negativa da atividade industrial em 19 anos, não o pior "resultado", que significa o quanto foi produzido ou vendido, que evidentemente foi muito maior em 2008 do que em 1989.
O leitor não quer saber dessas picuinhas e suas implicações políticas. Quer é saber o que pode acontecer com a sua vida material. É nisso que o noticiário econômico deve se concentrar.”
sábado, 14 de março de 2009
É muita sacanagem
Nos últimos dias as páginas ficaram esquecidas porque a realidade virtual que os golpistas estão distribuindo é de fazer qualquer um em sã consciencia perder o rumo.
Abaixo reproduzo excelente artigo de Eduardo Guimarães do blog Cidadania.com
Não sabote sua Vida
Eduado Guimarães
Na semana que se encerra, os brasileiros foram surpreendidos por manchetes de primeira página em vários jornais dando conta de que, segundo estudo da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o Brasil seria o 2º país mais atingido pela crise econômica internacional.
Até então, o que se sabia era o contrário. Segundo montes de estudos de instituições internacionalmente reconhecidas baseados em indicadores oficiais da economia, o Brasil aparece como um dos países menos atingidos pela crise.
Como é possível, então, que tenhamos passado do céu ao inferno em tão pouco tempo? A imprensa não explicou. É sua obrigação explicar, mas fazê-lo representaria o esvaziamento de um discurso que começou a ser reconstruído pela mídia na primeira semana de março, de que o Brasil estaria afundando.
Os mais atentos, diante da notícia insólita, farão algumas perguntas a si mesmos:
1 - Como é possível que sejamos o 2º país mais atingido pela crise se o desemprego, apesar de ter subido em alguns setores, ainda não apresenta, no cômputo geral, nenhum efeito grave decorrente da crise?
2 - Se a última medição do IBGE detectou que o desemprego, em janeiro de 2009, ficou em 8,2%, portanto estável em relação a janeiro de 2008, onde está a segunda pior crise econômica do mundo? Será que esqueceram quantos empregos foram perdidos nos EUA ou na Europa?
3 - Como é possível que tenhamos uma crise tão grave no Brasil se o consumo varejista cresceu em janeiro e certamente continuou crescendo em fevereiro e em março? Por aqui está ocorrendo o contrário do que está ocorrendo no resto do mundo, que vê as vendas no varejo despencarem mês a mês.
4 - Como podemos ter a segunda pior crise do mundo se este é o único país em que montadoras de automóveis não demitirão e não estão vendo suas vendas caírem pela metade? Aliás, no Brasil as vendas de automóveis já caminham para bater novos recordes.
5 - Como é possível, enfim, que a Fiesp esteja certa ao dizer que o Brasil é o segundo país mais atingido pela crise se o FMI, o Banco Mundial, a OCDE, a ONU, o G20, o G8 etc., dizem o contrário?
6 - Todas essas questões suscitam outra: por que uma entidade empresarial divulgaria dados amparados em premissas falsas e com resultados distorcidos que certamente contribuirão para prejudicar os negócios de seus associados?
Para começarmos a entender o que aconteceu, convido o leitor a me acompanhar até o site do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) a fim de ler a matéria “Paulo Skaf articula sua candidatura ao governo de São Paulo”. O leitor menos afinado com o jogo do poder – que, é óbvio, passa pelo entendimento dos meandros da economia – poderá estar se perguntando quem diabos é Paulo Skaf. Para quem não sabe, ele é nada mais, nada menos do que o presidente da Fiesp (!).
Tenho muito – eu disse MUITO – contato com empresários associados à FIESP, só que são pequenos e médios empresários. Isso porque sou representante comercial de indústrias paulistas na América Latina e, agora, também na África.
Garanto a vocês que tem muito empresário que odeia Lula que está querendo trucidar Skaf com as mãos nuas.
É voz corrente entre parte do empresariado de pequeno e médio porte que um presidente da Fiesp metido em política só poderia dar nisso, em prejuízo para a classe empresarial através de um estudo, construído com finalidades políticas, que comete o absurdo de dizer que o país que está sofrendo menos com a crise econômica – e que já começa a sair dela, enquanto o resto do mundo nem acabou de entrar – é o segundo mais afetado por ela.
O estudo da Fiesp, anunciado pela mídia com grande alarde, usa de uma malandragem estatística. Ao se concentrar num período excepcional (o quarto trimestre de 2008), no qual houve uma paralisação total do crédito numa economia que vinha crescendo a taxas excepcionais – já próximas à taxa chinesa, pois no terceiro trimestre de 2008 o Brasil cresceu acima de 8% –, o resultado não poderia ser outro.
O absurdo em que consiste a grande publicidade dada a esse estudo da Fiesp é o de que ele não reflete a realidade sobre a economia brasileira. É uma fotografia de um momento que já se encerrou imediatamente depois de começar graças às medidas do governo que trouxeram o crédito a níveis já quase normais.
Querem alarmar a população com objetivos políticos. Isso é claro, cristalino, inegável.
A gana do topo da pirâmide social de retomar o controle do Estado brasileiro é tanta que até empresários com ambições políticas trabalham contra sua categoria e até contra seus próprios interesses empresariais a fim de verem concretizadas aquelas ambições.
É por isso que não vejo sentido em cidadãos dignos, responsáveis e honestos juntarem-se a essa súcia de bandidos que tenta derrubar a economia do país, com todos os efeitos trágicos que o sucesso dessa tentativa pode trazer a todos nós, por quererem ser “isentos” politicamente.
Criticar o governo e ficar se embasbacando publicamente com a virulência da crise econômica internacional, neste momento, é pernicioso ao país, para ser econômico nos adjetivos. É burrice, inclusive.
Tenho uma filha estudando na Austrália há dois meses e que deverá permanecer por lá até o fim deste ano. O país em que ela está sofre os efeitos da crise tanto ou mais do que o nosso. Aliás, como todos os outros países.
Gabriela, minha filha, espantou-se com o noticiário sobre a crise na Austrália. Apesar de a mídia de lá também não gostar do primeiro-ministro do país, o senhor Kevin Rudd, o cidadão comum australiano não é bombardeado ininterruptamente com notícias sobre a crise.
A explicação que se ouve naquele país para um noticiário sobre a crise tão menos alarmista é a de que as pessoas entendem que ela deve ser enfrentada, mas que não pode se transformar num fator de dissuasão de investimentos e de consumo. Por isso, a Austrália, como qualquer outro país civilizado, não masturba a crise como o Brasil.
Mas o que espanta neste país, é o seu vigor. Indicadores econômicos de janeiro já mostram que o Brasil reage à crise. O comércio varejista já se recupera e cresce. A balança comercial reage. O crédito à construção civil aumenta fortemente. O desemprego deve apresentar reversão em março...
Nada disso é notícia. A mídia trabalha a serviço de José Serra e de mega empresários metidos com política para que o país piore, para que não se recupere, visando que a sociedade fique descontente com o governo e queira mudar em 2010.
Há quem diga que a mídia não tem esse poder. É uma rematada bobagem. Parte dos números catastróficos da economia no quarto trimestre de 2008 foram produto do alarmismo que freou o consumo no varejo e até no atacado apesar de os brasileiros, então, estarem com os bolsos recheados e a renda média subindo.
O Dieese, por exemplo, é autor de estudos sobre o efeito do alarmismo midiático no âmbito da crise. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem alertado incessantemente para o problema. Até o jornalista econômico Luis Nassif, um dos mais sóbrios críticos da mídia, tem elaborado sobre o tema.
Quem, no afã de ser “isento”, ajuda a malhar o governo neste momento e a referendar o alarmismo sobre a crise, está prejudicando o país e a si mesmo. Por isso, rogo a você, leitor que não quer se partidarizar mas que também não deve querer se prejudicar e ao Brasil, que não sabote a sua própria vida ajudando essa quadrilha politiqueira a fomentar a crise por meio de alarmismo.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Industria Automotiva e Construção Civil fora da Crise
Fabricantes de veículos e de auto-peças suspendem folgas e programam jornadas extras para atender o crescimento nas vendas pelo terceiro mês seguido. No início do ano, algumas empresas chegaram a reduzir os dias de trabalho e salários em 20% e agora estão antecipando a retomada do ritmo normal, que estava prevista para acontecer só no mês que vem. A Volks de São Bernardo do Campo deve estender o horário de trabalho de sete mil metalúrgicos e a Renault pretende ampliar a produção na fábrica de Curitiba. Com a isenção de IPI, o setor vendeu 191 mil veículos em fevereiro, 0,15% mais do que em igual período de 2008. São sinais animadores, destaca o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O governo deveria prorrogar o corte do imposto, previsto para terminar no fim deste mês, sugere o supervisor de Relações Humanas, Nélson Garcia. No caso dos revendedores de carros usados, o governo lançou uma linha de crédito de R$ 400 milhões para evitar demissões. As micro, pequenas e médias empresas vão poder pedir empréstimos de até R$ 200 mil, com juros baixos e prazo de pagamento de 24 meses. Carlos Lupi, destacou, porém, que o dinheiro só será liberado com a manutenção dos empregos. A previsão do ministro do Trabalho é que mais de 600 mil empregos diretos e indiretos sejam preservados nas 46 mil agências de automóveis em todo o país.
Construção Civil Continua com Trajetória de Crescimento
O setor da construção civil segue na trajetória do crescimento e retoma a geração de empregos, apesar da crise financeira. A indústria ainda não sentiu efeitos da crise e mantém o otimismo para os próximos meses. Apesar de os números ainda não terem sido fechados, o setor deve contabilizar um crescimento de 10% na comparação com o ano anterior. E a perspectiva para este ano e mantém positiva, estima o diretor de economia do Sindicato da Construção em São Paulo, Eduardo Zaidan. Ele explica que o setor trabalha com previsões em um prazo um pouco mais longo - por isso, se houver preocupação, será com 2010, e não 2009.
Luz no Fim do Túnel?
Mídia - Reforma na Folha
Parece que as reações ao infeliz editorial da Folha, que para mim foi escrito por um jovem jornalista sem conhecimento da história, que criou o neologismo "ditabranda" serviram para mostrar à esse veículo, a necessidade de mudar de rumo, para não cair no descrédito que caiu a revista Veja. Daí a boa notícia que o Dines nos dá, a respeito de uma reforma da Folha.Tal reforma, como escreve o Dines,"não poderá dispensar uma quebra no monolitismo hoje infiltrado em todas as páginas e colado nas paredes de todas as redações brasileiras. Para ser didática uma matéria não pode dispensar o contraditório e a dialética".
Para mim, Dória, a razão da explosão da blogosfera observada no Brasil nesses últimos anos, deve-se principalmente ao fato da grande imprensa, com raríssimas excessões,não permitir o contraditório.Limitam-se a tentar passar para seus leitores, "um pensamento único, uma verdade absoluta.O caso dos boxeadores cubanos é exemplar. Por mais que o governo brasileiro explicasse que os cubanos voltaram para Cuba porque quiseram, toda a imprensa vendeu uma verdade única. Jabor, Merval,Veja, Estadão, Folha,Lúcia Hipólito, esbravejaram, cairam de pau no governo,etc. Agora, pelo que eu sei, só a Lúcia Hipólito teve a decência de fazer seu "mea culpa".
No momento, parece que pelo menos os responsáveis pela Folha perceberam que se este veículo continuasse a tentar impor a "verdade única" com forte viés ideológico, como faz a Veja, estaria aumentando como diz o Dines, "a homogeneidade que domina e distancia a grande mídia jornalística brasileira da grande massa de leitores".
Felizmente a Folha caiu na real. Agora o mais surpreendente foi a capa da edição dessa semana da Veja, mostrando uma guinada na cobertura dos efeitos da crise econômica no Brasil. A capa destaca dez razões para otimismo e uma para pessimismo. Será que a Veja também está caindo na real? Será que ela constatou que a postura de "torcer pelo quanto pior, melhor" que uma parte da oposição também está adotando, não está atingindo seus fins, no sentido de atingir o Lula e o seu governo? Será que foi a redução das receitas publicitárias motivada por esse alarmismo em função do tamanho da crise, que induziu essas mudanças de postura?Estou curioso para saber o que os "pitbuls" da Veja, (Mainardi e Reinaldo), estão achando dessa capa.
Carlos Dória.
segunda-feira, 2 de março de 2009
E o jornalismo... quem diria??
leno século XXI, sómos brindados diariamente por formadores de opinião que de seus quartéis generais (redações), vomitam inverdades que afetam a vida de milhões de pessoas diariamente.Quem se lembra dos boxeadores cubanos que desertaram de sua delegação durante os jogos panamericanos realizados por aqui em 2007, e depois acabaram sendo deportados pelo Brasil a seu país de origem, segundo as informações da grande mídia na época?
Eis uma pequena amostra de opiniões dos Terroristas Midiáticos de plantão:
- "Esse caso (Cesari Battisti) merece um comentário paralelo. Por mais controverso que possa ter sido seu julgamento, por mais dúvidas que possam existir sobre sua participação em todas as mortes de que é acusado, a decisão do ministro brasileiro peca pela origem: como pode o mesmo ministro que entregou para uma das mais cruéis ditaduras do mundo os boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que fugiram da concentração durante os jogos do Pan no Rio, alegar que Battisti corre o risco de ser perseguido na democrática Itália?" (Merval Pereira, 27 de janeiro de 2009)
- "Condeno a forma intempestiva como foi feita essa repatriação, sem que houvesse por parte da sociedade brasileira a possibilidade de saber se essa era a vontade daqueles indivíduos.” (Aécio Neves, 9 de agosto de 2007) - ps. este foi no embalo dos terroristas midiáticos.
- "Estrangeiros que pedem asilo a uma embaixada brasileira são da alçada do Itamaraty, e os que pedem refúgio dentro do Brasil são do Ministério da Justiça. Mas, convenhamos, não se trata um simples caso de asilo ou refúgio. E os dois acabaram sendo um caso de polícia. Uma polícia que aceitou com muita facilidade a versão do "arrependimento". Rigondeaux e Lara foram despachados ""a pedido", como nas demissões em Brasília, e sem investigação, sem processo, sem julgamento. Nenhuma entidade de direitos humanos foi ouvida. Em sendo muy amigo de Fidel, fica parecendo que o governo do PT cedeu à pressão e entregou os cubanos à própria sorte -ou azar.Se viessem de outra ditadura, "à direita", talvez tivessem sido acolhidos como refugiados. Aos amigos, tudo; aos inimigos, nada.” (Eliane Catanhêde, Folha de S.Paulo, 10 de agosto de 2007)
- "A decisão do governo de Cuba de proibir os pugilistas Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara de prosseguir em suas carreiras de atletas e de sair pelo resto de suas vidas do país é a prova mais evidente de que os dois não retornaram à ilha de Fidel Castro por vontade própria". (Dora Kramer, Estado de São Paulo, 25/08/2007)
- "Imagino que muita gente ainda se lembre de Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. Os dois pugilistas cubanos tentaram desertar durante os Jogos Panamericanos do Rio de janeiro em julho de 2007. Pretendiam seguir para a Alemanha, já com promessa de contrato. Entretanto, foram presos pela Polícia Federal e imediatamente deportados. Um avião posto à disposição do governo cubano pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, levou os pugilistas de volta para Cuba." (Lúcia Hippolito, em seu blog, 25/02/2009)
- A Polícia localizou os cubanos, e os prendeu, sem motivos para isso. Manteve os rapazes incomunicáveis, atropelando a Constituição, e chegando inclusive a expulsar o advogado enviado pelos empresários, que teve que ir embora sem sequer poder ver os presos. Depois, em tempo record, providenciou um avião que levasse os pobres coitados para Havana, com escala em Caracas." (Cláudio Humberto, Tribuna da Imprensa, 11/08/2007)
- "Com a fuga de Cuba do boxeador Guillermo Rigondeaux, escreveu-se o penúltimo capítulo da uma história iniciada em 2007, quando ele e seu colega Erislandy Lara foram deportados pela polícia do comissário Tarso Genro.O último será escrito quando se souber com quem Fidel Castro falou no dia em que ele soube do desaparecimento da dupla. Que falou com alguém, falou, pois isso foi contado pelo seu chanceler, Felipe Pérez Roque. Nas suas palavras, o Comandante pediu ao seu interlocutor ajuda para "propiciar e organizar" o repatriamento dos fujões. Pode demorar, mas um dia a identidade do amigo de Fidel será conhecida". (Elio Gaspari, Folha de S. Paulo, 01/03/2009)
“Entrevistado em Miami, Lara declarou que ele e Guillermo, após terem sido abandonados por uma empresa alemã, agenciadora de boxeadores, decidiram voltar para Cuba. "Nós decidimos retornar, não foi pelo governo brasileiro nem por ninguém, já que as coisas deram errado, nós decidimos voltar".
Pois é! O cidadão se formar numa profissão tão digna como a de jornalista para tornar-se um terrorista, só pode ser por motivos que nem Freud explica. Mas esses terroristas e seus generais sabem muito bem o que buscam. Lamentável verificar até que ponto chega o ser humano por questões egóicas e rasteiras.
Pena que o papel de jornal é inadequado para higiene pessoal, porque prá outra coisa eles já não servem mesmo!
domingo, 1 de março de 2009
Maquiavélico Mr. Burns

Decidido a disputar a sucessão presidencial de 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), vem realizando manobras precisas em busca de apoio e visibilidade, procurando afastar a fama de político agressivo. Na mira, tanto as aproximações com rivais como Geraldo Alckmin e Orestes Quércia, quanto a atração do empresariado e mesmo de sindicalistas.
Fonte: Reuters
Se navegarmos na internet de maneira geral e mais amiúde na blogosfera im busca de informações iremos descobrir quem realmente é esse cidadão que postula mais uma vez a indicação de seu partido para sair candidato á presidente em 2010.
O que me intriga é o porque desse cidadão imaginar que seria uma excelente alternativa para o Brasil? Pior ainda, porque a mídia terrorista quer vender essa figura como o salvador da pátria? Quem é ele? O que fez? O que faz? Qual sua história de vida? Quais suas maneiras de gerir a coisa pública?
Se você é de São Paulo deve ter as respostas bem na sua cara todos os dias!
Mas como diz o jornalista Paulo Henrique Amorim, apenas SP vota no PSDB há mais de 14 anos consecutivos.
E como os Paulistas se julgam o máximo da sociedade, o supra sumo do Brasil querem convencer e enfiar guela abaixo essa figura grotesca para a Presidência da República. Vá de retro!